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A MULHER QUE VIVEU 99 ANOS COM OS ÓRGÃOS NOS LUGARES ERRADOS

Uma mulher americana que morreu aos 99 anos de causas naturais 
vivia, sem saber, com os órgãos do lado errado do corpo 
devido a uma alteração congênita rara.

Rose Marie Bentley, dona de uma loja de ração para animais, morreu em outubro de 2017. Seu corpo foi doado para pesquisas a uma universidade em Portland, no Estado do Oregon. E alunos de uma turma de anatomia foram os primeiros a perceber que muitos de seus órgãos não estavam onde deveriam estar. Apesar de ter passado por várias cirurgias, sua condição não havia sido identificada...CONTINUAR LENDO.

Fonte: BBC

CONHEÇA 10 PESSOAS QUE QUASE FICARAM FAMOSAS

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Pete Best foi o primeiro baterista dos Beatles. Foi convidado para entrar na banda, em 1960, um dia antes de Paul, George e John embarcarem para uma turnê na Alemanha... CONTINUAR LENDO

QUEM INVENTOU O ESPELHO?

Durante milênios, olhar o próprio reflexo não era uma tarefa fácil. Não que as pessoas fossem especialmente feias: o problema era a escassez de bons espelhos. Felizmente, no século 19, a situação começou a mudar.

Em 1835, na Alemanha, o químico Justus von Liebig desenvolveu um método para aplicar uma fina camada de prata metálica sobre vidro, dando origem aos espelhos modernos. Com o passar das décadas, a técnica de von Liebig foi aperfeiçoada e se espalhou pelo mundo, e hoje há espelhos de incontáveis formatos e tamanhos.

Naturalmente, a necessidade de observar o próprio reflexo é muito antiga e as pessoas “davam um jeito” muito antes de von Liebig ter nascido. De acordo com estudo feito por Jay Enoch e publicado no periódico Optometry and Vision Science, há cerca de 8 mil anos habitantes da Anatolia (atual Turquia) teriam criado os primeiros espelhos polindo chapas de obsidiana (“vidro vulcânico”).

De 4.000 a 3.000 a.C., povos da Mesopotâmia (onde hoje fica o Iraque) e do Egito começaram a fabricar espelhos usando chapas de cobre polido. Cerca de mil anos depois, habitantes da América Central e da América do Sul poliam pedras para que pudessem ser usadas como espelhos – na China, usava-se bronze.

Segundo textos do autor romano Plínio, o Velho, no século 1 usavam-se espelhos de vidro (uma prática pouco difundida, porém).

É claro que mesmo os mais antigos espelhos fabricados pelos humanos são “novos” em comparação com aqueles encontrados na natureza. “Os primeiros espelhos muito provavelmente eram calmas poças de água e depósitos de água formados por pedra ou argila”, explica Enoch.
Life's Little Mysteries, Optometry and Vision Science

COMO OS ANIMAIS REALMENTE PERCEBEM O MUNDO

Cães são tão conscientes quanto você, 
gatos funcionam como radares 
e papagaios veem cores invisíveis. 

Conheça uma nova realidade: 
o mundo sob a ótica dos pets.

Três andares acima do térreo, a alguns lances de escada de distância, muito antes de você apalpar os bolsos em busca da chave, seu cachorro o aguarda ansioso atrás da porta. Ele sabe que você, e não o seu Zé, que recolhe o lixo do prédio todos os dias, está prestes a subir até o terceiro andar. Basta colocar o primeiro pé dentro de casa para receber a saudação calorosa do bichinho. E não importa com quem você esteja. Se chegar acompanhado com velhos ou novos amigos, ou mesmo com seu irmão gêmeo, que mora no exterior há alguns anos, ele não vai pular nas pernas erradas. Ele sabe quem é você.

Mas não sabe quem ele é. Coloque um ser humano em frente ao espelho e este animal bípede começa instintivamente a mexer no cabelo (achando que um tapinha na franja realmente vai deixá-lo mais bonito). Um cão, porém, consegue ser ainda mais bestial: a reação dele ao espelho é a mais completa indiferença. Nem uma olhadinha. Ele não reconhece a própria imagem. E se não reconhece a própria imagem, não tem aquilo que chamamos de consciência, certo? Até pouco tempo atrás, era o que a ciência achava. Animais que reconhecem a própria imagem no espelho teriam consciência - e aí entram basicamente nós, nossos primos (os grandes macacos - chimpanzé, gorila, orangotango), cetáceos e elefantes. Os bichos que não se reconhecem não teriam noção de "eu". Não teriam consciência.

Mas a verdade provavelmente é outra. O problema não está nos animais que não se reconhecem no espelho. Está em quem testa a presença de consciência sob a ótica humana. O mundo de um cachorro ou de um gato não se cria majoritariamente com imagens, como o nosso. Eles veem com sons e, principalmente, cheiros. E o espelho exclui a melhor arma de reconhecimento do cachorro: o olfato. O biólogo Marc Bekoff, da Universidade do Colorado, testou o próprio bichinho para saber se ele era capaz, de alguma forma, de se reconhecer. Em vez de testar imagens, Bekoff pensou como um cão. Durante cinco invernos, toda vez que saía para passear com o companheiro, recolhia pedaços de neve onde o cão havia feito xixi. Depois, recolhia neve com urina de outros cachorros.

Então Bekoff espalhava os blocos de neve - alguns com xixi do cachorro dele, outros com o de outros cães -por lugares diferentes. E a reação do melhor amigo do pesquisador era sempre a mesma: quando encontrava a urina de outro cão, despejava um novo jato de xixi em cima para marcar o território como dele. Normal. Mas quando encontrava um bloco com a própria urina, não dava bola. Sabia que aquele xixi já era dele, então o território não precisaria de remarcação. Resultado: o cachorro sabe muito bem quem ele é. Mas diferentemente de você, que se reconhece pela fisionomia, ele faz isso pelo cheiro.

Se o nosso mundo é rico em imagens, o dos animais domésticos, as estrelas desta reportagem, vem carregado de sons, cheiros e sensações. E qualquer coisa acompanha uma porção de informações: um poste é uma fonte rica de notícias, diz se outro animal passou por ali, quem era, e há quanto tempo isso aconteceu. Ainda é impossível aguçar nossos sentidos, entrar na pele deles e entender a riqueza de cada cheiro, som, imagem ou sabor. Mas dá para entender como eles veem o mundo e descobrir por que seus pets insistem em fazer coisas que você odeia - ou adora.

Olfato além do alcance
Rememore a primeira informação desta matéria: gatos e cães constroem o mundo com cheiros, sons e um pouco de imagens. Para os cães, o olfato é fundamental. Existem entre 120 e 300 milhões de células olfativas dentro do nariz. Nós temos apenas 6 milhões. O que isso significa? Que eles podem até detectar câncer em humanos só farejando nosso hálito.

