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11 de jun de 2018

SONO: VOCÊ TEM ALGUM DESSES TRANSTORNOS DO RITMO CIRCADIANO?

Você não sabe o que são transtornos do ritmo circadiano do sono – vigília? Não se preocupe, neste post nós explicamos. Certamente você já sofreu de insônia alguma vez, pois é algo comum na população.

Há momentos em que temos problemas para dormir. Você vai para a cama e só consegue dar voltas, mas não consegue pegar no sono. Outras vezes acordou antes do que gostaria e não conseguiu voltar a dormir. Nestes casos, falamos de insônia.

Isto pode ocorrer devido a uma série de razões. Na maioria das vezes é um produto de maus hábitos de higiene do sono (dormir assistindo TV, tomar estimulantes pouco antes de dormir…) Outras vezes isso pode ser devido ao estresse e a altos níveis de ativação do sistema nervoso.

No entanto, os transtornos do ritmo circadiano são caracterizados precisamente por interrupções do ritmo circadiano. O ritmo circadiano é o nome dado ao “relógio interno do corpo”, que regula o ciclo de 24 horas de processos biológicos em animais e plantas.

O que são os ritmos circadianos?
Ritmos circadianos são ritmos biológicos intrínsecos de natureza periódica que se manifestam com um intervalo de 24 horas. Eles são baseados na rotação diária da Terra ao redor do Sol (ciclo dia-noite). Esse termo vem da palavra latina “circa”, que significa “ao redor”, e “Dian” significa “dia”. Então, seu significado é “por todo o dia”. Nos mamíferos, o ritmo circadiano mais importante é o ciclo de vigília-sono.

Os ritmos circadiano não são encontrados apenas em humanos. Praticamente todas as formas de vida, incluindo plantas, moscas, peixes e bactérias, têm ritmos circadianos. Os processos envolvidos com o sono natural funcionam em ritmos circadianos. Como seres humanos, somos projetados para ter um ciclo natural de sono que está em consonância com o ciclo do dia-noite. Então, podemos dormir durante a noite e estar acordados durante o dia.

Os ritmos circadianos são importantes não só para determinar os padrões de sono e alimentação de animais. Eles também são fundamentais para a atividade de todos os eixos hormonais, regeneração celular e atividade cerebral, entre outros.

Nosso relógio biológico
Vários investigadores chegaram à conclusão de que deve haver uma estrutura no organismo que é responsável por estabelecer o nosso ritmos circadianos.

Na verdade, essa estrutura existe e é chamada núcleo supraquiasmático. O núcleo supraquiasmático é encontrado na região do hipotálamo do cérebro. Está localizada bem atrás dos seus olhos. Esta região é a encarregada de dormir à noite e acordar durante o dia.

Os transtornos do ritmo circadiano
Se você dormir ou acordar algumas horas antes, este não costuma ser um problema. Entretanto, pode se transformar em um problema quando você é incapaz de acordar ou não consegue permanecer acordado durante sua jornada de trabalho.

Assim, o calendário do seu sono se torna um problema e você pode ser diagnosticado com a presença de transtornos do ritmo circadiano.

Critérios de diagnóstico
Para diagnosticar um transtorno no ritmo circadiano, alguns requisitos ou conjuntos de sintomas precisam ser apresentados:

A. Padrão contínuo ou recorrente da interrupção do sono. Um padrão que se deve a uma alteração no sistema circadiano ou a um alinhamento defeituoso entre o ritmo circadiano endógeno e a sincronização de sono-vigília necessária. Uma necessidade que vai de acordo com o ambiente físico do indivíduo ou a programação social ou profissional do mesmo.

B. A interrupção do sono causa sonolência excessiva ou insônia, ou ambos.

C. A alteração no sono causa desconforto clinicamente significativo ou deterioração no âmbito social, de trabalho, ou outras áreas importantes em que a pessoa tem um papel ativo.

Que tipos de transtornos do ritmo circadiano existem?
Existem vários tipos de distúrbios do ritmo circadiano de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM 5):
  • ·         Fases atrasadas do sono.
  • ·         Fases avançadas do sono.
  • ·         Sono-vigília irregular.
  • ·         Sono-vigília não ajustado em 24 horas.
  • ·         Associados a turnos de trabalho.
  • ·         Não especificado.

Fases atrasadas do sono
É baseado principalmente em um histórico de atraso no período de sono principal (geralmente mais de duas horas) em relação ao tempo desejado para dormir e acordar. Isso causa sintomas de insônia e sonolência excessiva.

Quando podem ajustar sua própria programação, as pessoas com este problema apresentam uma qualidade e duração do sono normais para sua idade. Os sintomas incluem insônia no início do sono, dificuldade para acordar de manhã e sonolência excessiva no início do dia.

Os sintomas geralmente começam na adolescência ou no início da idade adulta. Eles podem persistir por vários meses ou até anos antes do diagnóstico ser estabelecido. A gravidade pode diminuir com a idade, e os sintomas vão frequentemente reaparecendo. Uma mudança na escola ou no horário de trabalho que requer acordar mais cedo tende a tornar a situação pior.
  
Fases avançadas do sono
Caracteriza-se por tempos do sono-vigília diversas horas antes dos tempos pretendidos ou convencionais. O diagnóstico é baseado principalmente no histórico do avanço do período de sono principal (geralmente mais de duas horas) com relação ao tempo desejado para dormir e para levantar.

Isso causa sintomas de despertar precocemente e sonolência diurna excessiva. Quando podem ajustar sua própria programação, as pessoas com tipo de fases avançadas do sono têm uma qualidade e duração normais do sono para sua idade. Este transtorno pode ser documentado com o especificador “familiar”. Costuma haver um histórico familiar de fases avançadas do sono neste tipo de alteração.

