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MAGNÉSIO: O ALIADO DO NOSSO CÉREBRO E DO BEM-ESTAR PSICOLÓGICO

A importância do magnésio para o nosso cérebro
O magnésio é um nutriente essencial que muitas vezes temos em baixa quantidade no nosso organismo devido ao nosso estilo de vida atual. Este macromineral desempenha mais de 600 funções metabólicas e atua como um ótimo protetor cerebral. De fato, os seus benefícios para melhorar o estresse e a ansiedade crônica são tão positivos que muitos cientistas o chamam de “Valium natural”.

É necessário deixar bem claro que o magnésio não é um remédio milagroso. Tomar suplementos com base neste componente não fará com que o nosso transtorno de ansiedade seja resolvido em poucos dias, que cure a insônia ou que a nossa agilidade cognitiva seja triplicada. É um modulador e um potencializador da boa saúde, especialmente da saúde neurológica.

Uma deficiência crônica de magnésio pode levar a distúrbios neurológicos, como a hiperexcitabilidade, a apatia, e até mesmo a psicose.

Isso se deve a uma razão muito simples: a dieta ocidental apresenta um déficit substancial deste mineral. Aproximadamente 70% da população tem um baixo nível de magnésio no corpo. A origem de tudo isso estaria em muitos dos alimentos que consumimos: eles não possuem esse nutriente essencial, porque o solo onde são cultivados não é adubado corretamente. Atualmente, o solo é fertilizado com fósforo, nitrogênio e potássio…

Isso não acontece, por exemplo, em países como o Japão. Os seus solos são ricos neste mineral, a ponto de ingerirem em média cerca de 700 miligramas, algo que beneficia a sua longevidade, um menor índice de demência, melhor saúde óssea, etc.

É claro que pode haver muitos outros fatores, mas a pesquisa sobre a terapia com magnésio é extensa e muito frutífera, e muitos artigos publicados na revista Nature avalizam os benefícios deste nutriente para a nossa saúde psicológica.

Os benefícios do magnésio
Utilizar o magnésio se transformou em uma moda, não podemos negar isso: o encontramos nas lojas de produtos naturais, nas farmácias e até mesmo nos supermercados. Nós ouvimos falar tanto dos seus benefícios que podemos dizer que existe quase um verdadeiro “culto” para este nutriente. No entanto… o que é verdadeiro sobre ele?

Podemos ressaltar uma vez mais que os seus benefícios residem em um aspecto muito específico: a dieta moderna e a agricultura atual são deficientes em magnésio devido à agricultura industrial e aos fertilizantes artificiais. O mais curioso é que, à medida que as reservas deste mineral são reduzidas, a primeira coisa que notamos é uma maior sensibilidade ao estresse e à ansiedade.

No entanto… o que é que o magnésio tem de especial? Por que é tão importante para a nossa saúde geral?

* O magnésio está presente na maioria das nossas reações bioquímicas.
* Participa no transporte celular e “ajuda” as células a produzirem energia aeróbica.
* Grande parte do magnésio é armazenado no periósteo do osso.
* Favorece a formação de proteínas.

Além disso, este macromineral é essencial para o impulso nervoso e a contração muscular, incluindo os do coração.

O magnésio é necessário para realizar mais de 600 funções metabólicas. No entanto, nos últimos 50 anos, a deficiência deste mineral está entre as três primeiras, juntamente com o ferro e a vitamina D.

O magnésio e os transtornos de ansiedade
As evidências clínicas e experimentais demonstram que um déficit crônico de magnésio nos leva a diversos problemas neurológicos, tais como hiperexcitabilidade, convulsões e sintomas psiquiátricos que vão desde a apatia até a psicose. É uma questão séria, mas ao mesmo tempo esperançosa, porque é suficiente administrar suplementos de magnésio para muitos pacientes e perceber como as outras estratégias clínicas e terapêuticas fazem avanços significativos.

Além disso, o neurocientista Guosong Liu, da Universidade de Tsinghua em Pequim, é um dos maiores especialistas no estudo da relação entre o magnésio e nossa saúde cognitiva e emocional. As suas pesquisas são apaixonantes e muito esclarecedoras. Aqui estão algumas das suas conclusões.

O magnésio é um relaxante natural
O magnésio reduz o estresse e a ansiedade, estimulando os receptores GABA do cérebro.

Devemos lembrar que o GABA (ácido gama-aminobutírico) é um neurotransmissor que atua como um relaxante da atividade cerebral. Se este composto tiver uma atividade baixa, o cérebro permanece suspenso em uma “hiperatividade” constante.

Quando o GABA não atua como deveria, aumenta a nossa preocupação, temos pensamentos obsessivos, acordamos no meio da noite com o coração acelerado e, gradualmente, caímos na espiral desesperada da ansiedade… São processos muito desgastantes que o magnésio pode regular.

O magnésio reduz o cortisol no sangue
Este dado é certamente muito interessante: o magnésio reduz a liberação dos hormônios do estresse, como o cortisol e também atua como um neuroprotetor.

