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PESSOAS QUE GOSTAM DE FICAR SOZINHAS SÃO MAIS INTELIGENTES E LEAIS


Na verdade, a inteligência os torna capazes de viver contentes mesmo na solidão. Estou cansada de escutar toda aquela conversa negativa sobre pessoas que gostam de passar um tempo sozinhas. Que elas são doentes, estranhas ou más companhias. Carregamos um estigma só porque gostamos de passar mais tempo sozinhos do que com outras pessoas, e isso não é justo.

Não tem nada de errado em gostar de ficar sozinho:

Você está errado se pensa que tem alguma coisa de errado com pessoas que gostam de ficar sozinhas, e isso não é apenas a minha opinião, é um fato! Primeiro quero deixar claro que não estou atacando ninguém, só estou defendendo uma parcela da população que vem sendo intimidada há muito tempo. Gostaria que você conhecesse um pouco mais sobre essas pessoas.
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Existem dois tipos de pessoas que gostam de ficar sozinhas:

As pessoas que gostam de ficar sozinhas nem sempre são introvertidas, na verdade algumas são bem extrovertidas e têm uma grande habilidade em fazer amigos, socializar e receber atenção. Sim! Elas também têm amigos! Pessoas que gostam de ficar sozinhas podem fazer grandes amigos, já que escolhem com cuidado suas amizades, também podem ter um grupo seleto de amigos em quem confiam.

Geralmente amam aprender mais sobre si mesmos e sobre a vida, gostam de conversas interessantes e não têm muita paciência para conversas fiadas, e isso não significa que sejam egoístas. Também há aqueles que são mais introvertidos, esses geralmente não gostam de multidões, sentem-se mais seguros quando estão sozinhos, e preferem um animal como companhia. Isso não significa que eles não dão a mínima para os outros, apenas que têm um jeito singular de interagir com o mundo. 
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São pessoas inteligentes e socializam através de redes sociais ou grupos na internet, ir a um evento ou a show é simplesmente devastador para a sua paz de espírito, por isso eles preferem ficar sozinhos.

Muitas pessoas acham que não é saudável passar tanto tempo sozinho:

Elas acham que as pessoas que passam muito tempo sozinhas têm depressão ou ansiedade. Eu as entendo, pois já experienciei um ataque de pânico quando fui a um parque de diversões quando era mais jovem. Isso ocorre porque os introvertidos sentem-se sobrecarregados quando são expostos a muitos estímulos ao mesmo tempo. Não há nada de errado em passar um tempo sozinho, essas pessoas geralmente têm muito autoconhecimento e sabem bem do que gostam.

Ufa!
Espero que isso ajude tanto a você quanto a mim, para ser honesta, existem muitas outras razões pelas quais alguém escolhe passar mais tempo sozinho. Pode ser pelo desejo de mais privacidade ou até mesmo como resultado de não ter tantos amigos, mas gostar de ficar sozinho não é a mesma coisa que se sentir sozinho. Eu, por exemplo, passei um ano inteiro como mãe solteira por causa da custódia dos meus filhos. Eu sentia saudade dos meus filhos quando eles estavam longe, mas não porque estava sozinha. Nas semanas em que eu fiquei sozinha, eu me encontrei. Isto foi de valor inestimável para mim, pois descobri que não precisava de ninguém para me dizer quem eu sou ou como devo interagir com os outros. Passei um tempo comigo mesma e encontrei uma base sólida sobre a qual construí minha vida e abracei quem eu sou verdadeiramente.
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As pessoas que gostam de ficar sozinhas são algumas das pessoas mais intelectuais e leais que você pode encontrar. Essas pessoas se conhecem muito bem e sabem do que são capazes, constroem a vida em cima do conhecimento e da solidão, não são intimidadas quando se trata de conhecimento, só têm um jeito diferente de ser, é melhor respeitarmos as diferenças, pois é aí que mora a verdadeira inteligência e lealdade.
Fonte: HigherPerspective traduzido e adaptado por Psiconlinews
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AS DISTORÇÕES COGNITIVAS MAIS COMUNS NOS CASAIS.

Você sabe quais são as distorções cognitivas mais comuns nos casais?

As distorções cognitivas são esquemas rígidos e errôneos de pensamento que nossa mente utiliza durante o processamento de informação. Selecionam a informação que é considerada, a maneira como ela é processada e os resultados, em forma de pensamentos e emoções, deste processamento.

Existem diferentes tipos de distorções cognitivas e todas as pessoas as experimentam em algum momento de sua vida. Se as distorções aparecem em ocasiões pontuais, não representam um problema. Agora, se aparecem frequentemente, geram problemas nas relações interpessoais, mal-estar psicológico, e são um freio para o desenvolvimento pessoal.

