APRENDA FAZENDO COM QUEM FAZ.

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O PODER DOS SENTIMENTOS NA SAÚDE

Inúmeras pessoas têm dificuldades e negam seus sentimentos e emoções como raiva, rancor, medo, ódio, fragilidade, angústia, culpa, inveja...
- Por desconhecimento,
- Porque não aceitam que as tem,
- Por um medo enorme de entrar em contato com elas.

É bastante comum os pacientes dizerem na fase inicial do tratamento, que eles não têm inveja e nem ódio de ninguém. Isso ocorre, porque as pessoas querem acreditar que elas só têm sentimentos generosos.
Hoje em dia cada vez mais se confirma o impacto negativo que essa negação tem sobre a saúde, pois os sentimentos e as emoções reprimidas levam à tristeza, à depressão ou à somatização (é a transformação de um problema psicológico num problema fisiológico).
As raízes dessa negação em geral são profundas, vêm desde a infância, dos primeiros anos de vida. Se a criança ou o adulto não conseguem expressar o que sentem, essa repressão levará provavelmente à doença.
A maior parte dos indivíduos não tem consciência do vínculo potencial existente entre o sofrimento físico e o psicológico.

São várias dificuldades:
- As pessoas não conseguem falar sobre suas aflições, frustrações, decepções;
- Engolem desaforos, injustiças, ofensas;
- Muitas vezes estão vivendo desanimadas, desesperançadas, solitárias, e não procuram ajuda; Outras têm dificuldades afetivas.

Todas essas vivências geram a representação física de uma dor emocional: seriam as chamadas Doenças Psicossomáticas.
A principal característica delas é que a pessoa vai sufocando e acumulando esses sentimentos negativos dentro de si e aí chega uma hora que a “panela de pressão estoura”.
Como não houve espaço para a verbalização, quem acaba falando, expressando as angústias, as inseguranças e as dores internas é o corpo. Essas doenças psicossomáticas, que tem um fundo emocional, podem ter ou não uma base orgânica.

Quando elas ainda não têm essa base orgânica, chamamos de sintomas:
Enxaquecas, vômitos, problemas intestinais, falta de ar, fobias, dores abdominais, sudorese, fadiga, tonteiras, taquicardia...

Quando já há um adoecimento: gastrite, úlcera, artrites reumáticas e reumatoides, dermatites, pressão alta, enfarto, derrame, arritmias, câncer, doenças renais, obesidade...

Existem os pacientes Hipocondríacos, que são aqueles que têm uma crença irreal porem convicta de que têm uma doença grave em seu organismo a despeito da normalidade dos exames físicos e da afirmação do médico de que ele não está doente. É comum viverem de médico em médico, fazerem uma batelada de exames e sempre o mesmo resultado, não tem nada físico. Eles se recusam a admitir que o que eles têm é só emocional e que precisam fazer uma terapia. Costumam ser ansiosos, têm um humor depressivo, um vazio interior, uma falta de vitalidade e uma personalidade compulsiva.

Muitas outras situações são desestabilizantes e trazem sofrimento:
- Dificuldades nas relações amorosas
- Problemas com os filhos
- Perda de uma relação significativa
- Falta de prazer na vida, só com excesso de preocupação
- Problemas profissionais
- Dificuldades sociais
Algumas características pessoais também trazem muitas dificuldades: pessoas controladoras, ansiosas, perfeccionistas, com necessidades de agradar a todo mundo, pessimistas, introvertidas, contidas, desconfiadas, inseguras...

A repressão dos sentimentos deprime o Sistema Imunológico gerando o enfraquecimento das defesas do organismo.
Quando há qualquer doença séria com um membro da família, esta também se desestrutura. Os familiares querem ajudar e muitas vezes não conseguem, porque eles também estão fragilizados, assustados e desorientados. Por não saberem o que dizer, mantém-se calados. É importante uma ajuda psicológica nessa hora porque o dia a dia fica pesado e confuso, às vezes gerando uma piora do paciente, porque o silêncio é muito penoso para todos.

Muitas vezes a inconveniência e o sofrimento de uma doença, trazem um ganho secundário. Quando uma pessoa fica doente, normalmente recebe cuidados especiais e até alguns mimos. Por essa razão, muitas vezes o paciente vai ter medo de melhorar e perder a atenção e os cuidados. Ele tem uma fantasia que se tiverem pena dele não vão abandoná-lo. É uma situação perigosa porque inconscientemente ele pode manter essa doença, não seguir as recomendações médicas, não lutar pela melhora.
Outro uso é utilizar a doença para evitar tarefas, como não ter relações sexuais num relacionamento deteriorado, ou não fazer provas e entrevistas por medo; como também conseguir alguns benefícios tipo Dispensa do Trabalho
ou Aposentadoria Precoce.
Há casos em que a pessoa adoece porque se sente culpada e precisa ser punida. São todas situações bem delicadas que precisam ser muito trabalhadas.

Conclusão
Vimos todos os fatores que estimulam o adoecimento e a necessidade de termos consciência deles, e a importância de se trabalhar emocionalmente para poder evitar as doenças.

Para haver sucesso numa recuperação, é preciso que o paciente tenha aderência, aceitando e cumprindo as determinações médicas. Para que isso aconteça, ele precisa ter esperança, otimismo e principalmente desejo de viver.
A Saúde é condição decisiva para que tenhamos êxito e felicidade na vida, e por isso precisamos preservá-la.

Devemos valorizar sempre o que temos e não o que nos falta.
A única forma da pessoa realmente se libertar, melhorar sua saúde e até se curar, é compreender que os seus sentimentos e emoções contidos (“panela de pressão”) têm que encontrar um canal para serem entendidos e expressos.
Ela precisa saber identificar dentro dela o que está errado e lutar para resolver o problema. Só assim, ela vai poder sentir-se mais coesa e firme consigo mesmo, reintegrar seu self, além de aumentar sua autoestima e autoconfiança.

