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AMIGOS: O LADO TRISTE DOS REENCONTROS – Edmir Saint-Clair

Em tempos de mídias sociais, onde ou se é “gratidão” ou se é Hater, o que mais lemos e vemos são postagens muito longe do que todos sabemos ser a realidade que vivemos, percebemos, sentimos e pensamos. Sim, são pelo menos esses 4 os estágios para o processamento mínimo de  algum evento digno de registro na vida de qualquer um.

Com o passar dos anos, todos vamos sofisticando a forma como processamos nossas experiências pessoais. Estamos constantemente fazendo isso. Eventualmente, revisitamos experiências anteriores e as resignificamos. Graças à experiência de vida que vamos adquirindo com o passar dos anos, acabamos por ganhar um conhecimento empírico a respeito de nós mesmos que nos permite ser mais assertivos em nossos posicionamentos e opiniões. À evolução desse processo chamamos de amadurecimento.

Nesses tempos de quarentena, é inevitável que esse processo de lembrar eventos adormecidos seja potencializado. 

Como conseqüência imediata, sentimos recrudescer os mesmos sentimentos que experimentamos na ocasião original. Está aí uma excelente oportunidade para resignificarmos esses incômodos fantasmas que nos atrapalham quase sem percebermos.

Tenho revisitado eventos na lembrança e recontatado amigos pelas redes sociais que não via há tempos.

Mas, não são todos que estão interessados ou tem interesse em interceder na própria forma de pensar e ver o mundo. 

Ficar velho todos os que não morrerem antes irão ficar. Mas, amadurecer não. Somente os que aprenderem a ser pessoas melhores. Ser gente boa dá trabalho, não é pra qualquer um. É preciso ser gentil, amigo dos amigos e ter atitudes que aumentam a auto-estima e o respeito alheio. E, ser gente boa oferece muitas vantagens, mas quem é gente boa de verdade não o é por elas. É porque amadureceu.

Sim, amadurecer é gostoso e faz muito bem para a autoestima e funciona, também, para que nossos amigos continuem a gostar e a confiar em nós. Mudar é gostoso. 

Nunca entendi alguém bater no peito e declarar “sempre fui assim e não vou mudar”!  Mesmo sendo um imbecil que ninguém suporta...
Sempre que vejo alguém dizer isso, ouço dentro da minha cabeça o personagem mexicano Chaves falar:
- “Ai, que burro!!!”

Amadurecer significa, também, aprender como cada um de nossos amigos gosta ou não gosta de ser tratado. Isso é empatia. E, é um dever de cada um de nós desenvolvê-la o melhor possível, caso contrário corremos o risco de nos tornar inconvenientes e chatos. Com o passar dos anos nos tornamos mais seletivos e certas atitudes infantis não tem mais lugar no nosso mundo.

Envelhecer sem amadurecer é aprisionar uma criança num corpo velho.

Houve época em que eu tinha certo ranço e muita dificuldade em ter que lidar com certos amigos de muito tempo que não tinham amadurecido. Ao contrário, depois dos 50 pareciam ter regredido. Quase insuportável aturá-los, e isso é triste.

Não sou psicólogo para ficar construindo teorias de como e porque acontece isso com algumas pessoas, mas testemunho constantemente esse fato.

Uma coisa é um encontro de amigos num churrasco, onde todos estão ali para ser criança mesmo, para brincar e se divertir. Não é dessas ocasiões que estou falando.

Estou falando daqueles que não mudam sua forma de nos tratar, não por maldade ou outro intuito, mas por não terem percebido que o passar do tempo trás a necessidade de novas posturas e atitudes, mesmo com velhos amigos.
Com o passar do tempo aprendemos o valor da gentileza, do carinho e da confiança que nos leva a confidências e a trocas mais profundas de amizade. Aprendemos como é bom reverenciar e ser reverenciado pelos amigos.

Algumas brincadeiras que são comuns quando somos crianças e adolescentes não tem lugar no mundo adulto.

Muitas vezes, esses reencontros, presenciais ou virtuais, nos causam muito embaraço quando nos deparamos com pessoas que não perceberam essas sutilezas, essa lapidação que a vida nos exige e que nos faz mais polidos e interessantes para as pessoas que fazem parte da nossa vida.

É comum, quando somos jovens demais, que tenhamos brincadeiras grosseiras e provocativas entre amigos. São apelidos, rótulos e outras coisas que não são propriamente agradáveis, mas que suportamos porque é normal suportar naquela idade. Mas, quando a idade adulta chega nos tornamos cada vez mais avessos a grosserias e provocações. 

Mas, parece que nem todos pensam e se desenvolvem nesse sentido.

Alguns continuam com as mesmas grosserias e provocações de quando tínham 15 anos de idade. Naquela época era chato, mas todos riam. Trinta anos depois, é só muito chato e inconveniente. E, decepcionante.

Hoje, não tenho mais o ranço que tinha desses amigos perdidos na terra do nunca. Ao contrário, sinto empatia. Deve ser muito difícil ser uma criança aprisionada num corpo de velho.

E, só existe um remédio pra isso, amadurecer.  Quando a gente amadurece, em vez de detestar ser velho, descobre que as coisas boas podem não acabar nunca.

