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SEMPRE VAI SER AGORA - Edmir Silveira

Não percebemos a importância do agora 
porque não sabemos ser eternos.
  
 Se soubéssemos,
saberíamos a importância
de cada segundo.
  
 A eternidade se encontra no agora.


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sua cultura e seus conhecimentos. 
Acesse, você vai gostar.
https://cultmente.blogspot.com/

 

OUVIR, NÃO ENTENDER E CONTINUAR AO LADO - Edmir Silveira

 

Sentado na areia, perto do mar, ainda meio sonolento, penso como adoro acabar de acordar já na praia. Ainda me espreguiçando. Abril é um dos meses do ano que eu mais gosto no Rio. A luz é belíssima e dias de sol, como o de hoje, deixam a temperatura perfeita para um dia de semana na praia. Na minha rua, Alm. Pereira Guimarães, a praia só dos amigos e conhecidos se torna um lugar muito familiar pra mim. O Dois Irmãos com essa luz de outono carioca fica ainda mais imponente. Sempre penso no meu irmão quando olho.

Havia muito tempo que eu encontrava a Claudia. Eu a reconheci ainda de longe, vindo do fim do Leblon, e ela também. Ao se aproximar deu-me um longo e carinhoso abraço. Ela é uns três anos mais velha que eu, sempre andou com os caras mais velhos, mas tínhamos uma empatia recíproca, que nos tornava amigos, vamos dizer assim, avulsos, um não conhecia os amigos do outro. Amigos de praia. Por ser mais velha, sempre me dava conselhos, como uma irmã. Hoje, ela me pareceu ainda mais velha e com ar sofrido. A última notícia que havia tido era sobre sua separação. Há mais de um ano. Sentou-se ao lado e começou a falar.

        -Culpa, culpa, culpa. Até quando sou esbofeteada sinto culpa. Racionalmente sei que, como todo ser humano fui educada para sentir culpa, mas isto não me faz deixar de senti-la. Lembro-me que quando estava grávida, dentre as muitas novas teses psico- educacionais que elaborei para criar meu filho sem traumas, tinha especial predileção pelo capítulo que abordava a culpa. A partir de algo que li, desenvolvi todo um raciocínio de como educar meu filho para que ele não carregue todas as culpas que não tem. Pena que só me lembre disso agora, quando meu filho já está com 6 anos. Se todas as pessoas colocassem em prática aquilo que pensam e criam de melhor, a evolução seria mais rápida. Dentro de cada pessoa existe um revolucionário e um reacionário, e a evolução depende da vitória do primeiro. No meu caso, não sei. Estou me sentindo completamente perdida...”

Continuou falando e contando coisas durante algum tempo e, quando tentei falar-lhe, ela levantou-se, me deu um beijo e um abraço, enquanto agradecia minha amizade. E seguiu seu caminho.

Fiquei ali parado, olhando o mar, pensando nas minhas culpas e no meu lado revolucionário e no reacionário. Nem tive tempo de dizer nenhuma palavra. Melhor assim, aquilo tudo me pegou tão de surpresa, que nem tinha tido tempo de pensar no que ela havia dito. Não tinha muito a ver com meu momento, me deixou meio “sei lá”. Sorri sem perceber e só então eu percebi que estava leve. Acabara de praticar uma das coisas mais importantes da amizade: Ouvir, tentar entender mesmo quando tá difícil, oferecer o ombro e simplesmente estar ao lado. Ser amigo. Se sentir sendo um bom amigo de um amigo faz um bem danado...

 

CRESCER - Edmir Silveira


 

Temos ódio de nossos sonhos de criança, são eles que nos impõe todas as desilusões. E, quando elas acontecem, e não sabemos lidar adequadamente com os sentimentos que as decpeções nos impõe, nos distanciamos de nós mesmos, às vezes tanto, que nos tornamos ninguém. 

