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A REFLEXÃO - Edmir Saint-Clair

Os benefícios da meditação estão provados e comprovados por vários ramos de pesquisas científicas reconhecidamente qualificadas e competentes. Benefícios inquestionáveis para o corpo e para a mente.

São um sem número de práticas que utilizam técnicas igualmente bastante diversas, que tem na meditação sua espinha dorsal e a partir de sua prática discorrem suas diferentes correntes de pensamentos filosóficos.

Sem questionamentos, não é esse o sentido dessa crônica, desse pensar publicamente.

Ocorre, que nesse contexto me dei conta de que nunca mais ouvi ou li ninguém discorrer a respeito de uma prática que tem um conceito simples, pessoal e intransferível; a reflexão.
Refletir, olhar-se, espelhar-se, examinar-se para se entender ou não. Aí está o exercício mais vital para não perdermos o contato com nossa essência individual e única.

A reflexão é a concentração da mente sobre si própria, suas representações, ideias, sentimentos e atitudes. É prestar contas a si mesmo sobre seus pensamentos, motivações e ações.

Os católicos romanos tem uma expressão bastante precisa para essa prática: exame de consciência.

O momento em que somos tanto o psicólogo quanto o paciente. Ou seja, a responsabilidade é grande.

A reflexão é o diálogo interno, é o conversar consigo mesmo é estabelecer nossas regras, nossos limites, nossos desejos e nossos valores. E aferir se nossas ações correspondem ao conjunto de princípios no qual acreditamos e apoiamos nossas crenças pessoais.  É o auge do exercício do livre arbítrio. É o pensar melhor para não fazer merda, é o contar até dez antes de perder a cabeça.

Porque se fala tão pouco, para não dizer que não se fala, sobre essa prática tão necessária? Porque não existem tutoriais no YouTube ensinando a refletir? Ensinando a fazer um exame de consciência.

A reflexão transformada em um ritual tal como a meditação na Yoga, pode ser um exercício extremamente transformador. Um momento de prestar contas a si mesmo sobre seus pensamentos e atitudes. É não nos distanciarmos demais de nossa natureza. Perder-se de si, de seus valores e princípios, geralmente, tem um preço psíquico bastante alto, não raro, impeditivo para quem busca o equilíbrio psicológico.

Meditar é tirar todos os pensamentos da mente. Refletir é prestar contas a si mesmo. São práticas complementares, pode-se praticar uma após a outra. Primeiro a conversa consigo e depois o descanso da mente. Perfeito.

Refletir é refazer mentalmente os passos que nos trouxeram até aqui, o quanto isso nos custou e se é aqui mesmo que desejamos estar.
Edmir Saint-Clair
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OLHE PARA TRÁS - Letícia Thompson

Olhe o caminho percorrido.

Entre quedas e tropeços, subidas e descidas, momentos bons e ruins, chegamos até aqui.
Vivemos histórias que não pertencem a ninguém mais.
Guardamos na memória, fatos que máquina nenhuma no mundo conseguirá revelar.
Fazem parte das nossas lembranças, nossos passos e da pessoa única que somos.

Mas, infelizmente, temos o hábito de guardar cicatrizes do que nos fez infelizes, e olhamos como uma lembrança distante e apagada o que nos deu alegria.
É possível se ressentir de uma grande dor com intensidade, trazendo à tona as mesmas emoções vividas, mas como é difícil se ressentir do mesmo jeito, uma felicidade que um dia nos fez vibrar!

O ideal seria inverter as situações.
Guardar na pele e na alma cicatrizes do que nos fez bem e nos lembrar do mal sem muita nitidez.
Guardar das pessoas o lado bom, o bem que nos fizeram e o que de bom vivemos juntos.
Talvez devesse constar com mais freqüência as palavras perdão e compreensão no nosso dicionário.
De vez em quando, diga, olhe para trás!
Mas não se volte completamente.
Olhe apenas o bastante para se lembrar das suas lições para que estas te sirvam no presente.