Existem reencontros que fazem nossa alma brilhar com a mesma intensidade de sempre.
Fico triste quando reencontro amigos que nunca cresceram.
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O Leblon pré-novelas do Manoel Carlos.
Contos e crônicas.

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Edmir Saint-Clair
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AMIZADE SEM TRATO - Martha Medeiros

Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. 

E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três.

São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?

Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca pesada sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.

Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa – nem deve – vir acompanhado de um motivo.

As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor – tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. Você não precisa de uma razão, basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.

Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso troca de elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. 

Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. 

Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?

Acho que é amor.

Oh, céus! Santa pieguice, Batman! Amor? Esta lengalenga de novo?

Sério, só mesmo amando um amigo para permitir que ele se atire no seu sofá e chore todas as dores dele sem que você se incomode nem um pingo com isso. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços – mas liga quando o sumiço é exagerado. 

Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.

Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem dois amigos pra valer. 

E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso.

A maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção.

ORIGEM DA AMIZADE É MAIS ANTIGA DO QUE PENSÁVAMOS.

Assim como os humanos, animais também se beneficiam de possuir amigos. Novos estudos mostram que animais que podem contar com outros – para se coçar, dividir comida ou fazer um gesto de amizade – têm mais chances de se reproduzir e conseguem encarar melhor as doenças.
Isso sugere que a necessidade de confiança e companhia é mais antiga do que pensamos. Se isso for verdade, a amizade pode oferecer vantagens evolucionárias.
“Esse fenômeno está começando a parecer algo muito antigo na evolução, que é dividido por muitas espécies sociais”, afirma a bióloga Dorothy Cheney.
Estudos com macacos, cavalos e chimpanzés mostram que eles são seletivos na hora de escolher com quem passar tempo ou comer. Outro trabalho atual revela que um hormônio de ligação social torna os macacos mais generosos uns com os outros. Pesquisas mostram que fêmeas de elefantes, golfinhos e roedores com boas amigas têm mais chance de ter mais crias e viver mais.
São muitas as linhas de pesquisa. Analisar todos esses fatores pode trazer pistas para a origem e evolução que faz dos humanos seres tão sociais.

Eu te protejo
Os cientistas sabem há tempos que os animais formam laços. Primatas e cavalos que passam mais tempo próximos geralmente são mais amigos e menos agressivos uns com os outros. Chimpanzés e elefantes dividem comida, confortam os machucados e parecem ficar mal quando seus parentes morrem.
Mesmo assim, por décadas, a visão mais comum era de que as interações aconteciam apenas entre os animais muito próximos (familiares). Laços formados entre animais sem parentesco eram supostamente passageiros, realizados para conseguir um benefício imediato. Mas agora os cientistas sabem que isso não é verdade. E evidências indicam que um animal pode fazer algo para ajudar outro, sem ser da família, para receber algum benefício posterior.
Em termos estritamente evolucionários, os parentes se ajudam para promover a sobrevivência do material genético. Mesmo assim várias espécies formam laços com aqueles que não carregam a mesma genética.
Chimpanzés machos formam coalizações, e tomam parte de um lado, mas não de maneira aleatória. Eles ficam junto daqueles que futuramente vão ajudá-los. Um estudo de 2009 mostrou que 22 entre 28 chimpanzés formaram seus laços mais fortes de amizade com um outro com o qual não tinham parentesco, com algumas amizades durando uma década ou mais.
O maior fator para justificar a amizade entre animais – principalmente os machos – é evitar conflitos, e ter mais integrantes para defender o território e o grupo. Mas eles, e nós também, fazemos amigos por outra razão também: porque dá uma sensação boa. Não apenas é relaxante como também dá um efeito positivo na saúde.
Estudos detectaram a ocitocina – um dos hormônios que é secretado em situações prazerosas – nos macacos sociais, que eram também mais generosos com os outros. Mais pesquisas serão feitas ainda, para analisar também o lado neural desse tipo de relação no mundo animal.
Como você pode ver, amizade não é algo apenas humano, mas histórico na natureza. Viva os amigos!
[ScienceNews]

MAHATMA GANDHI - Amigos

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigo.

Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles.  
O primeiro que nasce do broto é o amigo-pai e o amigo-mãe.
Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo-irmão, com quem dividimos nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família, a qual respeitamos e desejamos o bem.

Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar nosso caminho.
Muitos desses são designados amigos do coração. São sinceros, verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz. Às vezes, um desses estala o nosso coração e, então, é chamado de amigo-namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, musica aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.

Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face durante o tempo que estamos por perto.

Não podemos nos esquecer dos amigos distantes, que ficam nas pontas dos galhos, mas que, quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é perceber que as que caíram continuam por perto, continuam aumentando a nossa raiz com alegria. Trazem-nos lembranças de momentos maravilhosos passados juntos.

A cada folha da árvore deve-se desejar Paz, Amor, Saúde, Sucesso e Prosperidade. Simplesmente porque cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.

Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. Deixaria ainda, como presente, a capacidade de escolher novos rumos. Também deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho a ação.

E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.

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RACISMO AQUI NÃO!

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