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O QUE É A MENTE? - Silvia Helena Cardoso, PhD

O cérebro, ainda que seja a mais complexa estrutura existente na Terra - talvez no universo - é um objeto bem definido: ele é uma entidade material localizada dentro do crânio, que pode ser visualizado, tocado e manipulado. É composto de substâncias químicas, enzimas e hormônios que podem ser medidos e analisados. Sua arquitetura é caracterizada por células neuronais, vias neurais e sinapses. Seu funcionamento depende de neurônios, os quais consumem oxigênio, trocando substâncias químicas através de suas membranas, e mantendo estados de polarização elétrica interrompidos por breves períodos de despolarização.
Mas... e a MENTE ?
É impressionante verificar que mesmo após vários séculos de refexões filosóficas, árdua dedicação à pesquisa cerebral e notáveis avanços no campo das neurociências, o conceito de mente ainda permanece obscuro, controverso e impossível de definir nos limites de nossa linguagem.
Uma visão fortemente sustentada, é a de que a mente é uma entidade separada do corpo; esta especulação tem suas raízes históricas: teorias antigas, determinaram hipóteses dualísticas da função cerebral, as quais admitiam que o cérebro pode ser visto mecanicamente, mas que a mente é uma entidade com uma característica física não definida. Em tais teorias, a mente era vista como um sinônimo da alma, formando uma parte integrante da cultura religiosa prevalecente. Por exemplo, René Descartes (1596-1650), o filósofo francês, perpetuou o dualismo mente-corpo de Platão (428-348 A.C.), separando filosoficamente a mente e o corpo (1). Ele estimulou o debate "Como a mente não-material influencia o cérebro e vice-versa ?" . Suas idéias permearam visões filosóficas e cientificas até os presentes dias, mudando assim, a abordagem de pesquisa do problema do "eu". Desde que a mente e o cérebro passaram a serem vistos como entidades isoladas, as pesquisas nestas áreas foram, de maneira geral, inerentemente separadas. Bioquímicos têm se preocupado com mecanismos somáticos; psicólogos têm se esforçado com as propriedades subjetivas da mente; filósofos e teólogos trazem com eles o espírito e a alma.
Mente é uma definição que tenta resgatar a essência do homem. A essência de uma pessoa emerge da existência de funções mentais que permitem a ela pensar e perceber, amar e odiar, aprender e lembrar, resolver problemas, comunicar-se através da fala e da escrita, criar e destruir civilizações. Estas expressões estão estreitamente relacionadas ao funcionamento cerebral. Assim, sem o cérebro, a mente não pode existir, sem a manifestção comportamental, a mente não pode ser expressada.
Espírito e alma parecem ser interpretações religiosas e metafísicas da mente. A neurociência tem entendido o cérebro e a mente como resultado da investigação experimental. Aceitação ou rejeição da existência de espírito ou alma depende de fé ou convicção religiosa, as quais não podem ser provadas ou desaprovadas por métodos experimentais. Parece ser mais coerente pensar que crenças são dependentes da atividade fisiológica do cérebro e de nosso ambiente cultural. Nós não podemos ter conceitos religiosos se nós não temos um cérebro funcionante (por ex., como quando a atividade do cérebro é bloqueada por coma ou anestesia profunda), e nós não podemos acreditar em coisas que nós não aprendemos, ouvimos e experenciamos. 
Não é impossível pensar que algumas pessoas podem "aprender" a acreditar na existência de Deus, vida após a morte e forças sobrenaturais porque o cérebro é provido com centros emocionais afim de satisfazer necessidades psicológicas.
Eu frequentemente pergunto a mim mesma: "Existe alguma região cerebral envolvida com a experiência mistico-religiosa ? Poderiam lesões ou a ausência daquelas regiões abolir crenças religiosas? Ou, ao contrário, poderiam "tempestades elétricas" (hiperestimulação de circuitos neuronais) provocadas por crises psicóticas ou epilépticas estar atuando em circuitos cerebrais que processam um possível sentimento religioso?"
Os cientistas geralmente são relutantes em combinar trabalho experimental com filosofia, e geralmente rejeitam considerações de possíveis implicações teológicas de seus estudos. Entretanto, poucos estudos neste campo começaram a aparecer. Saver & Rabin (2) encontraram que pistas para o substrato neural da experiência religiosa, experiência próxima da morte e alucinações, podem ser deduzidas da epilepsia límbica (o sistema límbico é descrito como o centro emocional do cérebro). Ramachandran (3) reportou que pacientes com crises do lobo temporal (o lobo temporal está envolvido com muitas funções complexas incluindo emoção e memória) algumas vezes experienciam êxtase religioso durante crises e são intensamente religiosos. Assal & Bindschaedier (4) reportaram um caso de delírio religioso em uma mulher de 39 anos de idade que tinha sofrido de injúria cerebral com concussão temporal direita 13 anos antes.
