A PACIÊNCIA EVITA MUITA TRISTEZA E ATÉ DEPRESSÃO


A paciência é a virtude dos corações tranquilos, capazes de entender que ser prudente em um dia de raiva pode evitar cem dias de tristeza.

Muitas vezes, a tristeza continuada pode ser um gatilho para que a Depressão se inicie.

Ser paciente não é ser frágil nem covarde. Às vezes é muito melhor guardar silêncio e aquietar a raiva do que perder tudo em um momento de ira descontrolada. Porque a paciência é a virtude dos corações tranquilos, capazes de entender que ser prudente em um dia de raiva pode evitar cem dias de tristeza.

Todos já experimentamos momentos assim. De fato, às vezes habitamos o “epicentro” de entornos muito exigentes que colocam à prova a nossa capacidade de resistência e essa habilidade que devemos ter como bons gestores emocionais. A ira é como um gatilho que dispara quando perdemos o controle e que, longe de descarregar nossas emoções, costuma trazer efeitos secundários que ninguém deseja.

Aprenda a ser paciente, a acalmar a raiva, a amarrar a ira ao laço do entendimento e da compreensão para perceber que a raiva não soluciona nada, porque podemos perder tudo.

Na hora de falar dessas duas virtudes, que são o silêncio e a paciência, parece que estas dimensões se associam mais à passividade, a quem é incapaz de reagir. Não devemos vê-lo assim. O silêncio sábio que não agride e é paciente permite acalmar a mente para agir com maior equilíbrio, com mais assertividade e moderação.

Os bons gestores emocionais aprendem cedo que dois dos inimigos mais complexos com os quais devem lidar são sem dúvida a ira e a raiva. Além disso, eles se relacionam com diversas mudanças fisiológicas que intensificam ainda mais a sensação negativa e de ameaça. Por isso, na hora de controlar um inimigo, a melhor coisa é conhecê-lo.

Conhecendo um inimigo comum, a ira
Existem pessoas que se zangam com mais ou menos freqüência. A razão dessas diferenças individuais poderia ser explicada por um tolerância menor à frustração, ou inclusive por determinados indicadores genéticos.

A ira surge no nosso cérebro por causa de um leve desequilíbrio entre a serotonina, a dopamina e o óxido nitroso. Tudo isso pode fazer com que existam pessoas com maior tendência a explosões de ira e raiva.

Segundo um interessante artigo publicado no “The New York Times” pelo psiquiatra Richard Friedman, a ira pode se mostrar também como resultado de uma depressão encoberta.

Uma revolta não controlada, que não é racionalizada ou administrada de forma adequada, pode derivar em frustração e mal-estar. Quando a ira inunda o cérebro por causa do efeito dessa química neuronal acontecem diversas mudanças fisiológicas que vão incrementar ainda mais a emoção negativa. A raiva galopa de forma descontrolada.

Não devemos esconder a revolta, e nem deixar que se transforme em um ataque de raiva. É preciso compreendê-la e canalizá-la de forma adequada para que não asfixie, para que não machuque nem procure vítimas sobres as quais projetar a raiva.

Paciência, calma e conduta assertiva para tratar os aborrecimentos
Desconfie de alguém que diga que “ele ou ela não fica bravo nunca”. Todos passamos por injustiças, ouvimos palavras tolas e comentários tão injustos quanto ofensivos. Agora, antes de deixar que a irritação atue como o isqueiro que acende o fogo da raiva, é preciso refletir alguns momentos sobre estas dimensões.

Dê um nome ao que o aborrece. Não fique só com as sensações, com esse desconforto que fica virando o estômago e trava a sua mente. Descreva em palavras concretas o que o incomoda.

Procure a calma por alguns instantes, feche-se no seu “palácio de pensar”. É um espaço tranqüilo e sereno que só pertence a você, visualize um lugar onde você deixe de fora a raiva e as emoções negativas para se trancar com “a razão”. Pense agora qual é a melhor opção diante da aquilo que o incomoda.

Expresse de forma assertiva a razão da sua chateação. De nada serve “engolir” aquilo que nos prejudica, porque os aborrecimentos não se guardam sob a cama, se expressam em forma de palavras respeitosas para evidenciar com clareza o que nos fere, o que não queremos.

Controle, reestruture e mude de cenário. Uma das melhores formas de administrar a revolta e a raiva é controlar aspectos como a respiração ou inclusive os processos mentais capazes de potencializar ainda mais a emoção negativa. Não procure culpados, desligue o ruído mental e os pensamentos irracionais.

