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Vídeo – AMOR, MEDO E FELICIDADE - ZYGMUNT BAUMAN


Entrevista exclusiva: Zygmunt Bauman

Depoimento exclusivo em vídeo do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, gravado em sua casa na cidade de Leeds, Inglaterra, no dia 23 de julho de 2011, pela equipe da CPFL e do Fronteiras.

Bauman nos motivou a encarar um grande desafio contemporâneo: entender as mudanças que o advento da modernidade líquida produz na condição humana. E esse desafio orienta a agenda de discussões do café filosófico cpfl, programa no qual repensamos os velhos conceitos que costumavam cercar as narrativas de nossas vidas. Aprendemos com Bauman a tratar com rigor conceitual - reconhecendo a fluidez entre os laços, entre os conceitos e os saberes - temas que ainda não haviam conquistado um estatuto acadêmico claro, como o amor, o medo e a felicidade.

Oferecemos a você este vídeo em que Zygmunt Bauman fala de expectativas para o século XXI, internet, a necessidade de construção de políticas globais, a construção de uma nova definição de democracia, entre outros temas.
 
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10 DIFERENÇAS ENTRE FREUD E JUNG

São inúmeras, e em muitos casos controversas, as polêmicas geradas ao redor das figuras de Sigmund Freud e Carl Gustav Jung. 

Neste artigo, falaremos sobre as principais diferenças entre Freud e Jung.

Em geral, para cada uma de suas propostas, encontramos especialistas que se posicionam a favor e contra, cada um com suas variantes. Além disso, quando, ao invés de analisá-los separadamente, os colocamos em um mesmo plano, a comparação faz com que os debates sejam muito ricos.

As diferenças entre Freud e Jung são interessantes porque, paradoxalmente, no início da prática profissional de Jung eles coincidiam em pensamentos e abordagens teóricas. Na verdade, a coincidência inicial faz com que em alguns casos tenhamos dúvidas sobre o autor de uma determinada ideia; algo que já não acontece, por exemplo, nas últimas fases de sua evolução, em que suas diferenças aumentaram e sua marca se tornou muito mais particular. De uma forma ou de outra, a caminhada que propomos pela história desses dois grandes autores parece realmente incrível. Você vem com a gente?

Por que diferenciar Freud de Jung?
Sigmund Freud foi um médico neurologista de origem austríaca que deu início e forma a uma das correntes psicológicas mais poderosas e de maior tradição: a psicanálise. Além disso, é considerado por muitos, tanto seguidores quanto críticos, um dos intelectuais mais importantes do século 20. Sendo um neurologista, seu interesse inicial como campo de estudo foi a neurologia; daí podemos situar a origem de sua evolução, derivando progressivamente em uma vertente mais psicológica: tanto na análise das causas, como no curso e nas consequências dos transtornos que estudou.

Por outro lado, Carl Gustav Jung foi um médico psiquiatra, psicólogo e ensaísta de origem suíça. Atuou como figura chave nos primórdios da psicanálise; posteriormente fundou sua própria escola de “psicologia analítica”, também conhecida como psicologia profunda ou psicologia complexa.

Jung se interessou pelo trabalho de Freud, o que levou este último a nomeá-lo como seu “sucessor” publicamente. No entanto, não demorou muito para que o professor de Viena e o de Zurique, como resultado de seus desentendimentos teóricos e pessoais, se separassem. Desta forma, Jung foi expulso da Sociedade Psicanalítica Internacional daquela época, a mesma que presidiu em 1910.

Diferenças entre Freud e Jung
Embora existam muitas diferenças entre Freud e Jung, neste artigo iremos citar algumas das mais relevantes. Por outro lado, podemos dividir essas diferenças em diferentes subdivisões.

1. Ser psicanalista
Embora não seja estranho escutar o termo “psicanalista junguiano” – para se referir a aqueles que estudaram pela teoria de Jung – este é um erro nominativo. Jung não é considerado psicanalista, na verdade, decidiu separar-se por completo dessa escola e fundou a sua própria.

2. O termo “complexo”
Freud reconheceu e concedeu a autoria desse termo à Jung. Freud utilizou esse termo sempre acompanhado de um sobrenome em sua teoria: “Complexo de Édipo” ou “Complexo de castração” para poder explicar a teoria sexual e a dinâmica psíquica ali existente.

Por outro lado, para Jung o termo complexo tem relação com o conjunto de conceitos ou imagens emocionalmente carregadas que atuam como uma personalidade dividida. No núcleo desses complexos é encontrado o arquétipo, que se relaciona com o conceito de trauma.

