UM POUCO DE PSICOLOGIA POR TRÁS DA COMUNICAÇÃO - Alexandre Franzolim

Por que nos entediamos facilmente quando alguém está apresentando? Provavelmente porque o palestrante negligenciou a forma como as pessoas aprendem algo. É comum vermos apresentações serem desenvolvidas “a toque de caixa”, “para ontem” e outros termos populares que vem junto com aquela pressão nada saudável para realizar um trabalho com duração de dias em poucas horas.

Especialistas das universidades de Stanford, Amsterdã e Harvard realizaram um estudo com o objetivo de propor melhorias em nossa comunicação – e isso vale para apresentações também. Eles descobriram três etapas sobre a forma como nós processamos as informações em nossa mente: Aquisição, Processamento e Conexão ao conhecimento.

Quer um pouco de drama? Se uma das três etapas forem desconectadas/ignoradas, sua comunicação será um fracasso. Claro que eles foram além das três etapas e levantaram princípios que justificam os resultados deste estudo:

Aquisição
Existem três princípios: o da Distinção (facilitar ao máximo a informação teórica e visual, desde o resumo da mensagem até a melhor escolha de tipografia, paleta de cores etc.), o da Organização Perceptiva (a forma como os elementos de cada slide estão organizados, alinhados e balanceados na distribuição visual como um todo – não é feng shui, é ciência por trás do design, veja só) e o da Saliência (conceitos importantes e principais devem ser definidos visualmente através de soluções simples de design).

Processamento
Existem dois princípios: o da Capacidade (a mensagem precisa ser simples e de fácil assimilação, caso contrário será complicada a retenção da informação) e o da Mudança Informativa (qualquer mudança deve ter um propósito e significado, isto é, animações de slides só devem existir se forem úteis para a compreensão da mensagem).

Conexão ao Conhecimento
Existem três princípios: o do Conhecimento Apropriado (facilitar a forma como se transmite a mensagem, evitando jargões e termos técnicos que a maioria não possui conhecimento ou imersão na área de origem), o da Compatibilidade (toda apresentação precisa agregar valor à vida da audiência, ou então passará despercebida) e o da Relevância (por causa de nossa limitação cerebral, toda mensagem precisa ter profundidade suficiente para tornar-se relevante e oferecer o máximo da compreensão, ao mesmo tempo que precisa ser simplificado em sua essência e aparência para ajudar na retenção da mensagem).

Quer mudar as apresentações? Lembre-se de que por trás de cada planejamento de cada apresentação existe uma razão científica que possui como objetivo melhorar a experiência de comunicação entre as pessoas.

Existe um pouco de psicologia por trás da comunicação e de cada slide bem trabalhado e com tempo investido. Nada é simplesmente “bonito” ou “bem solucionado”, cada slide deve ser trabalhado para aperfeiçoar a comunicação e garantir uma mensagem com resultado.

Não ignore a complexidade da comunicação e como podemos aprender sobre sua efetividade através da psicologia, ou então faltará divã para tanta gente após sua próxima apresentação.

RARIDADE: Filme COLORIDO- Passeio pelo RIO de 1936.



A ATITUDE DE ALGUÉM MEXEU COM VOCÊ? SAIBA COMO SUPERAR - Thaís Petroff

"O outro pode ser um espelho de nosso desconforto emocional"

Quantas vezes nos chateamos com as atitudes das outras pessoas?

Quantas vezes nos sentimos agredidos ou não levados em conta em função da forma de agir dos outros?

Você já se percebeu assim alguma vez em sua vida?

Se sim, te convido a uma reflexão sobre esse assunto.

Muitos de nós, em inúmeros momentos, ficamos chateados por conta de comportamentos que alguém teve conosco. Pode ser um familiar, um amigo, um vizinho ou até um total desconhecido. Fato é que, sob nossa percepção, aquele modo da pessoa conduzir a situação nós é bastante desconfortável, a ponto de ficamos mexidos emocionalmente.