Às vezes uma coisa tão simples como caminhar, respirar fundo e procurar um ponto visual no horizonte para descansar a mente e desligar o interruptor da irritação pode nos salvar de todos esses alfinetes externos que tanto abundam no dia a dia. 

É preciso se lançar no mundo com o coração tranquilo, conhecendo os próprios limites, e sabendo que haverá momentos ruins, sem dúvida, mas os bons momentos abundam mais e são a nossa razão de ser…
Por Valéria Amado





REGINA BRETT - 45 LIÇÕES QUE A VIDA ME ENSINOU

 

Pesquisamos sobre a autora deste texto que corre pela internet.
 Descobrimos que ela não tem 90 anos de idade e, sim, 63 anos. 
O que não altera em nada o conteúdo de suas idéias.

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É o texto mais solicitado que eu já escrevi.
Meu hodômetro já passou dos 90 anos(em maio de 2011)*, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa;
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno;
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém;
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Cultive suas relações com seus amigos, familiares e seus pais, pois são eles que, com certeza, cuidarão de você quando você precisar;
5. Partilhe seus bens, dons e talentos, porque tudo que você der receberá voltará;
6. Você não tem que vencer todas as discussões. Concorde para poder discordar;
7. Chore com alguém. É muito melhor do que chorar sozinho.
8. Pode ficar bravo com Deus. Ele suporta isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar seus filhos verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, nunca aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é o quanto você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se colocássemos nossos problemas em uma caixa e pudéssemos troca-los pelos dos outros, vendo-os como eles realmente são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não vem embrulhada nem com um laço, mas ainda assim é um presente."
*Regina Brett escreveu este artigo em Maio de 2006, quando acabara de completar 50 anos de idade.

 

A EMOÇÃO DE COMPOR UMA MÚSICA ESPECIAL - Edmir Silveira

 

A emoção de compor uma música é uma das mais prazerosas que existem. Compor uma música pode acontecer de várias maneiras.

Uma música pode ser feita para atender a uma encomenda comercial. Para um filme, para uma novela, um jingle para produtos ou serviços. Um sertanejo universitário produzido em série...

Mas, existem certas músicas que tem alma própria. Desde que nascem. Já nascem estreando em alto estilo, estrelas com brilho próprio. 

Todos os músicos, que também compõe, sabem exatamente do que estou falando. Existem músicas que chegam sem pedir licença e se aproveitam da gente para nascer. Do nada. De Tudo.

Às vezes nascem de um só músico, outras em parcerias fantásticas, telepáticas.
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Hoje, foi assim. Sem que ninguém esperasse. No meio de um ensaio, onde 3 músicos que se conhecem e tocam juntos há décadas estavam tocando.

Dois começaram a tocar, na metade do ensaio, enquanto o terceiro reafinava seu instrumento. 

A música surgiu instantaneamente, brotando dos dois. Completa,já arranjada, perfeitamente sincronizada do começo ao fim. Todas as nuances, a harmonia, a melodia, a combinação de notas, tempo, ritmo e dinâmicas. Nasceu andando e falando. Doce, linda e segura, sem vacilos, sem receios. Mágica, inexplicável.

Não sei qual de nós dois começou a tocar primeiro. Não trocamos sequer um olhar, um aceno ou expressão durante a execução/composição da música. Absolutamente sincronizados nas intenções, nos silêncios.

O terceiro músico teve uma sensibilidade musical fantástica. Apenas fez silêncio e observou. Teve a extrema sensibilidade de perceber o momento. O silêncio é fundamental para a música.

O prazer de compor uma música inesperada é inexplicável.

A primeira de Flóris foi inesquecível.  

 

JEJUM FAZ CÉLULAS SE COMEREM; E ISSO AS RENOVA, DIZ NOBEL DE MEDICINA.

 

Não é dieta ou regime. Os cientistas estão pesquisando como o jejum ou o corte radical de calorias pode promover o aumento da expectativa de vida. A alimentação equilibrada e rica em nutrientes é fundamental para uma boa saúde. Porém, já é sabido que a privação de alimentos de forma controlada pode ativar mecanismos de autodefesa das células que garantem a elas maior longevidade. É isso que se traduz em benefícios para todo nosso organismo.

Tudo por causa da autofagia. Ela é um mecanismo importante de autolimpeza que existe em todas as células de nosso corpo. Os genes que regulam essa reciclagem de organelas velhas ou malformadas foram identificados por Yoshinori Ohsumi, ganhador do Nobel de medicina deste ano.

