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OS EFEITOS SAUDÁVEIS DE MOMENTOS DE SOLIDÃO E SILÊNCIO?

Não é nenhuma contradição: os momentos de solidão, de silêncio e desconexão são necessários para motivar o nosso impulso vital com mais autenticidade. É como pressionar um botão de reinicialização onde cada peça se encaixa com mais sentido, onde encontramos a clareza mental para entender melhor as pessoas, para colocar filtros, definir prioridades e objetivos pessoais.

Miles Davis foi um tos trompetistas e compositores de jazz mais conhecidos da história. Uma vez, quando alguns músicos jovens pediram conselhos a ele sobre como conseguir seu nível de maestria e originalidade, Davis lhes deu uma resposta que eles nunca mais iriam esquecer: “Se não existissem os silêncios, a música não seria o que é.”

“O valor de um homem é medido
pela quantidade de solidão que ele consegue suportar”
-Friedrich Nietzsche-

Ele também lhes indicou que a vida é como uma partitura, onde se pode encontrar o ritmo combinando momentos de atividade com momentos de solidão, silêncio e reflexão. Somente assim podemos encontrar a inspiração e a melodia escondida dentro de nós, que não poderíamos ouvir de outra forma.

É, sem dúvida, um conselho sábio e óbvio. No entanto, por mais lógico que possa parecer, nem sempre o colocamos em prática de forma eficaz. Em nosso mundo atual, por mais curioso que pareça, existe em maior grau um tipo de solidão camuflada e às vezes patológica, sobre a qual nem sempre ouvimos falar.

Nos referimos àquela em que desaparecemos na hiperatividade (buscando uma falsa hiperprodutividade) e na hiperestimulação. Nós passamos o dia trabalhando, conectados às tecnologias, fazendo coisas, cumprindo objetivos, satisfazendo os outros, envoltos no ruído das nossas cidades. E, no entanto, este rumor incessante e essa atividade imparável nem sempre valem as preocupações que nos geram ou o tempo que nos roubam.

Se a isso acrescentarmos o fato de que às vezes nossos relacionamentos nos trazem mais solidão do que felicidade, vamos entender por que cada ano aumentam as taxas de depressão e outros tipos de transtornos de saúde que não podemos negligenciar…

Os momentos de solidão são benéficos para o nosso cérebro

Em primeiro lugar, devemos destacar um fato importante. A solidão que nos beneficia e que se reverte para a nossa saúde física e psicológica é aquela que combina os momentos de solidão e isolamento com a conexão posterior com o mundo, com seu som, sua forma, suas cores e riquezas sensoriais e, acima de tudo, com relações sociais significativas, seja com amigos, com o parceiro, com a família, com colegas de trabalho…

O ser humano não está preparado para viver em completo e permanente isolamento. Um exemplo impressionante é, sem dúvida, a câmara anecoica dos Laboratórios Orfield, em Minneapolis, nos Estados Unidos. É um espaço onde diversas empresas estudam o som de seus produtos: telefones, motocicletas, máquinas de lavar roupa… É uma sala ultra-silenciosa onde 99,99% do ruído é absorvido pelas paredes de aço e fibra de vidro, e onde costumam ser realizados inúmeros experimentos psicológicos.
câmara anecoica

Verificou-se que, em média, ninguém conseguiu estar na câmara anecoica por mais de meia hora. As pessoas muitas vezes saem desesperadas e entram em pânico por não poder resistir a um silêncio tão oco, sufocante e vazio.

Neste espaço, a quietude é tão extrema que é comum ouvir os sons do coração ou a nossa própria circulação sanguínea. Algo para o qual o cérebro não está preparado, algo que vai contra a nossa natureza, a nossa programação genética: afinal, somos seres sociais que precisam se conectar com seu ambiente mais próximo, e quando não temos nenhum estímulo, simplesmente entramos em pânico.

Por outro lado, enquanto o isolamento total afeta o nosso equilíbrio psicológico, o ocasional e delimitado no tempo o beneficia. Os cientistas nos dizem que os momentos de solidão bem distribuídos ao longo do dia são como “descargas elétricas” capazes de nos reiniciar, de nos permitir recuperar energia, o sentido e a inspiração.

Programe seus momentos de solidão para melhorar a saúde

Vivemos em uma sociedade que adora a independência, mas que no entanto está cada vez mais alienada, sobrecarregada e acelerada. O avanço das novas tecnologias facilita que estejamos mais conectados do que nunca. Nossas cidades estão cada vez mais superpopuladas.

Além disso, estamos cada vez mais cercados por luz artificial, somos menos ativos fisicamente porque temos a oportunidade de fazer muitas coisas sem pedir mais pulsações para o nosso coração.

Os médicos, neurologistas e psicólogos nos dizem que nossos cérebros estão se “conectando” de forma muito diferente de como se conectavam há 100 anos. Recebemos tantos estímulos ao longo do dia e por tantas frentes que é quase “vital” que gerenciemos um pouco melhor todo esse caos sensorial. Necessitamos de calma, necessitamos de silêncio e de solidão de vez em quando para integrar toda essa corrente de informações. O objetivo não é outro senão encontrar um sentido.

No entanto, há quem não saiba e, pior, há quem sinta um medo quase atávico de permanecer um dia consigo mesmo em solidão para conversar, para refletir. Esse encontro pode ser quase tão aterrador como ficar meia hora na câmara anecoica dos Laboratórios Orfield.

Porque assim como nesse espaço pode-se ouvir os sons do próprio corpo, os momentos de solidão em lugares mais confortáveis podem trazer o vazio do próprio ser, os medos, as angústias, os nós dos assuntos pendentes e a nudez de uma infelicidade não reconhecida.