Apenas seres sem sonhos, buscando os sonhos que não têm
.
Somos o que sonhamos. Somos o que sentimos. Somos o que amamos. Eternas crianças com uma enorme capacidade de amar, sorrir e sonhar. Ansiosos, por dividir nosso amor, nossos sorrisos, nossos medos e nossos sonhos.  

Podemos agir como nossos próprios anjos, ou como os demônios que tememos. Nos assombrando, e aos outros, eternamente.
 

O QUE É MODERNIDADE LÍQUIDA? - Edmir Silveira

Forjado Por Zygmunt Bauman, sociólogo polonês que residiu a maior parte da vida na Inglaterra, o termo Modernidade Líquida veio para substituir o termo pós-modernidade com o qual ele trabalhava originalmente.

A noção de Mundo líquido, mundo sem forma.

Na minha infância todas as coisas geravam certezas. Me criaram com certezas absolutas. 

O ideal era fazer o concurso para o Banco do Brasil ou coisas semelhantes. Ou seja, era fazer isso a vida inteira e depois morrer.  As certezas eram dadas e, na maioria das vezes, colhidas por aqueles que lhes acatavam as regras.

O mundo dos meus pais já não existe mais, um mundo de certezas. Mães e pais batiam nos filhos certos de que estavam fazendo o que era correto, essa era a regra que eles haviam aprendido. Batiam sem culpa alguma. Sem trauma, sem psicologia e sem questionamentos porque era o “certo”. Era assim desde as avós das minhas avós. Era época de certezas absolutas.

Sob o prisma da liquidez de Bauman, essa época está irremediavelmente obsoleta. 

Zygmund Bauman simboliza em seus escritos a sociedade conectada, permanentemente ligada a internet e que  desconhece a noção de individualidade e intimidade

A sociedade líquida é essa que comunica a foto do almoço, que posta “estou indo deitar”, “partiu academia”, que troca mensagens sobre tudo que faz o tempo todo. Não tem mais vida interna, vida interior, íntima. Quanto mais jovem, mais assim estão sendo.

Já que a morte por idade avançada é inevitável, por conseqüência teremos num futuro próximo uma geração inteira com essas características.

A liquidez que Bauman identifica atinge todos os setores das relações humanas, principalmente, os valores.  As antigas definições de valores e circunscrições morais deixaram de ter utilidade. O Filho bastardo tem o mesmo grau de legitimidade do que qualquer outro. A leitura é genética e não de valores. Os valores não são mais vistos como definitivos. Essa é uma mudança muito significativa e relevante. Na mesma linha, as relações amorosas passaram e passam pelo mesmo processo.  

A meu ver, em ambos os casos, em direção a uma “verdade” essencial. Mais verdade e menos fantasia. Como deve ser tratado para o entendimento real dos fatos.

A ideia do mundo líquido espalha de forma abrangente esse conceito de constante mutação a todas as interações humanas e crenças individuais.  A inconstância modificando e se impondo em todos os campos.

As relações líquidas não estabelecem nenhuma garantia. Se você tentar pegar na sua mão o que se entende como sua família, você não consegue. Não existe nenhuma garantia de que a sua relação com aquelas pessoas não podem se acabar a qualquer momento. Não há garantia de que uma pessoa que está ao seu lado agora vai estar com você em qualquer futuro próximo. Seja que tipo de parentesco você tenha com ela. 

Segundo Bauman, nenhum tipo de relação, atualmente, tem qualquer tipo de idéia de solidez. São como água, se você apertar nas mãos, ela escorrerá por entre os dedos. A qualquer momento ela pode acabar não há nenhuma garantia de continuidade. Principalmente, porque as relações são alimentadas pelo mesmo princípio que rege cada vontade individual. Ou seja, eu mereço ser feliz e nada pode me impedir disso. Nem que seja só por um curto período. A idéia de doação para algo futuro parece ter desaparecido.

 Quando a pessoa que estiver do meu lado não preencher os requisitos da felicidade a qual eu tenho direito eu a troco.

