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SOFRER POR ANTECIPAÇÃO - Suzana Herculano-Houzel

Um indivíduo que apenas detectasse estímulos e respondesse a eles 
viveria eternamente no presente

Dizem os livros didáticos que o sistema nervoso serve para "detectar estímulos e responder a eles".

Pode ser -mas isso até amebas e bactérias fazem, e com uma célula só. Um indivíduo que apenas detectasse estímulos e respondesse a eles, ainda que de forma coordenada e organizada, viveria eternamente no presente, incapaz de enxergar para frente ou para trás no tempo, e não teria a menor capacidade de reviver experiências do passado, fazer planos para o futuro -nem de sofrer por antecipação.

Não consegui deixar de pensar nisso no dia mais longo da minha vida: terça-feira passada, quando meu pai tinha uma cirurgia cardíaca marcada para contornar três coronárias muito obstruídas.
Meu cérebro há semanas vinha se torturando com o risco da cirurgia, desde quando os médicos decidiram que nem três fileirinhas de stents resolveriam o assunto.

Imaginava, apesar de meus protestos pré-frontais, todo tipo de catástrofe que poderia acontecer durante a cirurgia -do choque anestésico ao coração não voltar a bater-, e várias vezes sofri por antecipação o anúncio da morte do meu pai, com os requintes de como passá-lo aos netos, para quem o avô é Deus.

Meu plano para o dia da cirurgia era trabalhar normalmente no laboratório, para passar o tempo. Tolinha.

Acordei pensando que meu pai já devia estar entubado, com o tórax aberto. Experimentei levantar, mas descobri que apenas andava desnorteada pela casa, querendo que meu marido decidisse por mim se deveria comer, me vestir ou beber água.

Acabei arranjando um trabalho repetitivo para fazer no computador, que durou até a noite, quando minha mãe ligou dizendo que havia acabado e estava tudo bem. Chorei de alívio, e meus pensamentos catastróficos cessaram.

A neurocientista de plantão explica. Mesmo sem aviso dos sentidos sobre a cirurgia, a muitos quilômetros de distância, meu cérebro possui um hipocampo capaz de projetar para o futuro combinações de suas memórias sobre meu pai e cirurgias, que influencia o hipotálamo a fazer o corpo sofrer de acordo.

Eu vivo, lembro do que vivi e faço previsões para o futuro. Se elas não são boas, sofro desde já -e tiro vantagem do aviso sobre o quanto amo meu pai para aproveitar bastante os dias ao seu lado.

Para mim, portanto, o sistema nervoso é aquele que, entre outras coisas, dota os animais de passado e futuro.

E, agora que meu pai está bem de novo, me permite até voltar a curtir o presente com ele.
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MEMÓRIA, SONO, SONHOS E PESADELOS - Sidarta Ribeiro

Neurocientista da Universidade de Nova York deve voltar à China se Estados Unidos cortarem os investimentos em pesquisas; no Brasil, redução foi de 50%

Os genes ativados por atividade neuronal foram descobertos nos anos 1980. Estes genes respondem tão rapidamente a um estímulo que isso lhes valeu o nome de genes imediatos. Vários desses genes medeiam mudanças morfológicas nos dendritos e axônios neuronais. 

Tais mudanças no formato, tamanho e quantidade de sinapses são capazes de criar memórias duradouras. 
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Por essa razão, em meados dos anos 1990 foram iniciados experimentos para verificar se os efeitos positivos do sono sobre a memória seriam causados pela ativação de genes imediatos durante o sono.

Os primeiros experimentos couberam aos neurocientistas Giulio Tononi e Chiara Cirelli, com resultados opostos à hipótese: os genes imediatos pareciam ser desativados pelo sono. Isso levou os pesquisadores a propor que o fortalecimento sináptico ocorre exclusivamente durante a vigília, sendo função do sono enfraquecê-la, o que impediria a saturação e propiciaria a ocorrência de mais aprendizado na vigília seguinte. 

Essa teoria foi chamada de hipótese da homeostase sináptica do sono, pois o excesso de fortalecimento sináptico durante a vigília seria equilibrado pelo enfraquecimento sináptico generalizado durante o sono.

Mas isso não é tudo. Em 1995 iniciei experimentos semelhantes aos de Tononi e Cirelli, mas com duas diferenças importantes. 

