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LOBO FRONTAL: O QUE É E QUAIS SÃO SUAS FUNÇÕES NO NOSSO CÉREBRO?

O sistema nervoso é um emaranhado de neurônios e células gliais de enorme complexidade. Em última instância, são essas as estruturas que vão determinar nossos comportamentos, pensamentos e emoções. Essas unidades nervosas se agrupam em estruturas maiores para poder cumprir suas funções, e cada um desses agrupamentos será apenas um grão de areia nessa máquina tão complexa que é o nosso corpo.

Uma das estruturas mais notáveis do sistema nervoso é o cérebro, e este se divide em uma série de áreas chamadas de lobos. Entre os lobos cerebrais está o lobo frontal, que será o protagonistas desse nosso artigo.

Antes de qualquer coisa, devemos entender que os lobos são definições teóricas a partir da divisão do córtex cerebral. Essa divisão foi realizada em função do papel que as partes desempenham nos diferentes processos e pela localização. Podemos fazer uma analogia com a Terra: se o cérebro fosse a Terra, os lobos seriam os continentes.

Essa classificação é muito funcional, já que nos serve de mapa para localizar com facilidade certos pontos na superfície do cérebro. O córtex cerebral é composto por 6 lobos funcionais: frontal, parietal, occipital, temporal, insular e límbico. No presente artigo vamos nos concentrar no que poderíamos dizer ser o mais relevante deles, o lobo frontal. Começaremos destacando a área que ele ocupa, já que é um terço do total da área do córtex.

Estrutura e funções do lobo frontal
O lobo frontal se encontra na parte mais anterior do encéfalo, mais precisamente ocupando todo o córtex cerebral a partir do sulco central. É considerado um lobo muito importante devido ao fato de que cumpre funções centrais no processamento da informação, especialmente as informações que têm um caráter executivo. Além disso, podemos dizer também que o lobo frontal está dividido em múltiplas regiões que o dotam de uma grande variedade de funções.

Ao agruparmos as diferentes estruturas funcionais desse lobo, podemos falar de duas grandes áreas. Uma delas seria a área correspondente às funções motoras, o córtex motor, cumprindo todas as funções do movimento. A outra área seria o córtex pré-frontal, encarregado dos processos executivos, da tomada de decisões e de diferentes aspectos relacionados com a regulação das emoções.

Córtex motor
O córtex motor do lobo frontal será o gestor de todos os sistemas eferentes do corpo. Graças a ele, poderemos realizar todos os tipos de atos e ações motoras de caráter voluntário. Essa estrutura será encarregada tanto do planejamento do movimento quanto de transmitir as ordens aos músculos para que eles entrem em ação. É importante enfatizar que essa parte do córtex só se encarrega dos movimentos voluntários, o sistema motor involuntário tem sua base em outras estruturas, como nos gânglios da base e no cerebelo.

Podemos encontrar três subáreas relevantes de serem mencionadas dentro do córtex motor.

• A área pré-motora. É a encarregada do planejamento e da programação dos movimentos. Antes da realização de qualquer movimento, os neurônios dessa área se encarregam de estabelecer os músculos e os passos necessários para que ele ocorra da forma correta.

• A área motora primária. É a parte cortical que se encarrega de executar o passo a passo preparado pelo córtex pré motor. Ou seja, é a encarregada de iniciar a ação do movimento, enviando as ordens aos músculos.

• A área de Broca. É a encarregada da produção da linguagem. Sua função é coordenar os músculos fonológicos para que a pessoa possa falar e pronunciar. Também está relacionada com a produção da escrita. Para conhecer mais sobre ela, clique aqui.

Córtex pré-frontal
Essa região é responsável pelo sistema executivo e por processar a informação do cérebro humano. O córtex pré-frontal do lobo frontal é a base, em última instância, da cognição, do comportamento e da resposta emocional dos humanos. É a parte mediadora entre muitas outras estruturas que se distribuem ao longo do encéfalo, tendo um papel chave na tomada de decisões.

Não podemos deixar de mencionar que as funções executivas são um conjunto de habilidades cognitivas de ordem superior que controlam nosso comportamento e nossas emoções. De outro modo, podemos dizer que todos aqueles processos que tratam de gerir, organizar, coordenar e dirigir são realizados nessa área. Ela poderia ser descrita como o processador de um computador se fizéssemos uma comparação com essas máquinas.

