QUENTIN TARANTINO em 2 minutos e meio

A obra de Quentin Taratino já inspirou inúmeros cineastas e videomakers.



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MINHA COMPANHIA ME BASTA. NÃO É TRISTEZA, É INTROSPECÇÃO - Saulo Oliva


Por hoje não me importo que o tempo passe, que as horas avancem e que logo venha o anoitecer. Não tenho pressa de me ter como companhia, de me aconchegar no meu abraço e de sentir o meu calor. Faz tanto tempo que não me encontro, mas sei que é só me chamar que continuo bem-vindo. 

Até posso no início ficar um pouco tímido e embaraçado, mas não esquento porque sei que logo logo vou estar em casa.

Aí quando volto para o meu aconchego, fica tudo certo. Vem aquela calma que no meu silêncio só eu posso sentir. Tudo que está fora de mim vem cá pra dentro e o que está dentro vai para fora – aquela ideia que já estava ali parada faz tempo, aquela força que eu precisava para mais uma manhã de caminhada, inclusive o amor que fui adiando e escondendo lá no fundo, agora aparece e desabrocha.

Me dou conta que não preciso de muito, apenas de um momento comigo, calmo e sereno. Tudo que estava solto, começa a encontrar um novo lugar para se encaixar. E, de repente, me percebo inteiro, como de fato sou. 

Por hoje me basta estar inteiro com a minha companhia. Amanhã se eu me soltar, marco de novo um novo encontro.

ENTRE O LUXO E A JUSTIÇA - Andrè Comte-Sponville

Nascido em Paris, em 1952, André Comte-Sponville é autor de uma obra filosófica descomplicada e bastante popular na França e fora dela, na qual ele transita por temas clássicos, como o amor e a felicidade, e as urgências da vida contemporânea. Em um de seus livros mais célebres, O Capitalismo É Moral?, o filósofo discute a relação, ou melhor, a falta de relação entre ética e economia. Montaigne, Espinoza e Epicuro estão entre as maiores influências do filósofo.

André Comte-Sponville já foi professor da Sorbonne, mas hoje dedica-se exclusivamente a seus livros e às palestras que ministra.
Aqui, uma pequena conversa com o filósofo.

Para ter a consciência tranquila, há muita gente disposta a pagar mais caro por produtos menos agressivos ao ambiente. A moral se tornou um argumento de venda?
É um pouco mais complexo que isso. O que eu digo é que a economia não é moral. Isso não quer dizer que a moral não tenha qualquer relação com a economia, mas que essa relação passa exclusivamente pela consciência dos indivíduos. A prostituição, por exemplo, é uma troca de ordem comercial. Isso não quer dizer que ela seja moralmente inocente. Por outro lado, se você compra produtos com o selo "Comércio Justo", sua moral intervém na economia. Mas então não é o mercado que é moral, é você. A mesma coisa acontece com a dita onda ecológica. Há aí um fenômeno de moda, é claro, mas há também um problema de verdade, que é moral: que planeta queremos deixar para nossos filhos? Que a ecologia tenha virado um argumento de venda para as empresas, isso não impede que ela seja também uma exigência moral para os indivíduos!

Se todos pudessem ter os hábitos de consumo de um europeu médio, o resultado seria desastroso para o meio ambiente. A desigualdade é necessária para a manutenção do planeta?
Não é a desigualdade que é necessária. Se todos os seres humanos tivessem, por exemplo, o mesmo nível de vida de um africano médio, o planeta estaria muito melhor. O que é incompatível com a sustentabilidade do planeta não é simplesmente a igualdade, mas a igualdade na abundância e no luxo. Então será preciso escolher, em algum momento, entre o luxo e a justiça, entre a abundância e a sobrevivência. Esse é o problema do desenvolvimento sustentável, sem dúvida a questão política mais importante da atualidade.

A felicidade é um tema recorrente em sua obra. No que a filosofia pode ajudar na busca por ela?
Em primeiro lugar, ajudando a compreender o que ela é. E o que é a felicidade? É o contrário da tristeza. É preciso partir daí. Ora, e o que é a tristeza? Todo período, para um indivíduo, no qual parece impossível sentir-se alegre. Levantamos de manhã e sabemos que não nos sentiremos felizes nem uma vez durante o dia, às vezes acreditamos até mesmo que não nos sentiremos felizes nunca mais... Aqueles que passaram por isso conhecem o peso do horror, do desgosto, do sofrimento. E eles sabem também, por oposição, que a felicidade existe. O que é a felicidade? Certamente não é uma alegria contínua e estável. Isso não existe, é somente um sonho que nos afasta da felicidade. A felicidade é o contrário da tristeza: sou feliz quando tenho a sensação de que a alegria é imediatamente possível, que pode aparecer de um momento a outro, que ela talvez já esteja aqui, claro que não de maneira permanente, mas com essa facilidade, essa espontaneidade, essa leveza que torna a vida agradável. A felicidade não é algo absoluto, mas como é bom!

E o que pode fazer as pessoas se sentirem felizes?
Nenhum aspecto externo é suficiente: nem o dinheiro, nem o sucesso, nem o poder, nem a família, nem mesmo o fato de ser amado por fulano ou beltrano. A miséria, por exemplo, pode ser suficiente para a tristeza, mas todos sabem que ser rico nunca foi suficiente para ser feliz. A felicidade depende de uma disposição interior. Qual? A que os antigos chamavam de "sabedoria", e que nós poderíamos chamar, de forma mais simplificada, amor à vida. E eu estou dizendo "amor à vida", feliz ou infeliz, e não à felicidade. Qualquer um é capaz de amar a felicidade. Mas, se é a felicidade que você ama, você só estará contente com a vida quando estiver feliz, e quanto mais você for feliz, maior será seu medo de não o ser mais. Por outro lado, se você ama a vida, você tem uma excelente razão para viver e para lutar, mesmo quando a felicidade não está lá.