Yoshinori Ohsumi ganhou o Nobel graças a suas descobertas sobre a autofagia, um processo de reciclagem celular.

A redução da autofagia leva ao acúmulo de componentes danificados, o que está associado à morte das células e ao desenvolvimento de doenças. Assim, manter o mecanismo ativo seria uma forma de prevenir problemas futuros.

A autofagia é ativada quando a célula está em situações de estresse. Por exemplo, quando o indivíduo fuma um cigarro ou deixa de se alimentar. Para sobreviver, a célula passa a "comer" partes internas, degradando tudo o que tem de ruim. Quanto mais o mecanismo funciona maior a faxina interna.

“A autofagia não fica ativa o tempo todo. 
Mas a restrição de nutrientes é uma forma de burlar isso"
Luciana Gomes, pesquisadora do Laboratório de Reparo de DNA da USP

"O jejum induz a autofagia, isso é sabido. Também sabemos que a autofagia induz a longevidade. A busca agora é entender a conexão entre a autofagia ativada pelo jejum e a longevidade das células", explica Soraya Smaili, professora livre-docente da Escola Paulista de Medicina. Segundo ela, a maioria dos estudos feitos até hoje foi com animais.

Comer menos calorias também pode aumentar longevidade
Outra forma de ativar a autofagia e propiciar benefícios para o organismo é com a restrição do consumo de alimentos. Para funcionar, a redução de calorias ingeridas deve variar entre 20% e 60%, de acordo com as pesquisas. "Não é o jejum, é a diminuição prolongada de consumo de nutrientes. A autofagia é aumentada", explica Luciana Gomes. A redução ocorreria principalmente no consumo de carboidratos e proteínas.

Contudo, se a privação de nutrientes for muito longa, os efeitos passam a ser negativos. Nesse caso, a célula poderia começar a degradar componentes bons, que funcionam. O ideal seria conseguir estimular a faxina interna em tempo certo, sem excessos. Para isso, os cientistas pesquisam qual seria o tempo de jejum e o nível de redução calórica que garantiriam os efeitos benéficos sem causar prejuízos.

Smaili diz que há estudos feitos em humanos que mostram que o jejum, se bem conduzido e monitorado, traz benefícios a longo prazo. "Não é um jejum prolongado. É de 12 e no máximo 24 horas. E pode ser específico, de alguns nutrientes, como carboidratos e proteínas", afirma.

Durante o jejum, seria importante manter o consumo de água e de sais, para não provocar aumento da pressão arterial ou desidratação. Um soro pode cumprir essa função. E o jejum só poderia ser feito por pessoas saudáveis.

Fazer jejum ou reduzir alimentação, o que você prefere?
Para garantir o aumento da expectativa de vida a longo prazo, o jejum precisaria ser feito de forma periódica. "Não adianta fazer um hoje e outro no ano que vem", diz a farmacóloga da Unifesp.

Já a redução calórica precisaria ser permanente para produzir efeitos. "Como é difícil ter essa disciplina, surgiu a busca para confirmar se jejum intermitente conseguiria levar aos mesmos efeitos", complementa a biomédica da USP.

As pesquisas existentes ainda não possuem resultados que permitam traçar uma indicação de frequência do jejum.

Quanto à restrição calórica, Gomes explica que em testes com animais os melhores resultados ocorreram entre os que foram mantidos em restrição calórica desde o nascimento. O aumento da expectativa de vida chegaria, nesses casos, a 30%.
 

CRESCER - Edmir Silveira


 

Temos ódio de nossos sonhos de criança, são eles que nos impõe todas as desilusões. E, quando elas acontecem, e não sabemos lidar adequadamente com os sentimentos que as decpeções nos impõe, nos distanciamos de nós mesmos, às vezes tanto, que nos tornamos ninguém. 

Apenas seres sem sonhos, buscando os sonhos que não têm
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Somos o que sonhamos. Somos o que sentimos. Somos o que amamos. Eternas crianças com uma enorme capacidade de amar, sorrir e sonhar. Ansiosos, por dividir nosso amor, nossos sorrisos, nossos medos e nossos sonhos.  

Podemos agir como nossos próprios anjos, ou como os demônios que tememos. Nos assombrando, e aos outros, eternamente.
 