Poucos neurocientistas, tais como o prêmio Nobel Sir John Eccles, admitem que a mente é distinta do corpo, mas a maioria deles agora acredita que todos os aspectos da mente, os quais são frequentemente equiparados com a consciência, provavelmente são explicados como comportamento e química de células neuronais. Na opinião do famoso neurofisiologista José Maria Delgado (5) "é preferível considerar a mente como uma entidade funcional destituída de implicações metafísicas e religiosas per se e relacioná-la somente à existência de um cérebro e à recepção de inputs sensoriais".
Se o cérebro tem explicado a mente, como explicar os eventos mentais como sendo causados pela atividade de um grande conjunto de células neuronais? Os neurocientistas, timidamente, têm começado a combater a idéia de que esta questão é puramente filosófica ou ilusória para estudar experimentalmente, e estão começando a abordar o problema cientificamente. Eles começaram a ganhar algum entendimento sobre possíveis mecanismos cerebrais que podem ser subjacentes à processos mais complexos na experiência e comportamento humano, tais como o fenômeno da consciência, atenção e pensamento.
Um dos mais notáveis exemplos para ilustrar a relação entre o cérebro e a consciência são os achados que assumem que existem "dois cérebros" em cada cabeça (6), ou seja, cada hemisfério (cada metade do cérebro) é anatomicamente uma imagem em espelho do outro hemisfério, desde que a maioria das estruturas estão presentes em ambos os lados e se comunicam por feixes massivos de fibras. Funcionalmente, entretanto, cada hemisfério tem suas próprias áreas de especialização mental, um fenômeno que nós chamamos de "lateralização cerebral". Por exemplo, o hemisfério esquerdo está mais envolvido com funções verbais e racionais, enquanto o hemisfério direito está relacionado com funções artísticas e visuo-espaciais. As fibras interconectantes exibem um papel importante na coordenação das atividades dos hemisférios; sua lesão pode levar o indivíduo a se comportar como se os dois hemisférios fossem responsáveis por duas conciências separadas, como foi inicialmente notado por R. Sperry (o qual foi consagrado com o prêmio Nobel por isso). Em outras palavras, se a "ponte" entre os dois hemisférios é destruída, um hemisfério não pode saber o que o outro está fazendo.
Outro achado significativo nas neurociências é a correlação de eventos mentais, tais como a aprendizagem, com alterações químicas e estruturais das células nervosas (7). Atualmente, nós sabemos que em nosso cérebro novos ramos neuronais crescem em resposta à diversidade cultural, isto é, ao treino e à experiência do dia-a-dia. Cada neurônio parece contribuir para muitos comportamentos e atividades mentais. Técnicas modernas estão agora começando a revelar como o cérebro tem conseguido a notável proeza da aprendizagem. Redes artificiais de neurônios sobre computadores estão ajudando a explicar a habilidade do cérebro em processar e reter informação. Também, as ciências cognitivas modernas, que utilizam um vasto conjunto de técnicas novas, estão sendo capazes de estudar objetivamente muitos componentes do processo mental, tais como atenção, cognição visual, linguagem, imaginação mental, etc., e estão sendo correlacionadas com atividade neural por meio de imagem funcional computadorizada e estão agora abertas à investigação científica.
Finalmente, nós percebemos não somente o brilho e a fascinação exercida pelas funções mentais humanas, as quais são responsáveis pela criação e evolução de nossa sociedade, mas também a escuridão e o desespero das desfunções mentais, as quais afetam e destroem o ambiente interno e externo do ser humano. Também neste campo, os impressionantes avanços na neurociência e genética estão revelando as bases anatômicas, bioquímicas e hereditárias da esquizofrenia, mania, distúrbios afetivos e do humor, ansiedade, déficits intelectuais, distúrbios da memória e muitos outros (8, 9).
Assim, cada vez mais, estamos percebendo o que muitos influentes filósofos e teólogos dos séculos passados não podiam entender: o cérebro é complexo o suficiente para explicar os mistérios da aprendizagem, memória, emoção, criatividade, consciência, experiência místico-religiosa, loucura. Se nós concordarmos em pensar na mente como se ela fosse um conjunto de funções mentais, mais do que espírito, alma ou substância imaterial, será mais fácil continuar com os necessários estudos empíricos e então um progresso ainda mais substancial poderá ser feito não somente na busca para a natureza do homem como um indivíduo cognitivo, mas também no alívio das doenças mentais e no melhor entendimento de crenças culturais e religiosas, as quais, ao longo dos séculos, têm trazido grandes prazeres - e aflições - à humanidade.
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A TEORIA DO 100⁰ MACACO DE RUPERT SHELDRAKE