A capacidade de cura está dentro de nós através dos nossos sentimentos e emoções positivas.
Por Solange Bittencourt Quintanilha, psicóloga.
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O DESAFIO DE CONVIVER COM AS DIFERENÇAS

Em primeiro lugar, é preciso identificar que diferenças são essas.  
As mais significativas estão na forma de pensar, sentir e agir.

Já paramos para pensar em como é a forma que nos relacionamos com as pessoas ao nosso redor?  O que esperamos delas?  O que elas esperam de nós? O que esperamos de nós mesmos com relação a elas?

Gostaríamos de ser únicos e originais, ou que os outros pensassem e sentissem como nós. Consideramos importante a nossa escala de valores  e não ficamos dispostos a olhar e entender os critérios do outro. Porém, cada pessoa  tem o seu jeito de ser e uma história de vida própria somente por ela experimentada. Talvez  seja difícil tolerarmos as diferenças porque assim nos sentiríamos muito solitários e desamparados.

Uma das maiores dificuldades de convivência entre as pessoas se baseia no fato do ser humano se apresentar um ser social por natureza e, simultaneamente, um ser egocêntrico. Por sermos sociais, somos incapazes de viver sozinhos no mundo e, por sermos egocêntricos, somos incapazes de conceder aos nossos semelhantes as mesmas regalias que nos concedemos.

Muitas vezes esperamos tanto dos outros, que frequentemente nos sentimos frustrados ou ficamos na expectativa que o outro aja de acordo como nós agimos. Precisamos nos conscientizar  de que  todas as pessoas são diferentes de nós, que elas têm o direito de ver a vida e enxergar situações de uma maneira diferente da nossa.

É certo que o desafio de conviver com as diferenças é uma tarefa árdua, mas precisa ser encarado como uma necessidade humana, pois ao respeitar o próximo, certamente abriremos espaços para que as nossas diferenças também sejam respeitadas.
Quando tentamos nos colocar no lugar do outro, buscando entender e compreender o outro abrimos uma porta para que a outra pessoa também tente nos entender e compreender. Somente assim poderemos realmente construir bons relacionamentos, em todos os âmbitos: amizade, profissional, familiar e amoroso.

Se tivermos essa consciência e nos colocarmos com uma real disposição para ver e respeitar todas essas diferenças, vamos parar de agir como se o outro fosse nossa extensão ou como se fosse nós mesmos.
Sempre que se fala na importância do diálogo, é comum as pessoas pensarem logo num relacionamento amoroso, mas na realidade a boa comunicação tem que existir em todos os nossos relacionamentos.

Para evitar  incompreensões,  mágoas,  decepções,  brigas..., precisamos refletir, ouvir, conversar, avaliar o que pensam todos aqueles que são importantes para nós. A única maneira de tornar sólida qualquer relação, é com sinceridade, generosidade, respeito, afeto... , e com um desejo real de conhecer o outro e suas necessidades.
Solange Bittencourt Quintanilha 
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A PREOCUPAÇÃO EXCESSIVA COM A APARÊNCIA FÍSICA

Há nas sociedades contemporâneas uma intensificação do culto ao corpo, onde os indivíduos experimentam uma crescente preocupação com a imagem e a estética. Vivemos numa busca desenfreada da beleza, com uma vaidade excessiva, sob influência da televisão, de revistas, filmes, propagandas... que veiculam imagens de corpos perfeitos.
  
A imagem da “eterna” juventude, associada ao corpo perfeito e ideal, atravessa todas as faixas etárias e classes sociais, compondo de maneiras diferentes diversos estilos de vida. O ideal de beleza cria um desejo de perfeição, introjetado e imperativo. Ansiedade, inadequação e baixa autoestima são os primeiros efeitos colaterais desse mecanismo. 

A exacerbação dessa forma de pensar e sentir, pode trazer consequências muito grandes, como transtornos alimentares ( anorexia, bulimia... ),inseguranças e muito sofrimento quando a pessoa deixa de ser admirada fisicamente ou envelhece. 

A preocupação excessiva com a aparência é fruto de uma sociedade que valoriza em excesso as aparências. A quantidade de exercícios físicos, o tempo gasto para embelezar o corpo, o número crescente de cirurgias plásticas, o vale tudo para emagrecer, embelezar, rejuvenescer, bronzear, esticar, aumentar ou diminuir. E por que essa “neura” com a beleza? No fundo, acreditamos que se tivermos um corpo bonito iremos atrair e conservar o amor de alguém.

Cada vez mais, meninas e mulheres se submetem a tratamentos diversos para emagrecer, alisar os cabelos e perder peso. Na busca incessante pela “beleza ideal”, vale qualquer sacrifício. Importante lembrar que essa obsessão pela beleza, vem se tornando cada vez mais frequente nos homens também.

Vivemos a era do corpo perfeito, da estética sem ética. Para muitas pessoas, sustentar o mito da beleza é o mais importante, e mesmo assim nunca ficam totalmente satisfeitas. Assim pensamos mais no corpo do que na saúde, mais nas roupas do que na sabedoria, porque as aparências não revelam o que a pessoa é de verdade.
  
Parece que, para as criaturas portadoras desse dote inato (que todas se esforçam ao máximo para aprimorar), estão escancaradas as portas do sucesso, do amor e do dinheiro.

É profundamente necessária uma tomada de consciência, de que os cuidados com o corpo não devem ser dessa forma tão intensa e ditatorial como se tem apresentado nas últimas décadas, pois devemos sempre respeitar os limites do nosso corpo e a nós mesmos.

Essas buscas atendem muito mais às nossas necessidades de relacionamento e as nossas necessidades profundas. Qualquer relação que supervaloriza o físico cria uma insegurança profunda nos parceiros.