É o que pesquisadores do hospital Schillerhoehe, na cidade de Gellingen, Alemanha, descobriram em 2011. O oncologista Thorsten Walles e seus colegas deram amostras de tumores para que os cães farejassem. Era uma forma de treino, como fazem com cães farejadores de drogas - dão um osso de borracha com cocaína dentro para que o cão aprenda a reconhecer o cheiro do entorpecente; aí ele consegue reconhecer cocaína camuflada até dentro de sacos de café no fundo de uma mala.

Os alemães fizeram mais ou menos isso, só que com amostras de células cancerosas. Depois, pacientes com câncer de pulmão em estágio inicial sopraram dentro de tubos de ensaio (que eram tapados em seguida). Os cientistas treinaram os cachorros para sentar cada vez que sentissem "cheiro de câncer" em algum desses tubos de ensaio. E os cachorros acertaram 71% dos casos.

A ideia dos pesquisadores agora é construir uma espécie de "nariz eletrônico" que seja capaz de reconhecer os mesmos elementos químicos característicos de câncer que os cães farejam. Seria uma máquina capaz de detectar a doença logo nos estágios iniciais - uma revolução no mundo dos diagnósticos, que certamente salvaria vidas. Mas, por enquanto, há um problema: determinar quais são esses elementos químicos que denunciam a presença de um tumor. Como disseram os pesquisadores: "Infelizmente, os cães não têm como nos dizer qual é a bioquímica do cheiro do câncer". Seja como for, o olfato deles continuará sendo uma ferramenta fundamental nessa busca.

Não é apenas a quantidade de células olfativas que deixa o nariz dos cães tão poderoso. As partes internas do nariz e suas divisões têm um papel importante. Para saber como funciona mesmo o nariz deles, uma equipe da Universidade do Estado da Pensilvânia convocou sete cães, colocou máscara neles e despejou alguns odores. Os pesquisadores conectaram o nariz de uma das cadelas participantes a um equipamento de ressonância magnética. Aí revelaram o caminho do ar dentro das narinas caninas. Descobriram áreas específicas de respiração e expiração. No nosso caso, por exemplo, não temos uma área onde guardamos o ar inalado e outra onde fica o ar exalado. Por conta disso, quando respiramos, paramos de "farejar" e soltamos todo o gás, carregado de odores, de volta para o mundo. Nos cães isso é diferente, enquanto respiram o processo olfativo continua ligado. E nenhum odor passa batido pelo cão. Por isso mesmo, tanto eles como os gatos (outros campeões na detecção de odores, com 200 milhões de células olfativas) usam o nariz para se reconhecer e trocar informações.

E para "conversar" com você. Fungando suas meias e sapatos, eles descobrem por onde você andou, se encontrou com outras pessoas, o que comeu, se fez sexo, fumou ou correu. Entende agora como seu calçado é tentador para eles? O sofá e a sua cama também. E onde mais houver o seu cheiro. Por isso mesmo, gatos e cachorros preferem ficar perto de lugares onde podem sentir o cheiro dos donos. Mesmo se for a sua poltrona nova. Isso funciona também com roedores - quando vão mudar de gaiola, recomenda-se colocar algum pano com o cheiro da gaiola antiga - e do dono.

O papagaio não se importa tanto assim com o seu cheiro. Com faro pouco desenvolvido, ele reconhece você pela aparência ou voz. O paladar de um papagaio, aliás, também é péssimo. Enquanto nós temos 9 mil papilas gustativas, nos papagaios esse número varia de 300 a 400. E ele não fica sozinho nessa pobreza gastronômica. Na língua dos gatos só aparecem 473 papilas. Os cachorros têm um pouco mais: 1,7 mil. Assim como os papagaios, esses dois mamíferos conseguem distinguir as quatro principais características da comida. Mas seu gato dispensa os doces, e o cachorro detesta comidas amargas (passe um caldo de jiló na ponta do móvel que ele adora morder para ver se essa mania não acaba). Com um paladar tão fraco, os dois não se importam em degustar com calma um prato de ração premium. Eles devoram os pratos - para que perder tempo se não tem um milhão de sensações para descrever, como fazem os humanos? Aliás, é por causa desse ponto franco que os dois animais engolem qualquer comida que cair no chão.

No fim da história, quem sabe mesmo apreciar um jantar são os roedores. Os porquinhos-da-índia e os coelhos têm 17 mil papilas gustativas espalhadas pela língua. Quase duas vezes mais do que nós. Então eles exigem um cardápio selecionado. Alguns desses bichinhos gourmet, para você ter uma ideia, até rejeitam verduras e folhas com agrotóxicos.

Mas a falta de sensibilidade dos cães e gatos fica só no paladar mesmo. Nas coisas que realmente importam para a nossa convivência com eles, os animais domésticos são gênios da percepção. Até os cavalos são mestres nesse quesito.

Os sons do silêncio
A história de Hans, um cavalo alemão, mostra bem a capacidade de observação e associação dos animais que criamos. No começo do século 20, ele se tornou celebridade por acertar equações matemáticas. O dono escrevia na lousa uma conta como 1/2 + 1/3 e pedia a resposta ao animal. Ele batia a pata cinco vezes no chão, esperava uns segundos e batia mais seis vezes. Ou seja: 5/6. O dono dizia ter treinado o animal por dez anos.

Pura malandragem do treinador. Por trás do "raciocínio lógico" do equino, o que havia era uma capacidade ímpar de observação. Ele conseguia perceber sinais sutis no rosto do dono, que o público não tinha como observar. E, assim, descobria quando deveria bater ou não as patas no chão. Ou seja: um cavalo pode ser um ótimo parceiro de truco.

Cães e gatos também. Eles reparam, associam e memorizam tudo. Cada gesto, cada barulho. Tudo serve de pista sobre o próximo passo do dono. Aquele tilintar de chaves sempre vem antes da despedida. O cheiro do perfume também precede a sua saída. Eles guardam e aprendem com esses sinais. Sabem quando você está prestes a ir embora - e demostram toda a tristeza que sentem nesses momentos...

É quase impossível escapar do radar dos cães e dos gatos. Os felinos escutam ainda melhor que os cães. E absurdamente mais do que você. Um som que passe dos 20 mil hertz (o extremo do agudo) fica inaudível para nós. Já os gatos ouvem até 60 mil hertz. Os cachorros chegam aos 45 mil hertz. Isso porque os dois evoluíram caçando roedores, então conseguem captar os sinais hiper agudos que os ratinhos emitem para se comunicar. Nem o som das vibrações corporais dos cupins passa batido pelos gatos. Até o som de lâmpadas fluorescentes (sim, elas fazem barulho) eles conseguem captar. Segundo a especialista em comportamento animal Temple Grandin, da Universidade do Colorado, se você estiver conversando no térreo, seu gato vai ouvir e reconhecer sua voz lá do décimo andar. Insano.

Eles ouvem sons naquilo que para nós é silêncio. Mas isso não impressiona tanto quanto uma habilidade de outro animal doméstico: o papagaio, que enxerga o que para nós é invisível.

