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ENCERRANDO CICLOS - Glória Hurtado

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a ...

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AUTO SABOTAGEM: QUANDO A SUA MENTE TRABALHA CONTRA VOCÊ

 Você está se auto sabotando? 
Algumas pessoas bebem, outras procrastinam, e você? 
Qual é o seu meio de auto sabotagem?

Suprimir emoções: a ajuda que prejudica

Muitas vezes entramos em apuros quando tentamos fugir de emoções e sentimentos negativos, todos nós já fizemos isso de algum modo, a questão é que alguns praticam isso mais regularmente do que outros. É como dar um tiro no próprio pé, porque você penas mascara o problema em vez de resolvê-lo. Fugir dos próprios sentimentos não traz bem algum, além disso, é uma forma de auto sabotagem que interfere no alcance de suas metas a longo prazo e desestabiliza suas relações.

Buscar a solução para os problemas na comida é uma forma comum de auto sabotagem, principalmente quando a pessoa tem problemas com sobrepeso. A automedicação com drogas ou álcool é outra forma comum, no entanto a procrastinação é a forma mais comum de todas.

1: Procrastinação:
Opa, onde é que meu dia foi parar?
A cada minuto fazemos escolhas que podem nos levar ao sucesso ou ao fracasso. Quando se trata de auto sabotagem a procrastinação é a abelha Rainha da colmeia. A procrastinação é uma lacuna entre a intenção e o ato, o comportamento enfraquecedor é não fechar essa lacuna, em outras palavras é não agir de acordo com os seus objetivos, seja por medo, dúvida, etc. A questão é que estamos nos auto sabotando quando fazemos isso, damos desculpas, tentamos justificar nossas ações, e achamos que isso não fará mal algum, mas quando não vamos ao encontro de nossos objetivos pessoais nos sentimos tristes, culpados  e vazios, o que  é extremamente prejudicial.

2: Modéstia extrema:
O caso do desaparecimento do eu 
Há um ponto em que a bajulação se torna corrosiva. A auto sabotagem pode aparecer nos lugares mais estranhos, tome por exemplo uma palestra recente sobre neurociência que foi apresentada em Nova York, ao final da palestra houve um período para perguntas e respostas, eventualmente sobraram apenas duas perguntas a serem feitas, então uma neurocientista seguiu para o microfone, mas em vez de fazer a pergunta, ela se deixou levar por uma ”dança de bajulação”. “Ai meu Deus, esqueci a pergunta” disse ela no final, enrolando o fio do microfone nas mãos, como se quisesse desaparecer do local, “Eu sou a última a perguntar, me sinto meio que culpada”, declarou em tom de culpa e acrescentou: “Esqueci a questão, mas a palestra foi memorável”, enquanto a audiência se contorcia de tédio.

3: Vícios: Um longo deslize
“Eu fiz todas as coisas que não deveria fazer” 
Auto-sabotagem não é um ato em si mas um processo complexo que coloca a pessoa contra seus próprios pensamentos e impulsos. Embora todos nós cometamos erros, uma pessoa que se auto sabota tenta corrigir esses erros cometendo-os novamente e com decisões cada vez mais ruins. É como um vício, a pessoa apresenta uma gama de desculpas e pensamentos delirantes para evitar a ação dolorosa e necessária para colocar a sua vida no rumo certo.
Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews
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OS EFEITOS SAUDÁVEIS DE MOMENTOS DE SOLIDÃO E SILÊNCIO?

Não é nenhuma contradição: os momentos de solidão, de silêncio e desconexão são necessários para motivar o nosso impulso vital com mais autenticidade. É como pressionar um botão de reinicialização onde cada peça se encaixa com mais sentido, onde encontramos a clareza mental para entender melhor as pessoas, para colocar filtros, definir prioridades e objetivos pessoais.

Miles Davis foi um tos trompetistas e compositores de jazz mais conhecidos da história. Uma vez, quando alguns músicos jovens pediram conselhos a ele sobre como conseguir seu nível de maestria e originalidade, Davis lhes deu uma resposta que eles nunca mais iriam esquecer: “Se não existissem os silêncios, a música não seria o que é.”

