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O MILAGRE DA VIDA – Albert Einstein


Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
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POR QUE É TÃO DIFÍCIL SUPERAR NOSSAS MÁGOAS? - Daniel Grandinetti

A mágoa é o sentimento de que nosso eu foi desvalorizado pelo mundo. Ela é por vezes chamada de ‘ressentimento’, pois se trata de um sentimento que é experimentado de novo cada vez que o evento doloroso é relembrado.

 Entretanto, o evento que causa a mágoa nem sempre a causa no momento em que ocorre. Muitas vezes, a experiência de um evento é trivial, e a mágoa só surge quando ele é lembrado e significado por nós como ofensivo ou desrespeitoso com nossa pessoa. Assim, somos nós mesmos que julgamos nosso eu como desvalorizado. Na mágoa, nossa auto-imagem é depreciada perante nossos próprios valores, ou perante nós mesmos. É o eu que se torna depreciado perante o próprio eu.

De frente com o fato de que o eu é a instância julgadora do próprio eu, Freud dividiu o eu em ‘eu’ e ‘supereu’, atribuindo ao supereu a função de instância julgadora do eu. O eu só é julgado por si mesmo. Conseqüentemente, toda desvalorização do eu parte do próprio eu. Mas, na mágoa, consideramos que nosso eu foi desvalorizado por outras pessoas, pela vida ou pelo mundo. Uma vez que nós mesmos julgamos nosso eu como desvalorizado, julgamos o evento que, a nosso ver, o desvalorizou como ‘desvalorizador’, e o agente desse evento como a pessoa que executou a desvalorização. Tudo isso é conseqüência do julgamento a que submetemos nosso próprio eu.

Acusamos as pessoas de terem nos desvalorizado, mas essa acusação é conseqüência do fato de nós mesmos nos desvalorizarmos. Nosso eu se tornou desvalorizado perante si mesmo, e isso significa que é o eu que está rejeitando e criticando o próprio eu. Na mágoa, o eu rejeita a si mesmo como destituído de valor, se recusa a aceitar a si mesmo nessas condições e ainda assim manda a conta do julgamento para outra pessoa. Mas, não foi o outro que julgou e condenou o eu; foi o próprio eu que se submeteu a essa humilhação. O outro é responsável pelas suas ações. Se ele comete uma falta, deve ser responsabilizado, inclusive judicialmente se for o caso. Mas, o julgamento depreciativo que o eu faz de si mesmo por conta das ações de outros é de responsabilidade dele mesmo. Mesmo que a ação do outro seja a de nos julgar depreciativamente, esse julgamento difere do julgamento de nosso eu por si mesmo. A mágoa é produto do julgamento do eu por si mesmo, e ele não pode cobrar ninguém por isso. Mesmo porque, ainda que a conta seja mandada ao outro e que esse outro queira nos ressarcir, como ele poderia fazer isso? A mágoa só desaparece quando o eu faz as pazes consigo mesmo; ela só desaparece quando o eu revê e anula o julgamento depreciativo sobre si mesmo. Se o eu não revê seu julgamento, não há nada que o outro possa fazer. É o eu quem dá a última palavra sobre o abandono da mágoa. Assim, além de ele não precisar de ninguém mais para tanto, não há nada que alguém possa fazer se ele não se dispuser a fazer o que deve ser feito.

Mágoas são difíceis de serem superadas porque nós insistimos em mandar aos outros a conta de um julgamento sobre nosso eu que fomos nós mesmos que fizemos e do qual somente nós podemos recorrer e rever. Mágoas são difíceis de serem superadas porque passamos um longo tempo esperando o pagamento de uma conta que não pode ser paga. E se a conta não pode ser paga, então a dívida não existe! A pessoa que nos magoou não nos deve nada. Ela deve ser responsabilizada pelos seus atos, certamente; mas, a conta pela ferida em nossa auto-estima, que insistimos em mandar para ela, Nãopode ser paga por ela. E não pode ser paga por ela porque essa conta não é dela; a dívida é nossa e só pode ser quitada por nós mesmos.

