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MODELO DE CARREIRA LINEAR VAI DESMORONAR – Lynda Gratton

No futuro, a criatividade será o maior diferencial entre homem e máquina, diz a professora britânica Lynda Gratton. Especializada em gestão e na relação entre trabalho e tecnologia, ela também vislumbra uma verdadeira revolução na vida profissional, causada pelo aumento da expectativa de vida.

RAIO-X: LYNDA GRATTON, 62

Formação: Especializada em gestão e na relação entre trabalho e tecnologia, professora da London Business School

Obra: "The Shift: The Future of Work is Already Here" ("A mudança: O futuro do trabalho já está aqui", inédito no Brasil)

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Folha - Sua pesquisa sobre tecnologia começou a partir de visita a uma vila masai, na Tanzânia, quando viu um morador usando celular. O que isso tem de tão especial?

Lynda Gratton - Mostra que quando temos tecnologia pela primeira vez, a usamos para amplificar o modo como vivemos. Para o masai, o aspecto mais importante da vida são seus animais. Por isso, na minha visita, ele usou o celular para conversar com o irmão sobre as cabras da família. Talvez hoje o masai use seu celular para saber sobre clima ou até para encontrar uma namorada em uma vila vizinha.

Qual o impacto da criatividade no futuro do trabalho?
A tecnologia está substituindo os humanos em trabalhos previsíveis, como anotação de dados, linha de produção e até alguns serviços jurídicos e contábeis. Vamos necessitar que a força de trabalho esteja empenhada na criação de produtos e serviços e em jeitos inovadores de entregá-los. Já o trabalho rotineiro será feito de forma mais efetiva pela tecnologia.

É possível aprender essas habilidades criativas na escola?
O modo como desenhamos nossas instituições tende a limitar a criatividade. O desafio das organizações é ajudar as pessoas a redescobrirem ideias e comportamentos criativos que antes eram naturais para elas. E, também, desenhar o trabalho de modo a encorajar as pessoas a pensar diferente, a falhar e continuar tentando.

O processo de alteração do homem pela máquina, conhecido pelo termo augmentation, deve impactar o trabalho em breve ou ainda leva tempo?
O futuro do trabalho vai ser definido por humanos e computadores trabalhando em sintonia, através da união entre ambos. Isso já está acontecendo. Basta pensar na nossa relação com aplicativos ou em nossos celulares e como eles permitem que facilmente nos comuniquemos em tempo real com outros ao redor do mundo ou que nos movamos entre o ponto A e o B rapidamente. Isso vai aumentar nos próximos anos.

A senhora diz que dinheiro não deve ser o único aspecto no trabalho. Quais os outros?
As organizações precisam oferecer aos empregados recursos intangíveis, como treinamento de habilidades, vitalidade, bem-estar e capacidade de desenvolver redes que os ajudarão a se mover entre carreiras no futuro.

As organizações devem oferecer aos funcionários a capacidade de aprimorar sua empregabilidade. As mais inovadoras já começam a experimentar. Muitas pessoas querem focar em sua saúde e, ao mesmo tempo, sabem da necessidade de aumentar seu grau de empregabilidade e sua habilidade de se transformar, já que terão uma vida profissional mais longa.

Qual o impacto da maior expectativa de vida no trabalho?
O modo como estruturamos o trabalho é baseado em um modelo de vida com três estágios: educação, trabalho e aposentadoria. Esse modelo vai desmoronar. Muitas pessoas não poderão se aposentar aos 60 anos, se pudermos viver bem até 100 anos.

Além disso, ficar aposentado por 30 anos não é atraente para o bem-estar social e psicológico. Vamos estender o trabalho até uma idade avançada e criar mais períodos de descanso, recuperação e reciclagem durante a vida profissional. Vamos mudar do modelo de três estágios para um de múltiplos níveis.

As empresas precisarão criar mais opções para permitir às pessoas períodos de descanso, de recuperação e de treinamento e estudo. Também devem entender que a idade não vai mais ter relação direta com o estágio da vida, já que cada um deverá usar as diferentes opções que existem para sequenciar a vida como achar melhor.
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PESSOAS MAIS SELETIVAS EVITAM ABORRECIMENTOS FUTUROS - Marcel Camargo

É preciso selecionar as amizades a serem mantidas, os sentimentos a serem guardados, os ambientes onde nos demorarmos, as lutas que valem a pena serem travadas, os amores que merecem ser nutridos. Selecione, porque ninguém poderá fazer isso por você.

