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PESSOAS EMOCIONALMENTE EQUILIBRADAS

Muitas pessoas se sentem incapazes 
de lidar com suas emoções.

Sentem-se excessivamente sensíveis e temem experimentar emoções fortes. Encontrar o equilíbrio emocional não tem que ser um trabalho árduo - é simplesmente sobre como identificar onde precisamos fazer pequenas mudanças internas que nos ajudarão a lidar melhor.

Aqui estão alguns hábitos que lhe trarão equilíbrio emocional feliz:

Lidando com suas próprias emoções
Uma reação é uma explosão de emoção quente, no momento, que geralmente é impulsionada pelo nosso ego (portanto, é mais provável que reajamos quando estamos desconectados de nós mesmos). Pode durar apenas uma fração de segundo antes que nossa intuição chute e ofereça alguma perspectiva, ou pode levar até um ponto em que agimos sobre ela. Quando nos sentimos mal depois de lidar com uma situação ou pessoa, isso é um sinal de que reagimos ao invés de responder. Responder vai deixar você se sentir como você tratou as coisas com integridade e respeito.

Honrar a realidade de suas emoções.
Quando estamos aqui e agora, é muito mais fácil lidar com emoções e vê-los como apenas isso: emoções. Se nos apanharmos no futuro ou no passado, as emoções e situações podem assumir novos significados (e falsos) à medida que se tornam apegados a histórias.

Por exemplo, imagine que você é recusado por um emprego. Naturalmente você está decepcionado. Se você não está presente com a emoção e experimentá-lo no momento em que a mente mergulha de volta para seu passado para todas as outras vezes que você se sentia assim. Agora você se sente como um fracasso e começar a levar um sentimento de indignidade em todas as outras entrevistas. Quando ficamos presentes, estamos capacitados para começar de novo a cada momento e podemos ver cada situação com perspectiva.

Olhar para dentro e ter verdadeira compaixão
Faça uma grande lista de todas as coisas que fazem você se sentir bem, e fazer pelo menos uma coisa sobre ele todos os dias. Grande ou pequeno, não importa! Fazer algo que nos faz sentir incríveis é um ato de amor-próprio - é tão simples! Este pequeno esforço reduz os níveis de estresse e nos faz sentir capazes e confiantes.

Ao invés de esperar por outras pessoas ou circunstâncias para nos fazer sentir bem, praticar auto-amor é tudo sobre capacitar-nos a sentir como queremos sentir, o tempo todo.

Estar sempre em movimento.
Quando estamos nos sentindo, estressados ​​ou ansiosos, uma das melhores maneiras de sair da nossa cabeça e reconectado com nós mesmos é o movimento - especialmente o movimento livre. É muito raro mover os nossos corpos de uma forma que é totalmente grátis! Coloque em alguma música e dar-lhe um ir sempre que você se sentir como se estivesse em um pouco de um funk. Ele vai se sentir estranho no início, para fazer uma lista de músicas que você pode apenas ajudar, mas boogie. Faça movimento (de qualquer tipo) parte de seu ritual diário de cuidar do seu bem-estar emocional.

Gratidão como um bônus
Praticar gratidão é super solidário para o nosso bem-estar emocional, porque ela desloca o nosso foco para o bem em nossas vidas, e treina até procurar os pontos positivos em cada situação. Ela nos dá apreciação por tudo o que temos em vez de ficar preso com o que está faltando. Para cultivar a gratidão, tente compartilhar três coisas que você é grato por cada dia com seu parceiro, família ou companheiros de casa durante o jantar ou antes de dormir. Você também pode escrever uma lista de gratidão em seu diário ou fazer uma lista de gratidão para ir acompanhando e ticando no papel com o que você está grato por ela todos os dias.

Cuidar do nosso bem-estar emocional nos ajuda a tirar o máximo proveito da vida. Quando nos sentimos emocionalmente equilibrados, nos sentimos mais centrados e conectados à nossa intuição. Nós nos tornamos mais produtivos, melhores na tomada de decisões, mais presentes, e na melhor versão de nós mesmos.
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O QUE É BOM ESCLARECER AO COMEÇAR UM RELACIONAMENTO AMOROSO?

Quando você começar um relacionamento amoroso, é melhor falar de certos aspectos importantes, especialmente para evitar surpresas desagradáveis no futuro. 

Então, é muito bom abrir e definir os canais de comunicação; dessa forma você estabelecerá os pilares para que permaneçam ativos durante todo o relacionamento.

São muitos os assuntos importantes e a melhor coisa é esclarecê-los quando o relacionamento está começando. Fazer isso irá ajudá-lo a conhecer melhor a pessoa com quem está, e também a perceber se existem diferenças passíveis de superação ou irreconciliáveis. Em consultas tenho visto casos de casais que se separam porque não esclareceram os assuntos que mais lhes importavam no início do relacionamento e que se sentiam abatidos, já não apenas pelo final do relacionamento, mas por não ter identificado estas diferenças antes.

Se a outra pessoa gosta de você, enquanto ela tenta conquistá-lo, é provável que oculte alguma coisa ou procure mostrar o melhor de si. Depois se mostrará como ela realmente é. E as pessoas não mudam (ou pelo menos não mudam muito)! Se falarmos francamente sobre alguns assuntos, é mais provável que as premissas do relacionamento sejam mais sólidas e duradouras.

“Nunca seremos o companheiro perfeito, 
o cartão postal, se não formos capazes 
de aceitar que só na aritmética 
o dois nasce do um mais um.”
-Julio Cortázar-

Assuntos importantes ao iniciar um relacionamento amoroso
Fale sobre a sua filosofia de vida e visão de futuro
Fale da sua visão de mundo, das suas ideias políticas e religiosas. Os seus projetos de trabalho e de vida, por exemplo, se você moraria em outro país. Também, mesmo que seja um pouco difícil e desconfortável, fale do casamento e dos filhos, inclusive você pode falar de como gostaria de criá-los, embora não seja preciso chegar a um acordo em tudo. Talvez na conversa surjam interrogações nas quais, até o momento, você não tinha nem pensado.

Mais duas dicas: este tipo de conversa não é apenas útil para conhecer o outro, mas também pode ser para conhecer a si mesmo. Por outro lado, é importante se mostrar aberto e respeitoso quando tiver este tipo de conversa, mas também sincero e coerente com o que você pensa.


Fale da sua infância e do seu passado
Compartilhar lembranças divertidas é uma forma de passar tempo juntos. O primeiro amor, a primeira bebedeira, alguma travessura, etc. Não tenha medo de contar lembranças dolorosas ou vergonhosas, falar se você sofreu algum abuso ou alguma coisa que lhe deixou marcas. Mostrar vulnerabilidade pode levar o outro a se sentir seguro para mostrar também as suas.

