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A FILOSOFIA E SEU OBJETIVO - Epicuro

Todo desejo incômodo e inquieto 
se dissolve no amor da verdade

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Nunca se protele o filosofar quando se é jovem, nem canse o fazê-lo quando se é velho, pois que ninguém é jamais pouco maduro nem demasiado maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz.

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Deves servir à filosofia para que possas alcançar a verdadeira liberdade.

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Assim como realmente a medicina em nada beneficia, se não liberta dos males do corpo, assim também sucede com a filosofia, se não te liberta do sofrimento da alma.

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Não pode afastar o temor que importa para aquilo a que damos maior importância quem não saiba qual é a natureza do universo e tenha a preocupação das fábulas míticas. Por isso não se podem gozar prazeres puros sem a ciência da natureza.

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Antes de tudo, considerando a divindade incorruptível e bem-aventurada, não se lhe deve atribuir nada de incompatível com a imortalidade ou contrário à bem-aventurança.

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Realmente não concordam com a bem-aventurança preocupações, cuidados, iras e benevolências

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O ser bem-aventurado e imortal não tem incômodos nem os produz aos outros, nem é possuído de iras ou de benevolências, pois é no fraco que se encontra qualquer coisa de natureza semelhante.

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Habitua-te a pensar que a morte nada é para nós, visto que todo o mal e todo o bem se encontram na sensibilidade: e a morte é a privação da sensibilidade.

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É insensato aquele que diz temer a morte, não porque ela o aflija quando sobrevier, mas porque o aflige o prevê-la: o que não nos perturba quando está presente inutilmente nos perturba também enquanto o esperamos.

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O limite da magnitude dos prazeres é o afastamento de toda a dor. E onde há prazer, enquanto existe, não há dor de corpo ou de espírito, ou de ambos.

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A dor do corpo não é de duração contínua, mas a dor aguda dura pouco tempo, e aquilo que apenas supera o prazer da carne não permanece nela muitos dias. E as grandes enfermidades têm, para o corpo, mais abundante o prazer do que a dor.

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O essencial para a nossa felicidade é a nossa verdade íntima: e desta somos nós os amos.

SÊNECA - A Sabedoria e a Alegria

Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que não és ainda um sábio. O sábio autêntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturbável; vive em pé de igualdade com os deuses.

Analisa-te então a ti próprio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperança te aflige o ânimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mantém igual a si mesma, isto é, plena de elevação e contente de si própria, então conseguiste atingir o máximo bem possível ao homem! Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, não buscas senão o prazer, fica sabendo que tão longe estás da sabedoria como da alegria verdadeira.

Pretendes obter a alegria, mas falharás o alvo se pensas vir a alcançá-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso será o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da angústia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfação e prazer, são apenas motivos para futuras dores.

Toda a gente, repito, tende para um objetivo: a alegria, mas ignora o meio de conseguir uma alegria duradoura e profunda. Uns procuram-na nos banquetes, na libertinagem; outros, na satisfação das ambições, na multidão assídua dos clientes; outros, na posse de uma amante; outros, enfim, na inútil vanglória dos estudos liberais e de um culto improfícuo das letras.

Toda esta gente se deixa iludir pelo que não passa de falacioso e breve contentamento, tal como a embriaguez, que paga pela louca satisfação de um momento o tédio de horas infindáveis, tal como os aplausos de uma multidão entusiasmada - aplausos que se ganham e se pagam à custa de enormes angústias!

Pensa bem, portanto, no que te digo: o resultado da sabedoria é a obtenção de uma alegria inalterável. A alma do sábio é semelhante à do mundo supralunar: uma perpétua serenidade. Aqui tens mais um motivo para desejares a sabedoria: alcançar um estado a que nunca falta a alegria. Uma alegria assim só pode provir da consciência das próprias virtudes: apenas o homem forte, o homem justo, o homem moderado pode ter alegria.
Sêneca, in 'Cartas a Lucílio'
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UMA VIAGEM AO CORAÇÃO DA FILOSOFIA

Tales de Mileto é considerado por muitos o pai da filosofia. Na sua frase “a água é o elemento e princípio das coisas” descobrimos que em seu pensamento estava o líquido elemento como coração da vida. Mas, será que também estava na sua mente a sua imagem como coração da filosofia? Ela realmente nasceu com ele?

Nesta viagem ao coração da filosofia proponho entrarmos nas escuras e vertiginosas cavernas de uma forma de pensamento que foi e ainda é a origem de uma infinidade de teorias. A felicidade, a tristeza, o ódio, a raiva, a compaixão… tudo está relacionado com nossas mentes e o exercício filosófico humano que procura dar respostas ao sentido da nossa existência.