“O valor de um homem é medido
pela quantidade de solidão que ele consegue suportar”
-Friedrich Nietzsche-

Ele também lhes indicou que a vida é como uma partitura, onde se pode encontrar o ritmo combinando momentos de atividade com momentos de solidão, silêncio e reflexão. Somente assim podemos encontrar a inspiração e a melodia escondida dentro de nós, que não poderíamos ouvir de outra forma.

É, sem dúvida, um conselho sábio e óbvio. No entanto, por mais lógico que possa parecer, nem sempre o colocamos em prática de forma eficaz. Em nosso mundo atual, por mais curioso que pareça, existe em maior grau um tipo de solidão camuflada e às vezes patológica, sobre a qual nem sempre ouvimos falar.

Nos referimos àquela em que desaparecemos na hiperatividade (buscando uma falsa hiperprodutividade) e na hiperestimulação. Nós passamos o dia trabalhando, conectados às tecnologias, fazendo coisas, cumprindo objetivos, satisfazendo os outros, envoltos no ruído das nossas cidades. E, no entanto, este rumor incessante e essa atividade imparável nem sempre valem as preocupações que nos geram ou o tempo que nos roubam.

Se a isso acrescentarmos o fato de que às vezes nossos relacionamentos nos trazem mais solidão do que felicidade, vamos entender por que cada ano aumentam as taxas de depressão e outros tipos de transtornos de saúde que não podemos negligenciar…

Os momentos de solidão são benéficos para o nosso cérebro

Em primeiro lugar, devemos destacar um fato importante. A solidão que nos beneficia e que se reverte para a nossa saúde física e psicológica é aquela que combina os momentos de solidão e isolamento com a conexão posterior com o mundo, com seu som, sua forma, suas cores e riquezas sensoriais e, acima de tudo, com relações sociais significativas, seja com amigos, com o parceiro, com a família, com colegas de trabalho…

O ser humano não está preparado para viver em completo e permanente isolamento. Um exemplo impressionante é, sem dúvida, a câmara anecoica dos Laboratórios Orfield, em Minneapolis, nos Estados Unidos. É um espaço onde diversas empresas estudam o som de seus produtos: telefones, motocicletas, máquinas de lavar roupa… É uma sala ultra-silenciosa onde 99,99% do ruído é absorvido pelas paredes de aço e fibra de vidro, e onde costumam ser realizados inúmeros experimentos psicológicos.
câmara anecoica

Verificou-se que, em média, ninguém conseguiu estar na câmara anecoica por mais de meia hora. As pessoas muitas vezes saem desesperadas e entram em pânico por não poder resistir a um silêncio tão oco, sufocante e vazio.

Neste espaço, a quietude é tão extrema que é comum ouvir os sons do coração ou a nossa própria circulação sanguínea. Algo para o qual o cérebro não está preparado, algo que vai contra a nossa natureza, a nossa programação genética: afinal, somos seres sociais que precisam se conectar com seu ambiente mais próximo, e quando não temos nenhum estímulo, simplesmente entramos em pânico.

Por outro lado, enquanto o isolamento total afeta o nosso equilíbrio psicológico, o ocasional e delimitado no tempo o beneficia. Os cientistas nos dizem que os momentos de solidão bem distribuídos ao longo do dia são como “descargas elétricas” capazes de nos reiniciar, de nos permitir recuperar energia, o sentido e a inspiração.

Programe seus momentos de solidão para melhorar a saúde

Vivemos em uma sociedade que adora a independência, mas que no entanto está cada vez mais alienada, sobrecarregada e acelerada. O avanço das novas tecnologias facilita que estejamos mais conectados do que nunca. Nossas cidades estão cada vez mais superpopuladas.

Além disso, estamos cada vez mais cercados por luz artificial, somos menos ativos fisicamente porque temos a oportunidade de fazer muitas coisas sem pedir mais pulsações para o nosso coração.

Os médicos, neurologistas e psicólogos nos dizem que nossos cérebros estão se “conectando” de forma muito diferente de como se conectavam há 100 anos. Recebemos tantos estímulos ao longo do dia e por tantas frentes que é quase “vital” que gerenciemos um pouco melhor todo esse caos sensorial. Necessitamos de calma, necessitamos de silêncio e de solidão de vez em quando para integrar toda essa corrente de informações. O objetivo não é outro senão encontrar um sentido.