Vamos ser corajosos, vamos programar alguns momentos de solidão para que possamos tomar um café com nós mesmos e deixar que a mente se aclare, que as marés de preocupação se acalmem para ver as nossas verdadeiras necessidades. Vamos tornar a solidão escolhida e pontual o nosso autêntico bálsamo.
Fonte: A mente é maravilhosa
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SAIR DA ‘ZONA DE CONFORTO’ E OUTRAS BOBAGENS DO MUNDO CORPORATIVO – Sergio C. Fanjul

Empresas usam técnicas psicológicas para obter adesão mais íntima e emocional de funcionários.

Adrián era amarelo: ao ser contratado por uma pequena empresa de marketing digital, aplicaram-lhe um teste de personalidade. Vermelhos são os líderes; amarelos, os criativos; verdes, os criadores de um clima bom; e azuis, os dóceis. Ao chegar ao trabalho, todas as manhãs, ele tinha de escolher um emoticon que expressasse o seu estado de ânimo do momento, assim como ao sair, depois da jornada de trabalho (embora ele nem sempre fosse sincero e costumasse abrandar suas emoções, para não transmitir uma impressão ruim aos seus superiores). Em certos dias havia aulas de yoga, em outros mindfulness ou dinâmicas para ele se abrir com os demais e vencer a timidez; em alguns finais de semana, práticas de team building.

Adrian era guiado por um mentor, que definiu o seu número dentro da teoria psicológica do eneagrama da personalidade. Era o três. E todas essas informações eram compartilhadas com a direção da empresa. “Tudo tinha um ar de pensamento positivo, de modernidade tipo Vale do Silício”, lembra Adrián, que prefere não revelar sua identidade, “mas eu tinha a sensação de que estavam invadindo a minha intimidade, de que manipulavam a minha mente. Eu preferia fazer os meus trabalhos de caráter psicológico por conta própria”. Por razões como essas, Adrián acabou deixando o emprego.

Práticas e discursos desse tipo (embora nem sempre com a mesma intensidade descrita nesse caso) proliferam cada vez mais nas empresas, em especial no setor da chamada nova economia: consultoria, marketing, tecnologia etc. E vem, sobretudo, do mundo anglo-saxão e nórdico, onde são mais comuns. Elas são justificadas como algo que faz bem à empresa e ao funcionário, como uma forma de inovação e aproximação, formas mais humanas, mais friendlies. Para muitas pessoas, porém, elas são vistas como invasivas, assemelhando-se, mais, a um método de controle.

“Essas culturas empresariais novas buscam obter do trabalhador um compromisso diferente daquele que se pedia tradicionalmente”, explica Carlos Jesús Fernández, professor do Departamento de Sociologia da Universidade Autônoma de Madrid (UAM). “Antes era preciso saber fazer um trabalho e desempenhar uma função durante oito horas por dia. Agora se procuram características pessoais, competências ligadas à personalidade”. Daí as palestras motivacionais que estimulam palavras mágicas como liderança, empreendimento, risco ou o mantra tão difundido do “é preciso sair da zona de conforto”. Daí, também, a proliferação de livros de autoajuda ligados ao mundo corporativo. O problema, segundo Fernández, é que “existe um vazio de regulamentação no controle dessas práticas”, o que faz com que elas, muitas vezes, cheguem longe demais.

“Discursos sobre inovação aumentam, mas se trabalha cada vez mais, com mais disciplina e com um consumo cada vez maior de calmantes”, comenta especialista

“O que essas técnicas visam é, principalmente, que os funcionários se identifiquem com a empresa”, afirma Óscar Pérez Zapata, professor de Organização de Empresas no ICADE e na Universidade Carlos III de Madri e diretor de pesquisas do think tank Dubitare. 

“O que se pretende é criar uma cultura corporativa forte em que os elementos emocionais e íntimos, como os apelos à paixão, são cada vez mais importantes”, acrescenta. 

O que, a rigor, não é algo novo, pois há décadas que os trabalhadores se identificam com suas empresas, sobretudo no caso de companhias grandes e poderosas. Mas antes, cabe dizer, os contratos de trabalho eram de uma vida inteira.

Tudo é coberto por um verniz de sorrisos, desse pensamento positivo tão em voga e criticada por livros como Sorria ou Morra, de Barbara Ehrenreich, ou A Indústria da Felicidade, de William Davies.

“Trata-se de uma mentalidade que se encaixa muito bem com o objetivo pretendido”, avalia Pérez Zapata. “O pensamento positivo elimina qualquer possibilidade de crítica e desloca a culpa e a dúvida para o indivíduo e não para a estrutura onde ele atua. Liga-se, assim, à concepção fantasiosa do eu empreendedor, da iniciativa pessoal do herói que tudo pode com a autogestão e que, no limite, é o único responsável pelos êxitos ou pelos fracassos”.

Esses problemas são analisados pelos chamados critical management studies (CMS), um conjunto de disciplinas surgidas nos anos noventa e que estudam o funcionamento das empresas de forma crítica a partir das obras de pensadores como Michel Foucault (sobretudo seus estudos sobre a sociedade disciplinadora), a teoria crítica da Escola de Frankfurt ou a teoria do processo de trabalho, entre outras fontes teóricas. 

Elas foram criadas por professores de escolas de negócios e faculdades de administração de empresas, como Mats Alvesson ou Hugh Willmott, que propunham uma visão crítica e procuravam trazer à luz as relações de poder no seio das organizações empresariais. 

“Embora a palavra crítica pareça muito beligerante, pode se tratar de uma crítica construtiva para a empresa”, afirma Pérez Zapata. 