Quando pensamos em superar uma mágoa, imaginamos uma série de condições que deveriam ser satisfeitas: Ações de ressarcimento da pessoa que nos magoou, longos períodos de “crescimento” pessoal, etc. Nenhuma dessas condições é necessária. O eu é autônomo em seu julgamento sobre si mesmo. Ele não depende de nenhuma condição para julgar e de nenhuma condição para anular esse julgamento. A dificuldade está justamente em entender isso.
Daniel Grandinetti, psicólogo clínico e mestre em Filosofia em Belo Horizonte.

TODO HOMEM QUE TEVE AMORES VERDADEIROS... - Simone de Beauvoir


"Todo homem que teve amores verdadeiros, revoltas verdadeiras, desejos verdadeiros, e vontades verdadeiras, sabe muito bem que não tem necessidade de nenhuma garantia extrema para ter certeza dos seus objetivos; a certeza provém das suas próprias forças propulsoras".
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sua cultura e seus conhecimentos. 
Acesse, você vai gostar.
https://cultmente.blogspot.com/

AINDA ONTEM PENSAVA QUE NÃO ERA - Khalil Gibran


Ainda ontem pensava que não era
mais do que um fragmento trémulo sem ritmo
na esfera da vida.
Hoje sei que sou eu a esfera,
e a vida inteira em fragmentos rítmicos move-se em mim.
Eles dizem-me no seu despertar:
" Tu e o mundo em que vives não passais de um grão de areia
sobre a margem infinita
de um mar infinito."
E no meu sonho eu respondo-lhes:
"Eu sou o mar infinito,
e todos os mundos não passam de grãos de areia
sobre a minha margem."
Só uma vez fiquei mudo.
Foi quando um homem me perguntou:
"Quem és tu?"
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DALAI LAMA - OS HOMENS...


Os homens ... 
Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, 
depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, 
esquecem do presente de tal forma 
que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer...
E morrem como se nunca tivessem vivido.

A ORIGEM DA CONSCIÊNCIA HUMANA - António Damásio

Entrevista com um dos maiores neurologistas da atualidade

No campus da Universidade de Iowa, Estados Unidos, o neurologista português António Damásio gasta boa parte do tempo tentando compreender uma das áreas mais nebulosas do conhecimento: a consciência humana. É difícil encontrar um desafio mais instigante para um cientista, diz Damásio. Afinal, o que poderia ser mais fascinante do que conhecer o modo como conhecemos?
Em seus dois livros, O Erro de Descartes e O Mistério da Consciência (editados no Brasil pela Companhia das Letras), Damásio descreve como a consciência abriu caminho para uma verdadeira revolução na natureza, tornando possível o surgimento da religião, da moral, da organização social e política, das artes, da ciência e da tecnologia. Ele tenta encontrar as respostas para as questões mais antigas da filosofia pesquisando o que há de mais novo no conhecimento do cérebro. Depois da polêmica em torno da clonagem humana, ele prevê que os debates mais fervorosos da ciência estarão ligados à possibilidade de manipularmos nossas emoções por meio de uma melhor compreensão da mente.

Qual a origem da consciência humana?
A consciência é fruto da necessidade básica de nos mantermos vivos. É claro que, na natureza, existe uma série de organismos simples que vivem de uma forma basicamente automática. Desde que mantenham cuidados básicos, como evitar perigos e adquirir a energia por meio dos alimentos, a vida desses organismos pode ser preservada. Os seres humanos são mais complexos: além de precisarem manter a vida de uma forma simples, eles têm que se adaptar a um ambiente cheio de dificuldades para obter energia e se expõem a inúmeros perigos e oportunidades. Nesse ambiente que não é apenas físico, mas também cultural, precisamos de um sistema complexo de imaginação, criatividade e planejamento. A consciência surge dessa necessidade.

