APRENDA FAZENDO COM QUEM FAZ.

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VERDADES QUE PARECEM MENTIRAS - Marcel Camargo

 
A vida nos reserva inúmeras surpresas, muitas delas agradáveis, outras nem tanto. E ainda haverá aqueles momentos em que não seremos capazes de compreender o porquê daquilo que acontecerá conosco, quando encararemos certas constatações inevitáveis que teimamos em negar ou em deixar esquecidas.

Não adianta, acabaremos, cedo ou tarde, carregando conosco o peso das decepções e a dor da incompreensão, no entanto, sobreviver a tudo isso com vida nos trará esperanças renovadas.

Parece mentira, mas muitas pessoas irão usar tudo o que dissermos contra nós, descontextualizando nossas frases e jogando-as de volta em situações que nos fragilizarão, pois distorcerão nossas verdades injustamente. Isso provavelmente virá de quem nos é alguém próximo, íntimo, especial, o que aumentará o peso de nossa dor. Será o preço que pagaremos por nem sempre confiarmos nas pessoas certas.

Parece mentira, mas quem diz nos amar para sempre poderá destruir nossos corações sem aviso prévio, deixando-nos sozinhos, traindo nosso corpo, nossa confiança, jogando fora tudo o que construímos em troca de uma vida mais cômoda, de uma outra pessoa qualquer, de apelos ilusórios do mundo lá fora do relacionamento. Será uma possível e dolorosa experiência a que estaremos sujeitos, por sermos fiéis e adeptos do amor para a vida toda.

Parece mentira, mas nos depararemos com a ingratidão de pessoas a quem ajudamos, em quem confiamos, a quem demos as mãos durante as ventanias, sendo cobrados por não termos dado ainda mais de nós, como se não tivéssemos nos doado o quanto poderíamos e deveríamos.

Nossa doação voluntária será então confundida com um dever para uma vida toda, algo a que estaremos obrigados de forma vitalícia; e tudo se anulará quando não respondermos às expectativas alheias. Será uma reação indigesta que colheremos por não sermos egoístas.

Parece mentira, mas seremos julgados por nossa posição social, por nossa etnia, por nossos estilos de vida, pelas escolhas que fizermos, mesmo que não machuquemos ninguém, mesmo que se trate apenas de nossa própria vida. Cobrarão de nós que ajamos de acordo com o que as convenções sociais preconizam, mesmo que aquilo fira as nossas convicções, mesmo que aquilo tudo nada tenha a ver com os nossos sonhos, com a direção de nossos desejos, com as verdades que nos dignificam e nos constituem. Será uma indignação alheia incompreensível que nos acompanhará, por nossa coragem de viver o que temos dentro de nós.

Ninguém disse que a vida iria ser fácil, mas haverá decepções que nem cogitaríamos poder existir, com quem deveria tão somente nos apoiar ou então nos deixar em paz e seguir seu rumo.

Mas teremos pela frente muitos dissabores, encontraremos pessoas infelizes, maldosas e que tentarão nos desestruturar, sem mais nem porquê. Cabe-nos manter firme nosso propósito em ser feliz e em encontrar quem nos tornará a vida mais especial e fácil de viver.

Porque ninguém será capaz de nos desviar de nossas buscas, quando estivermos certos do que e de quem realmente queremos para nós.

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VALORIZE QUEM TE ENXERGA QUANDO VOCÊ SE SENTE INVISÍVEL - Marcel Camargo

 
“É preciso que consigamos manter junto de nossas vidas gente que faz a diferença, que acredita em nós, dando-nos as mãos para comemorar, para consolar e para nos guiar em direção à luz, ao amanhecer de nossa alma.”

Um dos melhores conselhos que podemos levar conosco diz respeito à necessidade de cultivarmos as nossas amizades mais especiais, de amarmos de volta quem nos ama verdadeiramente, porque com eles poderemos sempre contar, sem sobra de dúvida. Mesmo assim, muitas vezes acabamos mantendo perto de nós quem não faz a mínima questão de estar ali, quem não soma nada, de quem, na verdade, deveríamos nos afastar.

A vida hoje se constitui, em grande parte, de valores ilusórios, em que as aparências são supervalorizadas, em detrimento da essência, dos sentimentos, prevalecendo o material sobre o espiritual. Com isso, somos atraídos pelo que as pessoas possam oferecer em termos de status, popularidade, conforto material, relegando a segundo plano o que nos é mais caro: a afetividade, o sentimento, a verdade de cada um.