“No que se refere a essas técnicas, o veneno está na dosagem”.

O panorama descrito é típico da era pós-fordista, em que proliferam a ausência de proteção, a mobilidade e a flexibilidade no trabalho, a dissolução das classes sociais bem definidas e a atomização das relações trabalhistas. A conexão permanente via Internet, além disso, torna fluidos os limites dos horários e das jornadas de trabalho. Tudo que se refira ao trabalho se torna líquido também. 

“Rompem-se, dessa maneira, os limites e as regulamentações de quase tudo: onde se trabalha, quanto se trabalha, com quem, como etc, hoje em dia muito da responsabilidade recai sobre o trabalhador”, diz Pérez Zapata. 

“Normalmente há uma sobrecarga para o trabalhador, a quem se pede que ultrapasse seus limites e ao mesmo tempo saiba impô-los a si mesmo”.

“Há uma individualização e uma psicologização crescentes”, observa Luis Enrique Alonso, catedrático de Sociologia da UAM e coordenador do grupo de pesquisas de Estudos sobre trabalho e cidadania. 

“O que se busca é uma adesão psicológica integral e que não exista nada intermediário entre o funcionário e a empresa, que não exista nenhum tipo de ação ou identidade coletiva”, afirma. Esse ar de criatividade individualista e de modernidade hipster poderia ser visto como uma herança da contracultura dos anos sessenta assimilada pelo capitalismo contemporâneo: a rebeldia individualista antissistema transformada em ambição individualista empresarial, como observam Chiapello e Boltanski em O novo espírito do capitalismo. O pebolim no escritório. 

“O fato é que falar hoje em dia em organização e direitos coletivos soa como algo muito velho”, conclui o professor, “o que nos leva a uma espécie de darwinismo social estimulado pela precariedade existente. Mascara-se, assim, a disputa encarniçada pelos poucos postos disponíveis: salve-se quem puder”.

“Estamos agindo de forma ética nas empresas?”, questiona Fernández. “Os discursos sobre inovação aumentam, mas se trabalha cada vez mais, com mais disciplina e com um consumo cada vez maior de calmantes para suportar tudo isso”, conclui.
Fonte: Jornal El País
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É LEGÍTIMO LUTAR POR AMOR? – Flávio Gikovate

Experimentamos uma sensação dolorosa de humilhação quando a pessoa que está nos interessando não dá sinais de ter achado tanta graça em nós quanto nós nela; ou então não se mostra tão disponível por estar vivenciando algum outro vínculo amoroso. Mais grave ainda é a sensação de rejeição, quebra do elo amoroso associado à humilhação – ofensa grave à vaidade – quando se é abandonado e “trocado” por outra pessoa.

Surge, em boa parte das criaturas, o desejo de reaver aquela relação a qualquer custo. As pessoas gostam de dizer que estão lutando para reaver o parceiro amado. Porém, penso que se trata de algo bastante diferente: o resgate do vínculo corresponderia a uma espécie de vitória sobre eventuais rivais e, em certo sentido, o fim da sensação de humilhação.
A luta para tentar reaver o parceiro “amado” aparece, para muitos, como uma causa justa e nobre em nome da qual vale tudo. O amor justifica que o rejeitado se humilhe e pressione com todas as forças aquele que quis se separar, valendo-se inclusive de mentiras e chantagens sentimentais de todo o tipo.

Ouço essas histórias com bastante frequência e sempre me fica a clara sensação de que o amor, esse apego por aquela pessoa que nos provoca aconchego, pode até existir, mas não é a força motriz principal de todas essas ações. Elas parecem, mais que tudo, determinadas pela vaidade, o anseio de sair como vencedor e de se livrar da dor derivada da humilhação de ter sido abandonado.

Quando se luta para reconquistar o parceiro, o amor aparece como o sentimento que estaria dando dignidade a condutas moralmente duvidosas. Quem ama cuida do amado, quer o melhor para ele e não o obriga a fazer ou agir de uma forma contrária à sua vontade.

Quem ama de verdade não acha que esse sentimento justifica todo e qualquer ato. Não acha que é válido lutar por amor, entendendo-se por “lutar” o esforço de fazer prevalecer a própria vontade de manter o vínculo quando não é essa a disposição daquele que supostamente é o amado. A única luta válida por amor é aquela ligada ao empenho de preservar o relacionamento através de cuidados, paparicos e todo o tipo de dedicação possível ao amado; e tudo isso na vigência do namoro – e com a devida anuência do namorado.

Aqueles que se acham no direito de lutar para reaver o elo que se rompeu são justamente os que lidam mal com frustrações e dores psíquicas em geral. É fato que a dor de amor é muito intensa e a ela dedicaremos um espaço maior quando tratarmos das rupturas amorosas. O mais importante aqui é registrar de modo enfático que aqueles que acham válido lutar por amor quando são abandonados costumam ser os que cuidam mal do relacionamento durante sua vigência. Não é raro que sejam pessoas mais egoístas, menos capazes de amar e mais competentes para reivindicar, cobrar e exigir atenção e carinho do que para se dedicar ao parceiro.

A palavra “cobrar” é uma das que mais provoca minha indignação. Não creio que tenhamos o direito de cobrar nada de ninguém, muito menos de nossos parceiros sentimentais.

É claro que todos temos expectativas em relação às pessoas com as quais convivemos: esperamos algum tipo de cuidado, atenção, carinho. Porém, isso não nos autoriza a exigir que eles satisfaçam nossos desejos; eles deveriam estar bem informados de tudo o que gostaríamos de receber.