Papagaios psicodélicos
Os papagaios veem o mundo com visão ultravioleta. Na prática, enxergam cores invisíveis. "Quando eles olham para os pelos de outro papagaio, conseguem saber se é macho ou fêmea", diz Susan Friedman, especialista em comportamento animal da Universidade do Estado de Utah. Já nós, humanos, não conseguimos diferenciar papagaios de papagaias - só mesmo com intervenção cirúrgica para checar os órgãos genitais (um processo bem invasivo), ou com teste de DNA.

A visão ultravioleta também permite saber o grau de maturação de algumas frutas, como uvas, caquis e figos. Mas a graça dela vai bem além dessa parte mais pragmática. O mais bacana aqui é que os papagaios veem um mundo que para nós seria psicodélico. Temos três receptores de cor nos olhos (para verde, azul e vermelho). Então essas três são as nossas cores primárias - e a combinação entre elas cria as cores do nosso mundo. Os papagaios (e outras espécies de aves, peixes e répteis) têm quatro receptores: os nossos mais um dedicado ao ultravioleta. A combinação desses quatro cria um mundo estupidamente mais colorido que o nosso - um mundo tão difícil de imaginar quanto uma realidade com quatro dimensões, em vez das três que a gente conhece. O fato é que, se papagaios produzissem caixas de lápis de cor, elas teriam milhares de lápis. E olha que isso não é nada perto do que outros animais enxergam. O campeão mundial de visão, por exemplo, tem 12 receptores de cor. Doze cores primárias... Uau. E esse nosso amigo pra lá de lisérgico nem é um animal dos mais relevantes: trata-se do mantis, uma espécie de camarão.

Bom, pelo menos no mundo dos mamíferos nós levamos vantagem sobre os animais domésticos. O gato e o cachorro possuem só dois receptores de cor (azul e verde). Então o mundo deles é um pouco menos colorido que o seu. E diferente: o vermelho vira verde, o verde ganha um tom mais amarelado, e o violeta fica azulado. Até o preto parece mais desbotado. O porquinho-da-índia, diferente de outros roedores, que só enxergam em preto e branco, também tem visão bicromática (vermelho e verde). É como se eles, os cães e os gatos fossem daltônicos.

E essa não é a única diferença. As imagens da televisão, por exemplo, não fazem sentido para eles. Nosso olho, assim como o de outros animais, não apaga uma imagem no centésimo de segundo seguinte à captação. Ele ainda a mantém "viva" por uma fração de segundo. Se antes desse tempo surgir outra imagem, você terá a impressão de que as figuras estão em movimento. É o que acontece no cinema e na televisão: as cenas rodam numa velocidade de, no mínimo, 24 imagens por segundo. Se um filme mostrasse só cinco quadros por segundo, seria uma sequência quase pausada de figuras, como um filme em stop motion. É assim que os cães e gatos veem. Eles enxergam mais em menos tempo: um cachorro consegue ver de 70 a 80 imagens por segundo, um gato vê 100 imagens; até o porquinho-da-índia ganha de nós, com 33 imagens por segundo.

Essa percepção-extra faz com que eles vejam a programação de TV como se ela fosse em stop motion, com "cortes" entre cada cena. Além disso, a tela fica tremida e dá para ver a passagem dos quadros, que surgem de baixo para cima. Chaaaato.

As TVs digitais resolveram parte desse problema. Elas rodam numa velocidade mais alta, aí os cachorros conseguem ter uma visão mais parecida com a nossa, sem tremedeira na tela. Ainda assim, isso não basta para prender a atenção deles.

Mas para os cachorros, pelo menos, cientistas criaram uma solução: um canal de TV totalmente voltado a eles. Nicholas Dodman, veterinário e pesquisador da Universidade Tufts, lançou a novidade nos EUA no começo deste ano. O canal, chamado de DOGTV, mostra cenas de cachorros correndo pelo gramado, brincando entre si, pulando na piscina. Cada detalhe dos programas tem a ver com os interesses caninos. As cores foram adaptadas ao mundo "daltônico" deles e os sons também: o barulho da grama enquanto o cachorro passa por ela, o da bola que pinga no chão... O enquadramento também é diferente, as cenas foram filmadas do ângulo de um cachorro. Por exemplo, enquanto o bicho passa pela mata, o cachorro-telespectador vê a grama alta, como se ele mesmo passasse por ela. Dodman testou a eficiência do canal. Ele preparou três cenários para cachorros: canais humanos, como CNN ou Animal Planet, o DOGTV e uma TV desligada. Com monitoramento via câmera, o pesquisador concluiu que 75% deles assistiram pelo menos um bloco a mais do DOGTV do que das outras alternativas. Outra diferença é que cães e gatos enxergam melhor na penumbra. Em volta do glóbulo ocular deles existe uma membrana chamada tapetum lucidum, que funciona como um espelho e reflete toda a luz disponível de volta para a retina. Graças a isso, eles conseguem enxergar até 40% melhor do que os humanos no escuro.

É, perdemos feio nessas partes. Em compensação, temos um ponto a nosso favor: fóveas, que são uma porção de fotorreceptores na área central das retinas. Elas nos permitem ver bem coisas a poucos ou muitos centímetros do nosso nariz. Se você colocar um brinquedo numa distância entre 25 e 40 centímetros do nariz de um cão, provavelmente ele terá dificuldades em vê-lo. Ponto para nós. Mas, grande coisa, ainda ficamos atrás dos pássaros: os papagaios têm quase o dobro de fóveas. Sem contar o fato de os olhos estarem posicionados nas laterais do rosto. Isso permite a ele ver o que acontece ao redor numa panorâmica de quase 360 graus. Se soubessem driblar, seriam ótimos jogadores de futebol - até porque xingar o juiz, os papagaios já sabem muito bem.

O papagaio sabe o que diz?
Ele não grita biscoito à toa. Você ensina o que é biscoito, ele aprende e grita o dia inteiro na tentativa de ganhar mais comida. Muitos deles dizem oi quando você chega e tchau quando vai embora. Eles podem não saber semanticamente o que "oi" significa. Mas vem cá: você sabe, por acaso? Não, porque esse significado nem existe. "Oi" é apenas um som que os falantes de português emitem para avisar que chegaram. E que nós aprendemos quando ainda somos projetos de gente. Por esse ponto de vista, um papagaio dando "oi" é algo tão complexo quanto um ser humano dando "oi".

E talvez eles sejam ainda mais parecidos com a gente. "Acho que entendem o contexto das frases. Dizer que é só imitação é subestimá-los", aposta Susan Friedman. Nada ainda foi comprovado cientificamente, mas 30 anos de pesquisas parecem endossar a opinião de Friedman. Os papagaios podem resolver algumas tarefas linguísticas semelhantes com a mesma habilidade de crianças entre quatro e seis anos. Pelo menos foi assim com Alex, um famoso papagaio treinado pela pesquisadora Irene Pepperberg ao longo de 30 anos. Ele compreendia os conceitos das palavras "mesmo", "diferente", "maior", "menor" e "nenhum", além de saber somar números. No total, conhecia 100 diferentes palavras e distinguia cores e formas. Morreu aos 31 anos de idade, do lado de Irene.