Em primeiro lugar, implantei eletrodos nos cérebros dos animais para separar escrupulosamente as duas fases principais do sono, i.e., o sono de ondas lentas e o sono REM. 

Em segundo lugar, comparei animais expostos a estímulos novos com animais não expostos. Os resultados mostraram que o sono de ondas lentas efetivamente desativa genes imediatos, independentemente da experiência prévia do animal. 

O sono REM, por outro lado, tem efeitos distintos dependendo da experiência prévia do animal. Em animais não expostos o sono REM desativa genes imediatos, mas em animais expostos o sono REM ativa os mesmos genes. 

Esses resultados foram publicados em 1999 e desde então vários laboratórios diferentes observaram efeitos compatíveis com a noção de que o sono REM ativa genes imediatos e fortalece sinapses em alguns neurônios mas não em outros, criando memórias persistentes através de um processo que chamei de entalhamento sináptico.

Por quase duas décadas as duas teorias se confrontaram, com uma longa série de publicações de cada lado, mas atitudes opostas quanto ao campo adversário. Enquanto a teoria de entalhamento sináptico se apoiou nos estudos de Tononi e Cirelli para atribuir ao sono de ondas lentas o papel de enfraquecimento sináptico, a teoria da homeostase sináptica ignorou as evidências contrárias, não deixando lugar para o sono REM nem para o aprendizado durante o sono. 

Foi somente em 2014 que Tononi e Cirelli citaram pela primeira vez as publicações inconsistentes com sua teoria, mas mesmo assim sob o argumento de que a ativação de genes imediatos é uma evidência indireta...
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No início de 2017, o neurocientista Wenbiao Gan e sua equipe na Universidade de Nova York publicaram na revista Nature Neuroscience os resultados de experimentos inovadores, em que utilizaram microscopia avançada para medir sinapses específicas no cérebro de camundongos. 

Os resultados mostraram evidências diretas do fortalecimento de sinapses pelo sono REM após exposição a novo aprendizado. Entrei em contato com o Dr. Gan para parabenizá-lo pela pesquisa e estamos planejando uma colaboração.


Numa das conversas que tivemos, Gan disse que pretende regressar à China se Trump realmente vier a cortar o orçamento da pesquisa. Aqui o governo reduziu o orçamento da ciência e tecnologia em quase 50% e não se vê luz no fim do túnel. 

Pesquisar no Brasil é um sonho, mas sofrer ataque tão brutal à ciência tem sido um pesadelo.
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A TEIMOSIA DO CÉREBRO - Gláucia Leal

A maioria das pessoas não percebe é que um aspecto que nos faz nos apegarmos a certos pontos de vista (em detrimento de outros, mais eficientes) está diretamente relacionado com nosso próprio funcionamento cerebral

Todo mundo quer acertar. Não importa a área da vida – ansiamos por ter ideias inteligentes, fazer a melhor escolha, tomar a decisão mais acertada.  Não é difícil perceber que vários fatores podem nos atrapalhar no momento de privilegiar determinada linha de pensamento e seguir esse caminho. 

O que a maioria das pessoas não percebe é que um aspecto que nos faz nos apegarmos a certos pontos de vista (em detrimento de outros, mais eficientes) está diretamente relacionado com nosso próprio funcionamento cerebral.
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Essa espécie de “teimosia” é resultado do que os neurocientistas denominaram efeito Einstellung (fixação funcional). Trata-se da “persistente tendência do cérebro de se ater a uma solução familiar para resolver um problema – aquela que primeiro vem à mente – e ignorar outras possibilidades”, explicam os cientistas Merim BilalićePeter McLeod, ambos doutores em psicologia. 

Eles sabem do que falam: a pesquisa de Bilalić sobre esse fenômeno ganhou o Prêmio da Sociedade Psicológica Britânica para Contribuições Excepcionais de Pesquisa Médica para a Psicologia e McLeod,presidente da Fundação Oxford para Neurociência Teórica e Inteligência Artificial, tem feito importantes incursões nesse assunto. 

Os dois reconhecem que, na maioria das vezes, tipo de raciocínio é um processo cognitivo útil, já que por meio dele desenvolvemos métodos bem-sucedidos para resolver os mais variados problemas do cotidiano, desde descascar uma fruta até resolver uma equação matemática. 
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E, se funciona, não há motivo para tentar várias técnicas diferentes toda vez que precisamos novamente desempenhar aquela atividade. O problema com esse atalho cognitivo é que ele pode inibir a busca de soluções mais eficientes ou apropriadas.