E, assim, muitas vezes nos esquecemos das amizades sinceras, partindo em busca das mais interessantes; não enxergamos quem nos ama com verdade, pois procuramos alguém cuja imagem seja mais condizente com a estética ideal; perdemos grandes oportunidades de nos realizarmos profissionalmente, enquanto ansiamos por empregos rentáveis. Quanto mais nos apegarmos ao externo, mais nos perderemos daquilo que somos de fato, dentro de nós.

Da mesma forma, vamos nos afastando de quem nos faz bem, de quem nos abre sorrisos sinceros, de quem completaria nossa vida em todos os sentidos, na dor, no contentamento, no amor. Já disse Exupéry ser o essencial invisível aos olhos, posto que tudo de que nossa alma precisa não se compra, pois não tem preço. E, sem que alimentemos a nossa essência, permaneceremos vazios e incompletos, ainda que estejamos rodeados de luxo.

Por isso é tão difícil amar. O amor não permanece no que não é verdadeiro, não se sustenta no que é apenas aparente. O amor precisa de essência, daquilo que não se compra, não se comercializa, não se corrompe. O amor não se veste com grifes, tampouco acompanha relacionamentos interesseiros, ou se impressiona com corpos perfeitos. Amor é entrega e reciprocidade, amor vem de dentro e ali se instala, na sinceridade de corações transparentes.

É preciso que consigamos manter junto de nossas vidas gente que faz a diferença, que acredita em nós, dando-nos as mãos para comemorar, para consolar e para nos guiar em direção à luz, ao amanhecer de nossa alma. É preciso que nos acomodemos nos ambientes em que, mais do que conforto, haja sorrisos sinceros e admiração mútua, onde podemos ser e aparentar tudo o que temos dentro de nós e mesmo assim obter aceitação sincera.

Nada nos fará mais falta na vida do que tudo aquilo que pudemos ter sem precisar comprar, porque é isso que nos acalentará durante as duras despedidas que a vida nos obriga a vivenciar. Porque então o amor vencerá tudo, até mesmo a dor da morte.
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CUIDADO COM O QUE TOLERA: VOCÊ ESTÁ ENSINANDO COMO AS PESSOAS DEVEM TRATÁ-LO

Se formos nos incomodar com tudo o que nos desagrada, passaremos os dias chateados e emburrados. Dificilmente conseguiremos atravessar um dia que seja sem ouvir algo desagradável, sem encontrar alguém deseducado, sem nos frustrarmos com algo que não dá certo, com alguém que não age como esperávamos.

Por essa razão, é preciso filtrar com sabedoria o que nos chega, para que não fique em nós aquilo que não faz bem. Ignorar nos salvará em muitos momentos, uma vez que será inútil tentar argumentar com quem não sabe ouvir. Algumas pessoas não mudam, nunca mudarão, por mais que alertemos, conversemos, aconselhemos. E algumas coisas simplesmente não ocorrerão do jeito que quisermos, pois a vida é imprevisível.

Ainda assim, não poderemos ser condescendentes com tudo e com todos, passivamente, ou o mundo nos engole. Teremos, muitas vezes, que impor limites, dizer o que sentimos, mostrar contrariedade, negar, contrariar, esbravejar. Isso porque tem gente que não está nem aí com o sentimento do outro e tentará fazer valer o que quiser onde e com quem estiver. Caberá a nós, portanto, deixarmos claro o nosso grau de tolerância.

É claro que, em determinados momentos, teremos que entender o outro, suas dores, suas razões, pois ele poderá estar passando por tempestades que lhe desequilibram a sensibilidade. Da mesma forma, será necessário refletirmos sobre o que fizemos, como agimos, para que consigamos perceber se nós mesmos não provocamos aquilo tudo. Caso o que nos chegar de ruim não tiver sido causado por nós, caberá o nosso limite urgente.

Não deixe que as pessoas descontem em você os problemas que não se relacionam a nada de sua vida. Não aceite ser tratado com agressividade, gritaria e xingamentos gratuitos. Já temos tempestades demais sobre nossas cabeças, não precisamos dos raios alheios em nossas vidas.

Tolerar demais, afinal, faz a gente ser alvo fácil de quem passa o dia procurando alguém para azucrinar. Não seja esse alvo.
Marcel Camargo
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A FIDELIDADE SÓ É VERDADEIRA QUANDO É ESPONTÂNEA

A modernidade nos trouxe muitas benesses, porém, ao mesmo tempo, acabou por extrapolar alguns limites, em vários setores da vida. 