Entenda, por que padrões familiares 
tendem a se repetir e como se modificam.

Rupert Sheldrake é um dos cientistas mais controversos de nosso tempo. As suas teorias não só estão revolucionando o ramo científico de seu campo (biologia), mas estão transbordando para outras áreas ou disciplinas como a física e a psicologia.

Ressonância mórfica: a teoria do centésimo macaco. 
Eram uma vez duas ilhas tropicais, habitadas pela mesma espécie de macaco, mas sem qualquer contato perceptível entre si. Depois de várias tentativas e erros, um esperto símio da ilha "A" descobre uma maneira engenhosa de quebrar cocos, que lhe permite aproveitar melhor a água e a polpa. Ninguém jamais havia quebrado cocos dessa forma. Por imitação, o procedimento rapidamente se difunde entre os seus companheiros e logo uma população crítica de 99 macacos domina a nova metodologia. Quando o centésimo símio da ilha "A" aprende a técnica recém-descoberta, os macacos da ilha "B" começam espontaneamente a quebrar cocos da mesma maneira.

Não houve nenhuma comunicação convencional entre as duas populações: o conhecimento simplesmente se incorporou aos hábitos da espécie. Esta é uma história fictícia, não um relato verdadeiro.

Numa versão alternativa, em vez de quebrarem cocos, os macacos aprendem a lavar raízes antes de comê-las. De um modo ou de outro, porém, ela ilustra uma das mais ousadas e instigantes idéias científicas da atualidade: a hipótese dos "campos mórficos", proposta pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake. Segundo o cientista, os campos mórficos são estruturas que se estendem no espaço-tempo e moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material.

Átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias: cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfico específico. São eles que fazem com que um sistema seja um sistema, isto é, uma totalidade articulada e não um mero ajuntamento de partes.

Sua atuação é semelhante à dos campos magnéticos, da física. Quando colocamos uma folha de papel sobre um ímã e espalhamos pó de ferro em cima dela, os grânulos metálicos distribuem-se ao longo de linhas geometricamente precisas. Isso acontece porque o campo magnético do ímã afeta toda a região à sua volta. Não podemos percebê-lo diretamente, mas somos capazes de detectar sua presença por meio do efeito que ele produz, direcionando as partículas de ferro. De modo parecido, os campos mórficos distribuem-se imperceptivelmente pelo espaço-tempo, conectando todos os sistemas individuais que a eles estão associados.

A analogia termina aqui, porém. Porque, ao contrário dos campos físicos, os campos mórficos de Sheldrake não envolvem transmissão de energia. Por isso, sua intensidade não decai com o quadrado da distância, como ocorre, por exemplo, com os campos gravitacionais e eletromagnéticos. O que se transmite através deles é pura informação.

É isso que nos mostra o exemplo dos macacos. Nele, o conhecimento adquirido por um conjunto de indivíduos agrega-se ao patrimônio coletivo, provocando um acréscimo de consciência que passa a ser compartilhado por toda a espécie.

Até os cristais
O processo responsável por essa coletivização da informação foi batizado por Sheldrake com o nome de "ressonância mórfica". Por meio dela, as informações se propagam no interior do campo mórfico, alimentando uma espécie de memória coletiva. Em nosso exemplo, a ressonância mórfica entre macacos da mesma espécie teria feito com que a nova técnica de quebrar cocos chegasse à ilha "B", sem que para isso fosse utilizado qualquer meio usual de transmissão de informações.

Parece telepatia. Mas não é. Porque, tal como a conhecemos, a telepatia é uma atividade mental superior, focalizada e intencional que relaciona dois ou mais indivíduos da espécie humana. A ressonância mórfica, ao contrário, é um processo básico, difuso e não-intencional que articula coletividades de qualquer tipo. Sheldrake apresenta um exemplo desconcertante dessa propriedade.

Quando uma nova substância química é sintetizada em laboratório - diz ele -, não existe nenhum precedente que determine a maneira exata de como ela deverá cristalizar-se. Dependendo das características da molécula, várias formas de cristalização são possíveis. Por acaso ou pela intervenção de fatores puramente circunstanciais, uma dessas possibilidades se efetiva e a substância segue um padrão determinado de cristalização. Uma vez que isso ocorra, porém, um novo campo mórfico passa a existir. A partir de então, a ressonância mórfica gerada pelos primeiros cristais faz com que a ocorrência do mesmo padrão de cristalização se torne mais provável em qualquer laboratório do mundo. E quanto mais vezes ele se efetivar, maior será a probabilidade de que aconteça novamente em experimentos futuros.

Com afirmações como essa, não espanta que a hipótese de Sheldrake tenha causado tanta polêmica. Em 1981, quando ele publicou seu primeiro livro, A New Science of Life (Uma nova ciência da vida), a obra foi recebida de maneira diametralmente oposta pelas duas principais revistas científicas da Inglaterra. Enquanto a New Scientist elogiava o trabalho como "uma importante pesquisa científica", a Nature o considerava "o melhor candidato à fogueira em muitos anos".

Doutor em biologia pela tradicional Universidade de Cambridge e dono de uma larga experiência de vida, Sheldrake já era, então, suficientemente seguro de si para não se deixar destruir pelas críticas. Ele sabia muito bem que suas idéias heterodoxas não seriam aceitas com facilidade pela comunidade científica. Anos antes, havia experimentado uma pequena amostra disso, quando, na condição de pesquisador da Universidade de Cambridge e da Royal Society, lhe ocorreu pela primeira vez a hipótese dos campos mórficos. A idéia foi assimilada com entusiasmo por filósofos de mente aberta, mas Sheldrake virou motivo de gozação entre seus colegas biólogos. Cada vez que dizia alguma coisa do tipo "eu preciso telefonar", eles retrucavam com um "telefonar para quê? Comunique-se por ressonância mórfica".

Era uma brincadeira amistosa, mas traduzia o desconforto da comunidade científica diante de uma hipótese que trombava de frente com a visão de mundo dominante. Afinal, a corrente majoritária da biologia vangloriava-se de reduzir a atividade dos organismos vivos à mera interação físico-química entre moléculas e fazia do DNA uma resposta para todos os mistérios da vida. A realidade, porém, é exuberante demais para caber na saia justa do figurino reducionista.