Eles podem não ter as artimanhas do cérebro humano para racionalizar um diálogo e aprender uma língua complexa, mas podem, por associação, entender os contextos de cada frase. Ou, como no caso do cavalo Hans, perceber no íntimo da linguagem corporal do dono como agradá-lo e responder da forma como espera. E não é nada surpreendente.

Eles são bichos sociáveis e se comunicam com outras aves por meio dos sons. Um ruído um pouco mais agudo pode significar perigo à vista, uma conversa à toa, ou um pedido de comida de um filhote. Cada cria, aliás, recebe um nome logo após o nascimento.

Um estudo da Universidade de Cornell colocou câmeras em 16 ninhos de papagaios. As imagens mostram os pais "falando" o nome dos filhos antes mesmo que eles fossem capazes de cantar. Depois de algum tempo, os patriarcas ensinavam os filhos a reproduzirem os sons do próprio nome. Essa troca de nomes também não é sem propósito. Quando as turmas se misturam, fica mais fácil gritar o nome dos companheiros do que tentar encontrá-los no meio da papagaiada. Mas, se há a suspeita de que os papagaios sejam gênios linguísticos, o mesmo vale para os cães e gatos? É o que vamos ver agora.

Todo mundo sabe: um cachorro bem treinado senta quando escuta a ordem. Ou rola e dá a pata. Mas eles entendem que essas cinco letras que formam a palavra "senta" significam "flexione as pernas até apoiar as nádegas numa superfície horizontal"? E que "rolar" é o ato de fazer girar? Não, claro. Mas aquela mania de passar o tempo a observar o dono o deixa pronto para memorizar o som da palavra, a entonação, os movimentos corporais e o que aquilo tudo significa.

"Eles aprenderam as deixas mais fáceis para eles e não a palavra `senta¿, que os cães, com seu repertório limitado de sinais vocais, devem achar difícil de distinguir de outras expressões que soem de maneira parecida", conta John Bradshaw, no livro Cão Senso. É a mesma lógica do cavalo Hans: eles aprendem os pequenos sinais corporais do dono.

Para ganhar espaço no mundo dos homens, seu pet aprendeu a observar cada passo seu. Até os porquinhos-da-índia fazem isso: deixe a gaiola num lugar onde não dá para ver nada e você vai perceber a frustração dele - dificilmente o animal vai interagir com você. Ele precisa conhecer os donos para se acostumar com a companhia e viver as mesmas rotinas. Mas para isso o bicho precisa de tempo para observar.

E eles nos entendem profundamente: sabem quem somos, o que fazemos, coisas que nos agradam ou não (mesmo quando desobedecem). Só quem parece ainda não conhecer tão bem os companheiros são alguns humanos. Os pets já superaram essa fase.

OLFATO
O nariz apurado de um cão pode salvar vidas: treinados, eles detectam se uma pessoa tem ou não câncer de pulmão só pelo odor do hálito. Mesmo que a doença esteja só no começo. Não há máquina capaz de algo parecido.

HOMEM - 5 milhões de células olfativas
CACHORRO - 300 milhões de células olfativas
O MELHOR OLFATO: URSO - 4 Bilhões de células olfativas

AUDIÇÃO
Nenhum animal doméstico é páreo para o gato no quesito audição. Ele consegue ouvir os sons das vibrações corporais dos cupins. E você chegando no térreo, mesmo que esteja num apartamento no décimo andar.
HOMEM - 20 MIL HERTZ
GATO - 60 MIL HERTZ
A MELHOR AUDIÇÃO: BALEIA-BRANCA (OU BELUGA) - 123 MIL HERTZ

VISÃO
Temos três receptores de cor nos olhos: um para cada cor primária (vermelho, azul e verde). Os papagaios têm quatro: os nossos mais um para o ultravioleta. O mundo deles, então, é bem mais colorido que o seu.
HOMEM - 3 receptores de cor
PAPAGAIO - 4 receptores de cor
A MELHOR VISÃO: CAMARÃO MANTIS - 12 receptores de cor

PALADAR
Cachorros e gatos praticamente não sentem o gosto da comida. Se você quiser um bicho de estimação com paladar apurado, compre um porquinho-da-índia, que tem duas vezes mais papilas gustativas que os humanos. Ou arranje um bagre, o campeão mundial de paladar, com três vezes mais papilas que você.
HOMEM - 9 MIL papilas gustativas
PORQUINHO-DA-ÍNDIA - 17 MIL papilas gustativas
O MELHOR PALADAR: BAGRE - 27 MIL papilas gustativas.

VOCÊ SABE QUAL A MAIOR QUEDA D’ÁGUA DO MUNDO?

O Brasil se orgulha das Cataratas do Iguaçu, 
conjunto com mais de 270 quedas d’água, com mais de 80 metros de altura, que servem de fronteiras entre nós, os argentinos e os paraguaios. Apesar de toda essa imponência, não se trata da maior cachoeira do mundo. Esse título está aqui mesmo na América do Sul, mas pertence à Venezuela. É o Salto Angel (ou Cataratas Angel), mais de dez vezes mais alto do que as nossas cataratas. No ponto mais alto, água cai de incríveis 979 metros, é quase um quilômetro de queda livre.

O nome foi dado em homenagem a um aventureiro, o americano Jimmy Angel, que em 1937 conseguiu aterrissar com seu avião no cume da montanha da qual corre a água, na qual o avião tombou, mas ele escapou ileso. A altura da queda d’água é tão grande que a corrente líquida se atomiza no ar, transformando-se em uma névoa fria, baixa alguns metros, condensa-se novamente e continua a cair.

Esta conta da altura, 979 metros, parte do topo e conta inclusive as corredeiras íngremes que há na base. A única e maior queda, sem nenhuma interrupção, soma “apenas” 807 metros, mas ainda é a recordista mundial de longe. Apesar de o nome do local ser em homenagem a um aviador americano, toda a natureza ao redor recebe nomes dos indígenas que habitavam a região: a montanha pela qual há a queda chama-se Auyan-tepui, e é alimentada pelo rio Churun.
Apesar da magnífica altura, a água que corre pelo Salto Ángel é considerado um fio de água se comparado com outras cataratas pelo mundo. Até a nossa, do Iguaçu, apresenta maior volume d’água que o Salto Ángel, mas também não temos o tíyulo mundial nesse quesito. A campeã, nesse caso, é a Cascata Inga, na República Democrática do Congo (ex-Zaire), cujas quedas apresentam um volume superior a 45 milhões de litros por segundo.
[Life's Little Mysteries]

10 MISTÉRIOS SOBRE OS PRIMEIROS HUMANOS

Por que somos a única espécie humana que sobrou?
Da onde viemos? 
Por que evoluímos desta forma? 


Que outros caminhos poderíamos ter tido na evolução? Quando se trata da história da humanidade, as perguntas são muito mais abundantes do que as respostas. É por isso que só podemos reunir 10 mistérios sobre os primeiros humanos (que mal servem para juntar pedaços do passado).

