OS 4 ESTÁGIOS DA VIDA DE ACORDO COM CARL JUNG

Ao percorrer essa jornada que é a vida, passamos por mudanças fundamentais. Algumas pessoas usam termos como “crise de quarto de vida” ou “meia idade” para definir onde é que achamos que estamos em nossas vidas ao longo do caminho. Para mim, não há destinos na vida. Há cerimônias com certeza, mas muitas vezes podemos voltar aos mesmos lugares que estávamos antes.

Isso é o que eu amo sobre as quatro etapas da vida do psicólogo suíço Carl Jung. Como ele os descreveu, esses estágios têm a ver com quem somos como pessoas e nossas motivações.

Eles não têm nada a ver com idade ou realização, e ao longo de nossas vidas, muitas vezes avançamos e retrocedemos nessas etapas. Como Jung disse uma vez: “Completamente despreparados, nós tomamos o passo na tarde da vida. Pior ainda, damos esse passo com a falsa pressuposição de que nossas verdades e nossos ideais nos servirão até agora. Mas não podemos viver a tarde da vida de acordo com o programa da manhã da vida, pois o que foi bom na parte da manhã será pequeno à noite e o que, pela manhã, era verdade, a noite se tornará uma mentira“.

O Atleta
O atleta é a fase em nossas vidas quando nos estamos a mais absorvidos. Há pessoas em nossas vidas que nunca chegaram a essa fase, ou muitas vezes voltaram para ela. Dos 4 estágios, esse tende a ser o menos amadurecido. Caracteriza-se por estar obcecado com nossos corpos físicos e aparência. Para um exemplo da fase de atleta, assista adolescentes passando por um espelho. A fase de atleta pode ser narcisista, crítica ou mesmo ambas.

O Guerreiro
Avançando em nossas vidas, alcançamos a fase guerreira. É aqui que começamos a assumir responsabilidades e a obter o desejo de conquistar o mundo. Bem, talvez não seja o mundo para alguns de nós, mas é quando nos tornamos mais orientados para objetivos. De repente, podemos ver os objetivos que queremos realizar e a vaidade da fase de atleta começa a desaparecer. A fase guerreira é realmente caracterizada pelas lutas em nossas vidas que o início da idade adulta pode nos lançar. A fase de guerreiro é também o estágio mais comum que as pessoas retornam ao longo de suas vidas quando precisam se “reinventar”.

A Declaração
Quando a fase guerreira em nossas vidas está chegando ao fim, nos encontramos perguntando: “o que eu fiz para os outros?” Seu foco se desloca de suas realizações pessoais para a realização de objetivos baseados no encaminhamento das vidas de outras pessoas. Este estágio é muitas vezes correlacionado com os pais, porque seu foco se torna proporcionar uma vida melhor para seus filhos e o que você precisa fazer. A fase de declaração para muitas pessoas é muito mais do que uma correlação com os pais e mais sobre deixar um legado ou uma pegada na vida. A fase de declaração é um momento para refletir sobre o que você realizou e como você pode continuar avançando – não apenas para você, mas para as outras pessoas em sua vida. No que diz respeito à maturidade, a fase de declaração é um enorme passo em frente, mesmo da fase guerreira.

O Espírito
O estágio final da vida é o estágio espiritual. Nesta fase, percebemos que somos mais do que acumulamos – seja dinheiro, amigos, bens, boas ações ou marcos na vida. Nós somos seres espirituais. Percebemos que somos seres divinos numa jornada de vida que não tem começo real nem fim. A fase espiritual é caracterizada por uma sensação de “sair da sua própria mente” e concentrar-se no que nos espera além de nossos seres físicos. O filósofo Lao Tzu propôs uma pergunta há mais de 2500 anos que descreve perfeitamente a fase espiritual: “” Você pode se afastar de sua própria mente e, assim, entender todas as coisas? Dando e alimentando, tendo sem possuir, agindo sem expectativas, liderando e não tentando controlar: esta é a suprema virtude “.
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NOSSA IMAGINAÇÃO PRECISA DA LITERATURA MAIS DO QUE NUNCA - Ligia G. Diniz

Nenhuma forma de arte ou objeto cultural 
guarda a potência escondida por aquele monte de palavras

Vamos partir de uma situação que grande parte de nós já vivenciou. Estamos saindo do cinema, depois de termos visto uma adaptação de um livro do qual gostamos muito. Na verdade, até que gostamos do filme também: o sentido foi mantido, a escolha do elenco foi adequada, e a trilha sonora reforçou a camada afetiva da narrativa. Por que então sentimos que algo está fora do lugar? Eu penso logo em Fim de Caso, do inglês Graham Greene, levado às telas por Neil Jordan.

Mas você pode pensar em Harry Potter, em Alice no País das Maravilhas, em qualquer um dos filmes baseados em romances do Cormac McCarthy. No meu caso, eu tinha a Julianne Moore no papel feminino principal, e com ela nada pode dar muito errado, né? Então, por que me senti um pouco traída e com uma sensação de que havia faltado alguma coisa?

O que sempre falta em um filme sou eu. Parto dessa ideia simples e poderosa, sugerida pelo teórico Wolfgang Iser em um de seus livros, para afirmar que nunca precisamos tanto ler ficção e poesia quanto hoje, porque nunca precisamos tanto de faíscas que ponham em movimento o mecanismo livre da nossa imaginação. Nenhuma forma de arte ou objeto cultural guarda a potência escondida por aquele monte de palavras impressas na página.

Essa potência vem, entre outros aspectos, do tanto que a literatura exige de nós, leitores. Não falo do esforço de compreender um texto, nem da atenção que as histórias e poemas exigem de nós – embora sejam incontornáveis também. Penso no tanto que precisamos investir de nós, como sujeitos afetivos e como corpos sensíveis, para que as palavras se tornem um mundo no qual penetramos.

É sempre bom ver Julianne Moore na tela... O problema é que ela, ali, toma o espaço que, de alguma forma, eu havia preenchido na narrativa quando a li.

Somos bombardeados todo dia, o dia inteiro, por informações. Estamos saturados de dados e de interpretações. A literatura – para além do prazer intelectual, inegável – oferece algo diferente. Trata-se de uma energia que o teórico Hans Ulrich Gumbrecht chama de “presença” e que remete a um contato com o mundo que afeta o corpo do indivíduo para além e para aquém do pensamento racional.

Muitos eventos produzem presença, é claro: jogos e exercícios esportivos, shows de música, encontros com amigos, cerimônias religiosas e relações amorosas e sexuais são exemplos óbvios. Por que, então, defender uma prática eminentemente intelectual, como a experiência literária, com o objetivo de “produzir presença”, isto é, de despertar sensações corpóreas e afetos?