Se não estão dispostos a dar, quem está com problema somos nós, pois teremos que decidir se aceitamos essa situação ou se tomamos algum tipo de atitude, que pode variar desde pararmos de nos dedicar tanto até a ruptura do relacionamento – isso na dependência da natureza de cada um e também do estado geral em que se encontra aquele dado elo amoroso.

Não deixa de ser curioso observar que pessoas orgulhosas, que gostam tanto de falar bem de si mesmas, são as que mais se humilham com o intuito de reaver um elo sentimental perdido.

Por vaidade, buscando a vitória final, se colocam como pedintes, mostrando fraquezas que adoram esconder, demonstrando afetos que nunca se manifestaram e arrependimentos que nunca tiveram.

Aqueles mais rigorosos moralmente vão até um certo ponto em seus pedidos de reconsideração da decisão de abandono do parceiro; porém, não se humilham com o intuito de tentar neutralizar seus desconfortos. Sabem que não é legítimo lutar por amor; ou lutar para reaver o parceiro em nome do amor que sentem.
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AS NOVAS FORMAS DE COMUNICAÇÃO AFETAM A QUALIDADE DOS NOSSOS RELACIONAMENTOS?

Há uma frase de Peter Drucker realmente singular e que entra em conflito com as novas formas de comunicação atuais: “O mais importante na comunicação é ouvir o que não se diz”. Mas, como saber o que não se diz se você não consegue ver o seu interlocutor? Como você sabe se está deixando um silêncio comunicativo ou um silêncio porque está ocupado com outra atividade que naquele momento chamou sua atenção e interrompeu seu discurso?

Ou seja, assim como Drucker afirma, em uma conversa há muitos gestos, movimentos e expressões faciais que não falam, mas dizem muito. No entanto, com as novas formas de comunicação que possuímos hoje em dia, como as mensagens instantâneas ou o e-mail, esses detalhes se perdem. Esse fato afeta a qualidade dos nossos relacionamentos interpessoais?

“A forma como nos comunicamos com as outras
 pessoas e com nós mesmos determina a 
qualidade das nossas vidas.”
-Anthony Robbins-

Sem dúvidas existem novas formas de comunicação que estão mudando nossa forma de ver o mundo. O que antes era uma simples conversa entre pessoas ou, no máximo, uma chamada telefônica, agora pode ser um grupo de WhatsApp, um comentário no Facebook ou comentário no Twitter de 140 caracteres. Isso apenas para evidenciar alguns dos exemplos mais conhecidos.

Assim, as novas tecnologias e suas contribuições estão mudando as comunicações com enorme rapidez. O contato olhos nos olhos parece cada dia mais ultrapassado. Mas, se essas mudanças trazem excelentes vantagens, como uma comunicação mais rápida e prática, também têm seus contras. Ou seja, uma conversa por WhatsApp é tão eficaz quanto uma conversa cara a cara?

Segundo David R. Olson, renomado psicólogo cognitivo, é preciso levar em consideração uma série de fatores. Para que sejam compreendidos, devemos acrescentar que a comunicação se baseia em três atos: o locutivo, o ilocutivo e o perlocutório.

O ato locutivo se refere à produção dos sons, das palavras e do significado de uma sentença. O ato ilocutivo está relacionado com a força e o ato perlocutório trata dos efeitos produzidos pela sentença. Esses efeitos podem ser entendidos, por exemplo, como a respiração, a irritação, o engano ou a impressão.

Vamos analisar um exemplo:

Ele me disse: “Entregue-o a ela”. – Ato locutivo.

Ele me aconselhou que eu o entregasse a ela. – Ato ilocutivo.

Ele me convenceu a entregá-lo a ela.  – Ato perlocutório.

O ato locutivo é apenas o ato de dizer alguma coisa, enquanto o ato ilocutivo pode pressupor diferentes empregos de uma mesma locução, de acordo com a forma que é entendida quando pronunciada (por exemplo, segundo o contexto, dizer “Estou com frio” pode significar o desejo de que o interlocutor feche a janela, empreste o casaco ou apenas ser apenas uma informação sobre o meu estado físico, etc.).

Sabendo disso, quais mudanças esse pesquisador observou?

Uma realidade comunicativa diferente na qual se perde o ato ilocutivo

Segundo Olson, e dado que se considera que a fala não pode ser transcrita com exatidão, o ato ilocutivo se perde. Ou seja, mantêm-se apenas o locutivo e o perlocutório.

Dessa forma, aspectos relevantes da comunicação, como podem ser o tom de voz e suas oscilações, se perdem por completo. É verdade que podemos usar sinais de exclamações ou letras maiúsculas para levantar a voz, mas não é possível interpretar a ênfase e a entonação, dados relevantes que podem denotar nervosismo, raiva, insatisfação…

Esse déficit nos aspectos locutivos da conversação podem produzir não apenas frustração ou inseguranças no receptor ou nos receptores das mensagens, mas também pode provocar frustração na pessoa que as emite. Ela pode sentir que falta alguma coisa para que o outro possa compreendê-la.

Particularidades das novas formas de comunicação

Outra particularidade dessas novas formas de comunicação podem ser encontradas ao conversar com uma pessoa desconhecida. Ou seja, não conseguimos interpretar como o nosso interlocutor é, já que não está na nossa frente. Nesse sentido, vai ser mais complicado ter uma ideia da pessoa com a qual estamos conversando.

Assim, não podemos dizer se esse aspecto é mais ou menos negativo. É simplesmente diferente. No entanto, a verdade é que se perde a proximidade e o ato ilocutivo desaparece por completo. De fato, inclusive poderia dar uma noção sobre as intenções reais da pessoa que está do outro lado da comunicação.