O cortisol é um dos gatilhos mais perigosos da ansiedade, que provoca a clássica neblina mental: essa incapacidade de se concentrar, pensar claramente, ter uma memória eficiente, reagir rapidamente aos estímulos …

O magnésio melhora o nosso humor
Sabemos que algo tão básico como ter níveis adequados de magnésio no nosso corpo favorecerá processos importantes como o relaxamento muscular ou o equilíbrio do sistema nervoso. Além disso, um aspecto que, sem dúvida, também é muito positivo é a regulação na produção de um nível mais adequado de serotonina.

A serotonina é um hormônio que também funciona como um neurotransmissor encarregado de regular o nosso humor. Por exemplo, um nível baixo de serotonina contribui para a ocorrência de estados depressivos. No entanto, se mantivermos uma boa produção de serotonina, teremos maiores possibilidades de enfrentar o nosso dia a dia com mais energia e otimismo. E o magnésio pode nos ajudar a fazer isso.

Como saber se devo consumir suplementos de magnésio?
Neste ponto, é muito possível que mais de uma pessoa esteja pensando em ir à farmácia agora e comprar magnésio. Mas não podemos nos precipitar. O magnésio não é adequado para todos os tipos de pacientes; pode não ser, por exemplo, se temos um problema renal.

Portanto, a melhor coisa a fazer é sempre consultar um médico, analisar as nossas condições físicas e necessidades reais, e avaliar se devemos tomar suplementos à base de magnésio, que tipo e quantidades.

Nos casos de ansiedade, estresse, insônia ou alguma forma de depressão, a ingestão deste macromineral é sempre positiva, mas isso não significa que não precisamos consultar previamente um especialista.

 Alimentos ricos em magnésio
Além disso, podemos melhorar a nossa dieta. O ideal seria sempre usar produtos orgânicos, onde podemos ter certeza de que a terra foi fertilizada com magnésio, sem pesticidas e outros produtos que subtraem nutrientes das frutas ou dos vegetais. Estes são alguns exemplos desses alimentos ricos em magnésio que devemos consumir com mais frequência:

* Abacate.
* Salmão.
* Sementes de abóbora, gergelim e girassol.
* Chocolate amargo sem açúcar.
* Salsa.
* Sementes de mostarda.
* Amêndoas, castanhas e nozes.
* Farelo de trigo.
* Espinafre.
*Lentilhas e grão-de-bico.
* Berbigões (tipo de peixe).
* Passas e ameixas secas.
* Ervilhas

Para concluir, apesar da complexidade do mundo atual, com suas pressões e dificuldades, contribuir para que nos sintamos mais ansiosos ou estressados, a nossa dieta “pobre em nutrientes” também nos traz muitos problemas de saúde ou distúrbios que podemos desenvolver em qualquer fase da vida. Portanto, precisamos nos cuidar um pouco melhor.
Fonte: A mente é maravilhosa
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CÉREBRO ESPIRITUAL: O QUE DIZ A NEUROCIÊNCIA?

Autores como Daniel Goleman ou Howard Gardner têm um conceito sobre o espiritual que vai além do religioso e até do cognitivo. Falamos sobre a necessidade de alcançar um conhecimento mais profundo e sensível da nossa realidade, no qual nos enxergar como parte do todo, no qual atingir um nível de bem-estar mais elevado e distante do ego, da fixação pelo material.

Desde tempos remotos, a humanidade sempre tem buscado transcender tudo o que é cotidiano e ordinário. Não falamos apenas sobre a clássica necessidade de ter contato com o divino, sobre práticas religiosas usadas para pedir chuva em troca de uma oferenda, sobre pedir para ser curado, perdoado ou abençoado com sorte ou fortuna. Falamos principalmente sobre essa necessidade do ser humano de alcançar uma “segunda realidade” com a qual escapar, com a qual encontrar a calma, a autorrealização ou até mesmo – e por que não? – a sabedoria.

“O segredo da saúde física e mental não é chorar pelo passado, se preocupar pelo futuro ou prever os problemas, mas viver o momento presente com sabedoria e seriedade.”
-Buda-

Os neurologistas chamam essa necessidade de consciência egóica ou consciência límbica. Porque, independente do místico, falamos sobre uma série de emoções e processos mentais muito específicos, pelos quais nosso cérebro é o responsável. Não queremos com isso diminuir o valor da religiosidade ou da espiritualidade em si. Falamos principalmente sobre uma realidade que está aí, no nosso cérebro e em uma série de estruturas que ao serem estimuladas geram mudanças pontuais na nossa percepção, na maneira como nos sentimos e percebemos nosso meio.

Tanto que neurocientistas como Andrew Newberg, autor do livro “Principles of Neurotheology”, demonstraram que os cérebros dos monges budistas acostumados há anos a praticar a meditação mostram um nível menor de envelhecimento dos neurônios, maior capacidade de memorização e retenção e até uma melhor resistência à sensação de dor.

O chamado “cérebro espiritual” é, nos dias de hoje, base para várias pesquisas. Não se trata de “buscar Deus” no cérebro, também não se trata de sustentar ou criticar a prática de qualquer tipo de religião ou doutrina. O que se pretende com essa ciência é entender como a espiritualidade propriamente dita impacta nossa mente e a nossa saúde física e emocional.

A inteligência espiritual

É curioso que dentro da hipótese das múltiplas inteligências enunciada em 1983 por Howard Gardner, professor da Universidade de Harvard, já se considerava adicionar uma “nona inteligência”, a chamada inteligência “existencial”, intimamente vinculada ao conceito de espiritual e que seria definida pelos seguintes princípios:

A capacidade de pensar em temas abstratos.
Conseguir refletir sobre si mesmo (metarreflexão).
Ver o mundo a partir de outras perspectivas.
Adquirir uma ideia sobre o universo e sobre a nossa posição nele.