A resposta está, como já evoquei mais acima, na potência guardada pela ficção e a poesia para disparar a imaginação. Mas o que é, afinal, a imaginação, essa noção tão corriqueira e sobre a qual refletimos tão pouco?

Proponho pensar a imaginação como um espaço de liberdade ilimitada, no qual, a partir de estímulos do mundo exterior, somos confrontados (mas também despertados) a responder com memórias, sentimentos, crenças e conhecimentos para forjar, em última instância, aquilo de faz de cada um de nós diferente dos demais.

A leitura de textos literários é uma forma privilegiada de disparar esse mecanismo imenso, porque demanda de nós todas essas reações de modo ininterrupto, exige que nosso corpo esteja ele próprio presente no espaço ficcional com que nos deparamos, sob pena de não existir espaço ficcional algum.

A imaginação entra em cena para ampliar as contradições, 
sem, contudo, tornar a experiência incoerente

Mais ainda, a experiência literária nos dá a chance de vivenciarmos possibilidades que, no cotidiano, estão fechadas a nós: de explorarmos essas possibilidades como se estivéssemos, de fato, presentes. E a imaginação é o palco em que a vivência dessas possibilidades é encenada, por meio do jogo entre identificações e rejeições.

Resta pensar por que é tão importante encenar possibilidades. Em primeiro lugar, como o escritor Bernardo Carvalho destacou recentemente, estamos vivendo uma confusão generalizada entre realidade e representação artística, em que esta última vem sofrendo sanções violentas, por se haver perdido a medida da diferença entre o real e a retomada desse real em obras artísticas. Carvalho inicia seu texto afirmando, muito acertadamente, que rejeitar ou proibir a representação ficcional do horror que há no mundo é sintoma de um desespero – o desespero causado pela impossibilidade de eliminarmos o horror real.

Além disso, diz ele mais adiante, recusar a legitimidade ou a existência de determinadas obras de arte denota o temor à ambivalência dos nossos próprios desejos, sentimentos e certezas.

Aprendemos desde cedo que, para que haja vida em sociedade, não podemos pôr em prática, na vida cotidiana, toda essa ambivalência. Um dos poderes da obra de arte é, precisamente, o de oferecer uma experiência cuja própria premissa é a existência de paradoxos – afinal, a ficção cria um mundo que, fora dela, não existe, mas no qual precisamos acreditar.

A imaginação entra em cena para ampliar as contradições, sem, contudo, tornar a experiência incoerente: estamos, agora, no domínio da associação livre e espontânea entre o que lemos, o que lembramos, o que sabemos e sentimos.

Idealmente, ao lermos uma obra literária, não caímos na confusão entre a realidade e a representação dela, e sim nos conectamos a uma realidade cotidianamente inacessível, por meio da interação entre o que o texto propõe e a nossa imaginação. Nesta, acessamos aqueles que somos, mas também aqueles que poderíamos ser – maravilhosos ou terríveis.

Há, ainda, outra defesa para a primazia da literatura como “disparadora” da imaginação. Para ela, recorro a uma história real, que se desenrola neste momento, na Universidade Stanford, uma das melhores do mundo e, além disso, localizada em meio ao Vale do Silício.

Lá, hoje se desenvolve boa parte das pesquisas científicas mais importantes sobre inteligência artificial – assunto, aliás, que até pouco tempo atrás só era central em obras de ficção científica (e nem me deixem começar a falar da imaginação de gente como Ursula Le Guin ou Philip K. Dick!)

Se aos cientistas cabem os esforços e a ambição virtualmente 
irrestritos de inventar o futuro, cabe a nós, das ditas humanidades, 
oferecer um terreno aberto de discussão sobre esse futuro

Em Stanford, encontramos uma dessas figuras que só um ambiente absurdamente privilegiado é capaz de produzir (e de que meritocracia nenhuma, sozinha, pode dar conta): o americano Sam Ginn está no terceiro ano de sua graduação, e irá se formar em ciência da computação e... em literatura comparada (desde 2014, a universidade oferece e incentiva a prática de dupla graduação em computação e em uma área das humanidades).

O principal interesse de Sam é na replicação artificial da consciência humana. E um dos principais autores que guiam a pesquisa dele não é um neurocientista ou um programador como ele próprio, mas o filósofo Martin Heidegger (ele fala sobre isso nesta entrevista incrível).

Vale contar, também, que, quando não está em sala de aula, Sam atua no laboratório de inteligência artificial da universidade, um trabalho pelo qual recebe, aos 20 anos, um salário que deixaria bastante felizes muitos pesquisadores brasileiros experientes.

No começo deste mês, em um evento em homenagem à obra de Gumbrecht, Sam lembrou a uma plateia formada por professores e pesquisadores de história, filosofia e literatura, que muitas elucubrações que sempre haviam sido do domínio da ficção hoje se tornaram objeto de pesquisas reais.

Disse ainda que, se aos cientistas cabem os esforços e a ambição virtualmente irrestritos de inventar o futuro, cabe a nós, das ditas humanidades, oferecer um terreno aberto de discussão sobre esse futuro. Esse terreno constituiria uma base não propriamente ética (o que seria um encargo que excede as nossas capacidades, por mais que alguns de nós se achem aptos a ele...), mas simplesmente humanista, no melhor sentido do termo: um espaço de debate não calcado em posições preconcebidas ou objetivos concretamente delimitados.

Entre os futuros imaginados por jovens como ele, Sam mencionou – provocando taquicardia em muitos, e em mim – a possibilidade concreta de uma existência em que a morte terá sido derrotada pela ciência. Se isso será bom ou ruim, não me cabe dizer. Sei apenas que a imaginação humana tem muito trabalho pela frente, e que nenhum esforço da literatura para despertá-la terá sido em vão.
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PESQUISA RELACIONA ANSIEDADE E INTELIGÊNCIA

Pessoas nervosas são mais inteligentes que as demais. A afirmação é polêmica e foi feita por cientistas do Suny Downstate Medical Center, em Nova York. Depois de examinar o QI de portadores de distúrbios da ansiedade, como síndrome do pânico, transtorno pós-traumático e medo de lugares fechados, a equipe do psiquiatra Jeremy Coplan concluiu que esses indivíduos têm um coeficiente de inteligência maior comparando-se ao restante da população. De acordo com os cientistas que participaram do estudo, nos humanos, inteligência e preocupação evoluíram juntas.

Além de testar o QI de 16 pessoas extremamente ansiosas, os pesquisadores realizaram o exame de imagem, que revela as conexões dos neurônios. Eles descobriram que os preocupados têm menor concentração de colina, um nutriente regulador do metabolismo presente na massa branca do cérebro. “A preocupação nos deixa mais alertas, algo que garante a sobrevivência. No processo evolutivo, a ansiedade, portanto, pode ter sido um benefício”, diz Coplan. “No cérebro dos indivíduos ansiosos que investigamos, além do QI mais alto constatamos que o metabolismo funciona de maneira diferente. Essas duas características — ansiedade e inteligência —, portanto, estão relacionadas”, diz.