Dessa forma, é evidente que a comunicação virtual não é necessariamente pior que a comunicação clássica. Ela é simplesmente diferente e também é positiva para propósitos diferentes. Além disso, hoje em dia, já dispomos de equipamentos tecnológicos que permitem realizar chamadas com vídeo para que ambos os interlocutores se vejam enquanto conversam.

E também, quando duas pessoas se comunicam por WhatsApp, por exemplo, ou algum outro meio de mensagens instantâneas, há mais uma variável. Elas já se conhecem bem. Um pouco do ato ilocutivo pode se manter em partes, e, por isso, elas são capazes de realizar interpretações mais acertadas quando receptoras da mensagem.

“O caráter de um homem pode ser descoberto 
pelos adjetivos que ele geralmente 
usa nas suas conversas.”
-Mark Twain-

Na realidade, as novas formas de comunicação simplesmente contribuem com novos meios para conversar com as pessoas. Isso tende a prejudicar a qualidade da nossa comunicação? A verdade é que a tecnologia facilita o fato de manter conversas com determinadas pessoas que, de outra maneira, não conseguiríamos manter. No entanto, sempre vai prejudicar em vários aspectos a qualidades dessas conversas.

Finalmente, alguns estudos revelam que a crescente sensação de solidão que existe na sociedade atual em partes ocorre porque aumentamos a frequência de uso de determinados meios de comunicação em detrimento de outros. Podemos ter pessoas do outro lado da tela, mas é mais difícil conseguir sentir que elas estão perto. Talvez com uma chamada por vídeo possamos olhar nos olhos, mas nunca poderemos abraçar ou encostar.


Por isso, utilize as tecnologias para se comunicar com quem está distante, mas deixe-as de lado para falar com quem está por perto. 

Explore seus benefícios, mas não deixe que suas desvantagens sejam completamente incluídas nos seus relacionamentos.
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A FORMAÇÃO DO CARÁTER - Alexandre Salvador

Você já deve ter ouvido alguém chamar uma outra pessoa de mau caráter. Já deve até mesmo ter considerado alguém como bom ou mau caráter. Mas afinal, o que é caráter? Como ele se forma?

Os dicionários também tendem a considerar o caráter como uma forma de julgamento moral.

Caráter: Conjunto de traços morais, psicológicos etc., que distinguem um indivíduo, grupo ou povo; índole; temperamento; qualidade; firmeza de atitudes.

Mau caráter: quem demonstra maldade ou qualidades negativas de caráter; pessoa sem escrúpulo; que engana as pessoas sem o menor constrangimento; desvio de caráter (para o mal); diz-se daquele ou daquela que age sem decência, sem pudor, sem sensibilidade humana.

Freud foi pioneiro ao observar que o caráter e seus traços poderiam ser explicados como sendo transformações permanentes dos impulsos primitivos, infantis. Wilhelm Reich foi o primeiro teórico que se preocupou em formular uma teoria coerente do caráter, onde dizia que “o caráter consiste numa mudança crônica do ego que se poderia descrever como um enrijecimento” (Reich, 1989, p. 151).

Nesse sentido podemos compreender o caráter como algo que se forma para manter uma estrutura necessária ao desenvolvimento do indivíduo, porém, quanto mais rígida e inflexível for a estrutura do caráter, mais esse caráter se transformará em uma resistência que tenta manter o material inconsciente fora de alcance, fazendo com que o indivíduo passe a reagir de modo automático como um mecanismo de defesa. Ou seja, o caráter não é uma escolha deliberada, ele se forma devido a necessidade do indivíduo se proteger do meio externo. O caráter é uma reação àquilo que foi experimentado na infância. Cada caráter é único porque cada experiência é única.

Caráter é a maneira a qual a pessoa se apresenta e se comporta em suas relações. É a atitude psíquica particular em direção ao mundo externo, específica a um dado indivíduo. É determinado pela disposição e pela experiência de vida, assim, podemos considerar tipos de caráteres onde se apresentam comportamentos mais ou menos ajustados à realidade e ao contexto social.

Na visão reichiana, caráter seria a dimensão total das atitudes e ações individuais em relação ao mundo. Sua formação estaria ligada a diversos fatores, entre os quais os processos de identificação com as figuras parentais, o desenvolvimento psicossexual, a relação entre ideal de ego e ego e a receptividade do prazer em relação às restrições e identificações. A variação desses fatores, devido ao contexto social, cultural e sexual, a disposição herdada pelo indivíduo e as defesas que se formam durante a vida, poderia aproximar ou afastar o caráter da neurose.

O caráter é composto por atitudes e hábitos de uma pessoa e de seu padrão consistente de respostas para várias situações. Inclui atitudes, valores conscientes e comportamentos. Ou seja, é a maneira que a pessoa se expressa na vida, tanto na forma (postura, movimentos, expressões corporais, entonação da voz etc.), como no conteúdo (comunicação verbal).

A finalidade do caráter é proteger o ego dos perigos internos e externos e, como função protetora, limita a mobilidade psíquica da personalidade. Essa função protetora podemos chamar de couraça de caráter, que se forma como resultado crônico do choque entre exigências pulsionais, o mundo externo que frustra essas exigências e a censura que impomos a nós mesmos.

Poderíamos dizer que a formação do caráter inicia quando o indivíduo supera o complexo de Édipo (que ocorre na fase fálica), pois haveria a elaboração do conflito entre os desejos genitais incestuosos e a frustração desses desejos, ou seja, os desejos amorosos que a criança experimenta em relação ao genitor do sexo oposto e os desejos hostis que que experimenta em relação ao genitor do mesmo sexo. Se a criança se desenvolveu de maneira saudável, se os impulsos foram parcialmente gratificados e reprimidos de maneira equilibrada e as ações sofridas são incorporadas ao ego, este se torna forte e integrado, dirigido à realidade.