Dentro dessa área cortical podemos distinguir três regiões com grande importância funcional:

• O córtex frontal dorsolateral. Região conectada com outros locais de outros lobos que transforma o pensamento em planos, comportamentos e decisões. O córtex frontal dorsolateral está muito relacionado com processos psicológicos superiores como a memória de trabalho, a metacognição, o controle atencional, a flexibilidade cognitiva, etc.

• A área cingulada. Suas funções estão altamente relacionadas com a regulação dos processos motivacionais. Encarrega-se de inibir ou incitar a ação no indivíduo. Também é encarregada de certos processos relacionados com a regulação e sustentação da atenção.

• O córtex orbitofrontal. Cumpre a missão de controlar a afetividade e o comportamento social. Tem parte no processamento e regulação de emoções e estados afetivos, adaptando o comportamento em função do contexto.

O lobo frontal é uma das estruturas mais relevantes dentro de nosso encéfalo. O seu estudo, através das diversas técnicas neurocientíficas, nos dá uma informação muito valiosa: entender sua estrutura e sua funcionalidade nos aproxima mais de compreender nossa biologia e nos dá pistas sobre sua relação com os nossos comportamentos, emoções e pensamentos.
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CÓRTEX PRÉ-FRONTAL: UMA DAS ÁREAS MAIS MARAVILHOSAS DO CÉREBRO

O córtex pré-frontal é o reflexo mais sofisticado da nossa evolução. Evolutivamente falando, foi a última região cortical a se desenvolver, para mostrar um avanço filogenético e ontogenético completo. Podemos identificá-lo facilmente porque é nessa área rugosa e cheia de dobras, localizada na parte mais próxima do nosso rosto, que ocorrem os processos mentais e cognitivos mais complexos.

Um dos propósitos da neuropsicologia é entender essa relação sofisticada entre o cérebro e o nosso comportamento. Dessa forma, ninguém ficará surpreso ao perceber que o córtex pré-frontal é, sem dúvida, uma das áreas mais interessantes e decisivas para entender o nosso pensamento abstrato e até mesmo a nossa autoconsciência. É, por assim dizer, uma estrutura que nos torna verdadeiramente humanos.

O córtex pré-frontal é a região cerebral associada ao planejamento dos comportamentos cognitivamente complexos e à expressão da personalidade.

Os cientistas chamam todas essas tarefas sofisticadas realizadas pelo córtex pré-frontal de “funções executivas”. Eles decidiram chamá-las assim por um fato muito específico: estamos diante de um espaço privilegiado do nosso cérebro onde podemos distinguir o bem do mal, onde podemos avaliar o nosso ambiente e até mesmo estabelecer um controle sobre o nosso próprio pensamento.

O córtex pré-frontal: a última área do cérebro a se desenvolver
Muitas vezes há pais e mães que lamentam a dificuldade que o seu filho adolescente apresenta quando se trata de entender certas coisas, para controlar a sua impulsividade, não raciocinando o suficiente antes de um determinado comportamento.

Nós lamentamos sem saber que, na realidade, o desenvolvimento do córtex pré-frontal não está completo até os 20 ou 25 anos.

Apesar da aparência “quase” adulta dos nossos adolescentes, devemos lembrar que os seus cérebros ainda são imaturos. Na verdade, é interessante saber que o cérebro humano vai amadurecendo da nuca para a testa e que, portanto, o córtex pré-frontal é a última área a se completar, para desenvolver as habilidades mais sofisticadas e valiosas da nossa espécie.

No entanto, isso não significa que as crianças e adolescentes não sejam capazes de tomar decisões até atingir os seus 20 anos. Eles tomam as suas decisões e, muitas vezes, o fazem de forma correta.

No entanto, devemos ter em mente que o desenvolvimento dessas habilidades mais complexas está sendo estabelecido ano após ano e que, com maiores estímulos, desafios, apoio e oportunidades, a evolução dessas capacidades cognitivas será otimizada.

Portanto, não hesitemos em ser mais compreensivos com eles nessas idades. Afinal, tudo que eles precisam é tempo, paciência, compreensão e bons conselhos.

