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A INTERNET, A BONDADE E O FUTURO QUE DESEJAMOS CONSTRUIR - Edmir Saint-Clair

Crônica publicada em Abril de 2016, 

4 anos antes da pandemia.


Para mim, existe uma ação que sintetiza 
a verdadeira evolução humana: a bondade.

Em qualquer de suas formas, sempre me emociona profundamente quando me deparo com ela. E são muitas suas formas. A bondade não escolhe ocasião, não precisa. 

Pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo.


Para os cientistas a cooperação foi a maior responsável pela evolução humana. E ser gregário, seria uma característica muito mais necessária do que opcional. Com certeza, por milhares de anos o foi. Mas, há poucos séculos, pelo menos, não é mais.

Hoje, ao contrário, ser gregário é que é difícil já que a solidão é, sem sombra de dúvida, o maior fantasma do ser humano.

A necessidade do sucesso profissional e econômico impõe a todos um egoísmo exacerbado que passou a ser visto como normal e até admirado. Se olharmos em volta, ninguém mais tem vergonha de admitir que não pensa em mais em ninguém a não ser em si mesmo. Perdemos a vergonha. Qualquer um já ouviu, um sem número de vezes, a frase imoral:
 Primeiro eu, segundo eu, terceiro eu...e se tiver um quarto...


O conceito vigente é esse, até agora. Estamos andando sobre o fino fio que separa o egoísmo da indiferença cruel com que se olha o outro. Desumanizados. E o pior é que passeia impune pelo ambiente profissional,  “amizades”, relacionamentos amorosos e até nas famílias. Ser egoísta virou normal.
O antídoto para o egoísmo, que é o maior inimigo da felicidade, é essa bela característica humana: a bondade.

A bondade é mágica. Ao mesmo tempo em que é gerada por um ato de amor de quem dá gera amor em quem recebe e volta para quem acabou de dar. A bondade é o amor que se multiplica. Como nossas células. 

E, existe um lugar, virtual, onde isso já pode ser visto e vivenciado e que é, desde a invenção da roda, a maior revolução da história da humanidade: a internet. 

Um veículo de comunicação sem limites e capaz unir toda a humanidade de uma forma jamais imaginada. E o que acontece através das mídias sociais é ainda mais maravilhoso e promissor. 

Temos visto muitas coisas que jamais veríamos se não fosse essa ferramenta fantástica.  Reencontros entre amigos de infância que jamais se reencontrariam de outra forma, pais reencontrando filhos e pessoas se reencontrando com suas histórias.


Como é emocionante poder rever uma paixão de infância! 

Por alguns instantes, revivemos cada sentimento esquecido. É como passar a vida a limpo. É como viajar numa máquina do tempo. 

É como se cada um de nós pudesse ver aquela parte final do filme que conta a história do aconteceu com cada personagem depois do fim do história, quando já estão passando os créditos.  Aquelas cenas adicionais contando a continuação das histórias de cada um: 
- Fulano se tornou um músico de grande sucesso, Sicrano é um médico no interior do país, Beltrana casou e mudou e nunca mais foi vista, até ontem, quando todos se reencontraram na mídia social da moda...

Mais do que nunca, quem procura, acha. Porque no mundo virtual podemos viajar para onde quisermos e nos reencontrar com nossas memórias através de pessoas, fotos e vídeos.


É emocionante reencontrar pessoas que fizeram parte de nossas histórias e que jamais reencontraríamos se não fosse a internet. Através desses reencontros, reencontramos, também, a nós mesmos. Nossas vidas ganham testemunhas com quem podemos dividir tudo que nos é importante.


Hoje, em vez de imaginar como estaria aquela pessoa que foi  importante quando você tinha 14 anos, você pode reencontrá-la. Ou seja, nosso passado, pode ser revisitado através das pessoas que fizeram parte dele.


Mas, a revolução vai além dos círculos pessoais, revelando a possibilidade de estarmos presenciando de um salto gigantesco na evolução humana. Tão grande quanto a invenção da roda.


Temos visto pessoas se mobilizando por pessoas que jamais conheceram ou conhecerão pessoalmente. Temos visto animais sendo resgatados e protegidos como jamais o foram. Temos visto pessoas que jamais se viram, se ajudando.
Sendo encontradas e se encontrando. Se confortando. Compartilhando música, poesia, sexo, filosofia e tudo mais que a criatividade humana puder imaginar.