Existe uma primeira forma de consciência?
Uma forma de consciência inicial aparece quando o homem sente que ele é um ser em si mesmo. É difícil encontrar uma palavra, em português, para definir o processo. Chamo essa consciência de self. É ela que faz que não sejamos um robô, uma máquina manipulável. Podemos guiar a imaginação e conduzir a criatividade por meio dessa consciência. Para compreendermos o que é a dor, o sofrimento, e também o prazer das outras pessoas, precisamos antes ter uma idéia de quem somos. E a consciência self é fundamental para que possamos respeitar os outros.

Como o estudo da consciência pode melhorar a vida das pessoas?
Grande parte do sofrimento humano é causado por conflitos das pessoas consigo mesmas. Quando conhecemos mais a natureza biológica do homem, encaramos esses problemas com outro olhar. Se conhecemos os mecanismos que acionam a ansiedade, a tristeza e a alegria, podemos entender melhor como cada pessoa é e evitar certos problemas. Pense nos conflitos religiosos, políticos e de grupos sociais. É claro que há bases econômicas para eles mas acredito que a compreensão das emoções pode ajudar a mudar a maneira pela qual as pessoas tentam resolver essas disputas. Entender a tendência para a violência, para a competição ou o funcionamento do medo é fundamental para o autocontrole. Posso soar otimista, mas acredito que, quando admitirmos que nossa razão é influenciada por essas emoções, o mundo poderá tornar-se melhor.

A compreensão detalhada da consciência não pode nos tornar mais céticos ao descobrirmos, por exemplo, que há, no cérebro, uma região responsável pelo amor ou outra pela fé?
Mesmo que venhamos a compreender a mente com mais profundidade, será muito difícil desvendar mistérios como a origem do universo ou o que faz com que nos apaixonemos por outra pessoa. É possível que nunca cheguemos a desvendar essas questões talvez nosso cérebro não tenha capacidade para compreender certos enigmas...

Como a crença em Deus...
Exatamente. Acho improvável que a neurociência consiga, um dia, apresentar razões para que as pessoas tenham ou deixem de ter fé numa inteligência superior. Elas podem até deixar de acreditar em milagres. Mas a ciência não tem como concluir que o Criador existe ou deixa de existir. A fé e a origem do universo não são problemas científicos passageiros. Mesmo assim, o conhecimento da mente pode mudar a forma como nos relacionamos com a vida. As pessoas tendem a aceitar a morte em função da complexidade do universo. Acho que deveria ser o contrário: constatando como a vida é frágil, podemos dar mais importância a ela e trabalhar para que seja a melhor possível enquanto dure.
A cada ano surgem um novo antidepressivo e drogas que provocam emoções artificiais.

Você acredita que, no futuro, teremos uma droga que possa acabar com as emoções ruins?
Acho que sim. É uma questão importante, que precisaremos discutir cada vez mais. Imagine uma superpopulação tomando Prozac diariamente. Esse grupo de pessoas alteraria um sistema natural e poderia causar diversos problemas é claro que alguns problemas seriam resolvidos, mas as conseqüências da proliferação dessa medicação poderiam levar à ruína de uma sociedade. Tem que haver mais investigação sobre como essas drogas serão usadas. É claro que as pessoas deprimidas devem ser tratadas, mas pode ser um erro tomar o medicamento apenas para inibir a timidez e impulsionar a vida social. A ciência precisa trazer mais informações para que esses temas não sejam discutidos pela simples opinião ou intuição de algumas pessoas.

Chegaremos, um dia, a manipular tão bem as áreas do cérebro que poderemos reproduzir com uma pílula a sensação de voar ou de passear numa montanha russa?
É bem provável que isso seja possível. E, sem dúvida, para a sociedade esse será um assunto tão polêmico quanto o da clonagem genética. Vamos ter que decidir o que deve e não deve ser permitido exatamente como na regulamentação da indústria do cinema e da televisão. Há um ponto em que tanto a criação artística quanto a científica precisam ser filtradas pela sociedade. Mas não podemos deixar que um burocrata decida isso. Quanto mais informações forem divulgadas no futuro, inclusive por meio desta revista, mais condições a sociedade terá para tomar suas decisões.