Cabe destacar, assim como afirma o filósofo Francesc Torralba, que “a inteligência espiritual não é a consciência religiosa”. É antes a visão da espiritualidade como uma ferramenta com a qual se pode transcender a nossa própria realidade, partindo sempre do próprio autoconhecimento e levando em consideração outros saberes.

Não é fácil, é claro, porque para desenvolver essa inteligência existencial, da qual Howard Gardner nos fala, é necessário em muitos momento não apenas tolerar, mas querer a solidão. Também seria recomendável utilizar outros recursos que estão ao nosso alcance, como a filosofia, o diálogo socrático consigo mesmo, a meditação e a complexa arte de viver de forma consciente, apreciando o “aqui e agora”.

O cérebro espiritual e a neurociência

Existem estruturas no cérebro que, ao serem estimuladas, podem produzir experiências místicas na nossa mente. Esse é um dado que sabemos há muito tempo e que está bastante relacionado com os estágios alternados de consciência e com algumas alterações do lobo temporal, do hipocampo e da amígdala. Às vezes, basta estimular eletricamente essas regiões para ter visões, para experimentar determinadas sensações e passar por experiências parecidas com as que se pode sentir ao tomar LSD.

“A viagem espiritual é individual, pessoal. Não pode ser organizada ou regulada. Não é verdade que todos devem seguir um caminho. Escute sua própria verdade.”
-Ram Dass-

No entanto, no interessante livro, “Neurocultura, uma cultura baseada no cérebro”, o fisiólogo Francisco Mora nos explica algo que sem dúvidas vai um pouco mais além. Segundo ele, a espiritualidade está muito ligada à cultura, à nossa aproximação, ao que um tipo de prática de princípios filosóficos e religiosos pode nos oferecem para nos conhecermos melhor, para realizar uma mudança, para adquirir uma série de conhecimentos transcendentais e enriquecedores em dado momento da nossa vida.

A espiritualidade e sua prática estão muito relacionadas à nossa curiosidade natural, à nossa motivação, à necessidade de canalizar as emoções como medo, ansiedade, sensação de solidão, estresse e – por que não? – o vazio existencial. O ser humano busca não apenas bem-estar interno, tranquilidade mental e cura emocional. Ele busca também significados de um mundo que geralmente tem mais perguntas que respostas.

A neurociência, naturalmente, não aceita a existência de entidades sobrenaturais. Ela busca, em primeiro lugar, entender nossas motivações para praticar atividades que produzem tranquilidade e bem-estar, como a ioga ou a meditação. Atividades que liberam dopamina no nosso organismo, aumentam a conectividade do córtex pré-frontal ou melhoram nossa plasticidade cerebral.

As “tecnologias espirituais”, como são chamadas pelos especialistas, estão no auge. Abre-se, portanto, um caminho muito interessante entre o científico e o espiritual para entender os benefícios, para compreender os processos internos que, sem dúvidas, estão além de qualquer doutrina ou religião.

O que se pretende com essa ideia de espiritualidade é alcançar um sentido mais profundo da própria identidade. O objetivo não é outro que o de iniciar uma viagem de autoconhecimento em busca da felicidade, da plenitude pessoal.
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A TELEPATIA EXISTE? O QUE A CIÊNCIA SABE ATÉ AGORA.

Foi apenas no século XX que se começou a falar em telepatia. Nenhum documento ou vestígio da antiguidade faz referência a esse fenômeno. A verdade é que, uma vez que a questão foi colocada na mesa, não parou de suscitar polêmica. Até hoje a ciência se recusa a aceitar que a telepatia existe. Ao mesmo tempo, os testemunhos sobre experiências telepáticas continuam a aparecer.

A telepatia é definida como a transmissão do pensamento à distância sem que haja a intervenção de qualquer tecnologia que propicie essa comunicação. É uma espécie de “comunicação sem fio” entre dois cérebros humanos. Milhares de pessoas dizem ter vivido essa experiência, mas até agora nunca foi possível reproduzir este fenômeno em um laboratório.
 
“Se a telepatia mudasse radicalmente os códigos de comunicação do ser humano, a ‘teleempatia’ revolucionaria o seu universo sensorial”.
-José Luis Rodríguez Jiménez-

Os cientistas indicaram que a telepatia, do ponto de vista da física, não é plausível. Não existe uma seção do cérebro que possa agir como emissora ou receptora de comunicações à distância. Tampouco a potência eletromagnética do cérebro tem a capacidade de transportar a informação, e não existe um meio conhecido através do qual isso poderia ser feito.

No contexto da física clássica, a telepatia é impossível. No entanto, no contexto da física quântica, as coisas são diferentes. De fato, muitos físicos reconhecidos se referiram a esse fenômeno e não fecham a porta à possibilidade de que comunicação telepática exista. O tópico não está encerrado.