No entanto, há quem não saiba e, pior, há quem sinta um medo quase atávico de permanecer um dia consigo mesmo em solidão para conversar, para refletir. Esse encontro pode ser quase tão aterrador como ficar meia hora na câmara anecoica dos Laboratórios Orfield.

Porque assim como nesse espaço pode-se ouvir os sons do próprio corpo, os momentos de solidão em lugares mais confortáveis podem trazer o vazio do próprio ser, os medos, as angústias, os nós dos assuntos pendentes e a nudez de uma infelicidade não reconhecida.

Vamos ser corajosos, vamos programar alguns momentos de solidão para que possamos tomar um café com nós mesmos e deixar que a mente se aclare, que as marés de preocupação se acalmem para ver as nossas verdadeiras necessidades. Vamos tornar a solidão escolhida e pontual o nosso autêntico bálsamo.
Fonte: A mente é maravilhosa

CASAIS DE FIM DE SEMANA: UM NOVO TIPO DE RELACIONAMENTO

Não estamos falando daquelas aventuras românticas dos casais nos fins de semana que servem para desconectar. Também não estamos falando de relacionamentos que duram 48 horas e depois desaparecem. Falamos dos casais de fim de semana, casais que se veem apenas aos sábados e domingos.

Mas essa história de viver para sempre em lua de mel realmente funciona?

Normalmente, as pessoas que formam esse tipo de casal estão no ápice das suas vidas profissionais. Elas costumam ter entre 25 e 35 anos e viajam com frequência. Por não terem muito tempo para dedicar ao parceiro ou à parceira ao longo da semana porque trabalham, decidem se encontrar apenas nos finais de semana.

A recompensa de um sacrifício diário
Muitos relacionamentos fracassam por causa da distância. Ao não renovar a paixão e o carinho de maneira contínua, os quilômetros acabam por ser uma fonte de conflito. Mas isso não seria um problema para os relacionamentos que mantêm viva a chama do amor, pelo menos durante os finais de semana. Esses casais sabem que esses dois dias são para eles. E servem como recompensa pelas duras jornadas de trabalho.

Eles sentem saudades um do outro durante a semana, mas sabem que no sábado e domingo vão se encontrar. Isso faz com que a fase da paixão se prolongue. Ou seja, ver um ao outro com menos frequência faz com que os reencontros sejam como se fosse a primeira vez. É um tipo de paixão constante que reforça os aspectos positivos do relacionamento.

Outra vantagem é que, por terem pouco tempo para dividir com o outro, cada um dá o melhor de si durante esses dias que passam juntos. Por isso, esses casais não costumam perder tempo em discussões absurdas. Eles resolvem os conflitos para poderem aproveitar o tempo juntos ao máximo. Ao mesmo tempo, isso permite que cada um se concentre no que o outro traz de bom e nas qualidades do parceiro ou da parceira.

Os contras também são grandes para os casais de fim de semana
Já destacamos que a distância física é um dos grandes desafios de qualquer namoro ou casamento. Os casais de fim de semana também podem ser vítimas dela. A insegurança criada sem o contato diário pode criar dúvidas e ciúmes para com o outro. Isso, se alimentado todos os dias, pode se tornar o motivo do término ou, até mesmo, de infidelidade.

Por outro lado, reviver todos os finais de semana esse amor não significa que o relacionamento vá seguir adiante. Essa maneira de se ver pode estagnar o relacionamento. É como se ambos estivessem confortáveis com a situação e ninguém pretendesse dar um passo além.

É uma sensação de impotência e conformismo das duas partes. Pode chegar a criar a sensação de viver em uma espiral de frustração, impaciência e, até mesmo, tédio.

Quanto mais duradouro, mais forte
Apesar de quantidade não ser sinônimo de qualidade, nesse caso parece ser. Quanto mais anos tiver o relacionamento, mais fortes são os vínculos e as bases sobre os quais se formou. Devido a esse fato, é menos provável que um relacionamento termine pela distância quanto maior for o tempo que o casal estiver junto.

Por exemplo, vamos pensar no caso de um relacionamento de anos no qual uma das duas partes vai trabalhar temporariamente em outro país. A distância pode, até mesmo, chegar a fortalecer os laços de união entre essas pessoas. A distância coloca a união à prova e, se o resultado for positivo, se transforma em mais um pilar da relação.