Na sua opinião, quais são hoje as grandes questões contemporâneas que devem aparecer na filosofia?
A maioria das grandes questões filosóficas são mais eternas que contemporâneas: a questão do ser, a de Deus ou de sua inexistência, a vida, a morte, a liberdade, o amor, a moral, o conhecimento, o tempo, a justiça, o poder, o trabalho, a felicidade, a sabedoria... o suficiente para ocupar uma vida! O que não impede o interesse pelas questões atuais. Em primeiro lugar, porque essas questões eternas devem chegar, hoje, a respostas que convenham à nossa época. E também porque há novas questões que surgem e que é preciso enfrentar. As principais me parecem ser a do desenvolvimento sustentável, da bioética e da globalização (sobretudo no aspecto cultural). Além disso, é preciso repensar a questão política: levar em conta o fracasso do marxismo, sem desistir, no entanto, de transformar a sociedade.

T.S. ELIOT - Crescimento Cultural

Como indivíduos, verificamos que o nosso desenvolvimento depende das pessoas que conhecemos no curso da nossa vida (essas pessoas incluem os autores cujas obras lemos e as personagens, tanto da ficção como da história).

O benefício desses encontros é devido tanto às diferenças como às semelhanças, tanto ao conflito como à simpatia entre pessoas. Feliz é o homem que, no momento oportuno, encontra o amigo adequado; feliz também o homem que, no momento adequado, encontra o inimigo adequado.

Não aprovo o extermínio do inimigo; a política de exterminar ou, como se diz barbaramente, liquidar o inimigo constitui um dos mais alarmantes desenvolvimentos da guerra moderna e, também, da paz moderna, do ponto de vista de quem deseja a sobrevivência da cultura. Precisamos do inimigo. Assim, dentro de certos limites, o atrito, não só entre indivíduos mas também entre grupos, parece-me necessário à civilização.

A universidade da irritação é a melhor garantia de paz. Um país dentro do qual as divisões tenham ido demasiado longe é um perigo para si próprio; um país demasiado unido - seja por natureza ou por intenção, por fins honestos ou por fraude e opressão - é uma ameaça para os outros.

ARTHUR SCHOPENHAUER - A Amizade Verdadeira e Genuína

Do mesmo modo que o papel-moeda circula no lugar da prata, também no mundo, no lugar da estima verdadeira e da amizade autêntica, circulam as suas demonstrações exteriores e os seus gestos imitados do modo mais natural possível. Por outro lado, poder-se-ia perguntar se há pessoas que de facto merecem essa estima e essa amizade.

Em todo o caso, dou mais valor aos abanos de cauda de um cão leal do que a cem daquelas demonstações e gestos.

A amizade verdadeira e genuína pressupõe uma participação intensa, puramente objectiva e completamente desinteressada no destino alheio; participação que, por sua vez, significa identificarmo-nos de facto com o amigo. Ora, o egoísmo próprio à natureza humana é tão contrário a tal sentimento, que a amizade verdadeira pertence àquelas coisas que não sabemos se são mera fábula ou se de facto existem em algum lugar, como as serpentes marinhas gigantes.

Todavia, há muitas relações entre os homens que, embora se baseiem essencialmente em motivos egoístas e ocultos de diversos tipos, passam a ter um grão daquela amizade verdadeira e genuína, o que as enobrece ao ponto de poderem, com certa razão, ser chamadas de amizade nesse mundo de imperfeições.

Elas elevam-se muito acima dos vínculos ordinários, cuja natureza é tal, que não trocaríamos mais nenhuma palavra com a maioria dos nossos bons conhecidos, se ouvíssemos como falam de nós na nossa ausência.

O DESEJO DE SER DIFERENTE - Sándor Márai

O desejo de se ser diferente daquilo que se é, é a maior tragédia com que o destino pode castigar o homem. O desejo de ser outro, diferente daquilo que somos: não pode arder um desejo mais doloroso no coração humano. Porque não é possível suportar a vida de outra maneira, apenas sabendo que nos conformamos com aquilo que significamos para nós próprios e para o mundo.

Temos de nos conformar com aquilo que somos e de ter consciência, quando nos conformamos, de que em troca dessa sabedoria, não recebemos elogios da vida, não nos põem no peito nenhuma condecoração por sabermos e aceitarmos que somos vaidosos ou egoístas, carecas e barrigudos - não, temos de saber que por nada disso recebemos recompensas, nem louvores. Temos de suportar, o segredo é isso.

Temos de suportar o nosso carácter, o nosso temperamento, já que os seus defeitos, egoísmos e avidez, não os mudam nem a experiência, nem a compreensão. Temos de suportar que os nossos desejos não tenham plena repercussão no mundo.

Temos de suportar que as pessoas que amamos, não nos amem, ou que não nos amem como gostaríamos. Temos de suportar a traição e a infidelidade, e o que é mais difícil entre todas as tarefas humanas, temos de suportar a superioridade moral ou intelectual de uma outra pessoa.
in 'As Velas Ardem Até ao Fim'.

IDENTIDADE - Mia Couto


Preciso ser um outro
para ser eu mesmo

Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta

Sou pólen sem insecto

Sou areia sustentando
o sexo das árvores

Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço.

IMPOSSÍVEL É NÃO VIVER - José Luís Peixoto

Se te quiserem convencer de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho.

Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos.

Além disso, é magnífico estragar a festa aos poderosos. É divertido, saudável, faz bem à pele. Quando eles pensam que já nos distribuíram um lugar, que já está tudo decidido, que nos compraram com falinhas mansas e autocolantes, mostramos-lhes que sabemos gritar. Envergonhamo-los como as crianças de cinco anos envergonham os pais na fila do supermercado. Com a diferença grande de não sermos crianças de cinco anos e com a diferença imensa de eles não serem nossos pais porque os nossos pais, há quase quatro décadas atrás, tiveram de livrar-se dos pais deles. Ou, pelo menos, tentaram.