Para os casais, é comum que as distorções cognitivas também deixem sua marca. Se as distorções chegam a dominar nossos pensamentos relacionados com a convivência, o amor ou as famosas DRs, o relacionamento passará por um momento de crise. Por isso, detectar as distorções cognitivas que dirigem o processamento da informação no relacionamento é chave para ganhar qualidade de vida e ser mais feliz.
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Generalização excessiva: uma vez é o suficiente

A generalização excessiva acontece quando um ou dois incidentes isolados servem para formular declarações ou regras globais. Um exemplo de generalização excessiva seria: se meu namorado(a) se esqueceu de comprar algo que lhe pedi, da próxima vez que necessite um favor eu não vou lhe pedir porque penso que “sempre se esquece de tudo que peço”.

O problema mais importante da generalização excessiva é que converte a pessoa que a possui num juiz que emite sentenças o tempo todo. E deixa a pessoa julgada sem capacidade de mudança porque, se um erro significa que sempre erramos, para que tentar mudar?

Uma estratégia útil para vencer a generalização excessiva é buscar dados que contradigam a regra global. Por exemplo, se você acha que seu namorado(a) se esquece de tudo que você pede, é importante buscar exemplos de situações nas quais ele(a) se lembrou do que foi pedido. Trata-se de treinar a sua capacidade de questionar a si próprio e assim ser mais objetivo a respeito da informação na qual você se baseia para chegar numa conclusão.

Extremismo: os óculos de grau que engrandecem tudo

Esta distorção se observa quando uma experiência é vivenciada através de uma lente que aumenta muito determinados pontos negativos ou características. Durante a etapa da paixão do casal, é comum que as pessoas filtrem o resultado de seus encontros usando o extremismo. Tanto convertendo um pequeno detalhe em algo fantástico, como uma pequena falha em algo catastrófico.

O extremismo se observa também em casais que não estão acostumados a ter discussões ou os que a tem pela primeira vez. Quando se encontram em uma situação na qual não chegam a um ponto de vista em comum, o desacordo é tido como algo que não pode ser superado e que será um obstáculo para o crescimento do relacionamento.
  
Exemplos desta distorção cognitiva seriam: “não consigo suportar que não esteja de acordo comigo” ou “lhe flagrei em uma mentira boba, mas dá no mesmo, é terrível que tenha mentido”. Uma ferramenta para combater o extremismo é enriquecer nosso vocabulário emocional buscando um meio termo para o que queremos expressar.

Personalização: quando nos sentimos o centro do do universo

Esta distorção cognitiva é responsável pelas situações nas quais a pessoa se sente causadora do estado de ânimo ou comportamento do outro. Por exemplo, pensamentos como: “com certeza veio do trabalho de mau humor porque não lhe enviei uma mensagem ao meio-dia” ou “como fiquei até tarde com minhas amigas, agora cheguei em casa e ele não quer saber de mim”.

A personalização gera um sentimento de excessiva responsabilidade sobre o bem-estar dos demais. Porque a pessoa atribui a si mesma uma importante capacidade de controle sobre as emoções que seu parceiro(a) pode experimentar.

Um exercício prático para combater a personalização é desenhar um círculo e dividir os 100% da responsabilidade do que aconteceu entre todas as possíveis causas, deixando de considerar unicamente a responsabilidade que você acredite ter sobre o fato em questão.
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Desqualificar o positivo: quando há uma nota para tudo

Consiste em definir a outra pessoa de maneira negativa, desqualificada e global. O desqualificar negativo faz com que sejam identificados no parceiro(a) características negativas em praticamente todas as esferas de sua vida. Alguns exemplos disso seriam: “ é um egoísta que segue olhando o futebol enquanto estou falando”, “ela não tem consideração, está sempre falando dela mesmo” ou “parece que é bobo, tem dificuldade de entender sempre que lhe estou explicando, não é inteligente”.

O problema mais importante desta distorção cognitiva no relacionamento é que, se você não põe freio, pode acabar derivando em, segundo o psicólogo John Gottman, um dos quatro cavaleiros do apocalipse que precedem uma separação: o desprezo. Desqualificar o positivo da pessoa com a qual temos um relacionamento faz com que potencializemos uma imagem negativa dele ou dela. E assim, aumenta o mal-estar emocional, a raiva e a irritação.
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Raciocínio emocional: se eu me sinto assim é porque algo é assim

O raciocínio emocional faz com que se busquem causas externas às quais nos sentimos e que se entenda que, se estamos mal por causa de alguma situação, isto significa que a situação é ruim e que algo ou alguém é responsável por isso.

