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HÁ ABUSOS QUE NÃO DEIXAM FERIDAS NA PELE, MAS NA ALMA

 

Há abusos que não deixam vestígios físicos, mas emocionais, abrindo feridas difíceis de cicatrizar e curar.

Situações protagonizadas pelo domínio de uma pessoa sobre outra, onde o desprezo, a ignorância ou a crítica são os principais elementos de um relacionamento.

Uma palavra, um gesto ou simplesmente um silêncio pode ser suficiente para lançar uma adaga direta em nosso coração. Um coração que vai se debilitando pouco a pouco, sendo anestesiado antes de qualquer possibilidade de rebelião, porque o medo e a culpa foram estabelecidos.

O abuso emocional é um processo de destruição psicológica no qual a força emocional de uma pessoa é completamente violada.

Seduzir para aprisionar
O abuso emocional é uma realidade muito presente em nossos dias que não entende idade, sexo ou status social. Seja no casal ou na família ou até no trabalho, todos nós podemos ser vítimas dessa situação em qualquer momento de nossas vidas.

O perigo de abuso desse tipo são suas conseqüências e sua capacidade de passar despercebida. O abuso emocional é um processo silencioso que, quando dá a cara, já faz muito tempo desde que se originou, tendo consequências devastadoras para a pessoa que foi vítima.

Seu início é lento e silencioso, exercido por uma pessoa disfarçada de encanto, com o objetivo de seduzir suas vítimas para capturá-las, principalmente nos relacionamentos. Desta forma, a realidade que o abusador mostra é uma realidade falsa, cheia de promessas e desejos que nunca se tornarão realidade.

“O abusador vai preparando o terreno para que a outra pessoa caia em suas rédeas pouco a pouco e assim ter êxito finalmente em influenciá-la, dominá-la e privá-la de qualquer liberdade possível.”

O poder da prisão mental
O abuso emocional é um potente veneno que destrói a identidade da pessoa, roubando-lhe a força emocional. Ocorre indiretamente, através das grades abertas, que deixam entrar a insinuação que busca culpar e instilar a dúvida nas vítimas.

A vítima do abuso emocional encontra-se presa em uma prisão mental de deficiência e insegurança em que sua auto-estima enfraquece pouco a pouco.

Assim, quando a vítima já foi aprisionada, o abusador começa a se descobrir na frente dela por meio de desprezo, críticas, insultos ou até silêncios. Portanto, os traços desses abusos não são físicos e não há ferimentos visíveis na pele da vítima, porque o abuso emocional é exercido através de palavras, silêncios ou gestos.

Tanto é o dano que é exercido nestas situações que o medo de agir para libertar-se é visto em muitos casos como um impossível. A prisão mental é tão sólida que a vítima entra em uma situação profunda de desamparo, que não consegue imaginar sair.

As feridas invisíveis na alma
As feridas do abuso emocional são feridas profundas que atingem os recessos mais profundos do interior da vítima. Elas não podem ser vistas ou ouvidas, mas são terrivelmente sentidas pela pessoa que as sofre. Feridas escondidas para os outros, mas profundamente dolorosas para a pessoa que sofre.

“As feridas do abuso emocional criam um profundo buraco na auto-estima da pessoa, quebrando toda avaliação positiva de si mesma.”

São feridas originadas pelo desprezo e desqualificações que o abusador dirige à vítima. Feridas invisíveis e enraizadas no medo, culpa e dúvida que arrebatam a crença de qualquer possibilidade de agir para se livrar da situação em que a vítima está.

Essas feridas sangram não apenas em cada encontro, mas também na expectativa de que possam ocorrer. O importante é que a pessoa não dê por perdida a possibilidade de abandonar a situação em que se encontra e que leve em conta que essas feridas podem ser consertadas com ajuda.

Como consertar as marcas do abuso emocional na alma?
Nestes casos, o fator mais importante é que a vítima possa identificar a situação em que se encontra presa, onde carrega toda a responsabilidade e culpa que o agressor a induziu. Portanto, tornar-se consciente de que estamos em um processo de abuso emocional é o primeiro passo para sermos livres.

Uma vez que sabemos onde estamos imersos, recuperar nossos entes queridos e apoiá-los para que eles possam facilitar a saída desta situação nos ajudará a avançar. Pouco a pouco, com seus gestos de amor e carinho, podemos preencher algumas lacunas que surgiram em nosso interior.