E, também, compartilhando gentilezas e bons sentimentos. Pessoas compartilhando suas humanidades. Mobilizando-se por causas nobres, valorizando a vida e a dignidade de todos os seres e do próprio planeta.


Se são os primeiros sinais de que o mundo e o ser humano melhor que desejamos ser já começou a se manifestar ou se é apenas mais uma utopia, só o tempo dirá.

É claro que, por outro lado, existem os haters que disseminam o ódio e seus sub-produtos para todos os lados. Sempre foi assim na vida real também, não é novidade. 

Mas, torçamos para que a bondade "entre na moda" e que o ódio cause vergonha. 

Se a bondade continuar a contagiar a humanidade exponencialmente como está parecendo e continuar a se alastrar, através da internet e de suas inimagináveis evoluções e desdobramentos, o futuro da humanidade será lindo.

Estamos presenciando um momento crucial na evolução humana. E fazer o bem e se preocupar com o outro é o principal sinal e missão de todos.


Se nada interromper essa tendência, no futuro, cada ser humano se tornará o guardião que cuidará e protegerá todos os outros seres. Semelhantes ou não.
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PROPORÇÕES – Poesia 

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AMAR E SER FELIZ - Edmir Saint-Clair


Fruto do mais legítimo acaso, caiu-me nas mãos, presenteado por uma amiga, um livro. Eu não a conhecia antes, e essa amiga passou tão rápido na minha vida, que acho que a função dela era só me dar esse livro. Uma dessas pessoas mágicas que a vida manda pra gente com a única função de nos fazer algum bem.
Ela me fez prometer que o leria.

O livro realmente me impressionou como há muito não acontecia?

Me identifiquei profundamente. Trata-se da transcrição de uma palestra do filósofo francês contemporâneo André Comte-Sponville. O nome do livro é Felicidade, desesperadamente. Ele faz um passeio pela história da filosofia e utiliza as vários correntes filosóficas para apoiar seu próprio raciocínio.

O livro me fez compreender o que sempre pensei e nunca havia conseguido enunciar e entender daquela forma tão clara e óbvia.

A identificação com a condução do assunto proposta pelo escritor foi completa. A primeira coisa que o livro me fez ver, é que eu havia, finalmente, compreendido o que é amar de verdade. Não de verdade no sentido de intensidade, mas no sentido de profundidade e amplitude. E, também, no sentido da ação.

O verdadeiro amor desperta nosso lado melhor. O lado mais humano, amigo, parceiro. Temos vontade de fazer coisas que façam o outro feliz. E, por causa dessas nossas atitudes bonitas para com o ser amado, nos vemos mais bonitos. Nossa autoestima aumenta, o que nos faz amar o amor que sentimos pela outra pessoa. E esse ciclo se fecha ao sermos retribuídos e, por isso, amamos ainda mais a pessoa que nos faz sentir todo esse prazer de viver. 

 E, que aumenta na medida em que transformamos esse amor em atitudes, nos fazendo capazes de sentir felicidade pela felicidade do outro, prazer pelo prazer do outro. Nesses momentos conseguimos ser verdadeiramente felizes.
Cada um do seu jeito, com as suas verdades. Unidos apenas pela felicidade de estar junto. Pela alegria e o prazer que o amor proporciona.

Mas, a felicidade não existe para o amor dos imaturos, do desejo egoísta que quer o objeto porque não o tem. Do que quer a posse, o controle, quer o poder de manipular o outro através dos sentimentos. Este, está condenado a ser infeliz .
É esse pensamento imaturo que ainda sustenta a formalidade dos antigos modelos de casamento e suas subformas como uma meta de vida para a maioria.

O amor de verdade trás com ele a possibilidade real de felicidade. Ele nos faz sentir amor apenas com a simples idéia de que a pessoa amada existe. E que, também, nos ama. Mesmo que não estejamos naquele momento fisicamente próximos. A simples idéia da existência do outro já é razão de sentir alegria.

Não existe sentimento de posse. Existe desejo. Não existe obrigação. Existe vontade. Cada encontro acontece porque o desejo impulsionou. Porque trás prazer, felicidade. Trás alegria, amor.

