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CORRER RISCOS - SÊNECA


Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.

Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.

Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.

Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.

Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.

Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.

Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.

Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Sêneca(filósofo romano)

QUEM FOI JOHN LOCKE?

“Onde não há lei, não há liberdade”.

Graças a uma infecção de fígado, o Ocidente ganhou um dos seus maiores filósofos políticos. Não no fígado dele mesmo, que fique claro: Locke era médico por formação e boa parte do que escreveu surgiu em conversas com um dos seus pacientes mais ilustres. Em 1666, Anthony Cooper, sofrendo de dores constantes, buscou ajuda em Oxford, onde se impressionou com o tratamento de Locke e o convenceu a se tornar seu médico particular. 

Ocorre que Cooper também era o Conde de Shatfesbury, um dos fundadores do Partido Whing, de tendência liberal, que buscava reduzir o poder da nobreza na Inglaterra.

As ideias do paciente só aprofundaram um gosto que Locke trazia do passado: o de refletir sobre o homem e a sociedade.

Desde a escola, tinha demonstrado interesse em estudar os filósofos do seu tempo, preferindo Descartes aos gregos clássicos, e decidiu cada vez mais se aproximar da filosofia. Apesar de apreciar o pensamento cartesiano, Locke se tornaria um dos maiores símbolos da corrente oposta ao racionalismo descrito pelo francês.

TÁBULA RASA

Com o Ensaio acerca do entendimento humano, Locke tornou-se o principal representante do empirismo britânico e uma referência nos estudos gnosiológicos. Nessa obra, combateu duramente a doutrina cartesiana segundo a qual o ser humano possui ideias inatas. Ao contrário de Descartes, o filósofo inglês defendia que nossa mente, no instante do nascimento, é como uma tábula rasa.
O substantivo tábula significa “tábua” ou “placa de madeira” ou de outro material; o adjetivo rasa quer dizer “plana, lisa”. Assim, a expressão tábula rasa usada por Locke tem o significado de “tábua lisa”, na qual nada foi escrito nem gravado. Ao nascer, nossa mente seria como um papel em branco, sem nenhuma ideia previamente escrita.

Assim, Locke retomava a tese empirista segundo a qual nada existe em nossa mente que não tenha origem nos sentidos. Para ele, as ideias que possuímos são adquiridas ao longo da vida mediante a experiência sensível imediata e seu processamento interno.

ABSOLUTISMO

Seguindo o pensamento de Hobbes, ele apoiou o conceito de que havia um “contrato social” na base de cada Estado. Assim, o poder de um homem não podia derivar de Deus, como apregoavam os reis da época . Locke, porém, discordava de Hobbes quanto à necessidade de um líder absolutista para manter esse pacto social, acreditando que os poderes deveriam ser separados e limitados. 

Para ele, o Estado tinha a missão de proteger direitos fundamentais do homem, como a vida, a propriedade e a liberdade. 

A autoridade do governo deveria ser conferida por seus governados, que teriam o direito de modificar seus representantes e até mesmo de derrubá-los caso seus direitos estivessem sendo violados.

Em razão de suas ideias políticas – pois foi um adversário ferrenho da tirania e do abuso de poder -, Locke é apontado por muitos historiadores como o “pai do iluminismo”. 

Seu pensamento exerceu profunda influência na fundamentação ideológica da democracia liberal burguesa, contribuindo para a difusão de valores iluministas como a tolerância religiosa, o respeito pela liberdade individual, a expansão do sistema educacional e a livre-iniciativa econômica.
Autor: Thiago Henrique
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QUEM FOI THOMAS HOBBES?

O homem é o lobo do homem

Thomas Hobbes nasceu em Westport, na Inglaterra. No período da revolução liberal inglesa, apoiou o rei Carlos I, que acabou derrotado e decapitado, o que obrigou o filósofo a exilar-se na França, onde entrou em contato com a filosofia de Descartes.
  