Se os desejos genitais são muito intensos e o ego é fraco, ocorre o medo à punição e o ego se protege através dos recalques, que é um mecanismo de defesa que envia as ideias que são incompatíveis com o ego para o inconsciente. A consequência disso seria a formação de um caráter com atitudes de evitação do medo.

Em ambos os casos, a formação do caráter cumpre funções econômicas de aliviar a pressão do recalque e fortalecer o ego. Essa base de reação na tentativa de proteger o ego torna a pessoa rígida e limitada em suas percepções e ações.

A função econômica do caráter e suas resistências servem para evitar o desprazer e estabelecer e manter o equilíbrio psíquico, mesmo que este equilíbrio seja neurótico e, absorver as energias reprimidas.

O caráter tem relação com a maneira pela qual a pulsão (impulso de excitação corporal) e a frustração são elaboradas nas fases do desenvolvimento psicossexual.

São elas:
Fase oral (ocorre do nascimento até o primeiro ano): envolve a satisfação da fome e da sede e as sensações do contato com a mãe na amamentação, estimulando funções como: sugar, mastigar, comer, morder, cuspir etc.

Fase anal (ocorre do primeiro ao terceiro ano): envolve o controle dos esfíncteres anais e a defecação.

Fase fálica (ocorre do terceiro ao quinto ano): reconhecimento dos órgãos genitais e elaboração do complexo de Édipo.

Fase genital (ocorre na puberdade, que hoje se inicia cada vez mais cedo): seu desenvolvimento se dá durante a adolescência. Ocorrem mudanças corporais, há um retorno da energia libidinal aos órgãos sexuais e uma maior estruturação do ego.

Complementando as fases do desenvolvimento, Reich percebeu também a fase ou estágio ocular, que seria o primeiro segmento, de fato, a entrar em contato com a mãe e com o ambiente. Tem relação com o reconhecimento materno, com a percepção de acolhimento e com o desenvolvimento da visão binocular.

Vale lembrar que as fases citadas não compreendem rigidamente as idades mencionadas. Cada criança possui um desenvolvimento singular.

Para Reich, as possibilidades das quais depende a formação do caráter são:

– a fase na qual a pulsão é frustrada;
– a frequência e a intensidade das frustrações;
– as pulsões contra as quais a frustração é dirigida;
– a correlação entre permissão e frustração;
– o sexo do principal responsável pela frustração;
– as contradições na próprias frustrações.   (Reich, 1989, p. 156).

Essas condições são determinadas pela ordem social dominante no que diz respeito à educação, moralidade, satisfação das necessidades, pela estrutura econômica e psiquismo dos pais e demais cuidadores.

Existem ainda duas situações na constituição de um caráter:
O caráter totalmente reprimido, onde a repressão agiria na diminuição da pulsão fazendo com que o organismo não consiga descarregar sua energia sexual, tornando uma pessoa rígida e imóvel e ainda podendo voltar sua agressividade contra ela mesma. Exemplo disso é a pessoa deprimida, que é incapaz de reagir perante a vida;
E o caráter insatisfeito, onde a energia sexual não é totalmente descarregada. Essa impossibilidade de satisfação será sempre sentida como uma necessidade / impulso e este caráter correrá o risco de viver sempre nos excessos. Exemplo: se a pulsão sexual foi bloqueada / insatisfeita na fase oral, o indivíduo tenderá a se comportar bebendo em excesso, podendo chegar ao alcoolismo, fumando em excesso (tabagismo), comendo excessivamente etc.

Se formos considerar uma avaliação de caráter, podemos pensar no “bom caráter” como um caráter saudável ou genital (sem bloqueios) e “mau caráter” como o caráter neurótico (que sofreu bloqueios durante as etapas do desenvolvimento psicossexual), porém, na visão reichiana, a própria ideia de caráter tem uma conotação negativa, pois indicaria uma estrutura rígida que não é flexível à mudanças.

Caráter é comportamento característico, é expressão psíquica e corporal, seja ela mais contraída ou mais expandida, é uma possibilidade de ser e de estar no mundo. É a manifestação de uma pulsação energética que produz movimento. 
Alexandre Salvador - Psicólogo Clínico e Psicoterapeuta Corporal

CRP-05/46554
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PREGUIÇA: AS DIFERENÇAS ENTRE A BOA E A RUIM - Suzana Herculano-Houzel

Falta de motivação pode ser existencial e depressiva, levando a questionar de que adianta a vida. Mas também pode ser temporária e saudável, ajudando o cérebro a descansar

Falta de motivação é algo que todo mundo conhece: aquele estado em que a inércia a ser vencida é enorme, e seu cérebro não vislumbra nenhuma recompensa no horizonte que faça o esforço valer a pena. Nem toda falta de motivação é igual, contudo; ela existe em várias versões.

A versão braba é a falta de motivação existencial. “No final, todo mundo morre mesmo”, como observa o personagem principal em um de meus filmes favoritos do Woody Allen. Sejamos racionais: se o fim é inexorável, para que adianta a vida, então? Sair da cama, pensando assim, não valeria o esforço. Se no entanto levantamos a cada novo dia, ou é porque encontramos um argumento lógico que justifique a empreitada, ou é porque... não é a lógica racional que nos move.