Diante disso, podemos pensar: se nosso cérebro nos faz acreditar em certas abordagens, a ponto de ignorar outras mais adequadas, ou mesmo desconsiderar que elas existam, o que podemos fazer? Ficamos reféns desse órgão tão sofisticado, com o qual nos confundimos? Simples: desconfie de suas certezas e não se contente logo de cara com as boas soluções. 

É claro que, ao compreender como esse curioso processo ocorre em sua cabeça, fica muito mais fácil acreditar – e apostar – que, não raro, seu cérebro poderá encontrar outras saídas ainda melhores que a primeira. Boa leitura, boas escolhas!
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OXITOCINA: COMO AGE O HORMÔNIO DOS ABRAÇOS

Com certeza você já ouviu falar da oxitocina, um hormônio associado a muitos dos nossos gestos de carinho, como os abraços. Sua fama é bem merecida. Trata-se de um achado científico muito valioso, que confirma uma coisa que todos sempre soubemos: os abraços confortam, curam e tornam a vida mais feliz.

Há algumas décadas descobriram que quando as mulheres dão à luz, secretam grandes quantidades de oxitocina. Este hormônio atenua a dor do parto e facilita que apareça um sentimento intenso de afeto pelo recém-nascido. Ele se traduz em desejos de abraçar, de dar beijos, de acariciar.
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A melhor coisa veio depois. Com diferentes experiências que foram realizadas no mundo todo, foi possível comprovar que havia muitas outras situações onde a produção desse hormônio é ativado. Foi descoberto, por exemplo, que um abraço de 5 segundos a estimula; mas um de 20 segundos a ativa e equivale a um mês de terapia. Maravilhoso, não é mesmo? Mas a coisa não pára por ai. Os beijos que são percebidos como uma manifestação de amor também liberam oxitocina.

“Abraço você e as mexericas correm; beijo você e todas as uvas liberam o vinho oculto do seu coração sobre a minha boca.”
–Gioconda Belli–

O bem-estar emocional não é a única consequência positiva da liberação desse hormônio. Ele também incide decisivamente no bem-estar físico. Ajuda a adoecer menos e faz com que você se cure mais rápido, caso alguma coisa o afete. Fortalece o sistema imunológico e melhora o funcionamento do seu coração. É um pequeno prodígio químico que enriquece as nossas vidas.

Como ativar a oxitocina?

A oxitocina é um hormônio que é principalmente ativado através do contato físico. É facilmente liberado através dos abraços e dos beijos, mas também responde a outros estímulos, como uma palavra afetuosa ou mesmo um simples tapinha no ombro.
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Todos temos na pele receptores chamados de corpúsculos de Meissner. Esses componentes nos permitem perceber a temperatura, a textura das coisas, as carícias, os beliscões, etc. Assim que recebem o estímulo, enviam um sinal para o seu córtex cerebral que interpreta qual o tipo de estímulo. Pois bem, temos mais destes corpúsculos nas mãos e nos lábios.

Em uma experiência realizada na Universidade da Califórnia, o funcionamento do cérebro de um grupo de voluntários foi monitorado através de ressonâncias magnéticas funcionais. Então foi possível comprovar que um abraço estimula notavelmente a produção de oxitocina. No grupo analisado, o abraço deveria ser de uma pessoa pela qual o indivíduo não tivesse atração sexual, ou paixão. Esta pesquisa também provou que quanto mais oxitocina, menos cortisol, que é o hormônio do estresse.

Dados que você não conhece sobre o hormônio dos abraços

Para compreender melhor o funcionamento do hormônio dos abraços, compartilhamos a seguir alguns dados que talvez você não conheça e que permitirão entender por que a oxitocina se transformou no foco de interesse de muitas pesquisas.

O hormônio dos abraços é produzido na glândula pituitária. É controlado pelas células do hipotálamo, que por sua vez controlam todas as glândulas do organismo. Em resumo: tem a ver com o corpo todo.
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Quando a oxitocina é liberada, ela aparece no sangue. Se isso acontece, a amígdala desencadeia uma série de reações que se traduzem em um comportamento mais generoso e tranquilo.
Em 1998 descobriu-se que as crianças autistas têm níveis menores de oxitocina. Em 2003 foi feita uma experiência onde recebiam este hormônio por via intravenosa e se observou uma diminuição nas condutas automatizadas dessas crianças.