Quanto mais o tempo passa, quanto mais maturidade tivermos, estaremos menos dispostos a deixar por perto pessoas e coisas inúteis. Temos mania de carregar conosco, por tempo demais, bagagens que não são nossas. Temos certa tendência a aturar, além da conta, gente que não soma em nada, não acrescenta, não gosta e nem ama. É preciso selecionar.

Pessoas têm que escolher seu caminho

É preciso selecionar as amizades. Podemos até ser cordiais com as pessoas, mas isso não deve significar que todas elas poderão caminhar junto conosco. Tem gente que emperra, não avança, nem possui a mínima noção de coleguismo. Por que, afinal, manter por perto quem nem se lembra de que existimos, quem não é capaz de perceber quando estamos bem ou não, quem não olha além de si mesmo?

É preciso selecionar os sentimentos. Não poderemos nos furtar de vir a sentir tristeza, culpa, solidão, desânimo, uma vez que somos mesmo gangorras emocionais por natureza. Porém, será nosso dever lutar contra a demora exagerada em terrenos dolorosos, em que só se patina, sem avanço, sem aprendizado, sem força para mudar, para melhorar.

É preciso selecionar os ambientes. Embora não consigamos evitar frequentar lugares chatos e sem vida, por conta de obrigações pessoais, sempre estaremos aptos a escolher onde repousaremos e fortaleceremos o nosso amor, com gente verdadeira, com sorrisos sinceros, com sentimentos recíprocos. Ninguém é obrigado a permanecer onde o ar parece rarefeito, onde não se respira com tranquilidade, onde o coração se cala.

É preciso selecionar as lutas. Ao longo de nossa jornada, teremos de enfrentar várias batalhas, com familiares, com desafetos, com nós mesmos que seja. Por essa razão, deveremos saber quais os embates que valerão a pena serem travados, ou esgotaremos energia inutilmente, explicando-nos para quem não quer ouvir, doando-nos para quem não sabe o que é gratidão, procurando quem nunca nos procura, mesmo sabendo onde estamos.

Pessoas têm que escolher seu amor

É preciso selecionar o tipo de amor que nutrimos. Não podemos aceitar amores rasos, pela metade, que não nos procuram, não nos devolvem, não nos reciclam. Aceitarmos amor que fere, que dói, que faz chorar, que traz equívocos, angústia e solidão significa conformar-se com o incompleto, com o que nunca foi, nunca é, nem nunca será amor de verdade, aquele que todos merecemos viver em sua plenitude.

Não se trata de exigências exageradas, de frescura ou de utopia, mas sim de saber o devido valor que temos dentro de nós, o qual não deve jamais ser posto à prova, por conta de carência e autoestima em frangalhos.

Amar-se sempre será nosso maior escudo contra tudo e todos que tentarem fazer com que nos sintamos diminuídos, com que desistamos da nossa felicidade. Selecione, porque ninguém poderá fazer isso por você.
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A PERCEPÇÃO DO TEMPO MUDA DE ACORDO COM A LÍNGUA - Juliana Domingos de Lima

Estudo recente feito por linguistas mostra que os idiomas influenciam nossa forma de vivenciar o tempo.

Línguas diferentes descrevem o tempo de maneiras distintas - e as palavras usadas para falar sobre ele moldam nossa percepção de sua passagem.

O estudo “The Whorfian Time Warp: Representing Duration Through the Language Hourglass” (Distorção temporal whorfiana: representando duração por meio da ampulheta da língua, em português), publicado no jornal da APA (Associação Americana de Psicologia), mostra que conceitos abstratos, como a percepção da duração do tempo, não são universais.

Ao contrário, a forma como pensamos e representamos mentalmente esses conceitos temporais varia de acordo com a língua (ou as línguas) que se fala. “A língua pode ter um papel poderoso na transformação da experiência psíquica e física do tempo pelos seres humanos”, escrevem os pesquisadores no estudo. Para o artigo, os linguistas Emanuel Bylund, da Universidade de Estocolmo (Suécia), e Panos Athanasopoulos, da Universidade de Lancaster (Reino Unido), realizaram experimentos com falantes bilíngues e monolíngues de espanhol e sueco.

Os autores não só verificaram uma mudança da percepção temporal conforme a língua falada como observaram que a transição de uma língua para outra por um mesmo indivíduo modificava sua estimativa de uma duração de tempo. Isso implica que visões diferentes de tempo convivem no cérebro de um indivíduo bilíngue.

