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O BRASIL É UM NAVIO ONDE OS RATOS TOMARAM O COMANDO - Edmir Silveira

Não sei o que mais precisa acontecer no Brasil para que seja declarada a falência total desse sistema político brasileiro.

Não existe a menor credibilidade em nenhum dos poderes. Nem internamente, mesmo nesse quadro de corporativismo indecente. Temos assistido assaltos em série à nossa decência, ética e amor próprio em transmissão direta e tempo real. 

Ratos que não tem mais para onde correr tentam mudar as leis, as regras e tudo o mais que for possível para fugir da cadeia. Não existe baixeza maior do que a que estamos assistindo diariamente.

Bandidos notórios, sobre os quais existem provas para condená-los por séculos de prisão, legislando em causa própria, ocupando os mais altos cargos da nossa pobre e envergonhada república. Ocupando a Presidência do Brasil!! O país inteiro ouviu a voz do presidente dialogando com um bandido confesso. Tramando contra os interesses do país. No meu modo de pensar, mais do que simplesmente infringir a lei, ele estava traindo o país que governa!! 

Estamos um país sem vergonha, sem ética e sem amor próprio. E, definitivamente e escancaradamente, sem leis que funcionem para todos. Aqui, as leis só funcionam para alguns. Porque senão for assim, eles mudam as leis.

Somos um navio onde os ratos tomaram conta e estão colocando os passageiros que pagam pela existência do navio para fora do jogo. Somos refugiados em nosso próprio país. Nossa única opção é arregaçar as mangas e começar a desratizar nosso barquinho do jeito que for preciso.  Não é mais uma questão de quando eles vão, os ratos JÁ nos jogaram à deriva.

Cada dia em que essa situação continuar será mais um tapa na cara de cada um de nós. E esse presidente, o mais impopular, cínico e sobre o qual repousam provas irrefutáveis de banditismo e corrupção, nos joga na cara, em seus hipócritas pronunciamentos, os supostos avanços na recuperação econômica. 

É como se estivesse nos jogando um dinheiro ilusório na nossa cara, um tipo de ilusão de pagamento por nossos serviços de capachos mansos e sem caráter, que a tudo suportam por qualquer migalha. Todos os partidos brasileiros são podres desde que nasceram.

Tanto faz o tamanho ou representatividade. E, o pior, perderam a vergonha de assumir que o são. É cada um tentando levar o seu nesse fim de festa da bandidagem. Para se manter no poder, vale vender a mãe. Mas, cuidado quem comprar. Eles não costumam cumprir o que prometem.
Triste, muito triste.

Se tivermos um pingo de vergonha na cara, NENHUM dos atuais mandatários será reeleito nas próximas eleições. Para cargo algum. 

As raras exceções sempre existem e na hora da verdade vão aparecer. Mas, terão que mostrar serviço, competência e transparência.

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O BRASIL TEM VERGONHA NA CARA, MAS OS POLÍTICOS CORRUPTOS NÃO – Edmir Silveira

A corrupção no Brasil continua correndo solta por todos os cantos do país sem exceção. 
Alguém tem alguma dúvida disso?

Como um câncer, as atividades marginais se ramificaram por todo o organismo nacional. Se o Brasil fosse um ser humano que dependesse da harmonia entre cada célula para sobreviver, já estaria morto há muito tempo. Essa verdade é inegável e vergonhosa. Por todo corpo, o Brasil está sendo corroído por suas próprias células. Da cabeça aos pés.

O único órgão que parecia ainda não ter sido atingido, já está dando sinais de cansaço. Nem o maior coração do mundo resiste a tanta desilusão e a tanta traição.

Esse parlamento atual não faz outra coisa senão tentar ludibriar diariamente os brasileiros. Eles querem vencer pelo cansaço. Eles sempre venceram pelo cansaço e pelo jogo do corporativismo sujo, marginal e criminoso. Quando são acusados do que são de verdade, o são ainda mais; bandidos. Tramam nas noites, nas sombras. Se compram e se vendem com uma falta de dignidade nojenta.