O início do distúrbio geralmente ocorre no final da idade adulta. O curso é persistente e dura mais de 3 meses.

Sono-vigília irregular
O tipo de sono-vigília irregular é baseado principalmente no histórico dos sintomas da insônia durante a noite (período normal do sono) e da sonolência excessiva (sonecas) durante o dia. Este tipo é caracterizado pela ausência de um ritmo circadiano reconhecível do sono-vigília. Não há nenhum período de sono principal e o sono é fragmentado em pelo menos três períodos ao longo das 24 horas.

Sono-vigília não ajustado em 24 horas
O diagnóstico deste tipo é baseado principalmente em um histórico dos sintomas da insônia ou da sonolência excessiva relacionada à sincronização anormal entre o ciclo luz-escuridão de 24 horas e o ritmo circadiano endógeno. Pessoas com este transtorno têm períodos de insônia, sonolência excessiva, ou ambos, alternando com curtos períodos sem sintomas.

Este tipo é mais freqüente entre os cegos e as pessoas com distúrbios de visão. A razão é que eles têm menos percepção de luz. Em pessoas com visão, há também um aumento na duração do sono.

Associados a turnos de trabalho
Neste tipo há a presença do histórico de antecedentes de trabalho fora da programação diária normal das 8:00 às 18:00 (especialmente à noite) em uma base regular.

São relevantes os sintomas persistentes de sonolência excessiva no trabalho e o sono alterado em casa. Os sintomas desaparecem quando a pessoa retorna para uma rotina de trabalho diário. Por outro lado, as pessoas que viajam para diferentes fusos horários muitas vezes podem ter efeitos semelhantes.

Se você apresenta qualquer um desses tipos de transtornos do ritmo circadiano, recomendamos que volte a estabelecer hábitos “normais” de sono o quanto antes. Se isso parece complicado ou se você não consegue sozinho, então é aconselhável ir a um psicólogo para lidar com o seu problema.
Referências bibliográficas:
Associação Americana de Psiquiatria (2014). Manual de diagnóstico e estatística de transtornos mentais (DSM-5), 5º Ed. Madrid: Editoria Médica Panamericana.
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14 de mai de 2018

ERGOFOBIA OU MEDO DO TRABALHO: CARACTERÍSTICAS E CAUSAS

Existem centenas de fobias, umas mais conhecidas e outras menos. Entre elas, nós encontramos a ergofobia. A ergofobia é uma fobia específica, caracterizada por um temor irracional e excessivo relacionado ao trabalho.

As pessoas que padecem de ergofobia experimentam com frequência sintomas de ansiedade muito grandes quando elas se preparam para ir ao trabalho. O sofrimento que isso provoca é tão grande, que esse temor as impede de ir ao seu lugar de trabalho ou força a sua volta para casa no meio do expediente.

Quais são as características das fobias específicas?
As fobias são definidas como um temor intenso e irracional com respeito a uma pessoa, objeto ou situação que envolve pouco ou nenhum perigo. A palavra deriva do termo grego fobos, que significa pânico.

Na mitologia grega, Fobos também era o filho de Ares, o deus da guerra, e de Afrodite, a deusa do amor. Ele personificava o medo. Alexandre Magno rezava para Fobos antes de cada batalha para se afastar do medo.

Quando falamos de ergofobia, estamos nos referindo a uma fobia específica, que se caracteriza pelo medo ou a ansiedade relacionada a objetos ou situações claramente delimitadas, que podem se denominar estímulos fóbicos. Neste caso, seriam todos aqueles estímulos relacionados com a situação de ir ao trabalho ou estar no lugar de trabalho.

A ergofobia, do mesmo jeito que o resto das fobias específicas, possui algumas características, como as seguintes:

⧫ O medo ou ansiedade intensa por um objeto ou uma situação específica (por exemplo, voar, lugares altos, animais, tomar uma injeção, ver sangue, etc.).

 O objeto ou situação fóbica quase sempre provoca medo ou ansiedade imediata.

 A situação fóbica é evitada ou resiste-se ativamente a ela com medo ou ansiedade intensa.

 O medo ou a ansiedade é desproporcional se analisarmos o perigo real que representa o objeto ou a situação específica e o contexto sociocultural.

 O medo, a ansiedade ou a evitação é persistente, e dura tipicamente seis meses ou mais.

 A ansiedade, o medo ou a evitação causam um mal-estar clinicamente significativo ou deterioração na dimensão social, profissional ou outras áreas importantes para o funcionamento do indivíduo.

É comum que as pessoas tenham várias fobias específicas. Aproximadamente 75% das pessoas com alguma fobia específica temem mais de uma situação ou objeto.

Características específicas da ergofobia
Pode-se experimentar a sensação de ansiedade no trabalho em diferentes graus. Isto não é patológico e chega a ser inclusive normal dependendo do tipo de trabalho que desempenhamos. Ou seja, essas sensações têm uma certa relação com as características do nosso emprego.

No entanto, a pessoa que padece de ergofobia apresenta um temor excessivo e irracional do seu lugar de trabalho. Este temor é muito maior que aquele de qualquer outro funcionário. Além disso, as pessoas com ergofobia reconhecem que o seu temor não é racional, ele é totalmente desproporcional.

Quem têm ergofobia é consciente de que a sua ansiedade diante do trabalho é irracional, ele não precisa que ninguém o convença disso. No entanto, ele não pode evitar sentir um medo paralisante na maioria das ocasiões. Estas pessoas são incapazes de controlar a sua ansiedade. Ela surge de forma automática quando o estímulo ameaçador aparece, e a pessoa vira refém do pânico, sem poder fazer praticamente nada para remediar essa situação.