Partes do córtex pré-frontal
O córtex pré-frontal é um centro de controle sofisticado e, ao mesmo tempo, extremamente complexo que possui conexões com múltiplas regiões cerebrais. Assim, estruturas como o hipocampo, o tálamo e o os lóbulos cerebrais compartilham com ele caminhos diretos, canais onde a informação chega incessantemente. 
Vejamos agora quais são as partes do córtex pré-frontal:

•O córtex orbitofrontal: relacionado aos nossos comportamentos sociais e a nossa tomada de decisão.

•O córtex dorsolateral: uma área essencial no ser humano. Graças a ela planejamos, idealizamos metas, memorizamos, refletimos… Os neurocientistas se arriscam a dizer que é nessa região que a nossa consciência está localizada.

•O córtex ventromedial: está relacionado com a nossa percepção e com a expressão das nossas emoções.

Quais são as funções do córtex pré-frontal?
Há alguns anos, cientistas da Universidade de Missouri explicaram por que nosso córtex pré-frontal é tão grande em comparação com o de outras espécies. Eles disseram que seria devido a um processo de pressão demográfica. Ou seja, à medida que o número de pessoas do nosso convívio aumentou, melhorou a forma como nos relacionamos e nos comunicamos.

Tudo isso, toda essa experiência social, cognitiva e emocional deu forma a um córtex pré-frontal mais evoluído. Vejamos agora quais são as funções dessa parte tão especial do nosso cérebro.

•Coordena e ajusta o nosso comportamento social.
Ajuda a controlar os impulsos e gerenciar nossas emoções.
Nesta área realizamos todos os processos relacionados à nossa personalidade (sermos mais tímidos, mais ousados, mais abertos a novas experiências…).

•A motivação para atingir um objetivo também está localizada no córtex pré-frontal.

•Concentramos a atenção, organizamos informações complexas e as colocamos em prática.

•Aqui também está localizada a memória de trabalho, as habilidades cognitivas com as quais gravamos as informações à medida que experimentamos ou fazemos coisas.

Para concluir, conhecendo a relevância de todas essas funções, podemos imaginar o que significa ter uma lesão no córtex pré-frontal. As pessoas que sofreram traumas, que apresentam deterioração neuronal ou problemas de desenvolvimento localizados nesta área geralmente mostram dificuldade para controlar o seu comportamento, para planejar, decidir, criar..

Elas também se caracterizam por ter um pensamento linear e, muitas vezes, um comportamento antissocial. São situações muito delicadas e complexas que nos mostram, uma vez mais, a grande importância da área cortical para os seres humanos e o seu comportamento social.
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SOBREPESO MENTAL, AS CONSEQUÊNCIAS DE PENSAR DEMAIS

Se você sente que seu corpo está constantemente cansado, rígido ou dolorido, você pode estar sofrendo de excesso de peso. Mas não nos referimos a um aumento no volume físico, nem ao aumento do perímetro craniano, mas ao sobrepeso mental. Há um excesso de pensamentos negativos, inertes e improdutivos.

Durante o dia imaginamos, entendemos, refletimos, criamos, calculamos, tomamos decisões… Em suma, nós vivemos pensando. Mas nem todos os pensamentos são válidos ou úteis, na verdade, às vezes pensamos muito de maneira inútil e produzimos uma sobrecarga de pensamentos inúteis.

Se apresentarmos ideias que não contribuam com nada, ou não nos levem a qualquer lugar, no final a mente acaba ficando sobrecarregada. Torna-se pesada, fica bloqueada e renuncia a exercitar outros processos de aprimoramento.

Os pensamentos são a unidade básica da mente
Como vemos, pensar faz parte da natureza humana. Na verdade, é um dos processos que nos diferenciam do resto dos seres vivos. Mas nosso pensamento, ao contrário do que geralmente é considerado, não é apenas consciente, muito pelo contrário.

Pensemos em um iceberg. A ponta ou o que fica descoberto na superfície seria o pensamento consciente. Enquanto isso, o gelo que está submerso, que é a maioria, constitui a parte inconsciente.

De acordo com o Dr. Michael Shadlen, pesquisador principal do Brain Behavior Institute Mortimer B. Zuckerman, de Columbia (Estados Unidos), “A grande maioria dos pensamentos que circulam no nosso cérebro ocorre abaixo do radar de consciência, o que significa que mesmo que o nosso cérebro os processe, não temos consciência disso”.

Portanto, a qualidade dos nossos pensamentos determina o nosso dia a dia. Dependendo das ideias conscientes e inconscientes que passam pela nossa mente, assim será o resultado do nosso desenvolvimento.