A oxitocina é um excelente antídoto contra os medos e as fobias sociais. Em outras palavras, se você está em uma situação social que lhe provoca temor, provavelmente um abraço de alguém que esteja próximo será reconfortante.

Os abraços contribuem para diminuir a tristeza e para regular a pressão arterial. Por outro lado, os beijos têm um efeito semelhante ao de um analgésico, mas além disso contribuem para queimar calorias e diminuir as rugas.

O hormônio dos abraços também contribui para a produção de mais serotonina e dopamina. Em palavras mais simples, reduz o estresse e ajuda a ter uma atitude mais positiva diante da vida.

A indústria farmacêutica permite que possamos aumentar nossos níveis de oxitocina através de fármacos. Mas, por que se privar dos abraços e dos beijos? Você não precisa procurá-los em nenhuma farmácia, são gratuitos, e além disso ajudam a quebrar as barreiras da solidão. Barreiras que muitas vezes são as causadoras das suas angústias.
Fonte: A mente é maravihosa
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NEUROCIÊNCIAS: CÉREBROS EMPENHADOS EM DESVENDAR O CÉREBRO - Gláucia Leal

 Nas últimas três décadas a neurociência vem colocando em xeque muito do que sabíamos, ou pensávamos saber, sobre o funcionamento do cérebro.

Nas últimas três décadas a neurociência vem colocando em xeque muito do que sabíamos, ou pensávamos saber, sobre o funcionamento do cérebro. Talvez uma das mais importantes constatações – base para uma série de outras, aliás – seja a de que o complexo emaranhado de circuitos cerebrais está em constante transformação.

Com o desenvolvimento tecnológico, as barreiras da biologia e da medicina foram rompidas e os pesquisadores se valem de conhecimentos da física, da informática, da matemática, da engenharia computacional para ampliar conhecimentos. Até porque, quanto mais estudos são feitos, mais fica claro que ainda sabemos pouco – até mesmo sobre funções de áreas cerebrais. 
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Uma frente importante, que deve marcar grande avanço na área neurocientífica, é o projeto Brain Research through Advancing Innovative Neurotechnologies (BRAIN), lançado em abril de 2013, nos Estados Unidos, com o objetivo ambicioso de ampliar significativamente a compreensão do funcionamento da mente humana – e, em última instância, encontrar formas mais eficientes de tratar, prevenir e curar quadros graves como Alzheimer, esquizofrenia, autismo, epilepsia e traumatismos no cérebro, que afetam milhões de pessoas em todo o planeta.

Hoje, passados quatro anos e investidos mais de US$ 1,5 bilhão no programa, um dos grandes desafios a serem vencidos ainda está relacionado ao aprimoramento de métodos e tecnologias capazes de medir e acompanhar a atividade cerebral com precisão.

Por isso, a primeira fase da iniciativa, ainda em andamento, tem como foco o desenvolvimento de novos métodos e equipamentos para o monitoramento da atividade cerebral.
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O curioso é que essa pequena maravilha que cada um de nós carrega dentro da cabeça seja ainda tão misteriosa e exija tanta tecnologia e tanto trabalho (cerebral) para que possamos entender suas dinâmicas.
  

Em tempos de tanta incerteza política, econômica e social parece difícil fazer prognósticos, mas é reconfortante saber que iniciativas como a BRAIN continuam em curso – e podem trazer incontáveis possibilidades de diminuir o sofrimento humano. 

O caminho é longo, mas é reconfortante saber que, de uma forma ou outra, estamos no caminho.
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DEIXANDO DE RECRIAR PADRÕES – Rosemeire Zago

Todos nós temos uma tendência a repetir padrões de comportamentos em nossos relacionamentos, e estes se intensificam principalmente nos relacionamentos afetivos. Por mais amor que recebamos durante a infância, parece que nunca é suficiente e, inconscientemente, estamos sempre buscando preencher e encontrar o que não recebemos de nossos pais.