3. Parapsicologia e fenômenos ocultos
Jung atribuiu muita importância à parapsicologia e à autenticidade dos então chamados “fenômenos ocultos”. Freud, por outro lado, foi contrário a estudar essas questões e ligá-las à psicanálise; considerava que fariam muito mal à teoria.

“Se dois indivíduos estão sempre de acordo em tudo,
posso assegurar que um dos dois pensa por ambos”.
-Sigmund Freud-

4. Conceito de “restos arcaicos”
Para Freud, os “restos arcaicos” estão relacionados com certos assuntos inconscientes, teriam relação com o conceito de traço mnêmico criado por ele.

Diferentemente, para Jung, os restos arcaicos eram mais que isso; na verdade, permitiram criar uma tipologia do inconsciente diferente da psicanálise – o inconsciente coletivo. Para isso, fez uso da análise dos sonhos de seus pacientes, interpretou diferentes mitos produzidos por diversas culturas e os somou à investigação do simbolismo alquímico.

Para Jung, o inconsciente coletivo é algo comum à natureza humana. Nasce com ela; constituído por estruturas arquetípicas derivadas dos momentos emocionais mais transcendentes da humanidade que resultam no medo ancestral da escuridão, a ideia de Deus, do bem, do demoníaco, entre outros.

5. Os fatores históricos e a importância do presente
Para Freud, tanto no desenvolvimento da neurose quando no da psicose, prevaleciam os fatores históricos de cada indivíduo sobre os fatores ou circunstâncias atuais. Ou seja, os fatores históricos viriam a determinar os comportamentos atuais e futuros.

No entanto, para Jung isso funcionava ao contrário. Ele relativizava a preeminência dos fatores históricos na fundamentação freudiana. E mesmo que Freud não concordasse com essa peculiaridade, ele o fazia em termos gerais, considerando o foco de Jung em ressaltar, ao que diz respeito ao campo de estudo das neuroses, o presente em detrimento do passado.

“Eu não sou o que aconteceu comigo,
eu sou o que eu escolhi me tornar.”
-Carl Jung-

6. Elã vital vs. libido
Para Jung, o conceito de libido definia uma energia vital de natureza geral que adotava a forma mais importante para o organismo em cada momento de sua evolução biológica – alimentação, eliminação, sexo. É diferente da concepção de libido freudiana: energia predominantemente sexual concentrada em diferentes áreas corporais no decorrer do desenvolvimento psicossexual do indivíduo.

7. Estrutura psíquica
Para Freud, a estrutura psíquica estava composta por três níveis: consciente, pré-consciente e inconsciente. Para Jung havia o nível consciente, mas ele fazia referência a dois inconscientes: o inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo.

8. A transferência
Outra diferença entre Freud e Jung é a forma como entendiam o fenômeno da transferência. Ambos contemplavam esse conceito. Freud pensava que, para que isso pudesse ocorrer, deveria existir uma certa assimetria em que o analista serve como objeto, tela em branco onde o paciente pode colocar – transferir – fantasias, figuras representativas, etc., a partir do qual se inicia o trabalho analítico. Direção unidirecional.

Por outro lado, embora para Jung a transferência permaneça sendo o problema central da análise, não compartilha sua prática ortodoxa. Partindo de seus conhecimentos de alquimia, definiria a relação terapêutica a partir da metáfora de dois corpos químicos diferentes que, colocados em contato, se modificam mutuamente. Sendo assim, a relação que se estabelece entre paciente e psicoterapeuta é de colaboração e confrontação mútua.

9. O sofá
Para Freud, o uso da ferramenta do sofá era imprescindível para poder realizar análises, sempre deixando o analista fora do alcance da visão do paciente. O oposto de Jung, que realizava as sessões frente a frente, sentado diante do paciente e mantendo uma interação direta constante. Ele dispensava o sofá.

10. Frequência das sessões
A frequência das sessões é outra diferença entre Freud e Jung. Carl Gustav Jung atendia seus pacientes, no início, duas vezes por semana, por uma hora em cada sessão. Mais tarde, propunha passar para uma sessão semanal em um tratamento usual de três anos. Freud, por outro lado, atendia à seus pacientes seis vezes por semana, por 45 a 50 minutos em cada sessão, estritamente.

Finalmente, embora tenhamos mencionado dez diferenças entre Freud e Jung e seus métodos, pensamentos e abordagens, muitas outras poderiam ser encontradas. A relação entre ambos e como cada um deles deixou sua marca no outro é muito interessante; por esse motivo, está feito o convite para conhecer suas obras em maior profundidade.