Aqui você pode aproveitar para falar de relacionamentos passados, sempre com respeito e contando somente os detalhes necessários. As traições são um assunto delicado, mas que é importante abordar. Começar um relacionamento ocultando informação pode ser muito prejudicial. Tanto se você sofreu uma traição como se você foi infiel, é importante falar disso com seu companheiro e lhe contar os motivos e sentimentos em torno desta situação.

Fale sobre sexo
Procure fazer isso em um ambiente relaxado e privado, já que é um tema delicado que às vezes pode ser desconfortável, principalmente quando o relacionamento amoroso está começando e a confiança ainda não é muito sólida. O sexo é uma parte importante do relacionamento e a comunicação nesta área é fundamental. Portanto, não é bom encarar este tema como um tabu.

Fale das suas fantasias, do que você gosta e do que você não gosta, e também se você gostaria de experimentar coisas novas. Falar sobre sexo pode aumentar a intimidade. É um tema íntimo e é melhor que fique entre vocês, e que exista sempre o respeito.

Fale sobre dinheiro, dívidas e problemas legais
Diga quanto você ganha e quanto gasta por mês, se está economizando para alguma coisa em especial ou se gosta de viajar ou comer fora, etc. Também se você tem alguma poupança, ou dívidas; é importante falar disso para evitar que o companheiro fique sabendo por outras pessoas e tenha uma decepção. Se você tem ou já teve algum problema legal, é importante falar deste assunto e evitar que estas coisas apareçam de surpresa.

Quando a gente começa um projeto de vida, todas as decisões (incluídas as relacionadas ao dinheiro, principalmente se for dinheiro em comum) precisam ser faladas e tomadas em conjunto. É importante que ambos estejam de acordo com o que irão fazer e que ninguém tome decisões sem consultar o outro.

Converse sobre família e amigos
Este assunto é muito delicado. Não recomendo que divida com seu companheiro opiniões sobre a família dele(a) ou conflitos que você tem com a sua própria. Também não recomendo que você compartilhe com a sua família os problemas do casal. É um assunto privado, a família sempre irá assumir o seu lado e quando o problema for solucionado podem ficar com rancor pelas faltas que talvez você já tenha perdoado.

É fundamental selecionar a informação familiar que compartilhamos com nosso companheiro, assim como a informação do casal que compartilhamos com nossas famílias. Não costuma ser necessário mentir, mas sim ser seletivos e cuidadosos com a informação que compartilhamos.

Os amigos são outro assunto, alguns casais acreditam que seus companheiros passam muito tempo com seus amigos ou que alguns amigos são uma má influência. Fale de suas amizades e das amizades do seu companheiro, sempre com respeito e não se coloque na desconfortável situação de dizer, “meus amigos ou meu companheiro”. Respeite o tempo que a pessoa passa com seus amigos, procure encontrar um equilíbrio e tudo será mais fácil.

Fale das coisas que incomodam você
Este é um ponto muito importante desde o início; não evite assuntos por temor de se transformarem em briga. Falar sobre sentimentos e sensações é um grande ponto de partida para uma comunicação aberta e sincera. Procure fazer isso de um jeito tranquilo e respeitoso, sem usar palavras que possam ofender o outro. Um relacionamento amoroso e um projeto de vida requerem um trabalho constante, que expressemos nossas necessidades, desejos e que esclareçamos, o quanto antes, aspectos que não nos agradam.

Estes assuntos são fundamentais no início de um relacionamento amoroso, mas não por isso devem ser vistos como algo encerrado e sepultado. Será bom voltar a estes assuntos sempre que houver uma mudança ou que surgir alguma dúvida.

“O casamento é 97% conversa.”
-Oscar Wilde-
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O CORAÇÃO TEM RAZÕES QUE A RAZÃO CONHECE – Flávio Gikovate

Me surpreendo quando penso que a grande maioria dos humanistas e psicoterapeutas se acomodaram diante da ideia de que o amor é um fenômeno mágico que se apossa de nós de uma hora para a outra e sem nenhum fundamento lógico ou racional.

Não se empenharam em estudá-lo e o assunto ficou reservado para os poetas. O amor é visto como um tema menor, apesar de ser fonte de enormes sofrimentos para a grande maioria e de grandes alegrias para um pequeno grupo de bem-aventurados que não sabem porque receberam tamanha graça.

O sexo tomou conta das especulações mais relevantes, especialmente as masculinas. O amor era “coisa de mulher”. As mulheres passaram a ser vistas como as mais românticas, ao passo que os homens seriam mais práticos. Tudo errado! Na realidade, os homens são os mais românticos e se encantam com facilidade, muitas vezes fascinados pela aparência física delas, objeto de admiração pouco refletida. As mulheres? Elas, antes de se encantarem observam muito bem quem é o homem, sua base cultural, nível de educação, posição social… Agem de forma bem mais racional que eles, que sempre foram os responsáveis por quase toda a literatura romântica disponível.

Venho me interessando pelo assunto desde que me formei, há 50 anos. Sexo, amor e seus desdobramentos têm sido o objeto dos meus estudos. Me fixei mais nos dramas sofrimentos das pessoas ditas “normais” do que nos temas relacionados às patologias psiquiátricas. Esse tipo de atividade hoje se enquadra no que alguns autores norte-americanos chamam de Psicologia Positiva.

As reflexões sobre a racionalidade do amor têm a ver com os critérios de escolha dos parceiros amorosos. Freud em sua Introdução ao Narcisismo (1914), levantava duas possibilidades: aliança entre parceiros diferentes (defendida por ele) e entre semelhantes. Minha experiência profissional e pessoal me levou para o outro caminho, já que, nos tempos mais unissex, as afinidades iam se tornando indispensáveis. 

No passado, os homens mandavam e as mulheres obedeciam. É claro que nessas condições as diferenças entre os casais eram menos relevantes e a ideia de complemento era bem prática e racional – um tem o que falta ao outro. Ainda nos anos 1970, percebi que a grande maioria dos casais se formava de forma complementar. Não só eram diferentes, mas opostos quanto ao caráter. Quem não gosta do seu jeito de ser admira seu oposto! O que acontecia? Viviam às turras, como o fazem ainda hoje.

Mesmo hoje quando as pessoas já falam em “almas gêmeas”, as relações entre afins são muito raras: na hora de se unirem, o fazem segundo os critérios tradicionais da tampa e panela; unem-se por força de suas diferenças, brigam o tempo todo por causa delas e se separam em virtude delas. Não pude deixar de reconhecer a existência de um fator contrário ao amor por afinidades, presente em todas as pessoas, e que as impulsionava para elos muito menos satisfatórios.

Minha atenção se voltou para as histórias de paixão, alianças amorosas baseadas em afinidades, onde os pares se entendem muito bem do ponto de vista intelectual; como regra, as histórias terminavam na separação dos amantes (título do livro do Igor Caruso, de 1968). 

A outra constatação foi a de que a paixão provoca um estado emocional alterado (um “estado extraordinário”, segundo F. Alberoni, no livro que publicou em 1979), no qual as pessoas perdiam peso, dormiam pouco, pensavam no amado o tempo todo com prejuízo das outras atividades. 