Noções distintas de tempo
Como não vemos o tempo, temos uma tendência a associá-lo a conceitos espaciais, diz o estudo. Ao mesmo tempo, ele estabelece diferenças entre a representação do tempo em algumas línguas. Falantes de inglês e sueco, por exemplo, falam de tempo usando os termos “longo” e “curto”, que remetem a distância. Quem fala grego e espanhol, por outro lado, se refere a uma duração de tempo em termos de quantidade e volume, usando palavras como “grande” ou “pequeno”. 

Essa variação de termos é que faz variar também a representação mental e a percepção que se tem do tempo. Para os três experimentos realizados no estudo, os participantes — nativos em língua sueca, nativos em língua espanhola ou bilíngues — eram solicitados a avaliar a duração de dois vídeos animados. Um deles mostrava um contêiner ser preenchido gradualmente com líquido, e o outro, uma linha que ia aumentando de tamanho na tela. A expectativa dos pesquisadores era que, se falantes de língua espanhola falam de duração como quantidade, sua estimativa de tempo sofreria maior impacto pelo preenchimento do contêiner do que no caso dos suecos.

Analogamente, a distância da linha que crescia na animação deveria impactar mais a estimativa dos suecos do que dos espanhóis.

Etapas do estudo:

EXPERIMENTO 1 -  
Nessa primeira etapa, 40 falantes nativos de espanhol e 40 falantes nativos de sueco foram aleatoriamente designados a assistirem a uma das animações. Individualmente, eram perguntados, em sua própria língua, quanto tempo o estímulo da animação havia durado. Em um computador, deveriam assinalar a duração estimada, e o símbolo da ampulheta aparecia acompanhado da palavra “duração” (“tid” em sueco e “duración” em espanhol). Também deveriam descrever o que tinham assistido, o que indicaria a percepção de tempo que possuem.

EXPERIMENTO 2 -  
Outros 40 falantes nativos de espanhol e 40 de sueco foram submetidos ao mesmo procedimento, com os mesmos materiais do procedimento anterior, sem que fossem usadas palavras junto aos símbolos com que, no computador, deveriam assinalar uma resposta às perguntas. O objetivo, nesse caso, era suprimir a indicação verbal.

EXPERIMENTO 3 -  
Dessa vez, 74 falantes bilíngues de espanhol e sueco foram submetidos aos vídeos do contêiner e da linha. No momento de responderem à pergunta, alguns se depararam com palavras em sueco, e outros, em espanhol. A interação com os estímulos mudou significativamente dependendo da língua na qual o participante era induzido a pensar.

Os resultados comprovaram influência da língua usada na representação da passagem do tempo. E que aprender uma segunda língua beneficia o falante com uma percepção nova do tempo.

“Ao aprender uma língua nova, você se adapta de repente a dimensões da percepção às quais não tinha acesso antes”, diz Athanasopoulos, um dos autores do estudo. Os participantes bilíngues se mostraram capazes de perceber a passagem do tempo como distância e como volume simultaneamente.

“O fato de que pessoas bilíngues transitam entre essas diferentes formas de estimar o tempo sem esforço e inconscientemente se encaixa nas evidências crescentes que demonstram a facilidade com que a linguagem se entremeia furtivamente em nossos sentidos mais básicos, incluindo nossas emoções, percepção visual e, agora, ao que parece, nossa sensação de tempo”, disse o pesquisador ao site Quartz.
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DIGA-ME O QUE PENSAS DOS OUTROS E LHE DIREI QUEM VOCÊ É

A maneira como você vê as outras pessoas pode revelar muito sobre o seu caráter e personalidade. De acordo com o “Journal of Personality and Social Psychology“, as pessoas que qualificam os demais como honestos, amigáveis e estáveis estão satisfeitas com a sua própria vida. Por outro lado, aqueles que têm opiniões negativas sobre as outras pessoas são precisamente os mais antissociais, narcisistas e desagradáveis.

Este estudo demonstra que as pessoas que avaliam seus colegas de forma positiva sofrem menos de depressão e ansiedade. Por outro lado, as pessoas que são excessivamente críticas são mais suscetíveis a transtornos de personalidade, especialmente transtornos paranoicos ou antissociais.