1) Porque evoluímos com cérebros maiores?
Não há dúvida de que os nossos grandes cérebros são uma vantagem extraordinária no mundo animal. Ainda assim, o cérebro humano é um órgão incrivelmente caro ao corpo, ocupando apenas cerca de 2% da massa, mas usando mais de um quinto da energia. Até cerca de 2 milhões de anos atrás, nenhum de nossos ancestrais tinha um cérebro maior do que um macaco quando comparado ao tamanho do corpo. O que nos fez aumentar esse tamanho? Uma possibilidade é que o aumento ajudou a população a fazer melhores ferramentas. Outro é que os cérebros maiores nos ajudaram a interagir melhor uns com os outros. Talvez as mudanças radicais no ambiente também exigiram que nossos antepassados lidassem com um mundo em transformação.

2) Porque andamos sobre duas pernas?
Nossos ancestrais evoluíram para uma postura ereta antes mesmo de ferramentas de pedra aparecerem. A pergunta, então: por que andar sobre duas pernas? A ideia é de que andar como bípede ajuda a gastar menos energia do que se movimentar em quatro membros. Libertar os braços também poderia ter possibilitado que nossos antepassados transportassem mais alimentos. Ficar em pé pode até ter ajudado os primeiros humanos a controlarem melhor a temperatura, reduzindo a quantidade de pele diretamente exposta ao sol.

3) Cadê todo aquele pêlo?
Os seres humanos parecem bastante pelados em comparação aos seus primos macacos. Como isso aconteceu? Uma sugestão é que os nossos antepassados perderam os pêlos para se esfriar quando se aventuram através das savanas da África. Outra é que perdê-los ajudou os homens a se livrar de parasitas e doenças que podiam se espalhar. Uma ideia pouco ortodoxa até sugere que a nudez humana se desenvolveu após nossos antepassados se adaptarem brevemente a uma vida na água, embora a maioria dos mamíferos aquáticos do tamanho aproximadamente humano possua pelagem densa.

4) Porque as outras espécies de humanos se extinguiram?
Cerca de 24 mil anos atrás, nossa espécie, Homo sapiens, não estava sozinha no mundo: nossos parentes mais próximos, o homem de Neandertal (Homo neanderthalensis) ainda estava vivo. O chamado “hobbit” encontrado na Indonésia também poderia ter sido um membro do gênero Homo, que aparentemente sobreviveu até tão recentemente quanto 12 mil anos atrás. Por que eles morreram e nós sobrevivemos? Infecções ou mudanças radicais no ambiente poderiam tê-los matado? Ou será que nossa espécie acabou com eles? Alguma evidência existe para ambos os cenários, mas nenhuma conclusão é definitiva.
5) A evolução humana está se acelerando?
Evidências recentes sugerem que a humanidade não só continua evoluindo, mas que a evolução humana está acelerando em até 100 vezes os níveis históricos após a disseminação da agricultura. Um número de cientistas contesta a força desta prova, afirmando que é difícil saber se certos genes realmente têm evoluído. Ainda assim, se a evolução humana está acelerando, a questão é: por quê? Dieta e doenças podem ser algumas das pressões que fazem os humanos mudarem.

6) O que é o “hobbit”?
“Hobbit” é o apelido dado aos pequenos esqueletos encontrados na ilha indonésia de Flores, em 2003. Seriam eles uma espécie extinta humanos, suficiente para ser chamada de Homo floresiensis? Ou seriam apenas alguns exemplos de esqueletos deformados de Homo sapiens? Ou ainda seriam eles uma espécie diferente de nós, mas talvez não uma espécie extinta humana e sim uma completamente separada, como a dos chimpanzés? Resolver esse mistério poderia ajudar os pesquisadores a entenderem os caminhos radicais da evolução humana.

7) Por que a humanidade moderna se expandiu da África há cerca de 50.000 anos?
Cerca de 50 mil anos atrás, o homem moderno surgiu na África, espalhando-se rapidamente na maior parte das terras para colonizar todos os continentes exceto a Antártida. Alguns cientistas acreditam que esta migração foi relacionada com uma mutação que transformou o nosso cérebro, levando ao uso complexo da linguagem e permitindo ferramentas de arte mais sofisticadas e sociedades modernas. A visão mais popular sugere que o comportamento moderno existia muito antes deste êxodo, e que a humanidade atingiu um limite de população na África, o que obrigou a expansão.
8 ) Será que nós transamos com os Neandertais?
Se as duas espécies conviveram, podem ter se cruzado. Será que nós fizemos sexo com eles? Será que a nossa espécie possui alguma sobra de genes de nossos primos extintos? Alguns cientistas até sugerem que talvez o homem de Neandertal não tenha morrido, mas sim foi absorvido pela humanidade moderna.

9) Quem foi o primeiro hominídeo?
A cada dia os cientistas descobrem mais e mais antigos hominídeos (entendidos como bípedes, incluindo seres humanos, nossos ancestrais diretos e parentes mais próximos). Eles estão se esforçando muito para encontrar o primeiro, o que vai ajudar a responder a questão mais fundamental na evolução humana: quais adaptações fizeram de nós seres humanos, e em que ordem elas aconteceram?

10) De onde vieram os humanos modernos?
A questão mais debatida na evolução humana é de onde os humanos modernos evoluíram. A hipótese da África sustenta que os humanos modernos evoluíram na África há relativamente pouco tempo e depois se espalharam pelo mundo, substituindo as populações de humanos arcaicos. A hipótese multirregional afirma que os humanos modernos evoluíram em uma ampla área de humanos arcaicos, com populações de diferentes regiões cruzando com seus vizinhos e compartilhando características, o que resultou na evolução dos humanos modernos. A primeira hipótese é mais bem aceita, mas os defensores da segunda hipótese permanecem fortes nos seus argumentos.
Por Natasha Romanzoti [LiveScience]

COMO AS CORES GANHARAM SEU SIGNIFICADO SIMBÓLICO

As cores são cheias de valor simbólico, ao começar com as roupas de bebês – azuis para meninos, rosas para meninas, amarelas quando não se sabe o sexo.
Mesmo no mundo moderno, onde crenças supersticiosas em grande parte desapareceram na luz dos conhecimentos científicos, muitas cores mantiveram associações antigas. A maioria das pessoas sabe que as noivas devem usar branco, que “ver vermelho” significa estar com raiva, e que se pode sentir “verde de inveja”. Mas a aprendizagem dessas conotações requer um olhar para trás, para as crenças e práticas dos antigos. Confira:

1 – VERMELHO: PAIXÃO
O vermelho tem uma gama de significados simbólicos, incluindo vida, saúde, vigor, guerra, coragem, raiva, amor e fervor religioso. O traço comum é que todos estes sentimentos requerem paixão, e a “força vital” que impulsiona paixão – sangue – é vermelha.
Quando as pessoas ficam com raiva, seus rostos ficam avermelhados. Quando estão felizes e saudáveis, as bochechas ficam rosadas (enquanto que quando estão doentes ou morrendo, têm uma palidez mortal, carente em vermelho). Quando os homens lutam, sangue é derramado. Em todos os casos, o sangue vermelho manifesta-se em conexão com paixão.
As cores eram tão poderosas em culturas tradicionais que os antigos acreditavam que objetos vermelhos transmitiam saúde através de sua cor. Por exemplo, pedras mais vermelhas, como granadas e rubis, transmitiam saúde e preveniam doenças. Em Roma, as crianças usavam coral vermelho como um talismã para protegê-las de doenças, e na China, por razões semelhantes, as crianças sempre usavam uma peça de roupa vermelha.