Exemplo disso é o processo de diferenciação e especialização celular que caracteriza o desenvolvimento embrionário. Como explicar que um aglomerado de células absolutamente iguais, dotadas do mesmo patrimônio genético, dê origem a um organismo complexo, no qual órgãos diferentes e especializados se formam, com precisão milimétrica, no lugar certo e no momento adequado?

A biologia reducionista diz que isso se deve à ativação ou inativação de genes específicos e que tal fato depende das interações de cada célula com sua vizinhança (entendendo-se por vizinhança as outras células do aglomerado e o meio ambiente). É preciso estar completamente entorpecido por um sistema de crenças para engolir uma "explicação" dessas. Como é que interações entre partes vizinhas, sujeitas a tantos fatores casuais ou acidentais, podem produzir um resultado de conjunto tão exato e previsível?

Com todos os defeitos que possa ter, a hipótese dos campos mórficos é bem mais plausível. Uma estrutura espaço-temporal desse tipo direcionaria a diferenciação celular, fornecendo uma espécie de roteiro básico ou matriz para a ativação ou inativação dos genes.

Ação modesta
A biologia reducionista transformou o DNA numa cartola de mágico, da qual é possível tirar qualquer coisa. Na vida real, porém, a atuação do DNA é bem mais modesta. O código genético nele inscrito coordena a síntese das proteínas, determinando a seqüência exata dos aminoácidos na construção dessas macromoléculas. Os genes ditam essa estrutura primária e ponto.

"A maneira como as proteínas se distribuem dentro das células, as células nos tecidos, os tecidos nos órgãos e os órgãos nos organismos não estão programadas no código genético", afirma Sheldrake. "Dados os genes corretos, e, portanto, as proteínas adequadas, supõe-se que o organismo, de alguma maneira, se monte automaticamente. Isso é mais ou menos o mesmo que enviar, na ocasião certa, os materiais corretos para um local de construção e esperar que a casa se construa espontaneamente."

A morfogênese, isto é, a modelagem formal de sistemas biológicos como as células, os tecidos, os órgãos e os organismos seria ditada por um tipo particular de campo mórfico: os chamados "campos morfogenéticos". Se as proteínas correspondem ao material de construção, os "campos morfogenéticos" desempenham um papel semelhante ao da planta do edifício. Devemos ter claras, porém, as limitações dessa analogia. Porque a planta é um conjunto estático de informações, que só pode ser implementado pela força de trabalho dos operários envolvidos na construção. Os campos morfogenéticos, ao contrário, estão eles mesmos em permanente interação com os sistemas vivos e se transformam o tempo todo graças ao processo de ressonância mórfica.

Tanto quanto a diferenciação celular, a regeneração de organismos simples é um outro fenômeno que desafia a biologia reducionista e conspira a favor da hipótese dos campos morfogenéticos. Ela ocorre em espécies como a dos platelmintos, por exemplo. Se um animal desses for cortado em pedaços, cada parte se transforma num organismo completo.

Forma original
Como mostra a ilustração da página ao lado, o sucesso da operação independe da forma como o pequeno verme é seccionado. O paradigma científico mecanicista, herdado do filósofo francês René Descartes (1596-1650), capota desastrosamente diante de um caso assim. Porque Descartes concebia os animais como autômatos e uma máquina perde a integridade e deixa de funcionar se algumas de suas peças forem retiradas. Um organismo como o platelminto, ao contrário, parece estar associado a uma matriz invisível, que lhe permite regenerar sua forma original mesmo que partes importantes sejam removidas.

A hipótese dos campos morfogenéticos é bem anterior a Sheldrake, tendo surgido nas cabeças de vários biólogos durante a década de 20. O que Sheldrake fez foi generalizar essa idéia, elaborando o conceito mais amplo de campos mórficos, aplicável a todos os sistemas naturais e não apenas aos entes biológicos. Propôs também a existência do processo de ressonância mórfica, como princípio capaz de explicar o surgimento e a transformação dos campos mórficos. Não é difícil perceber os impactos que tal processo teria na vida humana. "Experimentos em psicologia mostram que é mais fácil aprender o que outras pessoas já aprenderam", informa Sheldrake.

Ele mesmo vem fazendo interessantes experimentos nessa área. Um deles mostrou que uma figura oculta numa ilustração em alto constraste torna-se mais fácil de perceber depois de ter sido percebida por várias pessoas (veja o quadro na página ao lado). Isso foi verificado numa pesquisa realizada entre populações da Europa, das Américas e da África em 1983. Em duas ocasiões, os pesquisadores mostraram as ilustrações 1 e 2 a pessoas que não conheciam suas respectivas "soluções". Entre uma enquete e outra, a figura 2 e sua "resposta" foram transmitidas pela TV. Verificou-se que o índice de acerto na segunda mostra subiu 76% para a ilustração 2, contra apenas 9% para a 1.

Aprendizado
Se for definitivamente comprovado que os conteúdos mentais se transmitem imperceptivelmente de pessoa a pessoa, essa propriedade terá aplicações óbvias no domínio da educação. "Métodos educacionais que realcem o processo de ressonância mórfica podem levar a uma notável aceleração do aprendizado", conjectura Sheldrake. E essa possibilidade vem sendo testada na Ross School, uma escola experimental de Nova York dirigida pelo matemático e filósofo Ralph Abraham.