Por outro lado, se o relacionamento não fica bem, há grandes chances de que não exista compromisso suficiente para mantê-lo.

Será que sabem se são compatíveis?
Os casais de fim de semana convivem apenas algumas horas juntos. Sábado e domingo compartilham cama, refeições e momentos. Mas isso é comparável ao dia a dia de um casal que vive na mesma casa e tem que enfrentar responsabilidades compartilhadas?

Esse tipo de encontro esporádico não permite saber como o outro realiza, por exemplo, as tarefas de casa. Nem como reage quando algo está incomodando, quais manias tem, o que gosta de fazer quando chega em casa ou como cozinha. É um relacionamento um pouco superficial. Talvez percebam alguns desses detalhes, mas não é a mesma coisa.

Segredos de sucesso para casais
Em todo caso, os casais de fim de semana são uma realidade. Ninguém pode determinar a duração de um relacionamento com base em como se conheceram ou quais são os parâmetros do mesmo. Apenas os membros do relacionamento sabem o que se passa nas suas vidas.

No entanto, existem certas características que aparecem em todos os casais bem-sucedidos. Algumas delas são, por exemplo, a admiração, o respeito mútuo e a ausência de codependência. Além disso, as expectativas de ambos devem ser realistas e baseadas em uma escolha: amar o outro.

Certamente, a base deve ser a comunicação e a confiança. É preciso poder conversar sobre tudo e manifestar cada um seu ponto de vista, sem medo de ser julgado ou rejeitado. Os casais passam por momentos incríveis e felizes, mas quando os mais difíceis chegam, devem ser capazes de dizer o que sentem e no que acreditam um para o outro.

Todas essas características podem estar perfeitamente presentes nos casais de fim de semana. Só é preciso saber o que cada um pode contribuir para o outro, como esse relacionamento vive, como a distância afeta e se a situação faz ambos serem felizes.

Se ambos estiverem de acordo, então pode ser um relacionamento muito saudável e duradouro!
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6 RESPOSTAS DA PSICOLOGIA QUE EXPLICAM COMO FUNCIONAMOS

Você costuma se perguntar porque certas coisas são do jeito que são? Ou como teria sido se tivesse feito diferente?

A ciência está longe de oferecer todas as respostas, ainda bem ou a vida não teria graça, mas ela tem ajudado pessoas comuns a compreender melhor suas atitudes e as das pessoas com quem convive.

“Saber é metade da batalha. Quando você descobre as inúmeras formas em que nossas mentes criam percepções e ponderam decisões e, subconscientemente opera, você começa ver as vantagens da psicologia. (Buffer App Blog)”

O que você faz, a maneira como age, reage e pensa em determinadas situações não é 100% você tampouco 100% consciente. Todos nós viemos pré-programados pelos nossos genes e vamos sendo “updated” ao longo de nossas vidas.

Conhecer um pouco dessa programação pode nos ajudar a viver melhor, sermos mais felizes e bem-sucedidos. A seguir, estão 6 grandes descobertas da psicologia que nos ajudam a entender melhor situações comuns do dia a dia. Tire proveito disso, humano.

#1 Porque errar é algo positivo
Efeito Pratfall (1966)

Os dois escorregões da atriz Jennifer Lawrence não foram suficientes para evitar que o publico se apaixonasse. É o Efeito Pratfall em ação, que faz com que simpatizemos com aqueles que erram de vez em quando, como nós, do que com pessoas perfeitas que estão sempre certas e nunca cometem uma gafe. Errar é humano e quem não erra (ou faz de tudo para esconder seus erros) é visto como não natural, perfeito demais e, acredite, as pessoas não gostam de nada perfeito, já que percebem como algo sem graça e não realista.

Os seres humanos possuem maior afinidade com aqueles que compartilham semelhanças, e todos nós erramos. Logo, gostamos de pessoas que também erram. Desde que esses erros não se tornem hábitos. Cometer erros é normal, mas é saudável não se acostumar com eles.

Lição: não queira ser perfeito ou ninguém gostará de você.