Para poder diagnosticar a ergofobia, a pessoa tem que sentir medo do trabalho de forma persistente. Isto significa que ela sempre vai sentir temor ou medo, independentemente de que ocorram mudanças nas características do seu emprego.

Outra das características da ergofobia é a evitação. A pessoa que sofre de fobia do trabalho se esforça para evitar a todo custo qualquer estímulo que esteja relacionado com isso, o que pode provocar a perda do emprego nos casos mais graves.

Causas da ergofobia
Do mesmo jeito que acontece com as fobias específicas, a ergofobia se desenvolve devido a alguns mecanismos comuns ao resto das fobias. Pode ocorrer que a pessoa que padece de ergofobia tenha sofrido algum acontecimento negativo no trabalho. Porém, as fobias também podem ser “aprendidas” por outros mecanismos.

As fobias podem ser adquiridas de forma direta (mediante alguma experiencia negativa vivida pela pessoa que sofre dela), ou indireta (a pessoa ou alguém conta para ela algum acontecimento traumatizante). O mais comum é que a ergofobia tenha sido causada por uma experiência direta de condicionamento.

Uma experiência de condicionamento é uma associação entre dois estímulos. Quando se apresenta o estímulo 1, aparece o estímulo 2. No caso tratado, uma pessoa pode ter sofrido uma má experiência no seu lugar de trabalho por falta de sorte. Então, a pessoa associa o lugar de trabalho a essa experiência negativa.

Como resultado dessa associação, os estímulos relacionados com o lugar de trabalho ganham propriedades negativas a partir da experiencia sofrida. Então, cada vez que a pessoa está diante de um estímulo relacionado com o trabalho, ela reage diante desses estímulos com sintomas de ansiedade (inquietude, medo, pensamentos catastróficos, suor, etc.).

Como a pessoa quer evitar ou escapar dessas respostas de ansiedade, evitará qualquer estímulo relacionado com o seu lugar de trabalho. Cada vez que ela evitar ou escapar, se sentirá melhor. Então, aprenderá que evitar ou escapar desses estímulos lhe proporciona tranquilidade e bem-estar.

A ergofobia pode ser curada?
O tratamento da ergofobia, assim como o do resto das outras fobias específicas, é bem definido. O tratamento escolhido para qualquer tipo de fobia é a exposição com a prevenção de resposta. O fato de nos expor ao estímulo que tememos fará com que a nossa ansiedade diminua e nós possamos romper a associação explicada anteriormente.

Se você acredita que pode estar sofrendo de ergofobia, aconselhamos você a consultar um psicólogo especialista. Ele lhe dará as pautas para voltar à normalidade, e assim você poderá ir ao seu lugar de trabalho como sempre havia feito antes.
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5 de mai de 2018

IDENTIFICADO O MAIOR NÚMERO DE VARIANTES GENÉTICAS ASSOCIADAS À DEPRESSÃO

Equipe com cerca de 200 cientistas de todo o mundo descobriu 30 novas mutações genéticas relacionadas com a depressão.

Acabam de ser apresentadas as conclusões daquele que é considerado um dos maiores estudos sobre a influência da genética na depressão. Num artigo científico publicado na revista Nature Genetics esta quinta-feira, uma equipa de cientistas revela que 44 zonas do nosso genoma podem estar associadas à depressão, 30 das quais agora descobertas. Estes resultados podem ser usados para, no futuro, melhorar ou descobrir novos tratamentos para esta doença tão incapacitante.

Estudos anteriores já tinham descoberto 14 variantes genéticas associadas à depressão. E investigações em gêmeos também mostraram que 40% da variabilidade no risco de depressão também pode resultar da genética.

Mas os cientistas queriam ir mais além. Por isso, cerca de 200 investigadores de todo o mundo reuniram-se no Consórcio de Genômica Psiquiátrica para concretizar esse objetivo, num estudo liderado por Patrick Sullivan (do Instituto Karolinska, na Suécia) e Naomi Wray (da Universidade de Queensland, na Austrália). Usando sete bases de dados diferentes, a equipa analisou dados de cerca de 135 mil pessoas com depressão e mais de 344 mil de pessoas sem a doença.

Percebeu-se então que há no genoma humano 44 variantes genéticas que estão significativamente associadas à depressão. No mesmo estudo também se confirmou que o giro do cíngulo anterior e o córtex pré-frontal são as regiões do cérebro mais envolvidas no desenvolvimento desta doença.

Concluiu ainda que a depressão partilha zonas do genoma que também estão associadas à esquizofrenia ou à doença bipolar. E ainda se sugere que quem tem um índice de massa corporal mais elevado e um menor nível de educação possa estar mais sujeito à depressão.

 “Esta meta-análise da associação de todo o genoma está entre as maiores já conduzidas na genética psiquiátrica e fornece um conjunto de resultados que ajuda a redefinir a base fundamental da depressão”, consideram os autores no artigo científico. “O estudo ajuda a esclarecer a base genética da depressão, mas é apenas um primeiro passo”, avisa por sua vez Cathryn Lewis, do King’s College de Londres, em comunicado.

A depressão afeta cerca de 14% da população mundial em algum momento da sua vida e apenas metade dos doentes responde positivamente aos tratamentos existentes. Esta doença é ainda uma das maiores causas de incapacidade a longo prazo.