Percebi que o que estava associado ao encantamento era um enorme medo: medo de que o amado desistisse da relação, medo de se entregar a ela e se “diluir” no amado e um medo ainda mais esquisito, que chamei de medo da felicidade sentimental! É como se coisa muito boa atraísse tragédia, de modo que as pessoas tendem a fugir de situações desse tipo, especialmente no amor. 

Assim, acabei definindo, como uma fórmula, que a Paixão = amor + medo. Tudo parece desprovido de lógica, mas o encaixe intenso provoca um medo explicável e que, a meu ver, deve ser bem entendido e enfrentado.

Nada disso tem a ver com o sexo. Aliás, no auge da paixão muitos homens experimentem enorme dificuldade sexual. Isso confirmou minha convicção de que o sexo e o amor estão longe de ser parte da mesma “pulsão” como hoje se gosta de dizer. 

O amor tem a ver com o encontro de alguém com quem nos sentimos aconchegados, com uma sensação de completude derivada da reconstrução do animal duplo original (segundo a fala de Aristófanes, no “Banquete” de Platão) que se rompe com o nascimento (O. Rank, no livro “O trauma do nascimento”, de 1924). 

Desde o nascimento, a sensação de desamparo e incompletude nos persegue e é atenuada através dos elos sentimentais. É claro que o amor que primeiro nos aconchega vem de nossa mãe, sendo os amores românticos adultos apenas uma das formas de expressão desse sentimento.

O amor é paz e atenua a dor do desamparo. É, pois, um prazer chamado de “negativo”, ou seja, alivia uma dor preexistente. Depende da presença de uma outra pessoa, sendo sempre interpessoal. Não existe, pois, amor por si mesmo. 

O sexo é diferente: a criança o descobre quando sua curiosidade cresce e ela passa a tocar todas as partes do corpo; detecta em algumas a presença de uma excitação muito agradável. 

Acho que o sexo permanece pessoal ao longo de toda a vida. Tão pessoal, tão pessoal, que dá até para fazer sozinho! E é prazer positivo, pois não depende de desconforto prévio para nos provocar suas sensações.

Como usar todas essas informações para os dias que correm? Hoje, homens e mulheres trabalham; não há como continuarmos a pensar em relacionamentos que não sejam baseados em respeito e cumplicidade.

Os inúmeros programas de lazer pedem maiores afinidades e não há espaço para as chamadas “brigas normais dos casais”. Amor tem que ser paz, aconchego, companheirismo e ajuda recíproca. 

Se não é melhor ficar sozinho. A qualidade de vida dos solteiros só tem melhorado e isso gera uma “nota de corte” para os relacionamentos afetivos: tudo o que for pior do que viver só irá desaparecer. No futuro próximo, não existirão mais casamentos de má qualidade. Só existirão pessoas solteiras e bem casadas.

Os bons casamentos são baseados em afinidades e recíproca admiração. A razão participa tanto das más escolhas como das de qualidade. O “dedo podre” ou persistência em escolhas equivocadas é fruto da ação racional que, por medo do amor, opta por relacionamentos ruins. Quem sabe escolher mal também sabe escolher corretamente!

As relações de boa qualidade contemplam os 3 avais: o erótico (perigoso que tenha relevância exagerada), o do coração (envolvendo os fatores “inespecíficos” do tipo: timbre de voz, jeito de andar, sorriso…) e principalmente o da razão (afinidade de caráter, gostos, interesses, planos de vida…). 

Os que negligenciarem as razões da razão certamente estarão se envolvendo em uma empreitada com prazo de validade curto. 

Afinidades de caráter, respeito recíproco, gosto pelo convívio, afinidades eróticas definem um tipo de aliança que, segundo penso, caracterizará o romance do século XXI. 

A esse tipo de amor, próprio dos que amadureceram a ponto de não fugirem de medo do elo sentimental de qualidade, chamo de +amor.
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CRENÇAS LIMITANTES: O QUE É E COMO SUPERÁ-LAS! - Layde Lopes

Quem nunca sentiu aquela sensação de que por mais que você faça, as coisas simplesmente não acontecem, ou até acontecem, mas bem diferentes do que você pensou? 

Muito estressante quando sabemos que existe um caminho enorme à nossa frente e sentimos como se cada passo para frente, são dois para trás. Saiba que você não está sozinho nessa.

Querer mudar, seguir, sair da zona de conforto e continuar lá… Querer não é poder, até que você aja, faça e saia do desejo para a ação. Para muita gente, a tal zona de conforto não tem mais nada de confortável. Existe uma inquietação quanto a essa situação e uma urgência em sair desse estado para outro, em mudar. Mudar-se!

É fundamental questionar as razões que nos levaram a desenvolver essas crenças que nos dizem que não somos capazes de realizar nossos sonhos, de encerrar ciclos e sermos felizes. Entender que elas existem e têm fundamentos já é um grande começo.

Geralmente, quando crianças, ouvimos de algumas pessoas essenciais em nossas vidas, vários “você não pode” “você não irá conseguir” . Infelizmente, isso reforçou em nosso inconsciente a crença de sermos incapazes de realizações. Claro que essas pessoas não tinham essa intenção. 

A maioria fala para tentar nos proteger, sem a menor ideia do estrago que causará tantos comandos negativos. Crescemos e trazemos conosco diversas crenças limitantes. E elas podem ser uma das razões para nos encontrarmos em determinadas situações. E por mais que queiramos, não agimos.

Saber disso muda o quê? Ao tomar conhecimento de prováveis causas da nossa “paralisia”, podemos começar a substituir crenças limitantes por crenças positivadoras. Para cada “Não consigo”, “Posso conseguir”. E te digo: você pode até não conseguir, mas vai dar o seu melhor para que isso aconteça. Mudar a forma de  pensar já abre inúmeras possibilidades. Força o nosso cérebro a fazer novas sinapses, possibilitando mudança de mente e consequentemente, de atitude. 

Por isso, é importante ter conhecimento, porém mais importante é saber usá-lo em nosso favor. É isso que importa. O conhecimento é libertador, desde que a gente o use.

Nadar, nadar e morrer na praia? Não mais! O que você ouviu não pode ser mudado, mas o efeito que causou em você sim. 

Nada é mais poderoso do que aquilo que decidimos acreditar e essa decisão é pessoal. Ninguém poderá fazer por você. 

Lembre-se: Você pode!
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O QUE É SER “BOM DE CAMA”? – Flávio Gikovate

Muita gente acha que a questão da sexualidade está equacionada e “resolvida”. Tanto isso é verdade que os livros sobre o assunto escassearam e os sexólogos praticamente desapareceram. Não compartilho desse ponto de vista. Acho que temos vivido uma época fortemente influenciada pela indústria pornográfica; isso nos leva a pensar o sexo de uma forma curiosa, como algo parecido com os exercícios físicos mais exigentes e rigorosos. 