O único impossível é o que julgarmos que não somos capazes de construir. Temos mãos e um número sem fim de habilidades que podemos fazer com elas. Nenhum desses truques é deixá-las cair ao longo do corpo, guardá-las nos bolsos, estendê-las à caridade. Por isso, não vamos pedir, vamos exigir. Havemos de repetir as vezes que forem necessárias: temos direito a viver. Nunca duvidamos de que somos muito maiores do que o nosso currículo, o nosso tempo não é um contrato a prazo, não há recibos verdes capazes de contabilizar aquilo que valemos.

Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhe que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz.

CARÊNCIA É A AUSÊNCIA DE SI - Andrea Pavlovitsch

Estava vendo na TV um destes casos de estelionato contra mulheres. Na reportagem falavam de um homem bem-apessoado, na faixa dos 40 anos e com uma lábia de dar inveja. Traços claros de psicopatia, como a ausência de sentimentos, delatou a psiquiatra forense convidada para falar sobre o caso. Ela também focou no perfil das vítimas, geralmente mulheres carentes. “A carência faz com que estas mulheres queiram agradar, se fazer necessárias. Por isso eles conseguem tirar delas o que querem”.Algumas só deram uma carga de celular, mas outras podem dar até a casa onde moram. Não é difícil encontrar este tipo de crime por aí e eu mesma já atendi algumas mulheres que acabaram caindo em golpes como esse. E sim, a culpa é da carência, concordo com a psiquiatra.

O problema é que a carência, como ela disse, funciona ao contrário. Achamos que carente é aquele que quer tirar tudo do outro. Que quer todo o carinho, toda a atenção, que seja visto 24 horas por dia. Isso não seria mais sinal de carência, mas de dependência. A carência mesmo é sempre a carência de dar. De dar carinho, afeto, ajuda. As pessoas carentes querem participar da vida do outro, fazerem-se presente a qualquer custo. Acabam sendo pessoas chatas, pegajosas, quando todo o intuito é sempre o de ajudar.

Mas porque as mulheres chegam neste ponto (sim, existem homem com esse perfil, mas são mais difíceis de encontrar)? Existe um forte traço genético, uma coisa que a mãe natureza colocou na mulher de cuidar da cria. Até aí, um lado meio materno até é justificável. Mas o maior problema é o traço cultural.

Mulheres são ensinadas a cuidarem de seus homens, custe o que custar. Se precisa mudar pra Zâmbia, lá estamos nós disponíveis para isso. É mais fácil uma mulher abrir mão de tudo para que o marido se destaque no trabalho, por exemplo (de novo, estou generalizando, que fique claro). Quando elas encontram um tipo que geralmente conta uma história de dor e sofrimento, são pegas como moscas na teia de aranha.

Mas o que é essa carência da mulherada então? É a ausência de si. É a carência de olhar para si mesma. Para a sua vida, de viver seus próprios sonhos, de ir para academia ou caminhar num parque, de fazer uma aula de mandarim ou só tirar um dia de descanso de verdade. Parar de achar que precisa dar conta da vida de todo mundo, principalmente dos filhos, e esquecer dela mesma. Essa distância que ela cria de si mesma gera a carência e uma ansiedade absurda que parecem que só poderão ser satisfeitas por um homem. Daí a atrair estes tipos é um passo. Mas não é só isso. A carência estraga também relacionamentos que tinham tudo para serem bom e duradouros. Criam uma necessidade gigante do outro e isso pode incomodar. Criam uma dependência, um “só vou se você for” que acaba sufocando o parceiro e gerando brigas desnecessárias e homéricas. Gera e causa ciúmes, medo e apreensões que tornam o relacionamento insustentável. Aí é mais uma frustração, mais uma fonte de alimentação para a própria carência.

Se você se identificou com isso, cuidado. Comece a cuidar disso agora. Procure um terapeuta, uma ajuda. Faça ou até volte a fazer as coisas que você gosta ou gostava. Mesmo que tenha pouco tempo, que trabalhe muito, priorize a você e as suas necessidades. É como dizem no avião, quando dão as instruções de segurança no voo: em caso de despressurização da cabine, primeiro coloque a máscara em você e depois nas crianças. Se você não estiver bem, nada vai andar direito. Não, não é egoísmo. É sobrevivência.

E ainda livra de predadores como os estelionatários psicopatas. Cuidar de si é amar o mundo e todas as pessoas que estão ao seu redor sentirão os resultados benéficos.

10 COISAS QUE VOCÊ APRENDE QUANDO VIVE UM RELACIONAMENTO SAUDÁVEL

Eu tive relacionamentos sérios antes de encontrar o meu noivo, com quem estou há anos. Antes eu pensava que era adulta e achava que sabia como ser uma grande amiga na relação. Entretanto, encontrar alguém com quem eu partilho uma ligação realmente séria me ensinou que nada que eu tinha experimentado antes era real.

O verdadeiro amor é muito diferente de um relacionamento casual – mesmo que esse relacionamento tenha durado anos (empurrado contra a data de validade já expirada).
Quando você está em um relacionamento bom e saudável você aprende coisas e age de forma diferente; você se comporta como parte de uma equipe, não como um indivíduo fazendo o seu caminho solitário através do mundo.

Você tem mais compreensão e aceitação de seu parceiro, ao invés de apenas ficar frustrado com ele, como pode ter acontecido nos relacionamentos passados.

Abaixo, 10 coisas que você aprende quando vive um relacionamento saudável. Essas dicas valem para homens e mulheres!