Pensamentos inusitados engordam nossas mentes
Os pensamentos indesejados são aqueles cuja recorrência se desgasta porque eles não nos trazem nenhum tipo de benefício. Eles são um raciocínio vazio e até mesmo tóxico, e são originados em nossa mente consciente. Ou seja, o sobrepeso mental não é o resultado de processos mentais reprimidos, impulsos ou desejos, mas fruto de uma elaboração deliberada.

Eles são supérfluos e desnecessários, então, em vez de nos proporcionar maior autoconhecimento e vantagens cognitivas, eles nos corroem energicamente e diminuem o resto do processamento consciente. Eles nos impedem de serem criativos, compreendendo ou aprendendo novas habilidades. Eles nos bloqueiam e paralisam outras virtudes.

É por isso que, quando estamos com excesso de peso mental, nossos pensamentos atuam como uma refeição pesada, e provocam consequências físicas que até podem ser análogas às da obesidade. Entre elas, o esgotamento físico, que causa dificuldades para andar ou fazer esforços físicos. Também problemas para respirar normalmente, um aumento na sudorese, dores generalizadas nas articulações ou mesmo distúrbios da pele, como a acne.

Causas de sobrepeso mental
Existem muitos tipos de pensamentos tóxicos, mas alguns aos quais nós recorremos com mais frequência são os seguintes:

A crítica: quando repreendemos, julgamos ou condenamos outra pessoa, na realidade estamos nos negando. Há uma desvalorização de nossa própria autoestima e todas as nossas impotências são projetadas para outra pessoa.

A pena: a vitimização é um dos obstáculos criados pela nossa mente para que não possamos progredir. A mudança é sair daquele sofrimento autoimposto e não se envolver em pensamentos negativos, frustrantes ou impotentes.

As suposições: a única coisa que as suposições fazem é nos desgastar. As conjunturas, enigmas ou figurações apenas danificam e geram sobrepeso mental quase que automaticamente.

As condições: “Se eu tivesse feito isso, agora …”, “Talvez eu devesse ter ido …”. Se você não fez aquilo naquele momento, não se atormente. O que está feito está feito.

 Agora você só pode aprender com isso. Esses pensamentos só servem para julgar e destruir a si mesmo.

Como perder o peso mental?
Para evitar ser assediado pela toxicidade mental, não podemos deixar que os pensamentos nos dominem. Ou seja, é necessário aprender a controlá-los, e para isso você pode implementar as seguintes dicas:

Descanse sua mente: a meditação é um exercício fantástico para tentar atrair apenas ideias positivas. Outras práticas artísticas, como a pintura, podem ajudar a liberar tensão e a substituir os pensamentos por outros mais produtivos. A leitura, o cinema ou a realização de workshops e seminários também nos fazem descansar mentalmente.

Elimine as toxinas sociais: identifique as relações sociais que podem estar prejudicando você. Por exemplo, se você se cercar de pessoas que são muito críticas, acabará fazendo o mesmo. Procure um ambiente mais enriquecedor e que transmita força, energia e positividade.

Pare de pensar: ponha fim a essa recorrência tóxica. Por mais paradoxo que possa parecer, concentre-se nas ideias negativas ao máximo. E depois de alguns minutos dedicados inteiramente a elas, corte-as radical e bruscamente. Esvazie a mente.

Se os pensamentos negativos estão presentes de tempos em tempos, sua incidência física é praticamente imperceptível. Mas ao mantê-los constantemente presentes, eles podem inibir nossas capacidades e diminuir nossa qualidade de vida.

As pessoas com mentalidades excessivamente negativas buscam se afastar de sua própria realidade e se sobrepõem ao seu vazio interior com a riqueza pessoal dos outros. 

São indivíduos que precisam descarregar seus pensamentos improdutivos e libertar-se de todas as emoções desagradáveis ​​que eles produzem. Não se deixe contaminar e lute para prevenir o sobrepeso mental.

Se nos atentarmos para a qualidade de nossos pensamentos, estaremos cuidando da qualidade de nossas vidas.
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TRIPTOFANO: O AMINOÁCIDO DO BEM-ESTAR E DO HUMOR

O triptofano é o ingrediente chave para a produção de serotonina. Este aminoácido essencial é um dos favoritos do nosso cérebro pelo seu efeito relaxante, pela mediação como agente benéfico nos casos de insônia e até mesmo nos transtornos de ansiedade. Este precursor da serotonina é uma peça indispensável para o nosso humor e bem-estar.