Uma característica essencial no transtorno de personalidade paranoica é um padrão de desconfiança e suspeita em relação aos outros em geral, de modo que as intenções destes são interpretadas como maldosas. Por sua vez, isto implica que as pessoas com este transtorno interpretam as mensagens neutras ou positivas como ofensas, provocações, insultos, etc. Diante da dúvida sobre a intenção do outro, um paranoico escolhe sempre a pior opção. Ou seja, interpreta o que o outro faz ou diz como um ataque.

Deixando de lado os transtornos de personalidade, há sempre alguém que vive criticando tudo e todos. Em todos os ambientes que frequentamos, sempre há alguém que pensa que o mundo está cheio de pessoas más. De acordo com este estudo, independentemente da pessoa estar certa ou errada, esse tipo de pensamento não contribui para a sua felicidade. Além disso, provavelmente é uma pessoa esquiva e desconfiada.

“Nós não vemos os outros como eles são, mas como nós somos”.  -Emmanuel Kant –

Somos espelhos
O exterior atua como um espelho para a nossa mente, vemos refletido nele as qualidades ou aspectos do nosso próprio ser. Quando observamos algo em alguém e não gostamos ou sentimos rejeição, de alguma forma esse aspecto de que não gostamos pode existir dentro de nós. Além disso, esta rejeição pode ser apenas o reflexo da rejeição que sentimos pelo que somos.

Também é possível que o nosso inconsciente, ajudado pela nossa projeção, nos faça acreditar que o defeito existe “lá fora”, na outra pessoa. A projeção psicológica é um mecanismo de defesa através do qual uma pessoa atribui aos outros as sensações, pensamentos ou impulsos que negam ou são inaceitáveis ​​nelas mesmas.

Este mecanismo aparece em situações de conflito emocional ou quando nos sentimos ameaçados interna ou externamente. Para reduzir a nossa agitação interna, focamos no exterior como se todas aquelas qualidades que não aceitamos não pertencessem a nós. Atribuímos essas qualidades a um objeto ou alguma pessoa distante de nós. Dessa forma, nossa mente coloca para fora este conteúdo ameaçador e luta no mundo real contra eles.

A projeção psicológica é um mecanismo de defesa mental, através do qual a pessoa transfere para as outras pessoas as suas próprias virtudes e defeitos.

Uma grande parte do que o incomoda nos outros é apenas uma projeção

O mundo interior tende a colorir o mundo exterior com suas próprias características. Por exemplo, se estamos felizes normalmente olhamos para o mundo que nos rodeia com otimismo e alegria, nos expressando através de frases como “hoje a vida sorri para mim”, “que dia feliz”.

Obviamente, nem o dia está feliz e nem a vida sorri para ninguém. Estas qualidades são realmente subjetivas e somos nós que nos sentimos assim. O processo de projeção faz parte do funcionamento mental humano e, portanto, nos ajuda a sentir e pensar no mundo como algo humanizado.

Muitas vezes, o que não aceitamos nos outros é precisamente tudo o que não resolvemos dentro de nós mesmos. Se tivéssemos resolvido no início, não teria se tornado um problema crônico. Nestes casos, a aceitação das nossas sombras e a meditação nos ajudarão a nos conhecermos melhor e integrar vários pontos de vista antes de passarmos para as interpretações.

“Quem conhece os homens é inteligente; quem conhece a si mesmo é sábio. Quem vence os outros é forte; quem vence a si mesmo é poderoso.”
 – Tao Te Chin –
Fonte: A mente é maravilhosa
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COMO PRATICAR QUALQUER COISA DE MANEIRA EFICAZ - Juliana Domingos de Lima

Repetir a tarefa várias vezes ao longo do dia, com intervalos, e até imaginar estar treinando estão entre as dicas

A MIELINA, CAMADA DE GORDURA QUE ENVOLVE CÉLULAS NERVOSAS, SOFRE ALTERAÇÕES QUANDO SE PRATICA O QUE QUER QUE SEJA  

A prática leva à perfeição, diz o ditado. E diversos estudos já tentaram decodificá-la em termos numéricos, na tentativa de elaborar uma fórmula para quanto é preciso praticar para se chegar à excelência, seja em um arremesso de basquete ou tocando um instrumento. O número de horas não é a única coisa que conta quando se treina uma habilidade. A qualidade e eficácia com que se pratica também fazem diferença, é o que mostra um vídeo recente do canal “TED Ed”, o canal educativo da empresa TED, que dá dicas para praticar atividades com eficiência.

