O PODER DOS SENTIMENTOS NA SAÚDE

Inúmeras pessoas têm dificuldades e negam seus sentimentos e emoções como raiva, rancor, medo, ódio, fragilidade, angústia, culpa, inveja...
- Por desconhecimento,
- Porque não aceitam que as tem,
- Por um medo enorme de entrar em contato com elas.

É bastante comum os pacientes dizerem na fase inicial do tratamento, que eles não têm inveja e nem ódio de ninguém. Isso ocorre, porque as pessoas querem acreditar que elas só têm sentimentos generosos.
Hoje em dia cada vez mais se confirma o impacto negativo que essa negação tem sobre a saúde, pois os sentimentos e as emoções reprimidas levam à tristeza, à depressão ou à somatização (é a transformação de um problema psicológico num problema fisiológico).
As raízes dessa negação em geral são profundas, vêm desde a infância, dos primeiros anos de vida. Se a criança ou o adulto não conseguem expressar o que sentem, essa repressão levará provavelmente à doença.
A maior parte dos indivíduos não tem consciência do vínculo potencial existente entre o sofrimento físico e o psicológico.

São várias dificuldades:
- As pessoas não conseguem falar sobre suas aflições, frustrações, decepções;
- Engolem desaforos, injustiças, ofensas;
- Muitas vezes estão vivendo desanimadas, desesperançadas, solitárias, e não procuram ajuda; Outras têm dificuldades afetivas.

Todas essas vivências geram a representação física de uma dor emocional: seriam as chamadas Doenças Psicossomáticas.
A principal característica delas é que a pessoa vai sufocando e acumulando esses sentimentos negativos dentro de si e aí chega uma hora que a “panela de pressão estoura”.
Como não houve espaço para a verbalização, quem acaba falando, expressando as angústias, as inseguranças e as dores internas é o corpo. Essas doenças psicossomáticas, que tem um fundo emocional, podem ter ou não uma base orgânica.

Quando elas ainda não têm essa base orgânica, chamamos de sintomas:
Enxaquecas, vômitos, problemas intestinais, falta de ar, fobias, dores abdominais, sudorese, fadiga, tonteiras, taquicardia...

Quando já há um adoecimento: gastrite, úlcera, artrites reumáticas e reumatoides, dermatites, pressão alta, enfarto, derrame, arritmias, câncer, doenças renais, obesidade...

Existem os pacientes Hipocondríacos, que são aqueles que têm uma crença irreal porem convicta de que têm uma doença grave em seu organismo a despeito da normalidade dos exames físicos e da afirmação do médico de que ele não está doente. É comum viverem de médico em médico, fazerem uma batelada de exames e sempre o mesmo resultado, não tem nada físico. Eles se recusam a admitir que o que eles têm é só emocional e que precisam fazer uma terapia. Costumam ser ansiosos, têm um humor depressivo, um vazio interior, uma falta de vitalidade e uma personalidade compulsiva.

Muitas outras situações são desestabilizantes e trazem sofrimento:
- Dificuldades nas relações amorosas
- Problemas com os filhos
- Perda de uma relação significativa
- Falta de prazer na vida, só com excesso de preocupação
- Problemas profissionais
- Dificuldades sociais
Algumas características pessoais também trazem muitas dificuldades: pessoas controladoras, ansiosas, perfeccionistas, com necessidades de agradar a todo mundo, pessimistas, introvertidas, contidas, desconfiadas, inseguras...

A repressão dos sentimentos deprime o Sistema Imunológico gerando o enfraquecimento das defesas do organismo.
Quando há qualquer doença séria com um membro da família, esta também se desestrutura. Os familiares querem ajudar e muitas vezes não conseguem, porque eles também estão fragilizados, assustados e desorientados. Por não saberem o que dizer, mantém-se calados. É importante uma ajuda psicológica nessa hora porque o dia a dia fica pesado e confuso, às vezes gerando uma piora do paciente, porque o silêncio é muito penoso para todos.

Muitas vezes a inconveniência e o sofrimento de uma doença, trazem um ganho secundário. Quando uma pessoa fica doente, normalmente recebe cuidados especiais e até alguns mimos. Por essa razão, muitas vezes o paciente vai ter medo de melhorar e perder a atenção e os cuidados. Ele tem uma fantasia que se tiverem pena dele não vão abandoná-lo. É uma situação perigosa porque inconscientemente ele pode manter essa doença, não seguir as recomendações médicas, não lutar pela melhora.
Outro uso é utilizar a doença para evitar tarefas, como não ter relações sexuais num relacionamento deteriorado, ou não fazer provas e entrevistas por medo; como também conseguir alguns benefícios tipo Dispensa do Trabalho
ou Aposentadoria Precoce.
Há casos em que a pessoa adoece porque se sente culpada e precisa ser punida. São todas situações bem delicadas que precisam ser muito trabalhadas.

Conclusão
Vimos todos os fatores que estimulam o adoecimento e a necessidade de termos consciência deles, e a importância de se trabalhar emocionalmente para poder evitar as doenças.

Para haver sucesso numa recuperação, é preciso que o paciente tenha aderência, aceitando e cumprindo as determinações médicas. Para que isso aconteça, ele precisa ter esperança, otimismo e principalmente desejo de viver.
A Saúde é condição decisiva para que tenhamos êxito e felicidade na vida, e por isso precisamos preservá-la.

Devemos valorizar sempre o que temos e não o que nos falta.
A única forma da pessoa realmente se libertar, melhorar sua saúde e até se curar, é compreender que os seus sentimentos e emoções contidos (“panela de pressão”) têm que encontrar um canal para serem entendidos e expressos.
Ela precisa saber identificar dentro dela o que está errado e lutar para resolver o problema. Só assim, ela vai poder sentir-se mais coesa e firme consigo mesmo, reintegrar seu self, além de aumentar sua autoestima e autoconfiança.

A capacidade de cura está dentro de nós através dos nossos sentimentos e emoções positivas.
Por Solange Bittencourt Quintanilha, psicóloga.
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