2 – BRANCO: PUREZA
Em uma ampla gama de culturas, a cor branca simboliza a pureza e a inocência, e vestes brancas são usadas para transmitir pureza espiritual e/ou sexual (como usar branco quando dentro de um centro espírita, ou casar de branco).
Não é de se estranhar que o branco tornou-se associado à pureza culturalmente, já que mesmo a menor gota de corante, ou uma mancha de sujeira, destrói a cor.

3 – PRETO: MISTÉRIO/MORTE
Muitas culturas antigas acreditavam que o preto era “a cor do mistério e dos caminhos misteriosos e sabedoria de Deus”, disse a historiadora Ellen Conroy. Isso porque a noite, assim como a escuridão (a ausência de luz) transcende a percepção humana da mesma forma que a sabedoria de Deus está/estava além da compreensão.
De todos os mistérios, a morte é o maior. Os povos antigos estavam completamente “no escuro” sobre o que aconteceria a eles após a morte, e assim ela foi representada pela cor preta em muitas culturas. Houve a coincidência de que a morte é semelhante com o sono, que acontece na escuridão da noite, quando as pálpebras fechadas bloqueiam toda a luz.

4 – ROXO: REALEZA
A cor púrpura simboliza a nobreza da realeza e do imperialismo. Em muitas sociedades europeias, o simbolismo foi estabelecido por lei: da Roma antiga a Inglaterra elisabetana, “leis suntuárias” proibiam qualquer um, exceto os membros próximos da família real, a usar a cor.
O status de elite do roxo decorre da raridade e custo do corante usado originalmente para produzi-lo. Comerciantes de tecidos obtinham a “púrpura de Tiro”, como o corante era chamado, a partir de um pequeno molusco encontrado apenas em uma região do mar Mediterrâneo perto de Tiro, uma cidade de comércio fenício localizado no que hoje é o Líbano.
Mais de 9.000 moluscos eram necessários para criar apenas um grama de púrpura de Tiro, e como só os governantes ricos podiam se dar ao luxo de comprar e usar tecidos tingidos com a cor, ela ficou associada às classes imperiais de Roma, Egito e Pérsia.
Outra consequência disso é que o roxo também veio a representar a espiritualidade e a santidade, porque os antigos imperadores, reis e rainhas que usavam a cor muitas vezes eram considerados deuses ou descendentes dos deuses.

5 – AZUL: VERDADE/TRISTEZA
De acordo com a historiadora Conroy, a associação primária da cor azul na maioria da história é com a verdade. Isso aconteceu porque o azul é a cor de um céu calmo e límpido, e é a reflexão calma que leva à verdade.
Hoje, porém, o azul transmite principalmente tristeza e desespero. O termo “blues” significa isso em inglês, estar triste.
A conotação pode estar relacionada com lágrimas e chuva (e seus efeitos depressivos), já que a água é geralmente representada na mente das pessoas como azul. Na mitologia grega, Zeus fazia chover quando estava triste.

6 – VERDE: NATUREZA/SABEDORIA
Por razões óbvias, como a grama e as florestas, a cor verde representa a natureza e o meio ambiente. Mais abstratamente, simboliza sabedoria. A última associação tem raízes antigas.
De acordo com Conroy, os egípcios acreditavam que um deus chamado Thoth levava as almas dos mortos para a “colina verde da vida eterna e da sabedoria eterna”. Mais tarde, os romanos basearam seu deus Mercúrio em Thoth, e o planeta Mercúrio por sua vez foi baseado no último deus.
Por esta razão, na astrologia, “verde é às vezes a cor do planeta Mercúrio, que é o planeta que rege a mente e confere conhecimento – o conhecimento não só do tipo essencial para o sucesso material, mas também o conhecimento de inspiração e sabedoria celestial”, diz Conroy.
Mais tarde, os cristãos muitas vezes ligaram Mercúrio ao Arcanjo Miguel da mitologia romana. É por isso que as representações tradicionais de Miguel mostram-lhe conduzindo as almas dos que partiram para a “verde colina de Sião”.
Além de sua associação com sabedoria, há um lado negativo do verde. “O verde em seu sentido degradado nos dá ‘o monstro do ciúme de olhos verdes’, que é o oposto da sabedoria celestial, já que a inveja é sempre devida à intrusão dos desejos do eu, enquanto a sabedoria celestial deseja dar ao invés de receber”, explica Conroy.
Também, a cor verde é frequentemente vista como presságio de morte. Esta ideia pode ser uma sobrevivência do antigo culto de Mercúrio, e até mesmo de São Miguel nos tempos cristãos, ambos mensageiros da morte.

7 – AMARELO: FELICIDADE/COVARDIA
Não é de se surpreender que amarelo simbolize a felicidade e o calor na maioria das culturas, que são características do sol amarelo e seus efeitos.
Em culturas antigas, onde um deus ou deuses eram associados com o sol, como no Egito e na China, o amarelo era a maior e mais nobre das cores, e, portanto, a cor de figuras religiosas e membros da família real (que se pensavam serem descendentes dos deuses ).
Conroy explica que todas as cores têm um significado degradado que tradicionalmente opõe o positivo. Junto com o calor e felicidade, então, o amarelo também representa covardia e engano. “Reconhecemos o Judas traidor muitas vezes em imagens antigas pelo fato de que ele é registrado como usando túnicas amarelas”, conta.

8 – LARANJA: ALERTA
Os historiadores afirmam que a cor laranja não era considerada por antigas civilizações ocidentais como uma cor primária. Dependendo do tom, a cor caía tanto no vermelho quanto no amarelo. Por esta razão, laranja não é imbuído de um próprio forte significado simbólico.
Na história recente, no entanto, a cor laranja veio a denotar “aviso”, e é usada para vestuários de alta visibilidade (como trajes espaciais) e equipamentos de segurança (tais como cones e trabalhadores de tráfego). Esta associação é prática: a cor laranja contrasta mais fortemente com a cor azul e, portanto, é altamente visível contra um céu claro.
Por Natasha Romanzoti [Life'sLittleMysteries]

A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DO JOGO DO BICHO

O jogo do bicho surgiu no Rio de Janeiro em 1893. A criação da loteria popular mais famosa do Brasil se deve ao complicado contexto político daqueles tempos. A República, recentemente proclamada, tentava sepultar os resquícios da Monarquia derrubada — e desse quiproquó surgiu o jogo.

Nos tempos da Monarquia, o Barão de Drummond, eminência política do Império e amigo da família real, era fundador e proprietário do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro — que então funcionava em Vila Isabel. A manutenção da bicharada era feita, evidentemente, com uma generosa subvenção mensal do governo, suficiente, diziam as línguas ferinas dos inimigos do Barão, para alimentar toda a fauna amazônica por pelo menos
dez anos. 