Esta distorção cognitiva no casal faz com que as emoções transbordem na pessoa e que se tomem decisões exclusivamente em função do estado emocional. Um exemplo de raciocínio emocional seria: “estou triste, me sinto abandonado porque não me enviou uma mensagem o dia todo”.

Decidir exclusivamente em função de como nos sentimos não é positivo porque baseamos nossa decisão em algo efêmero e que muda constantemente como as emoções. O relacionamento de um casal precisa de continuidade e compromisso a longo prazo, e isso não pode se basear sempre em impulsos emocionais do momento.

Para combater o raciocínio emocional, é fundamental distinguir entre como nos sentimos e como a situação é objetivamente. Fazer um esforço para observar o que acontece desde fora e o que não, desde a emoção que nos invade. Refletir sobre que conselho daríamos a um amigo nas mesmas situações é um exercício de distanciamento psicológico para combater o raciocínio emocional.

Leitura da mente: um perigoso poder sobrenatural

A leitura da mente faz com que a pessoa mostre uma atitude defensiva como resposta a aquilo que crê que o outro está pensando. Esta distorção cognitiva num relacionamento de um casal também faz com que atuemos em função da informação que “supomos”, e não em função da informação que realmente “temos”.

Alguns exemplos de leitura de mente seriam: “ainda que tenha dito que não lhe incomoda ficar em casa, eu sei que está irritado” ou “apesar do meu namorado ter me felicitado por ter sido promovida no trabalho, estou segura de que ele não acredita que eu mereço”.

Para combater esta distorção é imprescindível ter claro que muitas vezes nós mesmos não estamos seguros do que está acontecendo, do que está sendo sentido e do que estamos pensando. É impossível saber com certeza o que o outro pensa. Mesmo que você conheça muito uma pessoa, é muito difícil saber com exatidão o que está sendo pensado.

Uma máxima para combater a leitura de mente é “perguntar antes de adivinhar”. Questione-se e pergunte as coisas que você quer saber do seu namorado(a) ao invés de tentar adivinhar.

Compreender melhor como funciona a sua mente é dar o primeiro passo necessário para derrubar os seus limites. Se você trabalha cada dia para combater as distorções cognitivas que aparecem num relacionamento de um casal, você se sentirá dono dos seus pensamentos, livre de preconceitos e preparado para viver seu relacionamento plenamente.
Fonte: A mente é maravilhosa.
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O HOMEM QUE FOI COLOCADO NUMA GAIOLA - Isadora Tabordes

 Certa noite, o soberano de um país distante estava de pé à janela, ouvindo vagamente a música que vinha da sala de recepção, do outro lado do palácio. Estava cansado da recepção diplomática a que acabara de comparecer e olhava pela janela, cogitando sobre o mundo em geral e nada em particular. 

Seu olhar pousou num homem que se encontrava na praça, lá embaixo – aparentemente um elemento da classe média, encaminhando-se para a esquina, a fim de tomar um bonde para a casa, percurso que fazia cinco noites por semana, há muitos anos. 
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O rei acompanhou o homem em imaginação – fantasiou-o chegando a casa, beijando distraidamente a mulher, fazendo sua refeição, indagando se tudo estava bem com as crianças, lendo o jornal, indo para a cama, talvez se entregando ao ato de amor com a mulher, ou talvez não, dormindo, e levantando-se para sair novamente para o trabalho no dia seguinte.

E uma súbita curiosidade assaltou o rei, que por um momento esqueceu o cansaço.

“Que aconteceria se conservassem uma pessoa numa gaiola, como os animais do zoológico”?

No dia seguinte, o rei chamou um psicólogo, falou-lhe de sua ideia e convidou-o a observar a experiência. Em seguida, mandou trazer uma gaiola do zoológico e o homem de classe média foi nela colocado.
A princípio ficou apenas confuso, repetindo para o psicólogo que o observava do lado de fora: “Preciso pegar o trem, preciso ir para o trabalho, veja que horas são, chegarei atrasado!”. À tarde começou a perceber o que estava acontecendo e protestou, veemente: “O rei não pode fazer isso comigo! É injusto, é contra a lei!”. Falava com voz forte e olhos faiscantes de raiva.