Além disso, buscar ajuda de um profissional especializado nos facilitará a reconstruir nossa identidade e auto-estima, para reparar todas aquelas feridas emocionais invisíveis que habitam nosso interior. Dessa forma, podemos nos encontrar novamente com nós mesmos.

Reparar as marcas do abuso emocional em nossa alma não será um processo simples e rápido, mas complexo e lento. No entanto, a satisfação de nos encontrarmos novamente sempre valerá a pena.

Finalmente, não podemos esquecer que cada um de nós também pode causar feridas na alma dos outros quando desprezamos, ignoramos ou criticamos sem ter que chegar a situações de abuso emocional. 

As palavras e os nossos gestos são uma espada de dois gumes que deve ser cuidada …
Do site La Mente es Maravillosa

 

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COMO É UMA RELAÇÃO SAUDÁVEL? – Augusto Cury

Ser individualmente inteligente não significa construir uma relação inteligente e saudável. Pessoas cultas podem construir uma relação irracional, falida emocionalmente, saturada de atritos, destituída de sensibilidade e troca. Casais saudáveis amam-se com um amor inteligente e não apenas com a emoção. Quem usa apenas o instrumento da emoção para sustentar um relacionamento corre o risco de ver os seus sentimentos a flutuar entre o deserto e os glaciares. Num momento, a pessoa vive as labaredas da paixão, noutro vive os glaciares dos atritos. Numa altura troca juras de amor, noutra troca golpes de ciúme. Hoje é dócil como um anjo, amanhã implacável como um carrasco.

A relação «desinteligente» é intensamente instável, enquanto a relação saudável, ainda que golpeada por focos de ansiedade, tem estabilidade. A relação desinteligente é saturada de tédio, enquanto a saudável tem uma aura de aventura. Na relação desinteligente, um é perito em reclamar do outro, enquanto, na relação saudável, um curva-se em agradecimento ao outro. Na relação desinteligente, os atores são individualistas, pensam apenas em si, enquanto, na saudável, os participantes são especialistas em tentar fazer o outro feliz. Na relação doente cobra--se muito e apoia-se pouco, na saudável dá-se muito e cobra-se pouco. Que tipo de casal o leitor forma: saudável ou doente, inteligente ou desinteligente?

Casais inteligentes têm uma mente madura, focam-se no essencial, na grandeza do afeto, na preferência pelo diálogo, pelo espetáculo do respeito mútuo, enquanto casais desinteligentes valorizam o trivial, discutem por tolices, dissipam a sua energia psíquica com pequenos estímulos stressantes, são rápidos a acusar-se e lentos a abraçar-se.

Casais inteligentes enriquecem o território da emoção, valorizam o que o dinheiro não pode comprar, enquanto casais desinteligentes, mesmo quando enriquecem, empobrecem. Como? Empobrecem dentro de si, pois dão uma importância excessiva àquilo que o dinheiro consegue conquistar e não a si próprios.

Casais inteligentes mapeiam e domesticam os vampiros emocionais que sugam a sua alegria, espontaneidade e romance, enquanto os casais desinteligentes escondem os fantasmas nos porões da sua mente.

COMO É O VERDADEIRO AMOR?

O verdadeiro amor não é mágico. É conexão e investimento pessoal, é compromisso e autêntico respeito pelo outro. É onde se pode ser capaz de assumir um projeto comum, respeitando o crescimento individual de cada um.

O amor verdadeiro existe? Se tivéssemos que defini-lo, diríamos que é mais do que apenas um sentimento. É uma sutil combinação, na qual a causalidade encontra a conexão e brilha com a cumplicidade. Ao mesmo tempo, surgem elementos tão poderosos quanto a reciprocidade, o cuidado, a atenção e o firme compromisso de empreender um projeto em comum, respeitando o crescimento individual.

Francisco de Quevedo dizia que Os que de coração se querem, com o coração se falam. Contudo, como bem sabemos, embora os afetos sejam sinceros, muitas vezes não sabemos falar (nos comunicar) da maneira mais eficaz. A paixão pode ser imensa, mas às vezes uma série de elementos falha e o amor, longe de ser duradouro, permanece pouco mais que uma aventura efêmera.

