O FENÔMENO MAIS INTRIGANTE DA PANDEMIA NO BRASIL - Edmir Saint-Clair

Um fato tem me chamado cada vez mais a atenção nessa pandemia: a não explosão de adoecimentos e mortes por covid-19 nas comunidades mais carentes, na população de rua e nas cracolândias.

Fiz uma pesquisa rápida e pouco extensa sobre o assunto e quase não encontrei menção ao fato. A não ser por uma pesquisa que segue colhendo dados em Belo Horizonte.

Profissionais do Consultório de Rua, projeto da Prefeitura de BH, em que os agentes abordam, diariamente, pessoas que não tem onde morar para realizar atendimentos, estão impressionados com a, praticamente, inexistência de doentes sintomáticos de covid-19.

Segundo a instituição“Estamos encontrando muitos moradores de rua sem os sintomas para o novo coronavírus. É um fenômeno que a gente tenta entender, pois por viverem nas ruas, eles estão mais expostos.”

No Rio, a essa altura do campeonato, podemos intuir que todas as comunidades carentes da cidade, das gigantes às menores, já tem um número bem alto de contágio sem, no entanto, apresentarem um número proporcional de contagiados que apresentam os sintomas mais severos. Há Hospitais de campanha que nem chegaram a ser inaugurados e já foram desativados por falta de necessidade. Podemos concluir que a explosão aguardada não aconteceu.

Por último, a que mais me intriga: a cracolândia da capital paulista
São indivíduos que acumulam uma série de comorbidades que os fazem ser a soma de todas as carências e vulnerabilidades das comunidades anteriores citadas nesse texto: são moradores de rua também+ são viciados com a saúde combalida+ são, geralmente, subnutridos+ compartilham todo tipo de utensílios e materiais contaminantes.
Ou seja, a depender da lógica, essa população deveria estar sendo devastada, os corpos deveriam estar se amontoando naquele pedaço do centro de São Paulo. E, definitivamente, por enquanto, corridos já mais de 70 dias de pandemia, não é isso que está acontecendo.

Não sou profissional nem grande entendedor de nenhuma especialidade que me autorize a emitir qualquer opinião que devesse ser levada em conta sobre esse assunto. Faço questão de deixar clara minha semi-ignorância sobre esse assunto tão sério. 

Mas, como todo mundo, me interesso pelo que está ocorrendo nesse momento tão único da nossa história. E, dentre as coisas que mais me tem surpreendido, felizmente, essa aparente resistência das populações mais desfavorecidas é uma delas. 
Ainda bem que tem sido assim. Que continue.
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