O pesquisador, cujo estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, usa o exemplo dos judeus ashkenazi, conhecidos por ter uma inteligência bem acima da média da população. Oriundo da Europa, esse grupo étnico, ao qual pertencia Albert Einstein, sofreu perseguições intensas no último milênio, incluindo a inquisição espanhola e o Holocausto comandado por Adolf Hitler. “É um povo que, obviamente, passou por períodos sucessivos de ansiedade, onde a vida deles era constantemente colocada em risco. Essas pessoas têm uma mutação genética que resulta em uma doença devastadora, chamada de síndrome de Tay-Sachs. A mesma variante também pode estar ligada, segundo pesquisas recentes, a uma atividade neural mais intensa, o que leva ao aumento da inteligência”, afirma.

Crítica Especialista em distúrbios da ansiedade, a psicóloga Linda J. Metzger, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, tem sérias dúvidas sobre a conclusão do estudo de Coplan. “É certo que o medo foi importante na evolução da humanidade. Ainda hoje, sabemos que uma dose de preocupação é essencial para que as pessoas não se arrisquem demais. Daí a correlacionar a ansiedade extrema à inteligência, creio que são necessários estudos mais amplos”, diz. Ela lembra que o excesso de medo é um problema grave, com sérias consequências sociais e até econômicas. “As fobias fazem com que muitas pessoas percam sua vida produtiva e o tratamento desse problema requer gastos no sistema de saúde”, diz.

Coplan concorda que a ansiedade aguda é algo preocupante, mas defende seu estudo. “Preocupar-se pouco pode ser problemático também, tanto para os indivíduos quanto para a sociedade. Algumas pessoas são incapazes de reconhecer o perigo, mesmo quando ele é iminente, e creio que isso chega a ser algo pouco inteligente. Se pessoas assim assumem uma posição de liderança, elas acabam influenciando a população em geral, no sentido de acharmos que nunca há motivo para nos preocupar. Em algumas situações, como o estouro da bolha estatal que vivenciamos nos Estados Unidos, a falta de preocupação da sociedade teve consequências sérias”, argumenta.
Paloma Oliveto‏
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AS 5 CARACTERÍSTICAS QUE TODOS OS GÊNIOS TÊM EM COMUM

 O que faz um gênio ser um gênio? Essa é uma pergunta que temos nos questionado ao longo da história. Todo mundo aspira a alcançar a excelência em qualquer área que trabalhe, mas poucos conseguem obter o sucesso e, na maioria dos casos, não entendemos como a pessoa conseguiu obtê-lo. Até hoje nos questionamos como Picasso conseguiu manter a genialidade em todas as suas pinturas? Em que momento Einstein formulou a teoria da relatividade? De onde Stockhausen tirou tempo para compor todas as suas 363 obras?

A maioria das pessoas pensam que os gênios já nascem assim. Mas essa é uma visão muito simplista da realidade. É claro que o talento é importante na criação de um gênio, mas há outras características comuns a todos eles.

A seguir estão listadas as 5 características comuns a todos os gênios (Sem exceção):

1. Eles são analíticos e impulsivos:
Para desenvolver o seu livro, Criatividade, o professor Mihaly Csikszentmihalyi entrevistou cerca de 91 pessoas consideradas gênios de diversas áreas do conhecimento, incluindo 14 ganhadores do Prêmio Nobel. Uma das principais conclusões da pesquisa foi a de que as pessoas com mentes privilegiadas e que conseguem fazer coisas excepcionais têm dois elementos em comum: A curiosidade e a determinação. “Eles são simplesmente fascinados por seus trabalhos, embora existam outras pessoas mais inteligentes que eles, a vontade de realizar aquilo que se propuseram é o fator decisivo” diz Csikszentmihalyi.

2. A formação em si não é importante, mas sim a dedicação ao trabalho:
Costumamos associar o número de horas estudadas à excelência, mas estes fatores nem sempre estão relacionados. O professor da Universidade da Califórnia, Davis Dean Keith Simonton, realizou um estudo no qual analisou os expedientes de mais de 300 gênios nascidos entre 1450 e 1850, incluindo pessoas como Leonardo da Vinci, Galileu, Beethoven e Rembrandt. Ele demarcou o nível de educação que cada um havia recebido e comparou com os níveis de excelência em suas obras. Os resultados foram surpreendentes: Os gênios mais brilhantes eram aqueles cujo nível de ensino era médio: eles haviam recebido apenas o ensino secundário. O fato curioso é que esses gênios continuaram estudando de forma autodidata, além disso, eram totalmente fascinados pelos seus trabalhos, passavam a maior parte do dia dedicados a ele. Os gênios mais brilhantes eram aqueles que levavam sua paixão ao limite. A realidade é que sem esforço, o talento pouco importa.

3. São muito críticos com relação ao seus trabalhos:
Segundo o psicólogo Howard Gardner, os grandes gênios como Picasso, Freud e Stravinsky tinham um padrão semelhante de trabalho. Era baseado na tentativa e erro: eles primeiramente analisavam o problema, depois criavam uma solução e a testavam, se não funcionasse eles recomeçavam o processo, o que lhes proporcionava feedbacks constantes. “Os indivíduos criativos”, diz Gardner, ”empregam uma quantidade considerável de tempo refletindo sobre seus objetivos e pensando numa forma de obter o resultado desejado”. Os gênios geralmente são os mais metódicos.

4. Eles são abatidos, solitários e às vezes neuróticos:  
Os gênios estão o tempo todo pensando sobre o seu trabalho, isso pode trazer algumas desvantagens. Dedicar todo o seu tempo ao seu trabalho implica em um enorme sacrifício pessoal e um declínio em suas relações sociais. De acordo com Csikszentmihalyi a maioria dos gênios não são bons em cultivar amizades durante a adolescência, em parte porque “sua curiosidade e interesse são tão intensos que são considerados como estranhos pelos demais”. Algumas vezes a dedicação necessária para ser um gênio pode ser considerada como patológica. A entrega constante pode se tornar uma obsessão, os gênios nem sempre são pessoas felizes. Basta olhar para o ascetismo que  Freud atingiu, a solidão de Einstein, etc.