A influência desses filmes que estão, aos milhares, disponíveis pela internet, tem sido tal que voltaram algumas das antigas preocupações e preconceitos: agora, de novo, os homens têm se preocupado com as dimensões de seus pênis; o orgasmo vaginal parece ter voltado a ser fundamental para que uma mulher se satisfaça de verdade e seja realmente “boa de cama”. Suponho que esses ingredientes sejam muito interessantes do ponto de vista das filmagens; porém, na vida real não têm maior serventia.

Tanto nos filmes eróticos, como na publicidade e no conteúdo das obras de ficção, tudo leva o observador a crer que o relacionamento erótico entre duas pessoas não passa de um jogo de sedução e poder, em que, tomando como exemplo o ambiente heterossexual, uma mulher poderosa tenta submeter o homem, encantado por sua beleza e desenvoltura; isso enquanto o homem, graças às suas aptidões físicas, tenta despertar nela o prazer que, nessa linguagem corpórea peculiar, teria o significado de uma rendição. Não espanta que tantas não alcancem o orgasmo num relacionamento íntimo apesar de todos os esforços de seus parceiros; essas mesmas mulheres, ao se masturbarem, alcançam o clímax com grande facilidade; ou seja, não se trata de um problema sexual e sim de um empenho em não se deixar subjugar.

Num contexto como esse, agrava-se a já natural associação entre o sexo e a agressividade, afastando bastante o relacionamento íntimo de qualquer tipo de convívio sentimental. Não estou me referindo a elos matrimoniais; penso que o encontro erótico entre pessoas que mal se conhecem só pode se tornar uma espécie de demonstração de competência de ambas as partes e onde vale tudo, inclusive fingir o prazer – condição cada vez mais frequente, talvez também influenciada pela indústria pornográfica. Os homens se empenham em “dar” prazer à mulher com o intuito de deixá-la dominada e também para seu deleite pessoal: ele se orgulha de ser competente o suficiente para estimulá-la do jeito certo para que ela chegue lá; isso basicamente como manifestação de vaidade pessoal e não como anseio genuíno de agradar o parceiro. Um indivíduo que haja assim pode muito bem ser considerado “bom de cama”. Da mesma forma, a mulher que aceita variações mais “picantes” durante o ato e que emite os ruídos considerados eróticos acaba sendo considerada como “boa de cama” mesmo se tudo isso contiver uma boa dose de falsidade.

Penso que é muito importante retomarmos as reflexões acerca da nossa sexualidade, pois ela vem tomando um rumo nada interessante. É possível tratar o tema de uma forma radicalmente oposta à que vem sendo conduzida: ao invés do sexo vinculado ao controle – controle sobre as próprias sensações e controle sobre o parceiro –, considerar que a verdadeira liberdade sexual consiste em ser capaz de se “descontrolar”. Uma mulher pode se colocar sexualmente de forma insinuante, ousada e disposta a impressionar o parceiro; ou então, apenas se despojar de todas as armas e armaduras, soltar-se e se deixar embalar pelas sensações agradáveis que derivam das trocas de carícias próprias da estimulação das zonas erógenas. A mulher não se entrega ao homem e sim ao prazer durante as trocas de carícias com um parceiro confiável, sendo essa condição bastante mais comum do que a capacidade de se soltar diante de parceiros que tenham acabado de conhecer. Essa talvez seja a mulher verdadeiramente “boa de cama”!

Um homem que esteja realmente despreocupado com seu desempenho e com todos os aspectos quantitativos relacionados à sua sexualidade pode se entregar ao prazer das trocas de carícias sem pretender subjugar, dominar, controlar; buscará apenas o seu prazer e o deleite derivado do prazer da parceira. Não é necessário ser agressivo, ter “pegada” para ser “bom de cama”; basta estar ali de corpo e alma.

Nos casais acostumados a entender o sexo como jogo de sedução e de dominação, o erotismo tende a decrescer muito depois de consolidado o vínculo; sim, porque não há mais necessidade de seduzir! Se tiverem desenvolvido o gosto por mergulhar no sexo como fonte efetiva de prazer, não terão problemas em manter o nível de interesse em suas práticas ao longo das décadas. Será importante reforço da intimidade e cumplicidade indispensável para a longa vida dos casais, além, é claro, de ser adorável fonte de descontração e relaxamento.
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3 COISAS QUE AS EMOÇÕES DESAGRADÁVEIS PODEM ESTAR DIZENDO PARA VOCÊ

As emoções desagradáveis como a raiva, a irritação, a dor, entre outras, são muito importantes para prestarmos atenção nos significados ocultos que existem por trás delas. Estas emoções são como luzes vermelhas piscando para nos alertar que algo abaixo da superfície não algo não vai bem. Então o primeiro passo é reconhecer o propósito da emoção e entender o que realmente está acontecendo.

Só podemos procurar o que precisamos quando tomamos consciência das nossas necessidades, senão estamos perdidos. Considere o seguinte: Os nossos olhos não estão observando a nossa realidade, mas projetando-a; Assim, os pensamentos e sentimentos que estamos tendo no interior se manifestam do lado de fora. Em outras palavras, a realidade exterior está alinhada com a realidade interior; por isso, se você estiver infeliz, suas circunstâncias de vida irão refletir isso. 

Portanto, se você permitir que o seu exterior  dite o seu interior, então você vai ser sempre uma vítima das circunstâncias.

Quando você tem uma emoção desagradável, é preciso dirigir a sua atenção para o que você está projetando para sua realidade. Esta é uma oportunidade de ouro para que você possa dissolver anexos negativos de uma vez por todas e pôr fim a ciclos de hábitos, padrões e rotinas que não estão fazendo bem para você.

1. Não ser bom o suficiente
Quando alguém fere seus sentimentos, ela faz você se sentir mal sobre si mesmo … são sentimentos de inadequação. Inseguranças que nos fazem duvidar de nossas capacidades e crenças em nós mesmos.
O que esta consciência se destina a ensinar é que você precisa se aceitar como é, seja gentil e acredite em você. Você já tem tudo o que precisa para ser a pessoa que você deseja ser. Em algum ponto ao longo do caminho alguém fez você se sentir inferior, e você ainda carrega essa dor com você.

2. Não ser amado
Em certos momentos em que precisamos que outra pessoa faça algo por nós, talvez um cônjuge, um filho, um colega de trabalho, você fica dependendo da pessoa. E se elas não fazem o que é preciso para nos ajudar, ficamos magoados … certo? Mas qual crença profundamente arraigada sobre nós mesmos esses “professores” estão realmente cutucando? Em sua mente, eles estão dizendo: “Eu não me importo com você”. Você acha que a pessoa se importava com você, então ela não poderia te decepcionar; isto é o que está causando a dor.