O pensamento de Hobbes foi muito influenciado pelas ideias de Bacon e Galileu. Como estes, ele abandonou as grandes pretensões metafísicas (a busca da essência do ser) e procurou investigar as causas e propriedade das coisas. Para Hobbes, a filosofia seria a ciência dos corpos, isto é, de tudo que tem existência material. Os corpos naturais seriam estudados pela filosofia da natureza; os corpos artificiais ou o Estado, pela filosofia política. E o que não é corpóreo deveria ser excluído da reflexão filosófica.

Hobbes defende que o que chamamos de bem é tão somente o que desejamos alcançar, enquanto o mal é apenas aquilo de que fugimos. Isso se explicaria pelo fato de que, no entendimento desse pensador, o valor fundamental para cada indivíduo é a conservação da vida, ou seja, a afirmação e o crescimento de si mesmo. 

Assim, cada pessoa sempre tenderá a considerar como bem o que lhe agrada e como mal o que lhe desagrada ou ameça.

A pergunta que pode surgir então é a seguinte: se o bem e o mal são relativos, isto é, são determinados pelos indivíduos, como será possível a convivência entre as pessoas? 

Hobbes responde essa questão nos livros Leviatã e Do cidadão, nos quais defende a necessidade de um poder absoluto que mantenha os indivíduos em sociedade e impeça que se destruam mutuamente.

O ESTADO SOBERANO DE HOBBES

Para hobbes, cada indivíduo sempre encara seu semelhante como um concorrente que precisa ser dominado. Segundo o filósofo, onde não houve o domínio de um indivíduo sobre o outro, existirá sempre uma competição intensa até que esse domínio seja alcançado. Tal tese está vinculada à concepção materialista e mecanicista da realidade proposta por Hobbes.

A consequência óbvia dessa disputa infindável entre os seres humanos em estado de natureza teria sido o surgimento de um estado de guerra e de matança permanente nas comunidades primitivas. Por isso, nas palavras de Hobbes “o homem é o lobo do próprio homem”.

Só havia uma solução para dar fim à brutalidade primitiva: a criação artificial da sociedade política, administrada pelo Estado. Para isso, os indivíduos tiveram de firmar um contrato entre si (contrato social), pelo qual cada um transferia seu poder de governar a si próprio a um terceiro – o Estado -, para que este governasse a todos, impondo ordem, segurança e direção à conturbada vida em estado  de natureza.

Hobbes apresentou essas ideias primeiro em sua obra Do cidadão e depois em Leviatã. Nesta última, compara o Estado a uma criação monstruosa do ser humano, destinada a pôr fim à anarquia e ao caos das relações humanas. O nome Leviatã refere-se ao monstro bíblico citado no Livro de Jó [40-41], onde é assim descrito:

“O seu corpo é como escudos de bronze fundido […] Em volta de seus dentes está o terror […] O seu coração é duro como uma pedra, e apertado como a bigorna do ferreiro. No seu pescoço está a força, e diante dele vai a fome […] Não há poder sobre a terra que se lhe compare, pois foi feito para não ter medo de nada”.

Nas palavras de Hobbes, como ele imaginou o estabelecimento do contrato social que deu origem ao Estado (Leviatã). Para o filósofo, a única maneira que os indivíduos tinham para instituir, entre si, um poder comum era :

“[…] conferir toda a sua força e poder a um homem, ou a uma assembléia de homens, que possa reduzir suas diversas vontades, por pluralidade de votos, a uma só vontade […] transfiro meu direito de governar-me a mim mesmo a este Homem, ou a esta Assembléia de homens, com a condição de transferires a ele teu direito, autorizando de maneira semelhante todas as suas ações. Pois graças a esta autoridade que lhe é dado por cada indivíduo no Estado, é-lhe conferido o uso de tamanho poder e força que o terror assim inspirado o torna capaz de conformar as vontades de todos eles”.
Autor: Thiago Henrique
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A FILOSOFIA E SEU OBJETIVO - Epicuro

Todo desejo incômodo e inquieto 
se dissolve no amor da verdade

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Nunca se protele o filosofar quando se é jovem, nem canse o fazê-lo quando se é velho, pois que ninguém é jamais pouco maduro nem demasiado maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz.