Experimentos que tentaram descobrir se a telepatia existe

Diante dos milhares de testemunhos de pessoas que afirmam ter experimentado a telepatia, alguns cientistas se incumbiram de estudar o fenômeno. Um dos experimentos mais famosos foi realizado por Karl Zener. Através de cinco cartas de baralho, foi feito um rigoroso acompanhamento estatístico a um grupo de participantes. Os resultados obtidos nesse experimento não permitiram chegar a conclusões sólidas.

Por outro lado, os pesquisadores Montaque Ullman e Stanley Krippner do Maimonides Medical Center de Brooklyn (Nova York) realizaram um experimento sobre a transmissão telepática durante o sono. Os resultados sugeriram que, em muitos casos, a imagem que estava na mente do emissor aparecia no sonho do receptor. No entanto, o estudo foi abandonado.

Outra pesquisa famosa foram os “Experimentos Ganzfeld“. No total, foram realizados 88 experimentos entre 1974 e 2004. Eles lançaram um índice de acertos telepáticos de 37%. Os resultados foram controversos e foram realizados novos experimentos que indicaram 34% de acertos. Na estatística, este resultado é significativo; no entanto, na prática isso gerou muitas dúvidas, motivo pelo qual a pesquisa também foi abandonada.

Rupert Sheldrake, bioquímico e fisiologista da Universidade de Cambridge, realizou outro experimento telepático entre 2003 e 2004. Após 571 tentativas de comunicação telepática, com 63 voluntários, ele descobriu que a porcentagem de acertos era de 41%. Ele publicou esses resultados em várias revistas científicas.

A telepatia e a física quântica

O aspecto mais controverso é que a telepatia contradiz as leis da física clássica e de outras ciências. A possibilidade de que ela exista implicaria a reformulação de vários axiomas que hoje são considerados válidos. Do ponto de vista da física e da neurologia, é impossível que se produza um processo no cérebro sem que haja um estímulo sensorial ou interno que o desencadeie.

Para a ciência convencional, o pensamento é um processo bioquímico. Em consequência, não é originado se não houver um estímulo material. A telepatia é precisamente a ausência desse estímulo material. Portanto, aparentemente uma realidade exclui a outra. No entanto, foram levantadas hipóteses do ponto de vista da física quântica que falam sobre outras formas de interação na matéria.

Roger Penrose, físico e matemático especialista na Teoria da Relatividade, postulou a existência de uma biofísica quântica da mente. Ele foi acompanhado por Stuart Hameroff em sua tese, um anestesista na Universidade de Arizona. As hipóteses de Penrose-Hameroff abrem uma via para entender se a telepatia existe a partir do ponto de vista científico. No entanto, ao invés de conclusões, o que foi proposto é um novo campo de pesquisa.

Muitas pessoas relatam experiências de comunicação telepática. A certa arrogância que existe – e que sempre existiu – por parte daqueles que defendem os postulados científicos atuais impediu a continuidade à pesquisa neste campo, para além dos estudos isolados que relatamos.

Neste sentido, outro dos grandes problemas por trás da telepatia é que em algumas ocasiões ela foi utilizada para a manipulação e até mesmo para a magia. No entanto, a ciência terá que determinar se ela ficará por aqui ou, pelo contrário, se abriremos uma nova porta para uma sala cheia de perguntas fascinantes.
Fonte: A mente é maravilhosa
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PESQUISA: HÁ PESSOAS QUE, POR SEU CRONOTIPO, NUNCA DEVEM LEVANTAR CEDO.

O cronotipo reflete o horário do dia em que o indivíduo preferencialmente encontra-se mais disposto à realizar diversas tarefas.

Há pessoas que, antes de o sol nascer, tomam o café da manhã, limpam a casa e organizam a sua agenda. No entanto, para a maioria das pessoas, sair da cama com os primeiros raios do sol é um sacrifício. Na verdade, algumas pessoas são exatamente o oposto: eles são muito mais eficientes e produtivos durante a noite.

Os genes determinam as enzimas de síntese, os quais, por sua vez, aceleram ou desaceleram as reações químicas no interior das células do hipotálamo. Estas reações químicas são reciclados e determinam o período do nosso “relógio interno”. Mas, lembre-se, dia e noite ajustam-se continuamente a velocidade do ciclo. Outro fator poderoso é a sociedade que dita padrões de horários de trabalho, determina quando a pessoa deve ser produtiva, mas isso é um processo biológico polar de grupos de indivíduos. Todos os empresários, industriários, banqueiros e etc deveriam ler esta pesquisa e começarem a fazer estudo do cronotipo de seus funcionários e fazer a escala de trabalho de acordo com os horários de melhor produção de cada grupo.

Você é uma cotovia ou uma coruja?

Os cientistas criaram dois grupos opostos: os cotovias, que acordam cedo e tiram o máximo proveito de manhã e os corujas da noite, que aumentam o seu desempenho ao longo do dia e têm explosões de energias exclusivas à noite. Mas agora um estudo realizado no Instituto de Pesquisa de Biologia Molecular e Biofísica da Academia de Ciências da Rússia revelou que, na realidade, há muito mais por trás desses chronotypes e que certas pessoas nunca devem cedo.

Para biólogo Arkady Putilov e seus colegas da Academia Russa de Ciências pediu 130 pessoas para não dormirem por 24 horas seguidas. Os sujeitos indicariam por meio de um questionário, como eles se sentiram após tantas horas sem dormir e como foi o desempenho de suas atividades durante a experiência.