Assim, as perguntas que você deve estar se perguntando é: “Eu sinto que mereço ser amado?” “Eu me amo?” “Eu me sinto mal-amado?”. Reconheça que a realidade que está sendo mostrada a você reflete um problema muito mais profundo do que aquilo que aparece na superfície. Os detalhes da situação e as pessoas envolvidas podem variar, mas a principal razão para o sofrimento é a mesma.

3. Não ser livre
Você acha que as pessoas tomam muito o seu tempo e atenção, o que faz com que você se sinta frustrado e irritado? Quando nos sentimos como se não estivéssemos sendo autorizados a fazer as coisas que queremos fazer ou ser o que queremos ser, é porque não estamos numa relação saudável. Os seres humanos têm livre-arbítrio e quando a nossa liberdade está sendo sufocada e oprimida, sentimos impedidos de progredir.

Aqui está a lição: só você pode se libertar. Saiba que a sua viagem não é a mesma viagem de outra pessoa, não importa o quanto ela seja próxima de você. Você foi feito para ir além das velhas construções que o limitam. Você vai descobrir que quando se liberar das crenças limitantes que o impedem de sair do lugar, seus pensamentos, sentimentos, possibilidades e relacionamentos irão se transformar. Alguns relacionamentos vão acabar para que outros comecem. O tipo de trabalho que você faz ou como você faz o seu trabalho, pode mudar também.

Quando você entende que a mudança dentro de você muda também o modo como você percebe o mundo, tudo passa a fazer sentido. Nossos pensamentos criam a realidade e não o contrário. 

Assim, quando a nossa realidade não está da maneira que queremos e traz à tona emoções desagradáveis, qual é a mensagem que está sendo dada para começarmos a construir uma ponte entre o que é e o que pode ser? 

Tirar um tempo para se conscientizar de suas reações, pensamentos e emoções lhe abrirá um espaço de clareza e equilíbrio, onde você poderá tomar decisões melhores para sua vida.
Fonte: Huffingtonpost traduzido a adaptado por Psiconlinews
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SÍNDROME DO PAVIO CURTO: ENTRE DESAPONTAMENTOS E FRUSTRAÇÕES, ATAQUES DE IRA - Soraya Rodrigues de Aragão

O que é o Transtorno Impulsivo Intermitente 
e o que o caracteriza?

O Transtorno Explosivo Intermitente (TEI), também conhecido como “Síndrome do pavio curto”, é um transtorno do impulso caracterizado por episódios de descontrole emocional e dos impulsos, ocasionando ataques de raiva e agressividade, sejam verbais ou mesmo físicos. 

Os ataques de fúria são desproporcionais ao evento desencadeador, onde ocorre uma manifestação comportamental intensa de impulsividade e agressividade diante de situações muitas vezes irrelevante.

Padrão comportamental dos ataques de raiva:
No transtorno Explosivo Intermitente, os ataques de ira são repentinos, bruscos, não premeditados e seguidos por arrependimento, tristeza, sentimento de inadequação, vergonha social e “ressaca moral”. Indivíduos relatam que no momento da raiva incontida, a “vista escurece”, não havendo controle dos impulsos agressivos. 

E’ como se fosse uma “bomba emocional”, seguida por conseqüências avassaladoras em todas as áreas da vida do indivíduo. Depois que o momento da raiva passa e a pessoa se sente aliviada, ela “cai em si” e passa a racionalizar a incoerência de suas atitudes, posturas e comportamentos; no entanto, os efeitos permanecem, afetando seus relacionamentos afetivos, ocupacionais e sociais, posto que normalmente as pessoas do convívio tendem a evitar ou mesmo se afastar do indivíduo por ser desencadeador de tensões interpessoais por questões irrisórias.

Perfil de personalidade:
São indivíduos que não sabem administrar as próprias emoções, possuem poucos recursos para lidar com a rejeição e frustrações da vida. Procuram explicar seus ataques de ira atribuindo a culpa a terceiros ou situações percebidas como estressoras.

São muito comuns no discurso do paciente após um ataque de ira as seguintes frases: “Ele(a) me provocou”, “Fui injustiçado, tive que reagir”, dentre outras. A questão é que a reação comportamental é sempre desproporcional ao “evento eliciador” que precipitou o ataque de ira.

Quais são as causas?
As causas são multifatoriais, ou seja, fatores genéticos, neuroquimicos (baixos níveis de serotonina no cérebro) e comportamentais são os fatores causais do transtorno. Uma das explicações mais aceitas é o modelo comportamental aprendido através da modelagem de condutas agressivas de figuras parentais importantes, tais como os pais, tios, irmãos e/ou pessoas significativas ou de referencia na vida do indivíduo.

Como é feito o diagnóstico?
Para um diagnóstico preciso, alguns fatores devem ser levados em conta. 

Os critérios para o diagnóstico do Transtorno Explosivo intermitente são feitos critérios para o diagnóstico do Transtorno Explosivo intermitente é feito por exclusão de outras doenças e transtornos, lesão cerebral, bem como levar em conta a freqüência dos episódios de fúria, com pelo menos dois a três ataques por semana, por um período mínimo de 3 meses ininterruptos, tendo como característica comportamental a reação desproporcional e intensa a problemas que poderiam ser resolvidos com parcimônia e assertividade. 

Vale à pena salientar que um ataque episódico ou isolado de raiva não é elemento suficiente para diagnosticar o TEI. Além disto, deve-se considerar se o indivíduo faz abuso de álcool e outras drogas licitas ou ilícitas.

Tratamento:
O tratamento consiste na associação de medicação e psicoterapia. Dentre os fármacos se utilizam os estabilizadores de humor e antidepressivos. Na psicoterapia, utiliza-se principalmente o treino de habilidades sociais, técnicas de respiração e relaxamento.

Estratégias de enfrentamento para lidar com o Transtorno Impulsivo Intermitente:
Como já foi explicitado acima, por conta da dificuldade em lidar com os impulsos, sem avaliar os danos subseqüentes, agindo emocionalmente para depois avaliar racionalmente e por conta do conseqüente prejuízo social e relacional, bem como perdas por conta dos ataques de ira, é imprescindível iniciar uma psicoterapia para o indivíduo compreender porque reage desta forma e aprender a gerenciar suas emoções de modo construtivo, aprendendo a lidar com os imprevistos negativos, as frustrações, a raiva, os desapontamentos e decepções que fazem parte da vida de qualquer ser humano.
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IMPULSIVIDADE: VÍTIMAS DO CORAÇÃO - Akim Rohula Neto

- “Quando vi, já tinha feito”.
- “Não pensei em nada… eu senti aquela coisa ruim aí já foi”.
- “Você não sabe o que é ter medo de sentir alguma coisa”.

Estas são frases típicas que ouço no consultório à respeito de como as pessoas encaram suas emoções, lidam com elas, e com isso vão definindo o futuro em suas vidas. Nossa cultura compreende que as emoções são “incontroláveis”, verdadeiros obstáculos à razão e a uma vida plena (sendo que “plena” é, em si uma emoção).