1. Os mal-entendidos são inevitáveis.
Desentendimentos acontecerão. Às vezes, o que você ouve, diz ou faz pode ser entendido de forma errada. Não fique frustrado por que seu parceiro não entendeu, você com certeza também aprontará dessas e, em alguns momentos, não entenderá o outro lado. Volte um passo para trás e preste atenção ao quanto esse assunto é importante. Desentendimentos só se tornam problemas se você deixá-los crescer. Dê um tempo, fale e, mais do que tudo, ouça antes de armar a tempestade. A resolução pode ser muito mais simples do que parece.

2. Aprende a confiar.
Você tem que confiar em seu parceiro. Por que você compartilha sua vida com alguém, se você pensa que essa pessoa está fazendo algo errado toda vez que você vira as costas? Se você não confia no seu parceiro, você não está em um bom relacionamento. Os melhores relacionamentos começam com uma profunda confiança e ela é uma grande chave para a continuidade deles.

3. Percebe que a autonomia também é importante.
Quando você está apaixonado, você quer estar junto da pessoa amada o tempo todo! Entretanto, quando você vai para locais de trabalho, escolas separadas ou passa mais tempo com a família, você tem experiências novas e nutre seus outros relacionamentos. Essa separação, além de saudável,  é necessária. Quando você sai com seus amigos e seu parceiro passa um  tempo com os dele, você tem tempo e espaço para si mesmo e volta para o outro revigorado e cheio de novos assuntos. Momentos separados ajudam você a realmente compreender o valor de seu relacionamento. Sentir falta é ótimo, assim você e o outro também se valorizam mais.

4. Aprende a estimular o crescimento e a mudança.
Em um bom relacionamento, ambos se encorajam a crescer e mudar. Você tem uma vida para viver – você deve explorá-la ao máximo! Se você quiser sair do seu trabalho e voltar a estudar, o seu parceiro deve apoiá-lo. Se você quer tentar algo novo ou voltar a algo velho, você deve encontrar apoio em seu relacionamento. E você deve dar esse apoio em troca. Incentive o seu parceiro a explorar hobbies e interesses. Se você quiser que seu parceiro  permaneça sempre o mesmo, vocês terão uma vida muito chata juntos.

5. Aprende que estar comprometido não significa que você é fraco.
Você sabe o quanto, em alguns momentos, pode ser difícil se comprometer? Você escolhe seu caminho por que ele parece certo e faz sentido para você. Seu parceiro não concorda com suas escolhas? Dê um passo para trás e analise seus argumentos diplomaticamente. Qual é a conclusão lógica? Se o seu parceiro está certo ou errado? Não tenha medo de concordar com ele quando for o caso. Comprometimento significa parar para ouvir, desenvolver a tolerância e analisar prós e contras de possibilidades de vida. Se um dos dois estiver mais certo que o outro, isso não deve ser o problema. O importante é que a solução seja a melhor escolha.

6. Aprende a admitir suas fraquezas.
Seu parceiro não espera que você seja um super-herói, e espera que você não espere isso dele! Somos todos humanos; todos nós temos falhas. Na verdade, para ter um relacionamento sério e estável, você precisa deixar suas fraquezas serem vistas. Se você mostrar quais são seus pontos fracos, há mais chances de que o parceiro seja mais sensível ao que te incomoda.

7. Às vezes, você só pode aceitar as coisas, não corrigi-las.
As pessoas têm um bagagem. Você tem a sua, e seu parceiro tem a dele. Você pode voltar e apagar tudo isso? Você poderia até querer, mas não pode! Você está preso e é fruto de sua história. Algumas coisas são mais fáceis de superar do que outras, mas a realidade é que, às vezes, você não pode consertar algumas delas. Você não pode simplesmente eliminar ou ignorar alguns problemas Você tem que aceitá-los e superá-los para poder seguir em frente.

8. Perdoar rápido e verdadeiramente.
Sempre que vocês tiverem uma briga, não se preocupe com quem ganhou ou quem perdeu. Apenas aprenda – a partir do que foi dito, tanto quanto da forma como foi resolvido. Depois que você aprender com as lições dessa briga, você pode aplicá-las em seu relacionamento para evitar problemas mais tarde. Parece fácil, mas dificilmente o fazemos! Perdoe o seu parceiro! Perdoe-se. A briga acabou, ficou no passado. Nunca alimente nada contra o seu parceiro, tente resolver com ele. Ressentimentos construirão um relacionamento em que você não vai querer ficar.

9. Nunca esperar nada.
Não espere que o seu parceiro leia a sua mente, traga café na cama ou se ofereça para lavar os pratos. Isso não vai acontecer. Você não pode esperar nada de ninguém – você tem que informar os seus desejos: comunique-se. Verifique se o seu parceiro sabe o que você espera do relacionamento, bem como as suas opiniões sobre uma grande variedade de questões.

10. Demonstrar seus sentimentos.
A pior coisa que você pode fazer em um relacionamento é jogar. Não provoque o seu parceiro; não “recompense” boas ações com amor e carinho. Você tem que ter certeza que seu parceiro sempre se sente amado. Você pode ser feliz com ele ou ficar bravo com ele – não importa – ele só precisa de se sentir amado. Ele precisa saber sobre os seus sentimentos. Mas, tenha certeza que você está mostrando seus sentimentos de uma forma que eles não serão mal-interpretados (volte para a primeira dica!)
Por Resiliência Humana

NEUROCIÊNCIA: VIVER O MOMENTO É FATO RARISSIMO

Escolhas passadas e a busca por boas recompensas
faz com que reavaliemos constantemente as decisões
a serem tomadas e nunca consigamos viver o momento.

No orgasmo, no parto e em outros raros episódios algumas pessoas “iluminadas” conseguem viver o exato momento em que ele está ocorrendo. Mas, somente se não houver mais nenhuma preocupação envolvida(como necessidade de conquista ou qualquer outro tipo de "jogo” humano) e se as condições paralelas forem quase perfeitas.