Qual é o segredo, então? Na realidade, no que diz respeito às questões afetivas, o sucesso não reside em “amar muito um ao outro”. Muito menos em fazer todos os sacrifícios possíveis pela pessoa amada.

A fórmula não é amar muito, e sim amar a si mesmo. Como disse Erich Fromm, fazer do amor uma arte onde se entende que amar alguém não é um ato passivo, e sim uma dedicação constante e um trabalho diário.

Ao mesmo tempo, há algo que a maioria de nós deve admitir. Cada vez que o nosso destino se cruzou com o de uma pessoa especial, singular e quase mágica diante dos nossos olhos, será que nos perguntamos se seria ele ou ela o último ou a última? Será que finalmente encontrei meu verdadeiro amor? Especialistas no assunto, como Helen Fisher, nos dão as respostas para entender se estamos no caminho certo. Vamos ver a seguir.

“O amor não é essencialmente um relacionamento com uma pessoa específica. É uma atitude, uma orientação do caráter que determina o tipo de relação de uma pessoa com o mundo como um todo, não com um objeto amoroso”.
-Erich Fromm-

Componentes do amor verdadeiro
Nada é verdadeiro até nós mesmos outorgarmos autenticidade. No âmbito do amor, isso se traduz em algo muito simples: lutar por aquilo que realmente vale a pena, dar valor ao que acende nosso coração. Especialistas no assunto, como Richard Schwartz, professor de psiquiatria da Escola de Medicina de Harvard, dizem, em primeiro lugar, que é uma questão de saber enfrentar os desafios que surgem a todo momento durante um relacionamento.

O amor, assim como a Lua, tem suas fases. O comprometimento em cada uma dessas etapas vai fazer com que esse vínculo se torne mais autêntico a cada dia. Porque, de alguma forma, ao ver como ambos juntamos esforços, cuidados e compromissos de forma igualitária, a união se fortalece e tudo parece mais significativo a cada dia. Portanto, é esse empenho diário que torna o nosso tecido relacional cada vez mais real, brilhante e resistente.

Por outro lado, para entender melhor o que costuma caracterizar esse tipo de vínculo afetivo, nunca é demais conhecer os seus componentes.

É mais do que a paixão
O amor verdadeiro é mais do que o sentimento e a paixão orquestrados por uma série de neurotransmissores. No início, possui alguns elementos particulares:
A surpresa, a intriga, a desorientação … De repente encontramos alguém que nos atrai por muitos outros aspectos além da mera aparência. Há uma conexão inicial que rompe todos os padrões que tínhamos vivido até agora. Essa cumplicidade quase imediata nos atrai e nos preocupa.
Estudos como os da antropóloga Helen Fisher nos mostram algo interessante. Os casais que mantêm relacionamentos estáveis ​​não experimentam apenas atração sexual. Em seu cérebro, também se iluminam ao mesmo tempo as áreas da empatia, do cuidado e da motivação.

Um estado de espírito duradouro
O amor verdadeiro também é um estado mental e emocional capaz de durar no tempo. Isso significa, por exemplo, que a preocupação com o outro está sempre presente. Também há a necessidade de promover seu bem-estar, de aliviar seus sofrimentos, de se interessar pelas suas preocupações, de ser cúmplices (e não controladores) daquele dia a dia em que se está presente nas pequenas e grandes coisas.

A ideia da atemporalidade
A atemporalidade significa que, em um relacionamento estável e feliz, o passado não importa e o futuro não preocupa. As pessoas que são capazes de construir um amor verdadeiro não se sentem cativas dos seus erros do passado, muito menos dos seus relacionamentos do passado. Elas se limitam a apreciar o presente com intensidade, sabedoria e coragem.

Elas veem o parceiro presente como aquele ponto cardeal onde focar cada sonho, cada esforço, compromisso e esperança. O que aconteceu ontem não existe. Os medos do futuro e em relação ao que pode acontecer com esse relacionamento presente também não importam. Porque não existem medos, apenas a convicção de que é desejado, cuidado e desfrutado aqui e agora.

A sinergia do verdadeiro amor
A sinergia é convergir em um mesmo ideal e projeto. É investir esperanças, compromissos e vontades não apenas em uma mesma direção, mas em múltiplas direções ao mesmo tempo. É ser um parceiro de dança que desliza com ritmo e harmonia criando novos movimentos para superar mil e uma dificuldades juntos.