A literatura científica é muito clara e conclusiva: o triptofano nos oferece qualidade de vida. Os estudos indicam de forma conclusiva que o consumo de alimentos ricos em triptofano ou suplementos dietéticos contribui para melhorar os estados depressivos, para regular o nosso estresse, para retardar o processo de envelhecimento e até mesmo para reduzir os comportamentos agressivos. É algo fascinante, não há dúvida.

O triptofano é um aminoácido essencial que atua como um precursor da síntese da serotonina. Portanto, precisamos cuidar da nossa alimentação para garantirmos a produção do referido hormônio.

A verdade é que atualmente estamos descobrindo mais funções para esse componente quase mágico do nosso corpo. No entanto, é importante esclarecer um aspecto chave: estamos diante de um aminoácido essencial, portanto, como a palavra indica, o nosso corpo não consegue fabricá-lo. Por isso, precisamos cuidar da nossa dieta e incluir os alimentos ricos em triptofano para que o nosso organismo possa produzir uma quantidade adequada de serotonina.

O que é o triptofano e quais são as suas propriedades?
O triptofano é um aminoácido essencial cuja fórmula molecular é C11H12N2O2. Nós já sabemos que, sem ele, não podemos produzir serotonina suficiente para garantir o nosso equilíbrio emocional, a nossa digestão ou mesmo uma boa noite de descanso. Essa molécula multifuncional é a chave para muitos outros processos:

• Ele nos ajuda a sintetizar proteínas, além das vitaminas do complexo B.

• O triptofano estimula a glândula pineal a secretar a melatonina, que regula os nossos ciclos de sono e vigília, e previne o envelhecimento precoce.

• Este aminoácido essencial tem um efeito antidepressivo muito interessante devido, como já sabemos, à sua mediação na produção de serotonina.

• Além disso, é um bom ansiolítico e como já destacamos, reduz os comportamentos agressivos.

• O triptofano é utilizado frequentemente como suplemento dietético em pessoas com obesidade para regular a ansiedade alimentar.

Onde o triptofano é sintetizado?
Estes dados são, sem dúvida, muito interessantes. A maioria de nós acredita que os nossos hormônios, neurotransmissores e alguns aminoácidos são sintetizados no cérebro, mas não é bem assim. Por exemplo: apenas 5% da nossa serotonina total é encontrada no nosso sistema nervoso central. Então, onde está o restante, onde ela é produzida? No intestino delgado.

É interessante perceber que temos um vínculo fascinante entre o intestino e o cérebro: existe um sistema bidirecional entre os dois onde os centros emocionais e cognitivos estão unidos com o funcionamento periférico do aparelho digestivo.

Além disso, um aspecto importante que não podemos esquecer é que ter uma flora intestinal forte e saudável equivale a uma melhor produção de triptofano e, consequentemente, de serotonina.

Tudo isso nos leva à simples conclusão de que é essencial cuidar da nossa alimentação e não apenas escolher certos produtos em detrimento de outros (ricos em gorduras saturadas, farinhas refinadas, etc.), mas também é importante conhecer a sua origem.

Os vegetais e as frutas orgânicas são os mais recomendados para garantir uma alimentação saudável que contenha todas as vitaminas e aminoácidos essenciais, como o triptofano.

Quais são os alimentos ricos em triptofano?
As farmácias estão cheias de produtos dietéticos ricos em triptofano: é muito comum encontrar comprimidos de triptofano e melatonina, triptofano com magnésio e vitamina B6, etc. Agora, é correto recorrer a essas fórmulas levando em conta que este aminoácido é a chave para o nosso bem-estar?

A resposta é simples: antes de utilizar esses produtos é necessário consultar um médico. Nem todas as pessoas podem consumir essas propostas dietéticas. Se já seguimos um tratamento para ansiedade ou depressão, não é aconselhável utilizá-las. Vamos consultar previamente um especialista e nos limitarmos simplesmente a cuidar da nossa alimentação.