A intenção não é de forma alguma culpá-los, que com certeza nos deram o que tiveram ou até se superaram para não repetirem o que receberam, mas como podemos perceber, os padrões se repetem.
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Se você tem filhos já deve ter percebido muitas vezes que aquilo que disse a si mesmo que não repetiria, de repente, se vê fazendo exatamente igual. E isso acontece com muito mais frequência do que gostaríamos.

Inconscientemente, todos tendemos a reproduzir a situação já conhecida da infância na escolha de um parceiro. Muitas vezes a escolha será de acordo com aspectos semelhantes aos do pai e/ou da mãe. Sim, você pode achar um absurdo fazer uma escolha como essa, mas acontece. Procure pensar em algumas características de seu pai e/ou sua mãe e compare-as com as do seu parceiro.

Algo em comum? Pense com calma, faça uma reflexão profunda. Você poderá descobrir muitas coisas sobre seu relacionamento. Ou sobre sua última relação afetiva. Geralmente, descobrimos em comum as queixas que tínhamos de nossos pais. Pode ser que ao ter conhecido seu atual parceiro isso não tenha sido percebido, mas com o passar dos anos… pode ficar muito claro.
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Muitas pessoas sequer têm consciência do sofrimento do passado e muito menos do quanto pode estar afetando sua vida atual. Mas afeta, pois quando crianças não tínhamos como entender o que estava faltando ou nem mesmo que houvesse algo faltando. E muitos adultos, continuam não percebendo as necessidades que trouxeram de quando crianças.

Você pode até se lembrar de ter tido uma infância feliz, e pode ser que tenha tido mesmo, mas também pode ser que aquilo que o feriu profundamente tenha ficado muito bem escondido em alguma parte de seu ser, mas de alguma forma se faz presente neste momento. Mesmo que você tenha dificuldades em aceitar que seu passado ainda interfira em sua vida, isso não é o suficiente para não afetá-lo.

Para identificar o quanto o passado ainda interfere em sua vida, pense em um problema que esteja vivendo no momento. Para isso, procure não usar a razão. Evite também pensar que seu problema atual seja por culpa de alguém, isente ainda a raiva, a ansiedade, suas frustrações, isso seriam as justificativas racionais para tal problema. Considerando tudo isso, pense novamente num problema atual, sem racionalizações, sem defesas, sem justificativas.
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Qual é a resposta? Vamos supor que sua resposta tenha sido que o problema atual seja não ser amado. Agora olhe para trás e procure lembrar-se de sua situação com seus pais: o que lhe deram, como se sentiu realmente em relação à sua infância? Talvez você perceba que a mesma mágoa ou dificuldade de antes é a mesma do momento atual.

Considerando o exemplo acima como problema atual sendo não ser amado, poderemos encontrar no passado exatamente a mesma necessidade: não ter sido amado, ou ao menos, não amado como gostaria de ter sido. Eureka!!! E agora? Você pode agora perceber que sua necessidade inconsciente em recriar sua mágoa da infância não se faz necessária conscientemente. Ou seja, você pode parar de recriar situações da infância, que em geral, são em busca de amor, atenção, reconhecimento, ao tornar consciente o que até o momento estava totalmente inconsciente. E o que tudo isso tem haver com a escolha dos parceiros? Tudo.

Se conseguir identificar o que está buscando, por exemplo, amor, não irá mais buscar de uma maneira impulsiva e muitas vezes até inconsequente.

É muito diferente quando sabemos o que necessitamos e nos tornamos responsáveis por suprir nossas necessidades emocionais, de quando fazemos isso de forma cega, no escuro, ou seja, de maneira inconsciente.

Quando o conflito da criança é percebido conscientemente não haverá mais a necessidade de recriar situações semelhantes. Isso acontece com o intuito de que ao recriar a situação já conhecida e não resolvida da infância, você possa agora resolvê-la.
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Mas na verdade, só a resolvemos quando a enxergamos, quando conseguimos torná-la consciente. Para isso é importante muita reflexão, observação, principalmente dos seus sentimentos, ou seja, é preciso autoconhecimento.

Quais são os sentimentos que você tem tido?
Responder essa pergunta pode ser um bom começo.

O que você espera de seu parceiro e que não tem recebido?

Será que não é exatamente aquilo que não recebeu de seus pais?

Concorda que o que seus pais não lhe deram é muito difícil alguém te dar?

Por quê? Simplesmente porque não são seus pais.