Se tiver ocorrido um acidente de avião (com o time da chapecoense) com dezenas de mortos e comoção internacional, melhor. Eles aproveitam e votam, em seção convocada às pressas, alguma lei que os livre da cadeia. Não duvido que alguns tenham estourado champanhes pensando que tinham se dado bem.

Notícias dão conta que Eduardo Cunha anda manipulando movimentações na Câmara dos Deputados mesmo preso. Igualzinho aos traficantes e chefes de quadrilha o fazem. Será que não existe forma de parar esse escárnio?  

Quanta vergonha. Pena que só nós sintamos essa vergonha. Eles não sentem. Dirigem-se a nós com a maior arrogância dando declarações mentirosas, cínicas e debochadas, um escarro moral no rosto de todos os brasileiros.

E pelo jeito, ainda vem muito mais pela frente. 
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A IMPORTÂNCIA DA LAVA-JATO - A oportunidade de desmontar o mecanismo de exploração da sociedade brasileira. - JOSÉ PADILHA

1) Na base do sistema político brasileiro, opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do estado e grandes partidos políticos. (Em meu útimo artigo, intitulado Desobediência Civil, descrevi como este mecanismo exploratório opera. Adiante, me refiro a ele apenas como “o mecanismo”.)

2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no Legislativo, no Executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.

3) No Executivo, ele opera via superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e às empresas estatais.

4) No Legislativo, ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.

5) O mecanismo existe à revelia da ideologia.

6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.

7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

8) No sistema político brasileiro, a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.

9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele têm poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.

10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que têm valores incompatíveis com a corrupção tendem a ser eliminados do sistema político brasileiro pelo mecanismo.

11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.

12) A maioria dos políticos brasileiros têm baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)

13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.

14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em xeque o funcionamento do mecanismo.

15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.

16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.

17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o Estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.

18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.

19) Embora o mecanismo não possa conviver com um Estado eficiente, ele também não pode deixar o Estado falir. Se o Estado falir o mecanismo morre.

20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal...

21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção. (Pense no foro privilegiado. Pense no fato de que apesar de mais de 500 parlamentares terem sido investigados pelo STF desde 1998, a primeira condenação só tenha ocorrido em 2010.)

22) A operação Lava-Jato só foi possível por causa de uma conjunção improvável de fatores: um governo extremamente incompetente e fragilizado diante da derrocada econômica que causou, uma bobeada do parlamento que não percebeu que a legislação que operacionalizou a delação premiada era incompatível com o mecanismo, e o fato de que uma investigação potencialmente explosiva caiu nas mãos de uma equipe de investigadores, procuradores e de juízes rígida, competente e com bastante sorte.

23) Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças politicas e jurídicas contrárias são significativas.

24) O Brasil atual esta sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.

25) O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.

26) Sem forte mobilização popular é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.


27) Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo.
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JOSÉ PADILHA - Desobediência Civil

 
O explorado do sistema político brasileiro deve se perguntar: se a lei não se aplica a todos, por que diabos se aplicaria a mim?

A História recente do Brasil se caracteriza pela substituição de uma ditadura de direita, que controlava o país na ponta da baioneta e explorava a sociedade auferindo “vantagens competitivas” para grupos empresariais “amigos” do regime, por um mecanismo de dominação mais suave, em que a democracia e as eleições diretas legitimam a exploração econômica da sociedade por grandes fornecedores do Estado associadas a quadrilhas travestidas em partidos políticos.

Uso o termo “mecanismo de exploração” porque, de fato, opera no Brasil um mecanismo amplo e recorrente, empresarial e juridicamente estruturado, que tem a função precípua de desviar recursos públicos. Os recursos públicos, evidentemente, nada mais são do que uma parcela do trabalho e do esforço do cidadão comum, no caso, o explorado.

Este mecanismo funciona da seguinte forma:

Os partidos ou as coligações de partidos políticos que vencem as eleições indicam seus operadores para cargos-chave da administração pública. A função dos operadores é costurar acordos com cartéis e empresas fornecedoras de bens e de serviços para o Estado, de modo a superfaturar os orçamentos do setor público (Nestor Cerveró é um exemplo de operador).