Vejamos quais alimentos são ricos neste aminoácido essencial:

• Aves como frango ou peru
• Salmão
• Sardinha
• Bacalhau
• Atum
• Iogurte
• Kefir
• Agrião
• Aveia
• Arroz integral
• Feijão
• Ervilhas
• Lentilhas
• Abacaxi
• Banana
• Alcachofras
• Amêndoas
• Nozes
• Sementes de abóbora
• Sementes de girassol
• Chocolate amargo

Para concluir, o ideal é manter uma dieta variada e equilibrada, não cometer excessos, levando em consideração as nossas necessidades e particularidades. Se temos alguma doença, se já tomamos alguns medicamentos, se temos alergias ou qualquer outra singularidade, é melhor consultar um médico.

No entanto, nunca é demais lembrar que o que comemos (ou não comemos) influencia diretamente o nosso humor.

Dessa forma, com toda certeza, você e seu dia vão melhorar muito graças ao triptofano.
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BRAINSPOTTING, UMA NOVA E REVOLUCIONÁRIA PSICOTERAPIA PARA MUDANÇAS RÁPIDAS E EFICIENTES

Entendam o que é e 
como funciona o Brainspotting.




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CASAIS SENTEM CHEIRO DAS EMOÇÕES UM DO OUTRO - Thiago Perin

- “Benhê! Que cheiro é esse?”

- “Tô feliz, amor…”

É, os resultados de um estudo conduzido pela psicóloga Denise Chen na Rice University, em Houston (EUA), mostram que casais muito ligados conseguem sentir o cheiro de felicidade, medo e até excitação sexual no suor um do outro. Bacana, né? (!)

Para fazer o experimento, a doutora Chen e seus colegas escolheram 20 casais (todos heterossexuais) que viviam juntos por entre um e sete anos. Enquanto os voluntários assistiam a vídeos que induziam diferentes emoções (ou nenhuma emoção), almofadinhas estrategicamente colocadas embaixo de seus braços coletavam o suor que eles produziam.

Coletado todo o suor, os participantes tiveram que cheirar quatro recipientes. Na primeira fase, por exemplo, um deles continha o suor do parceiro no momento em que ele estava feliz; os outros três, suor de gente estranha do sexo oposto, em momento neutro.

Aí vinha a pergunta: “e aí, qual desses é o suor feliz?”. E assim foi também com as outras emoções.

Em 70% do tempo, os participantes identificaram o sentimento no suor dos parceiros de primeira. E os casais que viviam juntos há mais tempo foram os que se saíram melhor. Já na hora de identificar o sentimento no suor de estranhos, o sucesso caiu para menos de 50%.

O porém é que, apesar de identificarem o que o parceiro sentia pelo cheio do suor, ninguém soube apontar que aquele suor pertencia, de fato, à sua cara-metade. Ou seja: a gente até sabe, mas não sabe que sabe.
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VOCÊ É TUDO QUE PODERIA SER? – Patrícia Saint-Clair

Hoje, conversando com meus botões, me veio o seguinte: a vida é muito mais o que acontece dentro da gente do que o que acontece fora.

A nossa vida não é o que os outros veem de fora. Mas como nós a vemos de dentro de nós. Sempre me chamam a atenção os casos de homicídio seguido de suicídio em que pessoas que conheciam o autor dizem que nem suspeitavam do que acontecia com ele.

A dor psíquica nem sempre se vê de fora. Aliás, visto de fora, dá pra errar feio. Quantas vezes o cenário é maravilhoso, você pode estar em um lugar paradisíaco, mas visto de dentro, nada disso é sequer notado. Por isso fico vendo com certo enfado tantas frases de autoajuda tão em moda nas redes da vida, nada contra. Muitas são muito bacanas, mesmo! Mas me soam como se nossas questões, aquelas que mais nos afligem, fossem por falta de informação sobre como nos comportar ou falta de força de vontade nossa.

Será que a gente tem tanto poder assim sobre como nos comportamos? Sobre como vemos o mundo e as coisas que nos acontecem? Nosso cérebro e nossa mente parecem que têm vontade própria e não a NOSSA vontade.