O cuidado com o corpo, seu embelezamento, sua higiene, os perfumes, as roupas e seus enfeites podem ser importantes, mas a relação humana vai, além disso. O único fator de aproximação entre as pessoas não é a beleza física, ela pode até contribuir num primeiro momento para a atração, mas há outros fatores mais importantes que devem ser cultivados para a possibilidade de êxito nos relacionamentos.
  
Acreditamos que o amor acontece na superficialidade estética e nos esquecemos que o companheirismo, a aceitação das diferenças, a alegria, o dom de admirar o outro, a capacidade de diálogo, o interesse pelo outro, o bom humor, o entusiasmo, o respeito e o apoio à felicidade do outro, a amabilidade, o afeto, o acolhimento, a ternura, são laços muito fortes, e meios muito mais intensos e definitivos na construção de um verdadeiro relacionamento.
P/Solange Bittencourt Quintanilha

OS HOMENS PODEM MESMO MOSTRAR AS SUAS FRAGILIDADES? - Solange Bittencourt Quintanilha

No passado, o homem tinha um poder absoluto nas esferas públicas e profissionais, confirmando seu poderio econômico. Ele também se mostrava onipotente, intransponível, parecendo ser o todo poderoso que não tinha nenhum temor.

De onde vinha esse homem desconhecido, misterioso, distante, aparentemente frio?

Tudo começa lá no início, em como foi a educação das crianças. Como era esse lar? Era harmonioso? Os pais expunham o seu amor e carinho? Tanto os meninos quanto as meninas recebiam beijos e abraços? Havia diálogo, espaço para expressar todas as emoções, inclusive raivas, mágoas, decepções? O respeito existia para todos? Porque é lá que as crianças aprendem a pensar, sentir, se comunicar, poder confiar ou não nas pessoas...

Acompanhamos ao longo dos tempos como foi repressora a educação dos meninos, bem diferente das meninas, e é claro que isso só contribuiu para anestesiar, dificultar imensamente a sensibilidade dos homens para lidar com as emoções e para entrar em contato com os seus sentimentos.

Quando olhamos para trás, lembramos de que quase sempre ouvíamos os pais falando para seus filhos:

- que não deviam chorar, pois isso era coisa de “maricas”; - que quando apanhassem na escola, também deviam bater e não chorar; - se começassem a chorar, iam engolir o choro ; - em alguns casos mais extremos, era dito: “E se vier para casa chorando porque apanhou, ainda vai tomar uma surra”;

A única emoção mais ou menos tolerada era a raiva, a agressividade, porque isso era sinal que o filho era macho.

Com as mulheres, era exatamente o oposto. Se elas choravam em quaisquer ocasiões, como num casamento, por exemplo, era dito: “ Que lindo, como ela é sensível “. Assim, as emoções vivem no plano de fundo da vida de um homem e no primeiro plano da vida de uma mulher. Enquanto as mulheres parecem estar naturalmente mais cientes das suas emoções, os homens têm que tentar conhecê-las, compreendê-las para conseguir lidar de verdade com elas. E é por isso que eles têm uma tendência de racionalizar, compartimentalizar e intelectualizar.

Um aspecto muito importante também, que se diferenciava totalmente na educação das meninas era quanto à sexualidade. A preocupação e o incentivo dos pais para com os meninos eram enormes. O esperado era que eles fossem machos, que beijassem muitas meninas, tivessem uma grande quantidade de experiências sexuais, fossem os verdadeiros garanhões.

No interior de cada homem ainda persiste uma vulnerabilidade, um medo secreto de que lhe falte competência e coragem, dificuldade de admitir que está em crise, sofrendo e que precisa de ajuda, porque tem vergonha. Quando ele se sente perdido, se fecha, recua, pois não sabe o que fazer com suas angústias, suas inseguranças...

Há algumas décadas atrás, o movimento feminista começou reivindicando novos espaços de atuação para as mulheres, gerando uma grande revolução social, e trazendo novos parâmetros em todas as esferas na vida de ambos. A insatisfação delas era muito grande com a total falta de perspectivas, com a submissão absoluta ao marido (onde os direitos eram só deles), na inexistência de realizações pessoais... Elas hoje estão competindo no mercado de trabalho, financeiramente, com uma liberdade sexual adquirida através do surgimento da pílula anticoncepcional, mas também da independência financeira. São mulheres mais vividas, com inúmeras experiências afetivas e sexuais, e mais exigentes.

E ai encontramos um novo “ HOMEM “ que tem que conviver com todas essas mudanças dentro e fora de casa, que se sente perdido, assustado com essa nova mulher, porque ainda não sabe bem qual é a sua posição, quais são as novas regras, o que ele ganhou ou perdeu com todas essas transformações, se perguntando: “ Como? Eu não sou mais o chefe da casa?” Acho que esse questionamento muitas delas se fazem hoje também: o que elas perderam e ganharam com todas essas mudanças, porque há um verdadeiro nó nas comunicações.

Hoje, as mulheres acham bonito quando o homem se emociona, pois acham que ele é sensível, qualidade tão valorizada por elas. Vejo muito, tanto no consultório quanto na vida aqui fora, que eles também querem conseguir mostrar suas inseguranças, seus medos, seus anseios, conseguir realmente entrar em contato com seus sentimentos, mas querem encontrar mulheres que não os diminuam ou critiquem por isso, mas pelo contrário, que estejam ao seu lado, que o apoiem, que sejam solidárias, e que os admirem, até por estarem se expondo.

Elas querem encontrar neles um companheiro, cúmplice, com quem elas possam falar sobre suas inseguranças, seus ciúmes, suas dúvidas, seus medos e também querem que eles lhe deem todo o apoio que precisam.

Surge então, o que considero primordial para um possível entendimento entre eles, que é o total conhecimento e a profunda compreensão das reais diferenças que existem entre eles.