A aula dada no vídeo animado foi criada por Annie Bosler, musicista e professora, e Don Greene, psicólogo especialista em treinar músicos para atingirem sua melhor performance. Como praticar com eficácia, segundo os especialistas Focar inteiramente na tarefa, minimizando distrações (desligar computador, TV e colocar o celular no modo avião) e direcioná-la para uma fraqueza, em vez de praticar o que se sabe Começar devagar: a coordenação de um movimento vem com sua repetição.

Aumentar a velocidade pouco a pouco aumenta as chances de fazer algo da maneira certa Quebrar o treino em práticas curtas e intensivas, totalmente concentradas: várias vezes por dia, com pausas Em outros momentos em que não estiver praticando, fazer o exercício de imaginar, nos mínimos detalhes, estar praticando.

Segundo o vídeo, estudos comprovam que imaginar, nota por nota, estar tocando uma música sem tocá-la, ou realizando um movimento, no caso de um esporte, reforça a habilidade quase tanto quanto a prática real Por que a repetição aprimora a habilidade Muitos atletas atribuem seu sucesso à memória dos músculos, que na verdade não têm uma memória.

A prática atua no cérebro fazendo com que a informação seja transmitida mais rapidamente aos músculos que executam a atividade, qualquer que ela seja. Segundo explica o vídeo do “TED Ed”, o cérebro tem dois tipos de tecido nervoso: a matéria cinzenta e a branca. A primeira processa informações, direcionando estímulos e sinais às células nervosas. A outra é composta, basicamente, de fibras nervosas e mielina, membrana que envolve certos neurônios, e estabelece vias de comunicação entre o sistema nervoso central e os locais externos, assim como entre regiões do sistema nervoso central. É a mielina, a camada de gordura que envolve células nervosas, que sofre alterações quando se pratica o que quer que seja.

Ela é, segundo o vídeo, similar a um isolante de cabos elétricos: previne a perda de energia dos impulsos que o cérebro usa, movendo-os com maior eficiência no caminho que percorrem.

Alguns estudos feitos em ratos mostram que a repetição de um movimento aumenta essa camada isolante e, assim, forma uma “estrada de alta velocidade” para a informação que viaja do cérebro aos músculos.

Assista o vídeo >>>>>>

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LIVROS E POESIAS PARA COMBATER A ANSIEDADE E DEPRESSÃO

O poder terapêutico da literatura é surpreendente. Naqueles momentos em que somos tomados pela tristeza, a ansiedade e o desgosto, ler livros e poesias pode ajudar a transformar os sentimentos, emoções e pensamentos.

Graças às letras podemos compreender nosso próprio estado de ânimo e melhorar nosso comportamento de forma profunda pois, de alguma forma, podemos nos encontrar nas folhas de uma boa história ou de uma bela poesia.

O cérebro tem a capacidade de experimentar o que lemos e de empatizar com as palavras que nos ajudam a dar nome e a expressar o que acontece dentro de nós. Este fato foi documentado de forma profusa desde a época grega dourada.

É curioso como Aristóteles já percebeu isso há vários séculos quando nos convida a realizar reflexões sinceras e expressivas sobre aquilo que as pessoas com o dom da escrita colocavam em palavras. De forma semelhante, em 1904, Kafka fez esta reflexão na sua Carta a Oskar Pollak:

“Se o livro que lemos não nos desperta como um punho dando um soco no crânio, para que lê-lo? Para que nos faça feliz? Meu Deus, também seriamos felizes se não tivéssemos livros, e poderíamos, se fosse necessário, escrever nós mesmos os livros que nos tornassem felizes.
Mas o que devemos temer são esses livros que se precipitam sobre nós como o azar e que nos perturbam profundamente, como a morte de alguém que amamos mais do que a nós mesmos, como o suicídio. Um livro precisa ser como um pico de gelo que quebra o mar congelado que temos dentro de nós”.

Os livros são um doce remédio que nos aproxima da “cura”

A literatura é um doce remédio que nos aproxima da “cura”, pois muitas vezes nos permite normalizar e validar como nos sentimos, assim como raciocinar de forma correta e saudável.

Encontrar exemplos que nos permitem arrancar a nossa própria dor é uma benção terapêutica profundamente coadjuvante no processo de melhoria e de “cura emocional”. Em parte porque educa e nos ajuda a compreender o que acontece.

Isto é, nos dá ferramentas e recursos para estimular nossa lucidez em momentos de bloqueio. Tendo isto em mente, a associação The Reading Agency e a Society of Chief of Librarians resolveram selecionar e compilar os melhores livros e poesias para combater a ansiedade e a depressão.