Principalmente quando se tratam das questões que nos são mais difíceis. Então parece que não adianta aprender a teoria, porque quando nos vemos na situação de fato, não conseguimos aplicá-la. Você já sentiu isso? Quantas vezes o discurso é perfeito, mas a reação é outra. Por quê? Porque tudo o que nos acontece, depende do nosso olhar, da nossa lente. De como nos acostumamos a enxergar o mundo. As situações que vivemos na primeira infância, principalmente, e também ao longo da maturação do nosso sistema nervoso central, de como nosso cérebro foi se configurando, moldam esse nosso olhar. As situações boas e ruins que nos aconteceram ficam impregnadas na nossa lente. Na forma subjetiva como vemos e vivenciamos o mundo. E o temperamento com o qual a gente nasce também influencia a nossa forma de reagir ao que nos acontece, desde sempre, desde que nascemos. E o que a gente traz de gerações anteriores à nossa? Aquela cultura familiar, as crenças que nos são passadas, até de forma subliminar . Fora outras formas de transmissão transgeracional, hoje estudadas, até pelo DNA.

É uma soma de fatores que intriga até hoje a ciência, mas que, sem dúvida, nos constituem.

Não que a gente não tenha nenhum poder sobre isso, absolutamente. Mas conhecer de que somos feitos, o que nos constitui e o que nos limita, é fundamental. E a partir daí, sim, fazer as escolhas possíveis. Pensar o que você realmente quer na sua vida. O que você realmente gostaria de ser e tudo o que você poderia ser. Ou pelo menos, não andar a esmo, mas andar nessa direção. Porque enquanto estamos vivendo estamos fazendo essas duas coisas sem parar, buscando o querer e o ser. Nunca termina. E a terapia é uma das formas de resolver essa equação. Sempre repito que foi um dos melhores investimentos que fiz na vida. Por isso, recomendo.

Patrícia Saint-Clair - Brasília, DF - Psicóloga clínica com especialização em Análise Reichiana, EMDR e Neuropsicologia.
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TRABALHAR MAIS DE 39 HORAS POR SEMANA FAZ TÃO MAL QUANTO FUMAR

Pesquisa divulgada pelo The Guardian afirma:
 longas horas no escritório e inatividade física 
são tão danosos à saúde quanto fumar.

O regime de trabalho regular do brasileiro com carteira assinada é de 44 horas semanais. Como nem todos os trabalhadores estão em empregos com essa jornada de trabalho semanal, a média no país foi de 39,3 horas trabalhadas por semana em 2017, segundo dados do IBGE.

A realidade é que a jornada de trabalho de 9h às 5h parece uma realidade distante para muitos trabalhadores brasileiros – especialmente nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, onde a média chega a 41 horas semanais.

Mesmo com jornadas mais flexíveis e dinâmicas de home office, em muitas companhias longas horas de trabalho passaram a ser a regra, e não a exceção. E a tecnologia, que em teoria teria o poder de nos libertar da sobrecarga, pode ter piorado a situação pior: em 2002, menos de 10% dos trabalhadores checavam seu e-mail fora do horário de trabalho – número que hoje chega a 50%.

Exatamente por essa supervalorização das longas horas de trabalho que uma pesquisa realizada pelo Medical Center da Universidade de Columbia tem um sabor tão amargo. Os dados – extraídos do monitoramento de mais de 8 mil profissionais – apontam que aqueles sedentários por mais de 13 horas por dia tinham o dobro de chance de morrer prematuramente do que aqueles inativos por 11 horas e meia (a média de jornada entre os entrevistados era de 12 horas).

A conclusão dos autores é que a mortalidade por ficar longas horas no escritório é similar à de fumar.

Esta não é a primeira pesquisa a apontar esta conclusão. Em julho do ano passado, pesquisadores da University College London acompanharam 85 mil trabalhadores, em especial homens e mulheres de meia idade, e encontraram uma correlação entre carga pesada de trabalho e problemas cardiovasculares. A pesquisa apontava que trabalhar mais de 55 horas por semana aumentava em 40% a chance de desenvolver arritmia cardíaca.

Além disso, os trabalhadores que ficavam mais horas no escritório tinham mais sobrepeso, pressão mais alta e consumiam mais álcool que os outros.

Outra pesquisa da Australian National University aponta que qualquer carga de trabalho acima de 39 horas por semana é um risco ao bem estar.

Muito trabalho a ser entregue e, por vezes, metas ambiciosas parecem justificar noites viradas, xícaras de café e fins de semana trabalhando. Porém, outra pesquisa aponta que a produtividade média dos trabalhadores atualmente no mercado é de quatro horas. Segundo o autor da pesquisa, Alex Soojung-Kim Pang, a jornada de trabalho semanal poderia ser drasticamente reduzida sem que, necessariamente, a produção ou prosperidade econômica da região ou país seja prejudicada.