Essa é uma diferença importantíssima e que deve ser considerada, pois assim poderá sim desejar amor e ser amado, mas não irá esperar que esse amor compense aquilo que não recebeu. Compreenda e perdoe aqueles que não lhe deram o que você esperava. Libertando-os, estará libertando a si mesmo.
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5 MITOS SOBRE O CÉREBRO QUE ATÉ OS NEUROCIENTISTAS ACREDITAM - Ana Carolina Leonardi

Crianças não ficam agitadas depois de comer muito doce, seu lado direito do cérebro não te deixa mais criativo. Mas até especialistas caem nessas pegadinhas.

Os mitos sobre o cérebro estão tão intrincados na nossa mente e no senso comum que, até para quem passa anos estudando neurociência, pode ser difícil desmarcará-los. Afinal, mitos tendem a ser empolgantes: quantas séries e filmes são baseados na premissa de que só usamos 10% do nosso cérebro?
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Para entender o quanto os mitos sobre o cérebro estão espalhados na população, um grupo de pesquisadores da Universidade de Houston recrutou participantes no site Testmybrain.org, que hospeda uma série de testes divertidos que também ajudam em pesquisas científicas oficiais. A enquete que eles publicaram foi respondida por mais de 3,8 mil pessoas. Delas, 598 eram professores e 234 neurocientistas treinados.

A enquete incluía 32 frases sobre o cérebro. Quatorze delas eram verdadeiras, enquanto outras 18 eram mitos, inclusive o famoso “Só usamos 10% do cérebro” (que já explicamos aqui antes). É claro que a maioria dos especialistas e professores acreditam menos nas informações falsas do que o público em geral. Mesmo assim, cinco deles eram defendidos por uma porcentagem surpreendente de neurocientistas.


Mito #1: Ensino adaptado a estilos de aprendizado

Você já deve ter ouvido falar que algumas pessoas são mais visuais, outras mais auditivas.

E que, portanto, elas aprendem mais e melhor quando são ensinadas de acordo com seu estilo de aprendizado. Ainda que a preocupação dos professores com as características individuais de cada aluno seja benéfica, estudos científicos mostram que estilos de aprendizado não fazem essa diferença toda. Uma das pesquisas mais relevantes sobre o tema chegou à conclusão de que não, crianças não aprendem melhor quando o professor adapta seu estilo ao delas, pelo menos na sala de aula. 
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Os cientistas indicam que, na verdade, o estilo depende mais do tema que está sendo ensinado do que da preferência do aluno (ou seja, mesmo alunos mais auditivos aprendem melhor geometria com aulas focadas em recursos visuais).

Público em geral: 93% acredita neste mito
Professores: 76% acredita neste mito
Neurocientistas: 78% acredita neste mito


Mito #2: Inverter letras é sinal de dislexia

Confundir a ordem das letras ou ler d ao invés de b são propagandeados como os grandes “sintomas” da dislexia. Mas isso simplesmente não é verdade. Disléxicos tem dificuldades em processar linguagem escrita. Isso significa, sim, que eles cometem mais erros lendo em voz alta e identificando palavras. Eventualmente, vão inverter letras, mas isso é só uma mínuscula parte de todos os erros de português que eles cometem.

Sabe quem inverte muito as letras? Crianças com menos de 6 anos. Mas, até aí, elas também cometem milhares de outros erros. Isso não quer dizer que elas “enxergam” as letras invertidas. Só que ainda têm dificuldades de processar a escrita – assim pessoas como dislexia. Ninguém sabe exatamente qual é a raiz dessa dificuldade, mas não tem nada a ver com enxergar espelhado. A causa mais provável é a dificuldade de processar fonemas, as pequenas unidades que formam as palavras e seus sons, quando estão escritos. Se elas confundem letras, nesse caso, é porque não estão certas de que “som” um fonema escrito deveria produzir.

Público em geral: 76% acredita neste mito
Professores: 59% acredita neste mito
Neurocientistas: 50% acredita neste mito
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Mito #3: Ouvir música clássica aumenta capacidade cerebral em crianças

Conhecido como Efeito Mozart, é a ideia de que um bebê exposto às obras dos gênios da música clássica teriam seu desenvolvimento cognitivo turbinado. Mas, como já explicamos aqui na SUPER, isso é balela. O estudo que investigou isso não conseguiu explicar os resultados e novas tentativas de reproduzí-lo deram errado. Ou seja: desencane do CD de Mozart, a menos que seu bebê pareça gostar… Todo mundo merece se divertir, afinal.