O prazer de se sentir o objeto de desejo do nosso objeto de desejo é indescritível, é o momento mais mágico da vida. É a felicidade verdadeira.

O amor sem posse, apenas pela alegria de amar e de sentir prazer com o prazer do outro e felicidade com a felicidade do outro.
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O Leblon pré-novelas do Manoel Carlos.
Contos e crônicas.

A Casa Encantada
Contos do Leblon
Edmir Saint-Clair
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ANOITECI – Edmir Saint-Clair

Ouvindo o tema de Cinema Paradiso, senti o peso de minhas dores. São muitas, são todas que nunca esperei sentir, que lutei minha vida inteira para não sentir, que cheguei a desistir de sentir para não senti-las.

A música tem esse poder em mim, abrir minhas comportas transbordantes, me fazendo cair diante de minha tristeza e chorá-las. De nada adianta a raiva com que tento ocultá-las. A raiva que sinto da dor e a raiva que sinto de mim por senti-las.

Não sou mais, há muito, o sonhador que fui grande parte da vida. Um amante de corpo e alma me deliciando com a vida, com os encontros e com as manhãs cheias de sol.

Hoje, não gosto mais das manhãs, sei o que pode vir depois delas. E não gosto. Gosto de acordar após o meio do dia, se possível bem depois, longe das manhãs. Sou entardecer, anoitecer, não manhãs. Há muito, nada nasce em mim.

A noite me fascina, o breu, o silêncio, o nada.  Não há mais mistérios nas minhas noites, só descanso. Não há mais o que esperar das manhãs. Anoiteci. 
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SIM, EXISTEM VERDADES ABSOLUTAS 

Edmir Saint-Clair

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SIM, EXISTEM VERDADES ABSOLUTAS - Edmir Saint-Clair

Existem verdades que independem de ponto de vista ou opinião. Se impõe porque são fatos que não dependem de vontade alheia para acontecer. Sobre esses, nada podemos fazer para alterar sua efetiva realização. Vai acontecer e não existe nada que possa impedir. Nem religião, nem Deus, nem qualquer outra entidade criada pela imaginação humana. 

São fatos muito simples, ordinários e podem ser testemunhados por qualquer um a qualquer momento. São todos igualmente banais e tão comuns que nos desconcertam pela simplicidade e pela frequencia com que acontecem. 

Um exemplo: não importa se você acredita ou não em algum tipo de divindade, também não importa o quanto se dedica e o quanto alcançou de "desenvolvimento espiritual" , se você se atirar da Pedra da Gávea sem para-quedas vai morrer. E, não existe nenhuma forma de alguém mudar isso. Isso é uma verdade, é uma realidade e independe de qualquer ponto de vista ou crença. Qualquer ser humano que pular terá o mesmo fim. 

E, essa é só uma das milhares de verdades absolutas que nos cercam, e que, por terem essa natureza inexorável, não deveriam nos fazer perder tanto tempo fantasiando possibilidades de alterá-las. Serão sempre só fantasias, mentiras, que por mais mirabolantes ou sofisticadas que pareçam não irão alterar em nada a realidade que sempre se imporá. Melhor aceitá-las e seguir em frente. 

Ter consciência disso significa entender esse limite óbvio entre a abstração e a realidade. Entre a utopia e a verdade.

Parece simples, e é.
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O Leblon pré-novelas do Manoel Carlos.
Contos e crônicas.

A Casa Encantada
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MISTÉRIO NO LEBLON - Edmir Saint-Clair

Eu acabara de sair da academia Lucinha&Cláudio, atravessara a Rua Humberto de Campos, na direção da Rua José Linhares que fica a menos de 50 metros, e já estava  dobrando a esquina quando vi uma senhora idosa vindo na direção contrária a minha. 

Ela dá uma topada na calçada, se desequilibra e começa a acelerar descontroladamente o passo. Não há  como não cair.

Tento correr nem sua direção para tentar ampará-la, mas antes de fazê-lo surge do nada uma mulher esguia de cabelos pretos e a segura, colocando-a de pé e sumindo novamente. Tudo não durou mais que 2 segundos.

Fiquei petrificado com a cena. Me senti muito estranho, um desconforto cerebral desagradável. Como alguém aparece e desaparece do nada?

Sim. Ela não surgiu ou foi embora correndo e foi desaparecendo. Ela apareceu e depois desapareceu, como um flash fotográfico.