5. Trabalham por paixão, não por dinheiro:
Os verdadeiros gênios são apaixonados pelo seu trabalho, não se entregam por dinheiro ou alguma outra recompensa que não seja a própria paixão que têm por sua vocação. “Os artistas que se entregaram às suas obras simplesmente por paixão, produziram uma arte que tem sido socialmente reconhecida como superior”, diz o pensador e escritor Dan Pink em seu livro: “A surpreendente verdade sobre o que nos motiva”. Ao longo da história muitas mentes brilhantes nos deixaram pérolas na forma de frases que nos convidam a refletir sobre muitos aspectos da realidade.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO AJUDAM A LIDAR COM DEPRESSÃO, ANSIEDADE E ESTRESSE - Rachel Hauser Davis

A maioria dos proprietários de animais de estimação sabe como eles trazem alegria, mas muitos ainda desconhecem os benefícios físicos e mentais que acompanham o prazer de brincar ou se aconchegar com um bichinho de estimação, seja gato, cachorro ou até mesmo um passarinho.

Recentemente diversos estudos começaram a revelar cientificamente os benefícios do vínculo humano-animal. Por exemplo, a Associação Americana de Saúde do Coração recentemente ligou o convívio com animais de estimação, especialmente cães, com o risco reduzido de doenças cardíacas e maior longevidade.

Estudos também descobriram que:

– Donos de cães são menos propensos a sofrer de depressão do que aqueles sem animais de estimação.

– Pessoas com cães têm menor pressão arterial em situações estressantes do que aquelas sem animais de estimação. Um estudo descobriu que, mesmo quando as pessoas com hipertensão leve adotaram cães de um abrigo, a pressão arterial diminuiu significativamente em apenas cinco meses.

– Brincar com um cão ou gato pode elevar os níveis de serotonina e dopamina, o que acalma e relaxa.

– Donos de animais têm menores níveis de triglicérides e colesterol (indicadores de doença cardíaca) do que aqueles sem animais de estimação.

– Pacientes donos de cães que sofreram um ataque cardíaco sobrevivem por mais tempo do que aqueles sem cães.

– Donos de animais com mais de 65 anos fazem 30 % menos visitas a seus médicos do que aqueles sem animais de estimação.

A companhia de um animal de estimação também pode aliviar a solidão, e a maioria dos cães são um grande estímulo para o exercício saudável, o que pode melhorar substancialmente o humor e aliviar a depressão.

Como os cães podem ajudá-lo a fazer mudanças de estilo de vida saudável?
Adotar mudanças de estilo de vida saudáveis desempenha um papel importante em aliviar sintomas de depressão, ansiedade, estresse e transtorno bipolar, dentre outros. Cuidar de um cão, por exemplo, pode ajudá-lo a realizar mudanças de estilo de vida e ter uma vida mais saudável das seguintes formas:

– Aumentando os níveis de exercício. Levar um cachorro para passear, caminhar, ou correr é divertido e uma maneira de encaixar o exercício diário saudável em sua programação.

– Ajudando você a conhecer novas pessoas. Os cães podem ser um ótimo meio social para os seus proprietários, ajudando a iniciar e manter novas amizades. Os proprietários de cães frequentemente param e conversar entre si sobre passeios, caminhadas, ou outras atividades que podem ser feitas com um cão. Os donos também conhecem novas pessoas em lojas de animais, clubes e aulas de treinamento.

– Reduzindo os níveis de ansiedade. A companhia de um cão oferece conforto e ajuda a aliviar a ansiedade.

– Criando estrutura e rotina para o seu dia-a-dia. Os cães necessitam de uma programação de alimentação e de exercício físico regular. Ter uma rotina consistente mantém um cão equilibrado e calmo, e isso funciona para você também.

– Proporcionando alívio de estresse através de toques sensoriais. Toque e movimento são duas maneiras saudáveis ​​para gerenciar rapidamente o stress. Acariciar um cão reduz a pressão arterial e pode ajudá-lo rapidamente se sentir mais calmo e menos estressado.

– Perdendo peso, devido ao aumento no número de minutos de exercício por dia. Por exemplo, Pessoas que caminharam com cães andaram 30 minutos a mais em uma semana em comparação com pessoas sem cães. Outro estudo mostrou que pessoas que caminharam por 20 minutos cinco dias por semana perderam uma média de 6,5 kg por ano, sem alterar as suas dietas.

Os animais e os benefícios de saúde para os idosos

Ter um cão ou outro animal também pode desempenhar um papel importante no envelhecimento saudável:

– Com a idade, as pessoas se aposentam, os filhos vão morar longe, dentre outros acontecimentos. Cuidar de um cão pode trazer prazer e ajudar a aumentar a sua moral, seu otimismo e seu senso de autoestima. Escolher adotar um cachorro de um abrigo, especialmente um cão mais velho, pode adicionar ao sentimento de satisfação, sabendo que você deu um lar para um animal de estimação que poderia talvez ter sido sacrificado apenas por ser idoso.

– Estar conectado. A manutenção de uma rede social nem sempre é fácil à medida que as pessoas envelhecem. Aposentadoria, doença, morte e deslocalização pode levar uma pessoa a ter poucas pessoas em seu convívio, e fazer novos amigos pode ficar mais difícil. Os cães são uma ótima maneira para os adultos mais velhos conversarem e conhecerem novas pessoas.

– Impulsionar a vitalidade. Você pode superar muitos dos desafios físicos associados com o envelhecimento ao cuidar bem de si mesmo. Cães, e, em menor grau, gatos, incentivam brincadeiras, risos e exercício, o que pode ajudar a impulsionar o sistema imunológico e aumentar a sua energia.

Animais e adultos com doença de Alzheimer ou demência
Como parte da doença, os doentes de Alzheimer podem exibir uma variedade de problemas comportamentais, muitos relacionados com uma incapacidade de lidar com o stress.

Uma Pesquisa da Universidade da Califórnia concluiu que pacientes com Alzheimer sofrem menos estresse e têm menos explosões ansiosas se houver um cão ou gato em casa.

Os cães podem fornecer uma fonte de, comunicação não-verbal positiva. A interação lúdica e toque suave de um cão dócil e bem treinado pode ajudar a aliviar um doente de Alzheimer e diminuir o comportamento agressivo.

Em muitos casos, problemas de comportamento de pacientes são uma reação à resposta estressada do cuidador primário. Animais de estimação podem ajudar a aliviar o estresse dos cuidadores.

Os animais e os benefícios de saúde para as crianças
As crianças que crescem com animais de estimação não possuem apenas menos risco de alergias e asma, mas muitas também aprender a ter responsabilidade, compaixão e empatia ao conviver com um cão ou gato.

Ao contrário de pais ou professores, os animais de estimação não são críticos e não dão ordens. Eles são sempre amorosos e sua mera presença em casa pode ajudar a proporcionar uma sensação de segurança em crianças. Tendo presente cão pode ajudar a aliviar a ansiedade de separação em crianças quando a mãe e o pai não estão ao redor.

Tendo o amor e a companhia de um animal pode fazer uma criança se sentir importante e ajudá-la a desenvolver a auto-imagem positiva.

As crianças que estão emocionalmente ligados a seus animais são mais capazes de construir relacionamentos com outras pessoas.