Quando a República foi proclamada, o velho Barão perdeu o prestígio que tinha. Perdeu, também, a mamata que lhe permitia, segundo o peculiar humor carioca, alimentar o elefante com caviar, dar champanhe francesa ao macaco e contratar manicure para o pavão. Sem o auxílio do governo, o nosso Barão cogitou, em protesto, soltar os bichos na Rua do Ouvidor — o que, admitamos, seria espetacular — e fechar em definitivo o zoológico do Rio.

Foi aí que um mexicano, Manuel Ismael Zevada, que morava no Rio e era fã do zoológico, sugeriu a criação de uma loteria que permitisse a manutenção do estabelecimento. O Barão ficou entusiasmado com a ideia. 

O frequentador que comprasse um ingresso de mil réis para o Zoo ganharia vinte mil réis se o animal desenhado no bilhete de entrada fosse o mesmo que seria exibido em um quadro horas depois. O Barão mandou pintar vinte e cinco animais e, a cada dia, um quadro subia com a imagem do bicho vitorioso.
Se bobear essa foi a ideia mais bem-sucedida da história do Brasil. Multidões iam ao zoológico com a única finalidade de comprar os ingressos e aguardar o sorteio do fim de tarde. Em pouco tempo, o jogo do bicho tornou-se um hábito da cidade, como os passeios na Rua do Ouvidor, a parada no botequim, as regatas na Lagoa e o fim de semana em Paquetá. Coisa séria.

A República, que detestava o Barão, proibiu, depois de algum tempo, o jogo no zoológico. Era tarde demais. Popularizado, o jogo espalhou-se pelas ruas, com centenas de apontadores vendendo ao povo os bilhetes com animais dadivosos. Daí para tornar- se uma mania nacional, foi um pulo.

O jogo do bicho deu samba — com trocadilho.

Contada, resumidamente, a história da criação do jogo podemos constatar o seguinte: a situação atual do zoológico do Rio de Janeiro não parece ser muito diferente daqueles tempos bicudos do velho Barão de Drummond. Dia destes, o jornal O GLOBO apresentou uma reportagem chamando atenção para o desleixo a que o jardim está entregue em tempos recentes.

Enquanto a loteria popular prosperou e virou uma espécie de instituição nacional, o zoológico não teve a mesma sorte. O jogo, que a rigor foi criado apenas para tirar o zoológico da situação de abandono, e com uma inocência digna das histórias de Poliana, a moça, foi, sem dúvida, uma das mais bem sucedidas estratégias empresariais da história Brasileira.

PORQUE UMA MÚSICA GRUDA NA NOSSA CABEÇA?

Esse fenômeno todo mundo já experimentou: ficar com uma certa música ou melodia na cabeça por dias, sem parar.

E por isso acontece? Segundo a Dra. Vicky Williamson da Universidade Goldsmith, pode ser que a nossa memória processa certa música de uma forma que faz com que nossos cérebros sejam particularmente propensos a recuperá-la espontaneamente.

Ou seja, uma canção pode ser desencadeada em nossa mente por uma palavra encontrada nas letras, ou por sentimentos como estresse ou surpresa, que correspondem a uma memória particular na qual você estava ouvindo a música.

Por exemplo, ler a palavra “Delícia” em uma marca de margarina faz você lembrar da música do Michel Teló a ponto de cantá-la o dia todo. Ou, em um dia que você está triste, sente vontade de ouvir repetidamente uma música que lhe traz lembranças.

Muitas pessoas relatam casos de músicas grudentas desencadeadas por estresse. Por exemplo, uma mulher alegou que certa canção de Nathan Jones tem lhe assombrado desde que grudou em sua cabeça enquanto esperava para um exame com 16 anos. Ela se lembrou espontaneamente da música em todos os momentos estressantes que passou depois disso, inclusive seu casamento e o nascimento de seu filho.

A causa disso pode ser o fato de que o nosso cérebro codifica as músicas em uma variedade de maneiras diferentes, porque elas estimulam vários sentidos diferentes. As músicas também podem carregar fortes associações pessoais e emocionais, que tornam as pessoas mais propensas a lembrar dela.

Surpreendentemente, a pesquisadora Vicky descobriu que a composição da música (por exemplo, se é uma música que “pega”) não é especialmente importante para determinar se lembraremos dela ou não.

Em um experimento em que as pessoas tinham que contar suas histórias sobre músicas grudentas, apenas algumas foram listadas por mais de um usuário. Fatores como quão recentemente e frequentemente ouvimos a música são mais importantes. “Às vezes cinco ou seis pessoas relatam que não esquecem a música de um novo filme, porque acabaram de vê-lo”, diz Vicky.
Por Natasha Romanzoti [Telegraph]
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BÍBLIA COM 1.500 ANOS PREOCUPA O VATICANO

Uma Bíblia com mais de 1500 anos, descoberta na Turquia, causa preocupação ao Vaticano. Isso porque a tal bíblia contém o evangelho de Barnabé, que teria sido um dos discípulos de Cristo que viajava com o apóstolo Paulo e descreve Jesus de maneira semelhante à pregada pela religião islâmica.

O livro teria sido descoberto no ano 2000, e foi mantido em segredo na cidade de Antara. O livro, feito em couro tratado e escrito em siríaco, um dialeto do aramaico, língua falada por Jesus, tem as páginas negras, por causa da ação do tempo. De acordo com as notícias; peritos avaliaram o livro e garantiram que o artefato é original.

Autoridades religiosas do Teerã insistem que o texto prova que Jesus nunca foi crucificado, não era o Filho de Deus, mas um profeta, e chama Paulo de “Enganador.” O livro também diz que Jesus ascendeu vivo ao céu, sem ter sido crucificado, e que Judas Iscariotes teria sido crucificado em seu lugar. Falaria ainda sobre o anúncio feito por Jesus da vinda do profeta Maomé, que fundaria o Islamismo 700 anos depois de Cristo. O texto prevê ainda a vinda do último messias islâmico, que ainda não aconteceu.

O Vaticano teria demonstrado preocupação com a descoberta do livro, e pediu às autoridades turcas que permitissem aos especialistas da Igreja Católica avaliar o livro e seu conteúdo.

Acredita-se que a igreja Católica durante o Concílio da Nicéia tenha feito a seleção dos Evangelhos que fariam parte da Bíblia, suprimindo alguns, dentre deles possivelmente o Evangelho de Barnabé. Há ainda a crença de que existiram muitos outros evangelhos, conhecidos como Evangelhos do Mar Morto.

VÍDEO - O NASCIMENTO DE UM GOLFINHO

Aos 12 anos, a golfinho Keo teve sua primeira filha, em 17 de setembro de 2012. A “mãe de primeira viagem” contou com o apoio de membros da organização internacional Dolphin Quest, que acompanharam tanto a gestação como o parto – evento presenciado por cerca de 50 pessoas. O vídeo foi gravado em um lago da vila Hilton Waikoloa (Havaí).