“A filosofia é um silencioso diálogo da alma consigo mesma em torno do ser.”
Platão

Controvérsias sobre o coração da filosofia
Procurar a origem do pensamento filosófico não é nada fácil. De fato, é uma questão que levantou uma infinidade de controvérsias ao longo da história. Na verdade, os gregos consideraram Tales de Mileto o primeiro filósofo no século VII A.C., mas a questão não está tão evidente.

Originalmente, os gregos consideraram a filosofia uma forma racional de pensamento. Desta forma, não necessita recorrer a elementos sobrenaturais que expliquem a realidade. Também apreciavam a rejeição de planejamento às contradições, colocando sempre como elemento principal a lógica.

Observando esta definição grega da filosofia, poderíamos dizer que Tales de Mileto foi o primeiro pensador da história? É possível que não houvesse outro ou outros antes dele ou simplesmente fala-se da sua pessoa porque não chegaram até seus dias os ensinamentos de outros mestres pensadores?

Hipótese sobre a origem da filosofia
Atualmente existem duas correntes de pensamento na hora de estabelecer o verdadeiro coração da filosofia. Uma supõe que a origem pode ter tido seu ponto de inflexão no Oriente, embora outros continuem defendendo que isso aconteceu na antiga Grécia.

A origem filosófica oriental
Para a corrente orientalista, as hipóteses estabelecem que os gregos foram meros transmissores da filosofia. Segundo este grupo de pensadores, os primeiros filósofos helênicos viajaram a Babilônia e Egito. Foi ali onde aprenderam matemática e astronomia, que logo perpetuaram na sua cultura.

Contudo, esta corrente de pensamento foi sustentada pelos filósofos alexandrinos, nos tempos deste imperador. Tal corrente estava abertamente contrária à escola grega, de modo que parece na verdade uma forma de desacreditá-los.

Os apologistas cristãos também procuraram sustentar esta teoria, mas finalmente a escola ocidental descartou as hipóteses que na verdade só procuravam confronto.

Contudo, os estudos históricos mostram na sua maioria que a astronomia babilônica acabava geralmente em astrologia e adivinhação. Enquanto isso, a matemática egípcia carecia de um nível de abstração necessário, de modo que não deixou de ser um pensamento prático para medir terrenos.

A origem filosófica grega
Enquanto isso as correntes modernas, quase todas originadas no século XX, estabelecem o coração da filosofia no mundo helênico. De fato, existem várias vozes acreditadas que assim afirmam:

Origem da filosofia segundo J. Burnet
Burnet estima que o pensamento filosófico aparece de forma radical, fruto da genialidade do povo helênico. Chama-o de o “milagre grego”. Para ele, são evidentes os antecedentes e os elementos conjunturais. É simplesmente uma civilização com grande talento.

Origem da filosofia segundo F.M. Cornford
Cornford estabelece o nascimento da filosofia com base no pensamento religioso. Todo o aspecto mítico das suas crenças representa, na verdade, um mundo adaptado à especulação racional, de modo que é uma consequência.

Origem da filosofia segundo J.P. Vernant
Por sua vez, Vernant estabelece os elementos conjunturais como básicos para o nascimento da racionalidade. A falta de castas sacerdotais, a presença do sábio, a busca pela liberdade, a escritura e o predomínio de uma constante necessidade de sabedoria levou ao nascimento da filosofia.

“A esperança é o único bem comum a todos os homens; aqueles que tudo perderam ainda a possuem.”
Tales de Mileto

É complexo estabelecer o verdadeiro coração da filosofia, pois a civilização humana remete a milhares de anos. A falta de provas escritas faz com que este exercício seja realmente difícil, mas também apaixonante e maravilhoso. Seja como for, a razão e o pensamento são fundamentais na busca da nossa origem, nosso mundo e nossa verdade.

SÓCRATES - O Filósofo - As Três peneiras

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.
Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:
- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
- Três peneiras? - indagou o rapaz.
- Sim ! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso SÓ tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. 

Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. 
O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?

Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. 
Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?
Arremata Sócrates:
- Se passou pelas três peneiras, conte !!! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos e colegas do planeta.

CORRER RISCOS - SÊNECA


Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.

Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.

Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.

Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.

Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.

Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.

Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.

Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Sêneca(filósofo romano)

RACISTA: NÃO QUEREMOS VOCÊ AQUI!

RACISTA: NÃO QUEREMOS VOCÊ AQUI!

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