A Senhora estava tão petrificada quanto eu. Quando conseguimos trocar olhares, foram de pura estupefação. 

Aproximei-me um pouco maias, perguntei-lhe o que tinha acontecido. Ela me relatou exatamente a mesma coisa que vi. Utilizando, inclusive, as mesmas palavras “apareceu” do nada, e “Desapareceu” do nada. Ela relatou o que eu tinha presenciado com a mesma precisão de detalhes que vi. Ou seja, quase nenhum.

Com apenas uma e fundamental diferença. Ela não vira uma mulher, ela vira um homem fazer exatamente o que eu tinha visto a mulher fazer.

Ficamos em silêncio alguns minutos e depois a levei até a entrada do prédio para onde ela estava indo, na Rua José Linhares.

Despedimo-nos sem tocar mais no assunto, mas ainda visivelmente desconcertados, intrigados...

Nunca contei isso a ninguém. Nunca entendi o que havia acontecido.
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O CLIQUE – Edmir Saint-Clair

Um clique embaixo do chuveiro e nada foi como antes.
Não estou me referindo a nenhum clique eletrônico ou virtual. Refiro-me aquele clique que acontece dentro de nós. Aquele raro momento em que percebemos o instante exato em que alguma coisa muda.

É o segundo logo após uma mudança interna. Aquele ponto em que percebemos que uma mudança interna acabou de acontecer. É uma mudança no cruzar dos braços de uma forma diferente de como sempre a fizemos antes. Tão diferente, que gera a sua percepção pela surpresa que nos causa. Não me lembro de ter sentido inúmeras vezes como era de se esperar para quem já viveu várias décadas. Senti isso apenas algumas vezes na vida e nem sempre quando era de se esperar.

A última vez que isso me aconteceu foi há pouco. Talvez pela consciência do agora, que só conquistamos através da passagem do tempo e do acúmulo de experiências, dessa vez percebi esse clique de forma absolutamente nítida e clara. No banho, embaixo chuveiro.

O banho é um dos momentos em que mais me ocorrem pensamentos “filosóficos” e transcendentais.  Adoro água, de preferência do mar, mas a do chuveiro também é ótima. O banho, para mim, é sempre um momento muito agradável. Desde adolescente... mas, com o tempo o foco foi mudando.

Sentindo a água morna batendo na cabeça e escorrendo pelo corpo, nem me lembro sobre o que divagava. Lembro-me apenas de ter mudado de posição embaixo do chuveiro. Assumi uma posição diferente de todas as outras até então, em todas as minhas décadas de vida. Nada espetacular ou perceptível para qualquer outra pessoa que estivesse me observando. Se estivesse sendo gravado por uma câmera, nem assim seria perceptível para qualquer outra pessoa. Mas, para mim foi tão diferente que me surpreendeu de imediato. Quase um susto. Foi um cruzar de braços e um reposicionamento de todo corpo e cabeça embaixo do chuveiro, que culminou com uma postura geral do corpo completamente diferente de todas as outras vezes na minha vida. Chegou a soar estranho. 

Naquele momento, senti perfeitamente uma mudança profunda, definitiva e surpreendente. Algo aconteceu que me fez diferente do que era segundos antes. E gostei muito do que percebi. A mudança foi para melhor, sem dúvida alguma.
O acúmulo desses cliques durante a vida causa maturidade e sabedoria.
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CHEGA – Poesia - Edmir Saint-Clair


Chega de deixar tudo para amanhã
Chega de reclamar e não mudar
Chega de se omitir e não lutar
Chega de prometer e não cumprir
Chega de errar e repetir
Chega de chorar e não mostrar
Chega de julgar sem entender
Chega de não procurar saber
Chega de preferir ignorar
Chega de roubar sem precisar
Chega de mentir para se eleger
Chega de se eleger só para roubar
Chega de estudar só para mandar
Chega de saber para enganar
Chega de achar que é só você
Chega de achar que nunca vai mudar.
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18 EXPRESSÕES RACISTAS QUE VOCÊ USA SEM SABER

18 EXPRESSÕES RACISTAS QUE VOCÊ USA SEM SABER
Entre sutilezas, brincadeiras e aparentes elogios, a violência simbólica se amplia quando expressões como estas são repetidas:

RACISMO AQUI NÃO!

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