O QUE ORSON WELLES PENSAVA SOBRE SEUS COLEGAS DE HOLLYWOOD

 Livro reúne conversas do ator com amigo 
durante almoços nos anos 1980

Spencer Tracy era "um homem odioso", James Stewart, "mau ator", Charlie Chaplin, "arrogante" e Lawrence Olivier, "um estúpido". São opiniões muitos pessoais, feitas num contexto privado, mas como foram ditas pela boca de um dos maiores mitos do cinema, se tornam saborosas. O tipo de declaração sincera que gostaríamos de escutar mais vezes, no lugar das respostas tediosas dos manuais politicamente corretos.

No início dos anos 80, o cineasta Henry Jaglom gravou uma série de conversas com seu amigo Orson Welles ao longo de vários almoços no restaurante Ma Maison, em Los Angeles (dizem que Welles sempre estava no canto mais escuro do local). Eram conversas entre amigos, livres de preconceitos, nos quais o ator falava sem filtros sobre seus colegas de Hollywood, para o bem e para o mal, e dava opiniões sobre diferentes aspectos da indústria cinematográfica.

Trinta anos depois, o escritor e historiador do cinema Peter Biskind recuperou em um livro as transcrições dessas conversas, escondidas até então numa garagem desde a morte de Welles em outubro de 1985. O site Vulture publicou um trecho do livro há alguns dias no qual aparecem várias joias.

"My Lunches With Orson: Conversations between Henry Jaglom and Orson Welles" ("Meus almoços com Orson: conversas entre Henry Jaglom e Orson Welles", numa tradução livre) estará à venda (em inglês) a partir de 16 de julho. Biskind escreve uma introdução para dar contexto às conversas, explicando quem entra no restaurante, quem sai, o que comem, etc.

Fica a dúvida se Welles sabia que estava sendo gravado e que esse material poderia vir a ser publicado um dia. Apesar de isso pouco poderia importar para uma das figuras mais independentes e com personalidade mais forte da Era de Ouro do cinema americano — e que foi ele próprio muito criticado pela indústria. Um homem que, aos 80 anos, permanecia uma lenda do cinema, mesmo após quatro décadas do lançamento de seus principais filmes, como “Cidadão Kane” (1941), “Soberba” (1942) e “A marca da maldade” (1958).

Welles se preocupava menos ainda com a morte — o que parecia assustá-lo era o risco de não ser ele mesmo a contar suas histórias, como sugere o próprio Jaglom em uma coluna do Los Angeles Times, em 2008, na qual recorda seu último almoço com o amigo: “Orson me disse que começavam a chover ataques em resposta a um monte de livros que tinham sido recentemente publicados sobre ele, principalmente a biografia de Barbara Leaming, muito positiva em relação a ele, e na sua opinião muito acertada. Mas ele não havia lido nem iria ler, pois sabia que ficaria entediado, já ela usava suas melhores histórias. ‘Não deveria ter liberado, estava guardando elas para mim, para algum dia’, disse. Mas eu sabia que o sucesso do livro o deixava feliz...”.

No livro, estão declarações sobre como Welles gostaria de morrer: “Gostaria de morrer sozinho num quarto de hotel, simplesmente desligar-me, como as pessoas costumavam fazer...”. O ator morreu em 10 de outubro de 1985 em casa, vítima de um ataque do coração. Foi encontrado no chão do quarto. Morreu no mesmo dia que Yul Brynner, com quem trabalhou, como ator, em “A batalha do Neretva” (1969). Suas cinzas jazem em Ronda, na Espanha, um de seus lugares favoritos.

Welles comenta como o aspecto físico de muitos de seus companheiros o repelia: “Nunca suportei olhar para Bette Davis, , por isso não quero vê-la atuar”. “Odeio Woody Allen fisicamente (o conheci em pessoa) (...) tem a doença de Chaplin, essa particular combinação de arrogância e timidez que me irrita”. Allen homenageou Welles em uma de suas cenas mais famosas, de “A dama de Xangai”, em “Um misterioso assassinato em Manhattan”.

Em dado momento, Jaglom sugere que na era de ouro de Hollywood os grandes negócios eram fechados com um aperto de mão, sem contratos, e Welles concorda: “De acordo com todas as culturas protestantes ou judias, a América se desenvolveu com a ideia de que sua palavra é uma garantia. (...) Se não fosse assim, a fronteira nunca haveria se expandido, pois não havia lei. A palavra de um homem precisava significar algo. Minha teoria é que tudo foi por água abaixo com a Lei Seca, pois era uma lei que ninguém podia obedecer.”

O caráter de Welles também aparece nas descrições de seus gestos e respostas a garçons e outros que se aproximam para falar com ele. Richard Burton chega e muito gentilmente explica que Elizabeth Taylor está sentada do lado de fora, mas gostaria de encontrá-lo. Seco e direto, Welles responde: “Não. Como pode ver, estou na metade da minha refeição. Passo por vocês na saída.”

Burton sai e Jaglom comenta que o amigo se comportou como “um babaca” e foi muito grosseiro. O ator contesta: “Não me chute por baixo da mesa. Odeio isso. Não preciso que você seja a minha consciência. (...) Richard Burton tinha um grande talento, mas arruinou seu dom. Se tornou uma piada com uma celebridade como esposa. Agora só trabalha por dinheiro, faz as piores merdas. E não fui grosseiro, para citar Carl Laemmle, 'dei uma resposta evasiva. Disse a ele, vá se ferrar’”.

Cada citação de Welles é uma pérola:

“‘O poderoso chefão’ é a glorificação de um grupo de vagabundos que nunca existiu. O melhor deles era o tipo de pessoa que você espera que dirija um caminhão de cerveja. Não tinham classe. Os gângsters como classe são uma invenção de Hollywood.”

“‘Cidadão Kane é uma comédia no sentido clássico da palavra, porque as situações trágicas são parodiadas.”

“Adorava Carole Lombard. Foi uma amiga muito próxima. Sabe por que seu avião caiu? (A atriz morreu em um acidente aéreo em 1942, em Nevada) O avião estava cheio de físicos americanos, foi derrubado pelos nazistas. Ela era uma das civis a bordo. Agentes nazistas na América. É um filme de suspense de verdade.”

“Sim, conheci Roosevelt (presidente dos EUA de 1953 a 1961). Gostava de ficar acordado até tarde e conversar. Comigo se sentia livre. Eu não precisava ser manipulado. Ele não precisava do meu voto. Apenas me dizia: ‘Nós dois somos os melhores atores na América.”

Entre os que mereciam seu elogia se destacam Joseph Cotten, "brilhante"; John Wayne, "um dos mais educados que conheci em Hollywood"; e o diretor Carol Reed, com quem trabalho em “O terceiro homem”. O clássico de 1949, com roteiro de Graham Greene, terá em breve uma adaptação musical que será encenada em Viena, onde se passa a história. Em 1999 “O terceiro homem” foi escolhido o melhor filme britânico do século XX, a frente de outros clássicos como "Lawrence da Arábia". Teria sido interessante ouvir os comentários de Welles sobre o musical...

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