Não temos controle sobre o comportamento dos outros. O que podemos fazer como um experimento, é sermos assertivos dizendo à pessoa que nos feriu o que aquela ação provoca em nós e, consequentemente, como nos sentimos.

Ser assertivo é muito mais eficaz do que ser passivo ou agressivo. No entanto, apesar de aumentar as chances, ainda assim não podemos determinar uma mudança na atitude da outra pessoa. Por isso, não deve-se basear sua assertividade no resultado que ela terá sobre o outro, mas sim, sobre como isso é uma boa maneira de você se expressar e não reter suas emoções (as quais podem ser somatizadas e causar inúmeros problemas de saúde).

O outro pode ser um espelho de nosso desconforto emocional

Fora a assertividade, há um outro ponto que gostaria de focar quando nos sentimos desconfortáveis frente aos comportamentos de outras pessoas. Podemos utilizar os outros como espelhos para nós, questionando tanto se temos atitudes parecidas ou ainda se fizemos algo que pudesse influenciar na ação desses.

É fácil apontar o dedo, criticar e/ou se desapontar quando alguém nos faz algo. Mas é difícil perguntarmos se em algum momento fizemos algo parecido com isso que nos incomoda.

Justamente esse comportamento percebido no outro, que nos causa tanto desconforto, não é por dizer algo a nosso respeito, ou será que nós mesmos não fazemos algo semelhante em outro contexto ou com outra pessoa?

Com essa reflexão podemos transformar um mal-estar em um aprendizado para nós, saindo da posição de vítima e passando para um papel ativo de agente de mudança.

Quantas vezes será que também magoamos, maltratamos, desrespeitamos outras pessoas? E... quantas vezes fazemos isso sem nem termos consciência do que estamos fazendo. Se nos sentimos destratados por que o outro também não se sentiria assim?

Se quisermos ser respeitados devemos respeitar os outros. Se quisermos que sejam gentis conosco, também devemos ser gentis. Se não queremos que levantem a voz conosco, falemos em voz baixa. Como o próprio ditado popular demonstra: devemos dar o exemplo e não somente falar ou criticar. Por isso mais do que você fala, perceba o que você faz.

Assumamos uma postura mais ética, cuidadosa, polida e amorosa e percebamos o resultado que ela tem no ambiente à nossa volta. Finalizo essa reflexão com uma belíssima frase de Gandhi, que justamente demonstra a ideia central desse texto: "Nos devemos ser a mudança que queremos ver no mundo."
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TODA CRIANÇA É UM MAGO - Augusto Branco

Quando crianças, nós não conhecemos limites. Num curto período de tempo, aprendemos a falar sem nunca antes termos falado coisa alguma. Aprendemos a andar com nossos membros frágeis para explorar o mundo sem nunca antes termos dado um um passo sequer. Aprendemos a observar, a reconhecer, a alegrarmo-nos, a sofrer, e continuarmos nossas experiências de explorações e descobertas.

Quando crianças, conseguimos tudo isso, sim, por que temos o apoio de todos que nos cercam, mas principalmente por que em nenhum momento nós pensamos que não somos capazes.

É como se movesse dentro de nós o Espírito do Mago, que conhece e domina todos os aspectos do mundo. O Mago sabe que tudo lhe é possível, por que tudo provém apenas de sua vontade. Assim, o Mago apenas deseja, quer, tenta e, irremediavelmente, consegue. Somos todos Magos quando crianças, mas aos poucos vamos perdendo nossa magia, entregando-a ao acaso toda vez que duvidamos de nós mesmos.

Então é preciso notar que para realizar maior parte da coisas que desejamos, precisamos recuperar a magia da infância, precisamos recuperar o Mago que há dentro de nós, e fazer valer a crença de que confiando exclusivamente em nós mesmos, podemos ultrapassar qualquer fronteira!

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