Poderá esta investigação ajudar a resolver esse problema? “Este estudo é decisivo. Compreender a base genética da depressão pode ser realmente difícil. Um grande número de investigadores em todo o mundo colaborou para fazer este artigo científico, e agora temos um olhar mais aprofundado do que tínhamos antes sobre a base desta doença humana terrível e prejudicial”, explica Patrick Sullivan, num comunicado da Universidade de Carolina do Norte, nos Estados Unidos. 

“Com mais trabalho, deveremos ser capazes de desenvolver ferramentas importantes para tratamento e até prevenção da depressão.”
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2 de mai de 2018

A TÉCNICA DE FEYNMAN PARA APRENDER MAIS RÁPIDO

Talvez você já tenha sentido que não progride quando está estudando. Se este for o seu caso, vai gostar de conhecer a técnica de Feynman que apresentaremos neste artigo.

Pode ser que alguma vez você já tenha se perguntado por que seu ritmo de aprendizagem é tão lento, ou até mesmo tenha se desesperado depois de várias tentativas fracassadas de memorizar o significado de um conceito. Reter informações em nossa mente às vezes não é tão simples.

Para ajudá-lo nesse aspecto, apresentamos a técnica de Feynman, uma estratégia simples e eficiente para adquirir novos conhecimentos de forma mais rápida e profunda. Continue lendo para descobrir em que consiste.

“Se você não pode explicar algo de forma simples,
não entendeu o suficiente.”
-Albert Einstein-

Quem foi Richard Feynman?
Richard Feynman era um físico teórico americano. É conhecido pelo seu trabalho na formulação por meio das integrais de linha da mecânica quântica, a teoria da eletrodinâmica quântica e a física da superfluidez do hélio líquido sub-resfriado, assim como pelo modelo Parton na física de partículas.

Por suas contribuições para o desenvolvimento da eletrodinâmica quântica, Feynman, junto com Julian Schwinger e Sin-Itiro Tomonaga, recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1965. Além disso, de acordo com uma pesquisa de 1999 da revista britânica Physics World, dos 130 principais físicos citados de todo o mundo, Feynman foi classificado como um dos dez maiores físicos de todos os tempos.

“Eu não sei o que acontece com as pessoas: elas não aprendem pela compreensão; aprendem de alguma outra forma, pela rotina ou de algum outro modo. Quão frágil é o seu conhecimento!”
-Richard Feynman-

Em que consiste a técnica de Feynman?
A técnica de Feynman foi explicada por seu biógrafo James Gleick no livro Genius: The Life Science of Richard Feynman. Usando esta técnica, qualquer pessoa pode adquirir novos conhecimentos de forma eficiente se assim se propuser. Na verdade, também é uma poderosa ferramenta de estudo para se preparar para qualquer prova.

“O que eu não posso criar, não entendo”.
-Richard Feynman-

James Gleick conta como Feynman abriu seu novo caderno e escreveu na capa “Caderno de coisas que ainda não conheço“. Feynman estava reorganizando seus conhecimentos. E o fato é que o físico sempre tentava chegar ao núcleo de cada assunto que estudava. O que ele pretendia era escrever neste caderno todas as explicações dos conceitos que estava desenvolvendo em sua pesquisa.


Talvez possamos pensar que poderíamos fazer o mesmo com um amigo. Teríamos que lhe dizer aquilo que aprendemos com o objetivo de memorizá-lo e compreendê-lo melhor toda vez que explicarmos para tal amigo. No entanto, nem sempre temos um amigo tão útil e paciente. Portanto, Feynman desenvolveu uma técnica variante, mas igualmente eficaz: aprender explicando.

A ideia básica dessa técnica consiste em ler ativamente o material de estudo e depois tentar explicá-lo de maneira simples, como se estivéssemos nos dirigindo a uma criança ou a uma pessoa com menos conhecimento do que nós sobre esse assunto. Assim, esta forma de aprendizagem se valoriza como uma metodologia ativa, pois ao explicar a matéria que estamos estudando, teremos que usar outra linguagem e estratégias diferentes. Desta forma, será muito mais fácil percebermos os erros e aprender de maneira mais eficiente.

“A melhor maneira de entender algo é explicá-lo.”
-Richard Feynman-

Os 4 passos da técnica de Feynman
A técnica de aprendizagem de Feynman é composta de 4 simples etapas. Vamos ver em que consistem.

Primeiro passo
Para começar, devemos pegar uma folha de papel e escrever na parte superior o nome do conceito que estamos estudando. Por exemplo, se estamos estudando o teorema de Pitágoras, devemos escrevê-lo no topo da página ou papel.

Segundo passo
Uma vez escrito o conceito, ele deve ser descrito com nossas próprias palavras e usando uma linguagem simples, como se estivéssemos explicando para outra pessoa.

Se seguirmos com o exemplo do teorema de Pitágoras, teríamos que escrever algo como “em um triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”.

Terceiro passo
O terceiro passo consiste em revisar tudo o que escrevemos com o objetivo de identificar aquelas partes que não estão perfeitamente explicadas, que são confusas ou que não estão bem escritas. Para isso, podemos retornar às nossas anotações ou até procurar novas informações a respeito do assunto. Também é útil usar exemplos que reforcem o conhecimento.

Quarto passo
O último passo consiste em fazer uma revisão final do que foi escrito. Assim, se usamos uma linguagem muito complexa, podemos reescrever o texto para torná-lo mais simples e inteligível. Para isso, podemos usar metáforas ou analogias. O importante é nos certificarmos de que o discurso possa ser compreendido por qualquer pessoa.

Se depois de seguir esses quatro simples passos nossa explicação ainda não for compreendida, talvez não tenhamos entendido completamente o que estudamos. Nesse caso, devemos iniciar o processo novamente.
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5 de abr de 2018

LOBO FRONTAL: O QUE É E QUAIS SÃO SUAS FUNÇÕES NO NOSSO CÉREBRO?