Quase mais nada se mantém em segredo, misturando-se público e privado, intimidade e ostentação, enquanto somos constantemente vigiados por câmeras de segurança, seguidores virtuais, hackers e curiosos de plantão.

O fato de haver uma nova modalidade de famosos, os quais conseguem amplos rendimentos apenas sendo quem são, lotando as redes virtuais de vídeos, fotos e dicas várias, leva muitas pessoas a visarem à fama cibernética, expondo-se nos canais da internet. Infelizmente, essa superexposição acaba por provocar vulnerabilidades na vida da pessoa, cuja intimidade passa a dispor de pouco tempo para se desenvolver longe dos holofotes.

Nesse contexto, em que os contatos se multiplicam, através das redes virtuais e dos aplicativos de celular, as chamadas tentações, as possíveis puladas de cerca, aumentam em quantidade e oportunidades. 

Por essa razão, muitos relacionamentos acabam por conta do que o parceiro acabou descobrindo no celular ou no computador do ex, o que motiva, inclusive, muitos casais a terem uma conta conjunta nas redes sociais. 

Saber as senhas do companheiro, para muitos, chega a ser quase que uma obrigação, uma vez que predomina a máxima de que quem não deve não teme.

Na verdade, quem quiser trair, irá trair, porque nada é capaz de segurar as rédeas de alguém que desconhece regras mínimas de um relacionamento a dois. Não será uma aliança no dedo, ou uma conta virtual conjunta, que inibirá o comportamento do outro, uma vez que o caráter é uma característica que se encontra dentro de cada um. 

Trata-se de princípios que a pessoa carrega dentro de si, os quais não são internalizados de uma hora para outra.

Vigiar, chantagear, prender, apertar, nada disso adiantará, caso a fidelidade não seja algo espontâneo, que já exista dentro do coração. Nada daquilo que for forçado durará por muito tempo, pois apertar demais espana, ou seja, uma ou outra hora, a verdade vence o fingimento e o que se é triunfa sobre tudo o mais. Se o parceiro realmente entender a importância da fidelidade, conseguindo colocar-se no lugar do outro minimamente, então a fidelidade poderá até vir. 

Do contrário, ninguém mudará e quem tentou forçar o que não era vontade própria sairá perdendo. É isso.
Marcel Camargo

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QUANDO A OVELHA NEGRA É A PESSOA MAIS SAUDÁVEL DA FAMÍLIA - Marcel Camargo

É muito difícil encontrar um parâmetro do que possa ser considerado normal ou não. Para alguns, a normalidade está atrelada a comportamentos padronizados socialmente; para outros, tem a ver com preceitos religiosos, e por aí vai. Fato é que, muitas vezes, confunde-se normalidade com calmaria, quietude e obediência, sendo que uma coisa não necessariamente depende da outra.

Quantas vezes nós mesmos não temos uma impressão errada sobre alguém que se veste de uma forma totalmente peculiar, ou possui um corte de cabelo diferente, alguém que, aparentemente, foge ao que é considerado normal? Ou sobre alguém que abraça as causas em que acredita de uma maneira efusiva, brigando por elas sempre que necessário, até mesmo empunhando cartazes e saindo às ruas?

Pois é, a aparência não tem nada a ver com a essência humana, mas parece ser tão difícil entender isso.

Difícil porque o mundo de hoje se baseia naquilo que se vê, naquilo que se ostenta, nas grifes que se vestem, no poder de compra, no tanto que se consome. Com isso, torna-se cada vez mais difícil enxergar o essencial de cada um, aquilo que a pessoa realmente possui dentro de si e consegue viver, praticar, sem machucar ninguém pelo caminho

É o que fazemos que importa, não o que falamos e aparentamos por aí.

E, nos núcleos familiares, não raro se tomam como ovelhas negras justamente as pessoas que contestam, que ousam, que enfrentam o que, embora já esteja estabelecido há muito tempo por várias gerações, trata-se de algo que precisa ser mudado, oxigenado, a fim de se quebrar uma falsa base da zona de conforto que se perpetua há anos. Porque ninguém é obrigado a manter um casamento fracassado ou a se vestir seguindo a moda, somente porque sempre foi assim entre os familiares.

Os ousados é que promovem avanços que abrem novos caminhos a muita gente sem coragem.

Portanto, é preciso muita cautela ao julgar alguém que já foi julgado, pelas pessoas ou pelos familiares, como sendo uma ovelha negra, visto que somente a convivência e o tempo é que mostram realmente o que cada um é de fato.