Que outro tipo de realidade virtual poderá ser criada, no futuro, manipulando o cérebro?
Prefiro não especular, tudo ainda não passa de teoria.

O estudo da consciência humana é um campo da ciência à espera de um novo Newton?
O problema da consciência é um tema complexo, que tem sido mal abordado. É evidente que é necessário avançar muito mais. Acho que meu livro O Mistério da Consciência traz alguns avanços importantes sobre o assunto, mas não devemos ter a ingenuidade de acreditar que tudo está resolvido. Há imensos problemas à espera de mais investigação e trabalho. Nos próximos dez ou 20 anos, talvez seja possível resolver boa parte deles.

Como escrever sobre assuntos tão complexos para o público leigo?
Os temas sobre os quais escrevo são importantes demais para ficarem restritos aos cientistas. Escrever sobre o pâncreas ou o fígado pode ser atraente apenas para os médicos, mas o público tem interesse quando falamos da mente, do pensamento, da emoção e do sentimento. É fantástico o retorno que tenho recebido dos leitores dos meus livros em todo o mundo. Interessados em arte, literatura e cinema dizem que essa pesquisa os ajuda a compreender melhor o que fazem nas suas próprias áreas.

Vídeo – AMOR, MEDO E FELICIDADE - ZYGMUNT BAUMAN


Entrevista exclusiva: Zygmunt Bauman

Depoimento exclusivo em vídeo do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, gravado em sua casa na cidade de Leeds, Inglaterra, no dia 23 de julho de 2011, pela equipe da CPFL e do Fronteiras.

Bauman nos motivou a encarar um grande desafio contemporâneo: entender as mudanças que o advento da modernidade líquida produz na condição humana. E esse desafio orienta a agenda de discussões do café filosófico cpfl, programa no qual repensamos os velhos conceitos que costumavam cercar as narrativas de nossas vidas. Aprendemos com Bauman a tratar com rigor conceitual - reconhecendo a fluidez entre os laços, entre os conceitos e os saberes - temas que ainda não haviam conquistado um estatuto acadêmico claro, como o amor, o medo e a felicidade.

Oferecemos a você este vídeo em que Zygmunt Bauman fala de expectativas para o século XXI, internet, a necessidade de construção de políticas globais, a construção de uma nova definição de democracia, entre outros temas.
 
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AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO EM MASSA, SEGUNDO NOAM CHOMSKY

Noam Chomsky é um dos intelectuais mais respeitados do mundo. Este pensador americano foi considerado o mais importante da era contemporânea pelo The New York Times. 

Uma de suas principais contribuições é ter proposto e analisado as estratégias de manipulação em massa que existem no mundo hoje.

Noam Chomsky ficou conhecido como linguista, mas também é filósofo e cientista político. Ao mesmo tempo, se tornou um dos principais ativistas das causas libertárias. Seus textos circularam pelo mundo e não param de surpreender os leitores.

“Como temos tanta informação, mas sabemos tão pouco?”
-Noam Chomsky-

Chomsky elaborou um texto didático no qual sintetiza as estratégias de manipulação em massa. Suas reflexões a respeito disso são profundas e complexas. No entanto, para fins didáticos, ele resumiu tudo em princípios simples e acessíveis a todos.

1. A distração, uma das estratégias de manipulação em massa
Segundo Chomsky, a mais recorrente das estratégias de manipulação em massa é a distração. Consiste, basicamente, em direcionar a atenção do público para temas irrelevantes ou banais. Desta forma, eles mantêm as mentes das pessoas ocupadas.

Como a mídia nos manipula
Para distrair as pessoas, as deixam cheias de informações. Dá-se uma importância excessiva, por exemplo, a eventos esportivos. Também aos shows, aos programas de TV, etc. Isso faz com que as pessoas percam de vista quais são seus reais problemas.