Durante a semana continuou a reclamar com veemência. Quando o rei passava pela gaiola, o que acontecia diariamente, protestava direto ao monarca. Mas este respondia: “Você está bem alimentado, tem uma boa cama, não precisa trabalhar. Estamos cuidando de você. Por que reclama?”. Após alguns dias, as objeções do homem começaram a diminuir e acabaram por cessar totalmente. Ficava sorumbático na gaiola, recusando-se em geral a falar, mas o psicólogo via que seus olhos brilhavam de ódio.

Após várias semanas, o psicólogo notou que havia uma pausa cada vez mais prolongada depois que o rei lhe lembrava diariamente que estavam cuidando bem dele – durante um segundo o ódio era afastado, para depois voltar – como se o homem perguntasse a si mesmo se seria verdade o que o rei havia dito.

Mais algumas semanas passaram-se e o prisioneiro começou a discutir com o psicólogo se seria útil dar a alguém alimento e abrigo, a afirmar que o homem tinha que viver seu destino de qualquer maneira e que era sensato aceitá-lo. Assim, quando um grupo de professores e alunos veio um dia observá-lo na gaiola, tratou-os cordialmente, explicando que escolhera aquela maneira de viver; que havia vantagens em estar protegido; que eles veriam com certeza o quanto era sensata a sua maneira de agir, etc. Que coisa estranha a patética, pensou o psicólogo. Por que insiste tanto em que aprovem sua maneira de viver?
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Nos dias seguintes, quando o rei passava pelo pátio, o homem inclinava-se por detrás das barras da gaiola, agradecendo-lhe o alimento e o abrigo. Mas quando o monarca não estava presente o homem não percebia estar sendo observado pelo psicólogo, sua expressão era inteiramente diversa – impertinente e mal-humorada. Quando lhe entregavam o alimento pelas grades, às vezes deixava cair os pratos, ou derramava a água, e depois ficava embaraçado por ter sido desajeitado. Sua conversação passou a ter um único sentido: em vez de complicadas teorias filosóficas sobre as vantagens de ser bem tratado, limitava-se a frases simples como: “É o destino”, que repetia infinitamente. Ou então murmurava apenas: “É”.

Difícil dizer quando se estabeleceu a última fase, mas o psicólogo percebeu um dia que o rosto do homem não tinha expressão alguma: o sorriso deixara de ser subserviente, tornara-se vazio, sem sentido, como a careta de um bebê aflito com gases. O homem comia, trocava algumas frases com o psicólogo, de vez em quando. Tinha o olhar vago e distante e, embora fitasse o psicólogo, parecia não vê-lo de verdade.
Em suas raras conversas deixou de usar a palavra “eu”. Aceitara a gaiola. Não sentia ira, zanga, não racionalizava. Estava louco.

Naquela noite, o psicólogo instalou-se em seu gabinete, procurando escrever o relatório final, mas achando dificuldade em encontrar os termos corretos, pois sentia um grande vazio interior. Procurava tranquilizar-se com as palavras: “Dizem que nada se perde, que a matéria simplesmente se transforma em energia e é assim recuperada”. Contudo, não podia afastar a ideia de que algo se perdera, algo fora roubado ao universo naquela experiência. E o que restava era o vazio”.
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A LIBERDADE DE SER VOCÊ MESMO – Miriam Subirana

 Nos anos que tenho de experiência acompanhando pessoas em seu desenvolvimento pessoal observo que há certas perguntas que praticamente todos nós fazemos em algum momento da vida e que ocorrem desde a Antiguidade. Tendemos a remoer questões como “Quem sou eu realmente?” ou “Como posso conseguir ser eu mesmo?”

Há uma tendência a se martirizar, a funcionar sob crenças que nos bloqueiam e causam estresse ante a mudança e a incerteza. As pessoas muitas vezes se guiam pelo que acreditam que deveriam ser, e não pelo que realmente são. Vivem condicionadas demais pelos julgamentos dos outros e tentam pensar, sentir e se comportar da maneira que o outro pensa que devem fazer. É como se quiséssemos ser quem não somos.

O Ocidente criou uma sociedade competitiva em que aspiramos ao o sucesso e à excelência, e não se aceita bem o fracasso. Desde a infância aprendemos jogos de competição e somos considerados por outros como hábeis ou desajeitados, bons ou ruins. Na escola somos julgados por professores e colegas. Sentimos a pressão de termos que ser o número um na nossa turma, no esporte, em suma, no nosso âmbito. Em vez de desfrutar de cada etapa, nos concentramos em tentar vencer para alcançar o primeiro lugar em tudo, e isso vai moldando a identidade de cada um.
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Para enfrentar a vida é preciso abandonar as barreiras defensivas

O papel dos pais também é básico: frases como "isso é bom", "não seja mau" ou "isso não se faz" são típicas no vocabulário dos progenitores. Mas o excesso desse tipo de indicações pode prejudicar o caráter da criança. Crescemos dando importância à opinião dos outros e a seus olhares, uma vez que determinam o nosso valor na comunidade. Uma vez na universidade e no mercado de trabalho, o número de maneiras em que podemos fracassar aumenta substancialmente.