A CRISE ECONÔMICA ADOECE A SAÚDE MENTAL DOS BRASILEIROS - Jackson César Buonocore

A saúde mental dos cidadãos está à mercê do “mau humor” da atual crise econômica, que gerou 12,7 milhões de desempregados, aumento da inflação, endividamento das famílias e das empresas.

As recentes pesquisas têm indicado de que 7 de cada 10 brasileiros avaliam que a situação do país se deteriorou, ainda mais, com a crise. A saúde mental dos cidadãos está à mercê do “mau humor” da atual crise econômica, que gerou 12,7 milhões de desempregados, aumento da inflação, endividamento das famílias e das empresas.

A vida da maioria dos brasileiros está sendo afetada diretamente por essa desordem. Nesse cenário – a ansiedade e a angústia – tomaram proporções assustadores, que atingem a nossa dimensão corporal e psíquica, tendo como principais sintomas: cansaço mental e físico, aceleração cardíaca, transpiração, lapso de memória e bloqueio mental, que nos dificultam resolver os problemas básicos do cotidiano.

O consumo de drogas, de álcool e de outras substâncias químicas, inclusive a incidência de suicídios, são fenômenos que vem crescendo com o colapso econômico. Antes tínhamos a prevalência das neuroses, que cedeu espaço aos casos de transtornos de personalidade, já que a crise nos “rouba” a esperança de uma vida melhor.

A economia neoliberal, além de gerar a crise, criou uma concepção ilusória de que existem apenas dos tipos de indivíduos: os bem-sucedidos e os perdedores, deixando evidente que tal sistema acumula riqueza nas mãos de poucos. Porém, quem perde são os assalariados da classe trabalhadora e da classe média. Segundo o Papa Francisco, essa economia mata, transforma o capital em ídolo, em que a ambição sem limites pelo dinheiro comanda tudo.

No afã da competição têm pessoas que 
levam suas vidas como se fossem empresas. 

Não é à toa, a busca de respostas “mágicas” fornecidas pela teologia da prosperidade ou pelo mito do sucesso a qualquer custo, tornando-se um “deslumbre” na mente de quem acredita nisso.

É preciso reagir à força adoecedora da crise. Valorizando as atividades psicossociais, como por exemplo: cuidar da espiritualidade, participar de atividades comunitárias, estar entre amigos e familiares, aprender a solucionar as dificuldades de forma coletiva. 

Também é vital desacelerar a nossa mente, acalmar o ritmo cardíaco, diminuir a hiperconectividade, dando vazão às emoções positivas que expandem a consciência humana.

Além disso, temos que exigir um atendimento digno da população na rede pública de atenção à saúde mental. Mas, mesmo assim, devemos criticar esse modelo econômico, que adoece a saúde mental dos brasileiros. 

De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, o exercício da crítica nos permite mudar o estado de agente passivo para agente ativo, onde vamos questionar e refletir sobre as ações e as razões das coisas na sociedade, a fim de reverter a lógica neoliberal da modernidade líquida.

CONHEÇA 5 MECANISMOS DE DEFESA PSICOLÓGICA

Como disse Freud, que todos nós fazemos uso dos mecanismos de defesa psicológica, porque a sociedade impõe regras, que pressionam o nosso lado instintivo. E são pelos menos quinze mecanismos, que a nossa mente dispõe para nos “blindar” do mundo real. Vamos analisar cinco, que são mais latentes nos dias de hoje...CONTINUAR LENDO.

POR QUE COMETEMOS ATOS FALHOS?

Culpa da memória que preenche suas lacunas
 com a primeira coisa que vem à mente.

Por que você trocou o nome da namorada na hora H?

Freud explica, mas é bom já saber que a neurociência discorda dele. Segundo a psicanalista Vera Warchavchik, a primeira explicação veio no livro Psicopatologia da Vida Cotidiana, de 1901, em que Freud descreveu o ato falho como uma confusão com um sentido maior por trás. Ou seja, para Freud, você fala "sem querer querendo"...CONTINUAR LENDO. 

DESCUBRA AS MENTIRAS QUE O SEU CÉREBRO CONTA PARA VOCÊ

Você não toma as próprias decisões - e boa parte do que vê não é real. É apenas uma ilusão criada pelo seu cérebro, que passa pelo menos 4 horas por dia enganando você. Conheça os truques que ele aplica - e saiba o que realmente acontece dentro da mente.