Esta maneira de compreender as emoções termina por validar que as pessoas tenham comportamentos completamente desajustados “por causa” de uma emoção que surgiu.

No entanto, a compreensão de que as emoções são incontroláveis é equívoca e, mesmo que não fosse, ela, por si só, não bastaria para explicar o porque pessoas tem um descontrole na maneira de expressar suas emoções. Isso porque sentir e agir são duas instâncias diferentes.

Embora uma possa explicar a outra, uma não justifica a outra. Ou seja, não é porque sinto raiva que tenho o “direito” de xingar alguém ou agredir. Isso é um aprendizado.

“Eu estava com raiva, o que você esperava que eu fizesse?”

Esta é outra frase que ouço com frequência. Em geral respondo: não sei, o que você gostaria de ter feito. Esta pergunta nos leva à refletir sobre o que fazer com aquilo que sentimos. As pesquisas em neurociências como as de Richard Davidson nos mostram que não apenas é possível ter comportamentos diferentes frente às emoções como também é possível alterar em parte a dinâmica neuronal quando sentimos. Em outras palavras não apenas não somos vítimas de nossas emoções como podemos controlar a maneira como sentimos.

O caso da raiva, por exemplo, em geral vem com a percepção de algo que me causa dano e que não sei como me defender. A raiva, portanto, pode exibir desde um comportamento de agressão como um comportamento de fuga – daquilo que acho que pode me machucar. No entanto, quando, em terapia, começamos a compreender como reagir adequadamente às situações que nos causam a raiva, a emoção diminui ou, mais comum, se transforma. Várias vezes ouço o relato: “nossa e pensar que eu, um dia, já me incomodei com isso”.

“Agora percebo o que me incomoda”.

Perceber, na emoção o que a motiva é o primeiro passo para compreender como mudar a sua reação à emoção. Ao compreender o que nos motivou a emoção podemos, inicialmente nos perguntar se realmente precisamos nos sentir assim (quantas vezes você já percebeu que sua raiva ou tristeza eram descabidas?). Além disso podemos arrumar maneiras diferentes de lidar com nossas emoções.

Planejar mentalmente o que podemos fazer no caso de sentir uma determinada emoção que nos incomoda, nos oferecendo diferentes alternativas de comportamento é uma maneira de aumentar a possibilidade de ter atitudes diferentes em situações emocionais.

Talvez o fundamental seja compreender que suas emoções estão em contato com a sua razão. Neurologicamente sabemos que o córtex pré-frontal – sede do pensamento abstrato – está ligado com vários processos emocionais além de estruturas que definem nossas emoções. Isso nos faz pensar que sentir é algo que está ligado ao pensar e vice versa. A consequência desse pensamento é que nossas emoções são importantes avisos que mexem com nossa maneira de agir.

Compreender a importância de um estado emocional é compreender que quando sentimos estamos precisando responder à algo de alguma forma, quanto mais temos isso como verdade, mais envolvidos ficamos com nossas emoções ao invés de mais distantes e isso faz toda a diferença.

Pense que muitas vezes você pode ser vítima simplesmente porque não se relaciona bem com seu emocional e não porque ele, de fato, domine você.
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PARAR DE FALAR COM ALGUÉM COMO PUNIÇÃO

O silêncio às vezes cumpre a função de castigo. Parar de falar com alguém é uma saída que muitas pessoas utilizam para “expressar” sua raiva, sua insatisfação ou suas reprovações. Até que ponto esse método é eficaz para resolver um problema ou fazer a outra pessoa mudar? O que significa a decisão de evitar as palavras quando há um ressentimento queimando por dentro?

Estabelecer um diálogo com alguém não é fácil, especialmente se houver um conflito que não parece ter possibilidades de solução. Mas se, em vez de abordar o tema diretamente, o que se faz é parar de falar com a outra pessoa, a única coisa que se consegue é criar uma tensão adicional. Ao conflito não resolvido se soma um limbo que pode se tornar uma verdadeira incubadora de veneno.

“Fale para que eu te veja.”
-Sócrates-

Muitas pessoas, porém, no fundo não têm interesse de resolver o conflito por meio do diálogo. O que elas desejam é que o outro se submeta ao ponto de vista delas. Então, utilizam o silêncio como castigo para que o outro desista. Por fim, trata-se de uma atitude infantil e o pior é que não resolve nada. Isso proporciona apenas uma recompensa egoísta.

As razões para castigar com o silêncio
Há todo tipo de argumento para defender a ideia de que parar de falar com alguém é válido. No fundo, o que se busca é castigo. Fazer a pessoa entender que há uma reprovação nessa ausência de palavras. Mas por que não dizer em vez de querer demonstrar por meio do silêncio? Essas são as principais razões que defendem aqueles que preferem tal medida:

• É melhor parar de falar com uma pessoa do que participar de uma discussão na qual há troca de insultos.
• Essa pessoa não me escuta. Por mais que eu peça que ela mude, não me dá ouvidos. Então, é melhor não dizer nada porque não faz diferença.

• Ela precisa se desculpar comigo pelo que fez (ou me disse, ou não fez, ou deixou de dizer). Até que ela o faça vou ficar sem falar.

• Qual é o sentido de falar se sempre chegamos ao mesmo ponto? Melhor parar de falar para ver se ela entende que eu não vou ceder.

Em todos os casos se afirma que o silêncio é a melhor opção para lidar com o conflito. Por uma razão ou outra, a palavra se mostrou ineficaz. Recorre-se, então, à decisão de parar de falar com alguém para que essa atitude seja entendida como um castigo e, como consequência, fazer o outro reconsiderar sua atitude.

Parar de falar com alguém é agressivo
Um silêncio pode ter inúmeros significados. Alguns deles são realmente violentos. Parar de falar com alguém é assumir uma atitude passivo-agressiva.

Isso quer dizer que é uma violência com a outra pessoa, mas de maneira implícita. Na maioria das vezes, esse tipo de atitude é tão ou mais nocivo que a agressão direta. Isso é verdadeiro porque a violência se transforma em um vazio suscetível a qualquer tipo de interpretação.

Para quem para de falar com outra pessoa há motivos claros. Também existe uma expectativa clara frente ao que essa situação deve ter como desfecho. Mas quem utiliza esse tipo de recurso deveria tentar responder a algumas perguntas, como: Você tem certeza de que a outra pessoa realmente compreende o significado do seu silêncio? Você realmente acredita que a melhor maneira de conseguir uma mudança ou fazer a pessoa agir como você quer é por meio da ausência de diálogo?

O silêncio aumenta as distâncias. E a distância não costuma ser uma boa aliada para a compreensão ou para restabelecer laços partidos. Pelo contrário, contribui ainda mais para aumentar as diferenças.

Por outro lado, parar de falar com alguém pode funcionar momentaneamente. O castigo é imposto e a outra pessoa reage: volta para se desculpar, promete mudanças ou fazer o que você quiser. Mas, a longo prazo acaba incubando pequenos ressentimentos que podem crescer. O silêncio raras vezes resolve um conflito ou dá lugar a uma solução, apenas encobre.