UMBERTO ECO – FRASES E PENSAMENTOS

 O grande escritor e filósofo italiano Umberto Eco já nos deixou. Essa mente maravilhosa, de pensamento e estilo distintos, deixou um grande legado emocional e intelectual tanto para os seus seguidores contemporâneos quanto para aqueles que se identificarão com os seus pensamentos no futuro.

É um consolo poder desfrutar de suas criações, como “O Nome da Rosa”, “O Pêndulo de Foucault”, “O Número Zero” ou “O cemitério de Praga”. Foi “O nome da Rosa”, publicado em 1980, que lhe trouxe muita popularidade. É uma obra prima que narra uma história de mistério, lendas e intrigas da Idade Média italiana.

Era um crítico da vida moderna, das redes sociais, da cultura e do jornalismo; e sua paixão por escrever e incentivar o pensamento crítico o levaram a ser considerado uma das mentes mais brilhantes da Europa no último século.

Algumas frases de Umberto Eco
Sua história de vida, cheia de sucessos e reconhecimentos, nos deixou grandes pensamentos para refletirmos e nos lembrarmos dele. Por isso acreditamos que repassar algumas das suas célebres frases seja uma bela homenagem. Aqui estão algumas delas:

“As redes sociais nos dão o direito de falar com uma legião de idiotas que anteriormente só falavam em uma mesa de bar depois de um copo de vinho, sem prejudicar ninguém. Eles eram rapidamente silenciados, mas agora têm o mesmo direito de falar do que um Prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis”. (Eco para o diário La Stampa).

“O mundo está cheio de livros preciosos que ninguém lê”.

“Os livros não são escritos para que acreditem neles, mas para serem submetidos à investigação. Quando gostamos de um livro, não devemos perguntar o que ele diz, mas o que significa”. (O Nome da Rosa).

O que é a filosofia? Desculpem o meu conservadorismo, mas não consigo encontrar uma resposta melhor do que a definição que Aristóteles deu para a metafísica: uma resposta a um ato assombroso”.

“Quando os homens deixam de acreditar em Deus, não significa que eles não acreditam em nada, mas que eles acreditam em tudo”.

“A sabedoria não é destruir os ídolos, mas nunca criá-los”.

“O amor é mais sábio do que a sabedoria”.

“Nada é mais prejudicial para a criatividade do que o furor da inspiração”.

“O verdadeiro herói é um herói por engano. Ele sonha em ser um covarde honesto como todos os outros”.

“Os monstros existem porque fazem parte de um plano divino, e nas características horríveis desses monstros revela-se o poder do criador. (O Nome da Rosa).

“Todos os poetas escrevem poesias ruins. Os maus poetas as publicam, os bons poetas as queimam”.

“Não são as notícias que fazem o jornal, mas o jornal que faz as notícias, e saber juntar quatro notícias diferentes significa proporcionar ao leitor uma quinta notícia”. (Número Zero).

“Hoje, quando afloram os nomes dos corruptos e fraudadores e sabemos mais, as pessoas não se preocupam com nada e só vão para a cadeia os ladrões de galinhas albaneses”. (Eco para a agência Efe).
  
O Nome da Rosa, de best-seller literário a grande sucesso cinematográfico

Foi o romance de ficção “O Nome da Rosa” que conseguiu lançar Umberto Eco para o mais absoluto estrelato literário. Na verdade, o impacto de suas vendas levou Jean-Jacques Annaud e um grupo de produtoras ítalo-franco-alemãs a levar para as telas do cinema as aventuras detetivescas do franciscano Willian de Baskerville, interpretado por Sean Connery.
 

REALIZANDO TERAPIA EM SI MESMO: AUTOCONHECIMENTO E AUTO-REALIZAÇÃO

 

Por que tantas pessoas não conseguem florescer? E o que podemos fazer em nossa própria vida para garantir que não sucumbamos aos estados de apatia, auto-sabotagem e medo que abundam na vida da massa de homens? 

Em uma série de livros, a psicanalista Karen Horney, do século 20, explorou a ideia de que muitas pessoas minam seu próprio bem-estar como resultado de distúrbios inconscientes que influenciam seus pensamentos e comportamentos. 

Neste artigo, vamos examinar as idéias de Horney sobre o porquê dos distúrbios inconscientes se formarem, e explorar a possibilidade de alcançar o autoconhecimento para nos libertarmos de sua influência incapacitante.