Público em geral: 59% acredita neste mito
Professores: 55% acredita neste mito
Neurocientistas: 43% acredita neste mito

Mito #4: Crianças ficam agitadas depois de consumir muito açúcar

Sugar high: a ideia de que exagerar na sobremesa vai deixar seu filho doidão, agitado, incontrolável. Para testar essa ideia, um estudo reuniu mães que diziam que os filhos  de 5 a 7 anos eram “sensíveis” ao açúcar. Para metade do grupo, deram doce. Para outra metade, deram um placebo – mas não contaram para a mãe. As crianças não tiveram comportamentos diferentes, mas as mães do grupo placebo tinham mais chance de brigar com os filhos por qualquer coisa e classificá-los como “hiperativos” depois do lanche. Então porque as crianças ficam agitadíssimas depois de um bolo de aniversário ou do Halloween? Porque elas gostam de festa, apenas.

Público em geral: 59% acredita neste mito
Professores: 50% acredita neste mito
Neurocientistas: 39% acredita neste mito
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Mito #5: O lado dominante do cérebro afeta sua personalidade

Seu cérebro é destro ou canhoto? Os hemisférios cerebrais já foram usados para justificar porque algumas pessoas são mais criativas e outras mais racionais (e também para comercializar a ideia de que dá para aprender a usar mais o seu lado do cérebro mais “atrofiado”). Não é bem por aí: na maior parte das suas atividades, seja para um lado mais criativo ou mais racional, seu cérebro coordena áreas e funções de ambos os lados do cérebro. Essa coordenação é misteriosa, mas ajuda a explicar porque nosso cérebro é uma máquina tão produtiva e poderosa.

Público em geral: 64% acredita neste mito
Professores: 49% acredita neste mito
Neurocientistas: 32% acredita neste mito

Mais ou menos nessa linha vai a ideia de que usamos só parte do cérebro quando, na realidade, estamos coordenando e acionando diferentes áreas do cérebro o tempo inteiro. Não há parte dele que fique intocado durante a árdua rotina de ser um ser pensante. E, falando em ser pensante, felizmente 86% dos neurocientistas não acreditam nesse último mito. 

Mas os demais 14% certamente precisam usar melhor o próprio cérebro…
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O TRABALHO INTENSO DO CÉREBRO QUANDO ESTAMOS DIVAGANDO - BBC

Nos últimos 20 anos, comunidade científica passou a se interessar sobre o que o cérebro faz quando você tem pensamentos aleatórios

Sente-se, relaxe e não pense em nada. É difícil? Pode existir uma boa razão pela qual a mente divaga e se direciona para os mais diferentes pensamentos, mesmo quando se tenta desligá-la: nosso cérebro nunca descansa realmente.

E ao contrário do que se pensa normalmente, "sonhar acordado", como os psicólogos chamam, pode até mesmo trazer benefícios à mente e ao corpo.

Por muitos anos, cientistas assumiram que nossos cérebros trabalham duro quanto têm um trabalho a fazer e "desligam" quando não somos estimulados. É por isso que você costuma ler sobre experimentos em que voluntários têm que realizar tarefas como bater o dedo na mesa, fazer contas de cabeça ou olhar para determinadas imagens enquanto se submetem a uma ressonância magnética.
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A ressonância revela quais partes do cérebro se tornam mais ou menos ativas durante cada tarefa. Mas os neurocientistas se surpreenderam ao descobrir que, quando o cérebro está supostamente descansando, ele na verdade está mais ativo do que nunca.

▪ Contra superbactérias, hospitais tentam conter abuso na prescrição de antibióticos

▪ Por que algumas pessoas não conseguem olhar para esta flor de lótus?

Os resultados de pesquisas recentes sugerem que divagar pode ser uma estratégia do organismo para organizar a memória, preparar-se para o futuro e até mesmo para manter o corpo funcionando corretamente - inclusive naqueles momentos em que você deveria estar prestando atenção em outra coisa.