De fato, não é. Somos literalmente movidos pela sensação de prazer e satisfação, nada racional, que nosso próprio cérebro se dá como prêmio quando faz algo que dá certo – e pelo prazer e satisfação que ele antecipa como retorno pelas suas possíveis ações futuras. Quem cuida disso é o sistema de recompensa e motivação do cérebro, informado pela dopamina que sinaliza o sucesso real ou esperado. Todos os animais com um cérebro razoavelmente organizado tem algo parecido, com neurônios dopaminérgicos que, ao dar valor positivo a qualquer coisa que funcione, impulsionam os movimentos – e acabam dando também um sentido para a vida.

Essa versão braba de falta de motivação costuma nos visitar em instantes de reflexão existencial, mas em geral é momentânea, esquecida assim que o cérebro se lembra de alguma tarefa premente, de preferência prazerosa. Ao menos, isso é o que o cérebro saudável consegue fazer; a versão duradoura, crônica, da falta de motivação existencial é, justamente, sinal de doença, chamada depressão. Em depressão, um estado de dificuldade de ativação das estruturas do sistema de recompensa, o cérebro não encontra nem satisfação interna suficiente para suas ações, nem consegue vislumbrar prazeres em seu futuro que façam o esforço valer a pena – apesar de amplas evidências do contrário. A falta de motivação da depressão não é uma escolha; é resultado de um distúrbio que deixa o cérebro preso à evidência racional de que nada vale a pena.

Mas existe ainda uma versão temporária, saudável, e curiosamente diária da falta de motivação: aquela que nos visita todos os dias ao final do dia, e que chamamos de preguiça – de levantar do sofá para buscar os óculos, o controle remoto ou um copo d’água. Também esta falta de motivação é resultado da perda de ação dopaminérgica, aqui no entanto causada pela adenosina que se acumula ao longo do dia no cérebro como resultado do seu próprio funcionamento. Com o cérebro encharcado de adenosina, haja dopamina para dar conta de convencer outras partes do seu cérebro de que o esforço de se mexer vale a pena.

Esta preguiça diária e com hora marcada, ao contrário da existencial e da depressiva, é boa: é ela que nos faz sossegar ao fim do dia, aumentando nossas chances de adormecer. E, dormindo, a adenosina é removida, o que permite que, pela manhã, a dopamina volte a exercer seu papel, premiando o cérebro com sensações positivas a cada ação executada ou apenas planejada. 

Assim você acorda pronto para um novo dia, capaz de navegar pela vida enxergando prazeres e satisfações no horizonte – apesar de toda a evidência racional de que a viagem provavelmente é inútil.
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HÁBITOS QUE AUMENTAM O RISCO DE DEPRESSÃO

A depressão é um transtorno grave que requer a máxima atenção. Infelizmente, muitas pessoas acreditam que é uma condição que deve ser ignorada, pensando que aqueles que estão deprimidos são fracos e que não se esforçam o suficiente para ficar bem. Dizem que isso é um capricho ou uma extravagância como muitas outras. No entanto, o risco de depressão existe para todos.

A depressão não se “cura sozinha”. Pelo contrário: quando os seus efeitos não são tratados no tempo devido, podem levar a um desgaste progressivo e outras doenças mais sérias, tanto física como mentalmente.

O estilo de vida é um fator decisivo para nutrir ou superar os estados depressivos. Os hábitos diários influenciam positivamente ou negativamente essa condição. Alguns hábitos fazem com que você se sinta deprimido com mais facilidade, enquanto outros permitem que os sintomas sejam reduzidos e melhoram o seu humor. Neste artigo falaremos sobre três desses hábitos que aumentam o risco de depressão.

“A depressão é alimentada pelas feridas não cicatrizadas”.
– Penélope Sweet –

Hábitos que contribuem para aumentar o risco de depressão

1. Má utilização do tempo livre
A rotina, especialmente se você vive em uma grande cidade, pode causar um grande desgaste emocional. Todos os dias você está exposto a centenas de estímulos, muitos dos quais são agressivos. Nas grandes cidades existe uma atmosfera de estresse generalizado. Você raramente encontra um rosto amigável e tudo acontece rapidamente.

O tempo livre não é apenas um momento de pausa, mas também um tempo determinante para manter a sua boa saúde mental. O problema é que o mesmo ritmo agitado do dia a dia geralmente nos leva a não saber o que fazer no nosso tempo livre. Muitas vezes, simplesmente buscamos quietude e solidão. É verdade que isso contribui para o descanso, mas também nutre a depressão.

O ideal é que o tempo livre seja utilizado para oxigenar o corpo e a mente. Devemos fazer atividades divertidas e agradáveis; isso renova a nossa energia física e mental, traz vitalidade e melhora o humor. É aconselhável cultivar algum hobby, fazer atividades ao ar livre, praticar esportes.

2. Dormir mal
Nada compensa um sono reparador. Enquanto dormimos, o cérebro dispõe de um tempo para se reorganizar e filtrar as informações. Dormir bem faz parte da higiene mental, mas também da boa saúde. O descanso é fundamental para o corpo e a mente.

Passar a noite “em claro” ou dormir mal afeta o nosso humor. Uma das primeiras manifestações é uma hipersensibilidade, que facilmente se transforma em depressão. Ela se expressa através do desânimo, irritabilidade e falta de energia.

Muitas vezes as dificuldades para dormir são causadas pelos problemas que não foram resolvidos e que se manifestam como ansiedade. Ao mesmo tempo, não descansar adequadamente nos torna mais vulneráveis ​​e torna mais difícil a concentração para resolução dos problemas. Isso forma um círculo vicioso que nos leva à depressão.