Você fica cego 4 horas por dia. Já foi enganado por um rótulo nesta semana...CONTINUAR LENDO.

COMO AS RELAÇÕES DE AMIZADE EVOLUEM AO LOGO DA VIDA?

As relações de amizade têm um papel fundamental nas nossas vidas. Todos nos preocupamos em manter vínculos de afeto e confiança.
Precisamos dos outros para crescer e ter uma vida feliz, mas o que exatamente é a amizade?
Como são essas relações ao longo das fases da vida?...CONTINUAR LENDO.

A TEORIA DO 100⁰ MACACO DE RUPERT SHELDRAKE

Entenda, por que padrões familiares 
tendem a se repetir e como se modificam.

Rupert Sheldrake é um dos cientistas mais controversos de nosso tempo. As suas teorias não só estão revolucionando o ramo científico de seu campo (biologia), mas estão transbordando para outras áreas ou disciplinas como a física e a psicologia.

Ressonância mórfica: a teoria do centésimo macaco. 
Eram uma vez duas ilhas tropicais, habitadas pela mesma espécie de macaco, mas sem qualquer contato perceptível entre si. Depois de várias tentativas e erros, um esperto símio da ilha "A" descobre uma maneira engenhosa de quebrar cocos, que lhe permite aproveitar melhor a água e a polpa. Ninguém jamais havia quebrado cocos dessa forma. Por imitação, o procedimento rapidamente se difunde entre os seus companheiros e logo uma população crítica de 99 macacos domina a nova metodologia. Quando o centésimo símio da ilha "A" aprende a técnica recém-descoberta, os macacos da ilha "B" começam espontaneamente a quebrar cocos da mesma maneira.

Não houve nenhuma comunicação convencional entre as duas populações: o conhecimento simplesmente se incorporou aos hábitos da espécie. Esta é uma história fictícia, não um relato verdadeiro.

Numa versão alternativa, em vez de quebrarem cocos, os macacos aprendem a lavar raízes antes de comê-las. De um modo ou de outro, porém, ela ilustra uma das mais ousadas e instigantes idéias científicas da atualidade: a hipótese dos "campos mórficos", proposta pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake. Segundo o cientista, os campos mórficos são estruturas que se estendem no espaço-tempo e moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material.

Átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias: cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfico específico. São eles que fazem com que um sistema seja um sistema, isto é, uma totalidade articulada e não um mero ajuntamento de partes.

Sua atuação é semelhante à dos campos magnéticos, da física. Quando colocamos uma folha de papel sobre um ímã e espalhamos pó de ferro em cima dela, os grânulos metálicos distribuem-se ao longo de linhas geometricamente precisas. Isso acontece porque o campo magnético do ímã afeta toda a região à sua volta. Não podemos percebê-lo diretamente, mas somos capazes de detectar sua presença por meio do efeito que ele produz, direcionando as partículas de ferro. De modo parecido, os campos mórficos distribuem-se imperceptivelmente pelo espaço-tempo, conectando todos os sistemas individuais que a eles estão associados.

A analogia termina aqui, porém. Porque, ao contrário dos campos físicos, os campos mórficos de Sheldrake não envolvem transmissão de energia. Por isso, sua intensidade não decai com o quadrado da distância, como ocorre, por exemplo, com os campos gravitacionais e eletromagnéticos. O que se transmite através deles é pura informação.

É isso que nos mostra o exemplo dos macacos. Nele, o conhecimento adquirido por um conjunto de indivíduos agrega-se ao patrimônio coletivo, provocando um acréscimo de consciência que passa a ser compartilhado por toda a espécie.

Até os cristais
O processo responsável por essa coletivização da informação foi batizado por Sheldrake com o nome de "ressonância mórfica". Por meio dela, as informações se propagam no interior do campo mórfico, alimentando uma espécie de memória coletiva. Em nosso exemplo, a ressonância mórfica entre macacos da mesma espécie teria feito com que a nova técnica de quebrar cocos chegasse à ilha "B", sem que para isso fosse utilizado qualquer meio usual de transmissão de informações.

Parece telepatia. Mas não é. Porque, tal como a conhecemos, a telepatia é uma atividade mental superior, focalizada e intencional que relaciona dois ou mais indivíduos da espécie humana. A ressonância mórfica, ao contrário, é um processo básico, difuso e não-intencional que articula coletividades de qualquer tipo. Sheldrake apresenta um exemplo desconcertante dessa propriedade.