O sistema nervoso é um emaranhado de neurônios e células gliais de enorme complexidade. Em última instância, são essas as estruturas que vão determinar nossos comportamentos, pensamentos e emoções. Essas unidades nervosas se agrupam em estruturas maiores para poder cumprir suas funções, e cada um desses agrupamentos será apenas um grão de areia nessa máquina tão complexa que é o nosso corpo.

Uma das estruturas mais notáveis do sistema nervoso é o cérebro, e este se divide em uma série de áreas chamadas de lobos. Entre os lobos cerebrais está o lobo frontal, que será o protagonistas desse nosso artigo.

Antes de qualquer coisa, devemos entender que os lobos são definições teóricas a partir da divisão do córtex cerebral. Essa divisão foi realizada em função do papel que as partes desempenham nos diferentes processos e pela localização. Podemos fazer uma analogia com a Terra: se o cérebro fosse a Terra, os lobos seriam os continentes.

Essa classificação é muito funcional, já que nos serve de mapa para localizar com facilidade certos pontos na superfície do cérebro. O córtex cerebral é composto por 6 lobos funcionais: frontal, parietal, occipital, temporal, insular e límbico. No presente artigo vamos nos concentrar no que poderíamos dizer ser o mais relevante deles, o lobo frontal. Começaremos destacando a área que ele ocupa, já que é um terço do total da área do córtex.

Estrutura e funções do lobo frontal
O lobo frontal se encontra na parte mais anterior do encéfalo, mais precisamente ocupando todo o córtex cerebral a partir do sulco central. É considerado um lobo muito importante devido ao fato de que cumpre funções centrais no processamento da informação, especialmente as informações que têm um caráter executivo. Além disso, podemos dizer também que o lobo frontal está dividido em múltiplas regiões que o dotam de uma grande variedade de funções.

Ao agruparmos as diferentes estruturas funcionais desse lobo, podemos falar de duas grandes áreas. Uma delas seria a área correspondente às funções motoras, o córtex motor, cumprindo todas as funções do movimento. A outra área seria o córtex pré-frontal, encarregado dos processos executivos, da tomada de decisões e de diferentes aspectos relacionados com a regulação das emoções.

Córtex motor
O córtex motor do lobo frontal será o gestor de todos os sistemas eferentes do corpo. Graças a ele, poderemos realizar todos os tipos de atos e ações motoras de caráter voluntário. Essa estrutura será encarregada tanto do planejamento do movimento quanto de transmitir as ordens aos músculos para que eles entrem em ação. É importante enfatizar que essa parte do córtex só se encarrega dos movimentos voluntários, o sistema motor involuntário tem sua base em outras estruturas, como nos gânglios da base e no cerebelo.

Podemos encontrar três subáreas relevantes de serem mencionadas dentro do córtex motor.

• A área pré-motora. É a encarregada do planejamento e da programação dos movimentos. Antes da realização de qualquer movimento, os neurônios dessa área se encarregam de estabelecer os músculos e os passos necessários para que ele ocorra da forma correta.

• A área motora primária. É a parte cortical que se encarrega de executar o passo a passo preparado pelo córtex pré motor. Ou seja, é a encarregada de iniciar a ação do movimento, enviando as ordens aos músculos.

• A área de Broca. É a encarregada da produção da linguagem. Sua função é coordenar os músculos fonológicos para que a pessoa possa falar e pronunciar. Também está relacionada com a produção da escrita. Para conhecer mais sobre ela, clique aqui.

Córtex pré-frontal
Essa região é responsável pelo sistema executivo e por processar a informação do cérebro humano. O córtex pré-frontal do lobo frontal é a base, em última instância, da cognição, do comportamento e da resposta emocional dos humanos. É a parte mediadora entre muitas outras estruturas que se distribuem ao longo do encéfalo, tendo um papel chave na tomada de decisões.

Não podemos deixar de mencionar que as funções executivas são um conjunto de habilidades cognitivas de ordem superior que controlam nosso comportamento e nossas emoções. De outro modo, podemos dizer que todos aqueles processos que tratam de gerir, organizar, coordenar e dirigir são realizados nessa área. Ela poderia ser descrita como o processador de um computador se fizéssemos uma comparação com essas máquinas.

Dentro dessa área cortical podemos distinguir três regiões com grande importância funcional:

• O córtex frontal dorsolateral. Região conectada com outros locais de outros lobos que transforma o pensamento em planos, comportamentos e decisões. O córtex frontal dorsolateral está muito relacionado com processos psicológicos superiores como a memória de trabalho, a metacognição, o controle atencional, a flexibilidade cognitiva, etc.

• A área cingulada. Suas funções estão altamente relacionadas com a regulação dos processos motivacionais. Encarrega-se de inibir ou incitar a ação no indivíduo. Também é encarregada de certos processos relacionados com a regulação e sustentação da atenção.

• O córtex orbitofrontal. Cumpre a missão de controlar a afetividade e o comportamento social. Tem parte no processamento e regulação de emoções e estados afetivos, adaptando o comportamento em função do contexto.

O lobo frontal é uma das estruturas mais relevantes dentro de nosso encéfalo. O seu estudo, através das diversas técnicas neurocientíficas, nos dá uma informação muito valiosa: entender sua estrutura e sua funcionalidade nos aproxima mais de compreender nossa biologia e nos dá pistas sobre sua relação com os nossos comportamentos, emoções e pensamentos.
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1 de abr de 2018

CÓRTEX PRÉ-FRONTAL: UMA DAS ÁREAS MAIS MARAVILHOSAS DO CÉREBRO

O córtex pré-frontal é o reflexo mais sofisticado da nossa evolução. Evolutivamente falando, foi a última região cortical a se desenvolver, para mostrar um avanço filogenético e ontogenético completo. Podemos identificá-lo facilmente porque é nessa área rugosa e cheia de dobras, localizada na parte mais próxima do nosso rosto, que ocorrem os processos mentais e cognitivos mais complexos.