O direito de indicar um operador para um cargo público é a principal moeda de troca dos partidos políticos brasileiros, sendo parte essencial das relações entre o Poder Executivo e o Legislativo em todas as esferas do poder público. Uma diretoria da Petrobras ou uma presidência do BNDES valem muito. Já o controle do Daerp, Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto, vale menos. Mas vale alguma coisa. O mecanismo de exploração a que me refiro não abre mão de um único orçamento público, por menor que ele seja.

Os orçamentos públicos superfaturados geram uma receita “extra” para as empresas fornecedoras do Estado. Essa receita, apesar de ser fruto de corrupção, entra legalmente na contabilidade dessas empresas. Todavia, parte dela pertence aos políticos e precisa ser repassada para eles. O repasse acontece de três formas:

1) Parentes, prepostos e amigos dos políticos formam empresas que prestam serviços para as fornecedoras do Estado. Em troca desses “serviços”, recebem espantosas remunerações, que nada mais são do que o kick-back da corrupção. (A GameCorp, do filho de Lula, faturou mais de R$ 350 milhões entre 2005 e 2017. O escritório de advocacia da mulher de Sérgio Cabral faturou R$ 35 milhões durante os mandatos do seu marido). Note que não há caixa dois nesse esquema. É tudo por dentro.

2) Por meio da doação “legal” de recursos para campanhas políticas. Nesta modalidade, também não há crime fiscal atrelado ao crime de corrupção. Esse tipo de repasse é particularmente perverso, pois aufere vantagem competitiva a políticos corruptos e transforma campanhas políticas em atividades criminais. (Muita gente boa defende Dilma Rousseff alegando ser este o seu único crime...)

3) A lavagem de dinheiro é, de longe, a forma de repasse que movimenta o maior volume de recursos. Tanto assim que demanda mão de obra especializada. O doleiro, profissão peculiar do Brasil, tem a função de montar empresas fajutas, de emitir notas frias para retirar recursos da contabilidade das fornecedoras do Estado, e de distribuir esses recursos para os políticos. Organiza entregas de maletas com dinheiro vivo, paga despesas para políticos (e para suas amantes), viabiliza aportes de caixa dois em campanha eleitoral e faz remessas para empresas offshore. Um verdadeiro concierge do crime.

Essas três formas de kick-back constituem, de longe, a maior parte da receita dos políticos e de seus partidos. (Note o absurdo dessa frase, que, no entanto, é verdadeira). Note ainda que o mecanismo descrito acima obedece um padrão de fractal, e se repete em todas as esferas do poder público “democraticamente constituído” no país: no governo federal, nos 26 estados , nas 5.570 cidades e em suas respectivas Assembleias Legislativas.

Obviamente, um sistema de exploração com tal extensão e profundidade só pode existir mediante a adoção de legislação especializada (o foro privilegiado é apenas um exemplo) e com a conivência e a participação do Poder Judiciário. De fato, a aceitação da corrupção sistêmica pelo Poder Judiciário sempre foi uma característica básica da democracia brasileira. Tanto assim que, desde 1988, mais de 500 parlamentares foram investigados pelo STF, tendo a primeira condenação ocorrido apenas em 2010. A absolvição de políticos por prescrição de pena, simples e cinicamente porque o STF não teve tempo para julgá-los, é lugar-comum. Assim como, tenho certeza, é lugar-comum a corrupção de magistrados das mais altas Cortes do país.

O mensalão e a Lava-Jato representam quebras desse paradigma. Resulta daí a sua importância histórica, e resultam daí, também, os ataques da classe política ao Poder Judiciário, evidenciados em projetos de lei feitos para coibir juízes e procuradores e em proposta de anistia para crimes atrelados ao caixa dois.

Desde o início de nossa incipiente democracia, bilhões e bilhões de dólares foram desviados dos cofres públicos, afetando negativamente a Educação, a Saúde, a Segurança Pública e a economia, e contribuindo para a pobreza e para a fome de milhões de brasileiros. Os nossos exploradores “democráticos”, empresários e políticos, têm sangue nas mãos. Mataram muita gente. Destruíram sonhos e desperdiçaram talentos.