Este argumento foi verificado em pelo menos um caso real – na Suécia. O governo aprovou um experimento no qual enfermeiros passaram a trabalhar seis horas por dia, ainda recebendo o salário de 8 horas.

Como resultado, caíram os índices de estresse, ausências por doenças e ocorreu um aumento significativo de produtividade.
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O CÉREBRO ENTENDE A REJEIÇÃO COMO DOR FÍSICA - Universidade de Michigan

Igualar rejeição à dor física é algo comum em nossa linguagem social – você leva um fora num bar, seus amigos dizem “Essa doeu!” e você experimenta a ferroada dessa sensação.

Mas as duas dores também têm uma conexão neurológica. Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Michigan descobriram que nosso cérebro responde à rejeição social liberando analgésicos naturais da mesma maneira que faz quando encara a dor física.

Quando uma pessoa sente dor física, seu cérebro libera substâncias químicas chamadas opioides (ou opiáceos) nos espaços entre os neurônios, amortecendo os sinais da dor. A equipe de Michigan descobriu que é possível estimular a mesma área do cérebro, conhecida como sistema receptor de opioides, fazendo as pessoas sentirem que foram rejeitadas num site de encontros.

Os pesquisadores fizeram 18 voluntários visualizarem perfis pessoais falsos – com fotos e interesses – e levaram os voluntários a selecionar algumas pessoas inexistentes com quem gostariam de sair. Depois, enquanto os voluntários passavam por uma tomografia, eles ficavam sabendo que as pessoas que eles tinham escolhido não estavam tão a fim deles.

 “Os voluntários visualizavam os perfis falsos (esquerda) e os seus próprios (direita). Enquanto passavam por uma tomografia cerebral que rastreava a resposta de opioides de seus cérebros, os voluntários ficavam sabendo que as pessoas que eles tinham escolhido não gostavam deles (como na última linha dessa imagem).”

Mesmo estando claro antes do teste que esses perfis não eram de pessoas reais, a falsa rejeição já era o suficiente. As tomografias feitas enquanto as fantasias românticas dos voluntários eram esmagadas, mostraram a liberação de opioides no corpo estriado ventral, amídala, tálamo medial e substância cinzenta periaquedutal – áreas do cérebro que também estão envolvidas na dor física.

“Este é o primeiro estudo a se aprofundar no cérebro humano para mostrar que o sistema opioide é ativado durante a rejeição social”, disse David T. Hsu, pesquisador e professor assistente de psiquiatria.

Não somente isso, como parte da maneira pela qual o cérebro lida com a dor e parte de seu sistema de recompensa, a liberação de opioides também acompanhou a notícia de que uma pessoa inexistente estava interessada nos participantes. Sim, eram opiniões de pessoas que nunca existiram e, ainda assim, garantiram uma reação neurológica.

Os testes também descobriram correlações químicas entre certos traços de personalidade. Parece que as pessoas que logo se levantam depois de cair de um cavalo são aquelas que recebem uma dose saudável de opioides quando caem. “Indivíduos que pontuaram alto no traço de resistência de um questionário de personalidade tendiam a ser capazes de liberar mais opioides durante a rejeição social, especialmente na amídala”, disse Hsu.

Quando mais opioides liberados em outras áreas, como o córtex cingulado pregenual, menos o participante relatava ter ficado perturbado por causa da rejeição.

Ao determinar como lidamos com a dor no cérebro, os cientistas esperam chegar a drogas e tratamentos mais eficazes para pessoas que sofrem de desordens sociais, ou aquelas que não conseguem se recuperar de rejeições.

“É possível que aqueles com depressão ou ansiedade social sejam menos capazes de liberar opioides em situações sociais difíceis e, portanto, não se recuperam tão rapidamente ou completamente de uma experiência social negativa. De maneira similar, esses indivíduos liberam menos opioides durante interações sociais positivas e, portanto, podem não se beneficiar tanto com apoio social”, disse Hsu.

Os resultados do estudo podem ser lidos na íntegra na publicação Molecular Psychiatry. Além disso, o estudo também provou que, por mais que os relacionamentos pela internet tentem nos isolar da dor da rejeição, ainda sentimos o golpe de um fora – mesmo sabendo que a pessoa que rejeita não existe. Olhando pelo lado positivo, se você precisar daquela dose básica de opioides, só o fato de saber que uma pessoa fictícia gostou de você já é o suficiente.
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