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QUER RESOLVER UM PROBLEMA? FINJA QUE ELE NÃO É SEU

Um amigo seu diz que tem um problema super sério e vem lhe pedir ajuda. 
Na mesma hora, você encontra uma boa solução para o dilema. 
Ele agradece aliviado e diz: 
“Puxa, como é que eu não havia pensado nisso?”. 

Você concorda em pensamento: a solução era simples. Como é que o cara não pensou nisso antes? Você vai para casa se sentindo o grande solucionador de problemas da humanidade. Na semana seguinte, é você quem se depara com um pepino – e, por mais que tente, não encontra saída.

O paradoxo tem explicação. Os pesquisadores Evan Polman e Kyle Emich, da Universidade de Nova York, fizeram uma série de testes e descobriram que somos mais criativos quando temos de resolver os problemas dos outros. Tudo por causa da chamada distância social.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que uma maior distância temporal e física nos ajuda a pensar de forma mais abstrata. Assim, conseguimos solucionar mais facilmente um problema quando nos imaginamos confrontados por ele em um lugar distante e em um tempo futuro. Agora, Polman e Emich descobriram que a distância social pode ter o mesmo benefício psicológico.
O estudo envolveu centenas de estudantes e foi realizado em várias etapas. Na primeira, os participantes tiveram que desenhar alienígenas para histórias que eles mesmos escreveriam e para as histórias dos outros. Os desenhos mais criativos foram aqueles feitos para as tramas alheias. Em outra etapa, os cientistas testaram a distância psicológica. Descobriu-se que é mais fácil ter ideias para completos desconhecidos do que para pessoas que têm alguma coisa em comum com você (a mesma data de nascimento, por exemplo).

Depois, o pessoal teve que resolver um desafio hipotético de escapar de uma torre. Os voluntários que imaginaram a si mesmos na situação tiveram 48% de sucesso. Quando pensavam que o problema era com os outros, a porcentagem chegou a 66%. E as soluções criadas também foram mais criativas nesse caso.

A descoberta da eficiência da distância psicológica foi comemorada. “Saber disso é valioso não apenas para os pesquisadores em psicologia social, tomada de decisão, marketing e gestão, mas também deve ser de interesse considerável para os negociadores, gerentes, designers de produto, marketing e anunciantes, entre muitos outros”, disseram eles.

Então, fica a dica: se você está tendo dificuldade para resolver um problema, faça de conta que ele pertence a outra pessoa. Isso poderá ajudá-lo a pensar em soluções que não viriam de outro modo.
Fonte: British Psychological Society

EXERCÍCIOS FÍSICOS DEIXAM NOSSO CÉREBRO MAIS INTELIGENTE – Entrevista com o Neuropsiquiatra de Harvard John Ratey

Exercícios frequentes são mais potentes que remédio

Os exercícios nos deixam mais inteligentes. Quem afirma é o neuropsiquiatra John Ratey, professor da Harvard Medical School e autor do livro “Corpo ativo, mente desperta” (Editora Objetiva). Em entrevista ao GLOBO, ele diz que os exercícios são mais importantes que qualquer remédio para as funções cerebrais:
Fabricamos novas células cerebrais todos os dias e os exercícios ajudam mais que qualquer outra atividade.

1 - O que atraiu seu interesse para esta área?
JOHN RATEY: Inicialmente os exercícios eram vistos como menos potentes que as drogas antidepressivas, mas hoje sabemos que são tão bons quanto e, em alguns casos, até melhores que os remédios. Sempre fui um atleta e percebi em mim a importância dos exercícios para manter meu cérebro, humor e motivação nos melhores níveis.

2 - Como os exercícios melhoram as funções cerebrais?
RATEY: Os exercícios regulam ansiedade e níveis de estresse, além de otimizar o aprendizado de três maneiras: melhoram os sistemas de atenção, a memória, a capacidade de aprendizado e a habilidade de perseverar e superar as frustrações que o processo de aprendizado eventualmente produz; criam o ambiente certo para nossas cem bilhões de células nervosas, fabricando mais neurotransmissores e receptores para registrar novas informações; e promovem o surgimento de novas células no cérebro, um processo chamado neurogênese.

3 - Então a atividade física regular também nos deixa mais inteligentes?
RATEY: Sim. O exercício otimiza as chances de aprendizado ao nos deixar mais prontos para aprender, ao fazer com que o cérebro esteja preparado para se desenvolver e talvez até adicionando novas células nervosas às áreas envolvidas com a memória e o aprendizado. Mas é especialmente importante por aumentar a liberação do fator neurotrófico BNDF, um verdadeiro fertilizante para o cérebro por encorajar nossas células nervosas a crescerem, que é a maneira como aprendemos.

4 - Os exercícios estão ganhando respeito como uma opção de tratamento?
RATEY: As pessoas estão gradualmente reconhecendo o fato de que a atividade física é uma terapia auxiliar útil para desordens mentais e médicas. Hoje o primeiro tratamento para a depressão ou a ansiedade são exercícios regulares. Há dez anos a Câmara dos Comuns do Reino Unido disse que os exercícios deveriam ser o tratamento primário para a depressão, então eles estão na mente das pessoas e começando a ter aceitação na comunidade médica.

5 - Os exercícios também podem aliviar o estresse?
RATEY: Sim, tanto em termos de diminuir a resposta a situações de estresse quanto aumentando a resistência ao estresse. À medida em que a pessoa melhora o condicionamento, é preciso uma ameaça maior para disparar seu alarme de estresse, pois a atividade física muda a neuroquímica do cérebro, assim como trabalha no nível celular para proteger as próprias células do estresse.

6 - Quais são os melhores exercícios?
RATEY: É muito bom juntar artes marciais com dança, como na brasileira capoeira. A questão é aumentar os batimentos cardíacos e mantê-los altos por um tempo, adicionando complexidade e coordenação que vão desafiar mais áreas do cérebro, estimulando a liberação de fatores neurotróficos e desenvolvimento. Outras atividades que ganharam popularidade, como a ioga, também ajudam a desafiar o corpo e a mente, provocando mudanças magníficas no cérebro.
Ana Lúcia Azevedo – O Globo

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