Quando uma nova substância química é sintetizada em laboratório - diz ele -, não existe nenhum precedente que determine a maneira exata de como ela deverá cristalizar-se. Dependendo das características da molécula, várias formas de cristalização são possíveis. Por acaso ou pela intervenção de fatores puramente circunstanciais, uma dessas possibilidades se efetiva e a substância segue um padrão determinado de cristalização. Uma vez que isso ocorra, porém, um novo campo mórfico passa a existir. A partir de então, a ressonância mórfica gerada pelos primeiros cristais faz com que a ocorrência do mesmo padrão de cristalização se torne mais provável em qualquer laboratório do mundo. E quanto mais vezes ele se efetivar, maior será a probabilidade de que aconteça novamente em experimentos futuros.

Com afirmações como essa, não espanta que a hipótese de Sheldrake tenha causado tanta polêmica. Em 1981, quando ele publicou seu primeiro livro, A New Science of Life (Uma nova ciência da vida), a obra foi recebida de maneira diametralmente oposta pelas duas principais revistas científicas da Inglaterra. Enquanto a New Scientist elogiava o trabalho como "uma importante pesquisa científica", a Nature o considerava "o melhor candidato à fogueira em muitos anos".

Doutor em biologia pela tradicional Universidade de Cambridge e dono de uma larga experiência de vida, Sheldrake já era, então, suficientemente seguro de si para não se deixar destruir pelas críticas. Ele sabia muito bem que suas idéias heterodoxas não seriam aceitas com facilidade pela comunidade científica. Anos antes, havia experimentado uma pequena amostra disso, quando, na condição de pesquisador da Universidade de Cambridge e da Royal Society, lhe ocorreu pela primeira vez a hipótese dos campos mórficos. A idéia foi assimilada com entusiasmo por filósofos de mente aberta, mas Sheldrake virou motivo de gozação entre seus colegas biólogos. Cada vez que dizia alguma coisa do tipo "eu preciso telefonar", eles retrucavam com um "telefonar para quê? Comunique-se por ressonância mórfica".

Era uma brincadeira amistosa, mas traduzia o desconforto da comunidade científica diante de uma hipótese que trombava de frente com a visão de mundo dominante. Afinal, a corrente majoritária da biologia vangloriava-se de reduzir a atividade dos organismos vivos à mera interação físico-química entre moléculas e fazia do DNA uma resposta para todos os mistérios da vida. A realidade, porém, é exuberante demais para caber na saia justa do figurino reducionista.

Exemplo disso é o processo de diferenciação e especialização celular que caracteriza o desenvolvimento embrionário. Como explicar que um aglomerado de células absolutamente iguais, dotadas do mesmo patrimônio genético, dê origem a um organismo complexo, no qual órgãos diferentes e especializados se formam, com precisão milimétrica, no lugar certo e no momento adequado?

A biologia reducionista diz que isso se deve à ativação ou inativação de genes específicos e que tal fato depende das interações de cada célula com sua vizinhança (entendendo-se por vizinhança as outras células do aglomerado e o meio ambiente). É preciso estar completamente entorpecido por um sistema de crenças para engolir uma "explicação" dessas. Como é que interações entre partes vizinhas, sujeitas a tantos fatores casuais ou acidentais, podem produzir um resultado de conjunto tão exato e previsível?

Com todos os defeitos que possa ter, a hipótese dos campos mórficos é bem mais plausível. Uma estrutura espaço-temporal desse tipo direcionaria a diferenciação celular, fornecendo uma espécie de roteiro básico ou matriz para a ativação ou inativação dos genes.

Ação modesta
A biologia reducionista transformou o DNA numa cartola de mágico, da qual é possível tirar qualquer coisa. Na vida real, porém, a atuação do DNA é bem mais modesta. O código genético nele inscrito coordena a síntese das proteínas, determinando a seqüência exata dos aminoácidos na construção dessas macromoléculas. Os genes ditam essa estrutura primária e ponto.

"A maneira como as proteínas se distribuem dentro das células, as células nos tecidos, os tecidos nos órgãos e os órgãos nos organismos não estão programadas no código genético", afirma Sheldrake. "Dados os genes corretos, e, portanto, as proteínas adequadas, supõe-se que o organismo, de alguma maneira, se monte automaticamente. Isso é mais ou menos o mesmo que enviar, na ocasião certa, os materiais corretos para um local de construção e esperar que a casa se construa espontaneamente."