Ao manter um cidadão, réu de crime de peculato e que se recusou a cumprir ordem judicial, solto e presidente do Senado, o STF confirmou que é subserviente ao mecanismo de exploração descrito acima, lançou sérias dúvidas sobre a honestidade de seus membros e aboliu a vigência da lei para os poderosos. Isso em plena luz do dia. Difícil imaginar argumento melhor a favor da desobediência civil, a tese de que um indivíduo pode, ou mesmo deve, se recusar publicamente a cumprir a lei quando confrontado por um Estado inerentemente injusto.

O filósofo americano Henry David Thoreau praticou a desobediência civil quando se recusou a pagar impostos para um governo que considerava a escravidão legal. A História, diga-se de passagem, deu-lhe razão. Pois bem. O explorado do sistema político brasileiro, o cidadão comum que não tem Segurança Pública, que convive com um sistema de Saúde caótico e que não tem acesso à Educação, mas que paga seus impostos regiamente, deve estar se perguntando: se os políticos roubam o meu dinheiro com a conivência do Judiciário, se a lei não se aplica a todos, por que diabos se aplicaria a mim? 
Fonte: O Globo
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NADA COMO SENTIR NA PRÓPRIA PELE - Edmir Silveira

Ando completamente descrente do Brasil. Nada parece apontar para caminho algum. Nenhuma promessa de sombra de vice-liderança política. Os políticos morrendo de medo e mais perdidos que deputado ou senador com dólares na cueca no mesmo vôo do japonês da Federal, logo depois do japa sair da cana, doido para mostrar serviço e aparecer de novo na TV.

Algumas boas idéias tem vindo de cidadãos brasileiros dos mais variados segmentos, menos o político, é claro. Dali não sai nada, só entra.

Uma dessas boas idéias foi reforçada em mim graças aquela cena dantesca do Garotinho mal criado primeiro se borrando de medo e se negando a ir para um Hospital público, depois se negando a sair dele. Claro, Bangu 8 é muito pior. Eles adoram garotinho.

A primeira vez que ouvi essa idéia, já se vão alguns anos, foi numa entrevista do ator Marcos Palmeira em um programa que não me lembro qual era. Uma idéia simples e muito eficaz:

- Todos que exercem cargos políticos eletivos, assim como seus parentes diretos, só poderiam ser atendidos na rede hospitalar pública e receberiam educação somente da rede escolar pública.

A princípio soa até como represália contra a classe política. Mas, como assim? 
Foram eles que determinaram e determinam a qualidade desses serviços públicos. Foram eles que fizeram toda essa lambança no Rio e no Brasil inteiro.

Se, por acaso, num universo paralelo, essa lei for criada veremos o verdadeiro Milagre Brasileiro.
Vai ser um tal de investir em saúde e educação no país inteiro como nunca antes na história desse país, só que dessa vez de verdade. Qualquer prefeito de qualquer micro cidade brasileira vai fazer das tripas coração para dar para si e para os seus o melhor que puder. Em tese, é claro.

Imaginem, quanto maior a cidade maior o interesse em resolver esse abacaxi. O sapato apertado vai doer no pé deles também. Vai ser reclamação a partir do próprio lar do eleito. Ele vai ser avaliado cada vez que a mulher, o filho ou a filha precisarem de serviços médicos. E aí a velha máxima entra em ação: vale tudo menos ficar mal em casa.

Não dou dois anos para termos atendimento médico público sensivelmente melhor e no máximo três para que a rede de ensino caminhe pela mesma trilha.

Já ouvi que só de dinheiro roubado das várias formas, foram tirados mais de um trilhão de reais ou de sei lá o que. É uma montanha de dinheiro seja em que moeda for. Dá para resolver pelo menos uma grande fatia desses dois problemas.

Caraça é muito dinheiro! Nem sei direito se é esse tanto. O certo é que nenhum de nós, povo brasileiro, tem a menor noção de quanto isso significa. Só podemos ter certeza de que um monte grande, bem grande de brasileiros morreu na porta de hospitais por causa desse dinheiro roubado.

Se aquela simples idéia de fazer os políticos serem atendidos da mesma forma que o cidadão comum virasse lei, tenho certeza de que em pouco tempo teríamos ótimos hospitais e escolas.

Essa é a única forma deles fazerem algo nesse sentido. Afinal, eles estariam fazendo por eles mesmos que é a única coisa que sabem fazer. 






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