O fato de que muitas pessoas murcham em vez de florescerem à medida que envelhecem era intrigante para Horney, dada a crença de que, em cada indivíduo, é um impulso inato à auto-realização. Para ajudar a explicar a natureza desse impulso, Horney sugeriu que o desenvolvimento de um ser humano é análogo ao de um carvalho. 
Dadas as condições ambientais adequadas, uma bolota se transformará em um carvalho saudável – ela irá florescer e realizar seu potencial inato. De maneira semelhante, Horney postulou que todo indivíduo tenderá à auto-realização – desde que não seja impedido por nosso meio ambiente. Como ela explica:

“Você não precisa, e de fato não pode, ensinar uma bolota a se transformar em um carvalho, mas quando lhe é dada uma chance, suas potencialidades intrínsecas se desenvolverão. Similarmente, o indivíduo humano, tendo uma chance, tende a desenvolver … as forças vivas únicas de seu eu real; a clareza e profundidade de seus próprios sentimentos, pensamentos, desejos, interesses; a capacidade de usar seus próprios recursos, a força de sua força de vontade … Tudo isso, com o tempo, permitirá que ele encontre seu conjunto de valores e objetivos na vida. Em suma, ele crescerá substancialmente, sem desvios, em direção à auto-realização. ”( Karen Horney, Neurose e Desenvolvimento Humano )

Infelizmente, para muitas pessoas, o movimento para a auto-realização é interrompido devido a negligência, rejeição, abuso ou outras formas de trauma na infância. A criança submetida a este ferimento inicial é incapaz de dizer: “Meus pais têm problemas pessoais que estão tendo efeito sobre mim”, mas a criança só consegue concluir que o mundo é inseguro. Conseqüentemente, elas se tornam atormentadas pelo que Horney chama de “ansiedade básica”, que inicialmente as torna impotentes e oprimidas, mas com o tempo as impulsiona a encontrar maneiras de lidar com a vida apesar de seus medos.

Elas desenvolvem o que Horney chama de “tendências neuróticas” inconscientes que esculpem sua personalidade de modo a dar-lhes a aparência de segurança no que é percebido como um ambiente ameaçador. E quando emergem na idade adulta, essas tendências neuróticas não desaparecem, mas, em vez disso, continuam a influenciar suas atitudes e comportamentos e arruínam o seu bem-estar. Raro é o indivíduo que vive completamente livre dessas relíquias inconscientes remanescentes da infância.

O tipo de tendências neuróticas que se formam dependem tanto do temperamento quanto dos fatores ambientais. Alguns se adaptam a uma educação desfavorável, destacando-se da vida e de outras pessoas. Outros desenvolvem uma necessidade neurótica de aprovação e afeição. As tendências neuróticas, no entanto, são complexas e individuais e, portanto, desafiam a conceituação rígida.

Mas quando nosso comportamento é inconscientemente motivado por eles, tendemos a desenvolver sintomas no devido tempo. Se não estamos aflitos com fobias, depressão, compulsões, apatia severa, co-dependência, vícios ou extrema indecisão, podemos nos atormentar por um vazio interior ou sentir como se houvesse um elemento vital ausente em nossa vida. Em vez de nos focarmos na manifestação externa de nossos sintomas, Horney nos aconselha a nos fixarmos em sua fonte subjacente – esse ser, as tendências neuróticas que desenvolvemos como meio de lidar com a vida.

A psicanálise foi fundada por Sigmund Freud após sua descoberta de que os sintomas de seus pacientes poderiam ser curados quando os fatores inconscientes subjacentes – sejam memórias reprimidas ou emoções – fossem tornados conscientes. Muitos seguidores da psicanálise, no entanto, acreditavam que a escavação de material inconsciente só poderia ser realizada com a ajuda de um terapeuta treinado. Mas Karen Horney foi uma dos poucos psicanalistas do século 20 que pensaram que poderia ser realizado sozinho. Ela chamou essa forma de auto-análise da terapia e definiu-a como a “tentativa de ser paciente e analista ao mesmo tempo”. ( Karen Horney, Auto-Análise )

Mas Horney não considerou a auto-análise apenas como uma possibilidade, em vez disso, em muitos casos ela achou que seria mais desejável do que a terapia tradicional. O terapeuta sempre começa como um estranho que requer meses, se não anos de análise, para aprender sobre o funcionamento interno, as complexidades e as profundezas de nossa mente. Nós, por outro lado, estamos intimamente familiarizados com nós mesmos. Dada a atitude correta, podemos, portanto, explorar e expor os elementos do nosso inconsciente destruindo a nossa vida mais eficientemente do que um terapeuta treinado. Além disso, a auto-análise tem o benefício adicional de aumentar a nossa força e confiança em maior grau do que a terapia tradicional. Assim como a travessia de um caminho montanhoso difícil nos dá um maior sentimento de realização do que seguir um guia, também observa Horney,