A morfogênese, isto é, a modelagem formal de sistemas biológicos como as células, os tecidos, os órgãos e os organismos seria ditada por um tipo particular de campo mórfico: os chamados "campos morfogenéticos". Se as proteínas correspondem ao material de construção, os "campos morfogenéticos" desempenham um papel semelhante ao da planta do edifício. Devemos ter claras, porém, as limitações dessa analogia. Porque a planta é um conjunto estático de informações, que só pode ser implementado pela força de trabalho dos operários envolvidos na construção. Os campos morfogenéticos, ao contrário, estão eles mesmos em permanente interação com os sistemas vivos e se transformam o tempo todo graças ao processo de ressonância mórfica.

Tanto quanto a diferenciação celular, a regeneração de organismos simples é um outro fenômeno que desafia a biologia reducionista e conspira a favor da hipótese dos campos morfogenéticos. Ela ocorre em espécies como a dos platelmintos, por exemplo. Se um animal desses for cortado em pedaços, cada parte se transforma num organismo completo.

Forma original
Como mostra a ilustração da página ao lado, o sucesso da operação independe da forma como o pequeno verme é seccionado. O paradigma científico mecanicista, herdado do filósofo francês René Descartes (1596-1650), capota desastrosamente diante de um caso assim. Porque Descartes concebia os animais como autômatos e uma máquina perde a integridade e deixa de funcionar se algumas de suas peças forem retiradas. Um organismo como o platelminto, ao contrário, parece estar associado a uma matriz invisível, que lhe permite regenerar sua forma original mesmo que partes importantes sejam removidas.

A hipótese dos campos morfogenéticos é bem anterior a Sheldrake, tendo surgido nas cabeças de vários biólogos durante a década de 20. O que Sheldrake fez foi generalizar essa idéia, elaborando o conceito mais amplo de campos mórficos, aplicável a todos os sistemas naturais e não apenas aos entes biológicos. Propôs também a existência do processo de ressonância mórfica, como princípio capaz de explicar o surgimento e a transformação dos campos mórficos. Não é difícil perceber os impactos que tal processo teria na vida humana. "Experimentos em psicologia mostram que é mais fácil aprender o que outras pessoas já aprenderam", informa Sheldrake.

Ele mesmo vem fazendo interessantes experimentos nessa área. Um deles mostrou que uma figura oculta numa ilustração em alto constraste torna-se mais fácil de perceber depois de ter sido percebida por várias pessoas (veja o quadro na página ao lado). Isso foi verificado numa pesquisa realizada entre populações da Europa, das Américas e da África em 1983. Em duas ocasiões, os pesquisadores mostraram as ilustrações 1 e 2 a pessoas que não conheciam suas respectivas "soluções". Entre uma enquete e outra, a figura 2 e sua "resposta" foram transmitidas pela TV. Verificou-se que o índice de acerto na segunda mostra subiu 76% para a ilustração 2, contra apenas 9% para a 1.

Aprendizado
Se for definitivamente comprovado que os conteúdos mentais se transmitem imperceptivelmente de pessoa a pessoa, essa propriedade terá aplicações óbvias no domínio da educação. "Métodos educacionais que realcem o processo de ressonância mórfica podem levar a uma notável aceleração do aprendizado", conjectura Sheldrake. E essa possibilidade vem sendo testada na Ross School, uma escola experimental de Nova York dirigida pelo matemático e filósofo Ralph Abraham.

Outra conseqüência ocorreria no campo da psicologia. Teorias psicológicas como as de Carl Gustav Jung e Stanislav Grof, que enfatizam as dimensões coletivas ou transpessoais da psique, receberiam um notável reforço, em contraposição ao modelo reducionista de Sigmund Freud.

Sem excluir outros fatores, o processo de ressonância mórfica forneceria um novo e importante ingrediente para a compreensão de patologias coletivas, como o sadomasoquismo e os cultos da morbidez e da violência, que assumiram proporções epidêmicas no mundo contemporâneo, e poderia propiciar a criação de métodos mais efetivos de terapia.

"A ressonância mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja ele bom ou mal", afirma Sheldrake.

"Por isso, cada um de nós é mais responsável do que imagina. Pois nossas ações podem influenciar os outros e serem repetidas".

Assista - RUPERT SHELDRAKE explica os Campos Mórficos.
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SE NÃO QUISER ADOECER FALE DE SEUS SENTIMENTOS - Dr. Dráuzio Varella

 
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.

Com o tempo, a repressão dos sentimentos, a mágoa, a tristeza, a decepção degenera até em câncer.