O mundo líquido é uma visão do mundo sob a perspectiva de que nada está concretamente definido em sua própria definição.

Tudo pode e vai mudar. Necessariamente. É claro que, em se tratando de interações humanas, a mente e o pensamento é que vão determinar essas intensidades e direções. Essa visão, segundo o próprio Bauman, nos ajuda a tomar cuidado com essa ingenuidade de que você consegue ser uma entidade absolutamente individualizada e que isso vá solucionar todos os seus dilemas de vida. Os fatores são absolutamente voláteis e impossíveis de serem previstos. As variáveis são incontáveis. Isso detona qualquer idéia de estabilidade possível.

Sob essa perspectiva, todas as relações estão fadadas ao fracasso por serem determinadas por um sentimento individualista legitimado pela máxima de que ninguém é obrigado a suportar nada que não o faça “feliz”. Em momento algum. Ou seja, qualquer ponto de atrito liquefaz a relação. E, ele surgirá necessariamente, e com isso todos concordamos. O que antes era suportado como “fazendo parte”, hoje é visto como ponto de ruptura intransponível.

É difícil saber se esses movimentos são apenas um intermezzo entre a visão anterior e  um outro pacto que ainda não vislumbramos.

O que me parece bastante claro é que Bauman é o pensador que melhor consegue compreender e descrever o que está ocorrendo no mundo, hoje.

A PRIMEIRA DE FLÓRIS - Edmir Silveira

 

A emoção de compor uma música é uma das mais prazerosas que existem. Compor uma música pode acontecer de várias maneiras.

Uma música pode ser feita para atender a uma encomenda comercial. Para um filme, para uma novela, um jingle para produtos ou serviços. Um sertanejo universitário produzido em série...

Mas, existem certas músicas que tem alma própria. Desde que nascem. Já nascem estreando em alto estilo, estrelas com brilho próprio. 

Todos os músicos, que também compõe, sabem exatamente do que estou falando. Existem músicas que chegam sem pedir licença e se aproveitam da gente para nascer. Do nada. De Tudo.

Às vezes nascem de um só músico, outras em parcerias fantásticas, telepáticas.
.
Hoje, foi assim. Sem que ninguém esperasse. No meio de um ensaio, onde 3 músicos que se conhecem e tocam juntos há décadas estavam tocando.

Dois começaram a tocar, na metade do ensaio, enquanto o terceiro reafinava seu instrumento. 

A música surgiu instantaneamente, brotando dos dois. Completa,já arranjada, perfeitamente sincronizada do começo ao fim. Todas as nuances, a harmonia, a melodia, a combinação de notas, tempo, ritmo e dinâmicas. Nasceu andando e falando. Doce, linda e segura, sem vacilos, sem receios. Mágica, inexplicável.

Não sei qual de nós dois começou a tocar primeiro. Não trocamos sequer um olhar, um aceno ou expressão durante a execução/composição da música. Absolutamente sincronizados nas intenções, nos silêncios.

O terceiro músico teve uma sensibilidade musical fantástica. Apenas fez silêncio e observou. Teve a extrema sensibilidade de perceber o momento. O silêncio é fundamental para a música.

O prazer de compor uma música inesperada é inexplicável.

A primeira de Flóris foi inesquecível.  

 

UFOS: 1.250 KM EM MENOS DE 1 MINUTO – Edmir Silveira

Desde que me entendo por gente, esse é um assunto que me encanta. Não vou escrever sobre os milhões de galáxias, cada uma com milhões de estrelas e cada estrela com sua família de planetas, luas e asteróides.

Quem está lendo esse texto sabe disso tudo e um pouco mais. E, pode ter certeza, com relação a esse assunto muito gente sabe tudo que se sabe. Uns, com algumas histórias testemunhais próprias ou de pessoas mais próximas, outros só de ouvir falar, mas todos já ouviram histórias sobre discos voadores.

Não considero um assunto de malucos, também não acredito nas histórias que só alimentam os “encanados” e adoradores de teorias da conspiração.

