O ENVELHESCENTE - Mário Prata

Se você tem entre 50 e 70 anos, preste bastante atenção no que se segue. Se você for mais novo, preste também, porque um dia vai chegar lá. E, se já passou, confira.

Sempre me disseram que a vida do homem se dividia em quatro partes: infância, adolescência, maturidade e velhice. Quase correto. Esqueceram de nos dizer que entre a maturidade e a velhice (entre os 50 e os 70), existe a ENVELHESCÊNCIA.

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A envelhescência nada mais é que uma preparação para entrar na velhice, assim com a adolescência é uma preparação para a maturidade. Engana-se quem acha que o homem maduro fica velho de repente, assim da noite para o dia. Não. Antes, a envelhescência. E, se você está em plena envelhescência, já notou como ela é parecida com a adolescência? Coloque os óculos e veja como este nosso estágio é maravilhoso:

— Já notou que andam nascendo algumas espinhas em você?

— Assim como os adolescentes, os envelhescentes também gostam de meninas de vinte anos.

— Os adolescentes mudam a voz. Nós, envelhescentes, também. Mudamos o nosso ritmo de falar, o nosso timbre. Os adolescentes querem falar mais rápido; os envelhescentes querem falar mais lentamente.

— Os adolescentes vivem a sonhar com o futuro; os envelhescentes vivem a falar do passado. Bons tempos...

— Os adolescentes não têm idéia do que vai acontecer com eles daqui a 20 anos. Os envelhescentes até evitam pensar nisso.

— Ninguém entende os adolescentes... Ninguém entende os envelhescentes... Ambos são irritadiços, se enervam com pouco. Acham que já sabem de tudo e não querem palpites nas suas vidas.

— Às vezes, um adolescente tem um filho: é uma coisa precoce. Às vezes, um envelhescente tem um filho: é uma coisa pós-coce.
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— Os adolescentes não entendem os adultos e acham que ninguém os entende. Nós, envelhescentes, também não entendemos eles. "Ninguém me entende" é uma frase típica de envelhescente.

— Quase todos os adolescentes acabam sentados na poltrona do dentista e no divã do analista. Os envelhescentes, também a contragosto, idem.

— O adolescente adora usar uns tênis e uns cabelos. O envelhescente também. Sem falar nos brincos.

— Ambos adoram deitar e acordar tarde.

— O adolescente ama assistir a um show de um artista envelhescentes (Caetano, Chico, Mick Jagger). O envelhescente ama assistir a um show de um artista adolescente (Rita Lee).

— O adolescente faz de tudo para aprender a fumar. O envelhescente pagaria qualquer preço para deixar o vício.

— Ambos bebem escondido.

— Os adolescentes fumam maconha escondido dos pais. Os envelhescentes fumam maconha escondido dos filhos.
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— O adolescente esnoba que dá três por dia. O envelhescente quando dá uma a cada três dia, está mentindo.

— A adolescência vai dos 10 aos 20 anos: a envelhescência vai dos 50 aos 70. Depois sim, virá a velhice, que nada mais é que a maturidade do envelhescente.

— Daqui a alguns anos, quando insistirmos em não sair da envelhescência para entrar na velhice, vão dizer:

— É um eterno envelhescente!

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BASTAM 66 DIAS PARA MUDAR UM HÁBITO – Patrícia Ramirez

 O cérebro se reorganiza constantemente 
se tivermos interesse em fazê-lo.

Mudar alguns hábitos está ao alcance de todos. Para isso, são necessários dois ingredientes importantes: escolher uma mudança que seja coerente com sua escala de valores e treinar até que se torne um hábito. Pouco além disso.

Nada é “obrigatoriamente” para sempre, sequer o que se escolheu como hobby, profissão ou local de residência. A ideia de que podemos ser quem desejamos, praticar novos esportes, aprender outras culturas, experimentar todas as gastronomias, ter outros círculos de amigos... transforma uma vida parada em outra, rica em oportunidades e variedade.

O cérebro é plástico. As pessoas evoluem, desejamos mudar, crescer interiormente, e estamos capacitados para isso. Ficaram para trás as teorias sobre a morte dos neurônios e os processos cognitivos degenerativos. Hoje sabemos que os neurônios geram novas conexões que permitem aprender até o dia em que morremos. A plasticidade cerebral demonstrou que o cérebro é uma esponja, moldável, e que continuamente vamos reconfigurando nosso mapa cerebral. Foi o que disse William James, um dos pais da psicologia, em 1890, e todos os neuropsicólogos hoje em dia confirmam as mesmas teorias.