As funções saudáveis do silêncio
É verdade que às vezes é melhor não falar nada. Quando estamos muito exaltados, por exemplo. A ira nos faz exagerar e nos traz mais preocupações por ferir o outro do que por expressar realmente o que pensamos ou sentimos. Nessas condições, nada melhor que parar de falar enquanto recuperamos a compostura. Em circunstâncias assim, acaba sendo uma decisão inteligente.

Por outro lado, parar de falar para castigar ou tentar fazer a outra pessoa “se render”, como dissemos, raramente traz bons resultados. Às vezes enfrentamos o desafio de expressar a nossa ira ou a nossa irritação, mas sem ferir o outro. A saída não está em parar de falar, mas em buscar e encontrar os meios para construir pontes na direção da compreensão.

A ausência de palavras pode fazer o outro ceder, o que não significa que o conflito desapareceu. Por outro lado, também pode acontecer de a outra pessoa não agir como o esperado, e o que no início era um floco de neve se transforma em uma avalanche.

Talvez seja necessário encontrar melhores condições para conversar. E também uma forma diferente de expressar a nossa insatisfação. Trocar o espaço cotidiano por outro mais aconchegante e amável às vezes contribui para uma renovação na comunicação.

Falar com o coração, sempre se referindo às coisas que você sente e não ao que você supõe que o outro sente, é uma fórmula que não costuma falhar. Experimente.
Fonte: Rincón de la psicología
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EM QUE CONSISTE A INTIMIDADE? – Flávio Gikovate

A intimidade consiste em uma adorável sensação de proximidade e cumplicidade com uma pessoa especial: um amigo sincero, um parente, um parceiro sentimental. Ela só se constrói em determinadas condições especiais, sendo que a mais importante delas tem a ver com o modo como se constituiu nosso modo de pensar.

Cada um de nós desenvolveu um jeito de correlacionar as palavras e os pensamentos que é mais original do que pensamos. Apesar de todos falarmos a mesma língua, nem sempre o que dizemos corresponde exatamente ao que o outro ouve; e, o que é o principal, muitas vezes não está em sintonia com aquilo que estava em nossa mente. Ou seja, como cada cérebro é único, não é raro que aquilo que estou escrevendo aqui agora – e que é o fruto de um esforço de transformar em palavras o que se passa em minha mente – não corresponda ao que você, leitor, estará entendendo. Isso não se deve apenas à uma eventual dificuldade minha de me comunicar e sim a diferenças relevantes entre os nossos modos de pensar.

Em contrapartida, há vezes em que o que falamos ou escrevemos parece corresponder exatamente ao que nosso interlocutor entendeu. A sensação é extremamente agradável, uma vez que nos sentimos devidamente entendidos e isso define uma importante afinidade no sistema de pensar, condição indispensável para que se constitua um relacionamento íntimo. Quando ocorre essa comunicação bem sucedida nossa sensação é de aconchego, de não estarmos tão sozinhos nesse mundo.

Ao longo do convívio com alguém cujo modo de pensar é suficiente parecido com o nosso, é claro que podem surgir divergências de pontos de vista e mesmo de atitudes diante das várias condições objetivas da vida de cada um dos que são íntimos.

É indispensável que esse canal fluente e fácil de comunicação não se feche, o que exige certos cuidados muito relevantes. O primeiro deles diz respeito ao modo como colocamos nossas diferenças: o melhor caminho consiste no uso da primeira pessoa do singular e não a terceira pessoa, uma vez ela que pode facilmente provocar a sensação de cobrança, crítica ou acusação.

Se algo me desagrada no outro, posso dizer a ele que “eu fico triste quando acontece isso ou aquilo entre nós” em vez de “não acho que você deveria fazer isso ou aquilo”; ou pior ainda: “não aceito – não admito – que você faça isso ou aquilo”.

Ninguém tem o direito de exigir nada de ninguém, muito menos dos mais íntimos. Temos o direito e mesmo o dever de informá-los sobre os desdobramentos de seus atos: “quando você age dessa ou daquela maneira, isso provoca em mim tantas e tais sensações e emoções”. Se o outro quiser nos agradar certamente tenderá a evitar as condutas que nos entristecem. Se não for esse o caso, cabe a nós decidir se aceitamos ou não o convívio com essa pessoa.

Outro ingrediente que considero fundamental para a continuidade dos relacionamentos baseados em respeito e intimidade é a ausência de críticas.

Quando uma pessoa relevante nos censura, nossa sensação é muito desagradável; e é especialmente ruim se esperávamos algum tipo de compreensão ou alívio de um desconforto que nós mesmos estejamos sentindo por termos cometido algum erro.

Quando esperamos colo e recebemos uma reprimenda, tendemos a nos calar; e não só naquela dada situação específica, mas também em qualquer outra que venha a ser passível de algum tipo de reprimenda.

Um exemplo: se eu contar para o meu parceiro sentimental algo no qual eu tenha falhado – ou algum sonho ou pensamento não muito abonador – eu não gostaria de ouvir algo do tipo “nossa, nunca pensei que você fosse fazer essa bobagem ou ter tal tipo de pensamento”. É claro que da próxima vez que eu fizer algo que possa ser censurável ou pensar algo não tão agradável não mais contarei o que se passou comigo.

Assim, o que mais comumente interrompe a comunicação e impede a intimidade são atitudes críticas e reprovadoras vindas de parceiros cuja aceitação nos é tão importante.

Se ao invés de críticas ouvirmos algo do tipo “você sabe que em uma dada ocasião fiz algo parecido e sei muito bem como é chato errar e imagino como você deva estar se sentindo; mas não se aflija, pois isso logo passa”, é claro que a intimidade cresce e se fortalece.

Em síntese, as boas relações de companheirismo acontecem entre aqueles que possuem modos de ser e de pensar assemelhados, que sejam muito cautelosos ao colocar suas divergências – sempre dando prioridade para a descrição da repercussão das ações do outro sobre si mesmo – e, mais que tudo, entre pessoas que não se arvorem em juízes e que sejam acima de tudo cúmplices.
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PERFIL DE UM AGRESSOR PSICOLÓGICO: 21 CARACTERÍSTICAS COMUNS - Taiz de Souza

Como é a mente do agressor psicológico e o que pode levá-lo a agir assim?

Infelizmente, o abuso emocional pode acontecer tanto nas relações interpessoais como na família, entre o casal, entre colegas de escola (bullying) ou no trabalho (assédio moral).

Os maus tratos emocionais são muito comuns e menos visíveis do que os físicos. Neste artigo, vamos rever as principais características de um agressor psicológico.