2. Problema-reação-solução
Às vezes o poder, deliberadamente, deixa de atender ou atende de forma deficiente certas realidades. Eles fazem os cidadãos verem isso como um problema que exige uma solução externa. Eles mesmos propõem uma solução.

Essa é uma das estratégias de manipulação em massa para tomar decisões que são impopulares. Por exemplo, quando querem privatizar uma empresa pública e intencionalmente pioram seu nível serviço. No final, isso justifica a venda.

3. Gradualidade
Esta é outra das estratégias de manipulação em massa para introduzir medidas que as pessoas normalmente não aceitariam. Consiste em aplicá-las pouco a pouco, de forma que sejam praticamente imperceptíveis.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com a redução dos direitos trabalhistas. Em diferentes sociedades têm sido implementadas medidas, ou formas de trabalho, que acabam fazendo com que o trabalhador não tenha nenhuma garantia de segurança social.

4. Deferir
Esta estratégia consiste em fazer os cidadãos pensarem que é tomada uma medida que é temporariamente prejudicial, mas que no futuro pode trazer grandes benefícios para toda a sociedade e, é claro, para os indivíduos.

O objetivo é que as pessoas se acostumem com a medida e não a rejeitem, pensando no suposto bem que ela trará amanhã. Chegado o momento, o efeito da “normalização” já funcionou e as pessoas não protestam porque os benefícios prometidos não chegam.
  
5. Infantilizar o público
Muitas das mensagens na televisão, especialmente da publicidade, tendem a falar ao público como se fossem crianças. Usam gestos, palavras e atitudes que são conciliadas e impregnadas com uma certa aura de ingenuidade.

O objetivo é vencer as resistências das pessoas. É uma das estratégias de manipulação em massa que busca neutralizar o senso crítico das pessoas. Os políticos também empregam essas táticas, às vezes se mostrando como figuras paternas.

6. Recorrer às emoções
As mensagens que são projetadas a partir do poder não têm como objetivo a mente reflexiva das pessoas. O que procuram principalmente é gerar emoções e atingir o inconsciente dos indivíduos. Por isso, muitas dessas mensagens são cheias de emoção.

O objetivo disso é criar uma espécie de “curto circuito” com a área mais racional das pessoas. Com emoções, o conteúdo geral da mensagem é capturado, não seus elementos específicos. Desta forma, a capacidade crítica é neutralizada.

7. Criar públicos ignorantes
Manter as pessoas na ignorância é um dos propósitos do poder. Ignorância significa não dar às pessoas as ferramentas para que possam analisar a realidade por si mesmas. Dizer-lhes os dados anedóticos, mas não deixar que conheçam as estruturas internas dos fatos.

Manter a ignorância também é não colocar ênfase na educação. Promover uma ampla lacuna entre a qualidade da educação privada e da educação pública. Adormecer a curiosidade pelo conhecimento e dar pouco valor aos produtos da inteligência.

8. Promover públicos complacentes
A maioria das modas e tendências não são criadas espontaneamente. Quase sempre são induzidas e promovidas a partir de um centro de poder que exerce sua influência para criar ondas maciças de gostos, interesses ou opiniões.

Os meios de comunicação geralmente promovem certas modas e tendências, a maioria delas em torno de estilos de vida tolos, supérfluos ou até mesmo ridículos. Convencem as pessoas de que se comportar assim é “o que está na moda”.

9. Reforço da auto-culpabilidade
Outra estratégia de manipulação em massa é fazer as pessoas acreditarem que elas, e somente elas, são culpadas por seus problemas. Qualquer coisa negativa que aconteça a elas depende apenas delas mesmas. Dessa forma, são levadas a acreditar que o ambiente ao seu redor é perfeito e que, se ocorrer uma falha, esta é responsabilidade do indivíduo.

