INFIDELIDADE: QUEM AMA TRAI? - Ana Elizabeth Diniz

Até mesmo os especialistas em comportamento humano e sexólogos têm dificuldade em conceituar a infidelidade porque ela esbarra naquilo que nos individualiza, como nossa carga emocional, história de vida, dificuldades, limitações, angústias e querências as mais diversas, algumas até patológicas.

A infidelidade requer uma visão tridimensional, "a da pessoa traída, a que trai e a terceira pessoa. Ela pressupõe a quebra do pacto de exclusividade na relação amorosa e gera sofrimento por ter que dividir o companheiro com outro alguém", afirma Clara Feldman, psicóloga, e autora dos livros "Sobre-vivendo à traição", "De Paixão e Cegueira" e "Encontro, uma Abordagem Humanista". Motivações não faltam para explicar a infidelidade. "Alguns argumentam que a qualidade do relacionamento não está boa, que se sentem insatisfeitos com a relação, outros porque apresentam a ‘síndrome do pavão’, aquele que seduz pelo simples fato de seduzir e depois abandona a pessoa.

Esse tipo sente prazer com a traição e faz isso por necessidade de autoafirmação e pode chegar às raias do patológico. Um último grupo tem necessidade sexual compulsiva, gosta da adrenalina, do risco, inclusive de morte", enumera a especialista. Quem ama trai? "Trai, e muitas vezes não por razões ligadas ao relacionamento, que pode ser extremamente satisfatório, existir um sentimento de amor recíproco, intensidade na relação, mas mesmo assim, há espaço para a traição", diz Feldman. Mas no universo das traições existe espaço ainda para aquele tipo que só se sente seguro com a insegurança do outro. "O indivíduo trai e deixa sinais para que o outro perceba e se sinta inseguro em relação ao seu próprio valor. Ele trai com medo do outro traí-lo primeiro. Com isso o outro perde o foco em si e passa a se relacionar com aquilo que o outro quer que ele sinta.

E vira uma relação doentia", diz a psicóloga. Regras Não existem regras sobre quem trai mais, se o homem ou a mulher, mas "uma coisa é fato, o homem trai mais por razões ligadas à necessidade e a mulher quando se sente subnutrida amorosamente, quando o companheiro se torna agressivo, mal humorado e mantém atitudes depreciativas em relação à ela. Culturalmente o homem sente necessidade de afirmar a sua masculinidade, de se mostrar viril para os amigos, mostrar que transa com muitas mulheres diferentes. Questão de vaidade", enfatiza Feldman.

A psicóloga cita o que chama de ética da traição. Aconselha a Bíblia a "não pecar por pensamentos, palavras, atos e omissões. Existem pessoas que se sentem traídas só quando existe sexo e outras com olhares. Mas quem cerceia a liberdade do outro corre mais riscos de ser traído. A pergunta é: em uma relação bem estruturada onde o diálogo permeia a relação, qual o dano que a traição por palavras, pensamento e omissões pode trazer?" questiona. Há dez anos, o sexólogo europeu Willy Passini pesquisou mais de mil mulheres e homens, perguntando o que eles preferiam: que seu parceiro transasse com ele pensando em outro ou transasse com outro pensando nele Resultado: Homens preferiam que as companheiras transassem com eles pensando em outro homem e as mulheres preferiam que seus parceiros transassem com outras pensando nelas Infidelidade é um conceito abstrato.

“Tive oportunidade de atender pessoas que se confessavam voyer. Eram perversas porque sentiam prazer em ver o seu companheiro transando com outras pessoas, mas quando ele se envolviam e não contava para o parceiro, abalava a relação. Naquele momento se configurava o conceito de traição”, diz o sexólogo Gerson Lopes. Hoje existe infidelidade virtual.

Homens e mulheres que até fazem sexo pela Internet. “Nesse caso há infidelidade ou não? Além de ser polêmica no conjunto, ela é polêmica no conceito”, afirma o sexólogo. Tem infiel de todo jeito. “Uns são eternos conquistadores e não sustentam uma relação. A atração é mais forte que o envolvimento. Em uma relação saudável, ambos, passada a fase da paixão, terão que conviver com o lado escuro do outro”, diz o sexólogo.

E nessa hora, vem o perigo. “As pessoas se envolvem com o ser idealizado, a ponto de transformá-lo em príncipe ou princesa. Quando descobrem o sapo ou a rã, acontece a desidealização. É quando a relação pode crescer”, pontua Lopes.
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