Assim, eles descobriram que há pessoas que passam o dia todo com baixo consumo de energia, são os categorizados como “letárgicos”, enquanto outros ficam ativos apesar da privação do sono e, independentemente da hora em que eles acordaram, estes foram chamados de “enérgicos”.

Estas pesquisas indicam que para as pessoas letárgicas – com menos energia  – seria desastroso para elas serem obrigadas a se levantarem cedo, mas elas podem ser muito produtivas à noite. É provável que seu problema é porque o seu ritmo circadiano não é bem sincronizado com o ciclo natural de luz e escuridão. Basicamente, a luz solar é uma espécie de relógio natural que estimula o nosso corpo a produzir melatonina, o hormônio que provoca sono e algumas pessoas são exclusivamente produzem melatonina com mais velocidade e assim ficam com sono durante o dia mesmo que tenham dormido a noite inteira.

As pessoas energéticas atingem picos de atividade ao meio-dia. A luz solar, quando mais intensa, mais se sentem energizadas. No entanto, à noite essas pessoas não seriam produtivas,  seu desempenho é aumentando lentamente ao longo do dia e diminui no final da tarde. O que muitos chamam de “melancolia do entardecer” é por causa disso.

Estas diferenças são devido, entre outros fatores, ao nosso DNA. De acordo com uma pesquisa realizada no Centro Nacional de Neurologia e Psiquiatria, em Tóquio, o gene PER-3, um dos genes do nosso relógio biológico, determina a propensão a subir mais tarde ou mais cedo, assim como o nosso nível de energia durante todo do dia e/ou à noite.

Os chamado “corujas” depois de 24 horas acordados, eles ainda sentem que seu “dia doméstico” não terminou, então eles estão dispostos a trabalhar mais tempo e ir para a cama mais tarde. “Cotovias”, por outro lado, alcançam seu “dia doméstico” antes do final astronômico, mas porque eles são propensos a uma atividade mais cedo. Podem acordar, por exemplo, às 5 da manhã e sentirão bem dispostos até o final da tarde.

Geralmente o cronotipo de cada pessoa é colocado ao nível genético. Por exemplo, os cientistas descobriram um gene que faz com que a pessoa tenha o ritmo de sono perturbado. Isto já é conhecida como DSPD (Delayed Disorder Sleep Phase) que afeta cerca de 3 pessoas em cada 2000.

Mas se o seu cronotipo não se encaixa em cotovia e nem  coruja?

Muitas pessoas não podem ser atribuídas aos cronotipos de “corujas” ou  “cotovia”. Para eles, outro cronotipo fornecido.

Um terceiro cronotipo é chamado de “Pombas” – aqueles que facilmente reorganizam o ritmo da vida em quaisquer circunstâncias. Este grupo de pessoas ainda está em estudos.

Você deve conhecer e adaptar o seu estilo de vida para o seu cronotipo

Conhecer o seu cronotipo lhe permitirá trabalhar seguindo o seu ritmo circadiano natural, que não só afeta sua produtividade, mas também o seu humor e sua saúde. Na verdade, tem sido mostrado que quando um ritmo circadiano é incompatível com o ritmo de atividade da pessoa, ela fica mais propensa a obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer. Além disso, se a você estudar o seu cronotipo e adaptar seus horários de atividades ao seu ritmo circadiano, resultará positivamente no seu estado de espirito e sua saúde mental e emocional.

Na verdade, o ritmo circadiano é tão importante que os médicos do Hospital Paul Brousse, em Paris afirmaram que a quimioterapia deve ser aplicada em conformidade com este ciclo, pois é sabido que as células de certos tipos de linfoma tendem a dividir mais entre 9 e 22:00. Pelo contrário, as células intestinais tendem a fazê-lo às 7 da manhã e medula óssea ao meio-dia. Portanto, se a quimioterapia é aplicada no momento, seria mais eficaz e menos tóxico.
Publicado originalmente por Julia Ruzmanova – Tradução e livre adaptação de Portal Raízes
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MELATONINA: O HORMÔNIO DO SONO E DA JUVENTUDE

A melatonina sempre despertou muito interesse no meio científico. Além de ser responsável pelos nossos ciclos de sono e vigília, ela também é a chave para o funcionamento do nosso relógio biológico. Na verdade, para muitas pessoas é aqui que se encontraria o tão buscado segredo para impedir o envelhecimento, para frear a deterioração e atingir idades mais avançadas gozando de um melhor estado físico e psicológico.

Uma coisa dessas pode parecer à primeira vista pouco mais que uma quimera, uma coisa impossível. No entanto, o neuroendocrinologista Walter Perpaoli nos explica no seu livro “O milagre da melatonina” que suas pesquisas no departamento de Medicina da Universidade de Richmond (Virgínia) estão apresentando bons resultados em nível laboratorial.

“A melatonina é o hormônio da serenidade,
do equilíbrio interno e da juventude.”
-Walter Pierpaoli-

Vale dizer que ainda precisaremos esperar algumas décadas para obter resultados mais conclusivos, mas isso não impediu que desde então a febre pela melatonina aumentasse ainda mais desde que as indústrias farmacêuticas enxergaram nela uma mina de ouro. Sabe-se que nos Estados Unidos, por exemplo, chegam a ser produzidos mais de 20.000 frascos de melatonina sintética por dia.