O próprio interesse por querer mudar de hábitos, a atitude e a motivação, assim como sair da zona de conforto, convidam o cérebro a uma reorganização constante. Esse processo está presente nas pessoas desde o nascimento até a morte.

“Todo homem pode ser, se assim se propuser, escultor de seu próprio cérebro". Santiago Ramón Y Cajal

Nesta sociedade impaciente, baseada na cultura do “quero tudo já e sem esforço”, mudar de hábitos se tornou um suplício. Não porque seja difícil, mas porque não abrimos espaço suficiente para que se torne um hábito. Não lhe passou pela cabeça alguma vez que, ao começar uma dieta, as primeiras semanas são mais difíceis de do que quando já está praticando há algum tempo? É resultado desse processo. No início seu cérebro lembra o que já está automatizado, o hábito de beliscar, comer doce ou não praticar exercício, até que se “educa” e acaba adquirindo as novas regras e formas de se comportar em relação à comida.

A neurogênese é o processo pelo qual novos neurônios são gerados. Uma das atividades que retardam o envelhecimento do cérebro é a atividade física. Sim, não só se deve praticar exercícios pelos benefícios emocionais, como o bem-estar e a redução da ansiedade, ou para ficar mais atraente e forte, mas porque seu cérebro se manterá jovem por mais tempo. Um estudo do doutor Kwok Fai-so, da Universidade de Hong Kong, correlacionou a corrida com a neurogênese. O exercício ajuda a divisão das células-tronco, que são as que permitem o surgimento de novas células nervosas.

Existem outras práticas, como a meditação, o tipo de alimentação e a atividade sexual que também favorecem a criação de novas células nervosas.

Uma vez que a reorganização cerebral é estimulada ao longo de toda a vida, não há uma única etapa em que não possamos aprender algo novo. A idade de aposentadoria não determina uma queda, nem completar 40 ou 50 anos deveria ser deprimente. Todos que tiverem interesse e atitude em relação a algo estão em boa hora, poderão aprender, treinar e tornar-se especialistas independentemente da idade. Se você é dessas pessoas que se dedicaram durante a vida a uma profissão com a qual viveram relativamente bem, mas ficaram com o desejo de estudar Antropologia, História, Exatas, Artes Plásticas ou o que for, pode começar agora. Não há limite de idade nem de tempo para o saber.

Não deixe que sua idade o limite quando seu cérebro está preparado para tudo. A mente se renova constantemente graças à plasticidade neuronal.

Até há pouco tempo pensava-se que modificar e automatizar um hábito exigia 21 dias. Otimismo demais! Um estudo recente de Jane Wardle, do University College de Londres, publicado no European Journal of Social Psychology, afirma que para transformar um novo objetivo ou atividade em algo automático, de tal forma que não tenhamos de ter força de vontade, precisamos de 66 dias.

Sinceramente, tanto faz se forem 21 ou 66! O interessante é que somos capazes de aprender, treinar e modificar o que desejarmos. O número de dias é relativo. Depende de fatores como insistência, perseverança, habilidades, das variáveis psicológicas da personalidade e do interesse. A mudança está em torno de dois meses e pouco. O que são dois meses no ciclo de nossa vida? Nada. Esse tempo é necessário para sermos capazes de fazer a mudança que desejamos. E isso nos torna livres e poderosos.

“É preciso sacudir energicamente o bosque dos neurônios cerebrais adormecidos; é fundamental fazê-los vibrar com a emoção do novo e infundir-lhes nobres e elevadas inquietudes”. Ramón y Cajal

Dez conselhos para começar o que se deseja:
1. Eleja seu propósito e o transforme em seu projeto. É certo que, se fizer uma lista, se dará conta de que tem muitas inquietações. Mas não podemos mudar ou tentar fazer tudo de uma vez. Esqueça seu cérebro multitarefa e não queira modificar tudo em um instante. Quando conseguir automatizar o primeiro, passe ao segundo.

2. Reflita sobre sua meta. Se responder às seguintes perguntas em relação a seu objetivo, seu compromisso com ele aumentará: O que quero? Por quê? Para quê? Com quê? O “com que” refere-se aos seus pontos fortes, valores e atitudes para consegui-lo. Quando enfrentar algo novo, e tendo em vista que isso implica em sair da zona de conforto, é recomendável ter a segurança e a confiança de que está preparado, que tem capacidade e que irá conseguir. Mesmo que seja difícil.