Fora essas quase “iluminações”, tentar "viver o momento”, pode ser impossível, de acordo com neurocientistas da Universidade de Pittsburgh, Dukle e Vanderbilt, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores chegaram a essa conclusão mapeando áreas do cérebro de macacos responsáveis pela tomada de decisões e pela avaliação de resultados. Concluiu-se, então, que a atividade cerebral é formada por pensamentos sobre o que já ocorreu e do que ainda está por vir. A pesquisa foi publicada no periódico científico Neuron.

Por que nossos pensamentos não são independentes um do outro? Por que nós não conseguimos apenas viver o momento? Para uma pessoa saudável, é impossível viver o momento. É agradável dizer que temos que aproveitar o dia e desfrutar a vida, mas nossas experiências anteriores são muito mais ricas do que isso e elas nos conduzem”, diz Marc Sommer, autor do estudo quando estava na Universidade de Pittsburgh e, agora, professor na Universidade de Duke.

Esta é a primeira pesquisa que avalia os sinais emitidos por neurônios associados à metacognição, que é a capacidade de monitorar e controlar a cognição, ou "pensar sobre pensar". “O cérebro tem que manter o controle das decisões e dos resultados que essas decisões produzem", diz Sommer. “Você precisa da continuidade do pensamento. Estamos sempre tomando decisões ao longo da vida, pensando em outras coisas. Acreditamos que isso ocorre de uma forma análoga ao processamento da memória.”

A tese de Sommer era a de que a atividade neural ligada à metacognição ocorria na mesma área responsável pela cognição em si — que é o córtex frontal, parte do cérebro ligada à expressão da personalidade, à tomada de decisão e ao comportamento social.

Mapeamento — Para comprovar sua teoria, Sommer e seus colegas estudaram neurônios em três regiões frontais do córtex de macacos vivos: o campo frontal dos olhos (responsável pela atenção visual e pelos movimentos dos olhos), o córtex pré-frontal dorsolateral (responsável pelo planejamento motor, organização e regulação) e a área suplementar do campo dos olhos (chamada de SEF, envolvida no planejamento e controle dos movimentos oculares rápidos e também ao monitoramento do desempenho, do conflito interno e da auto-recompensa).

Eles, então, submeteram os macacos a tarefas de tomadas de decisões visuais, que envolviam luzes piscando aleatoriamente e uma luz dominante, em um quadrado de papelão. Eles tinham que lembrar e mostrar onde a luz dominante aparecia e adivinhar se estavam corretos. Os pesquisadores observaram que todas as regiões mapeadas nesse processo estão relacionadas à tomada de decisões, mas que a atividade metacognitiva ocorria só na SEF.

Auto-recompensa — “O SEF é uma área complexa do cérebro relacionada com aspectos motivacionais do comportamento”, diz Sommer. “Se pensarmos que vamos receber algo de bom, a atividade neuronal tende a ser elevada no SEF. As pessoas querem as coisas boas da vida, e para continuar recebendo essas coisas boas, elas têm que comparar o que está acontecendo agora com as decisões tomadas no passado.”
A compreensão da consciência é um tema ainda a ser muito explorado pelos neurocientistas. Ao estudar a metacognição, ele diz, é possível examinar como um processo cognitivo influencia o outro.

Doenças neurológicas — Sommer acredita que o estudo poderá ser aplicado em pesquisas com pessoas com problemas mentais. “A esquizofrenia e a doença de Alzheimer estão relacionadas ao processo de formação do pensamento, que é constantemente interrompido. Eles têm dificuldade de manter um fluxo de pensamento e memórias de decisões tomadas para orientar o comportamento posterior, sugerindo um problema com a metacognição.”

O QUE ACONTECE NO MEIO - Martha Medeiros

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco, mas a que nos revela a nós mesmos.

Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

Que adultos se divertem muito mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

TEMPO É MUDANÇA - Walter Kaufmann

O tempo é a dimensão da mudança. Sem percepção da mudança, não há e não pode haver percepção do tempo. E as diferentes atitudes para com o tempo são corolários de diferentes atitudes para com a mudança. 

(...) Vive-se bem a vida em camaradagem com o tempo, vendo-o como ele é, respeitando as suas obras, inclusive a decadência e a morte, com o passado e com a história. A restauração é uma autodecepção e frequentemente um crime.

(...) O tempo é frequentemente destrutivo - como o são os escultores quando trabalham um bloco de pedra. Mas velhos rostos podem ser mais expressivos que rostos jovens, velhas paredes e esculturas mais ricas que as novas.
Walter Kaufmann, in 'O Tempo é um Artista'

ESCOLHER A FELICIDADE - Agostinho da Silva

Nem paz nem felicidade se recebem dos outros nem aos outros se dão.

Está-se aqui tão sozinho como no nascer e no morrer; como de um modo geral no viver, em que a única companhia possível é a daquele Deus a um tempo imanente e transcendente e a dos que neles estão, a de seus santos. Felicidade ou paz nós as construímos ou destruímos: aqui o nosso livre-arbítrio supera a fatalidade do mundo físico e do mundo do proceder e toda a experiência que vamos fazendo, negativa mesmo para todos, a podemos transformar em positiva.

Para o fazermos, se exige pouco, mas um pouco que é na realidade extremamente difícil e que não atingiremos nunca por nossas próprias forças: exige-se de nós, primacialmente, a humildade; a gratidão pelo que vem, como a de um ginasta pelo seu aparelho de exercício; a firmeza e a serenidade do capitão de navio em sua ponte, sabendo que o ata ao leme não a vontade de um rei, como nos Descobrimentos, mas a vontade de um rei de reis, revelada num servidor de servidores; finalmente, o entregar-se como uma criança a quem sabe o caminho.