Os casais que são sinérgicos crescem em todos os âmbitos da vida. Porque juntos são mais do que a soma de suas partes individuais, juntos criam uma presença solvente e eficaz onde podem se apoiar, onde nunca se deixam cair, seguindo em frente para onde quiserem, sempre se sentindo seguros, sempre amados.

Para concluir, o amor verdadeiro existe, não há dúvida. Às vezes, mesmo sabendo que é o amor verdadeiro, ele escapa das nossas mãos por diversos motivos. Seja como for, o mais importante é se permitir experimentar essa sensação quantas vezes forem necessárias. Quando isso acontecer, não devemos duvidar: é necessário fazer todo o possível para que dure, para que não escape e para, assim, sermos bailarinos eternos no caminho dos relacionamentos felizes.
Fonte: A mente é maravilhosa
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ESTUPIDIFICAÇÃO HUMANA - Isabela Spínola

Este é precisamente o momento em que realizamos que a concentração de poder tem apenas por fim a manipulação de sociedades, pela necessidade de ordem social que o ser humano necessita. Se assim não o fosse, ainda hoje seríamos um neandertal. Quem não chegou a esta fronteira de pré-loucura jamais identificará a manipulação diária de que é alvo.

Algumas das características que os aprendizes de vida possuem, são a certeza de que nunca saberão demasiado, a busca da verdade na sua essência e um acesso ilimitado aos mais diversos e coloridos mundos.

Aprender é uma vontade inata e natural, não se aprende a ter vontade de aprender, é preciso ser curioso, é preciso não se bastar, é preciso constatar, é preciso conhecer, é preciso ver as formas na sua forma original. A fome de conhecimento desemboca num cérebro em contínua expansão, para quem não bastam as verdades comunitárias e colectivas.

Nietzsche, um dos meus aprendizes preferidos, foi para muitos um insano, para outros um génio. Incapaz de lidar com a sua condição de ser emocional, enveredou pela misoginia, passando mais tarde por diversos estados de loucura, pela frustração que lhe causava o não reconhecimento público das suas obras.

Nietzsche dedicou toda a sua vida ao aprendizado, deixando hábeis e preciosos escritos, que apenas traduzem o comportamento humano e o impacto deste na sociedade. Aponta como sendo o exercício mais difícil o auto-conhecimento, não pela carga reflectiva que tal implica, mas antes pela necessidade de superar os nossos próprios limites, para que seja possível identificá-los e assim balizá-los.

As saídas da zona de conforto, são desconfortáveis efectivamente, mas sem passar por elas, nunca saberemos do que somos capazes, e não tendo este conhecimento, nunca nos conheceremos realmente.

O auto-conhecimento está aberto a todos, todavia, apenas os aprendizes lá chegarão. Não por serem melhores, apenas porque são mais curiosos, e esta viagem é sempre traçada na vida de um aprendiz. Cedo ou tarde algum caminho desembocará no auto-conhecimento. O que move os aprendizes na vida é apenas um motor: a busca da essência. Este tema interessa a alguém? Possivelmente não, nem tão pouco é sujeito a juízos de valor a inércia intelectual.

A essência da verdade apenas interessa aos aprendizes, que com o seu espírito inconformista e analítico esmiúçam a fundo qualquer tema que lhe desperte interesse. Este é o patamar onde os conceitos se confundem, e frequentemente duvidamos deles, sendo necessário um mergulho ainda mais profundo nos pântanos do conhecimento.

O homem reduzido à sua essência, é um animal controlado. Questiona-se qual a necessidade de racionalidade, porque não vivemos apenas como os animais irracionais, porque tivemos de dar este uso à nossa racionalidade, qual o objectivo da racionalidade afinal.

Este é seguramente um patamar irreversível e onde identificamos que somos sempre essência pura não formatada sem necessidade física ou mental de produtos massificados (neste ponto recomendo vivamente a leitura de José Saramago no seu "Ensaio de Cegueira").

A zona de perigo (se é que assim poderei chamar) desta constatação
reside apenas no isolamento social que tal pode provocar, podendo chegar já a um estado de pré-loucura nietzschiana. Este é precisamente o momento em que realizamos que a concentração de poder tem apenas por fim a manipulação de sociedades, pela necessidade de ordem social que o ser humano necessita.