Minha opinião é que se houvesse alguma prova cabal de contato, queda de naves ou captura de ETs, todos já saberíamos.

Se o ser humano não consegue guardar segredos sobre si mesmo, porque guardaria sobre ETs? Uma prova cabal sobre qualquer episódio valeria muito dinheiro para se conservar em sigilo. Dinheiro compra qualquer segredo. Ainda mais se valer milhões de dólares como esse valeria. Mas, tudo é possível.

O fato é que é muito difícil se posicionar de forma objetiva sobre esse tema. Continuo com tantas dúvidas quanto na primeira vez que pensei sobre o assunto.

O que posso, é contar minhas experiências pessoais.
Indo diretamente ao ponto: não tenho nenhuma experiência como testemunha de avistamento ou situação semelhante. Sequer algum conhecido mais chegado ou familiar que tenha presenciado algo do gênero.

O que não me faltaram foram oportunidades para que isso acontecesse. Durante mais de uma década, transitei pelas estradas entre Rio de Janeiro e Brasília, viajando quase que exclusivamente durante a noite, e com os olhos atentos e ansiosos por um avistamento de objetos voadores não identificados. Nunca vi absolutamente nada de estranho. 

Uma luzinha sequer que descrevesse um trajeto pouco comum nos céus das 3 e meia da manhã, no meio do nada, no meio de Minas Gerais, Goiás ou Rio de Janeiro. Nada, nunca.

No entanto, tenho histórias intrigantes para contar.

Tive um professor no Colégio Militar do Rio de Janeiro, um major da aeronáutica, que contou em sala de aula, que fazia parte do projeto Livro Azul, do governo dos USA. Esse projeto, levado a cabo nos anos 70 até meados dos 80, pretendeu reunir relatos de avistamentos/contatos com OVNIS e investigações a respeito.

Um dos relatos que mais me impressionaram foi o de um casal de professores da rede municipal de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Segundo o Major, o casal saiu de casa logo após o almoço. Estavam a caminho dos respectivos trabalhos no carro da família, indo em direção ao centro de Porto Alegre.
Apenas 15 minutos após saírem de casa, foram encontrados, com o carro, numa Rua de São José dos Campos, no estado de São Paulo, por uma patrulha da polícia civil. 

O carro apareceu no meio de uma rua residencial, em cima da calçada e com uma estranha poeira branca que cobria todo o carro. Só a distância de 1.2250 km que separam as duas cidades já seria estranho o suficiente para arrepiar qualquer um. 

O casal foi encontrado por moradores que estranharam o surgimento do carro sobre a calçada em frente à entrada da garagem de uma das casas da rua. 

O carro estava espremido entre uma árvore e o muro da casa, atrapalhando o portão de entrada. Uma posição transversal a rua, uma posição muitíssimo estranha e difícil para se estacionar. Foram os moradores dessa casa que chamaram a polícia. 

Segundo o boletim de ocorrência, ao chegar ao local, os policiais encontraram o carro coberto por um pó branco, com marcas no teto e o casal desacordado dentro. Outro detalhe, o relógio do homem dentro do carro estava exatos 5 minutos adiantado. Marcava, segundo o casal, o mesmo horário em que eles teriam entrado no carro em Porto Alegre.

Segundo o relato do nosso professor major, o casal foi levado a uma instalação da aeronáutica na cidade de São José dos Campos e, em seguida, examinados por médicos por apresentarem confusão mental, temperatura abaixo do normal, vômitos e dores de cabeça.

As investigações que foram feitas, tendo o nosso professor major à frente, comprovaram fatos desconcertantes:

- Por serem professores da rede municipal de ensino de Porto Alegre, e trabalharem em tempo integral no mesmo colégio, ficou fácil comprovar que os dois, o marido e a esposa, haviam comparecido normalmente para dar aulas no turno da manhã e que haviam saído para o almoço ao meio-dia daquela segunda-feira.