Por isso, as pessoas acabam tentando se encaixar e também se sentem culpadas por não obterem muito sucesso. Deslocam a indignação que o sistema poderia provocar para uma culpa permanente em si mesmos.

10. Conhecimento profundo do ser humano
Durante as últimas décadas, a ciência conseguiu reunir uma quantidade impressionante de conhecimentos sobre a biologia e a psicologia dos seres humanos. No entanto, toda essa informação não está disponível para a maioria das pessoas.
Apenas uma quantidade mínima de informações chega ao público. 

Enquanto isso, as elites dispõem de todo esse conhecimento e o usam conforme sua conveniência. Mais uma vez, fica claro que a ignorância facilita a ação do poder sobre a sociedade.

Todas essas estratégias de manipulação em massa têm como objetivo manter o mundo tal como convém para os mais poderosos. Bloquear a capacidade crítica e a autonomia da maioria das pessoas. 

No entanto, depende também de nos deixarmos ser passivamente manipulados, ou oferecermos resistência até onde for possível.
Fonte: A mente é maravilhosa
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SOBRE VISITAS DE EXTRATERRESTRES - Marcelo Gleiser

Será razoável supor que tenham 
feito o esforço para chegar até aqui 
e se esconder como luzes nos céus?

Estou passando a semana na Amazônia como parte das celebrações de dez anos da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa da Amazônia) e a convite da Secretaria do Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Fora o deslumbre da grande diversidade da fauna e flora local, a visita ao encontro das águas do rio Negro e do rio Solimões e um certo choque em ver a enorme industrialização junto aos rios, um assunto que parece ser de grande interesse local é a possibilidade de que misteriosas luzes nos céus sejam espaçonaves de origem extraterrestre.

Vamos investigar a possibilidade de que seres extraterrestres tenham algum interesse pelos céus da Amazônia ou mesmo pela Terra em geral. Antes, um pouco de astronomia.

O grande desafio de viagens interestelares são as distâncias gigantescas. O Sol está a aproximadamente oito minutos-luz da Terra. Ou seja, a luz, viajando a 300.000 km/segundo, demora oito minutos para cobrir os 150 milhões de quilômetros até aqui.

Digamos que queremos visitar o sistema estelar mais próximo da gente, na constelação do Centauro. São quatro anos-luz. Viajando na espaçonave mais veloz que temos, a 50.000 km/h, demoraríamos cerca de 100 mil anos para chegar lá!

Obviamente, se alguma inteligência extraterrestre existe, se desenvolveu tecnologia que não temos a menor ideia do que seja, capaz de viagens próximas da velocidade da luz, e se tem interesse em nos visitar, a viagem demoraria muito tempo. Talvez mandem arcas que viajam por muitas gerações pelo espaço, com vidas inteiras passadas dentro delas. Onde estão?

Será razoável supor que tenham feito esse esforço todo para chegar aqui e se esconder, meras luzes misteriosas nos céus? Em 1950, o físico Enrico Fermi fez um cálculo simples, mostrando que, se inteligências capazes de viagens interestelares existem na nossa galáxia, teriam já tido tempo de sobra para colonizá-la. "Onde estão eles?", perguntou-se.

Esse é o Paradoxo de Fermi: nossa galáxia tem 10 bilhões de anos e 100.000 anos-luz de extensão. Vamos supor que uma inteligência surgiu em algum canto um milhão de anos antes da gente, o que é bem razoável, considerando que a galáxia tem 200 bilhões de estrelas e possivelmente trilhões de planetas e luas.

Esses seres do planeta Yczykx têm espaçonaves que viajam a velocidades de 10% da velocidade da luz. Ou seja, em um milhão de anos, poderiam ter viajado de ponta a ponta da galáxia, incluindo várias passagens pela Terra. Se tivessem surgido não um, mas 10 milhões de anos atrás, poderiam ter colonizado a galáxia inteira. E certamente não nos contataram de forma direta e clara.