Se assim não o fosse, ainda hoje seríamos um neandertal. Quem não chegou a esta fronteira de pré-loucura jamais identificará a manipulação diária de que é alvo.

Um dos grandes pilares que fomentou a manipulação nas sociedades ocidentais, foi sem dúvida a religião católica, que criou raízes há já vinte séculos com seus dogmas e ainda hoje perdura como a grande linha orientadora da consciência humana. Baseada no Cristianismo, surge num contexto político em que se verificava uma necessidade revanchista de fuga ao império romano. A natural defesa pelas minorias, a necessidade humana de mártires comuns, fez com que o cristianismo se propagasse exponencialmente durante os três séculos em que foram perseguidos pelos romanos.

No século IV, os romanos passam a tolerar o Cristianismo, passando a religião católica de uma seita de minorias para uma religião de massas. A decadência do próprio império romano vem a fortalecer as figuras cristãs da época, elegíveis desde logo pelas multidões, passando estas a assumir funções de destaque na sociedade civil.

Faltava dar um corpo e fundamento à igreja cristã, e é a partir deste momento que são fundados os mais profundos pilares comportamentais da sociedade ocidental. Baseada na doutrina da Trindade, e considerando-se mandatados por entidades divinas, dividem a sociedade ao meio, admitindo apenas em raras excepções, a salvação aos seus infiéis. Não existindo à data um código civil baseado em valores emocionais, o cristianismo é rapidamente absorvido como forma de gratificação emocional (boas acções garantem um lugar no paraíso), tendo até hoje perdurado na consciência humana, inibindo-a de qualquer valor divergente implicando tal a punição de consciência no indíviduo.

Actuando como super-ego na consciência humana, a religião actua sobre emoções, constituindo um padrão comportamental já racionalizado e que se transmite através das gerações.

Existe realmente esta necessidade de ordem na vida comunitária, não obstante todo o fanatismo e comércio envolto na matéria. Se a linha de valores cristãos é a mais adequada à nossa sociedade? Não sei responder. Considero ser tão válida como seria outra linha de valores qualquer, na verdade a mina de ouro foi descoberta pelos poucos que perceberam a capacidade de manipulação das massas.

Os membros alfa da sociedade rapidamente teriam de enveredar por caminhos onde pudessem comandar as suas alcateias, a religião terá sido apenas uma via para atingir um fim. Nos dias de hoje, a tendência é a de baixar a fasquia ainda mais. Foram substituídos valores morais por valores líquidos, e a experiência em sabotagem social é sem dúvida superior, e na actualidade comandada por dois grandes exércitos: poder político e mediático.

O acesso total a informação não filtrada e de fraca qualidade intelectual, exponencia a estupifidicação humana, na medida em que não propicia o crescimento intelectual, despromovendo assim as capacidades e liberdades individuais. Receio que as próximas gerações, apresentem uma percentagem inferior de neurónios, pelo seu desuso em crescendo e consequente não replicação via adn.

O que acontecerá ao nosso mapa neurológico dentro de 3 séculos? Isto leva-me a pensar que inevitavelmente as sociedades auto-conduzem-se a este patamar de estupidificação ao ponto de não restar nada. Será desta forma que regressarmos à nossa essência, a tempos pré-históricos, para depois recomeçar de novo. Será esta a explicação para já termos tido civilizações mais evoluídas do que nossa?
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JOGOS PSICOLÓGICOS NOS RELACIONAMENTOS DE CASAL

Muitos dos jogos psicológicos que usamos nos nossos relacionamentos são o resultado do nosso roteiro de vida. Um padrão emocional e comportamental que elaboramos na infância sob a influência dos nossos pais e que nos acompanha por muitos anos.

O roteiro da vida e os jogos psicológicos no casal são fenômenos sobrepostos. São esses jogos psicológicos que determinam como gastamos o nosso tempo nos relacionamentos e acabamos moldando o roteiro do casal.

O roteiro de vida
O roteiro de vida (script) é um termo criado pelo psiquiatra Eric Berne, fundador da Escola Transacional, e se refere ao papel que desempenhamos no nosso relacionamento com os outros, como se estivéssemos atuando em uma peça de teatro. É um papel que desenvolvemos porque nos foi dado e acaba se tornando uma máscara da qual não somos conscientes. Além disso, muitas vezes reforçamos este roteiro de vida através da experiência.