Um dos propósitos da neuropsicologia é entender essa relação sofisticada entre o cérebro e o nosso comportamento. Dessa forma, ninguém ficará surpreso ao perceber que o córtex pré-frontal é, sem dúvida, uma das áreas mais interessantes e decisivas para entender o nosso pensamento abstrato e até mesmo a nossa autoconsciência. É, por assim dizer, uma estrutura que nos torna verdadeiramente humanos.

O córtex pré-frontal é a região cerebral associada ao planejamento dos comportamentos cognitivamente complexos e à expressão da personalidade.

Os cientistas chamam todas essas tarefas sofisticadas realizadas pelo córtex pré-frontal de “funções executivas”. Eles decidiram chamá-las assim por um fato muito específico: estamos diante de um espaço privilegiado do nosso cérebro onde podemos distinguir o bem do mal, onde podemos avaliar o nosso ambiente e até mesmo estabelecer um controle sobre o nosso próprio pensamento.

O córtex pré-frontal: a última área do cérebro a se desenvolver
Muitas vezes há pais e mães que lamentam a dificuldade que o seu filho adolescente apresenta quando se trata de entender certas coisas, para controlar a sua impulsividade, não raciocinando o suficiente antes de um determinado comportamento.

Nós lamentamos sem saber que, na realidade, o desenvolvimento do córtex pré-frontal não está completo até os 20 ou 25 anos.

Apesar da aparência “quase” adulta dos nossos adolescentes, devemos lembrar que os seus cérebros ainda são imaturos. Na verdade, é interessante saber que o cérebro humano vai amadurecendo da nuca para a testa e que, portanto, o córtex pré-frontal é a última área a se completar, para desenvolver as habilidades mais sofisticadas e valiosas da nossa espécie.

No entanto, isso não significa que as crianças e adolescentes não sejam capazes de tomar decisões até atingir os seus 20 anos. Eles tomam as suas decisões e, muitas vezes, o fazem de forma correta.

No entanto, devemos ter em mente que o desenvolvimento dessas habilidades mais complexas está sendo estabelecido ano após ano e que, com maiores estímulos, desafios, apoio e oportunidades, a evolução dessas capacidades cognitivas será otimizada.

Portanto, não hesitemos em ser mais compreensivos com eles nessas idades. Afinal, tudo que eles precisam é tempo, paciência, compreensão e bons conselhos.

Partes do córtex pré-frontal
O córtex pré-frontal é um centro de controle sofisticado e, ao mesmo tempo, extremamente complexo que possui conexões com múltiplas regiões cerebrais. Assim, estruturas como o hipocampo, o tálamo e o os lóbulos cerebrais compartilham com ele caminhos diretos, canais onde a informação chega incessantemente. 
Vejamos agora quais são as partes do córtex pré-frontal:

•O córtex orbitofrontal: relacionado aos nossos comportamentos sociais e a nossa tomada de decisão.

•O córtex dorsolateral: uma área essencial no ser humano. Graças a ela planejamos, idealizamos metas, memorizamos, refletimos… Os neurocientistas se arriscam a dizer que é nessa região que a nossa consciência está localizada.

•O córtex ventromedial: está relacionado com a nossa percepção e com a expressão das nossas emoções.

Quais são as funções do córtex pré-frontal?
Há alguns anos, cientistas da Universidade de Missouri explicaram por que nosso córtex pré-frontal é tão grande em comparação com o de outras espécies. Eles disseram que seria devido a um processo de pressão demográfica. Ou seja, à medida que o número de pessoas do nosso convívio aumentou, melhorou a forma como nos relacionamos e nos comunicamos.

Tudo isso, toda essa experiência social, cognitiva e emocional deu forma a um córtex pré-frontal mais evoluído. Vejamos agora quais são as funções dessa parte tão especial do nosso cérebro.

•Coordena e ajusta o nosso comportamento social.
Ajuda a controlar os impulsos e gerenciar nossas emoções.
Nesta área realizamos todos os processos relacionados à nossa personalidade (sermos mais tímidos, mais ousados, mais abertos a novas experiências…).

•A motivação para atingir um objetivo também está localizada no córtex pré-frontal.

•Concentramos a atenção, organizamos informações complexas e as colocamos em prática.

•Aqui também está localizada a memória de trabalho, as habilidades cognitivas com as quais gravamos as informações à medida que experimentamos ou fazemos coisas.

Para concluir, conhecendo a relevância de todas essas funções, podemos imaginar o que significa ter uma lesão no córtex pré-frontal. As pessoas que sofreram traumas, que apresentam deterioração neuronal ou problemas de desenvolvimento localizados nesta área geralmente mostram dificuldade para controlar o seu comportamento, para planejar, decidir, criar..

Elas também se caracterizam por ter um pensamento linear e, muitas vezes, um comportamento antissocial. São situações muito delicadas e complexas que nos mostram, uma vez mais, a grande importância da área cortical para os seres humanos e o seu comportamento social.
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28 de mar de 2018

SOBREPESO MENTAL, AS CONSEQUÊNCIAS DE PENSAR DEMAIS

Se você sente que seu corpo está constantemente cansado, rígido ou dolorido, você pode estar sofrendo de excesso de peso. Mas não nos referimos a um aumento no volume físico, nem ao aumento do perímetro craniano, mas ao sobrepeso mental. Há um excesso de pensamentos negativos, inertes e improdutivos.