3. Faça com que ele caiba no seu dia-a-dia. Não importa o que deseja iniciar, é preciso tempo. Se não abrir um espaço em sua agenda e o transformar em rotina, o normal é que termine postergando o que agora não faz parte de sua vida.

4. Ressalte seu objetivo. Tudo aquilo que não faz parte de nossa ordem habitual é fácil de ser esquecido. Se tem uma agenda, marque com caneta marca-texto. Se utiliza o alerta do celular, crie um diário com o novo objetivo. Não abuse de sua memória e do “deveria ter me lembrado”.

5. Cerque-se de todo o necessário, assim não terá desculpas para não começar. Por exemplo, se está de dieta, compre os alimentos do regime; se começou a praticar esportes, busque a roupa que irá usar, ou se começou a tirar fotos, prepare o material.

6. Comece hoje. Não existe nenhum estudo com rigor científico que relacione a segunda-feira ou o primeiro dia de janeiro exclusivamente com o começo de um novo hábito. A terça-feira e a quinta são dias tão bons como qualquer outro. Deixar tudo para a segunda é outra maneira de postergar e deixar que a preguiça vença sua força de vontade. O melhor dia para começar algo é hoje.

7. Emocione-se. As emoções avivam a lembrança, produzem bem-estar, e estar apaixonado pelo que se faz fideliza o hábito. Busque como se sente, o que irá conseguir, como irá melhorar sua vida pessoal e profissional. Aproveite e esteja presente.

8. Não escute a voz interior que lhe diz que está cansado, qual o sentido disso e que a vida é muito curta para não ser aproveitada. Nosso cérebro está muito treinado para criar desculpas e continuar na zona de conforto. Essa voz interior é muito forte e pode ser muito convincente.

9. Seja disciplinado. Leve seu hábito a sério. E levá-lo a sério não significa se tornar sério, mas que seja uma prioridade, algo para dedicar seu valioso tempo. E que tenha um lugar especial em sua agenda.

10. Transforme seu novo hábito em sua filosofia de vida. Isso lhe dará outra dimensão e calma. Não se trata de aprender algo agora, mas aproveitar e saber que tem toda a vida para praticá-lo. Se, por exemplo, decidiu começar com a atividade física, não se sinta mal se pular um dia. Tem amanhã, o dia depois dele e toda a vida para fazê-lo. Não se trata de sentir-se culpado. Essa emoção não agrega nada. Só é preciso ser disciplinado e ter seriedade. Se for realmente algo importante, amanhã voltará a fazê-lo. Não é tudo ou nada.

É incorporar algo bom para cada um e encaixá-lo na vida para aproveitar, não para que seja mais um sofrimento no caso de não poder realizá-lo um dia.
Jornal El País - Espanha
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SE VOCÊ MUDA, TUDO MUDA – Francesc Miralles

Nossos pensamentos em grande medida criam nossas experiências, já que em um nível inconsciente tendemos a realizar o que esperamos que aconteça.

Acostumados a acompanhar as mudanças do mundo pelas notícias, podemos até acreditar que as coisas que acontecem são totalmente alheias a nós, e que a única coisa a fazer é aceitar as circunstâncias. Se são adversas, então só cabe esperar que mudem. Esta espera de tempos melhores evidencia um fato relevante: cada pessoa, com seus pensamentos e atos, tem um poder notável para configurar a própria realidade.

Como reza uma lei do mítico Hermes Trimegisto, “se você muda, tudo muda”. Em nossas mãos está decidir nossas expectativas e o tipo de relação que estabelecemos com o mundo, o que acaba definindo em grande parte como será nossa vida. Em um nível inconsciente, nossa mente guia nossos atos para permitir que aquilo em que acreditamos que acontecerá possa se tornar realidade. Consequentemente, a pessoa que está convencida de que vai seduzir alguém ou realizar uma venda, para dar dois exemplos, tem uma probabilidade muito maior do que quem tem a expectativa oposta.

É o que o sociólogo Robert K. Merton chamou de profecia autorrealizável. Nossa conduta está condicionada pelo que prevemos que vai acontecer. Assim, tomando um dos exemplos anteriores, o vendedor que está seguro de poder fechar a venda age com uma serenidade e uma convicção que dão a confiança necessária ao cliente para aceitar o acordo, enquanto que quem se programa esperando o fracasso agirá de forma duvidosa e nervosa, transmitindo essa mesma mensagem ao comprador, que ficará na defensiva.