Muitas vezes, apenas se trata de alguém que não se sujeitou a regras e comportamentos ditos como normais, sabe-se lá por quem ou por quê, e resolveu viver de acordo com as batidas do próprio coração.

Trata-se, enfim, de alguém que não se permitiu ser aceito pelos outros em troca da própria felicidade.
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EU POSSO, SIM, CORTAR PESSOAS DA MINHA VIDA PARA SEMPRE - Marcel Camargo

 
Cortar quem nunca sabe elogiar, quem nos usa como segunda opção, quem é maldoso, quem regula amor. E, quando lhe disserem que você não pode cortar as pessoas da sua vida, apenas responda: “ah, tá”.

Há uma ideia geral de que não podemos simplesmente tirar de nossas vidas as pessoas que já fazem parte dela. No entanto, quem há de negar que manter alguém que azucrina e não agrega nadica de nada só traz decepção? Logicamente, ninguém é perfeito e teremos, em muitos momentos, que tentar entender o outro, analisando se o erro não estará justamente em nós. Ainda assim, existem pessoas que não deverão continuar junto, simplesmente porque nunca estiveram junto de fato.

Cortar quem nunca sabe elogiar, apenas criticar e ridicularizar sutilmente. Existem pessoas que não sabem fazer outra coisa a não ser falar o que temos de negativo, como se somente enxergassem o nosso pior. Precisamos de alguém que nos alerte para nossos comportamentos indesejáveis, mas não é somente o indesejável que faz parte de nós. Se nada tivermos de bom para o outro, então que nos deixe em paz.

Cortar quem nos usa como segunda opção. Se nunca somos lembrados para as horas de lazer e de descontração, se nunca recebemos uma mensagem, que seja um “oi”. Se nunca somos a primeira opção, mas sempre o amigo estepe, é hora de repensar o relacionamento. Ninguém poderá estar disponível nas vinte e quatro horas do dia, porém, quem nunca dá o ar da graça não sente nossa falta. Fato.

Cortar quem é maldoso. Gente ruim não deve ter espaço perto de quem não prejudica ninguém, de quem tem a história limpa, de quem erra querendo acertar, querendo o melhor, sem pisar ninguém nesse percurso. Existem pessoas que fazem do veneno seu meio de vida, espalhando boatos, puxando tapetes, traindo a lealdade de quem quer que seja. Nossa energia não deve ser maculada por quem não sabe ser feliz e trama todo dia pela queda do outro. Cortemos.

Cortar quem regula amor. Uma das piores coisas que existem é a mendicância afetiva. Ter que implorar por carinho, por atenção, por ser visto, escutado, percebido, isso é humilhante demais. Jamais o medo da dor do rompimento poderá ser maior do que a dignidade de exigir reciprocidade afetiva. Alguns só conseguirão distribuir esmolas sentimentais; outros, nem isso. Passe longe.

Poucos serão os momentos em que poderemos desfrutar daquilo que realmente nos faz bem, de lazer, de convívio sincero. Não dá para gastar tempos preciosos com gente à toa, que não muda, que não quer ser ajudada, que só quer mesmo é ferrar com tudo e com todos. Quando lhe disserem que você não pode cortar as pessoas da sua vida, apenas responda: “ah, tá”.
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QUANTO MAIS APERTADO O ABRAÇO, MAIOR O ALÍVIO NA GENTE - Marcel Camargo

 Ah, essa vida da gente, que não gosta de tranquilidade demorada, de calmaria sem fim, de desassossegos longos demais. Essas surpresas nem sempre agradáveis que chegam de repente, sem aviso prévio; essas dores na alma que nos derrubam ao chão de nossas desilusões mais sentidas. Viver é arriscar-se, é lançar-se ao desconhecido, é enfrentar tempestades e dias de sol, sem ter controle de quase nada, na esperança de que o melhor sempre virá.

Parece que nunca estaremos livres de preocupações, seja em relação às nossas próprias vidas, seja em relação às vidas que amamos. Somos, muitas vezes, alquebrados por situações que preocupam os nossos filhos, nosso parceiro, nossos familiares e amigos mais chegados. Ou seja, mesmo que estejamos tranquilos, não seremos felizes por completo, caso sintamos a tristeza rondar aqueles que caminham ao nosso lado. É o preço que pagamos por andar junto.