- Compareceram à saída de outra escola na mesma cidade para pegar os filhos em idade pré-escolar, o que possibilitou a existência de testemunhas que comprovaram esse comparecimento.

- A empregada doméstica, o porteiro do prédio e, pelo menos, uns 4 vizinhos haviam cruzado com o casal e os filhos naquele dia até a hora do desaparecimento. Juntando com os alunos e funcionários do colégio onde o casal dava aulas, mais de 50 pessoas confirmaram os horários checados. A possibilidade de ter sido combinado entre elas era muitíssimo remota.

- Os filhos estavam em casa, em Porto Alegre, conforme confirmação realizada naquela mesma tarde.

No carro, encontraram algumas marcas no teto do carro, como se algo houvesse se prendido ao carro em quatro pontos. Fora isso, nada mais havia de errado. O tanque de gasolina apresentava-se quase cheio.

O casal de professores não se lembrava de absolutamente nada. Foram, inclusive, submetidos à hipnose sem que se conseguisse nenhuma informação adicional.

Foram reencaminhados para Porto Alegre, num vôo da FAB algumas semanas depois. Foram monitorados e examinados regularmente nos meses seguintes, sem que se verificasse nada anormal na vida cotidiana da família. Os exames médicos realizados não apresentaram nenhuma alteração significativa.

Nunca foi comprovada nenhuma alteração na vida da família ou do marido e da esposa individualmente. Suas vidas voltaram ao normal sem nenhuma alteração.

A não ser que, numa determinada tarde de segunda-feira, haviam saído de casa às 14h00 horas no carro da família e foram encontrados às 13h55h, há 1.250 km de distância, perfeitamente encaixado entre uma árvore e o muro da casa de outra família, em São José dos Campos, no estado de São Paulo.

AS IMAGENS QUE VEM DAS NUVENS – Pareidolia - Edmir Silveira


O que é Pareidolia
Pareidolia é um fenômeno psicológico comum em todos os seres humanos, conhecido por fazer as pessoas reconhecerem imagens de rostos humanos ou animais em objetos, sombras, formações de luzes e em qualquer outro estímulo visual aleatório.

Mesmo sendo mais comum a pareidolia de imagens, este fenômeno também engloba os sons, fazendo com que uma sequência de ruídos seja interpretada como palavras ou frases com algum significado para o ouvinte.

Por exemplo, em músicas que são reproduzidas ao contrário, muitas pessoas alegam ouvir mensagens que são supostamente consideradas mensagens subliminares, quando na verdade pode não passar de uma simples pareidolia sonora.

Pessoas que alegar ver fantasmas, discos voadores, monstros e outros acontecimentos inexplicáveis, podem ser "vítimas" de uma pareidolia. Vale lembrar que a pareidolia não é uma doença.

De acordo com pesquisadores e estudiosos da mente humana, uma provável explicação para este fenômeno esteja relacionada com a evolução da espécie humana.

A necessidade do ser humano em viver em sociedade para sobreviver, fez com que desenvolvesse essa facilidade em identificar rostos de seus pares.

Pessoas que apresentam níveis altos de sociopatia ou outros distúrbios mentais que afetam as habilidades sociais, apresentam maior dificuldade em identificar pareidolias, ou seja, não conseguem ver rostos ou formas humanas com facilidade em nuvens, manchas, e demais objetos.

Um exemplo de como a pareidolia está presente no cotidiano das pessoas são os populares emoticons. Os desenhos dos emoticons são entendidos pelo cérebro humano como representações de rostos. Estes símbolos utilizados nas comunicações através de mensagens de texto pela internet e celulares, são úteis para transmitir sentimentos e emoções.

O que é Apofenia
Apofenia é o nome dado para um fenômeno cognitivo, quando alguém consegue identificar padrões e significados em coisas aleatórias, vagas e sem nenhum sentido real.