"A divagação por muito tempo foi vista como algo negativo. Queremos produtividade das pessoas, queremos que elas prestem atenção. A escola é basicamente um treinamento para isso. Mas nos últimos anos, o que tem se notado é que o cérebro está sempre indo de um lugar para outro", disse à BBC o neurocientista Daniel Margulies, pesquisador do Instituto Max Planck para Ciências Cognitivas e do Cérebro Humano, na Alemanha.
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"Nos momentos em que estamos atentos e focados em algo nós conseguimos apenas controlar um pouco essa atividade. Então, como o cérebro está divagando o tempo todo, começamos a achar que isso deve ter uma função metabólica e psicológica."

Uma das teorias investigadas por neurocientistas é se o cérebro usa o momento de divagação para coordenar a manutenção do corpo

Uso de energia

A equipe de pesquisadores coordenada por Margulies tenta descobrir o que examente acontece dentro da sua cabeça enquanto você divaga. Mas o interesse no assunto, segundo o cientista, é recente.

"Sempre assumimos que a atividade contínua do cérebro humano - essas flutuações que parecem ondas gigantes - era uma espécie de ruído. Demorou algum tempo para que os cientistas desse campo reconhecessem que havia, nesse ruído, sinais com algum significado."
Um dos primeiros estudos que levantava essa hipótese foi publicado em 1995. Dois anos depois, em 1997, um levantamento analisou resultados de diversas pesquisas sobre a rede de neurônios que "acende" no cérebro quando estamos prestando atenção em algo - e encontrou um resultado surpreendente.

Os estudos davam a entender que os momentos de maior atividade no cérebro dos pacientes era quando estavam apenas deitados sem fazer nada, e não quando estavam realizando atividades.

"Não só o cérebro trabalha, como há algumas regiões específicas que ficam consistemente mais ativas quando a pessoa não está fazendo nada, em comparação com diversas outras atividades. Também estamos estudando o que exatamente estas regiões estão fazendo nesse estado padrão", diz Margulies.
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▪ O que é o ruído branco e como ele pode influenciar o sono

Isso ajudaria a explicar por que o cérebro gasta um percentual tão alto da energia do corpo - cerca de 20% da Taxa Metabólica de Repouso (RMR, na sigla em inglês), a energia que o organismo usa durante um dia sem muita atividade física.

"Estamos justamente tentando entender este mistério: o que o cérebro está fazendo com tanta energia, se ela não parece estar sendo gasta nas atividades diárias às quais ele se dedica, e, sim, nos pensamentos aleatórios? Essa questão não é só psicológica, mas fisiológica também."

Os momentos de intensa atividade quando estamos divagando ajudam a explicar a importância deles para a criatividade

Muitas tarefas

Se sonhar acordado requer tanto trabalho e energia, não é de espantar que este seja um dos principais motores da criatividade humana, de acordo com os pesquisadores.

"A divagação é provavelmente o momento em que as coisas mais interessantes que fazemos acontecem. É muito importante para o pensamento criativo", disse à BBC Charles Fernyhough, professor de psicologia na Universidade de Durham, no Reino Unido.

"Esse momento está muito ligado à memória e ao processamento do passado e ao planejamento do futuro. Além disso, também refletimos sobre nossos relacionamentos com outras pessoas e sobre problemas que precisam ser resolvidos, o que eu chamo de 'jardinagem social'."
Os ganhos específicos do cérebro nos momentos em que divagamos ainda são, no entanto, uma incógnita para os pesquisadores.

Ao entrar em um avião, por exemplo, é comum pensar: "E se ele cair?". Para Margulies, esse tipo de projeção pode ser também uma forma que o cérebro encontra de estar preparado para diversos cenários.

"Ainda há uma certa confusão no nosso entendimento do porquê divagamos e por que a nossa atividade cerebral permanece contínua", admite.

Uma das teorias mais aceitas, segundo o neurocientista, é a de que sonhar acordado é também o tempo que o cérebro usa para organizar sua lista de afazeres.

"Para mim, o cérebro parece estar fazendo faxina e manutenção da atividade corrente e das necessidades metabólicas. É um sistema enorme para manter funcionando, são muitas células."
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"Então é provável que só uma parte pequena dessa atividade seja realmente responsável por nosso estado mental - se estamos estressados ou relaxados. Pensamos que estar num estado meditativo apenas é estar num momento em que o cérebro está mais calmo. Mas continua tendo muitas coisas a fazer", explica.
BBC - Brasil
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