Outra conseqüência ocorreria no campo da psicologia. Teorias psicológicas como as de Carl Gustav Jung e Stanislav Grof, que enfatizam as dimensões coletivas ou transpessoais da psique, receberiam um notável reforço, em contraposição ao modelo reducionista de Sigmund Freud.

Sem excluir outros fatores, o processo de ressonância mórfica forneceria um novo e importante ingrediente para a compreensão de patologias coletivas, como o sadomasoquismo e os cultos da morbidez e da violência, que assumiram proporções epidêmicas no mundo contemporâneo, e poderia propiciar a criação de métodos mais efetivos de terapia.

"A ressonância mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja ele bom ou mal", afirma Sheldrake.

"Por isso, cada um de nós é mais responsável do que imagina. Pois nossas ações podem influenciar os outros e serem repetidas".

Assista - RUPERT SHELDRAKE explica os Campos Mórficos.


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ELON MUSK DIVULGA AVANÇOS EM SEU PLANO PARA CONECTAR NOSSOS CÉREBROS A COMPUTADORES - BBC

Conectar o cérebro humano a uma máquina 
é uma meta muito ambiciosa

Imagine poder gravar suas recordações em um computador, diretamente de seu cérebro, e vê-las novamente quando quiser? Ou mesmo "baixá-las" para outro corpo?

Esse é o futuro que o empresário bilionário Elon Musk imagina e que a tecnologia desenvolvida por sua startup de neurociência, a Neuralink, poderia ajudar a tornar realidade, segundo ele.

Musk divulgou uma prévia dos avanços feitos peça empresa na sexta-feira, e chamou a iniciativa de "jornada para capacitar humanos com superpoderes."

Os pesquisadores, diz Musk, conseguiram conectar um porco a um computador por dois meses implantando um chip do tamanho de uma moeda em seu cérebro.

A empresa diz que o objetivo final é implantar esse tipo de dispositivo no órgão mais complexo do ser humano para ajudar a curar doenças como o Alzheimer; ou permitir que pessoas com doenças neurológicas controlem telefones ou computadores com a mente.

No entanto, a maior ambição da empresa, cofundada por Musk em 2016 e com sede em San Francisco, nos Estados Unidos, concentra-se em abrir as portas para o que Musk chama de "cognição super-humana".

As pessoas precisam se fundir com a inteligência artificial (IA), argumenta o empresário, em parte para evitar um cenário em que a IA se torne tão poderosa que destrua a raça humana.

A apresentação
Na apresentação dia 28 de agosto de 2020, Musk descreveu o sensor Neuralink, com cerca de 8 milímetros de diâmetro (menor que a ponta de um dedo), como um "Fitbit em seu crânio, com pequenos fios".

O dispositivo desenvolvido pela empresa consiste em uma pequena sonda que contém mais de 3 mil eletrodos conectados a fios flexíveis e mais finos que um fio de cabelo humano. A sonda pode monitorar a atividade de mil neurônios cerebrais — o cérebro humano tem cerca de 86 bilhões de neurônios.

O empresário mostrou o robô que a empresa usa para introduzir esses fios nas áreas do cérebro responsáveis ​​pelas funções motoras e sensoriais enquanto o animal receptor está sob anestesia local.

Um dos objetivos da empresa é combater algumas doenças neuronais
O empresário apresentou o que descreveu como "uma demonstração dos três porquinhos", entre eles Gertrude, o animal que durante dois meses recebeu o chip na parte do cérebro que controla o focinho.

Musk mostrou ao público como um computador exibia a atividade cerebral do animal ao se conectar com o dispositivo.

O dispositivo pode ser removido, disse Musk, citando como exemplo a outra porca, Dorothy, que recebeu o implante e depois teve o dispositivo retirado. Ele disse ainda ter implantado dois dispositivos em outros porcos.

"Todos estão saudáveis, felizes e sem diferenças em relação a um porco normal", afirmou.

O neurologista da Universidade de Stanford, Sergey Stavisky, considerou que a empresa alcançou "um progresso significativo e admirável" desde sua última apresentação, há um ano, e mostrou os benefícios de ter uma equipe multidisciplinar trabalhando para atingir esse objetivo, informou a agência Reuters.

No último avanço divulgado, a empresa afirmava que havia testado o dispositivo em um macaco, que era capaz de controlar um computador com seu cérebro.

Outros especialistas fora da empresa também elogiaram os avanços de Musk, embora tenham pedido cautela, considerando que estudos mais longos são necessários para determinar a durabilidade do dispositivo e suas consequências.

A professora associada de medicina física e reabilitação da Universidade de Pittsburgh, Jennifer Collinger, descreveu o projeto de Musk como "uma tecnologia verdadeiramente revolucionária no difícil espaço da tecnologia médica".

"O Neuralink tem recursos suficientes e, o mais importante, uma equipe de cientistas, engenheiros e médicos trabalhando em prol de um objetivo comum, o que dá (ao projeto) grandes chances de sucesso", disse ela em entrevista à BBC.

No entanto, ela fez ressalvas.