Cada encontro com alguém pode nos lembrar de algo em que sejamos inadequados. Do estilo de roupa ao corte de cabelo. Alguém irá dizer-lhe para relaxar e aproveitar, outro reclamará que você não trabalha o suficiente e está desperdiçando seu talento; alguém vai recomendar que se concentre na leitura ou que se dedique mais aos estudos. Por outro lado, a imagem que os meios de comunicação projetam também pode gerar frustrações pessoais. Sua pressão está normal? Tem viajado o bastante? Cuida da sua família? Está em dia com a política? Seu peso é adequado? Faz esporte o suficiente? Viu o último filme de maior bilheteria? Esse tipo de perguntas faz a pessoa sentir que não está à altura das circunstâncias.

O filósofo existencialista Sören Kierkegaard (1813-1855) observou que a forma mais profunda de desespero é o de quem decidiu ser alguém diferente. O psicoterapeuta norte-americano Carl R. Rogers disse a respeito: "No extremo oposto ao desespero está desejar ser quem realmente se é; nessa escolha se encontra a mais profunda responsabilidade do ser humano".
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 A liberdade de ser você mesmo

Quando o indivíduo decide mostrar sua verdadeira personalidade deve ter consciência de qual visão tem dele mesmo. Quando conseguimos ter essa imagem realista não nos afogamos com metas inatingíveis nem nos menosprezamos com propósitos que nos diminuem. Para isso devemos considerar metas apropriadas ao nosso caráter. Um exemplo: quem quer perder peso mas não se vê mais magro. Por mais esforço que faça não será duradouro e voltará a engordar, porque ainda não se vê mais magro. Se quer perder peso realmente você tem que mudar a imagem que tem de si mesmo e modificar certos hábitos mentais e comportamentais.

Para ser você mesmo é necessário se conhecer e ter a consciência de até que ponto a imagem que você tem de si mesmo coincide com o seu eu verdadeiro e autêntico. Trata-se de deixar de se ver como uma pessoa inaceitável, indigna de respeito, inútil, pouco competente, sem criatividade, obrigada a viver segundo regras estranhas a você. Devemos aceitar as imperfeições. Quando conseguir se ver como alguém com falhas que nem sempre age como gostaria, aproveitará mais e se cuidará melhor.

Os epicuristas gregos apontavam a importância de se exercitar ao evocar a memória de prazeres passados para se proteger melhor dos males atuais. Sem ir tão longe, a indignação apreciativa, um método com base na nova psicologia positiva que surgiu na década de oitenta, nos convida a buscar as experiências mais significativas de nossas vidas, descobri-las e revivê-las. Todos nós já tivemos uma história positiva e significativa.

Resgatá-la do passado e apreciá-la no presente nos dará confiança. Por outro lado, para poder ser você mesmo é preciso conhecer o seu núcleo vital, ou seja, tudo aquilo que te move e te motiva a seguir em frente. Essa essência vital te enche de esperança, enquanto quem vive em suas sombras acaba se desesperando, fica angustiado, se desliga e se deprime. Pode até mesmo se tornar agressivo consigo mesmo. Nietzsche disse a respeito: "O falso amor de si mesmo transforma a solidão em prisão".

Quando isso acontece, é fácil a pessoa se enclausurar em seu pequeno mundo, onde sua percepção se torna turva porque se desconectou do importante núcleo vital. Em seguida vêm a cabeça perguntas como essas: “O que devo fazer nessa situação, segundo os outros? ou “O que esperariam meus pais, meu parceiro, meus filhos e meus professores que eu fizesse?” Nesse estado se age segundo padrões de comportamento que, de certa forma, nos foram impostos pelas pessoas que nos rodeiam. Isso causa repressão e a capacidade criativa é prejudicada. Então é fácil entrar em rotinas para "parecer bem", e se deixa de explorar novas possibilidades.

Quando a pessoa consegue se conectar novamente a si mesma torna-se mais criativa e as perguntas mudam: “Como experimento isso? “O que isso significa para mim?” “Se eu me comportar de uma certa maneira, como posso começar a perceber o significado que terá para mim?” Ou seja, finalmente deixou de pensar sobre o que ou outros estavam esperando e começa a considerar o que você realmente quer. Isso requer abandonar as barreiras defensivas que enfrentou ao longo de sua vida e experimentar o que está escondido dentro de você.