“Há um ganho extra em ter conquistado território [interno] inteiramente por iniciativa, coragem e perseverança.” ( Karen Horney, Auto-Análise )

No entanto, apesar de seus benefícios, a auto-análise não carece de obstáculos – o principal deles é como o autoconhecimento é difícil de alcançar. O papel curativo do autoconhecimento tem sido reconhecido há milhares de anos – no Ocidente, mais notavelmente na filosofia de Sócrates e Platão e no aforismo “conheça a si mesmo” inscrito no antigo templo grego de Apolo em Delfos. Mas os antigos gregos, aponta Horney, acreditavam que a obtenção do autoconhecimento era muito mais fácil do que fazemos hoje. Explorando nossas profundezas interiores, sabemos agora, não é fácil, mas é semelhante a uma aventura em um território desconhecido, cheio de surpresas e perigos potenciais. Em seu livro The Dawn of Day, Nietzsche ecoa esse sentimento descrevendo o vasto abismo que separa a antiga concepção grega da mente do moderno.

“… Quão simples foram os gregos na ideia que eles formaram de si mesmos!” Escreve ele. “Até onde podemos superá-los no conhecimento do homem! Novamente, quão cheios de labirintos nossas almas e nossas concepções de nossas almas aparecem em comparação com as deles! Se tivéssemos que nos aventurar em uma arquitetura segundo o estilo de nossas próprias almas – (somos covardes demais para isso!) – um labirinto teria que ser nosso modelo. ”( Nietzsche, The Dawn of Day )

Outro obstáculo que nos confronta na auto-análise é o medo.

Muitos evitam mergulhar em suas profundezas com a apreensão de que possam tropeçar em um insight profundamente perturbador, ou pior, ficarem perdidos e confusos em seu labirinto interior, incapazes de encontrar sua saída. Mas Horney descarta esses medos como infundados. Descobrir uma verdade alarmante ou uma memória reprimida, observa ela, não é apenas dolorosa, mas também libertadora. E além disso, se nos deparamos com uma visão perturbadora, Horney explica que isso geralmente implica que somos fortes o suficiente para suportar e trabalhar com isso.

“O mero fato de que ele foi tão longe indica que sua vontade de lidar com ele mesmo é forte o suficiente para evitar que seja esmagado.” ( Karen Horney, auto-análise)

Mas, mesmo com suas dificuldades, a auto-análise pode ser altamente eficaz e benéfica – desde que tenhamos um forte incentivo para crescer. De fato, Horney considera que nossa motivação para superar nossos problemas é o principal determinante de se a auto-análise é bem-sucedida ou não.

“A experiência … mostra além de qualquer dúvida de que os pacientes podem desenvolver uma incrível faculdade de auto-observação, se eles estão empenhados em entender seus próprios problemas.” ( Karen Horney, Auto-Análise )

Portanto, se nos acharmos excessivamente passivos, profundamente infelizes ou sobrecarregados com sintomas que não parecemos capazes de abalar, podemos tentar acender um desejo ardente de encontrar a chave para nossos problemas e reservar tempo para a auto-reflexão e auto-estima. observação. Iluminar os cantos ocultos de nossa mente pode ser desconfortável e doloroso, mas tal tarefa pode ser necessária não apenas para nos libertar das tendências neuróticas que desenvolvemos na infância, mas também para restaurar as forças inatas de crescimento dentro de nós e nos manter firmes. no caminho da auto-realização -continuamente crescendo, nas palavras de Horney, “de bolota de carvalho”. (Karen Horney)

“O autoconhecimento não é um objetivo em si, mas um meio de liberar as forças do crescimento espontâneo. Nesse sentido, trabalhar em nós mesmos torna-se não apenas a principal obrigação moral, mas, ao mesmo tempo, em um sentido muito real, o principal privilégio moral. Na medida em que levamos nosso crescimento a sério, será por causa de nosso próprio desejo de fazê-lo. ”( Karen Horney, Neurose e Desenvolvimento Humano)
Esse artigo é uma transcrição traduzida do vídeo 
Performing Therapy On Yourself: Self-Knowledge and Self-Realization


 

O QUE É O AMOR PLATÔNICO?