"Mesmo com esses recursos, o desenvolvimento de dispositivos médicos leva tempo e a segurança precisa ser uma das principais prioridades, então suspeito que esse processo levará mais tempo do que a meta que eles estabeleceram", afirma.

De fato, no relatório do dia 28 de agosto de 2020, Musk mostrou uma alteração no cronograma dos testes em humanos — que ele havia dito anteriormente que começariam este ano.
Fonte: BBC future
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CIÊNCIA: QUANDO NÃO SOUBER O QUE FAZER, FAÇA UMA XÍCARA DE CHÁ

 

Há momentos em que perdemos a bússola. Nos sentimos desorientados e não sabemos qual direção tomar. Esses momentos são perigosos porque somos atacados pelo estresse, o que nos leva a tomar decisões precipitadas que poderíamos mais tarde lamentar. Há uma simples "solução": quando você não sabe o que fazer, faça uma xícara de chá.

Tanto na Irlanda quanto em grande parte do Reino Unido, as pessoas preparam chá quando precisam parar. Nos países asiáticos, o chá foi elevado à bebida cult. Sua preparação cerimonial e servir de chá implica uma parada na vida cotidiana para disciplinar a mente e acalmar o coração. Tantas pessoas por tantos séculos não podem estar erradas, então podemos incluir este ritual em nossas vidas para buscar a serenidade que precisamos para tomar melhores decisões.

Chá quente alivia tensões e cria conforto psicológico

Chá quente tem efeitos benéficos em nosso comportamento e humor. É confirmado pela ciência. Um estudo realizado na Universidade de Yale descobriu que simplesmente segurar um copo com uma bebida quente em nossas mãos nos torna mais generosos e abertos, algo que não acontece quando seguramos um copo frio. Também nos faz ver estranhos como pessoas mais quentes, gentis e extrovertidas.

A chave está na associação inconsciente que fazemos entre o calor físico e emocional. Na prática, o calor de uma xícara de chá nos faz sentir mais à vontade, e isso traz nossas barreiras psicológicas, o que nos aproxima dos outros.

Por outro lado, o próprio ritual do chá gera conforto psicológico. Um estudo realizado na Universidade de Harvard descobriu que os rituais que realizamos após experimentar uma perda ajudam a aliviar a dor, enquanto aqueles que realizamos quando nos sentimos estressados nos ajudam a reduzir a ansiedade e consolidar a autoconfiança.

Seguir um ritual para preparar e servir chá também nos permite adotar uma atitude de atenção plena que nos tire dos problemas que nos preocupam. Assim, podemos assumir uma distância psicológica que nos ajudará a ver a situação de uma perspectiva diferente.

Na verdade, a cerimônia de chá nos países asiáticos representa uma parada na vida cotidiana para apreciar a beleza do simples, é um ato tão simples quanto extraordinário que é coberto com grande simbolismo.

Não é coincidência que a cerimônia japonesa de chá, a mais famosa do mundo, bebeu do budismo zen e se desenvolveu como uma prática espiritual transformadora. É um auxílio à meditação para aprender a valorizar as pequenas coisas da vida e abraçar a tranquilidade, a sobriedade e o controle.

Claro, fazer um chá não fará com que os problemas magicamente desejarem, mas pode ajudá-lo a encontrar a paz interior que você precisa para enfrentar as adversidades e tomar melhores decisões. Ele é uma parada no maelstrom de seus pensamentos para que você possa trazer ordem. Se você aprender a desfrutar deste ritual, ele vai ajudá-lo a subtrair uma grande quantidade de estresse do seu dia.

Fonte: Rincon de La Psicologia

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CIÊNCIA AFIRMA: A GROSSERIA CONTAGIA COMO GRIPE

 

Vivemos em tempos difíceis. Momentos em que é fácil perder a calma – e a compostura – deixando a hostilidade e a grosseria acampar à sua vontade. Tempos em que os insultos se tornaram pão cotidiano, em todas as esferas e em todos os lugares, transformando o desdém e a grosseria em uma presença perene que muitos aceitaram – melhor ou pior – em suas vidas. Tempos em que esquecemos as sábias palavras do filósofo Eric Hoffer:"Grosseria é uma leve imitação de força."

Pesquisadores da Universidade da Flórida acreditam que, pelo menos em grande parte, esse fenômeno se deve à hostilidade e grosseria contagiosas, como a gripe. Em uma série de experimentos eles descobriram que pessoas que foram insultadas ou testemunharam grosserias, em algum momento acabaram atacando verbalmente outras pessoas. 

Comportamentos incivilizados e rudes muitas vezes geram um efeito bola de neve. Quanto mais estamos expostos à grosseria e hostilidade, maior a probabilidade de percebê-los nos outros e, acima de tudo, mais provável é que sejamos rudes e hostis aos que nos cercam. O comportamento incivil semeia uma semente dentro de nós que cresce – lentamente, mas inexoravelmente – até que ela acabe vindo à tona. 

Se eles foram rudes com você, é mais provável que você seja rude com os outros.

Em um dos experimentos, os participantes tiveram que completar uma pequena pesquisa de 15 minutos. Quando terminaram, um dos pesquisadores fingiu ser um participante tardio e pediu para ser incluído no estudo. Em um grupo, o pesquisador disse educadamente que o experimento havia começado e se ofereceu para agendar para outra hora. Em outro grupo, o experimentador repreendeu rudemente o participante e disse-lhe para sair.