Estudos também têm demonstrado que os animais podem ajudar a acalmar crianças hiperativas ou excessivamente agressivas.

Brincadeiras com cães e gatos pode, até ser uma porta de entrada para a aprendizagem para uma criança, estimulando a imaginação e curiosidade de uma criança. As recompensas de treinar um cão para executar um truque novo, por exemplo, podem ensinar às crianças a importância da perseverança. Cuidar de um amigo peludo também pode oferecer um benefício para uma criança: imensa alegria.

Animais e crianças com distúrbios de aprendizagem e outros desafios
Algumas crianças com autismo ou outras dificuldades de aprendizagem são mais capazes de interagir com animais do que pessoas. As crianças autistas muitas vezes dependem de sinais não-verbais de comunicação, assim como os animais fazem: aprender a se conectar primeiro com um cão ou gato pode ajudar uma criança autista em suas interações com as pessoas.

Animais de estimação também podem ajudar as crianças com dificuldades de aprendizagem a aprender a regular o stress e acalmar-se, tornando-as melhor equipadas para superar os desafios de sua doença.Ao brincar com um animal a criança permanece alerta e atenta durante o dia, e pode reduzir também o stress e frustração causados por alguma deficiência de aprendizagem.
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EM QUE MOMENTO NOS TORNAMOS NÓS MESMOS? - Jéssica Maes

Pare um pouquinho e faça uma comparação entre você mesmo há uma década, e a pessoa que você é agora. As chances são grandes de você achar que, uma década atrás, era alguém muito diferente, que não sabia nada sobre a vida e ainda tinha muito pelo que passar, e que hoje sim você se encontrou e este momento em que vive agora reflete o seu verdadeiro “eu”.

Mas e se fizermos este mesmo exercício de imaginação, só que projetando o futuro? Daqui a dez anos, será que ainda acharemos que nossa versão de 2014 representava a nossa real personalidade? Afinal, em que momento nos tornamos “nós mesmos”?

A equipe de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, decidiu ir a fundo no assunto. Quando o pesquisador Daniel Gilbert recrutou milhares de adultos para realizar este exercício mental, ele descobriu que as pessoas de todas as idades consideram que as suas personalidades, os valores que possuem e seus gostos evoluíram continuamente ao longo de suas vidas.

Agora imagine você mesmo daqui a dez anos. Se você for como os voluntários do estudo de Gilbert, a imagem que você tem na sua mente, hoje em dia, do seu eu futuro é uma pessoa com pouquíssimas diferenças em relação à pessoa que você é atualmente.

Gilbert e seus colegas Jordi Quoidbach e Timothy Wilson concluíram que as pessoas consideram o presente como um momento decisivo em que, finalmente, elas se tornam a pessoa que elas serão para o resto de suas vidas. Caso contrário, dificilmente alguém faria uma tatuagem, ou postaria uma foto do desenho no Facebook.

Esse fenômeno, chamado de “a ilusão do fim da história” (lembram-se da teoria de Hegel?), é generalizado, e pode levar ao que Quoidbach, atualmente professor na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, na Espanha, chama de decisões “abaixo do ideal”.

Para quantificar este efeito, os pesquisadores pediram a um grupo de participantes do estudo para citar o preço que estariam dispostos a desembolsar para adquirir o ingresso para um show de sua banda favorita, levando em consideração que o concerto só aconteceria dali a dez anos – uma forma de identificar o quanto eles esperavam que seu gosto musical permanecesse igual (ou não).

Um segundo grupo teve a tarefa de colocar um valor no ingresso, agora, para ouvir sua banda favorita de dez anos atrás, o que reflete o quanto os seus gostos já mudaram neste período de tempo. A diferença foi de 129 dólares (cerca de 308 reais), estipulados pelos membros do primeiro grupo, contra 80 dólares (191 reais), preço médio que o segundo grupo considerou gastar. Segundo os pesquisadores, é uma medida de quanto nós nos iludimos sobre a estabilidade de nossas personalidades e nossas preferências.

Em 1976, a jornalista estadunidense Gail Sheehy escreveu o livro “Passages” (traduzido para o português como “Passagens – Crises previsíveis da vida adulta” e lançado aqui no Brasil em 1979), um best-seller muito influente que versa sobre os diversos estágios da vida adulta.

Sheehy se lembra de ter entrevistado advogados na faixa dos 30 e início dos 40 anos que trabalhavam incessantemente, sem reservar tempo suficiente para passar com seus familiares e amigos e em detrimento da própria saúde. Já os profissionais em média dez anos mais velhos tinham uma perspectiva muito diferente sobre o que era importante para suas vidas. Se os viciados em trabalho soubessem que tipo de pessoa se tornariam no futuro, será que eles teriam gastado seu tempo de forma diferente, ou teriam dado preferência a outros aspectos da vida?

A FALSA LIBERDADE E A SÍNDROME DO “TER DE” – Lya Luft

Essa é uma manifestação típica do nosso tempo, contagiosa e difícil de curar porque se alimenta da nossa fragilidade, do quanto somos impressionáveis, e da força do espírito de rebanho que nos condiciona a seguir os outros. Eu tenho de fazer o que se espera de mim. Tenho de ambicionar esses bens, esse status, esse modo de viver – ou serei diferente, e estarei fora.

Temos muito mais opções agora do que alguns anos atrás, as possibilidades que se abrem são incríveis, mas escolher é difícil: temos de realizar tantas coisas, são tantos os compromissos, que nos falta o tempo para uma análise tranquila, uma decisão sensata, um prazer saboreado.

A gente tem de ser, como escrevi tantas vezes, belo, jovem, desejado, bom de cama (e de computador). Ou a gente tem de ser o pior, o mais relaxado, ou o mais drogado, o chefe da gangue, a mais sedutora, a mais produzida. Outra possibilidade é ter de ser o melhor pai, o melhor chefe, a melhor mãe, a melhor aluna; seja o que for, temos de estar entre os melhores, fingindo não ter falhas nem limitações. Ninguém pode se contentar em ser como pode: temos de ser muito mais que isso, temos de fazer o impossível, o desnecessário, até o absurdo, o que não nos agrada –  ou estamos fora.

A gente tem de rir dos outros, rebaixar ou denegrir nem que seja o mais simples parceiro de trabalho ou o colega de escola com alguma deficiência ou dificuldade maior.  A gente tem de aproveitar o mais que puder, e isso muitos pais incutem nos filhos: case tarde, aproveite antes! (O que significa isso?) A gente tem de beber em preparação para a balada, beijar o maio número possível de bocas a cada noite, a gente tem de.

A propaganda nos atordoa: temos de ser grandes bebedores (daquela marca de bebida, naturalmente), comprar o carro mais incrível, obter empréstimos com menores juros, fazer a viagem maravilhosa, ter a pele perfeita, mostrar os músculos mais fortes, usar o mais moderno celular, ir ao resort mais sofisticado.