Em seu livro ¿Y tú qué crees?, Eva Sandoval explica deste modo como age nossa programação para o sucesso ou o fracasso: “Há muitas pessoas que não veem seus desejos satisfeitos, que vivem um projeto falido depois do outro, que, apesar de fazer terapia, ler livros e assistir seminários, sentem como se estivessem no início. Chegam a pensar que têm má sorte, que lhes falta algo que outros têm... No entanto, a sorte delas raramente mudará a menos que tomem consciência das crenças limitadoras que condicionam suas vidas”.

Algumas dessas crenças limitadoras, ocultas no inconsciente mas ativas, seriam:

- Não mereço que as coisas funcionem bem para mim.

- Há outras pessoas muito mais capacitadas do que eu para isso.

- Se eu conseguir, os outros terão inveja e não gostarão mais de mim.

Há inúmeras mensagens de autoboicote como estas que condicionam o que dizemos e fazemos e que, portanto, nos trazem resultados negativos. Apesar disso, se tomamos consciência delas, temos a oportunidade de mudá-las e, assim, dar uma virada em nosso destino.

Há duas maneiras básicas de compreender nossa existência: no âmbito das carências (o que nos falta) ou no âmbito das oportunidades (aquilo que nos é oferecido). Dependendo do ponto de vista, estaremos permitindo que aconteça um ou outro tipo de coisas.

Segundo o escritor e palestrante Brian Tracy, “uma pessoa não obtém na vida o que quer, mas o que espera. Nunca podemos nos colocar acima das expectativas que temos de nós mesmos. E a boa notícia é que podemos construir as nossas próprias expectativa. Uma atitude de expectativa positiva é a marca da personalidade superior”.

Um enfoque favorável sobre os acontecimentos implica não só em confiar em si mesmo, mas também na disposição dos demais para colaborar conosco e nos ajudar em nosso caminho.

Por trás de muitas experiências de fracasso está a profecia autorrealizada de que não encontraremos apoio para o que nos propusemos ou, pior ainda, que o resto do mundo fará o impossível para tentar nos deter. Mas antes que isso aconteça, a mente inconsciente já se encarrega de dinamitar o caminho no sentido da realização de nossa meta. Assim, podemos dizer a nós mesmos e aos outros: ‘Está vendo? Eu disse que isso ia acontecer’.”

Essa atitude de autoboicote é inconsciente, mas suficiente para nos darmos conta de que agimos por meio dela para contornar nossa programação. Como afirma Brian Tracy em seu livro Way to Wealth (a caminho da riqueza, sem edição em português), “como só você pode dominar seus pensamentos, está no controle total de sua vida. Se quiser mudá-la no plano exterior, só tem de se por a trabalhar para mudar seu interior. Segundo as leis universais da mente, à medida que seu mundo interior muda, o mundo exterior também mudará para se adaptar ao primeiro”.

Um relato tradicional comentado por Paulo Coelho conta que Caim e Abel chegaram a um grande lago e se aproximaram da margem para contemplar suas águas.

— Tem alguém aí dentro — comentou Abel ao irmão, sem se dar conta de que estava vendo o próprio reflexo.

“Quando abro meus olhos ao me levantar toda manhã, não estou frente ao mundo, mas diante de infinitas possibilidades de mundos.”
COLIN WILSON

Em alerta, pensando se tratar de uma criatura ameaçadora, Caim levantou seu bastão e se aproximou das águas. Ao ver que a imagem fazia o mesmo, permaneceu muito quieto esperando o golpe.

Ao seu lado, Abel olhava a própria imagem no lago, que lhe deu um sorriso. Isso provocou uma gargalhada, e o ser do lago fez o mesmo.

Ao afastarem-se dali, cada um dos irmãos saiu com uma experiência oposta. Caim se dizia: “Que violentos são os seres que vivem no lago!”

Já Abel pensava: “Que lugar agradável! No lago vivem seres amáveis e risonhos”.

Esta fábula ilustra de forma reveladora como nossas relações com os demais estão marcadas por nossas ideias preconcebidas. A pessoa que vê todo mundo como uma ameaça age com tal desconfiança e agressividade que provoca essas mesmas atitudes da parte dos demais. Por sua vez, se mostramos uma expectativa de bondade e colaboração, atrairemos pessoas do mesmo tipo.

Para transformar nossa existência em algo muito melhor não basta modelar apenas nossa mente, confiando tudo à lei da atração. Essa mudança fundamental não produzirá frutos se não a acompanhamos da criação de novas circunstâncias.