Quanto mais relacionamentos construirmos, quanto maior o número de pessoas que agregarmos ao nosso rol afetivo, mais chances teremos de compartilhar felicidade, porém, também estaremos sujeitos a ter que enfrentar mais dissabores. A vida de quem amamos faz parte de nós e torna-se impossível ficar impassível enquanto o outro sofre. Por isso é que não dá para ser feliz com plenitude quando estamos rodeados por infelicidades alheias. Ninguém é uma ilha.

Felizmente, é sempre bom saber que teremos alguém com quem poderemos contar, com quem dividiremos as nossas vidas, em tudo de bom e de ruim que ela carrega, para que possamos desafogar as nossas mágoas, desabafar nossas angústias, chorar nossas dores. Será vital, em nossa jornada, sentir o calor de um abraço sincero e reconfortante, que acolha e nos transmita entendimento e paz. Da mesma forma, sermos nós quem acolhe ao outro em nosso abraço de amor fará toda a diferença também.

A vida, afinal, é um dar e receber, um vai com volta, um colher e plantar o que somos, o que desejamos, o que sonhamos. Abraçar o mundo à nossa volta com amor verdadeiro nos tornará mais felizes, pois assim encontraremos reciprocidade afetiva por parte daqueles que optarão por ficar conosco, em harmonia, com fidelidade sincera. 

Seremos, então, mais fortes para enfrentar com sabedoria e tenacidade as intempéries que, embora teimarão em nos devastar, não encontrarão morada em meio ao amor que sustentará o nosso caminhar.
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ESQUECER CERTAS PESSOAS É UMA DAS MELHORES COISAS DA VIDA - Marcel Camargo

Quanto tempo perdemos nos preocupando com as pessoas erradas, gastando energia com quem não merece um mínimo de consideração, com gente que não está nem aí para o que sentimos. 

Uma das maiores vitórias que obtemos, ao longo da vida, vem a ser justamente conseguirmos nos libertar das amarras inúteis que nos prendem a pessoas desprovidas de bondade para com ninguém.

Muitas vezes, mantemos perto de nós amizades completamente descabidas, que nada mais fazem do que sugar e pedir sem dar nada em troca.

Chamamos, assim, de amigos, quem não compreende o valor de um relacionamento sincero e recíproco. Vamos convivendo com alguém que critica nosso modo de ser, nossas roupas, nossas atitudes, colocando-nos em segundo plano, somente esperando nossa procura, mas jamais tomando a iniciativa de vir até nós.

Da mesma forma, muitos de nós lutamos cegamente por manter vivo um amor que já acabou, sendo que mal começou, acreditando em todas as mentiras que sabemos que são mentiras, agarrando-nos a esperanças que nem mais existem, para continuar junto a um parceiro que mal nos reconhece como uma pessoa que vive, que respira, que sente.

Choramos em vão, gritamos a ouvidos surdos, acenamos a olhos cegos, cada vez mais depositando um amor distorcido no outro, enquanto nos esvaziamos de amor-próprio.

Felizmente, nunca será tarde demais para acordarmos, para reiniciarmos uma busca dentro de nós mesmos, em busca de nossa identidade perdida, de nossa autoestima achatada, de nosso emocional devastado.

Nossa sobrevivência dependerá dessa libertação, desse rompimento com os vampiros emocionais que tolamente achávamos imprescindíveis ao nosso viver. Será, então, preciso coragem para tomar a atitude certa em relação às pessoas erradas.

O tempo gasto com gente negativa pode e deve ser retomado rumo a novos amanheceres, em que estaremos mais tranquilos e certos de quem não queremos para nossas vidas. 

Não podemos perder a esperança de que podemos ser felizes junto a quem compartilha amor com ida e volta, pois é disso que a vida deve ser feita, de momentos especiais junto às pessoas certas.

Ter caminhado junto com a dor nos tornará ainda mais ávidos de finalmente trazer afetividade acalentadora e sincera para junto de nós. Sem mais dúvidas. Sem mais demora.
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ATRAÇÃO FÍSICA NÃO BASTA, TEM QUE HAVER ATRAÇÃO MENTAL - Marcel Camargo

Algumas pessoas nos atraem, de primeira, somente pela aparência, sem nem sabermos explicar o porquê direito. É a chamada atração física, que muitas vezes aproxima as pessoas, de início, para aventuras iniciais. No entanto, caso o físico não nos revele uma essência interessante, o relacionamento não dura, não se sustenta.