 

O que é o amor platônico? Esta é uma expressão utilizada com grande frequência no vocabulário popular para se referir a um amor impossível ou inalcançável. Apesar de levar o adjetivo “platônico”, que relaciona a expressão com a visão filosófica de Platão, veremos que os postulados desse filósofo a respeito do amor na verdade seguiam outra linha de pensamento.

Sabemos que o amor sempre foi um tópico que rendeu muitas reflexões e opiniões. Foi e segue sendo fonte de inspiração para muitos poetas, escritores, pensadores e filósofos desde que se tem registro do tempo. Não é uma exceção que esse conhecido filósofo da Antiga Grécia chamado Platão tenha falado sobre esse mesmo tema.

Alguns dados sobre Platão
Platão foi um filósofo grego discípulo de Sócrates e professor de Aristóteles. Foi responsável por muitos estudos e textos, entre eles “O Banquete” e o “O mito da caverna”. No primeiro título Platão desenvolveu sua concepção sobre o amor, que é a base do conceito de amor platônico em sua posterior definição.

O amor para Platão é uma motivação que nos leva a conhecer e contemplar a beleza em si. A beleza contemplada, no entanto, segue os princípios do dualismo, que é um dos pilares que sustentam toda a sua filosofia. Essa corrente filosófica – o dualismo – baseia-se na teoria de que a realidade é formada por duas substâncias independentes e que jamais poderão se misturar: o espírito e a matéria.

Essas duas substâncias podem se juntar, mas não se misturar. Platão considerava que o ser humano era composto por uma alma e um corpo, em que a alma pertencia ao plano das ideias e o corpo ao plano material. A alma, portanto, coexiste com o corpo, onde na verdade aquela se encontra presa. São duas realidades independentes.

A partir dessa concepção filosófica, Platão desenvolveu seu conceito de amor. Entendido de forma errada por muitos, chegando inclusive a existir a ideia de que o amor platônico propunha uma abstenção, um amor espiritual, quando isso nunca aconteceu nem foi verdade. O amor proposto por esse filósofo está na verdade em um caminho intermediário entre esse conceito e o amor carnal. Ele evita a promiscuidade, mas também a abstinência, já que para ele a moral significava conter-se.

O amor
A grande quantidade de usos, significados e sentimentos que esse conceito inclui torna a tarefa de o definir quase impossível. Dessa forma, uma das características essenciais do amor é que se trata de um conceito universal que envolve uma infinidade de sentidos e diz respeito a um afeto entre seres.

Na língua portuguesa, a palavra amor abrange um grande quantidade de sentimentos diferentes. Vai desde o desejo passional e de intimidade do amor romântico, até a proximidade assexuada do amor familiar. Também inclui a profunda devoção do amor religioso e o afeto por amigos.

Seja qual for o tipo de amor do qual estejamos falando, as emoções que estão presentes são sempre bastante poderosas. Se quiséssemos catalogar essas emoções, poderíamos classificá-las como irresistíveis, sendo impossível fugir do amor. É um sentimento que age como importante facilitador das relações interpessoais. É fonte de inspiração para as artes e objeto de estudo para a psicologia.

“O que é feito por amor está além do bem e do mal”.
-Friedrich Nietzsche-

O que é o amor platônico?
O adjetivo “platônico”, incorporado ao conceito de amor, alude à doutrina desse filósofo grego. Platão, no discurso de Sócrates, aponta que o amor é uma motivação ou um impulso que nos leva a tentar conhecer e contemplar a beleza em si. A amar as formas ou ideias eternas, inteligíveis, perfeitas e que vão além da beleza física que podemos apreciar – sem excluí-la, no entanto.

Em outras palavras, para esse filósofo o amor surge do desejo de descobrir e admirar a beleza. O processo tem início quando alguém aprecia a beleza física e depois progride até a beleza espiritual, tendo como estágio mais avançado a admiração pura, passional e desprendida da essência da beleza.

Dessa forma, o amor platônico em si não tem a ver com um amor inalcançável ou impossível. Tem a ver com um amor que transcende as fronteiras da beleza física, sendo por isso difícil de alcançar. Não há elementos sexuais da forma como os conhecemos simplesmente porque o autêntico amor para Platão não é o que se dirige a uma pessoa, e si um que orienta em direção à essência que transcende a beleza em si.