Trazemos aqui alguns dos elementos dessa listagem que vai desde o “Manual para se sentir bem” de David D. Burns, até “Breve história do mundo” de Ernst H. Gombrich, passando por outras obras de humor como as do autor Bill Bryson:

*‘As aventuras de Tom Sawyer’, de Mark Twain. A curiosidade e a vontade de aventura desta história promovem a exploração e a vontade de alcançar alguma coisa diferente na vida.

*‘O Pequeno Príncipe’, de Saint-Exupèry. Seja o momento que for das nossas vidas, sempre é possível tirar excelentes ensinamentos de amor, amizade e vida interior.

*‘História de um corpo’, de Daniel Pennac. Este livro fala da dor, do medo, da morte, da doença e de outros tantos sofrimentos com os quais podemos nos identificar.

*‘O mundo de Sofia’, de Jostein Gaarder. Este livro maravilhoso nos incentiva a continuar caminhando e a criar interesse pelos diversos aspectos das nossas vidas íntimas.

*‘Vidas Alheias’, de Emmanuel Carrère. Aqui são narradas várias histórias que nos ajudam a compreender as diferentes realidades com as quais nos relacionamos, considerando o fato de que cada pessoa tem uma história que precisa ser levada em conta.

*‘O homem em busca de sentido’, de Viktor Frankl. Um clássico que ajuda você a refletir de forma profunda sobre a sua vida e as dificuldades com as quais é preciso lidar.

*‘O patinho feio’, de Boris Cyrulnik. Uma vida complicada não implica se afundar, sempre é possível seguir adiante: este é seu ensinamento e o fiel princípio que permeia a resiliência do ser humano.

*‘A mulher que não queria amar’, de Stephen Grosz. Aqui são narradas histórias de pacientes que resolveram seus problemas.

*‘Manual para se sentir bem’, de David D. Burns. Este livro apresenta um tratamento não farmacológico para a depressão.

*‘Breve história do mundo’, de Ernst H. Gombrich. Uma autêntica reflexão sobre a transformação da história e sua implicação nas nossas vidas.

*‘Não se renda’, de Mario Benedetti. Este poema promove o fortalecimento emocional de que todos precisamos em momentos de desamparo.

Concluindo, a literatura pode ser tremendamente transformadora. Por quê? Porque através dela conseguimos organizar o caos e a desordem interna que reina em nós após momentos ruins ou episódios traumáticos.

Por todos estes motivos, recomendo que você não perca a informação que lhe ofereço neste artigo, pois um bom livro ou uma bela poesia pode fazê-lo reconhecer, aliviar e curar, com o passar do tempo, a dor emocional que em certos momentos o envolve em um mar congelado.
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AMAR O TEMPO – EdmirSilveira

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PREGUIÇA: UMA DAS MÁSCARAS FAVORITAS DO MEDO.

Hoje em dia quando ouvimos alguém dizer que alguma coisa lhe dá preguiça levamos as mãos à cabeça. Uma pessoa preguiçosa não é digna de aprovação do sistema social, já que é vista como alguém folgado que não é capaz de cumprir suas obrigações, e até chegamos a considerá-la como alguém inferior. Uma pessoa frágil carente de vontade.

Obviamente, todos os seres humanos sentem preguiça em maior ou menor grau, e as razões por trás disso são evolutivas. Como todas as nossas emoções, a preguiça também tem uma função: reduzir o nosso gasto de energia, de forma que sempre tenhamos reservas em caso de necessidade.

Os hominídeos assumem a alternativa de exercer a preguiça durante o tempo em que não é conveniente desperdiçar a própria glicose cerebral.

A preguiça implicava uma economia de energia, pois nem sempre existia excesso de nutrientes. Então, deixar-se dominar por ela em determinados momentos podia ser uma medida bastante adequada em prol da nossa sobrevivência. Atualmente esta preguiça já não é tão útil, mas ainda assim muitos de nós continuamos desenvolvendo-a para posteriormente nos sentirmos culpados.

A sociedade nos incutiu a ideia de que ser preguiçoso nos transforma em seres inferiores, que merecem as críticas e os olhares depreciativos do restante do grupo social. É por isso que logo nos sentimos culpados.

Quando usamos a preguiça para justificar nossos medos

Muitas vezes achamos que estamos com preguiça e deixamos de realizar certas atividades que nós mesmos tínhamos decidido empreender. Nos justificamos dizendo a nós mesmos que faremos em outro momento em que tivermos mais vontade ou energia. Contudo, finalmente percebemos que isso não irá acontecer.