De qualquer forma, no fundo de tudo, o que há é um acto de decisão individual, um acto de escolha; posso ser, se tal me agradar, infeliz e inquieto.

SÓ SE PODE SER FELIZ SIMPLIFICANDO - Florbela Espanca


Só se pode ser feliz simplificando, simplificando sempre, arrancando, diminuindo, esmagando, reduzindo; e a inteligência cria em volta de nós um mar imenso de ondas, de espumas, de destroços, no meio do qual somos depois o náufrago que se revolta, que se debate em vão, que não quer desaparecer sem estreitar de encontro ao peito qualquer coisa que anda longe: raio de sol em reflexo de estrelas.

E todos os astros moram lá no alto.

TODO MAL PROVEM NÃO DA PRIVAÇÃO MAS DO SUPÉRFLUO - Fernando Namora

 
Ser feliz é, afinal, não esperar muito da felicidade, ser feliz é ser simples, desambicioso, é saber dosear as aspirações até àquela medida que põe o que se deseja ao nosso alcance. Pegando de novo em Tolstoi, que vem sendo em mim um padrão tutelar, lembremos de novo um dos seus heróis, o príncipe Pedro Bezoukhov (do romance 'Guerra e Paz').

As circunstâncias fizeram-no conviver no cativeiro com um símbolo da sabedoria popular, um tal Karataiev. Pois esse companheirismo desinteressado e genuíno, esse encontro com a vida crua mas desmistificadora, não só modificaram o príncipe Pedro como lhe revelaram o que ele precisava de saber para atingir o que nós, pobres humanos, debalde perseguimos: a coerência, a pacificação interior, que são correctivos da desventura.

Tolstoi salienta-nos que Pedro, após essa vivência, apreendera, não pela razão mas por todo o seu ser, que o homem nasceu para a felicidade e que todo o mal provém não da privação mas do supérfluo, e que, enfim, não há grandeza onde não haja verdade e desapego pelo efémero. Isto, aliás, nos é repetido por outra figura de Tolstoi, a princesa Maria, ao acautelar-nos com esta síntese desoladora: «Todos lutam, sofrem e se angustiam, todos corrompem a alma para atingir bens fugazes».

A IMPORTÂNCIA DAS AVÓS PARA AS FAMÍLIAS - Dr. Fabio Ancona

 Vamos falar da importância das avós no desenvolvimento das crianças e das famílias: o homo sapiens vive mais do que os outros primatas graças às avós!

Há milhares de anos, elas passaram a ajudar na criação dos netos. Isso liberou as filhas para reproduzirem mais vezes, garantindo a supremacia do homem no planeta.

Casa de avó é recanto de carinho, muito carinho. A ideia é praticamente um consenso para a maioria das pessoas. Entretanto, o que pouca gente sabe é que os cuidados e a atenção das vovós pode ter sido muito mais importante do que se imagina.

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, pesquisam na tentativa de comprovar a “hipótese da avó”. É uma teoria existente desde 1997. Esta teoria defende que foi a presença das avós nas famílias que proporcionou uma situação favorável para que os seres humanos vivessem mais tempo do que os demais primatas.

“A função social da avó foi o primeiro passo para que nos tornássemos o que somos hoje”, defende a antropóloga Kristen Hawkes, uma das cientistas que propôs a tese há 15 anos.

De acordo com ela, o fato de adicionar os cuidados das avós ao grupo familiar foi o determinante para que a espécie humana conseguisse chegar ao tempo de vida humano atual.

Para se ter ideia da importância desse fato devemos pensar que, entre os primatas, as fêmeas de chimpanzés sobrevivem apenas mais 15 ou 16 anos após o início do período fértil (que acontece aos 13 anos). E as mulheres podem viver mais 60 anos após essa etapa, iniciada em torno dos 19 anos.

Famílias, aleitamento e desmame
De acordo com esta teoria, historicamente o aumento na expectativa de vida foi possível porque as matriarcas, a partir de um determinado ponto ainda impreciso no tempo, começaram a ajudar a alimentar os netos após o desmame.

Isso aliviou as mães, que puderam, então, interromper o aleitamento mais cedo e terem mais filhos em intervalos menores.

Quando os nossos ancestrais ainda viviam na floresta, após o desmame, os bebês encontravam opções de alimento por contra própria. “Quando a floresta começa a ficar mais escassa, eles migram para ambientes abertos, onde é mais difícil encontrar alimento”, explica Rosana Tidon, professora do Departamento de Genética e Morfologia da Universidade de Brasília (UnB).

As mães passaram, então, a gastar mais tempo e esforço para alimentar sua prole. Foi nesse momento que as avós surgiram como solução. Elas estavam por perto, já tinham passado da idade reprodutiva e passaram a atuar na alimentação dos netos. Nisso, elas liberaram suas filhas para terem mais filhos.

Além disso, as fêmeas ancestrais que viraram avós conseguiram passar adiante o patrimônio genético da longevidade para as gerações posteriores, o que contribuiu para que a expectativa de vida da espécie aumentasse.

Todos ganham
As duas ganham com isso: a mãe porque fica liberada para outras atividades e a avó porque, ao aumentar a capacidade de vida dos netos, acaba aumentando a sua própria aptidão de repassar as características da longevidade aos descendentes.

O outro fato maravilhoso, que tem ligação com este, e do qual falaremos depois, é que avós que se dedicam mais tempo aos netos têm menor incidência de doenças degenerativas da idade, como o Alzheimer! Aí são os netos cuidando dos avós!

