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CULT MOVIE - EU MAIOR - O FILME - Uma reflexão sobre a vida

Entrevistas com expoentes brasileiros e atuais de diferentes áreas, abordam com profundidade o tema do autoconhecimento
 e da busca da felicidade.
 
Entrevistados:
Flávio Gikovate, Carlos Burle, Rubem alves, Leonardo Boff, Marina Silva, Mário Sérgio Cortella, Marcelo Gleiser, Monja Coen, Waldemar Falcão e outros não menos importantes.


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PAIXÃO – Mário Sérgio Cortella

É frequente que vários entendam paixão apenas ligada ao mundo do amor, do afeto, aquela exaltação de um sentimento profundo e intenso.

Rotineiramente pode ser significante de uma forma exagerada de apego ou até de obsessão por algumas coisas. Mas não podemos esquecer que a expressão “paixão” tem também, no nosso idioma, mas não só nele, o sentido de sofrimento, de “aquilo que te afeta”.

Quando se fala da paixão no campo da religião está-se falando da paixão como sendo aquilo que afetou. A expressão vem do grego pathos, e chega até a ideia de “patologia”, aquilo que nos atinge de alguma maneira. No latim, passione está ligado ao verbo patior (suportar), de onde surgiu ainda “patíbulo”, por exemplo, aquilo que conduz a algum sofrimento.

A expressão paixão sofredora é uma redundância, porque em princípio, dentro da palavra “paixão” já está incluída a ideia de algo que pode ferir, pode machucar.

Claro que há o lado positivo, que nos afeta para nos “incendiar”, produzir uma fagulha de extrema vitalidade, que, se persistir por muito tempo, fica negativo, dado que esgota a pessoa e a leva à dependência daquela emoção.
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VOCÊ É CAPAZ DE CORRIGIR SEM OFENDER E ORIENTAR SEM HUMILHAR? – Mário Sérgio Cortella

 O que é uma pessoa honrada? Aquela que, entre outras coisas, tem a percepção da piedade, aquilo que precisa ser resguardado na convivência. Uma pessoa autêntica tem a autenticidade grudada à piedade. Eu não posso, em nome da minha autenticidade, dizer tudo o que penso. Eu não posso, em nome da minha autenticidade, desqualificar apenas porque quero ser transparente. Ser autêntico não significa ser transparente de maneira contínua.

Ser transparente para si mesmo? Sem dúvida, mas dizer tudo o que pensa numa convivência é ofensivo. O exemplo do menino de 5,6 anos de idade que traz o presente clássico do Dia dos Pais feito pelas próprias mãos. Chega da escola com aquelas coisas “horrorosas”, feitas com casca de ovo, palito de sorvete, que chegam a cheirar mal. “Pai, ta bonito?” É óbvio que o pai dirá que está maravilhoso naquela circunstância. A ideia do elogio ou do não elogio tem de ser circunstancializada.

Uma pessoa autêntica não aquela que é o tempo todo transparente. Se ela não tiver percepção de circunstância, ela se torna inconveniente. “Mas é assim que eu penso”. O fato de pensar assim não exime a pessoa de ser moderada. Isso não a leva a perder a autenticidade, apenas a resguardar a expressão de modo como é. Porque, como eu sou com os outros, tenho de ser de fato o que sou, mas não posso desconsiderar que outros existem. É preciso cautela, em nome da autenticidade, para não ser ofensivo.

Nem descambar para o terreno da crueldade. Por exemplo, a criança chega com o presente e o pai diz: “Não está, não. Você devia ter feito uma coisa bonita”. Ora, na condição daquela criança, ela fez algo belíssimo. E é belo porque ela fez no melhor da sua condição.

Não é a mesma circunstância de um pai ou de uma mãe que percebem que a criança fez algo com desleixo. Nesse caso, não deve elogiar por elogiar, porque isso deseduca. Se um filho ou uma filha traz um desenho que pode ser precário, mas que, naquela circunstância, naquela idade, naquele modo, é o melhor que a criança poderia fazer, é preciso elogiar em alto estilo. É sinal de afeto imenso. Mas, se o desenho apresentado é resultado de um desleixo, não se deve elogiar.

Eu posso dizer a clássica fase de que educa: “Você é capaz de fazer melhor do que isso que está me mostrando”. Isso é educação. O que é crueldade? Dizer: “Isso é péssimo”. Quem educa precisa corrigir sem ofender, orientar sem humilhar. Precisa conviver com essa virtude, que é a piedade.
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