#2 Porque acreditar nas pessoas faz a diferença
Efeito Pigmaleão (1965)

Segundo a mitologia grega, Pigmaleão foi um escultor que se apaixonou por uma de suas esculturas que considerava a imagem de mulher perfeita. Solteiro convicto ele ficara completamente apaixonado (para não dizer louco), então a deusa Afrodite transformou a sua obra em uma mulher real e juntos tiveram até uma filha. A moral da história é que se você acredita muito em algo, isso pode se tornar realidade.

Não com um passe de mágica de Atenas, mas porque você e as pessoas envolvidas trabalharão para isso, gerando novas oportunidades e se doando mais. Por exemplo, se o seu chefe lhe dá uma tarefa complicada e com prazo curto, é porque ele acredita que você é capaz. Ele espera muito de você e, certamente, o seu desempenho será maior que o de qualquer outro. Isso é especialmente positivo para líderes, acreditar na sua equipe fará com que naturalmente você ofereça melhores condições para que os resultados sejam atingidos, além de motivá-los a dar o melhor de si.

Lição: Acredite em você e nos outros. Essa é a melhor forma de incentivar bons resultados.

#3 Porque ter muitas opções levam a escolher nenhum
Paradoxo da escolha

Eu adoro esse estudo e já perdi a conta de quantas vezes o vi citado em livros e artigos. Do ponto de vista do neuromarketing, as marcas devem trabalhar para diminuir a dor da decisão do cérebro primitivo (a parte do cérebro extremamente sensível à ameaça). Entenda “dor” como a resistência do consumidor a algo, geralmente é preço, mas pode ser qualquer dificuldade de chegar a uma decisão.

O clássico estudo da geléia demonstrou que quando havia 24 opções de geléia para escolher, 60% das pessoas paravam, mas apenas 3% compravam. Por outro lado, com apenas 6 opções de geléia, o número de pessoas que paravam para ver era menor (40%), mas 30% deles compravam ao menos um produto. Em outras palavras, menos opções significa menos dor para o nosso cérebro decidir.

Lição: as pessoas adoram a liberdade da escolha, mas isso dificulta a decisão e podem acabar decidindo por nenhum.

(O outro lado: Benjamin Scheibehenne replicou vários estudos para entender quando isso ocorre realmente e o que ele descobriu foi que, na maioria das vezes, opções em excesso não fazem diferença alguma. Às vezes prejudica, mas em muitas ocasiões não afeta em nada. No entanto, a dor do cérebro primitivo realmente existe ao se deparar com muitas opções.

Parece existir um número ideal em que o consumidor se sente confortável — nem opções de menos, nem de mais — um estudo da Universidade de Bournemouth descobriu que o número ideal de opções em um cardápio de restaurante é 7 para entradas e sobremesas e 10 para pratos principais. Talvez isso explique porque o McDonald’s tem 9 sanduíches e o Burger King 10.)

#4 Porque quanto maior a equipe, menor a iniciativa
Efeito do espectador (Bystander Effect), 1968

Você está na sala de aula com um colega e o professor faz uma pergunta. Você hesita e talvez não seja o 1º a responder. Agora pense na mesma situação, com você sendo o único na sala e havendo outros 12 na turma. Os psicólogos chamam isso de “confusão de responsabilidade”, o fenômeno de se sentir menos responsável quando há outras pessoas por perto.

O estudo de Bibb Latane e John Darley que batizaram de “Efeito Espectador” diz que as chances de você receber ajuda de alguém é inversamente proporcional a quantidade de pessoas presentes. Pare para pensar como isso afeta o ambiente de trabalho e as salas de aula; equipes grandes costumam ser um problema porque um fica esperando pelo outro e quando um assume a responsabilidade, os outros presumem que o trabalho já está encaminhado.

Lição: seja direto ao pedir ajuda de alguém e deixe claro as responsabilidades de cada um.

#5 Porque deve-se dar menos importância ao que os outros pensam
Efeito holofote (2000)

Além de ser uma completa bobagem porque impede você de ser autêntico e feliz, estudos mostram que nós não somos tão populares como imaginamos. A diferença entre o que se acha e a realidade é praticamente o dobro.

Na maior parte do tempo, as pessoas estão ocupadas com milhares de outras coisas para notar nosso cabelo despenteado, a roupa velha ou que saímos dormindo na foto. Desculpa, mas você não é o centro das atenções.

Lição: não se preocupe demais com o que você fez ou que deixou de fazer, o impacto é certamente muito menor do que você pensa.