7 MOTIVOS PARA TOMAR CAFÉ!

“A amizade é semelhante a um bom café; uma vez frio, 
não se aquece sem perder bastante do primeiro sabor.”
– Emmanuel Kant

Os amantes do café já sabem que a bebida traz benefícios para a saúde, tem um aroma único e é presença certa no nosso dia a dia. Mas, se por acaso você ainda não faz parte da lista dos fãs da bebida, separamos outros sete bons motivos para você mudar de ideia.  😉

1 – O café pode deixar você mais inteligente

Muitos estudos mostram que a cafeína pode melhorar o humor, diminuir o tempo de reação, melhorar a memória e também as funções cognitivas. A substância é capaz de bloquear os efeitos inibitórios no neurotransmissor adenosina e, com isso, aumenta a atividade dos neurônios e a liberação de outros neurotransmissores, como a dopamina – importante para a transmissão de impulsos nervosos – e a noradrenalina – que pode elevar a capacidade de atenção.

2 – Café pode reduzir o risco de Diabetes Tipo 2

Pesquisadores concluíram que o consumo habitual de café pode reduzir as chances de desenvolvimento da Diabetes Tipo 2 – uma redução de 23% a 67%, de acordo com as pesquisas.

3 – Café possui nutrientes importantes

Uma xícara de café pode conter, em média: 11% do valor diário recomendado (VDR) de Vitamina B5; 11% do VDR de Vitamina B2; 2% do VDR de Vitaminas B3 e B1; 3% de VDR de potássio e manganês; além de uma quantidade considerável de antioxidantes, que ajudam a preservar as células e retardam o envelhecimento.

4 – Café ajuda a queimar gordura

A cafeína ajuda a acelerar o metabolismo e eleva o uso de ácidos graxos, presentes nos tecidos gordurosos. E, por ser uma substância estimulante, pode melhorar a sua performance nas atividades físicas.

5 – Café pode reduzir chances de Alzheimer e Mal de Parkinson

O consumo diário de café pode diminuir em 60% as chances de desenvolvimento de Alzheimer e 32% a 60% as chances de Mal de Parkinson.

6 – Café pode preservar o seu fígado

A ingestão de até quatro xícaras de café por dia pode reduzir em 80% as chances de desenvolvimento da cirrose hepática, estágio em que grande parte do tecido do fígado está comprometida. O cafezinho também pode diminuir em 40% as chances de aparecimento de câncer de fígado.

7 – Café reduz a mortalidade

Ao reduzir as chances de desenvolvimento de Diabetes Tipo 2 e demais doenças mencionadas acima, o consumo de café pode aumentar a sua expectativa de vida.

E então, todos servidos de uma boa xícara de café?
Fonte: Hypescience

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TEORIA DO CARANGUEIJO - Julio Cortázar

Tinham construído a casa no limite da selva, orientada para o sul evitando assim que a umidade dos ventos de março se somasse ao calor que a sombra das árvores atenuava um pouco.

Quando Winnie chegava

Deixou o parágrafo no meio, empurrou a máquina de escrever e acendeu o cachimbo. Winnie. O problema, como sempre, era Winnie. Quando tratava dela a fluidez se coagulava numa espécie de

Suspirando, apagou numa espécie de, porque detestava as facilidades do idioma, e pensou que não poderia continuar trabalhando até depois do jantar; as crianças logo iam chegar da escola e ele teria que preparar o banho, fazer a comida e ajudá-las nos seus
Por que no meio de uma enumeração tão simples havia como um buraco, uma impossibilidade de continuar? Era incompreensível, pois tinha passagens muito mais árduas que se construíam sem nenhum esforço, como se de algum modo já estivessem prontas para incidir na linguagem. Obviamente, nesses casos o melhor era

Largando o lápis, pensou que tudo se tornava abstrato demais; os obviamente os nesses casos, a velha tendência a fugir de situações definidas. Tinha a impressão de estar se afastando cada vez mais das fontes, de organizar quebra-cabeças de palavras que por sua vez

Fechou abruptamente o caderno e saiu para a varanda.

Impossível deixar essa palavra, varanda.
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MICHEL FOUCAULT - O Poder do Discurso

Por mais que aparentemente o discurso seja pouco importante, as interdições que o atingem logo e depressa revelam a sua ligação com o desejo e com o poder. E o que há de surpreendente nisso, já que o discurso - como a psicanálise nos demostrou - não é simplesmente o que manifesta (ou oculta) o desejo; é também o que é o objecto do desejo; e já que - a história não cessa de nos indicar - o discurso não é simplesmente o que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo por que, aquilo pelo que se luta, o poder do qual procuramos apoderar-nos.
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JEAN JACQUES ROUSSEAU - Não há Felicidade Solitária


É a fraqueza do homem que o torna sociável; são as nossas mi­sérias comuns que levam os nossos corações a interessar-se pela humanidade: não lhe deveríamos nada, se não fôssemos homens. Todos os afectos são indícios de insuficiência: se cada um de nós não tivesse necessidade dos outros, nunca pensaria em unir-se a eles.

Assim, da nossa própria enfermidade, nasce a nossa frágil fe­licidade. Um ser verdadeiramente feliz é um ser solitário; só Deus goza de uma felicidade absoluta; mas qual de nós faz uma ideia do que isso seja?

Se algum ser imperfeito se pudesse bastar a si mes­mo, de que desfrutaria ele, na nossa opinião? Estaria só, seria mi­serável. Não posso acreditar que aquele que não precisa de nada possa amar alguma coisa: não acredito que aquele que não ama na­da se possa sentir feliz.

SERÁ QUE SUA FOME É EMOCIONAL?

A baixa auto-estima pode ser um dos principais empecilhos na hora de emagrecer. É o que defende Geenen Roth, autora do livro Liberte-se da Fome Emocional, já lançado no Brasil. Para ela, quem segue dietas por não gostar do corpo do jeito que está costuma criar hábitos que atrapalham a relação com a comida, como comer escondido ou tentar se punir após um exagero à mesa.