Ele age como uma marca que nos colocaram em uma idade precoce e que direcionará a nossa vida, a menos que nos tornemos conscientes disso e trabalhemos para modificá-lo.

“As pessoas nascem príncipes e princesas,
até que os seus pais as transformam em sapos”.
-Eric Berne-

O roteiro de vida é estabelecido com base em dois elementos:
  • ·  Os mandatos ou “maldições”. As proibições ou inibições impostas à criança. Eles fazem referência à negação de uma determinada atividade e são projeções dos medos e desejos dos pais.
  • ·  As atribuições: são os “rótulos” que todos nós carregamos e que nos foram impostos quando éramos crianças. Eles também são o resultado das projeções das nossas figuras de referência e nos moldam desde muito cedo. Limitam a criança a ser ou fazer de uma certa maneira: “você é como seu pai” ou “você é bobo, desajeitado…”, “não se pode confiar em você”.

Roteiros de casal: os jogos psicológicos
Na idade adulta, e quando nos relacionamos com os outros, o roteiro de vida de casal se define pelos jogos psicológicos que o casal usa para envolver o outro com base no roteiro de vida de cada um.

Os jogos psicológicos determinam o modo de viver o relacionamento. Eles preenchem a vida do casal porque é com esses jogos que ambos ocupam o tempo que passam juntos. São uma forma de troca muito destrutiva. Nestes jogos psicológicos são dados scripts de submissão, dominação e isolamento.

Roteiro de submissão
Um membro do casal exerce o papel de vítima e exige a proteção do outro. Se ele não percebe ou não recebe do outro a proteção e a atenção de que necessita, ou seja, se a manipulação não funciona, surgem os ataques de raiva e começa o roteiro de perseguição e culpabilização do parceiro.

Essa variante do roteiro de submissão pode durar pouco tempo, porque coloca em risco o relacionamento do casal. O roteiro de vítima é reassumido rapidamente e o ciclo continua, em uma escalada crescente, dando lugar a uma agressividade cada vez maior.

Roteiro de dominância
Nos casais que utilizam o seu tempo em jogos psicológicos de dominação, um dos dois exerce o papel de dominador ou perseguidor. É um roteiro baseado no exercício do poder e competência com o outro. A pessoa faz isso com o propósito de impor os seus valores, seus critérios e suas opiniões. Este membro do casal precisa provar que é ele quem manda, e não o outro.

Nos momentos do jogo em que o dominador perde, a insegurança aparece rapidamente. Ele se tornará hostil até o ponto de “guardar” a perda para uma revanche subsequente. É um jogo psicológico que acaba esgotando o relacionamento.

Roteiro de isolamento
Esses casais desenvolvem o jogo psicológico de permanecerem distantes de compromissos emocionais. Eles controlam a indiferença e a frieza até que um deles precise se aproximar, o que geralmente ocorre em encontros sexuais apaixonados, e volte a ficar distante novamente com qualquer desculpa, seja uma briga ou um trabalho. É um relacionamento de ‘vai e vem’.

Por fim, observe que mudar esses roteiros de vida e acabar com os jogos psicológicos no casal é um processo que passa pelo reconhecimento dos mesmos e pelo desejo de querer mudá-los. Caso contrário, esses jogos psicológicos levarão à separação do casal.
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CIÊNCIA: QUANDO NÃO SOUBER O QUE FAZER, FAÇA UMA XÍCARA DE CHÁ

 

Há momentos em que perdemos a bússola. Nos sentimos desorientados e não sabemos qual direção tomar. Esses momentos são perigosos porque somos atacados pelo estresse, o que nos leva a tomar decisões precipitadas que poderíamos mais tarde lamentar. Há uma simples "solução": quando você não sabe o que fazer, faça uma xícara de chá.

Tanto na Irlanda quanto em grande parte do Reino Unido, as pessoas preparam chá quando precisam parar. Nos países asiáticos, o chá foi elevado à bebida cult. Sua preparação cerimonial e servir de chá implica uma parada na vida cotidiana para disciplinar a mente e acalmar o coração. Tantas pessoas por tantos séculos não podem estar erradas, então podemos incluir este ritual em nossas vidas para buscar a serenidade que precisamos para tomar melhores decisões.