Os medos podem ser mascarados de diversas formas e a preguiça costuma ser uma das máscaras mais favoritas do temor de realizar alguma coisa e de que as coisas não saiam perfeitas, ou de empreender o que tínhamos pendente e que talvez não seja aprovado pelo nosso entorno. Neste sentido, a preguiça age como uma ferramenta de fuga da realidade.

“Se percebermos que isso acontece com certa frequência, será preciso tirar a máscara desses medos e tomar uma atitude, independentemente de gostarmos ou não.”

Acontece que a preguiça chama a preguiça. Isso é, quanto mais peso damos a este estado de indolência, mais sem vontade nos sentiremos e menos força de vontade teremos para sair da inatividade. Isso irá repercutir negativamente em nossos medos, que crescerão com mais força, agarrados à racionalização do conceito de “farei isto amanhã” ou “quando tiver vontade e motivação”.

É por esta razão que é tão importante identificar se realmente temos vontade de parar um pouco, tirar as exigências e obrigações autoimpostas e retomar à nossa própria homeostase interior, ou se temos medo de empreender coisas que sabemos que são importantes para nós.

O medo alimentado cresce e se generaliza: traz mais medos, que acabam nos aprisionando quase totalmente.

Ativação longe das obrigações

Deixar de manter a preguiça não significa ir de um extremo ao outro e começar a encher a nossa agenda de obrigações desnecessárias. Não só isso, ter tantas obrigações pode incrementar de tal modo a força da preguiça que pode acabar nos vencendo quando menos gostaríamos.

Está certo, e é totalmente válido, não ser tão extremista e criar um espaço para o nosso deleite pessoal, muito além do que devemos ou não fazer.

Para isso, é conveniente abandonar o sofá e a televisão que nos aprisionam à inanição mais profunda e não nos ajudam a nos sentirmos plenos nem realizados. O ideal seria usar essa preguiça para fazer atividades de lazer e ócio.

O ócio não é a mesma coisa que a preguiça. Os romanos introduziram este termo para diferenciá-lo de negócio – a negação do ócio, isto é, aquilo que se realiza para obter renda e poder viver. Com o ócio, a pessoa realiza aquelas atividades que lhe agradam de forma profunda, aquilo que leva no seu interior de forma mais natural.

Se é o caso de podermos unir negócio e ócio, então seremos pessoas muito privilegiadas, já que obteremos ganhos pelo fato de nos divertirmos ou realizarmos uma atividade prazerosa.

A preguiça, por sua vez, é entendida como a não realização nem de atividades de negócio, nem de ócio, e portanto semeia a semente do desleixo, o cansaço sustentado e inclusive a depressão, já que não produz mais retroalimentação do que a culpa.

Por isso, o mais conveniente é se manter sempre no ponto médio, que como dizia Aristóteles, é onde está a virtude: não se deixar levar pelas obrigações absolutistas de nossa era, nem abandonar o nosso próprio eu à preguiça.

O sensato é caminhar em direção ao lugar onde estivermos ativos, nos sentirmos úteis e tivermos objetivos e, além disso, tivermos tempo para dedicá-lo a nós mesmos, à família, aos amigos e a gozar a vida.
Fonte: A mente é maravilhosa.
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MUDAR O GOVERNO – Mia Couto

Não se pode governar um país como se a política fosse um quintal e a economia fosse um bazar. Ao avaliar um regime de governação precisamos, no entanto, de ir mais fundo e saber se as questões não provêm do regime mas do sistema e a cultura que esse sistema vai gerando. 

Pode-se mudar o governo e tudo continuará igual se mantivermos intacto o sistema de fazer economia, o sistema que administra os recursos da nossa sociedade. Nós temos hoje gente com dinheiro. Isso em si mesmo não é mau. Mas esses endinheirados não são ricos. Ser rico é outra coisa. Ser rico é produzir emprego. Ser rico é produzir riqueza. Os nossos novos-ricos são quase sempre predadores, vivem da venda e revenda de recursos nacionais.

Afinal, culpar o governo ou o sistema e ficar apenas por aí é fácil. Alguém dizia que «governar é tão fácil que todos o sabem fazer até ao dia em que são governo». A verdade é que muitos dos problemas que nós vivemos resultam da falta de resposta nossa como cidadãos activos. 