Durante o dia imaginamos, entendemos, refletimos, criamos, calculamos, tomamos decisões… Em suma, nós vivemos pensando. Mas nem todos os pensamentos são válidos ou úteis, na verdade, às vezes pensamos muito de maneira inútil e produzimos uma sobrecarga de pensamentos inúteis.

Se apresentarmos ideias que não contribuam com nada, ou não nos levem a qualquer lugar, no final a mente acaba ficando sobrecarregada. Torna-se pesada, fica bloqueada e renuncia a exercitar outros processos de aprimoramento.

Os pensamentos são a unidade básica da mente
Como vemos, pensar faz parte da natureza humana. Na verdade, é um dos processos que nos diferenciam do resto dos seres vivos. Mas nosso pensamento, ao contrário do que geralmente é considerado, não é apenas consciente, muito pelo contrário.

Pensemos em um iceberg. A ponta ou o que fica descoberto na superfície seria o pensamento consciente. Enquanto isso, o gelo que está submerso, que é a maioria, constitui a parte inconsciente.

De acordo com o Dr. Michael Shadlen, pesquisador principal do Brain Behavior Institute Mortimer B. Zuckerman, de Columbia (Estados Unidos), “A grande maioria dos pensamentos que circulam no nosso cérebro ocorre abaixo do radar de consciência, o que significa que mesmo que o nosso cérebro os processe, não temos consciência disso”.

Portanto, a qualidade dos nossos pensamentos determina o nosso dia a dia. Dependendo das ideias conscientes e inconscientes que passam pela nossa mente, assim será o resultado do nosso desenvolvimento.

Pensamentos inusitados engordam nossas mentes
Os pensamentos indesejados são aqueles cuja recorrência se desgasta porque eles não nos trazem nenhum tipo de benefício. Eles são um raciocínio vazio e até mesmo tóxico, e são originados em nossa mente consciente. Ou seja, o sobrepeso mental não é o resultado de processos mentais reprimidos, impulsos ou desejos, mas fruto de uma elaboração deliberada.

Eles são supérfluos e desnecessários, então, em vez de nos proporcionar maior autoconhecimento e vantagens cognitivas, eles nos corroem energicamente e diminuem o resto do processamento consciente. Eles nos impedem de serem criativos, compreendendo ou aprendendo novas habilidades. Eles nos bloqueiam e paralisam outras virtudes.

É por isso que, quando estamos com excesso de peso mental, nossos pensamentos atuam como uma refeição pesada, e provocam consequências físicas que até podem ser análogas às da obesidade. Entre elas, o esgotamento físico, que causa dificuldades para andar ou fazer esforços físicos. Também problemas para respirar normalmente, um aumento na sudorese, dores generalizadas nas articulações ou mesmo distúrbios da pele, como a acne.

Causas de sobrepeso mental
Existem muitos tipos de pensamentos tóxicos, mas alguns aos quais nós recorremos com mais frequência são os seguintes:

A crítica: quando repreendemos, julgamos ou condenamos outra pessoa, na realidade estamos nos negando. Há uma desvalorização de nossa própria autoestima e todas as nossas impotências são projetadas para outra pessoa.

A pena: a vitimização é um dos obstáculos criados pela nossa mente para que não possamos progredir. A mudança é sair daquele sofrimento autoimposto e não se envolver em pensamentos negativos, frustrantes ou impotentes.

As suposições: a única coisa que as suposições fazem é nos desgastar. As conjunturas, enigmas ou figurações apenas danificam e geram sobrepeso mental quase que automaticamente.

As condições: “Se eu tivesse feito isso, agora …”, “Talvez eu devesse ter ido …”. Se você não fez aquilo naquele momento, não se atormente. O que está feito está feito.

 Agora você só pode aprender com isso. Esses pensamentos só servem para julgar e destruir a si mesmo.

Como perder o peso mental?
Para evitar ser assediado pela toxicidade mental, não podemos deixar que os pensamentos nos dominem. Ou seja, é necessário aprender a controlá-los, e para isso você pode implementar as seguintes dicas:

Descanse sua mente: a meditação é um exercício fantástico para tentar atrair apenas ideias positivas. Outras práticas artísticas, como a pintura, podem ajudar a liberar tensão e a substituir os pensamentos por outros mais produtivos. A leitura, o cinema ou a realização de workshops e seminários também nos fazem descansar mentalmente.

Elimine as toxinas sociais: identifique as relações sociais que podem estar prejudicando você. Por exemplo, se você se cercar de pessoas que são muito críticas, acabará fazendo o mesmo. Procure um ambiente mais enriquecedor e que transmita força, energia e positividade.

Pare de pensar: ponha fim a essa recorrência tóxica. Por mais paradoxo que possa parecer, concentre-se nas ideias negativas ao máximo. E depois de alguns minutos dedicados inteiramente a elas, corte-as radical e bruscamente. Esvazie a mente.

Se os pensamentos negativos estão presentes de tempos em tempos, sua incidência física é praticamente imperceptível. Mas ao mantê-los constantemente presentes, eles podem inibir nossas capacidades e diminuir nossa qualidade de vida.

As pessoas com mentalidades excessivamente negativas buscam se afastar de sua própria realidade e se sobrepõem ao seu vazio interior com a riqueza pessoal dos outros. 

São indivíduos que precisam descarregar seus pensamentos improdutivos e libertar-se de todas as emoções desagradáveis ​​que eles produzem. Não se deixe contaminar e lute para prevenir o sobrepeso mental.