Sabemos que não é nada fácil, porque hoje está mais do que provado que homens e mulheres se comunicam de formas totalmente peculiares. Esse é um dos pontos primordiais quando um casal vem buscar ajuda, tentar falar a mesma língua. É muito comum, e me toca profundamente ver um casal em crise, pensando muitas vezes até em separação, mas com um amor ainda muito grande um pelo outro.

É um novo tempo, mudanças radicais de valores, estilos de vida totalmente novos, novas maneiras de se relacionar. É preciso que ambos não se esqueçam disso, para que possam se colocar um no lugar do outro, sabendo que todas essas diferenças dos séculos passados, ( principalmente a educação tão machista dos homens ), não podem magicamente serem apagadas. É difícil para elas também, porque muita coisa nova e desconhecida, elas começaram a viver. Para que as grandes transformações realmente ocorram na vida, é necessário um longo percurso:

- tempo para ver e enxergar, - tempo para pensar e avaliar, - tempo para poder elaborar, - e tempo para poder introjetar de verdade o que foi elaborado.

O respeito e a busca de compreensão com todas essas diferenças é são absolutamente importantes, até porque estamos vivendo exatamente esse novo momento, onde os desencontros estão aparecendo a todo instante, e tanto eles como elas, ainda não sabem bem como se encontrar.

VOCÊ CONSEGUE SENTIR E EXPRESSAR GRATIDÃO? - Solange Bittencourt Quintanilha


A gratidão é um dos sentimentos mais nobres que existe. Ser grato é abrir o coração e deixar fluir este sentimento que envolve a nossa alma. Ser grato é reconhecer um benefício que recebemos e que nada nos custou, embora seja algo tão caro e tão relevante. Para ser grato é preciso ter sensibilidade, humildade, enfim, é preciso ter amor. É uma das habilidades mais poderosas na arte de estabelecer bons relacionamentos. Quando uma pessoa ajuda às outras sem esperar nenhuma recompensa, assim o faz em gratidão pelo que recebeu e recebe a cada dia. Na verdade, a gratidão gera bonitos sentimentos e forma uma corrente do bem. Não há quem não se sinta muito bem, feliz mesmo, quando constata que a sua ajuda foi devidamente reconhecida pela pessoa que a recebeu.
Por que será então que encontramos tantas ingratidões? Uma pessoa ingrata não consegue retribuir o bem que lhe fizeram, não vê e não reconhece quem lhe estendeu a mão. Ela esquece com muita facilidade as coisas boas que fizeram por ela, mas lembra das ruins. A ingratidão gera sentimentos como: decepção, raiva, mágoa, tristeza... Quando só enxergamos o mal, acabamos acusando as demais pessoas, e esquecemos que muitas vezes colhemos aquilo que plantamos.
Encontramos algumas situações que colaboram para a dificuldade das pessoas que não conseguem ser gratas às coisas que recebem.
-Todos nós deveríamos ser “treinados” desde a infância a ter um comportamento grato. Quando ensinamos uma criança a dizer “obrigado” para as pessoas que lhe servem, ou lhe ajudam, estamos lhe ensinando a ser grata (o). Isso faz parte da educação, mas nem sempre recebemos ou soubemos dar esse ensinamento.
- Infelizmente muitas pessoas pensam que agradecer, é como se declarar inferior, é como confessar que precisou de outrem e que isso seria um sinal de fraqueza, carência e dependência. Querem acreditar que não precisam e não dependem de ninguém.
- Outros, preocupam-se permanentemente consigo mesmos, vivem no “seu mundo” particular, no qual reinam intensamente seus desejos e vontades. Às vezes, são até simpáticos e capazes de fazer algumas amizades, mas, não se libertam jamais de seus interesses pessoais, que colocam acima de tudo e de todos. Provocam ressentimentos difíceis de serem esquecidos ou perdoados pelos que estão ao seu redor.
- Alguns não aceitam conselhos, não ouvem ninguém, acham que sabem tudo e são teimosos. Fingem aceitar o que dizem, mas na verdade não prestam atenção, porque acreditam que só eles sabem o que é bom para eles e que ninguém tem nada a dar para eles. Na verdade, nem enxergam algo de bom que alguém queira lhe dar ou até o tenha dado.
A verdade, é que as pessoas que vivem dessa forma, no fundo, sofrem por carências (de amor, paz, sabedoria...), inseguranças, tristeza, falta de confiança nos outros... Elas sentem e agem assim, não por maldade, mas porque há vazios significativos, há incapacidades, que não as permitem enxergar um mundo melhor, pessoas boas e confiáveis ao seu redor, capazes de amá-las. Não conseguem ter uma vida menos prejudicial a elas e aos que a cercam. Só conseguem ver o lado negativo das coisas e das pessoas, mesmo naquelas que as ajudaram. A vida delas fica muito comprometida, porque as pessoas se afastam, não querem ter convivência, e muitas vezes elas perdem seus companheiros (as), amigas...

O que se pode fazer para propiciar um bom entendimento, uma compreensão, e melhorar as relações? Seria muito bom que essas pessoas procurassem ajuda para tentar se livrar desses problemas e pudessem construir melhores relações. As pessoas ficam muito felizes quando são reconhecidas e fica muito mais fácil se relacionar com os outros. Uma coisa que poderá ajudar, é termos a consciência de que não devemos criar muitas expectativas em relação às pessoas ao nosso redor, sejam familiares, amigos ou relacionamentos amorosos. Todos nós, seres humanos, temos dificuldades emocionais, dos mais variados tipos, e, portanto deveríamos ser mais tolerantes. Muitas pessoas vão aparecer nas nossas vidas e nos decepcionar, faz parte. Mas nós teremos que aprender a lidar com cada uma “delas”, e não deixar que elas destruam a nossa capacidade de amar e de acreditar no amor verdadeiro. Da mesma maneira que nós também vamos frustrar e decepcionar outras pessoas, e elas irão precisar aprender a lidar com isso.