3. Descuidar da aparência pessoal
Uma das primeiras manifestações da depressão é o descuido com a aparência pessoal. Isto é um sinal de indiferença consigo si mesmo e com o mundo. Às vezes, são episódios pontuais que se resolvem de forma relativamente rápida. Outras vezes, no entanto, se transformam em uma atitude constante.

É claro que não precisamos nos preocupar exageradamente com o tipo de roupa ou o penteado que usamos. Tomar banho, usar roupas limpas e parecer basicamente arrumado faz parte de uma vida saudável. Isso também se estende ao ambiente, ou seja, dentro da aparência pessoal também se encaixa o cuidado com o espaço onde nos movemos e os objetos que nos rodeiam.

Quando há depressão, tanto a aparência como a ordem do lugar onde vivemos ou trabalhamos passa para um “segundo plano”. As pessoas deixam de lado as suas rotinas básicas de higiene. Da mesma forma, os seus objetos pessoais e móveis são completamente negligenciados. O inverso também é verdadeiro. Cuidar de nós mesmos e organizar o espaço onde vivemos são fatores que melhoram o nosso humor.

A vida nunca está livre de tristezas e dificuldades. Muitas vezes perdemos o interesse em viver e ficamos doentes. Por isso, é importante se cuidar e se proteger, para não permitir que em alguns momentos da vida os sentimentos negativos nos invadam e nos afetem emocionalmente. Adotar hábitos saudáveis e descartar hábitos nocivos é sempre o melhor escudo contra o risco de depressão.
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O SOFRIMENTO É A CAUSA DE MUITOS TRANSTORNOS MENTAIS

A causa de muitos transtornos mentais pode estar no sofrimento, mais especificamente no significado que atribuímos a esse estado emocional. O mais interessante dessa perspectiva é que não se trata de uma elaboração teórica, e sim de uma técnica psicológica conhecida como logoterapia. Ela se baseia no significado da existência humana, assim como na busca desse sentido por parte do ser humano.

Há uma grande variedade de transtornos mentais, cada um com manifestações diferentes. Em geral, se caracterizam por uma combinação de alterações do pensamento, da percepção, das emoções, do comportamento e das relações com os outros. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), os tratamentos eficazes contra os transtornos mentais são as medidas que permitem aliviar o sofrimento que causam.

Por outro lado, a incidência dos transtornos mentais continua aumentando, causando efeitos consideráveis na saúde das pessoas e graves consequências a nível socioeconômico e no âmbito dos direitos humanos em todos os países.

“A dor é o sentimento. O sofrimento é o efeito que gera a dor. Se alguém consegue suportar a dor, poderá viver sem sofrimento. Se alguém consegue resistir à dor, resistirá a qualquer coisa. Se alguém aprende a controlar a dor, aprenderá a controlar a si mesmo.”
-James Fray-

Para quem é maior o risco de sofrer de uma doença mental? 
Uma em cada quatro pessoas vai sofrer ao longo da sua vida com algum problema de saúde mental. A saúde mental é entendida como uma forma harmônica de se relacionar consigo mesmo e com os outros, mantendo uma boa inserção social e uma qualidade de vida de acordo com a fase e as expectativas de cada pessoa.

Pode ser modificada por vários motivos. Por outro lado, os conflitos vitais ou as reações a situações dolorosas com que nos deparamos durante a vida não devem ser entendidos como doenças, salvo quando essas situações se prolongam no tempo ou quando sua intensidade for muito alta.

Os determinantes da saúde mental e dos transtornos mentais incluem não apenas características individuais, como a capacidade de lidar com nossos pensamentos, nossas emoções, nossos comportamentos e nossas interações com os demais. Também incluem fatores sociais, culturais, econômicos, políticos e ambientais, como as políticas nacionais, a proteção social, o nível de vida, as condições de trabalho ou os apoios sociais da comunidade.

Outros fatores que podem agir como causa de muitos transtornos mentais são o estresse, a herança genética, a alimentação, as infecções perinatais e a exposição a riscos ambientais.

“Um desejo de ser responsável pelas nossas próprias vidas, uma necessidade de controle, nasce em cada um de nós. Assumir o controle é essencial para nossa saúde mental e nosso sucesso.”
-Robert Foster Bennett-

Como o sofrimento pode ser a causa de muitos transtornos mentais?
Existem doenças que aparecem com a mesma frequência em quase todas as culturas e todos os países. Em contrapartida, existem outras que estão mais ligadas às condições sociais e familiares, culturais, socioeconômicas, etc. Também há fatores genéticos que são uma predisposição a determinadas doenças e também fatores ligados ao gênero.

No entanto, quando o prejuízo na saúde mental é muito significativo, se deve ao fato de que está produzindo muito sofrimento e esse sofrimento está modificando a maneira de viver, de perceber e de entender da pessoa. Além disso, ressalta-se que o problema pode ser originado por diferentes motivos biológicos, psicológicos ou sociais.

Precisamos ter consciência de que qualquer pessoa pode, em algum momento da sua vida e sujeita a determinadas circunstâncias, sofrer uma alteração emocional e uma grande dor que podem afetar diretamente o curso da sua vida. Mas, para que a doença mental apareça é comum a necessidade da presença de outros fatores que também influenciam, fatores de ordem biológica, psicológica ou social, atuais ou passados. Nestes casos, o sofrimento se torna tão intenso a ponto de se transformar em uma causa de muitos transtornos mentais.

“A dor mental é menos dramática que a dor física, mas é mais comum e também mais difícil de suportar.”
-C. S. Lewis-
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O QUE SE SENTE ANTES DA MORTE? ISSO É O QUE SABEMOS...

PRA QUE SERVE UMA RELAÇÃO? - Dr. Dráuzio Varella

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