Então, vamos confidenciar, desabafar, partilhar nossa intimidade, nossos desejos, nossos pecados.

O diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e poderosa terapia.

Se não quiser adoecer - "tome decisão".
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia.
A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.
A história humana é feita de decisões. Para decidir, é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros.
As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "busque soluções".

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo.

Melhor acender o fósforo que lamentar a escuridão. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.

Se não quiser adoecer - "não viva sempre triste".

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem a vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

Se não quiser adoecer - "não viva de aparências".

Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão de estar bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc. Está acumulando toneladas de peso... Uma estátua de bronze, mas com pés de barro.

Se não quiser adoecer - "aceite-se".
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável.

 

QUAIS SÃO AS ÁREAS DE ESPECIALIZAÇÃO DO PSICÓLOGO?

 
Você está interessado em psicologia, mas não sabe quais são as especializações do psicólogo? 

Se sim, este artigo é para você. Conheça as principais áreas da psicologia e as formas de treinamento para acessá-las.

A psicologia é uma ciência que pode ser considerada recente e, por isso, as áreas de especialização do psicólogo são desconhecidas para muitas pessoas, mesmo quando se trata de estudantes de psicologia.

Quando alguém nos diz que está estudando psicologia, a primeira coisa que nos vem à mente é a imagem do psicólogo clínico fazendo sessões de psicoterapia. No entanto, esta é apenas uma das muitas áreas de especialização.

O curso de psicologia tem formação generalista; nele, são trabalhados conteúdos gerais quase de todas as áreas profissionais de um psicólogo, mas não se abordam em profundidade os conteúdos e as habilidades necessárias para o exercício profissional.

Por todas essas razões, preparamos este artigo para que você tenha uma ideia clara das principais áreas de especialização do psicólogo. Se você pretende estudar psicologia, já está estudando ou se sente perdido porque falta pouco para se formar, este artigo é para você.

Psicologia, o que é bom saber antes de começar a estudar?
Em primeiro lugar, é importante enfatizar que a psicologia é uma carreira muito completa, na qual se estuda tanto anatomia quanto estatística. Assim, por exemplo, grande parte das horas de formação são destinadas à biologia comportamental, neurociência, sistemas fisiológicos, sistema endócrino, desenvolvimento, anatomia, etc.

Então, antes de pensar nas perspectivas de carreira do psicólogo, você deve avaliar o fato de que é uma carreira com um extenso conteúdo médico-biológico. Os primeiros anos de formação darão uma importante base de conhecimentos sobre o funcionamento saudável do corpo humano, e, em seguida, ajudarão a entender como é o funcionamento desse mesmo organismo em casos de psicopatologia. No que se refere à psicopatologia, deve-se levar em conta que o treinamento é 99,9% de orientação cognitivo-comportamental.

Quais são as áreas de especialização do psicólogo?

Por que é importante que você leve tudo isso em
consideração?
Porque, como resultado deste tipo de formação generalista e de caráter científico, o psicólogo tem muitas áreas de especialização até mesmo em contextos médico-farmacêuticos, como por exemplo se especializar na realização de estudos clínicos para testar a eficácia de novos psicofármacos.

A formação obtida também permite atuar como psicólogo em consulta, psicólogo em recursos humanos, em educação, psicólogo social e em ensino e pesquisa. Veremos cada uma dessas áreas de especialização a seguir.

As áreas de especialização mais comuns dos psicólogos
1. Psicologia clínica e psicoterapia: a que a maior parte dos futuros psicólogos quer fazer
A primeira área de especialização que vem à mente é a imagem de um psicólogo e um sofá, não é? No entanto, esta imagem é apenas um estereótipo e muito tem mudado no campo da psicologia aplicada a distúrbios psicológicos e problemas emocionais. A realidade é que a psicologia clínica e a psicoterapia compõem uma das áreas de especialização mais frequentes para os psicólogos; no entanto, esta está longe de ser a única.

Quando nos referimos à psicologia clínica e psicoterapia, estamos falando sobre o trabalho do psicólogo em consulta. É a área de especialização que (mais ou menos) todos conhecemos e aceitamos como tarefa ou papel profissional do psicólogo.

Psicologia clínica: área de especialização mais procurada

2. Psicólogo em recursos humanos: a área de especialização menos procurada, mas com maior demanda
Uma das áreas de especialização do psicólogo é trabalhar em empresas e organizações. Para este tipo de trabalho também é melhor ter uma especialização (mestrado ou pós-graduação). Depois de concluir a graduação em psicologia, você está qualificado para praticar tarefas de recursos humanos como, por exemplo, participar do recrutamento de novos funcionários e gerenciamento de conflitos trabalhistas em uma empresa.