Chá quente alivia tensões e cria conforto psicológico

Chá quente tem efeitos benéficos em nosso comportamento e humor. É confirmado pela ciência. Um estudo realizado na Universidade de Yale descobriu que simplesmente segurar um copo com uma bebida quente em nossas mãos nos torna mais generosos e abertos, algo que não acontece quando seguramos um copo frio. Também nos faz ver estranhos como pessoas mais quentes, gentis e extrovertidas.

A chave está na associação inconsciente que fazemos entre o calor físico e emocional. Na prática, o calor de uma xícara de chá nos faz sentir mais à vontade, e isso traz nossas barreiras psicológicas, o que nos aproxima dos outros.

Por outro lado, o próprio ritual do chá gera conforto psicológico. Um estudo realizado na Universidade de Harvard descobriu que os rituais que realizamos após experimentar uma perda ajudam a aliviar a dor, enquanto aqueles que realizamos quando nos sentimos estressados nos ajudam a reduzir a ansiedade e consolidar a autoconfiança.

Seguir um ritual para preparar e servir chá também nos permite adotar uma atitude de atenção plena que nos tire dos problemas que nos preocupam. Assim, podemos assumir uma distância psicológica que nos ajudará a ver a situação de uma perspectiva diferente.

Na verdade, a cerimônia de chá nos países asiáticos representa uma parada na vida cotidiana para apreciar a beleza do simples, é um ato tão simples quanto extraordinário que é coberto com grande simbolismo.

Não é coincidência que a cerimônia japonesa de chá, a mais famosa do mundo, bebeu do budismo zen e se desenvolveu como uma prática espiritual transformadora. É um auxílio à meditação para aprender a valorizar as pequenas coisas da vida e abraçar a tranquilidade, a sobriedade e o controle.

Claro, fazer um chá não fará com que os problemas magicamente desejarem, mas pode ajudá-lo a encontrar a paz interior que você precisa para enfrentar as adversidades e tomar melhores decisões. Ele é uma parada no maelstrom de seus pensamentos para que você possa trazer ordem. Se você aprender a desfrutar deste ritual, ele vai ajudá-lo a subtrair uma grande quantidade de estresse do seu dia.

Fonte: Rincon de La Psicologia

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CIÊNCIA AFIRMA: A GROSSERIA CONTAGIA COMO GRIPE

 

Vivemos em tempos difíceis. Momentos em que é fácil perder a calma – e a compostura – deixando a hostilidade e a grosseria acampar à sua vontade. Tempos em que os insultos se tornaram pão cotidiano, em todas as esferas e em todos os lugares, transformando o desdém e a grosseria em uma presença perene que muitos aceitaram – melhor ou pior – em suas vidas. Tempos em que esquecemos as sábias palavras do filósofo Eric Hoffer:"Grosseria é uma leve imitação de força."

Pesquisadores da Universidade da Flórida acreditam que, pelo menos em grande parte, esse fenômeno se deve à hostilidade e grosseria contagiosas, como a gripe. Em uma série de experimentos eles descobriram que pessoas que foram insultadas ou testemunharam grosserias, em algum momento acabaram atacando verbalmente outras pessoas. 

Comportamentos incivilizados e rudes muitas vezes geram um efeito bola de neve. Quanto mais estamos expostos à grosseria e hostilidade, maior a probabilidade de percebê-los nos outros e, acima de tudo, mais provável é que sejamos rudes e hostis aos que nos cercam. O comportamento incivil semeia uma semente dentro de nós que cresce – lentamente, mas inexoravelmente – até que ela acabe vindo à tona. 

Se eles foram rudes com você, é mais provável que você seja rude com os outros.

Em um dos experimentos, os participantes tiveram que completar uma pequena pesquisa de 15 minutos. Quando terminaram, um dos pesquisadores fingiu ser um participante tardio e pediu para ser incluído no estudo. Em um grupo, o pesquisador disse educadamente que o experimento havia começado e se ofereceu para agendar para outra hora. Em outro grupo, o experimentador repreendeu rudemente o participante e disse-lhe para sair.

Então todos os participantes tiveram que completar uma tarefa de sopa de palavras. Algumas palavras foram positivas, como "útil" e outras tinham um componente hostil, como "nojento". Curiosamente, as pessoas que viram o experimentador se comportarem hostilmente e rudemente rapidamente detectaram palavras hostis e duras, o que significa que estavam ativas em suas mentes.