Se nos atentarmos para a qualidade de nossos pensamentos, estaremos cuidando da qualidade de nossas vidas.
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16 de mar de 2018

TRIPTOFANO: O AMINOÁCIDO DO BEM-ESTAR E DO HUMOR

O triptofano é o ingrediente chave para a produção de serotonina. Este aminoácido essencial é um dos favoritos do nosso cérebro pelo seu efeito relaxante, pela mediação como agente benéfico nos casos de insônia e até mesmo nos transtornos de ansiedade. Este precursor da serotonina é uma peça indispensável para o nosso humor e bem-estar.

A literatura científica é muito clara e conclusiva: o triptofano nos oferece qualidade de vida. Os estudos indicam de forma conclusiva que o consumo de alimentos ricos em triptofano ou suplementos dietéticos contribui para melhorar os estados depressivos, para regular o nosso estresse, para retardar o processo de envelhecimento e até mesmo para reduzir os comportamentos agressivos. É algo fascinante, não há dúvida.

O triptofano é um aminoácido essencial que atua como um precursor da síntese da serotonina. Portanto, precisamos cuidar da nossa alimentação para garantirmos a produção do referido hormônio.

A verdade é que atualmente estamos descobrindo mais funções para esse componente quase mágico do nosso corpo. No entanto, é importante esclarecer um aspecto chave: estamos diante de um aminoácido essencial, portanto, como a palavra indica, o nosso corpo não consegue fabricá-lo. Por isso, precisamos cuidar da nossa dieta e incluir os alimentos ricos em triptofano para que o nosso organismo possa produzir uma quantidade adequada de serotonina.

O que é o triptofano e quais são as suas propriedades?
O triptofano é um aminoácido essencial cuja fórmula molecular é C11H12N2O2. Nós já sabemos que, sem ele, não podemos produzir serotonina suficiente para garantir o nosso equilíbrio emocional, a nossa digestão ou mesmo uma boa noite de descanso. Essa molécula multifuncional é a chave para muitos outros processos:

• Ele nos ajuda a sintetizar proteínas, além das vitaminas do complexo B.

• O triptofano estimula a glândula pineal a secretar a melatonina, que regula os nossos ciclos de sono e vigília, e previne o envelhecimento precoce.

• Este aminoácido essencial tem um efeito antidepressivo muito interessante devido, como já sabemos, à sua mediação na produção de serotonina.

• Além disso, é um bom ansiolítico e como já destacamos, reduz os comportamentos agressivos.

• O triptofano é utilizado frequentemente como suplemento dietético em pessoas com obesidade para regular a ansiedade alimentar.

Onde o triptofano é sintetizado?
Estes dados são, sem dúvida, muito interessantes. A maioria de nós acredita que os nossos hormônios, neurotransmissores e alguns aminoácidos são sintetizados no cérebro, mas não é bem assim. Por exemplo: apenas 5% da nossa serotonina total é encontrada no nosso sistema nervoso central. Então, onde está o restante, onde ela é produzida? No intestino delgado.

É interessante perceber que temos um vínculo fascinante entre o intestino e o cérebro: existe um sistema bidirecional entre os dois onde os centros emocionais e cognitivos estão unidos com o funcionamento periférico do aparelho digestivo.

Além disso, um aspecto importante que não podemos esquecer é que ter uma flora intestinal forte e saudável equivale a uma melhor produção de triptofano e, consequentemente, de serotonina.

Tudo isso nos leva à simples conclusão de que é essencial cuidar da nossa alimentação e não apenas escolher certos produtos em detrimento de outros (ricos em gorduras saturadas, farinhas refinadas, etc.), mas também é importante conhecer a sua origem.

Os vegetais e as frutas orgânicas são os mais recomendados para garantir uma alimentação saudável que contenha todas as vitaminas e aminoácidos essenciais, como o triptofano.

Quais são os alimentos ricos em triptofano?
As farmácias estão cheias de produtos dietéticos ricos em triptofano: é muito comum encontrar comprimidos de triptofano e melatonina, triptofano com magnésio e vitamina B6, etc. Agora, é correto recorrer a essas fórmulas levando em conta que este aminoácido é a chave para o nosso bem-estar?

A resposta é simples: antes de utilizar esses produtos é necessário consultar um médico. Nem todas as pessoas podem consumir essas propostas dietéticas. Se já seguimos um tratamento para ansiedade ou depressão, não é aconselhável utilizá-las. Vamos consultar previamente um especialista e nos limitarmos simplesmente a cuidar da nossa alimentação.

Vejamos quais alimentos são ricos neste aminoácido essencial:

• Aves como frango ou peru
• Salmão
• Sardinha
• Bacalhau
• Atum
• Iogurte
• Kefir
• Agrião
• Aveia
• Arroz integral
• Feijão
• Ervilhas
• Lentilhas
• Abacaxi
• Banana
• Alcachofras
• Amêndoas
• Nozes
• Sementes de abóbora
• Sementes de girassol
• Chocolate amargo

Para concluir, o ideal é manter uma dieta variada e equilibrada, não cometer excessos, levando em consideração as nossas necessidades e particularidades. Se temos alguma doença, se já tomamos alguns medicamentos, se temos alergias ou qualquer outra singularidade, é melhor consultar um médico.

No entanto, nunca é demais lembrar que o que comemos (ou não comemos) influencia diretamente o nosso humor.

Dessa forma, com toda certeza, você e seu dia vão melhorar muito graças ao triptofano.
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BRAINSPOTTING, UMA NOVA E REVOLUCIONÁRIA PSICOTERAPIA PARA MUDANÇAS RÁPIDAS E EFICIENTES

Entendam o que é e 
como funciona o Brainspotting.




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