Resulta de apenas reagirmos no limite quando não há outra resposta senão a violência cega. Grande parte dos problemas resulta de ficarmos calados quando podemos pensar e falar.
in 'E Se Obama Fosse Africano?'
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NÃO DEIXE ESCAPAR AS PESSOAS QUE TORNAM SEU MUNDO MAIS BONITO

As pessoas que tornam seu mundo mais bonito são aquelas que permanecem. Ou seja, quem reconforta, arranca seus sorrisos, acalma e o mantém forte frente à vida. Com elas as relações são sólidas, consistentes e leais.

A pessoa bonita é a sincera, a que aperta a mão e, quando olha nos olhos, chega até o coração. Sua presença emociona, porque respeitam, porque não julgam e porque sempre dão a cara. Por isso são as pessoas que tornam seu mundo mais bonito.

Tome cuidado e não as perca, não deixe que partam, não as tire de sua vida. Não cometa o erro de abandonar quando algo o atormenta ou quando precisam de você. Permaneça, perdoe e esqueça.

Eu adoro você
Há pessoas que nós adoramos. Não por nada específico, mas sim porque nos oferecem confiança. São relações que se cultivam nos pequenos detalhes, sinceras e verdadeiras. São aquelas que se pode alimentar com olhares de cumplicidade e pequenos gestos, pois cada detalhe se torna uma grande obra.

Esses sentimentos costumam ser recíprocos e há certas regras não escritas que prevalecem entre eles. Entretanto, muitas vezes nos esquecemos de que os “gosto de você” também terão que ser pronunciados e que a gratidão é o melhor alimento para a alma.

“No final, você percebe que o pequeno sempre é o mais importante. As conversa às três da manhã, os sorrisos espontâneos, as fotos desastrosas que o fazem rir a gargalhadas, os poemas de dez palavras que tiram uma lágrima de você. Os livros que ninguém mais conhece e se tornam seus favoritos, uma flor que você põe no cabelo, um café que toma. Isso é o que verdadeiramente vale a pena; as coisas pequeninas que causam emoções gigantescas”.

Com frequência nos descuidamos de algo tão importante e vital como é a demonstração do afeto e a atenção às necessidades afetivas dos nossos pares nesse baile da vida.

O que se descuida, se perde
Embora sejamos humanos e, às vezes, cometamos erros que podem levar a equívocos em relação ao nosso afeto, o certo é que não podemos nos permitir deixar escapar as pessoas valiosas.

Tristemente, é comum que ignoremos pessoas importantes por puro descuido, por falta de tempo ou por um certo desinteresse tingido de egoísmo. Estamos acostumados a cometer o erro de não dedicar o tempo necessário para “demonstrar” a essas pessoas quão importantes elas são.

Um amor verdadeiro torna seu mundo mais bonito
Desse modo, também é provável que em algum momento tenhamos sentido que alguém nos deixou de lado e que tenhamos ficado doidos tentando compreender o que acontecia. Esse sofrimento é desnecessário e podemos evitá-lo de muitas formas. Vejamos algumas:

– Geralmente bastam umas palavras que façam compreender que a ausência ou a distância não significam jamais o esquecimento, e que apesar do “abandono temporário”, a presença permanece.

– Ainda assim, demonstrar a alguém que ela é importante para nós é algo que leva tempo e que você terá que construir pondo especial cuidado para que a relação seja saudável e que esteja longe de dependências e excessos emocionais.

–Cada tijolo deve estar elaborado com a mais absoluta sinceridade; isso é, sem egoísmos nem segundas intenções. Assim, temos que ter em conta que não devemos criar necessidades, nem sequer a da companhia.

–Isso se obtém através da comunicação e da expressão sincera, tanto de nossos pensamentos quanto de nossos sentimentos.

Ou seja, se sentir incômodo, exponha o fato sem culpar e compreendendo que os problemas sempre são de dois. Isso ajudará a fazer com que a relação não esfrie de maneira desnecessária e que se fundamente na confiança e na sinceridade.

– As relações precisam do tempo e das experiências para se nutrir, se sustentar e crescer. Se deixarmos de dedicar tempo, mostraremos falta de interesse e, como consequência, afastaremos aquelas pessoas imprescindíveis.

Não podemos deixar escapar aquelas pessoas que tornam nosso mundo mais bonito. Com elas podemos ser nós mesmos em toda nossa essência e com total liberdade, o que é algo tão magnífico como incomum.


Por isso, cuide e enriqueça suas relações, e faça-o sempre com a mais absoluta sinceridade.
Fonte:Mente maravilhosa
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