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POR QUE É TÃO DIFÍCIL SUPERAR NOSSAS MÁGOAS? - Daniel Grandinetti

A mágoa é o sentimento de que nosso eu foi desvalorizado pelo mundo. Ela é por vezes chamada de ‘ressentimento’, pois se trata de um sentimento que é experimentado de novo cada vez que o evento doloroso é relembrado.

 Entretanto, o evento que causa a mágoa nem sempre a causa no momento em que ocorre. Muitas vezes, a experiência de um evento é trivial, e a mágoa só surge quando ele é lembrado e significado por nós como ofensivo ou desrespeitoso com nossa pessoa. Assim, somos nós mesmos que julgamos nosso eu como desvalorizado. Na mágoa, nossa auto-imagem é depreciada perante nossos próprios valores, ou perante nós mesmos. É o eu que se torna depreciado perante o próprio eu.

De frente com o fato de que o eu é a instância julgadora do próprio eu, Freud dividiu o eu em ‘eu’ e ‘supereu’, atribuindo ao supereu a função de instância julgadora do eu. O eu só é julgado por si mesmo. Conseqüentemente, toda desvalorização do eu parte do próprio eu. Mas, na mágoa, consideramos que nosso eu foi desvalorizado por outras pessoas, pela vida ou pelo mundo. Uma vez que nós mesmos julgamos nosso eu como desvalorizado, julgamos o evento que, a nosso ver, o desvalorizou como ‘desvalorizador’, e o agente desse evento como a pessoa que executou a desvalorização. Tudo isso é conseqüência do julgamento a que submetemos nosso próprio eu.

Acusamos as pessoas de terem nos desvalorizado, mas essa acusação é conseqüência do fato de nós mesmos nos desvalorizarmos. Nosso eu se tornou desvalorizado perante si mesmo, e isso significa que é o eu que está rejeitando e criticando o próprio eu. Na mágoa, o eu rejeita a si mesmo como destituído de valor, se recusa a aceitar a si mesmo nessas condições e ainda assim manda a conta do julgamento para outra pessoa. Mas, não foi o outro que julgou e condenou o eu; foi o próprio eu que se submeteu a essa humilhação. O outro é responsável pelas suas ações. Se ele comete uma falta, deve ser responsabilizado, inclusive judicialmente se for o caso. Mas, o julgamento depreciativo que o eu faz de si mesmo por conta das ações de outros é de responsabilidade dele mesmo. Mesmo que a ação do outro seja a de nos julgar depreciativamente, esse julgamento difere do julgamento de nosso eu por si mesmo. A mágoa é produto do julgamento do eu por si mesmo, e ele não pode cobrar ninguém por isso. Mesmo porque, ainda que a conta seja mandada ao outro e que esse outro queira nos ressarcir, como ele poderia fazer isso? A mágoa só desaparece quando o eu faz as pazes consigo mesmo; ela só desaparece quando o eu revê e anula o julgamento depreciativo sobre si mesmo. Se o eu não revê seu julgamento, não há nada que o outro possa fazer. É o eu quem dá a última palavra sobre o abandono da mágoa. Assim, além de ele não precisar de ninguém mais para tanto, não há nada que alguém possa fazer se ele não se dispuser a fazer o que deve ser feito.

Mágoas são difíceis de serem superadas porque nós insistimos em mandar aos outros a conta de um julgamento sobre nosso eu que fomos nós mesmos que fizemos e do qual somente nós podemos recorrer e rever. Mágoas são difíceis de serem superadas porque passamos um longo tempo esperando o pagamento de uma conta que não pode ser paga. E se a conta não pode ser paga, então a dívida não existe! A pessoa que nos magoou não nos deve nada. Ela deve ser responsabilizada pelos seus atos, certamente; mas, a conta pela ferida em nossa auto-estima, que insistimos em mandar para ela, Nãopode ser paga por ela. E não pode ser paga por ela porque essa conta não é dela; a dívida é nossa e só pode ser quitada por nós mesmos.

Quando pensamos em superar uma mágoa, imaginamos uma série de condições que deveriam ser satisfeitas: Ações de ressarcimento da pessoa que nos magoou, longos períodos de “crescimento” pessoal, etc. Nenhuma dessas condições é necessária. O eu é autônomo em seu julgamento sobre si mesmo. Ele não depende de nenhuma condição para julgar e de nenhuma condição para anular esse julgamento. A dificuldade está justamente em entender isso.
Daniel Grandinetti, psicólogo clínico e mestre em Filosofia em Belo Horizonte.

15 FRASES DE FREUD PARA VOCÊ AMADURECER

Conhecido como o “pai da psicanálise”, Sigmund Freud é um dos autores mais amados e odiados do século XIX e XX. A sua obra continua a ser alvo de debates controversos, ao mesmo que tempo que serve de grande influência para a psicologia contemporânea.