Na obra “O Banquete” de Platão, o conceito é colocado da seguinte forma:
“Deve considerar mais valiosa a beleza das almas que a beleza do corpo, de modo que se alguém for virtuoso na alma, ainda que tenha uma aparência não desejável, já será suficiente para amar, cuidar, cultivar e buscar ideias tais que façam melhores os jovens, para que seja obrigado, uma vez mais, a contemplar a beleza que reside nas normas de conduta e a reconhecer que todo o belo está relacionado entre si, e considerar dessa forma a beleza do corpo como algo insignificante”

A beleza e o amor em Platão
Segundo Platão, ao nos depararmos com a beleza surge em nós o amor, que pode ser definido como o impulso ou a determinação que nos empurra a conhecer e contemplar. Trata-se de uma série de fases que ocorrem de forma gradual, sendo que se aprecia em cada uma delas um tipo de beleza particular:

• Beleza corporal: é a primeira fase. Tem início com o sentimento de amor direcionado a um corpo belo em particular, que evolui para apreciar a beleza em geral.

• Beleza da alma: depois de superada a barreira de apreciar e se apaixonar pelo aspecto físico de uma pessoa, começamos a focar o interior dela; tem a ver com o que está relacionado ao plano moral e cultural de uma pessoa. Nessa fase o amor transcende o aspecto corporal, o aspecto físico, atingindo o aspecto interno, a alma.

• Beleza da sabedoria: o caminho de apreciar a beleza do espírito e da alma conduz inequivocamente o amor para outros conhecimentos, o das ideias; isso vai mais além da própria pessoa amada.

• Beleza em si mesma: quando alguém foi capaz de superar as três fases anteriores, abre-se uma nova e última porta que é a possibilidade de experimentar o amor pela beleza em si mesma, desprendida de qualquer objeto ou sujeito. Esse é o nível de amor supremo, o maior de todos.

Esse último passo é caracterizado por conhecer a beleza de forma apaixonada e, portanto, desinteressada e pura para Platão. Contempla um sentimento que não se corrompe e nem muda com o passar do tempo. Por isso, não se trata de um amor impossível em si, mas sim de um que se basta na apreciação das ideias e das formas perfeitas, inteligíveis e eternas.

Por que o amor platônico foi entendido como um amor inalcançável?
A expressão “amor platônico” foi usada pela primeira vez por Marsilio Ficino no século XV.  O uso foi feito a partir do conceito de que o amor platônico era um amor concentrado na beleza do caráter da pessoa, na sua inteligência, e não na aparência física. Não obstante, é um amor unicamente presente no mundo das ideias, em que é considerado perfeito e incorruptível.

Segundo Platão, na realidade não é possível alcançar a pureza desse sentimento devido ao fato de que o amor não é baseado em interesses, e sim na virtude, e isso não se alcança em nosso mundo. Ou seja, seria um amor perfeito, e a perfeição é, por si só, uma ilusão no mundo real – não existe nada perfeito – pois só pode ser possível em um mundo de ideias e virtudes, que difere do nosso mundo material.

Para simplificar a ideia, pode-se dizer que o que se entende por amor platônico é o que é idealizado, transcende o corpo e por isso não abrange nem o desejo sexual. Na linguagem coloquial fala-se do amor platônico como o sentimento romântico que se tem por uma pessoa que, por algum motivo, não é alcançável. E por isso esse amor também não inclui um vínculo sexual.

Nesse sentido, a expressão guarda um paralelo com o que o filósofo diz a respeito do amor. Só está, no entanto, falando de uma pequena parte da concepção de amor que Platão desenvolveu, e com meios errados para chegar ao mesmo fim. É uma conversão da expressão em um erro de uso coloquial e frequente.

O que o amor platônico contempla?
Segundo Platão, o belo é igual ao justo, ao bom e ao verdadeiro. Dessa forma, o amor busca e precisa do belo, do justo, do bom e do verdadeiro, correndo atrás disso. Em resumo, o amor platônico alude à tarefa de buscar e encontrar a parte da alma que nos falta a partir de outra pessoa, mas uma pessoa que se torna a representação para nós de todo o bom, o belo, o verdadeiro e o justo.

Por esse motivo o amor platônico não é realmente um amor impossível ou inalcançável. É um caminho, um meio, que evidentemente pode incluir o sexual, mas que não é o seu ponto central. Pode-se gerar um corpo, pode-se fecundar um corpo, mas é mais que isso. É se apaixonar pelas ideias, pela alma de outro ser. Com ou sem exclusão ou inclusão corporal e sexual, ultrapassa tudo isso transcendendo a matéria de que somos feitos. 
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