Até no luto temos de assumir novas posturas: sofrer vai ficando fora de moda.

Contrariando a mais elementar psicologia, mal perdemos uma pessoa amada, todos nos instigam a passar por cima. “Não chore, reaja”, é o que mais ouvimos. “Limpe a mesa dele, tire tudo do armário dela, troque os móveis, roupas de cama, mude de casa.” Tristeza e recolhimento ofendem nossa paisagem de papelão colorido. Saímos do velório e esperam que se vá depressa pegar a maquilagem, correr para a academia, tomar o antidepressivo, depressa, depressa, pois os outros não aguentam mais, quem quer saber da minha dor?

O “ter de” nos faz correr por aí com algemas nos tornozelos, mas talvez a gente só quisesse ser um pouco mais tranquilo, mais enraizado, mais amado, com algum tempo para curtir as coisas pequenas e refletir. Porém temos de estar à frente, ainda que na fila do SUS.

Se pensar bem, verei que não preciso ser magro nem atlético nem um modelo de funcionário, não preciso ter muito dinheiro ou conhecer Paris, não preciso nem mesmo ser importante ou bem-sucedido. Precisaria, sim, ser um sujeito decente, encontrar alguma harmonia comigo mesmo, com os outros, e com a natureza na qual fervilha a vida e a morte é apaziguadora.

Em lugar disso, porém, abraçamos a frustração, e com ela a culpa.

A culpa, disse um personagem de um filme, “e como uma mochila cheia de tijolos. Você carrega de um lado para o outro, até o fim da vida. Só tem um jeito: jogá-la fora”. Mas ela tem raízes fundas em religiões e crenças, em ditames da família, numa educação pelo excessivo controle ou na deseducação pela indiferença, na competitividade no trabalho e na pressão de nosso grupo, que cobra coisas demais.

Dizem que devemos nos informar melhor, mas quanto mais informação, mais dúvidas; quanto mais abertura, mais opções; quanto mais olhamos, mais se expande a tela onde se projetam nosso desejos.

Nessa rede de complexidades, seria bom resistir à máquina da propaganda e buscar a simplicidade, não sucumbir ao impulso da manada que corre cegamente em frente. 

Com sorte, vamos até enganar o tempo sendo sempre jovens, sendo quem sabe imortais com nariz diminuto, boca ginecológica e olhar fatigado num rosto inexpressivo. Não nos faltam recursos: a medicina, a farmácia, a academia, a ilusão, nos estendem ofertas que incluem músculos artificiais, novos peitos, pele de porcelana, e grandes espelhos, espelho, espelho meu. 

Mas a gente nem sabe direito onde está se metendo, e toca a correr porque ainda não vimos tudo, não fizemos nem a metade, quase nada entendemos. Somos eternos devedores.

Ordens aqui e ali, alguém sopra as falas, outro desenha os gestos, vai sair tudo bem: nada depressivo nem negativo, tudo tem de parecer uma festa, noite de estreia com adrenalina a aplausos ao final.
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A CHANTAGEM EMOCIONAL

A chantagem emocional pode acontecer tanto na amizade quanto no âmbito familiar ou num relacionamento. O objetivo de um chantagista é conseguir manipular a outra pessoa e transformá-la em alguém que satisfaz os seus desejos. Às vezes, ela pode ser realizada de maneira tão sutil que o outro pode nem se dar conta de que está sendo manipulado.

Embora pareça mentira, uma pessoa que recorre à chantagem emocional é alguém inseguro e fraco. Precisa recorrer à chantagem para alcançar seus objetivos, já que não se vê capaz de conseguir as coisas de maneira saudável, ainda que aparente ser uma pessoa muito seguras.

A seguir, apresentamos 4 maneiras de chantagear e como fazer para não cair nesse tipo de manipulação.

1. Chantagem emocional por pressão ou ameaça
Este tipo de manipulação consiste em exercer pressão sobre outra pessoa, de tal maneira que a liberdade lhe é limitada. Se ela não fizer o que lhe é solicitado, há um castigo ou uma grande chateação posterior. O sentimento apresentado pela vítima diante dessa manipulação é o medo.

A típica frase dita pelos pais a seus filhos pequenos, “Se fizer isso de novo, vai ficar de castigo”, ou de alguém que diz a seu parceiro, “Se fizer isso outra vez, acabou tudo!”, são frases radicais nas quais, caso a ordem não seja acatada, haverá uma consequência posterior.

Como podemos nos defender deste tipo de chantagem emocional? Fazendo o chantagista ver que ele não é capaz de nos causar medo. Uma ameaça ou pressão sempre busca gerar medo e, assim, a vítima acaba obedecendo. No entanto, se não houver medo ou se fizermos a pessoa achar que não estamos sentindo medo, desmontamos a manipulação.

A resposta para uma ameça do tipo “Se fizer isso outra vez, acabou tudo” poderia ser “Sou livre para fazer o que eu quiser e se isso faz você querer me deixar, não posso fazer nada!”. O importante é fazer a pessoa ver que, em vez de aceitar a ameaça ou o castigo, somos capazes de enfrentá-lo, e nem por isso vamos mudar nossas ações.

2. Chantagem emocional que cria culpa
Consiste em criar um sentimento de culpa na vítima, fazendo-a acreditar ser uma má pessoa caso não obedeça. Frases como “Se você faz isso, é porque já não gosta de mim”, “Depois de tudo o que fiz por você, é assim que você me paga?”, “Se você me deixar, vou adoecer e não poderei suportar”, “Você me desapontou, pensei que você era uma boa pessoa”.

O que se busca com qualquer dessas frases é que o outro se sinta mal e culpado. Dessa maneira, a vítima poderia ser manipulada e consentiria em satisfazer o outro para não ficar “mal na fita”.

Como parar este tipo de chantagem emocional? Fazendo o chantagista ver que não nos sentimos más pessoas nem pensamos ser culpados das consequências que o cumprimento de tais ordens poderiam trazer.

Há casos extremos, como o da pessoa que diz “Se você me deixar, não quero mais viver”. Esse seria o exemplo mais delicado, pois não sentir culpa num caso como este é complicado, já que nos sentiríamos responsáveis pela saúde do outro. No entanto, a realidade é que cada pessoa é dona de sua própria vida e nós devemos viver em liberdade; não podemos estar presos a alguém por pena nem por culpa, pois, afinal, a vítima seria a pessoa manipulada e sofrendo pela chantagem emocional.

3. Confundir, distorcer
O chantagista tentará distorcer as situações até que possa se encontrar em um papel no qual tem razão; tentará se transformar em uma espécie de guia. Para poder manipular, ela saberá perfeitamente os pontos fracos da vítima, e fará com que esta última acredite que precisa de seus conselhos para poder ir por um bom caminho.