Se você gosta das tarefas administrativas e do ambiente de negócios, procurar uma faculdade de psicologia que ofereça um curso que se concentre em psicologia do trabalho e das organizações é o primeiro passo para que você possa se qualificar para uma posição, por exemplo, de recrutador.

Além disso, ao longo dos últimos 10 anos tem-se observado um grande aumento na demanda por profissionais qualificados para a prevenção dos riscos de trabalho, e esta é também uma das áreas de especialização do psicólogo.

“No setor privado, a realidade é que a grande maioria dos psicólogos são profissionais autônomos que trabalham em diversos centros simultaneamente e que combinam o trabalho clínico com algum outro tipo de atividade.”

3. O psicólogo na área educacional
A psicologia é responsável pela prevenção, diagnóstico e tratamento de patologias, dificuldades de aprendizagem ou necessidades educacionais dos alunos (individuais e de grupo). Além disso, o psicólogo educacional é responsável pela orientação, aconselhamento vocacional e profissional.

Para trabalhar como psicólogo educacional, você deve estar qualificado quando termina seu curso de psicologia. A melhor coisa para seguir neste caminho é seguir uma especialização em psicologia da educação e necessidades especiais.

Também existe o papel do orientador educacional, que vem ganhando relevância nos últimos anos. Trata-se de um trabalho realizado por psicólogos e psicopedagogos que são responsáveis ​​principalmente por informar a comunidade educativa sobre as necessidades especiais dos alunos e preparar relatórios de psicologia educacional de cada caso, garantir a continuidade educacional, tentar reduzir o abandono escolar e orientar os alunos na escolha de uma carreira ou profissão.

4. A psicologia na intervenção social:  trabalhar com diferentes grupos para ajudá-los em sua correta inserção social
O trabalho como psicólogo na comunidade ou área social tem uma série de funções que, embora variem de acordo com seu local de residência ou de trabalho, coincidem em que o objetivo do psicólogo social é ajudar as pessoas de grupos especiais (saúde mental, abuso, risco de exclusão social, desempregados de longa duração) para que encontrem um emprego e tenham uma projeção de trabalho que lhes dê independência e autonomia.

Outra área de ação do psicólogo social é a participação no planejamento ou implementação de programas de intervenção comunitária. Por exemplo, nos referimos a intervenções sociais que buscam criar um fluxo de apoio social mais solidário, focam a promoção de movimentos associativos ou procuram promover a atenção às necessidades de cada comunidade.

Para este tipo de trabalho também se é qualificado com o diploma em psicologia, embora seja sempre melhor ter uma pós-graduação ou especialização.

5. Ensino e pesquisa
O ensino e a pesquisa, embora menos conhecidos, são outras áreas de especialização do psicólogo. Trata-se de exercer como professor e/ou como pesquisador. Colocamos e/ou porque essas duas funções geralmente andam de mãos dadas, especialmente se você considerar trabalhar como professor no ambiente universitário.

Uma das maneiras de trabalhar como professor universitário é fazer a graduação, mestrado e doutorado. Fazer um doutorado envolve concluir uma pesquisa, preparar e defender uma tese de doutorado.

Por outro lado, o psicólogo pode trabalhar como técnico de pesquisa em muitos projetos de diversas áreas. Para alguns estudos são necessárias certificações especiais (por exemplo, ensaios clínicos), enquanto para outras não (análises psicológicas, sociais ou epidemiológicas). Nesse caso, o nome do cargo de trabalho é técnico em pesquisa e pode lhe dar a oportunidade de optar por uma maior mobilidade geográfica, em comparação com outras áreas de especialização.

Finalmente, é muito importante enfatizar que o trabalho como psicólogo em consulta de psicoterapia implica ser autônomo, e isso tem alguns pontos a favor e outros contra.

Há uma grande lacuna na graduação de psicologia em relação à orientação profissional dos futuros psicólogos e é por isso que as faculdades de psicologia organizam anualmente jornadas de orientação profissional para o início da atividade profissional. Você pode recorrer a uma dessas sessões para se informar sobre as áreas de especialização profissionais possíveis em seu local de residência.

Em qualquer caso, considerar fazer um mestrado ou pós-graduação em sua área de interesse será um requisito essencial para o seu currículo ser competitivo em um processo de seleção.
Fonte: site A mente é Maravilhosa
 


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