O abuso psicológico provoca graves problemas mentais na vítima

O abuso psicológico pode ser silencioso às vezes, mas é devastador para a pessoa que o sofre. A baixa autoestima pode ser tanto uma causa como uma consequência para a manifestação desse fenômeno, mas, a pessoa que é a vítima de abuso emocional, muitas vezes acaba tendo problemas sérios como estresse, ansiedade, depressão e até mesmo a dependência de substâncias psicoativas.

Mas como são os agressores? 
Que características apresentam? Você vai ler agora uma lista das características e hábitos mais comuns dos agressores:

1. São intolerantes
As pessoas intolerantes não respeitam as opiniões, atitudes ou comportamentos dos outros. São pessoas cheias de preconceitos. Isso faz com que reajam agressivamente, de forma ressentida ou pouco educada, porque acreditam que não há nenhuma razão para impedir que a sua própria vontade prevaleça. Muitas vezes são sexistas.

2. São encantadoras, a princípio
Essas pessoas não se mostram intolerantes de início, elas são encantadoras nas fases iniciais da relação. Elas sabem como se comportar e o seu verdadeiro “eu” pode demorar algum tempo até aparecer. À medida que a confiança da outra pessoa aumenta, mostram então o comportamento destrutivo.

3. São autoritários
Os abusadores são autoritários porque possuem características antidemocráticas e intransigentes. São amantes da ordem, mas com base no seu critério pessoal. Não importa se estão certos ou não, se não os obedecerem, ficarão bravos.

4. São psicologicamente rígidos
Estes indivíduos têm um pensamento rígido e perseguem uma única verdade, a deles. Não são como as pessoas que conversam e buscam um consenso, eles temem ter que ceder às opiniões dos outros porque acreditam que só eles têm razão. Tudo que não se encaixe com seu pensamento está errado, garantindo assim que a única verdade existente seja a sua.

Por outro lado, essas pessoas tendem a partir de categorias de pensamento relativamente rígidas e estancadas, o que facilita que empatizem muito pouco com os outros, inclusive quando há razões para isso.

5. Apresentam pensamento dicotômico
Como são pessoas psicologicamente rígidas, para elas tudo está certo ou tudo está errado, não há meio termo. Isto porque, geralmente, os agressores cresceram em famílias que os trataram assim.

6. São chantagistas
Essas pessoas sempre se comportam de acordo com os seus interesses e culpam, incomodam e provocam medo na vítima de chantagem. Fazem com que ela se sinta culpada por coisas que nem sequer fez ou coisas que fez, mas que não são necessariamente ruins ou graves.

7. Não fazem auto-crítica
Por serem psicologicamente rígidas e acreditarem que há só uma verdade,  não sabem lidar com as críticas. Isso acontece porque qualquer crítica é recebida como um ataque direto à sua identidade e à sua maneira de interpretar a realidade, não enxergam uma crítica como uma possibilidade de algo construtivo.

As vítimas de seus maus tratos pagam caro pela sua falta de  habilidade social e seu sentimento de fracasso, se tornando seu bode expiatório. E, claro, os agressores psicológicos não fazem auto-crítica, ou pelo menos não de forma sistemática, a menos que topem com uma experiência que os obrigam a fazer uma mudança radical no seu modo de ver as coisas.

8. Em vez disso, criticam
Além dessas pessoas não fazerem uma auto-crítica, elas têm facilidade de criticar os outros. Procuram defeitos nos outros e os esmagam emocionalmente com sua franqueza; são capazes até mesmo de inventar coisas só para fazer a vítima se sentir mal. Não se trata de uma crítica construtiva, mas de uma ação orientada que visa fazer alguém se sentir mal para desfrutar da sua reação ou para submetê-la.

9. Muda de humor em segundos
Mudanças de humor são comuns neste tipo de pessoa, que passam de um estado agradável ao de raiva ou fúria em questão de segundos. Assim, podem viver em dois extremos, de encantadoras a pessoas horríveis.

10. Se sentem ofendidas com facilidade
As mudanças de humor se dão, muitas vezes, por causa da sua hipersensibilidade, já que se ofendem facilmente. Já foi dito que se algo não se encaixa com a sua verdade, então está errado.

11. Desconectam a vítima
Isolar a vítima dos seus familiares e amigos é um dos objetivos pelos quais o agressor obriga a vítima a se submeter completamente. Sua ideia é fazer com que a vítima se sinta ameaçada e com medo de falar com outras pessoas.

12. São cruéis e insensíveis
Tais pessoas não só maltratam psicologicamente seus parceiros, muitas vezes também estendem este tipo de comportamento aos seus filhos, por exemplo. Elas podem, inclusive, infligir danos físicos a animais de estimação. São pessoas cruéis e insensíveis.

13. Não se arrependem
São pessoas que não se arrependem do que fazem e, como explicado na seção anterior, podem ter esse tipo de comportamento com outras pessoas. É por isso que, entre outras coisas, convém nos manter afastados de pessoas com esse perfil psicológico, já que sequer existe a possibilidade de se arrependerem de verdade.

14. Fazem falsas promessas
Embora possam até parecer arrependidos, geralmente esses indivíduos tendem a fazer falsas promessas. Eles até pedem desculpas mas, na realidade, não se arrependem. Suas promessas não têm nenhum valor porque, no mínimo, agirão da mesma maneira.

15. São controladoras
São pessoas que têm necessidade de se sentirem superiores e de controlar os outros, mas que no fundo são inseguras e escondem o medo de serem desmascaradas. Por isso, querem ter o controle de tudo, esta é a maneira que eles encontram para manter tudo bem preso a eles, não deixando escapar nada de suas mãos.

16. Não tem controle emocional
Apesar de querer controlar os outros, eles não têm controle emocional. Na verdade, muitos deles são pessoas totalmente analfabetas a nível emocional. Por isso, se comportam impulsivamente, sem pensar nas consequências.

17. Não se detém
Não têm grande capacidade de reflexão, são pessoas que não se detém por nada, para eles o fim justifica os meios. São pessoas que conseguem agir discretamente em lugares públicos, tornando a vida da vítima uma verdadeira provação.

18. São sedutoras
Muitas vezes, são pessoas encantadoras e querem conquistar sua vítima. Na verdade, são pessoas que seduzem facilmente.

19. São mentirosas
Obviamente, pessoas manipuladoras não são honestas. Isso as torna especialistas em contar mentiras. Na verdade, raramente dizem a verdade, porque elas estão  sempre pendentes a ferir a outra pessoa.

20. Se fazem de vítima
Como estão sempre culpando outra pessoa, muitas vezes se colocam no papel de vítima para justificar suas ações. Por exemplo, proferindo frases como: “Você não me quer, está sempre preferindo seus amigos”. As ações de dano psicológico são contínuas, mas não necessariamente diretas. Algumas vêm disfarçada de falso vitimismo.

21. Baixa empatia
As pessoas abusivas não são empáticas. O que isso significa? Elas não reconhecem as emoções dos outros nem se conectam com elas. Isto lhes permite fazer a vítima sofrer sem qualquer tipo de ressentimento.
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