Chantagem emocional no relacionamento
Tratará de criar uma espécie de dependência em que o chantagista será a pessoa que tem a posse da verdade. Ela terá argumentos que podem sair por cima de qualquer situação, com a finalidade de fazer a vítima perceber que a salvação está em ignorar.

Como parar este tipo de distorção? Informando o manipulador que cada pessoa vê as coisas de maneira diferente e que nós, estando errados ou não, desejamos tomar a decisão que pensamos ser a melhor.

Assim, ainda que o chantagista tente fazer com que a vítima cometa um erro, podemos responder a ele que não nos importa que possamos cometer erros e desejamos tomar nossas próprias decisões.

4. Promessas positivas e presentes
Outro tipo de chantagem mais escondida, que nem mesmo parece uma chantagem, é a promessa de algo muito positivo caso realizemos os desejos do outro. Somos premiados ou presenteados com algo que desejamos muito, caso façamos o solicitado pelo chantagista.

Os pais costumam fazer isso com seus filhos, “Se você passar de ano, vou te dar uma bicicleta”, “Se você for visitar sua avó, compro doce pra você”. Se uma criança deseja muito uma coisa, é normal que ela faça o possível para conseguir o que quer.

Esse caso é positivo porque a ordem que os pais dão é positiva para a criança, mas há outros casos em que a ordem tenta enganar a vítima, como por exemplo, o caso de uma pessoa apaixonada que quer conquistar uma moça com problemas financeiros. O chantagista oferece algumas recompensas que sabe que convenceriam a vítima a sair com ele.

Possivelmente, conseguiria conquistá-la ao solucionar seus problemas, mas, ao final, ao perceber que seus problemas foram solucionados, a vítima perceberia que foi comprada e manipulada, já que, em momentos de desespero, a razão cai a 50%.

Outra forma parecida de chantagear é lembrar alguém dos presentes dados e das quantias que deve, como, “Você se lembra dos presentes que te dei? ,” Lembra daquilo que paguei para você? ”, é como dizer, de maneira sutil, “Te dei muitas coisas materiais e, por isso, você deve me obedecer.”

Como não ceder a este tipo de manipulação?
Lembrando o chantagista que cada pessoa é livre para pagar ou presentear o que quiser e nem por isso somos obrigados a devolver o favor.

Sempre, em qualquer tipo de relação, seja em uma amizade ou em um relacionamento amoroso, devemos estar à mesma altura do outro. Trata-se de uma troca, deve ser recíproco; no momento em que alguém quer ocupar outra posição, soa o alarme.

Ainda que alguém esteja passando por problemas, uma pessoa saudável ajuda de uma maneira dentro da normalidade, mas se alguém aproveitar para se colocar em uma posição de “herói” e deixar o outro como “vítima que precisa ser salva”, podemos acabar entrando em uma zona de manipulação.

Sinais para detectar um chantagista emocional
– Falar com eles é estressante porque mudam continuamente o assunto da conversa, vão mudando de estratégia e tentam confundir a vítima até que encontram o ponto fraco, onde sentem que podem manipular.

– Quando estamos frente a um manipulador, as sensações falam mais do que a razão. Devemos sempre observar nossas emoções; se nos encontrarmos frente a uma pessoa saudável, as emoções também serão saudáveis, mas se estivermos frente a um chantagista, é muito comum que nos sintamos incômodos, com mal estar, frustrados e indecisos. Por um lado, nossa mente pode perceber que algo não vai bem, mas, por outro lado, os medos e as chantagens que recebemos podem invalidar a razão e chegar a um momento em que nos sintamos incapazes de tomar decisões.

– Costumam se vangloriar de sua vida e de suas propriedades, já que buscam ser vistos como “heróis ou salvadores”. Por isso, as pessoas que possuem uma baixa autoestima são mais propensas a cair nas garras dos manipuladores, pois pode ser que elas os admirem em excesso.

– Querem ser aqueles que dominam as conversas e os que sempre têm razão; são pouco flexíveis e não sabem ouvir, falam muito mais do que ouvem.

– Não gostam de receber conselhos, já que consideram um insulto à sua inteligência.

– Mudam facilmente de humor já que, se conseguirem manipular, ficam felizes, mas se a vítima resistir, suas feições podem mudar em questão de segundos…

– Desejam anular a opinião do outro, fazendo com que apenas a sua seja válida e verdadeira.
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5 FRASES MUITO COMUNS QUE REVELAM QUE UM TRAUMA DE INFÂNCIA NÃO FOI SUPERADO

Traumas de infância são muito mais comuns do que gostaríamos de acreditar.

Uma série de estudos realizados por psicólogos da Duke University Medical School revelou que 78% das crianças relataram ter experimentado mais de uma experiência traumática antes dos 5 anos de idade. A partir dos 6 anos, 20% relataram experiências traumáticas, variando desde abuso sexual a negligência emocional, exposição a violência doméstica e perda traumática.

Pessoas que sofreram um trauma de infância também podem vir a desenvolver um transtorno de estresse pós-traumático complexo (PTSD-C), um problema caracterizado por dificuldades na regulação emocional, percepções distorcidas de abuso, dificuldades nas relações interpessoais e somatização.

No entanto, muitas vezes essas pessoas não estão conscientes de que têm um problema cuja origem se volta para a infância. Eles acreditam que deixaram seu passado para trás, mas isso os persegue inconscientemente.

Como um trauma da infância influencia na formação da identidade?
A formação de identidade é um processo complexo que ocorre ao longo da vida. A construção da identidade, incluindo o sentimento de ser suficientemente bom, a capacidade de integrar harmoniosamente emoção e razão, a consciência básica do estado emocional, sentir-se seguro e saber quem somos realmente, é afetada pelos traumas de infância. O que acontece é que a sobrevivência básica prevalece sobre o desenvolvimento equilibrado do “eu”.

Um trauma em tenra idade pode mudar o desenvolvimento do cérebro. De fato, sabe-se que um ambiente onde prevalece o medo e a negligência gera diferentes adaptações dos circuitos cerebrais, em comparação com um ambiente onde a criança se sente segura, protegida e amada. E o pior é que, quanto mais cedo essa angústia for vivenciada, mais os efeitos serão profundos e duradouros.

Portanto, muitas vezes a identidade de um adulto que sofreu traumas de infância está organizada em torno da necessidade de sobreviver e alcançar um nível básico de segurança em suas relações com os outros. Isso o leva a um ciclo vicioso no qual, por um lado, revive experiências desencorajadoras e traumáticas e, por outro lado, tende a evitar experiências orientadas para o crescimento.