Então poderá começar a se tornar uma pessoa mais aberta, desenvolverá uma maior autoconfiança, aceitará as diretrizes de avaliação interna, aprenderá a viver participando do processo dinâmico e fluente que é a vida.

Ser você mesmo e viver sem máscaras implica sinceridade e autenticidade. Para o jesuíta Francisco Jálics, ser autêntico é mais valioso do que ser sincero: a pessoa sincera diz o que pensa; a autêntica, porém, o que efetivamente sente.

Para ser você mesmo é preciso ser soberano da própria personalidade, ou seja, totalmente autônomo e plenamente próprio. Para isso, além de remover as máscaras, você deve se livrar de maus hábitos e de opiniões falsas. Deve desaprender.

Os filósofos da Antiguidade aconselhavam incorporar as seguintes práticas para alcançar essa independência mental: acender a luz da razão e explorar todos os cantos da alma, filosofar, ter tempo para cuidar de si mesmo, prestar atenção a cada uma das nossas necessidades, evitar as falhas ou os riscos, estabelecer relações consigo mesmo, adquirir a coragem que lhe permitirá lutar contra as adversidades, cuidar-se de forma a se curar e transformar esses exercícios mentais em uma forma de vida.

Como dizia o filósofo grego Epicuro, nunca é cedo demais nem tarde demais para cuidar da própria alma.
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PREGUIÇA: AS DIFERENÇAS ENTRE A BOA E A RUIM - Suzana Herculano-Houzel

Falta de motivação pode ser existencial e depressiva, levando a questionar de que adianta a vida. Mas também pode ser temporária e saudável, ajudando o cérebro a descansar

Falta de motivação é algo que todo mundo conhece: aquele estado em que a inércia a ser vencida é enorme, e seu cérebro não vislumbra nenhuma recompensa no horizonte que faça o esforço valer a pena. Nem toda falta de motivação é igual, contudo; ela existe em várias versões.
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A versão braba é a falta de motivação existencial. “No final, todo mundo morre mesmo”, como observa o personagem principal em um de meus filmes favoritos do Woody Allen. Sejamos racionais: se o fim é inexorável, para que adianta a vida, então? Sair da cama, pensando assim, não valeria o esforço. Se no entanto levantamos a cada novo dia, ou é porque encontramos um argumento lógico que justifique a empreitada, ou é porque... não é a lógica racional que nos move.

De fato, não é. Somos literalmente movidos pela sensação de prazer e satisfação, nada racional, que nosso próprio cérebro se dá como prêmio quando faz algo que dá certo – e pelo prazer e satisfação que ele antecipa como retorno pelas suas possíveis ações futuras. Quem cuida disso é o sistema de recompensa e motivação do cérebro, informado pela dopamina que sinaliza o sucesso real ou esperado. Todos os animais com um cérebro razoavelmente organizado tem algo parecido, com neurônios dopaminérgicos que, ao dar valor positivo a qualquer coisa que funcione, impulsionam os movimentos – e acabam dando também um sentido para a vida.
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Essa versão braba de falta de motivação costuma nos visitar em instantes de reflexão existencial, mas em geral é momentânea, esquecida assim que o cérebro se lembra de alguma tarefa premente, de preferência prazerosa. Ao menos, isso é o que o cérebro saudável consegue fazer; a versão duradoura, crônica, da falta de motivação existencial é, justamente, sinal de doença, chamada depressão. Em depressão, um estado de dificuldade de ativação das estruturas do sistema de recompensa, o cérebro não encontra nem satisfação interna suficiente para suas ações, nem consegue vislumbrar prazeres em seu futuro que façam o esforço valer a pena – apesar de amplas evidências do contrário. A falta de motivação da depressão não é uma escolha; é resultado de um distúrbio que deixa o cérebro preso à evidência racional de que nada vale a pena.

Mas existe ainda uma versão temporária, saudável, e curiosamente diária da falta de motivação: aquela que nos visita todos os dias ao final do dia, e que chamamos de preguiça – de levantar do sofá para buscar os óculos, o controle remoto ou um copo d’água. Também esta falta de motivação é resultado da perda de ação dopaminérgica, aqui no entanto causada pela adenosina que se acumula ao longo do dia no cérebro como resultado do seu próprio funcionamento. Com o cérebro encharcado de adenosina, haja dopamina para dar conta de convencer outras partes do seu cérebro de que o esforço de se mexer vale a pena.
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Esta preguiça diária e com hora marcada, ao contrário da existencial e da depressiva, é boa: é ela que nos faz sossegar ao fim do dia, aumentando nossas chances de adormecer. E, dormindo, a adenosina é removida, o que permite que, pela manhã, a dopamina volte a exercer seu papel, premiando o cérebro com sensações positivas a cada ação executada ou apenas planejada. 