Embora hoje as aparências e superficialidades sejam supervalorizadas, em meio à rapidez que permeia todos os setores de nossas vidas, transformando-nos em robôs ligados no modo automático, na maioria das vezes insensíveis, não existe relacionamento capaz de sobreviver somente pautado sobre a materialidade. Se sobreviver, será aos pedaços, desconexo, inverídico.

Viver não é fácil, ainda mais com as dificuldades que crescem a cada dia. Sem que tenhamos alguém que nos receba com verdade e transparência ao final do dia, tudo ficará pior. Os pesos de fora se acumularão aos que nos aguardarão no lar, onde o amor não estará. Ou ficamos com a nossa própria companhia, ou com alguém que nos seja recíproco, porque, ao menos em nosso tempo livre, teremos que nos distanciar do que é falso, vazio e irreal.

O amor é muito mais do que atração física
Conviver com alguém requer entrega, partilha, sinceridade, o que não se sustenta sob aparências e frivolidades. A atração física pode até servir para a aproximação, porém, o que faz o amor durar é exatamente o que não se vê, o que é de dentro, íntimo e pessoal. Somente quem se desnuda para além do corpo é capaz de se entregar e de receber sentimentos verdadeiros. A superficialidade é como um muro que barra o que vem de dentro.

O corpo envelhece, a pele enruga, os cabelos vão ficando brancos, a força física se esvai aos poucos, porém, sentimentos verdadeiros e recíprocos permanecem acesos e renovados a cada amanhecer. No final de nossas vidas o sexo já não fará diferença alguma, mas sim as conversas entre nós e a pessoa amada. E é assim que o amor fica. E é assim que o para sempre não acaba.
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AQUILO QUE NINGUÉM SABE, NINGUÉM ESTRAGA - Marcel Camargo

É normal querermos que os outros saibam de nossas conquistas pessoais e de nossos queridos, uma vez que, da mesma forma que a tristeza, a alegria costuma ficar estampada em nossos semblantes. Existem momentos tão intensamente felizes na nossa vida, que mal cabemos em nós de tanto contentamento e acabamos querendo contar e espalhar o quanto estamos felizes.

Entretanto, sempre estaremos rodeados por pessoas invejosas, maldosas e que não suportam ver alguém feliz, pois a felicidade lhes é tão estranha, que não são capazes de entendê-la, a ponto de fazer de tudo para destruí-la. Não devemos temer a maldade alheia, no sentido de que ninguém é capaz de fazer conosco aquilo a que não estivermos vulneráveis. Cautela, porém, é preciso, a fim de que não tenhamos que enfrentar o pior dos outros em nossa jornada.

Por mais que estejamos seguros e certos quanto às nossas convicções, existirão pessoas que tentarão nos diminuir por meio de provocações constantes e de maledicências espalhadas ao nosso redor. Incapazes de torcerem pelo sucesso de ninguém – nem de si mesmas -, não se permitirão conviver com as conquistas alheias sem que tentem trazer o outro ao nível da própria escuridão emocional, muitas vezes utilizando-se de meios antiéticos e covardes.

Muitas vezes, é inevitável disseminarmos pelas redes sociais o contentamento pelas nossas viagens, nossas conquistas amorosas e profissionais, pelo sucesso de nossos filhos, inclusive seria muito chato apenas postarmos lamúrias, indiretas venenosas e lamentações em nossos perfis – existem ótimos psicólogos para isso. No entanto, é necessário saber que muitos verão tudo isso como ostentação inútil, excesso de vaidade, ego inflado, ou seja, estaremos sujeitos a comentários desagradáveis sobre nós, muitos deles pelas nossas costas.

Sempre existirá quem torcerá por nossa felicidade, quem caminhará conosco sob sol ou tempestade, quem nos amará verdadeiramente, quem, enfim, será capaz de compartilhar nossas vidas com reciprocidade sincera, porém, serão bem poucos capazes disso. Por isso, uma de nossas maiores conquistas será exatamente poder contar com pelo menos alguns poucos que nos admirem realmente, sem qualquer ranço de negatividade. A esses, sim, poderemos nos desnudar inteiramente, em nossa grandeza e em nossa pequenez mais inconfessável. Quanto aos demais, repete-se, cautela.

Não precisaremos estampar nossa felicidade nas vitrines sociais e virtuais, para que ela se complete. Aqueles que sempre estiveram conosco, bem de perto, ali ao lado, compartilhando verdades, lerão a felicidade em nossos olhos e comemorarão de mãos dadas conosco cada conquista, cada degrau superado, e é por eles que sempre valerá a pena sobreviver com ética e dignidade a cada batalha de nosso caminhar.

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