Freud também é conhecido por ser autor de profundas reflexões sobre a condição humana. Selecionamos algumas que com certeza te farão refletir sobre como lidar com a vida!

Você é capaz de reconhecer se todas essas frases são mesmo de Freud??? Será que o conhece tão bem assim?? A internet está recheada de palavras atribuídas à Freud e que não são dele, será você um Freud expert?

1. Lembre-se: o problema pode não estar em você…

Não se martirize à toa!

2. Sobrevivendo as “pancadas” da vida

A vida é bela, mas também pode ser muito cruel e difícil para algumas pessoas. Em algumas situações, por mais extremas e desesperadoras que possam parecer, devemos manter o pulso firme e o equilíbrio mental, pois esta é a melhor maneira de conseguir enxergar a luz no fim do túnel!

3. A regra é clara!
“O pensamento é o ensaio da ação.”
Sigmund Freud

Quando a ação vem antes do pensar, as consequências podem ser desastrosas! Todos nós aprendemos isso uma hora ou outra ao longo da vida…

4. Afinal de contas, esta é a única certeza que temos…


5. Você se acha uma pessoa confiável?

Você já parou para pensar se as suas atitudes perante o próximo são dignas e corretas? Como é o seu papel na sociedade? Qual a contribuição que dá para o mundo? Entre outras coisas, nesta frase Freud nos faz pensar sobre os traços da personalidade da natureza humana, as nossas fragilidades, capacidades e, principalmente, as fraquezas.

6. O amor é a melhor resposta ao ódio, definitivamente…
“Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio”.
Sigmund Freud


7. As melhores conquistas da vida são as mais difíceis!
“Fui um homem afortunado; na vida nada me foi fácil”.
Sigmund Freud


8. Falando sério: sabe quem você é?
“Olhe para dentro, para as suas profundezas, aprenda primeiro a se conhecer”.
Sigmund Freud

Nós sempre lembramos aqui da importância de refletirmos sobre quem somos. Conhecer e entender os nossos sentimentos e comportamentos não é uma tarefa fácil e requer um longo histórico de experiências e vivências.

Freud reforça esta ideia ao mostrar que o caminho em direção ao autoconhecimento é essencial para conseguirmos ter sucesso em outros aspectos da vida!

9. A sabedoria é proveniente do conjunto de suas vivências
“Só a experiência própria é capaz de tornar sábio o ser humano”.
Sigmund Freud

Por isso, nossa sugestão é: explore, ouse e não tenha medo de ter dúvidas nesta vida! Viva as experiências que você deseja viver, aprenda com os erros e não tenha receio de tentar novamente após um fracasso.

10. “Diga com quem andas…”


11. A vida é uma constante (e bela) luta!

Olhar para trás e ver que coisas importantes foram construídas ao longo do caminho é uma das melhores sensações do mundo! Pare e reflita: “eu estou deixando a minha marca?”

12. As “certezas absolutas” nos cegam perante novos horizontes

Manter a “mente aberta” é importante para alcançar a sabedoria. Não guarde as ideias e noções que você tem do mundo numa caixa. Permita-se experimentar diferentes caminhos e ouvir opiniões opostas!

13. O egoísmo e a ganância nunca te deixarão “evoluir”


14. Conclusão: o mundo é recheado de idiotas!


15. Todos nós deveríamos ser…
“Ser inteiramente honesto consigo mesmo é um bom exercício”.
Sigmund Freud

Você consegue ser totalmente honesto consigo mesmo?

OS POETAS E OS ROMANCISTAS SÃOS OS MESTRES DO CONHECIMENTO DA ALMA - Freud



Os poetas e os romancistas são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda. 

São, no conhecimento da alma, nossos mestres, que somos homens vulgares, pois bebem de fontes que não se tornaram ainda acessíveis à ciência.

SOBRE FREUD E SUAS MULHERES - Marina Massi

Obra recém-lançada, As mulheres de Freud, 
propõe uma viagem histórica pelo universo feminino; 
o criador da psicanálise e sua teoria são apresentados sob novos ângulos

Sigmund Freud e Anna Freud, 1929, em Berlim, na Alemanha. A romancista e escritora Lisa Appignanese e o professor de história e filosofia da ciência da Universidade de Cambridge John Forrester, acadêmico que já publicou várias obras psicanalíticas, uniram-se para investigar e narrar a trajetória das mulheres que participaram da vida de Freud. 