Muitas das pessoas que a consomem não o fazem apenas para regular um pouco melhor seus ciclos de sono. Foi demonstrado que a melatonina diminui na puberdade e que na chegada dos 40 anos nosso corpo reduz sua síntese de forma bastante drástica. Portanto, o segredo para conservar um pouco mais a nossa juventude estaria – aparentemente – em repor esse déficit de melatonina.

No entanto, os benefícios desse hormônio vão muito além de impedir o aparecimento de uma ou outra ruga ou dos cabelos brancos, já que seu papel na nossa saúde e no equilíbrio psicológico é simplesmente incrível.

O que é a melatonina?

A melatonina ou o N-acetil-5-metoxitriptamina é um hormônio sintetizado a partir do triptofano que é produzido na glândula pineal. Ao mesmo tempo, é interessante saber que não são apenas as pessoas e os animais que possuem esse sofisticado e precioso elemento biológico, já que ele também está presente nas bactérias, nos fungos e em algumas algas. É, por assim dizer, o segredo da vida.

Por outro lado, e para que a melatonina possa ser produzida normalmente, o corpo precisa receber os diferentes padrões de luz e sombra que ocorrem ao longo do dia. Essa combinação entre o estímulo luminoso que chega pela retina, os pinealócitos na glândula pineal e o núcleo supraquiasmático do hipotálamo são os elementos que orquestram a síntese.

Sabe-se, por exemplo, que por volta das 20 horas nosso nível de melatonina começa a subir. Ele vai aumentar de forma progressiva até mais ou menos 3 horas da manhã, momento em que nossa temperatura corporal costuma ser mais baixa. É o que os cientistas chamam de “tempo biológico zero”. A partir desse momento, o nível de melatonina decai de novo.

Como curiosidade, vale dizer que se conseguiu isolar a melatonina da glândula pineal há pouco tempo. Foi em 1958 que se descobriu a importância desse hormônio no nosso ritmo circadiano. Desde então, a ciência tem se aprofundado ainda mais, estudando seu papel na depressão, na obesidade e nas doenças neurodegenerativas.

Qual é a sua relação com o sono?

Patrícia tem 52 anos e há alguns meses tem sofrido de insônia. Como a maioria de nós já ouviu e leu em várias fontes, “a melatonina nos ajuda a dormir”. Assim, sem pensar, vamos à farmácia e compramos um frasco para ver como isso funciona. Não é preciso receita médica para comprar melatonina, fazer isso nas farmácias é simples, econômico e à primeira vista parece ser o “remédio perfeito”.

No entanto… Será que é mesmo verdade que a melatonina pode nos ajudar a acabar com a insônia?

Bem, é importante entender que a melatonina, na realidade, induz ao sono, mas não nos mantém nesse estado.  Ou seja, quando Patrícia tomar sua primeira cápsula de melatonina às 23 horas é muito provável que ela durma, mas certamente vai acordar após algumas horas.

Os suplementos de melatonina na realidade podem ser muito úteis para lidar com as mudanças de fuso horário, assim como para nos ajudar com aqueles turnos de trabalho em que frequentemente não temos outra opção senão dormir de dia para trabalhar à noite.

Também é muito eficaz para pessoas com déficits visuais.

Além disso, foi demonstrado que também é útil para reduzir a dor associada a diferentes tipos de dores de cabeça.

Paralelamente, vale levar em consideração outro aspecto importante sobre esses suplementos de melatonina. Geralmente cada comprimido contém entre 3 e 10 miligramas de melatonina, quando na realidade nosso organismo já reage com meio miligrama.

Regular a melatonina para dormir bem.

Os únicos estudos que apoiam a eficiência do uso da melatonina sintética para tratar da insônia o fazem quando a pessoa sofre do que se conhece como síndrome do atraso das fases do sono (SAFS). Trata-se de um transtorno no ritmo circadiano que provoca insônia, mudanças de temperatura, problemas hormonais e de atenção.

A melatonina nas pessoas que sofrem de estresse.

A melatonina pode ser uma bênção para pessoas que costumam levar uma vida com alto nível de estresse e que, além disso, devido ao trabalho, são obrigadas a passar muitas horas em ambientes onde há apenas luz artificial. Vamos pensar por exemplo nos médicos, nas enfermeiras, nos auxiliares de enfermagem ou em qualquer operário que trabalhe durante longos turnos, perdendo a noção do dia ou da noite.

Há muitas pessoas que, devido à pressão do trabalho acabam dormindo muito pouco e comendo mal. Esse estilo de vida provoca uma queda preocupante do nível de melatonina. Com isso, surge o risco de depressão e de outras doenças associadas.

Ao mesmo tempo, uma pequena quantidade de melatonina liberada no nosso corpo faz com que nosso ritmo circadiano se altere ainda mais. O sistema imunológico se enfraquece e passamos a não ter mais um dos melhores antioxidantes biológicos que possuímos, que é capaz de reparar o dano celular e frear o envelhecimento precoce.
Estresse do dia a dia

Se nos encontramos em alguma dessas situações, é vital consultar um médico sobre a pertinência de utilizar a melatonina sintética ou se é melhor a nos limitarmos a melhorar nossa dieta e ajustar um pouco melhor nosso estilo de vida.