Então todos os participantes tiveram que completar uma tarefa de sopa de palavras. Algumas palavras foram positivas, como "útil" e outras tinham um componente hostil, como "nojento". Curiosamente, as pessoas que viram o experimentador se comportarem hostilmente e rudemente rapidamente detectaram palavras hostis e duras, o que significa que estavam ativas em suas mentes.

 Para ver se essa sensibilidade afetava o comportamento social, os pesquisadores realizaram outro estudo. Eles descobriram que quando as pessoas assistiam a um vídeo onde um funcionário se comportava rudemente com um cliente, ao lidar com um incidente, eles escreviam e-mails mais hostis.

 Isso significa que quando sofremos comportamento hostil ou testemunhamos, o conceito de grosseria é ativado em nossas mentes, mesmo que não estejamos totalmente cientes disso.

 Como resultado, teremos mais chances de classificar pequenos sinais do meio como hostis, rudes ou rudes. Isso nos faria cair em uma profecia que se auto-cumpre, para que acabemos respondendo-nos rudemente aos outros. 

A grosseria nos esgota, literalmente.

Os pesquisadores também descobriram uma ligação entre grosseria e níveis mais baixos de autocontrole. Quando alguém é hostil e rude conosco, nos força a gastar uma enorme quantidade de energia mental destinada a descobrir o que está acontecendo. O que causou a grosseria? O que exatamente isso significa?

Se alguém nos ataca fisicamente, por exemplo, todos podemos notar que isso é um comportamento abusivo. Não há dúvida. Mas se alguém nos disser, "Saia!", vamos nos perguntar se ele foi agressivo ou rude ou apenas com pressa. Nos contextos sociais, a grosseria é muitas vezes ambígua, por isso está aberta à interpretação.

Esses pensamentos consomem recursos cognitivos, então acabam reduzindo nossa capacidade de controlar impulsos. Portanto, se já presenciamos grosserias, teremos mais chances de ser rudes e hostis aos outros, simplesmente porque não controlamos nossos impulsos. De certa forma, pagamos com os outros pela grosseria ou desdém sofrido, às vezes sem estar plenamente consciente.

Os riscos da incivilidade

Hostilidade, insultos, grosseria e grosseria não só fazem aqueles que se tornam alvos desses comportamentos se sentirem mal, suas consequências vão muito além, exercendo uma influência maciça em todas as esferas de nossas vidas.

A incivilidade e a grosseria podem diminuir a confiança, provocar sentimentos de raiva, medo e tristeza, e até mesmo causar depressão. Um estudo realizado na Universidade de Gestão de Cingapura descobriu que a incivilidade no trabalho não só cria uma grande dose de estresse, mas também pode causar problemas psicológicos e de saúde.

Outra série de estudos realizados no Instituto de Tecnologia de Israel revelou que quando o pessoal médico era submetido a comentários rudes e incivilizados, eles costumavam cometer mais erros de diagnóstico e no tratamento dos pacientes.

O impacto da grosseria ultrapassa até mesmo os limites do ambiente em que o evento ocorreu. Pesquisadores da Universidade Baylor descobriram que sofrer comportamentos incivilizados no trabalho tinha implicações para a vida pessoal, diminuindo a satisfação da relação, o que provavelmente é porque arrastamos para casa essa hostilidade.

Consciência: O Antídoto para a Grosseria

À luz dessas pesquisas, entende-se que a grosseria pode ser contagiosa, mesmo que tenhamos sido expostos apenas a um episódio. E que qualquer um, absolutamente qualquer um, é suscetível a esse contágio, que terá consequências negativas em nossas relações interpessoais e piorará nosso senso de bem-estar.

Para parar essa avalanche de hostilidade, precisamos dar um passo atrás e não reagir seguindo nossos primeiros impulsos. Precisamos estar cientes de que somos "portadores" da hostilidade que recebemos e, em seguida, recuperar nossa capacidade de se autorregular e ser capazes de responder com calma à situação, de preferência por cortesia e bondade, para quebrar uma cadeia negativa e iniciar uma cadeia positiva que gera bem-estar em outros.

Substituir a grosseria e a impaciência pela atenção plena, cortesia e bondade pode não mudar o mundo, mas mudará nosso mundo mais próximo e nossos relacionamentos. E às vezes, é tudo que precisamos.

Por JENNIFER DELGADO SUAREZ

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CIENTISTAS BRITÂNICOS DESCOBREM MEDICAMENTO QUE REPARA DEMÊNCIA E DANOS À MEDULA ESPINHAL

Um medicamento que repara os danos ao cérebro e à medula espinhal foi criado por cientistas britânicos, oferecendo esperança para novas terapias que abordam uma série de condições devastadoras – de Alzheimer a epilepsia e paralisia.

Ele restaura as conexões perdidas entre os nervos – melhorando a memória, a coordenação e o movimento. Os resultados em camundongos e células cultivadas em laboratório foram descritos como “surpreendentes”.

A proteína sintética atua como uma “ponte molecular”, restabelecendo ligações neuronais destruídas por acidente ou doença. Funcionou em todos os modelos de animais, incluindo a demência.