É como explicou Álex Rovira ao analisar as chaves de seu primeiro best-seller: “Se agora não temos boa sorte, talvez seja porque as circunstâncias são as mesmas de sempre. Para que apareça a boa sorte é conveniente criar novas circunstâncias e o melhor para isso é fixar-se nos erros. O erro é a base da mudança, e isso é importantíssimo. Charles Darwin, por exemplo, sempre carregava uma caderneta para anotar tudo aquilo com que não concordava. Sabia que, do contrário, o subconsciente faria com que esquecesse. Darwin entendeu que inspirando-se no erro poderia conseguir seu objetivo. Dessa caderneta saíram as ideias de seu livro A origem das espécies”.

Além de optar por um enfoque positivo da realidade, estando atentos às oportunidades, se nos comunicamos e agimos melhor, estaremos criando novas circunstâncias que nos trarão resultados mais favoráveis.

Para aumentar a qualidade de nossa vida temos de começar mudando o cenário de nossos pensamentos e atos, em vez de perder tempo e energia escolhendo inimigos ou tentando mudar os outros.
Jornal El País - Espanha
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SE POR UM INSTANTE - Gabriel Garcia Márquez

Se por um instante, 
Deus se esquecesse de que sou um marionete de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, 
não diria tudo o que penso mas pensaria tudo o que digo.

Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.

Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos perdemos sessenta segundos de luz.

Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem.

Ouviria quando os outros falam e desfrutaria um bom sorvete de chocolate!

Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.

Meu Deus,
se eu tivesse um coração,
escreveria o meu ódio sobre o gelo
e esperaria que nascesse o sol.

Pintaria com um sonho de Van Gogh
sobre as estrelas de um poema de Benedetti
e uma canção de Serrat seria a serenata
que eu ofereceria à Lua!

Regaria as rosas com as minhas lágrimas
para sentir a dor dos seus espinhos
e o beijo encarnado das suas pétalas...

Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida...
não deixaria passar um só instante sem dizer
às pessoas de quem gosto que gosto delas.

Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor..

Aos homens
provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar!

A uma criança,
dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sozinha.

Aos velhos,
ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice,
mas com o esquecimento.

Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se...

Tantas foram as coisas que aprendi com vocês, os homens !

Aprendi que todo mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está em subir a encosta...

Aprendi que, quando um recém-nascido aperta, com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo de seu pai,o tem agarrado para sempre.

São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me irão servir realmente de muito, porque, quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo...
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A INCONSISTÊNCIA HUMANA - Aldous Huxley

Que todos os homens são iguais é uma proposição à qual, em tempos normais, nenhum ser humano sensato deu, alguma vez, o seu assentimento.

Um homem que tem de se submeter a uma operação perigosa não age sob a presunção de que tão bom é um médico como outro qualquer. Os editores não imprimem todas as obras que lhes chegam às mãos. E quando são precisos funcionários públicos, até os governos mais democráticos fazem uma seleção cuidadosa entre os seus súbditos teoricamente iguais.

Em tempos normais, portanto, estamos perfeitamente certos de que os Homens não são iguais. Mas quando, num país democrático, pensamos ou agimos politicamente, não estamos menos certos de que os Homens são iguais. Ou, pelo menos - o que na prática vem ser a mesma coisa - procedemos como se estivéssemos certos da igualdade dos Homens.

Identicamente, o piedoso fidalgo medieval que, na igreja acreditava em perdoar aos inimigos e oferecer a outra face, estava pronto, logo que emergia novamente à luz do dia, a desembainhar a sua espada à mínima provocação. 

A mente humana tem uma capacidade quase infinita para ser inconsistente.


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RESPOSTA À PERGUNTA: O QUE É ESCLARECIMENTO? – IMMANUEL KANT


A ALMA ESTÁ NA CABEÇA - Dr. Paulo Niemeyer Filho

 

PROFETA GENTILEZA: QUEM FOI E O QUE FEZ.

 

O ENVELHESCENTE - MárioPrata

 

MOSTEIRO DE SÃO BENTO RJ- Visita Virtual

 

A BASE DE UM CÉREBRO SAUDÁVEL É A BONDADE, E PODE-SE TREINAR ISSO.

 

RIGIDEZ MENTAL: QUANDO AFORMA DE PENSAR NOS IMPEDE DE CRESCER 


RITA LEE:"ENVELHECER É UMA LOUCURA, NÃO É PARA MARICAS"


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