Um ponto importante para ser falado também, é o quanto é comum se juntar automaticamente ingratidão com rejeição. A falta de agradecimento de uma pessoa, não significa falta de amor, e sim dificuldade em lidar com a gratidão. É claro que a ingratidão dói na maioria das vezes, mas se estivermos atentos com o que todos nós sentimos, com nossas limitações também e com o que temos capacidade de fazer, fica mais fácil de lidar. Não é porque alguém tem muita gratidão, que vai então ficar esperando que o outro tenha também. Como foi dito acima, cada um é cada um com suas qualidades e defeitos, com suas possibilidades e dificuldades...
O desejo de mudar, de buscar conhecer as próprias dificuldades para vencê-las, é uma decisão de cada um. Os conflitos existem, mas todos podem ser trabalhados em busca de uma vida mais leve.

Quando conseguimos nos incluir num grupo, como uma equipe, onde cada um tem a sua participação numa vitória, isso é muito gratificante. Um bom exemplo é num jogo de futebol: “É quando o jogador que faz o gol tem a consciência de que o colega que colocou à bola nos seus pés, é também merecedor dos aplausos”. Vamos dar o melhor que pudermos, ser generosos quando conseguirmos, pelo simples prazer de dar, sem esperar a volta.

Todos nós queremos e precisamos ser bem aceitos. O que precisamos fazer para que isso ocorra, é sermos, dentro das nossas possibilidades, o melhor que podemos ser, e ter a importante consciência que a vida é uma troca, uma via de mão dupla.
 Solange Bittencourt Quintanilha - Psicóloga Clínica, Psicóloga Médico-Hospitalar, Psicanalista, Psicóloga Motivacional

CIGARRO: É POSSÍVEL VIVER SEM ELE - Solange Bittencourt Quintanilha

Do ponto de vista do vício, ou seja, da perda do controle sobre a droga, o Tabagismo provoca uma das dependências mais severas, e de recuperação dificílima. Dr. José Rosemberg que foi professor titular de pneumologia da PUC-SP, e presidente do comité coordenador de controle do tabagismo no Brasil, afirma: "A nicotina provoca mais dependência física que a cocaína e a heroína, e por isso, é tão difícil largar o cigarro. Não há dependente mais fiel ao vício do que o tabagista".

Veja alguns motivos que explicam a razão dessa afirmação:
- Foi descoberto, o cigarro turbinado (adição de amónia ao tabaco, para liberar maior quantidade de nicotina e aumentar o vício). É muito importante a consciência que o cigarro que se fuma hoje, não é o mesmo de antigamente.
- Nenhuma outra droga produz tantos estímulos cerebrais quanto à nicotina.
Ex: Se uma pessoa fuma 20 (vinte) cigarros por dia, há uma média de 200 tragadas, são duzentas vezes que uma pessoa leva um objeto à boca, além dos 200 impulsos cerebrais.

Por isso, costuma-se dizer que é quase um VÍCIO FISIOLÓGICO.
- É uma droga barata, lícita (não diminui a liberdade de uso), é encontrada em todas as esquinas e os estímulos visuais são constantes.
- É a única droga aonde não se vê com facilidade os benefícios a curto prazo na interrupção, pelo contrário, só aparece a falta, a sensação de perda. Já com o vício do álcool, da cocaína, ou da heroína, a pessoa costuma ter a sua vida afetada ou às vezes arruinada socialmente, profissionalmente, além dos conflitos com sua própria família. Na interrupção, a pessoa pode ter a síndrome de abstinência, mas logo após aparecem os ganhos, o resgate de muitas coisas que foram perdidas.

Os prejuízos do cigarro no organismo são tremendos, porque além da nicotina, existem mais 4700 substâncias tóxicas que formam uma verdadeira quadrilha criminosa, levando com frequência a doenças gravíssimas e muitas vezes até a morte. Nesse momento, muitos perguntariam:
"Por que hoje, que se tem tanto conhecimento da gravidade desse vício, milhões de pessoas inteligentes e bem informadas não conseguem, parar, ou quando param, costumam voltar?"

Foi buscando entender todo esse processo que desde 1983, comecei a me dedicar ao Tabagismo, lendo e catalogando todos os artigos, reportagens, livros e participando de congressos, simpósios e workshops sobre esse tema. Inclusive a minha monografia de pós-graduação em Psicologia Médico-Hospitalar foi: "TABAGISMO: UMA GRANDE LUTA PARA UM GRANDE VÍCIO "

Sendo psicanalista e ex-fumante de peso, tendo vivido na pele todas as contradições, tentações e conflitos para me libertar desse vício, decidi me especializar nesse assunto, para ajudar as pessoas mostrando que é possível ficar livre dele.

Dados da OMS afirmam que somente de 2% a 5% das pessoas conseguem largar e se manter sem cigarro sozinhas. Já com acompanhamento, o índice pode chegar a 67%.

Algumas pessoas dizem para os fumantes, que é só uma questão de força de vontade, recriminam e criticam quem ainda não largou. Essa é uma das grandes queixas dos que fumam. Não é porque algumas pessoas conseguiram deixar sem muito sofrimento, que os outros terão a mesma experiência. Cada caso é um caso e exitem inúmeros fatores que diferenciam cada um. A verdade é que não é um vício para ser banalizado como muitos fazem, e nem é simples como muitos querem crer. Porque o maior problema não é o deixar o cigarro, e sim abandoná-lo definitivamente.

O fumo causa três dependências: a física, comportamental (hábitos) e psicológica. Na dependência física podemos utilizar medicamentos bem modernos que reduzem bastante muitas sensações desagradáveis, podendo praticamente evitar a síndrome de abstinência. Os condicionamentos (associações como beber e fumar, comer e fumar., etc.) vão sendo desfeitos pouco à pouco, à medida que a pessoa para de fumar.