Assim você acorda pronto para um novo dia, capaz de navegar pela vida enxergando prazeres e satisfações no horizonte – apesar de toda a evidência racional de que a viagem provavelmente é inútil.
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Me dê a coragem
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COMO O CÉREBRO ORGANIZA O COMPORTAMENTO SEXUAL - Silvia Helena Cardoso, PhD

Os neurocientistas têm devotado grandes esforços para responder as questões básicas a respeito dos atos de comer, beber, respirar e se mover; também têm se esforçado para entender como nós percebemos, pensamos, dormimos e lembramos.

Mas e o sexo? Tabus em muitas culturas, censura moral e imaturidade das ciências fisiológicas e psicológicas neste campo têm impedido uma pesquisa a longo prazo referente ao comportamento sexual humano.
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Foi somente com os estudos pioneiros dos sexologistas Havellock Ellis e Alfred Kinsey, na primeira metade do século, e posteriormente dos fisiologistas Masters e Virginia Johnshon, que um estudo objetivo da resposta sexual humana começou a se desenvolver.

Hoje, encontramos muitos estudos a respeito dos aspectos embriológicos, genéticos e biológicos do aparato reprodutor, como espermatozóides e óvulos, fertilização, desenvolvimento e nascimento, assim como sobre a anatomia dos órgãos sexuais em ambos os sexos. Também encontramos muitas informações a respeito de aspectos antropológicos, sociais e culturais do comportamento sexual.

Porém, a literatura apresenta poucos estudos sobre a fisiologia da sexualidade humana e de como o cérebro organiza o comportamento sexual. A sexualidade humana está fortemente relacionada ao comportamento reprodutivo, não somente em termos da propagação e sobrevivência das espécies, mas também aos seus mecanismos neurais e fisiológicos. Contudo, a sexualidade não resulta sempre em reprodução, uma vez que é motivada pelo comportamento. 
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O sucesso de completar o ato sexual depende da excitação local e de estímulo físico. Outros comportamentos também são motivados, como o comportamento de alimentação. Entretanto, a diferença entre a motivação sexual e estes instintos primários é enfatizado quando a saciedade é considereda.

Quando um animal faminto ou sedento ingere uma quantidade suficiente de água ou comida, a restauração da energia ou do equilíbrio de fluidos do organismo retorna a um equilíbrio homeostático. A atividade sexual consome as reservas de energia do organismo; o instinto sexual é saciado somente quando a fadiga e a exaustão o superam, mas ele retorna assim que o organismo recupera as reservas energéticas.

Diferenças adicionais e importantes surgem por que a motivação sexual é obtida a partir da sugestão ambiental, enquanto a fome e a sede refletem mudanças internas que estimulam interoceptores.
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O comportamento sexual, excitação e motivação ocorrem somente em situações ambientais especiais que providenciem tipos particulares de estimulação sensorial. Alguma quantidade de estimulação vai provocar a motivação sexual, a menos que o organismo esteja fisicamente preparado para a cópula.

A prontidão fisiológica para responder seletivamente a estímulos sexuais é providenciada por mudanças hormonais que afetam tanto mecanismos neurais e não-neurais por todo o corpo. A cópula, como a alimentação, acontece devido a uma combinação de controle nervoso e hormonal.
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Muito deste controle é mediado por partes do sistema nervoso dentro do "cérebro visceral", que filogeneticamente é a parte mais antiga do cérebro humano. Ele é composto pelo hipotálamo, hipófise, sistema límbico, e regiões do mesencéfalo (cérebro central).

Apesar do fato do comportamento sexual humano ser controlado e dirigido por uma das partes mais primitivas do cérebro, ao mesmo tempo ele é fortemente influenciado e modulado pela experiência adquirida, assim como pelo meio social, étnico e cultural, fazendo dele uma mistura única das esferas fisiológica e psicológica. Ainda mais, o que é considerado "normal" e "anormal" no comportamento sexual humano é altamente variável entre culturas e ao longo do tempo.
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SONO: UMA FAXINA NOTURNA - Suzana Herculano-Houzel

O sono não é apenas “o outro” estado de funcionamento do cérebro,
 mas uma necessidade básica 
para que o cérebro trabalhe direito enquanto acordado