#6 Porque damos muita importância a uma coisa e esquecemos o resto
Ilusão de foco (The Focusing Illusion)

O ser humano tem uma enorme tendência a se ater a uma coisa e ignorar as outras, geralmente, é a mais negativa delas. Pense na última discussão banal com a namorada, o motivo pode ter parecido trivial para você, mas talvez porque ele não seja o real motivo. Vasculhe na sua memória por outros possíveis motivos, brigas anteriores, comentários, cara feia.

A ilusão de foco do Daniel Kahneman funciona muito bem para aspectos negativos (quando se vê o problema, não a causa), mas ela está em tudo. O político que distribui cestas básicas ao povo, uma marca de fast-food com campanhas que promovem a alegria, uma matéria jornalística que diz que pessoas ricas são felizes.

Todos exageram em um ponto, alterando a nossa percepção. A ilusão de foco é quando nos focamos demais em algo, dando a ele importância maior que a realidade, e deixamos de ver o que realmente importa. Somos campeões disso, e isso nos afeta de uma maneira que nem percebemos.

Lição: procure sempre ter uma visão geral da situação, evitando se ater a fatos isolados.
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COMO FUNCIONA ALGUÉM COM ANSIEDADE

 É “muito ruim” ser ansioso, a gente tem pressa pra sentir, e quando começa a sentir, acha que é perigoso demais e que por isso, a gente precisa partir mesmo que não seja essa a nossa vontade exatamente.

A gente acha que precisa se falar o tempo todo, ter sempre um novo assunto pra conversar e se não respondem nossas mensagens por algumas horas já é motivo pra pensar bobagens demais. 

A gente acorda com saudade de viver o que nem viveu ainda, e talvez nem aconteça, porque a gente não pode controlar o futuro. Inclusive, a gente sabe bem disso mas ainda assim sofre por um amanhã que nem está perto de chegar, espera por uma notificação como se fosse uma necessidade pra confortar aquela sensação de insegurança dentro da gente.

A gente começa a pensar que não vai dar certo, por mais que a vontade seja enorme de dar. É que tanta coisa já aconteceu e tantas pessoas já passaram pela gente, que a história parece ser a mesma, só mudam os envolvidos. A gente começa a pensar que o outro vai embora e então a gente pensa em ir embora antes que o outro vá.

Ser ansioso te traz uma insegurança que aperta o teu peito, que por vezes te sufoca, e te faz pensar em fugir. Você tem pressa por tão pouca coisa, os seus pensamentos te atropelam, com frequência, você tropeça nos próprios passos. Ser ansioso te faz pensar em coisas que podem dar errado mesmo quando tudo parece dar tão certo.

No fundo a gente sabe que se a insegurança passa, que criar teorias por coisas tão simples não pode ser verdade, e que os nossos receios não são do tamanho que parecem ser. No fundo é só um medo bobo que vai embora amanhã, e se não for embora amanhã, vai depois.

E o problema não é ter medo, insegurança ou todas essas coisas de adulto. O problema é a gente achar que tudo isso é grande demais e que não vai embora nunca mais.

Mas vai sim, relaxa.
Iandê Albuquerque




PARAR DE FALAR COM ALGUÉM COMO PUNIÇÃO

O silêncio às vezes cumpre a função de castigo. Parar de falar com alguém é uma saída que muitas pessoas utilizam para “expressar” sua raiva, sua insatisfação ou suas reprovações. 

Até que ponto esse método é eficaz para resolver um problema ou fazer a outra pessoa mudar? O que significa a decisão de evitar as palavras quando há um ressentimento queimando por dentro?

Estabelecer um diálogo com alguém não é fácil, especialmente se houver um conflito que não parece ter possibilidades de solução. Mas se, em vez de abordar o tema diretamente, o que se faz é parar de falar com a outra pessoa, a única coisa que se consegue é criar uma tensão adicional. Ao conflito não resolvido se soma um limbo que pode se tornar uma verdadeira incubadora de veneno.

“Fale para que eu te veja.”
-Sócrates-

Muitas pessoas, porém, no fundo não têm interesse de resolver o conflito por meio do diálogo. O que elas desejam é que o outro se submeta ao ponto de vista delas. Então, utilizam o silêncio como castigo para que o outro desista. Por fim, trata-se de uma atitude infantil e o pior é que não resolve nada. Isso proporciona apenas uma recompensa egoísta.