É a dependência emocional, a mais complexa e a mais difícil de ser superada. Os fumantes costumam colocar o cigarro num lugar "mágico", com uma convicção que é ele que alivia, acolhe, protege, ameniza a solidão, a insegurança, o vazio intolerável, o sentimento de abandono, etc. Essa relação afetíva tão intensa com o cigarro foi aprendida e construída paulatinamente, ao longo dos anos. A verdade é que nenhuma droga resolve nossos conflitos existenciais.

Precisamos aprender outras formas de lidar com as tristezas, as dificuldades e as perdas na vida. Se hoje é difícil lidar com os problemas e precisamos do cigarro, como vai ser amanhã com mais a doença provocada pelo cigarro?

É muito comum encontrarmos pessoas que dizem: Eu já desisti de tentar, não adianta, é muito difícil, já tentei várias vezes... Outros falam que não vão abandonar o “grande amigo”. Na verdade, se fosse amigo, seria totalmente traiçoeiro. O que há é um medo enorme de ficar sem ele, como se isso fosse impossível. O que vale a pena é tentar, e na minha experiência com esse trabalho participei de diversos casos com sucesso.

O importante é lutarmos para alcançar essa vitória, e ter tolerância se houver alguma recaída. Não devemos nos recriminar se isso acontecer, porque o mais importante é estarmos na direção certa, que é tomar a decisão.

A vida nos oferece outras opções para lidarmos com nossos conflitos e cabe a nós encontrá-las. Quanto mais formos capazes de conhecer nossas fragilidades, nossos pontos fracos e a ligação com o nosso vício, mais fortes emocionalmente e mais equipados estaremos para combater essa dependência com boas chances de vitória.

SER OU TER? - Solange Bittencourt Quintanilha

 Será que na prática todos concordam, 
de verdade, que é o SER?

Na prática, porém, num mundo cada vez mais capitalista e competitivo, o sistema nos empurra para valorizarmos bastante o aspecto material. 
Os meios de comunicação em massa estimulam absurdamente o consumo, com imagens e propagandas a cada segundo. 

Os valores estão sendo invertidos, e o TER tem cada vez mais sido prioridade para a população. Ter uma vida confortável e sem preocupações financeiras é um desejo quase universal. É claro que é necessário ter dinheiro para sustentar as necessidades essenciais da vida e ter uma qualidade de vida como: acesso à moradia, saúde, alimento, estudos, conforto, segurança, bons meios de transporte, possibilidades de acesso a cursos de aprimoramento, diversões... 

Uma das causas, porém, do consumismo desenfreado é a nossa necessidade de ganhar mais, de ter mais posses, mais bens materiais do que os vizinhos ou amigos, numa competição nada saudável. É como se o nosso valor estivesse totalmente atrelado ao que possuímos, à fama, ao que ostentamos... 

Essa busca costuma trazer muita ansiedade, estresse, problemas sociais, dificuldades de relacionamentos familiares e amorosos, pois vivemos na correria para adquirir cada vez mais, atropelando muitas vezes os que estão à nossa frente. 
 
Aquilo que fazemos para ganhar a vida é diferente daquilo que fazemos para ter uma vida. Trabalhamos pelo sustento, porém para fazer uma vida devemos amar, nos conectar, servir a um propósito e encontrar um real significado.

Na verdade, dinheiro algum será capaz de fazer recuperar o tempo perdido e mal utilizado por nós. Quando o dinheiro vira sinônimo de amor, a vida torna-se uma grande confusão. Ele seduz porque alimenta a ilusão de suprir as faltas e as necessidades emocionais, de estar a salvo de contratempos da vida , de ser possível aumentar de verdade a nossa autoestima e de tentar cobrir um grande vazio afetivo. Sabemos, porém, que nada substitui o afeto. 
 
A maneira de dar, receber, gastar ou acumular dinheiro revela frustrações emocionais que se arrastam desde a nossa infância. O dinheiro assume uma função de expressão de força, de poder, para compensar a nossa fragilidade interna e nossas inseguranças. Precisamos valorizar tudo aquilo que possuímos, e não só os bens materiais.

Na realidade, precisamos descobrir outros valores, que de verdade tragam mais autoconfiança, segurança e satisfação interna. É com a nossa saúde psíquica e física, bons relacionamentos familiares e sociais, qualidade de trabalho, uma tranquilidade financeira ( sem necessidade de luxo e riqueza ), que podemos conquistar uma vida mais plena e mais feliz. 

Vamos administrar melhor o nosso tempo, procurando utilizá-lo da forma mais saudável sem esquecer as nossas reais prioridades, visando uma boa qualidade de vida e uma vida mais prazerosa.

Quando somos, ficamos mais felizes do que quando temos, além de que o SER não se acaba com o tempo, é eterno, mas o TER pode terminar a qualquer momento. Vamos correr atrás do SER: ser gente, ser íntegro, ser amigo, amar e ser amado, ser solidário..., pois assim teremos mais paz e felicidade.

DÁ PARA CONCILIAR TRABALHO E AMOR? - Solange Bittencourt Quintanilha

Os conflitos dos relacionamentos na busca do equilíbrio da vida profissional com a vida pessoal são mais comuns do que se imagina, porque não é nada fácil encontrar esse ponto ideal. É um novo momento, um novo arranjo familiar, onde marido e mulher trabalham correndo atrás da sobrevivência.

No passado, as mulheres desejaram e lutaram para adquirir também uma realização profissional, mas hoje, sentem o quanto é difícil dar conta de tantas exigências e atribuições: casa, trabalho, marido e filhos...

Muitas pensam em desistir ou desistem da profissão por pressão dos seus companheiros. É uma atitude que deve ser bem pensada, pois além da possibilidade de elas vivenciarem uma frustração futura, isso pode afetar bastante o relacionamento. Elas podem sentir mágoas e raiva do seu companheiro, além de responsabilizá-lo amanhã por terem abandonado seus anseios. Na verdade, nenhuma relação tende a dar certo mediante imposições.