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Deves servir à filosofia para que possas alcançar a verdadeira liberdade.

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Assim como realmente a medicina em nada beneficia, se não liberta dos males do corpo, assim também sucede com a filosofia, se não te liberta do sofrimento da alma.

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Não pode afastar o temor que importa para aquilo a que damos maior importância quem não saiba qual é a natureza do universo e tenha a preocupação das fábulas míticas. Por isso não se podem gozar prazeres puros sem a ciência da natureza.

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Antes de tudo, considerando a divindade incorruptível e bem-aventurada, não se lhe deve atribuir nada de incompatível com a imortalidade ou contrário à bem-aventurança.

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Realmente não concordam com a bem-aventurança preocupações, cuidados, iras e benevolências

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O ser bem-aventurado e imortal não tem incômodos nem os produz aos outros, nem é possuído de iras ou de benevolências, pois é no fraco que se encontra qualquer coisa de natureza semelhante.

*
Habitua-te a pensar que a morte nada é para nós, visto que todo o mal e todo o bem se encontram na sensibilidade: e a morte é a privação da sensibilidade.

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É insensato aquele que diz temer a morte, não porque ela o aflija quando sobrevier, mas porque o aflige o prevê-la: o que não nos perturba quando está presente inutilmente nos perturba também enquanto o esperamos.

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O limite da magnitude dos prazeres é o afastamento de toda a dor. E onde há prazer, enquanto existe, não há dor de corpo ou de espírito, ou de ambos.

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A dor do corpo não é de duração contínua, mas a dor aguda dura pouco tempo, e aquilo que apenas supera o prazer da carne não permanece nela muitos dias. E as grandes enfermidades têm, para o corpo, mais abundante o prazer do que a dor.

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O essencial para a nossa felicidade é a nossa verdade íntima: e desta somos nós os amos.

SÊNECA - A Sabedoria e a Alegria

Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que não és ainda um sábio. O sábio autêntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturbável; vive em pé de igualdade com os deuses.

Analisa-te então a ti próprio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperança te aflige o ânimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mantém igual a si mesma, isto é, plena de elevação e contente de si própria, então conseguiste atingir o máximo bem possível ao homem! Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, não buscas senão o prazer, fica sabendo que tão longe estás da sabedoria como da alegria verdadeira.

Pretendes obter a alegria, mas falharás o alvo se pensas vir a alcançá-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso será o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da angústia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfação e prazer, são apenas motivos para futuras dores.

Toda a gente, repito, tende para um objetivo: a alegria, mas ignora o meio de conseguir uma alegria duradoura e profunda. Uns procuram-na nos banquetes, na libertinagem; outros, na satisfação das ambições, na multidão assídua dos clientes; outros, na posse de uma amante; outros, enfim, na inútil vanglória dos estudos liberais e de um culto improfícuo das letras.

Toda esta gente se deixa iludir pelo que não passa de falacioso e breve contentamento, tal como a embriaguez, que paga pela louca satisfação de um momento o tédio de horas infindáveis, tal como os aplausos de uma multidão entusiasmada - aplausos que se ganham e se pagam à custa de enormes angústias!

Pensa bem, portanto, no que te digo: o resultado da sabedoria é a obtenção de uma alegria inalterável. A alma do sábio é semelhante à do mundo supralunar: uma perpétua serenidade. Aqui tens mais um motivo para desejares a sabedoria: alcançar um estado a que nunca falta a alegria. Uma alegria assim só pode provir da consciência das próprias virtudes: apenas o homem forte, o homem justo, o homem moderado pode ter alegria.
Sêneca, in 'Cartas a Lucílio'
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RACISMO AQUI NÃO!

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