As razões para castigar com o silêncio
Há todo tipo de argumento para defender a ideia de que parar de falar com alguém é válido. No fundo, o que se busca é castigo. Fazer a pessoa entender que há uma reprovação nessa ausência de palavras. Mas por que não dizer em vez de querer demonstrar por meio do silêncio? Essas são as principais razões que defendem aqueles que preferem tal medida:

• É melhor parar de falar com uma pessoa do que participar de uma discussão na qual há troca de insultos.

• Essa pessoa não me escuta. Por mais que eu peça que ela mude, não me dá ouvidos. Então, é melhor não dizer nada porque não faz diferença.

• Ela precisa se desculpar comigo pelo que fez (ou me disse, ou não fez, ou deixou de dizer). Até que ela o faça vou ficar sem falar.

• Qual é o sentido de falar se sempre chegamos ao mesmo ponto? Melhor parar de falar para ver se ela entende que eu não vou ceder.

Em todos os casos se afirma que o silêncio é a melhor opção para lidar com o conflito. Por uma razão ou outra, a palavra se mostrou ineficaz. Recorre-se, então, à decisão de parar de falar com alguém para que essa atitude seja entendida como um castigo e, como consequência, fazer o outro reconsiderar sua atitude.

Parar de falar com alguém é agressivo
Um silêncio pode ter inúmeros significados. Alguns deles são realmente violentos. Parar de falar com alguém é assumir uma atitude passivo-agressiva.

Isso quer dizer que é uma violência com a outra pessoa, mas de maneira implícita. Na maioria das vezes, esse tipo de atitude é tão ou mais nocivo que a agressão direta. Isso é verdadeiro porque a violência se transforma em um vazio suscetível a qualquer tipo de interpretação.

Para quem para de falar com outra pessoa há motivos claros. Também existe uma expectativa clara frente ao que essa situação deve ter como desfecho. Mas quem utiliza esse tipo de recurso deveria tentar responder a algumas perguntas, como: Você tem certeza de que a outra pessoa realmente compreende o significado do seu silêncio? Você realmente acredita que a melhor maneira de conseguir uma mudança ou fazer a pessoa agir como você quer é por meio da ausência de diálogo?

O silêncio aumenta as distâncias. E a distância não costuma ser uma boa aliada para a compreensão ou para restabelecer laços partidos. Pelo contrário, contribui ainda mais para aumentar as diferenças.

Por outro lado, parar de falar com alguém pode funcionar momentaneamente. O castigo é imposto e a outra pessoa reage: volta para se desculpar, promete mudanças ou fazer o que você quiser. Mas, a longo prazo acaba incubando pequenos ressentimentos que podem crescer. O silêncio raras vezes resolve um conflito ou dá lugar a uma solução, apenas encobre.

As funções saudáveis do silêncio
É verdade que às vezes é melhor não falar nada. Quando estamos muito exaltados, por exemplo. A ira nos faz exagerar e nos traz mais preocupações por ferir o outro do que por expressar realmente o que pensamos ou sentimos. Nessas condições, nada melhor que parar de falar enquanto recuperamos a compostura. Em circunstâncias assim, acaba sendo uma decisão inteligente.

Por outro lado, parar de falar para castigar ou tentar fazer a outra pessoa “se render”, como dissemos, raramente traz bons resultados. Às vezes enfrentamos o desafio de expressar a nossa ira ou a nossa irritação, mas sem ferir o outro. A saída não está em parar de falar, mas em buscar e encontrar os meios para construir pontes na direção da compreensão.

A ausência de palavras pode fazer o outro ceder, o que não significa que o conflito desapareceu. Por outro lado, também pode acontecer de a outra pessoa não agir como o esperado, e o que no início era um floco de neve se transforma em uma avalanche.

Talvez seja necessário encontrar melhores condições para conversar. E também uma forma diferente de expressar a nossa insatisfação. Trocar o espaço cotidiano por outro mais aconchegante e amável às vezes contribui para uma renovação na comunicação.

Falar com o coração, sempre se referindo às coisas que você sente e não ao que você supõe que o outro sente, é uma fórmula que não costuma falhar. Experimente.
Fonte: Rincón de la psicología
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