Vivemos em tempos de mudanças rápidas, de dinamismo, aceleração, informação em excesso, cortes e enxugamentos nas empresas em nome da competitividade, tantos estímulos digitais... Isso não mudará.

Precisamos lembrar que “o mundo não vai acabar hoje” e não devemos permitir que a ansiedade em relação ao trabalho, sufoque os outros aspectos também tão vitais na nossa vida.

Algumas profissões exigem uma dedicação tão grande, que o tempo fica muito curto para se poder dedicar a outras atividades. O sucesso exige quase sempre uma jornada mais intensa, diminuindo o tempo de convívio do casal e muitas vezes comprometendo a qualidade da vida a dois.

Além de o fator tempo trazer a questão do quanto um tem de disponibilidade para o outro, alguns sentimentos podem surgir, como ciúmes, inveja, competições...

Se procurarmos ver dentro de nós, com toda sinceridade ,que sentimentos prejudiciais estamos experimentando, teremos mais chance de refletir sobre eles e tentar evitar tomar alguma atitude por impulso, que poderíamos nos arrepender depois.

Somos incentivados a traçar planos de carreira, mas não nos ensinaram a traçar planos de vida. Vamos colocar nossos desejos profissionais e pessoais numa balança, e avaliar as nossas reais prioridades.

É importante que não deixemos de lado nossa afetividade, carinho, cuidado um com o outro, já que o amor tem muita importância para todos nós. Devemos cuidar das nossas necessidades, e permitir que nosso par conheça tudo aquilo que é importante para nós, ao invés de nos colocarmos numa posição de que o outro tem que adivinhar.

Encontrar tempo nas nossas agendas e usar nossas energias para namorar, brincar, ter prazer. Além disso, quem tem vida pessoal, vida amorosa e sexual, produz melhor profissionalmente.

Em vez da disputa, da competição, do tipo, quem ganha mais, qual é o trabalho mais importante, vamos ser parceiros, juntando forças, sonhos, ideias de como viver melhor. Vamos criar um vínculo com muita cumplicidade, de modo que um também incentive e colabore com a carreira do outro. Demonstrar admiração é um instrumento que propicia muita união num casal.

Quem ama verdadeiramente quer que o parceiro evolua e, naturalmente, compartilhe suas vitórias.

Se formos empáticos, ou seja, se nos colocarmos no lugar do outro, fica muito mais fácil acertar e fazer acordos.

Pode não ser fácil, mas se quisermos, podemos procurar equilibrar carreira e amor, pois ambos são importantes para a nossa realização plena.

NATAL, ANO NOVO E SENTIMENTOS - Solange Bittencourt Quintanilha

Todos nós buscamos varrer da consciência tudo o que nos parece desconfortável, mas as festas de final de ano teimam em atiçar nossas lembranças, reativar velhos sentimentos, desencadear intensas emoções...
As lembranças da infância se revigoram, tornando-nos mais sensíveis, com possibilidades de sentimentos de vulnerabilidade, emotividade e às vezes até desamparo.

Uns guardam lembranças negativas dos Natais e Réveillons passados, porque não eram comemorados com alegria, outros ficam muito ansiosos com medo que as pessoas não se lembrem dele e não o procurem.
Para outros, é motivo de muita festa.

Podemos e devemos valorizar esses dias, como dias especiais e comemorar da melhor maneira possível. Tentar deixar os medos, preocupações ou aborrecimentos de fora, e procurar fazer coisas que nos tragam alegrias. Buscar estar perto de pessoas que gostamos, que nos façam bem e curtir o amor e carinho que eles podem nos dar. A vida é um dom e merece ser bem vivida, mesmo com seus altos e baixos.
As emoções despertadas pelo Natal são bastante complexas e a melancolia é sempre muito presente para uns. Já outros têm a fantasia do Natal perfeito, onde só haja harmonia, e confraternizações. É uma época de festas em família, e é comum ficarmos mais sensíveis, emotivos, mais suscetíveis aos sentimentos e atitudes daqueles que amamos.

O fato do Natal e do Réveillon serem tão próximos traz uma grande dose de emoções. Vivemos então dias intensos e carregados de significações.
Um aspecto muito importante, é que no período dessas duas festas, as imagens das propagandas e dos programas de TV, são sempre de pessoas extremamente felizes, festejando essas datas.

Parece haver a nossa volta, uma cobrança, uma exigência interna e externa de que temos também de estar muito alegres e com espírito de comemorações. Assim, não há espaço para tristeza. A verdade, é que temos todo o direito de ficar triste e de chorar, pois nossos pensamentos, sentimentos e emoções devem ser livres.

Podemos também vivenciar o Natal como uma oportunidade de encontros e reencontros, tentar ser mais tolerante com as falhas dos outros, porque também temos as nossas, e procurar valorizar o que há de bom nos nossos familiares.
Aproveitar esse momento para a troca de afeto e carinho, sempre que for possível.

A passagem do ano contém emoções mais amplas ainda, porque costumamos fazer um balanço geral de todos os aspectos de nossas vidas. Surgem muitos questionamentos quanto ao que realizamos, e o que prometemos e deixamos de cumprir. Costumamos ficar frustrados e decepcionados com o que não cumprimos, e nos martirizamos com isso. Refletimos e avaliamos, muitas vezes sem sentir, os nossos relacionamentos de uma maneira geral,
É comum termos ansiedades e expectativas quanto ao novo ano que vai começar.
Perguntamo-nos: “Será que o próximo ano vai ser melhor?”
Será que vou conseguir realizar os meus sonhos?”

Mas, em vez de nos criticarmos por aquilo que não fizemos no ano que passou, vamos ser mais tolerantes com nós mesmos e aprender com nossos erros, sem culpa, e ficarmos abertos para realizar todas as oportunidades que surgirem.