 Para ver se essa sensibilidade afetava o comportamento social, os pesquisadores realizaram outro estudo. Eles descobriram que quando as pessoas assistiam a um vídeo onde um funcionário se comportava rudemente com um cliente, ao lidar com um incidente, eles escreviam e-mails mais hostis.

 Isso significa que quando sofremos comportamento hostil ou testemunhamos, o conceito de grosseria é ativado em nossas mentes, mesmo que não estejamos totalmente cientes disso.

 Como resultado, teremos mais chances de classificar pequenos sinais do meio como hostis, rudes ou rudes. Isso nos faria cair em uma profecia que se auto-cumpre, para que acabemos respondendo-nos rudemente aos outros. 

A grosseria nos esgota, literalmente.

Os pesquisadores também descobriram uma ligação entre grosseria e níveis mais baixos de autocontrole. Quando alguém é hostil e rude conosco, nos força a gastar uma enorme quantidade de energia mental destinada a descobrir o que está acontecendo. O que causou a grosseria? O que exatamente isso significa?

Se alguém nos ataca fisicamente, por exemplo, todos podemos notar que isso é um comportamento abusivo. Não há dúvida. Mas se alguém nos disser, "Saia!", vamos nos perguntar se ele foi agressivo ou rude ou apenas com pressa. Nos contextos sociais, a grosseria é muitas vezes ambígua, por isso está aberta à interpretação.

Esses pensamentos consomem recursos cognitivos, então acabam reduzindo nossa capacidade de controlar impulsos. Portanto, se já presenciamos grosserias, teremos mais chances de ser rudes e hostis aos outros, simplesmente porque não controlamos nossos impulsos. De certa forma, pagamos com os outros pela grosseria ou desdém sofrido, às vezes sem estar plenamente consciente.

Os riscos da incivilidade

Hostilidade, insultos, grosseria e grosseria não só fazem aqueles que se tornam alvos desses comportamentos se sentirem mal, suas consequências vão muito além, exercendo uma influência maciça em todas as esferas de nossas vidas.

A incivilidade e a grosseria podem diminuir a confiança, provocar sentimentos de raiva, medo e tristeza, e até mesmo causar depressão. Um estudo realizado na Universidade de Gestão de Cingapura descobriu que a incivilidade no trabalho não só cria uma grande dose de estresse, mas também pode causar problemas psicológicos e de saúde.

Outra série de estudos realizados no Instituto de Tecnologia de Israel revelou que quando o pessoal médico era submetido a comentários rudes e incivilizados, eles costumavam cometer mais erros de diagnóstico e no tratamento dos pacientes.

O impacto da grosseria ultrapassa até mesmo os limites do ambiente em que o evento ocorreu. Pesquisadores da Universidade Baylor descobriram que sofrer comportamentos incivilizados no trabalho tinha implicações para a vida pessoal, diminuindo a satisfação da relação, o que provavelmente é porque arrastamos para casa essa hostilidade.

Consciência: O Antídoto para a Grosseria

À luz dessas pesquisas, entende-se que a grosseria pode ser contagiosa, mesmo que tenhamos sido expostos apenas a um episódio. E que qualquer um, absolutamente qualquer um, é suscetível a esse contágio, que terá consequências negativas em nossas relações interpessoais e piorará nosso senso de bem-estar.

Para parar essa avalanche de hostilidade, precisamos dar um passo atrás e não reagir seguindo nossos primeiros impulsos. Precisamos estar cientes de que somos "portadores" da hostilidade que recebemos e, em seguida, recuperar nossa capacidade de se autorregular e ser capazes de responder com calma à situação, de preferência por cortesia e bondade, para quebrar uma cadeia negativa e iniciar uma cadeia positiva que gera bem-estar em outros.

Substituir a grosseria e a impaciência pela atenção plena, cortesia e bondade pode não mudar o mundo, mas mudará nosso mundo mais próximo e nossos relacionamentos. E às vezes, é tudo que precisamos.

Por JENNIFER DELGADO SUAREZ

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18 EXPRESSÕES RACISTAS QUE VOCÊ USA SEM SABER

18 EXPRESSÕES RACISTAS QUE VOCÊ USA SEM SABER
Entre sutilezas, brincadeiras e aparentes elogios, a violência simbólica se amplia quando expressões como estas são repetidas:

RACISMO AQUI NÃO!

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