Pessoas nessa situação identificam-se muito com um “eu traumático”, à custa de um sentido mais inclusivo e flexível de si mesmas. Eles se desprendem do seu ambiente e de si mesmos desde o início, como um mecanismo de sobrevivência, e podem permanecer desconectados de si mesmos durante a infância, adolescência e até mesmo na vida adulta, depois de saírem do ambiente tóxico. Na prática, eles continuam experimentando a necessidade de sobrevivência.

As frases que escondem uma “identidade traumática”

1. Perda da infância – “Eu não tive uma infância”
Quando as pessoas vivem uma infância particularmente angustiante, é bem comum que elas não consigam se lembrar dos primeiros anos de vida. Essas pessoas costumam dizer “eu não tive uma infância” ou “não me lembro muito de quando era criança”.

Eles podem se lembrar de alguns momentos particularmente vívidos, que são conhecidos como “memórias flash”, mas esses momentos não têm contexto, portanto não fazem muito sentido para a pessoa. É comum que não tenham uma história muito clara de si mesmos como crianças, até chegarem à adolescência ou até mesmo ao início da idade adulta.

No sentido autobiográfico, eles não têm o que é chamado de “narrativa coerente”, não conseguem falar sobre a sua história de vida seguindo um fio lógico. Na verdade, muitas pessoas até afirmam que sentem que sua infância foi roubada. E sem esse fundamento, a identidade do adulto está seriamente comprometida.

2. Perdeu parte de si mesmo – “Sinto que perdi alguma coisa”
Devido aos traumas de infância, as crianças geralmente reagem se desconectando de partes importantes de si mesmas para sobreviver, é um tipo de mecanismo de dissociação. Essas pessoas costumam dizer: “Sempre senti que falta algo, mas não sei o que é”.

O problema é que eles tendem a se desconectar de áreas sensíveis, ao mesmo tempo em que reforçam outras esferas, como uma medida de compensação para escapar do sofrimento emocional. Desta forma, uma criança com problemas em casa pode tentar se tornar um estudante modelo.

Mais tarde na vida, você pode descobrir que tem grandes habilidades em certas esferas enquanto outras permanecem completamente esquecidas, geralmente são aquelas ligadas a emoções, autoconhecimento e relações interpessoais.

3. Evitar-se – “Eu me sinto mal quando penso em mim mesmo”
Muitas das pessoas que sofreram traumas de infância dizem: “Eu não gosto de pensar em mim mesmo, isso só me faz sentir mal”. Esse sentimento é particularmente intenso quando o trauma está relacionado a pessoas importantes e importantes em sua vida, como pais ou irmãos.

O problema é que o exercício da introspecção, o ato de se aprofundar em si mesmo, torna-se um lembrete dessas experiências dolorosas, o que implica numa reconstrução da própria identidade, e muitas vezes é muito mais fácil escapar de si mesmo do que enfrentar problemas tão profundos.

Essas pessoas podem aprender a viver desconectadas de seu “eu”, mas isso geralmente os leva a comportamentos autodestrutivos ou à profunda insatisfação, porque eles realmente não sabem o que querem ou não conseguem construir um projeto de vida.

4. Relações destrutivas – “Sinto atração por pessoas que não me adequam”
Não é incomum que pessoas traumatizadas por seus pais ou cuidadores acabem estabelecendo amizades, relacionamentos românticos ou até mesmo vínculos de trabalho, que não são bons para eles. Eles costumam dizer frases como “Eu atraio pessoas que não me convém” ou “Eu tenho um ímã para pessoas que me machucam”.

O problema é que essas pessoas encontram pessoas que se encaixam na sua identidade traumática, mesmo que se esforcem para tomar decisões diferentes ou para que os outros o alertem que esses relacionamentos não sejam benéficos. Isso gera um ciclo vicioso de re-traumatização através da repetição do passado.

Como resultado, eles podem acabar cercados por pessoas emocionalmente indisponíveis, abusivas ou narcisistas, ou acabar tentando resgatar e “consertar” essas pessoas, assumindo o papel de “salvador“. É óbvio que essas pessoas querem encontrar alguém que possa proporcionar-lhes a estabilidade emocional que eles precisam, mas inconscientemente sentem uma “química” poderosa para o perfil do abusador psicológico .

Os traumas contínuos e os enganos, levam-nos a pensar que ” é melhor estar sozinho”. O despertar de relacionamentos destrutivos levou-os a assumir uma imagem pessimista dos outros, acreditando que eles sempre os ferirão.

5. Desconexão emocional da identidade – “As emoções são um obstáculo”
Quando os sentimentos não têm lugar na família de origem, as emoções são separadas da identidade. Se uma pessoa cresceu com frases como “chorar é para os fracos”, ou foi punido ou repreendido cada vez que expressou suas emoções, ela não poderá desenvolver um vínculo saudável com essa parte de seu “eu”.

As emoções continuarão presentes, embora muitas pessoas se apeguem à crença de que “não são emocionais”, ou de que “as emoções são apenas um incômodo”. É por isso que as emoções acabarão gerando confusão e caos, uma vez que essa pessoa não será capaz de reconhecê-las e gerenciá-las de forma assertiva, já que só aprendeu a escondê-las e reprimi-las.

O problema é que precisamos das emoções até mesmo para tomar decisões na vida. A desregulação emocional nos desconecta da nossa intuição, e pode nos levar a tomar decisões impulsivas e a prejudicar nossas relações com os outros.

Outros podem descrever um sentimento de anestesia emocional, uma vez que só conseguem experimentar uma gama limitada de emoções. Na verdade, muitas vezes apenas se referem a emoções vagas, como a frustração e o tédio, porque não aprenderam a reconhecer seus estados emocionais. Também é comum bloquear sensações como a insatisfação, até ampliar, como uma explosão de raiva contida.

Sem dúvida, as conseqüências dos traumas de infância na idade adulta são desencorajadoras. No entanto, a pessoa pode reconstruir sua identidade e refazer esse “eu” traumatizado. Isso implica em voltar ao passado para aceitar essas experiências dolorosas, para que elas possam ser integradas na história de vida e serem superadas.

Existem duas chaves fundamentais:

1. Compreender que agora estamos seguros e que não somos mais aquela criança assustada.

2. Suponhamos que, apesar de sermos adultos, é provável que continuemos a processar emocionalmente as experiências traumáticas como crianças. Perceber e assumir essas realidades é muitas vezes libertador.

Lembre-se de que sempre é possível reconectar-se consigo mesmo, mesmo que seja necessário remover várias camadas para reconstruir uma identidade mais saudável. Sem dúvida, é um processo difícil, e pode ser necessário recorrer à ajuda de um psicólogo, mas investir em si mesmo é o melhor que você pode fazer. Não é necessário continuar carregando o fardo do passado, de um modo que ele limite o seu presente e obscureça o seu futuro.
By Psiconlinebrasil
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