Em uma obra de fôlego, a dupla revela o impacto feminino no desenvolvimento das ideias relativas à feminilidade e ao legado dessa produção intelectual para a cultura contemporânea. Em virtude das diferentes áreas de especialização, pareceu aos autores que seria lógico dividir o material de modo que Forrester tratasse das personagens que foram “descobertas” pelo olhar de Freud: parentes, figuras de sonhos, pacientes e suas ideias sobre feminilidade. Já Appignanese trataria das primeiras analistas, tradutoras e escritoras próximas ao pensador.

Os escritores reconhecem que o desafio era potencialmente infinito, uma vez que tantas mulheres tiveram importância na história da psicanálise e o debate sobre feminilidade nessa área vem se desenrolando até hoje. “Decidimos limitar nossa narrativa às personagens que tiveram contato direto e continuado com Freud. Em consequência disso, não tratamos particularmente de Karen Horney ou Melanie Klein, para citar apenas duas, embora elas figurem nas páginas do livro.”Infelizmente, a decisão de não incluir uma pensadora do porte de Klein, por exemplo, traz problemas estruturais, que implicam a sensível perda do entendimento de toda uma vertente do debate sobre a mulher. É inegável, porém, que As mulheres de Freud tem muitos pontos positivos.

Entre eles, está o fato de que ajuda o leitor a rever as acusações de que o criador da psicanálise teria sido “um misógino, um patriarca conservador que via como principal função das mulheres servir à reprodução da espécie”. Os autores creem que uma das questões esclarecidas por essa pesquisa foi que “a concentração excessiva nos fracassos de Freud era, em si, uma maneira de negar às mulheres que figuram na história da psicanálise seu lugar de direito. Uma vez restituído este lugar, tanto Freud quanto a psicanálise adquiriram um aspecto sutilmente diverso”. E essa talvez seja uma das mais importantes conclusões desse imenso trabalho de pesquisa histórica, que instiga tantas discussões teóricas.

A pesquisa reúne dados anteriormente esparsos e revela de modo histórico-científico que muitas outras além de Salomé e da princesa Bonaparte eram amigas e analistas ativas. Entre elas estão Ruth Marck Brunswick, Muriel Gardiner, Eva Rosenfeld, Jeanne Lampl Groot, Hilda Doolittle e mais todo o círculo de analistas da filha Anna Freud. No início do livro são apresentadas as mulheres-chave da família de Freud: a mãe, a noiva que virou esposa e as filhas. A segunda parte trata da colaboração das pacientes histéricas no desenvolvimento da prática e teorias freudianas. 

Na etapa seguinte são focalizadas as mulheres que se tornaram as primeiras analistas do círculo de Freud, como Sabina Spieelrein, Lou Andreas-Salomé, Helene Deutch, Marie Bonaparte e Joan Riviere. Num livro de 16 capítulos extensos, com rigoroso levantamento bibliográfico, que revela um sério trabalho de pesquisa, alguns trechos históricos são especialmente significativos e curiosos. É o caso de “Primeiras amigas, primeiros casos, primeiras seguidoras” (cap. 6), no qual o leitor fica sabendo, por exemplo, que o divã foi presente de uma paciente agradecida, por volta de 1900. 

No capítulo 13, “A amizade das mulheres”, é surpreendente constatar o quanto as mulheres se desenvolveram dentro da psicanálise – o que nos convida a rever a ideia do círculo de amigos formado apenas por homens (como Carl Jung, Wilhelm Fliess, Alfred Adler, Karl Abraham) ao redor de uma mesa para discussão psicanalítica, às quartas-feiras.

O capítulo 15, “O debate sobre a mulher”, com abordagem mais teórica, evoca as figuras de Helene Deutch, Karen Horney e Melanie Klein para tratar da constituição do feminino. Os autores apontam a importância de uma discussão correlata acerca do peso atribuído aos fatores traumáticos (ambientais) ou constitutivos e de disposição (hereditários), temas atuais não somente para a feminilidade, mas também para todos os aspectos de constituição psíquica do sujeito. Para Freud, o campo da psicanálise é o acidental, o traumático por natureza.

Segundo ele, o que fica de fora, “o que permanece inexplicável, o que é temporariamente atribuído à constituição, não é o mais importante, o mais fundamental, mas sim o ponto no qual as explicações fracassam, o ponto em que a ciência emudece”.

Por fim, somos surpreendidos pelo último capítulo, “Feminismo e psicanálise”, no qual feministas ultrapassam a hostilidade visceral em relação a Freud, o que torna possível evidenciar uma relação mais complexa que abarque novos desdobramentos. Uma vez que as feministas perceberam “a revolução sexual” do século XX como uma força positiva e libertadora, a associação de Freud com esse movimento garantiu-lhe um lugar de respeito entre os antecessores dos movimentos progressistas contemporâneos.
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A psicanálise foi superada pelos estudos em neurociência...