Melatonina contra o envelhecimento e os processos degenerativos

Assim como afirmamos no início do artigo, à medida que vamos nos tornando mais velhos, a melatonina para de ser produzida na mesma quantidade. No entanto, essa baixa não se traduz apenas em uma produção noturna um pouco mais deficiente ou em abrir caminho a um envelhecimento progressivo.

Há um dado que não podemos menosprezar: esse hormônio também sincroniza os ritmos dos nossos neurotransmissores cerebrais. Assim, o que experimentamos ao longo do tempo é uma perda das nossas capacidades cognitivas, como a atenção ou a memória.

Paralelamente, a falta de melatonina contribui para o aparecimento de algumas doenças como o Alzheimer ou o Parkinson.

Isso explica o fato de muitos profissionais da saúde recomendarem aos seus pacientes com mais de 55 anos o consumo de complementos à base de melatonina com o objetivo de prevenir – e até mesmo reverter – o processo neurodegenerativo associado ao dano mitocondrial que a queda da melatonina provoca.

Esse é um dado interessante que é conveniente considerar.

Como podemos melhorar nossos níveis de melatonina de maneira natural?

É muito provável que, após ler todos esses benefícios associados à melatonina, nossa primeira reação seja ir até uma farmácia e comprar um frasco. Devemos ressaltar que isso não é recomendado. São os médicos que devem recomendar ou não o uso da melatonina, assim como a dose e o intervalo da administração. Não podemos nos esquecer de que cada pessoa precisa de uma dose específica e é só assim que poderemos perceber sua eficiência.

Portanto, e antes de se automedicar, sempre está nas nossas mãos estimular a produção de melatonina de maneira natural através de algumas simples estratégias.

Na medida do possível, e se nossas obrigações diárias permitirem, é bom viver em harmonia com os ciclos de luz. Um erro que a maioria das pessoas comete é deixar as noites sobrecarregadas com a luz artificial dos aparelhos eletrônicos, como o computador, o tablet, o celular… Tudo isso afeta a nossa glândula pineal.

Ao mesmo tempo, é importante que nossa dieta seja rica em um tipo de aminoácido muito especial: o triptofano. Graças a ele sintetizaremos quantidades adequadas de melatonina e também de serotonina.

Esses são alguns dos alimentos: 
A gema do ovo.
Banana, abacaxi, abacate e ameixa.
O chocolate amargo é bom para elevar o nível de triptofano para sintetizar melatonina de forma neutra.
Alga spirulina.
Agrião, espinafre, beterraba, cenoura, aipo, alfafa, brócolis, tâmaras.
Oleaginosas (amêndoas, nozes, pistache, castanha de caju…).
Sementes (gergelim, abóbora, girassol).
Cereais integrais.
Levedura de cerveja.
Leguminosas (grão-de-bico, lentilha, feijão, soja…)
Chocolate produz melatonina

Para concluir, assim como vimos, a melatonina é muito mais que um hormônio que regula nosso ciclo de sono e vigília. Também é a molécula da juventude, do bem-estar psicológico e, por sua vez, a ponte que nos une aos ritmos naturais do nosso planeta para viver em sintonia com ele.
Um aspecto da vida que aparentemente estamos esquecendo.

Referências bibliográficas: 
Lewis, Alan (1999). Melatonin and the Biological Clock. McGraw-Hill 
Pierpaoli, Walter (1996) El milagro de la melatonina. Barcelona: Unrano 
Buscemi N, Vandermeer B, Pandya R, Hooton N (2004), Melatonin for treatment of sleep disorders. McGraw-Hill
Turek FW, Gillette MU (2004). Melatonin, sleep, and circadian rhythms. Lancet
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POR QUE A GENTE GOSTA DE QUEM NOS FAZ RIR? - Suzana Herculano-Houzel

Graças a risadas, o cérebro libera opioides

Ter oportunidades para rir ao longo do dia pode parecer um bônus, uma pausa bem-vinda no meio de um dia de afazeres. Mas um corpo crescente de evidências indicam que o que leva ao riso faz muito mais do que divertir: reduz o estresse, melhora a capacidade do corpo de combater infecções –e ainda promove laços afetivos entre todos os que compartilham a risada.

Um estudo finlandês recém publicado no "Journal of Neuroscience" mediu a liberação de opioides pelo cérebro de voluntários após estes terem passado 30 minutos assistindo com dois amigos próximos a uma compilação de cenas de comédia, e comparou o nível de opioides com aquele nos mesmos voluntários após 30 minutos de silêncio, sozinhos em um quarto.

Os opioides mais famosos são morfina e heroína, conhecidos pelas sensações de analgesia, relaxamento e prazer que causam –e que tão rapidamente levam ao vício, se intensos e frequentes demais. Se tais substâncias funcionam, no entanto, é justamente porque existem opioides internos, produzidos pelo próprio cérebro, e que provavelmente levam a efeitos semelhantes, ainda que mais brandos.

De fato, hoje se sabe que o efeito placebo, a melhora no bem-estar e redução da dor que acontecem só de se acreditar que se recebeu tratamento (quando o remédio na verdade era apenas água, farinha ou glóbulos de homeopatia sem qualquer princípio ativo), depende da capacidade do cérebro de produzir seus próprios opioides.