Não lamente o que ficou, o que fez ou deixou de fazer.
O que é importante seu coração carrega.
Olhe diante de si!
Há esse véu encobrindo o que virá, deixando entrever apenas o que seus sonhos permitem.
Mas existe dentro de você uma sabedoria de alguém que desbravou com você todos os anos da história: você mesmo.

Existe dentro de você, uma força que te torna capaz!
O dia chega insistente como as marés do oceano.
Às vezes calmo, outras turbulento, mas presente sempre.
Viva sempre.
Cada noite dormida é uma vitória, cada manhã, um novo desafio.
E você nunca está sozinho, mesmo quando se sente solitário.

Todo o seu passado está gravado em você, como gravadas estão as pessoas que você amou.
Levante esse véu pouco a pouco a cada amanhecer; sem pressa, saboreando a vida como uma ventura, nem sempre como um mar calmo e tranqüilo, mas sempre possível de ser o cenário perfeito para os seus sonhos.
Construa hoje as suas marcas de amanhã. Ele chegará.

O OLHO QUE VÊ - Nilton Bonder


Um engenheiro amigo que ia construir em Portugal, por desconhecer a legislação e as idiossincrasias locais, contratou um arquiteto que trabalhava no setor de aprovação de projetos da prefeitura. Como a licença demorava a sair, cobrou do arquiteto e este se defendeu dizendo que ela não fora aprovada. “Mas foi você mesmo que projetou”, arguiu o engenheiro, que ouviu como resposta: “Ora, pois, eu o projetei, mas eu não o aprovo!”

Para além de uma piada de estereótipos, fica aqui revelada uma condição particular de nossa humanidade: tantas coisas fazemos e que nós mesmos não aprovamos. Diante do Novo Ano e o fim de um ciclo, a tradição judaica vincula a passagem do tempo com julgamento. Tempo para um ser humano é a passagem de sua existência contraposta às escolhas feitas nesse período. Há um rastro humano numa dimensão que outras espécies não conhecem.

O humano não só vive na dimensão espacial e temporal, mas na dimensão do certo e do errado. E seja lá por onde nosso destino passou no ano que termina e seja lá o que levamos a cabo como nossas ações, sempre há as que aprovamos e as que desaprovamos. Isso porque há um Olho que vê e uma Mão que escreve no decorrer do tempo humano. Há tempo e há registro.

Isso não é imaginário ou ilusório, como desdenham racionalistas, mas a essência da humanidade. A mesma natureza que escolhe é a natureza que audita e a cada parâmetro espacial e temporal da existência haverá uma coordenada de “certo ou errado” a ele associada. Esse é o campo da espiritualidade que não está nem de longe excluída do território da inteligência como muitos pensam, mas voltada para uma área específica da realidade.

Enquanto a ciência se ocupa do micro e macrocosmo, a espiritualidade se volta ao mesocosmo, à experiência de exercermos nossa existência.

Tal qual a ciência teve que criar espacialmente um LHC, um acelerador de partículas para visualizar na colisão de partículas o que não pode ser observado de outra forma, a espiritualidade humana produziu tradições e religiões que ampliam temporalmente em muitas gerações a experiência humana para observar o que não pode ser registrado de outra forma. E as várias gerações revelaram coisas que não podem ser vistas sem esse instrumento.

Revelou-se que existe um vínculo entre criatura e Criador, que há um céu e um inferno, que há um julgamento constante e que se intensifica à medida que a vida vai sendo concluída — enfim, que há um Olho que vê e uma Mão que escreve. Claro não há Olho ou Mão no micro ou no macrocosmo, mas no mesocosmo a coisa é diferente. Ai daquele que não considerar a interface entre seu ser e seu existir! Ora, pois, é tempo de reconhecer que eu escolhi e eu fiz, mas eu não aprovo. Não como um exercício de culpa vazio ou como um recurso para uma moral repressora, mas como um expediente para equalizar tempo e existência.
Mais do que o tempo particular de um grupo, Rosh Hashana, o Ano Novo Judaico, é um fragmento, uma peça do quebra-cabeças da consciência coletiva humana...

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