Em suma, a apofenia consiste na ação inconsciente de achar um significado ou chegar à uma conclusão que parte de informações incompletas ou coincidências. É uma tentativa do ser humano de achar um significado para aquilo que desconhece. Pode, por exemplo, levar um indivíduo a acreditar em teorias fantásticas de conspiração.

Para os psicólogos, a apofenia é entendida como um erro de percepção, uma característica que o ser humano desenvolveu ao longo de anos de evolução, tendo inicialmente um papel vital para a sobrevivência da espécie.

Em termos estatísticos, a apofenia pode ser classificada como um Erro do tipo I, ou seja, quando determinada ideia é concluída a partir de hipóteses ou de informações incompletas.

Proposto inicialmente em 1959, pelo neurologista e psiquiatra alemão Klaus Conrad, as apofenias são responsáveis pelo surgimento das superstições, mitos, crenças em atividades paranormais e etc.
Todos os seres humanos apresentam níveis de apofenia – assim como de pareidolia – sendo este fenômeno um limite que pode caminhar para dois aspectos distintos: a paranoia ou a criatividade.

A diferença entre Apofenia e Pareidolia
Entende-se que a pareidolia é um tipo de apofenia, mas num sentido mais restrito.
A pareidolia é um fenômeno psicológico presente em todos os seres humanos, quando estes conseguem identificar imagens ou sons familiares em coisas aleatórias.
Ao contrário da pareidolia, a apofenia vai além da identificação de padrões sonoros ou imagéticos, e está relacionada com todo o tipo de padrões, mesmo com aqueles que são puramente coincidência.
O fenômeno da pareidolia é pessoal, isso significa que mesmo que um indivíduo esteja enxergando um rosto humano numa determinada forma geométrica, outra pessoa pode não ver a mesma imagem.

A pareidolia reflete as crenças de um indivíduo, por isso que as pessoas religiosas alegam ver o rosto de Jesus Cristo em determinados lugares, enquanto os ateus não conseguiria identificar a mesma imagem com facilidade.
Fonte de pesquisas: google
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EXISTE RECEITA PARA A FELICIDADE? – Edmir Silveira


Todos os dias pipocam dúzias de  textos sobre o tema Felicidade. Livros são lançados, artigos escritos, vídeos e todo tipo de arquivos são produzidos e vem se juntar a uma incontável biblioteca sobre o assunto. 

Ao refletirmos sobre isso, vemos que existem dezenas de rótulos cujo cerne é a felicidade: psicologia, filosofia, autoajuda, meditação, sexoterapias, práticas tântricas,  yogas e outras centenas de "cadeiras" da matéria. 

"Felicidade não existe, 
o que existe são momentos felizes".
Peninha

Por mais óbvia e simplória que essa frase pareça, a princípio, trás uma verdade incômoda e nem um pouco romântica. Em seu enunciado, já determina sua finitude inexorável. 

Que tipo de felicidade transcendental é essa que a humanidade tanto busca? Uma felicidade perene e inalterável, onde cessa a tristeza e a contrariedade?
Um "foram felizes para sempre..."

Assim colocado, fica fácil vermos que, sob esse ângulo, a felicidade é uma utopia absoluta

Mas, se a pensarmos como um gozo da existência, a filosofia "Peninha" é absolutamente verdadeira. 

A maioria de nós, que já passou de certa idade, tem plena certeza de que existem muitos momentos onde nos sentimos plenos. Pelos mais variados motivos. 

Saber perceber esses momentos, enquanto eles estão acontecendo, é fundamental. Porque a melhor parte de aprendermos com a vida, é que esse aprendizado pode determinar ser seremos ou não capazes de alcançar esses  momentos. Se desenvolvemos ou não a capacidade ser feliz. 

Ser feliz é um mérito pessoal. Uma conquista.

Quando nos damos conta de que, naquele segundo, estamos vivendo um desses momentos, eles se completa. Isso é saber viver o momento e requer um longo aprendizado. 

É por ele que a humanidade vive. Para sermos palco, em nosso interior,  de uma explosão espetacular de sentimentos e sensações que são absurdamente compensadora. 