O maior impacto foi observado na lesão da medula espinhal, onde a função motora retornou por pelo menos sete a oito semanas. Isso foi depois de apenas uma única injeção no local.

O autor principal, Dr. Radu Aricescu, neurocientista do Laboratório de Biologia Molecular MRC, em Cambridge, disse: “Danos no cérebro ou na medula espinhal geralmente envolvem a perda de conexões neuronais em primeiro lugar, o que eventualmente leva à morte de células neuronais.

“Antes da morte neuronal, há uma janela de oportunidade em que esse processo pode ser revertido em princípio.

“Criamos uma molécula que acreditávamos que ajudaria a reparar ou substituir as conexões neuronais de uma forma simples e eficiente.”

Ele acrescentou: “Ficamos muito encorajados pela forma como funcionou bem nas células e começamos a olhar para modelos de camundongos de doenças ou lesões onde vemos uma perda de sinapses e degeneração neuronal”.

Nos primeiros estágios do Alzheimer e em outros distúrbios neurodegenerativos, as sinapses – ou conexões cerebrais – são perdidas. Isso eventualmente faz com que os neurônios morram.

O mesmo acontece com o dano à medula espinhal, que interrompe o fluxo constante de sinais elétricos do cérebro para o corpo. Pode levar à paralisia abaixo de uma lesão.

O composto chamado CPTX imita uma proteína natural conhecida como cerebelina-1, que liga os neurônios que enviam sinais àqueles que os recebem.

Esses ‘transmissores’ e ‘receptores’ são encontrados em pontos especiais de contato – as sinapses. A cerebelina-1 e proteínas relacionadas são conhecidas como ‘organizadores sinápticos’. Eles são essenciais para ajudar a estabelecer a vasta rede de comunicação que sustenta todas as funções do sistema nervoso.

Trabalhando com colegas na Alemanha e no Japão, a equipe do Dr. Aricescu desenvolveu uma versão artificial descrita na Revista Science.

O co-autor do professor Alexander Dityatev, do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas de Bonn, que investiga proteínas sinápticas há anos, disse: “Em nosso laboratório, estudamos o efeito da CPTX em ratos que exibiam certos sintomas da doença de Alzheimer e descobrimos que melhorou o desempenho da memória dos ratos. ”

Os pesquisadores também descobriram que o CPTX aumentou a capacidade das sinapses de mudar, vital para a formação da memória, que é perdida no Alzheimer.

Além disso, a proteína agia especificamente nas sinapses que promoviam a atividade da célula contatada. Também aumentou a densidade das ‘espinhas dendríticas’, minúsculos protuberâncias na membrana da célula que são essenciais para estabelecer conexões sinápticas.

Os pesquisadores compararam a produção do CPTX a ‘recortar e colar’ informações da internet. Com efeito, eles pegaram elementos estruturais de diferentes ‘moléculas organizadoras’ e isso gerou novos com diferentes propriedades de ligação.

Experimentos descobriram que ele tinha uma capacidade notável de organizar conexões neuronais em culturas de células.

Os pesquisadores então testaram seu efeito em camundongos geneticamente modificados para ter má coordenação muscular, ou ataxia cerebelar. Pode ocorrer em muitas doenças. Os pacientes têm problemas de equilíbrio, marcha e movimentos oculares.

Eles observaram o tecido neuronal dos roedores de laboratório se reparar depois que a molécula foi injetada em seus cérebros. Também aumentou o desempenho do motor.

Encorajados pelo sucesso, eles tentaram o tratamento em outros modelos de ratos de perda e degeneração neuronal – incluindo doença de Alzheimer e lesão da medula espinhal.

Versões novas e mais estáveis ​​do CPTX estão sendo feitas para ter um efeito mais duradouro. Seus efeitos positivos foram observados por períodos mais curtos em outras condições – até cerca de uma semana para ataxia. Os pesquisadores estão confiantes de que podem corrigir isso.

É necessário muito mais trabalho para descobrir se as descobertas da ‘prova de princípio’ são aplicáveis ​​aos humanos.

O Dr. Aricescu disse: “Há muitas incógnitas sobre como os organizadores sinápticos funcionam no cérebro e na medula espinhal, por isso ficamos muito satisfeitos com os resultados que vimos.

“Demonstramos que podemos restaurar conexões neurais que enviam e recebem mensagens, mas o mesmo princípio pode ser usado para remover conexões.”

Isso beneficiaria pacientes com epilepsia, por exemplo. O produto químico pode servir como um protótipo para uma nova classe de medicamentos para tratar danos neurológicos.

O Dr. Aricescu acrescentou: “O trabalho abre caminho para muitas aplicações no reparo e remodelamento neuronal. É apenas a imaginação que limita o potencial dessas ferramentas. ”

Ele disse: “Nosso estudo sugere que o CPTX pode até fazer melhor do que alguns de seus análogos naturais na construção e fortalecimento de conexões nervosas. Assim, a CPTX poderia ser o protótipo de uma nova classe de medicamentos com potencial clínico.
“Nossa abordagem pode levar a tratamentos que realmente regeneram as funções neurológicas.
Fonte: Psicologias do Brasil, com informações de Good News Network.
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