Ser acariciado ou abraçado por quem se gosta é uma maneira certeira de fazer o cérebro liberar seus próprios opioides –mas que só tem efeito sobre as duas pessoas envolvidas. Segundo o estudo finlandês, rir em grupo também funciona, e aparentemente surte efeitos no cérebro de todos os envolvidos: a liberação de opioides endógenos aumenta nas partes do cérebro que levam ao bem-estar e ao prazer, e junto com isso vêm não só sensações agradáveis de diversão como também de calma e paz interna. Quanto mais intensas as risadas, mais forte é a ativação do cérebro por seus próprios opioides –e mais intensas as sensações positivas.

De quebra, fica no cérebro um registro da associação entre a companhia do momento e o resultado prazeroso. E assim quem riu conosco, ou nos fez rir, ganha valor especial para nosso cérebro.

Não é à toa que gostamos tanto dos nossos amigos e parceiros bem-humorados, e preferimos sua companhia à de qualquer outra pessoa. Rir faz bem ao cérebro –e ele lembra com carinho especial de quem nos levou ao riso.
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JEJUM FAZ CÉLULAS SE COMEREM; E ISSO AS RENOVA, DIZ NOBEL DE MEDICINA.

Não é dieta ou regime. Os cientistas estão pesquisando como o jejum ou o corte radical de calorias pode promover o aumento da expectativa de vida. A alimentação equilibrada e rica em nutrientes é fundamental para uma boa saúde. Porém, já é sabido que a privação de alimentos de forma controlada pode ativar mecanismos de autodefesa das células que garantem a elas maior longevidade. É isso que se traduz em benefícios para todo nosso organismo.

Tudo por causa da autofagia. Ela é um mecanismo importante de autolimpeza que existe em todas as células de nosso corpo. Os genes que regulam essa reciclagem de organelas velhas ou malformadas foram identificados por Yoshinori Ohsumi, ganhador do Nobel de medicina deste ano.

Yoshinori Ohsumi ganhou o Nobel graças a suas descobertas sobre a autofagia, um processo de reciclagem celular.

A redução da autofagia leva ao acúmulo de componentes danificados, o que está associado à morte das células e ao desenvolvimento de doenças. Assim, manter o mecanismo ativo seria uma forma de prevenir problemas futuros.

A autofagia é ativada quando a célula está em situações de estresse. Por exemplo, quando o indivíduo fuma um cigarro ou deixa de se alimentar. Para sobreviver, a célula passa a "comer" partes internas, degradando tudo o que tem de ruim. Quanto mais o mecanismo funciona maior a faxina interna.

“A autofagia não fica ativa o tempo todo. 
Mas a restrição de nutrientes é uma forma de burlar isso"
Luciana Gomes, pesquisadora do Laboratório de Reparo de DNA da USP

"O jejum induz a autofagia, isso é sabido. Também sabemos que a autofagia induz a longevidade. A busca agora é entender a conexão entre a autofagia ativada pelo jejum e a longevidade das células", explica Soraya Smaili, professora livre-docente da Escola Paulista de Medicina. Segundo ela, a maioria dos estudos feitos até hoje foi com animais.

Comer menos calorias também pode aumentar longevidade
Outra forma de ativar a autofagia e propiciar benefícios para o organismo é com a restrição do consumo de alimentos. Para funcionar, a redução de calorias ingeridas deve variar entre 20% e 60%, de acordo com as pesquisas. "Não é o jejum, é a diminuição prolongada de consumo de nutrientes. A autofagia é aumentada", explica Luciana Gomes. A redução ocorreria principalmente no consumo de carboidratos e proteínas.

Contudo, se a privação de nutrientes for muito longa, os efeitos passam a ser negativos. Nesse caso, a célula poderia começar a degradar componentes bons, que funcionam. O ideal seria conseguir estimular a faxina interna em tempo certo, sem excessos. Para isso, os cientistas pesquisam qual seria o tempo de jejum e o nível de redução calórica que garantiriam os efeitos benéficos sem causar prejuízos.

Smaili diz que há estudos feitos em humanos que mostram que o jejum, se bem conduzido e monitorado, traz benefícios a longo prazo. "Não é um jejum prolongado. É de 12 e no máximo 24 horas. E pode ser específico, de alguns nutrientes, como carboidratos e proteínas", afirma.

Durante o jejum, seria importante manter o consumo de água e de sais, para não provocar aumento da pressão arterial ou desidratação. Um soro pode cumprir essa função. E o jejum só poderia ser feito por pessoas saudáveis.

Fazer jejum ou reduzir alimentação, o que você prefere?
Para garantir o aumento da expectativa de vida a longo prazo, o jejum precisaria ser feito de forma periódica. "Não adianta fazer um hoje e outro no ano que vem", diz a farmacóloga da Unifesp.

Já a redução calórica precisaria ser permanente para produzir efeitos. "Como é difícil ter essa disciplina, surgiu a busca para confirmar se jejum intermitente conseguiria levar aos mesmos efeitos", complementa a biomédica da USP.

As pesquisas existentes ainda não possuem resultados que permitam traçar uma indicação de frequência do jejum. Quanto à restrição calórica, Gomes explica que em testes com animais os melhores resultados ocorreram entre os que foram mantidos em restrição calórica desde o nascimento. O aumento da expectativa de vida chegaria, nesses casos, a 30%.
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