“O ser humano se gratifica com comida. Muito além de suprir nossa necessidade biológica, suprimos nossa necessidade emocional, nosso prazer”, explica a psicóloga Maria Luiza Rodrigues Meijome Piszezman, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Ela ainda ressalta que esse tipo de comportamento pode levar à compulsão alimentar. “Quando a pessoa não consegue distinguir a fome biológica de suas emoções e problemas, como um casamento frustrado, por exemplo, talvez seja necessário procurar ajuda profissional”, completa.

Para acabar com a tal fome emocional, Geenen Roth propõe um desafio simples: comer apenas quando o apetite realmente der as caras. Mais do que isso, a autora destaca que, dentre uma grande lista de alimentos saudáveis, deve-se optar pelo que mais apetece a pessoa. Isso porque quem não ingere o que quer acabaria exagerando justamente por não ter atendido seus desejos. A seguir, algumas estratégias para conseguir equilibrar emoções e fome.

Entendemos um pouco mais sobre a compulsão alimentar, com base no livro “Liberte-se da Fome Emocional”. Agora, aqui vão algumas táticas sugeridas pela autora Geenen Roth para quem pretende se manter no peso sem criar uma verdadeira batalha com o cérebro:
  • Coma sem distrações (TV, computador, celular) — desse modo, você realmente se concentra no alimento e não cria um vínculo entre seus hobbies e petiscos engordativos.
  • Sente-se para comer — assim, a refeição se transforma em um ato consciente e planejado.
  • Anote tudo o que comeu durante o dia e se estava com fome quando se alimentou — traçados os seus hábitos, fica mais fácil corrigi-los de maneira consciente e sem grandes dramas.

EU ME SINTO FORA DO MUNDO E QUERO VOLTAR A VIVER. – Edith Casal

Somente poucas pessoas não experimentaram essa sensação que poderia ser definida como “estar fora do mundo“. É um sentimento semelhante ao abandono ou ao ostracismo, uma condição onde nos sentimos desorientados e sentimos uma profunda dúvida sobre o próximo passo. É uma mistura de perplexidade e desânimo ou falta de força que nos impede de viver plenamente.

Isso geralmente acontece depois de grandes perdas ou rupturas, isto é, depois de uma grave crise na vida. Esse sentimento de não estar no mundo pode ser o resultado de uma dor não resolvida, mas também pode se agravar e se tornar uma condição de risco que leva à depressão grave ou a um transtorno mais sério. Portanto, nunca deve ser encarado com algo simples.

“Nesta vida, temos que morrer várias vezes para depois renascer. E embora as crises nos aterrorizem, servem para colocar um ponto final em um tempo e iniciar outro”.
 – Eugenio Trias –
  
Depois de um processo de assimilação que tem uma duração variável, chega o momento no qual a pessoa quer voltar para o mundo, quer voltar a viver normalmente. O problema é que, às vezes, não sabemos como.

Às vezes parece que estamos fora do mundo
Essas situações que provocam esse sentimento de estar fora do mundo muitas vezes estão relacionadas com a perda de algo ou alguém muito importante para a pessoa. Um exemplo clássico é a perda do emprego, especialmente se não há boas perspectivas para conseguir outro que seja equivalente ou preencha esse vazio.

Esta perda pode ser o início de um grande mal-estar, onde uma pessoa passa por fases de irritação, ansiedade, e até mesmo desespero. Se a situação não for resolvida corretamente, a insegurança e o pessimismo começam a “ganhar terreno” e, de repente, a pessoa pode desenvolver um comportamento autodestrutivo.

O mesmo ocorre quando há um rompimento ou a morte de alguém que você ama muito. A sensação é muito semelhante. Você se sente fora do mundo porque, de fato, o seu mundo, como era antes, não existe mais. E se o seu mundo não existe, é como se você não tivesse um lugar para ficar.

O marasmo de estar aí, sem estar
Os sofrimentos ou as crises não resolvidas nos levam a um certo distanciamento. Existem mecanismos inconscientes que nos fazem sentir culpa. No fundo, todos nós acreditamos que quando acontecem eventos negativos é porque fizemos algo errado ou alguma coisa ruim.

Estas situações também podem nos levar a nos sentirmos muito mais frágeis do que realmente somos. Nesses casos, não é raro que a pessoa perca a autoconfiança; corremos o risco de formar uma ideia equivocada sobre o que podemos ou não fazer.

A “queda do mundo” é um marasmo. Um estado de perplexidade onde não queremos ficar, mas de onde não sabemos como sair. E o mundo não é, e não voltará a ser, o que era antes. Como conseguir inventar uma nova vida, às vezes do nada, para seguir em frente?

Inventando novos caminhos para viver
No mundo, nada tem sentido por si só. Uma árvore é uma árvore e é você que decide se a verá como um obstáculo, como uma defesa, ou como algo que o encanta e atrai. O mesmo se aplica às situações mais abstratas, com as experiências e com as pessoas. É você que lhes dá o sentido que elas têm ou deixam de ter.

Às vezes temos que começar do zero para continuar vivendo. É uma situação assustadora, mas também pode ser uma grande oportunidade para construir e dar um novo significado a tudo que faz parte do seu novo mundo. Você pode preenchê-lo com a insegurança, culpas e medos, mas também pode, passo a passo, transformá-lo em uma realidade que está em um nível muito mais elevado do que a realidade anterior.

Como voltar a viver depois de estar fora do mundo? Precisamos agir da mesma forma que agimos com tudo o que é importante na vida: com humildade, perseverança e compromisso. Confie em si mesmo. Confie na sua capacidade de se levantar e seguir em frente. Se você está aqui lendo este artigo, é porque está procurando uma mudança. E se você busca, com certeza encontrará.



Deixe o seu coração falar, e não os seus medos ou os seus condicionamentos. Ouça o som mais genuíno que está dentro de você. Levante-se e siga em frente; corra atrás do que você deseja. Lembre-se do velho ditado que diz: “Quem sabe o que quer, encontra o como”.
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