Dormimos cerca de oito horas por noite, todas as noites (ou quase). E se não dormimos, as consequências são imediatas: fadiga mental, dificuldade de encontrar as palavras, de fazer contas de cabeça, de se manter atento, de tomar decisões. Fica óbvio que o sono não é apenas “o outro” estado de funcionamento do cérebro, mas uma necessidade básica para que o cérebro trabalhe direito enquanto acordado da próxima vez. Até mesmo consolidar o aprendizado do dia – ou seja, transferir informações de maneira duradoura para a memória – depende de sono naquela noite.
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Mas nada disso explica por que dormimos. Por que é mandatório dormir, a ponto de a insônia completa e permanente acabar sendo letal a humanos, camundongos e até mesmo moscas?

Foi apenas no final de 2013 que a neurociência finalmente teve uma forte candidata a resposta, vinda do laboratório da Dra. Maiken Nedergaard, nos EUA: o sono parece ser a oportunidade do cérebro para que metabólitos (quer dizer, produtos do metabolismo normal do cérebro) potencialmente tóxicos sejam eliminados, permitindo às células começar um novo dia limpas, ao invés de nadando em suas próprias excreções.

O interesse inicial da equipe de Maiken Nedergaard não era o sono em si, mas estudar o espaço intersticial do cérebro: o volume situado do lado de fora das células, por onde circula o líquido que banha as células e “lava” embora tudo aquilo que elas excretam, inclusive os tais metabólitos. Para estudar o espaço intersticial, a equipe injetava um corante que se espalhava por esse espaço no cérebro de camundongos acordados sob o microscópio, com seu cérebro exposto por uma janela implantada no crânio.
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O experimento devia ser um tanto monótono para os animais, pois estes acabavam adormecendo. Foi o que levou à descoberta. Com o animal acordado, o corante injetado ficava apenas na superfície do cérebro. Mas, para a surpresa dos pesquisadores, assim que o animal adormecia, era como se uma torneira de corante houvesse sido aberta: o líquido agora se espalhava rapidamente pelo espaço intersticial.

Investigando o fenômeno inesperado, a equipe demonstrou que a circulação de líquido pelo espaço intersticial é mínima no cérebro acordado, quando o espaço interesticial é reduzido. Mas a transição para o sono leva a uma expansão de 60% desse espaço, o que aumenta enormemente a circulação de líquido. Na prática, o resultado é que a remoção de toxinas produzidas pelo funcionamento das células essencialmente só ocorre durante o sono; no cérebro acordado, com pouca circulação de líquido, elas vão se acumulando.
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Ao menos um desses metabólitos, aliás, é forte candidato justamente a fator causador do sono: adenosina, produzida e liberada por neurônios e células gliais durante o funcionamento do cérebro acordado. Quanto mais adenosina se acumula, mais difícil fica se manter acordado, motivado e atento – e maior é a sensação de sonolência. É fácil pensar em como o cérebro, acordado, fica gradualmente prejudicado conforme se acumulam os produtos tóxicos do seu próprio funcionamento, como a própria adenosina. Quanto mais tempo se passa acordado, mais difícil é continuar acordado – e mais forte, portanto, é a tendência a adormecer.

Dormir parece ser a solução para o problema: um estado transitório, mas obrigatório, repetido todos os dias após um certo número de horas acordado, acumulando lixo. Dormir limpa o cérebro, levando embora adenosina e o que mais houver se acumulado. E assim você acorda pronto para... começar tudo de novo.
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A DIFERENÇA ENTRE PSIQUIATRA, PSICÓLOGO E PSICANALISTA - Patrícia Lopes

O termo “psi”, bastante utilizado pelas pessoas, muitas vezes pode ser permeado de confusão quanto aos significados, principalmente quando se refere aos profissionais indicados por este termo: psiquiatra, psicólogo ou psicanalista.

O psiquiatra é um profissional da medicina que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria. Esta é realizada em 2 ou 3 anos e abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, habilidade não designada ao psicólogo. Em alguns casos, a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico devem ser aliados.
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O psicólogo tem formação superior em psicologia, ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. O curso tem duração de 4 anos para o bacharelado e licenciatura e 5 anos para obtenção do título de psicólogo. No decorrer do curso a teoria é complementada por estágios supervisionados que habilitam o psicólogo a realizar psicodiagnóstico, psicoterapia, orientação, entre outras. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social, do trabalho, entre outras.

O profissional pode optar por um curso de formação em uma abordagem teórica, como a gestalt-terapia, a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental.
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O psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseada nas associações livres e na transferência. Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior.
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