Ás vezes, sua exteriorização não passa de um leve sorriso. Outras, é, literalmente, um gol do seu time num estádio lotado só com torcida a favor. Um espetáculo!

Para que esses momentos ocorram, é preciso que aconteça uma evolução sincronizada dos acontecimentos provocadores, únicos em cada ser.

Esse conjunto de fatores, muito pessoais e individualizados, se juntam e fazem nosso sistema orgânico produzir uma série de hormônios, em quantidades e proporções únicas, de tal forma que o resultado é a descarga daquelas sinapses únicas que provocam a sensação de Felicidade.

Esse processo é extremamente individual e único. Sequer no mesmo indivíduo acontece exatamente da mesma forma duas vezes. O simples fato de já ter ou de nunca ter acontecido já determina essa originalidade. 

Pensando assim, na felicidade como um conjunto de fatores que nos faz sentir bem por um período  de tempo, podemos sim encontrar esses ingredientes em atitudes diárias que nos proporcionem mais prazer do que incômodos. Com a frequência dos momentos prazerosos estaremos aumentando a possibilidades de que os fatores disparadores daquela sensação estejam presentes por mais tempo aumentando a chance de ser feliz.

Para que tenhamos o discernimento necessário para saber o que nos agrada, o que não faz diferença e o que realmente nos contraria profundamente , é preciso um autoconhecimento bem razoável.

Prestar atenção nos próprios sentimentos e reações é fundamental. Ter a capacidade de perceber onde estão nossos limites requer uma boa dose de autocrítica, sempre incomoda e perturbadora. Ninguém gosta de reconhecer limitações.

Depois dessa etapa, vem uma tão difícil quanto: estipular os nossos limites externos. 

Até onde deixar que os outros opinem,  influam e nos cobrem por nossas decisões de âmbito pessoal? Até onde deixar, e quem vamos deixar, "se meter na nossa vida".

Até onde dar satisfação de nossos atos, e a partir de onde nossas motivações e propósitos são questões sobre as quais não devemos satisfação a ninguém?

É complicado. Mas ninguém disse que não seria. 

Para procurar a receita, primeiro é preciso descobrir quais os ingredientes e que quantidades devem ser usadas para que o resultado nos traga a satisfação da vida com sabor. 

E, como seria  bom, se  pudéssemos deixar essa receita como herança para nossos filhos. Como a receita de um bolo da vovó.


Mas, infelizmente, essa receita só vai servir para você. É pessoal e intransferível. 

E, quando a gente pensa que está chegando a uma conclusão, entra mais alguém na história e dana-se tudo de novo. 

Se sozinho já é difícil, imagina a dois...

O DIA EM QUE NOSSA HISTÓRIA VIROU FUMAÇA - Edmir Silveira

Faz parte de algumas lembranças e descobertas mais queridas da minha infância. Foi aí que vi, pela primeira vez, o tamanho e a beleza da história do planeta e do universo. O dinossauro, a múmia, o meteorito. Sinto uma tristeza do tamanho do mundo. É muito difícil dizer adeus à nossa própria história. O Rio chora uma tristeza sem precedentes. A maior tragédia da história da nossa maltratada cidade. Te amo meu Rio de Janeiro. 
Edmir Silveira

DENTRO DE MIM - Edmir Silveira


Dentro de mim tem meu quarto
Nele minha casa,
Na minha casa tem a minha rua,
Nela muitas avenidas,
Nas avenidas está meu bairro,
Dentro dele minhas cidades
Nessas cidades existem muitos países,
Dentro de cada um
 mundos inteiros.
E neles, todo o universo.
Dentro de mim.

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NEUROCIÊNCIA SUPEROU A PSICANÁLIE - Ivan Izquierdo

NEUROCIÊNCIA SUPEROU A PSICANÁLIE - Ivan Izquierdo
A psicanálise foi superada pelos estudos em neurociência...