O melhor que podemos fazer por nós é ter a consciência que todos nós passamos e passaremos por esse turbilhão de emoções nessas datas, e que podemos aprender e utilizar as várias formas de lidar bem com elas.

Vamos procurar reconciliar os nossos sonhos com nossas realidades, não criar grandes expectativas e nunca estabelecer metas inatingíveis.
O importante é nunca desistirmos de nós mesmos, aceitar nossas limitações, valorizar as nossas qualidades e não perder a esperança jamais.

COMO DEIXAR A VIDA MAIS LEVE E AGRADÁVEL.- Solange Bittencourt Quintanilha

Muitas vezes, nossas preocupações são sobre coisas 
que ainda nem existem e podem nem acontecer. 

São apenas pensamentos negativos, apenas fantasias que só existem na mente e não na realidade. Muitos adoecem sem saber que a causa disso é um emaranhado de preocupações.
Várias coisas insignificantes levam muita gente a viver conflitos que causam diversos sofrimentos. Pouquíssimos, dentre nós, são vítimas de grandes danos e crueldades. São os pequenos golpes em nosso amor-próprio, certas injustiças, ligeiros abalos em nossa vaidade, expectativas que não se realizaram, falhas que não suportamos, que causam grandes parte dos nossos sofrimentos.
Precisamos ter certa aceitação dos problemas que acontecem, das situações desagradáveis, pois esse é o primeiro passo para se dominar as consequências de qualquer infortúnio. Podemos escolher entre aceitá-las como coisas inevitáveis, e ajustar-nos a elas, ou prejudicar a nossa vida com descontroles e revoltas. Até certo ponto, a decisão entre um caminho ou outro é racionalmente de cada um de nós.
A verdade, é que desperdiçamos enormes quantidades de energia e sofremos profundamente pela ansiedade que é gerada quando nos sentimos angustiados quanto ao futuro, principalmente porque desejamos ter controle sobre ele.

A vida (e na maioria das vezes aprendemos muito tarde) está em se viver cada hora a cada dia, realizar uma tarefa de cada vez, valorizando o “hoje”, ao invés de perder tanto tempo pensando: “Quando eu for adulto, quando eu me casar, quando eu me aposentar, quando eu ganhar na loteria...”

Muitas pessoas vivem sonhando com um mágico roseiral colorido que se encontra além do horizonte, em lugar de apreciar as rosas que desabrocham hoje à nossa volta.

A confusão é a causa principal das preocupações.
Na verdade, um problema bem formulado já é um problema meio resolvido, já que 50% das preocupações se dissipam logo que se chega a uma decisão clara e definitiva. Ou seja, o principal obstáculo para isso é a confusão mental, a falta de clareza na formulação da situação de forma realista.

Para isso, é necessário tentar entender os fatos da maneira mais realista possível, porque, por estarmos muito preocupados, nossas emoções ofuscam a clareza e a objetividade, e ficamos agitados, confusos, andando de um lado para o outro.

Muito importante, portanto, é examinar atentamente todas as possibilidades, as causas e os efeitos e se organizar para por em prática a decisão tomada, sem adiar as suas decisões.

Fadiga e cansaço
O trabalho mental sozinho não cansa tanto, são os fatores psicológicos ou emocionais, tais como: tédio, ressentimento, perfeccionismo, ansiedade, preocupações, pressões, sentimento de rejeição ou de inutilidade... que produzem tensões nervosas em nosso corpo e nos cansam enormemente.
Muitas vezes é necessário falar com um profissional que possa nos escutar, nos orientar e nos ajudar a elaborar esses conflitos.

As circunstâncias, por si sós, não nos tornam felizes ou infelizes. É a maneira como reagimos ante as circunstâncias que determina os nossos sentimentos.
Importante, é aceitar que há situações inevitáveis, que não podem ser de outro modo, mas que podemos tentar buscar as alternativas possíveis para a melhor resolução.

Outro ponto importante é a pessoa se aceitar e gostar de si mesma. Quando ela luta porque quer ser diferente, quer ser outra pessoa, essa é uma fonte de muitas neuroses e sofrimento.

Inúmeros homens de sucesso começaram a vida com tantos obstáculos que precisaram de um empenho enorme, acima do normal, para realizar seus empreendimento mas que conseguiram sucesso e grandes recompensas. Temos vários exemplos históricos: Beethoven era surdo, Darwin era inválido, Tchaikovsky tinha muitas depressões, Ray Charles era cego e Helen Keller era cega e surda...

O que se torna muito pesado, é que raramente as pessoas pensam no que tem, mas sempre no que falta. Com esse pensamento, fica difícil uma pessoa se sentir satisfeita ou realizada na vida (o “buraco” ou a “falta” estará sempre presente).
É preciso valorizar as coisas boas que possuímos.

Finalizando
Os nossos pensamentos têm uma grande influência na nossa saúde física e mental.
Se escolhermos os pensamentos acertados e positivos, estaremos no caminho que nos conduzirá à solução dos problemas, sem deixar que os erros e fracassos nos derrotem. Devemos utilizar as vivências do passado somente como aprendizado e crescimento emocional, mas nunca ficar prisioneiro dele.
As coisas não se resolvem magicamente e nem no exato momento que desejamos, existe um tempo para que as coisas se resolvam.
É muito importante modificar nossa atitude mental, procurando ver a melhor maneira, o melhor ponto de vista, para fazermos escolhas acertadas.
É de vital importância fazermos, também, na vida o que gostamos, o que nos dá prazer e alegrias. É lá, onde o nosso interesse for atraído, onde vislumbrarmos a alegria e satisfação, que se encontrará a energia que precisamos para viver bem.
Solange Bittencourt Quintanilha

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RACISMO AQUI NÃO!

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