Portanto, ou vieram, não gostaram e foram embora, ou estão aqui, mas têm uma tecnologia de invisibilidade que elude nossos sistemas de detecção, ou nos criaram como um experimento genético que seguem de longe, como num zoológico, ou, o que é mais provável, nunca vieram aqui ou vieram e não deixaram nenhum sinal.

Das várias explicações para luzes estranhas nos céus, as mais plausíveis --fenômenos atmosféricos, balões de pesquisa etc.--, mesmo que menos dramáticas, são muito mais realistas.
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A LINDA MENSAGEM DE STEPHEN HAWKING SOBRE A DEPRESSÃO

 Conheça, neste artigo, a inspiradora mensagem de Stephen Hawking sobre a depressão, ensinamentos de uma das mentes mais privilegiadas do nosso tempo. Além de suas importantes contribuições para o mundo da física e a origem do universo, a história da vida dele parece um conto de ficção...CONTINUAR LENDO.

GANHEI CORAGEM - Rubem Alves

“ Mesmo o mais corajoso entre nós 
só raramente tem coragem 
para aquilo que ele realmente conhece”
Nietzsche.

É o meu caso.Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo. Albert Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora quando a coragem chega: “Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos”...CONTINUAR LENDO.

MENTE E MATÉRIA - Marcelo Gleiser

O desafio é que não podemos investigar 
a mente de fora para dentro. 
A mente tem de entender a si própria

Continuando minha discussão sobre as "Três Origens", após a origem da vida e do Universo, hoje trato do tema talvez mais complexo: nossa mente. CONTINUAR LENDO.

O TEMPO E NÓS - Mário Sérgio Cortella

Conversa na frente do elevador (cujo botão de chamada era seguidamente apertado pela mesma pessoa): “Olha, eu tenho um livro pra você ler que é bom demais”! Resposta do outro, preocupado: “É grande”?

Pouco depois, outras pessoas ali mesmo, também apertando o botão com sofreguidão, rola outra conversa: “Descobri um curso para você fazer que é magnífico”! Resposta, com ar franzido: “Demora”?

Não tenho tempo! Esse é quase um brado recorrente. Ora, tempo é questão de prioridade; se digo que não tenho tempo para algo, estou dizendo que aquilo não é prioridade para mim.

Por isso, a questão central não é saber se tenho ou não tempo, mas, isso sim, quais são as minhas prioridades ao viver. Ficar idoso é ter bastante idade e, portanto, avolumar mais tempos; já o envelhecimento vem com vigor quando desistimos de usar o tempo para a fruição, a partilha, o crescimento, e a inovação de si mesma e de si mesmo.

A velhice é uma sensação de que o tempo é algo a ser aguardado na conclusão (o tempo passa...), em vez de usado para reinvenção (vou achar um tempo para isso)...

A velhice é, antes de mais nada, uma desistência.

Em 1924 o estupendo estudioso da cultura brasileira, nosso maior pensador sobre Folclore, o potiguar Câmara Cascudo, publicou pela editora Monteiro Lobato (isso mesmo!) a obra Histórias que o tempo leva; foi seu segundo livro de uma série de dezenas e dezenas que produziu em 88 anos de vida.

Nascido em Natal em 1898 (há pouco mais de 180 quilômetros de Currais Novos, como diria outro potiguar dedicado ao livros, José Xavier Cortez) , tem seu corpo naquela capital sepultado desde 1986.

Cascudo deixou um livro de memórias, O Tempo e Eu, cuja primeira edição é de 1968 (ano simbólico!) e que saiu pela editora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, da qual ele foi professor e cujo Instituto de Antropologia tem seu nome. Obra sólida, marcada não pela nostalgia de “tempos perdidos” mas pela alegria dos “tempos vividos”.

Professor com orgulho, não perdia tempo quando alguém esquecia isso; bastante idoso, irritava-se mais e mais com quem o chamava de folclorista e, em uma entrevista foi direto: “Faço questão de ser tratado por esse vocábulo que tanto amei: professor. Os jornais, na melhor ou na pior das intenções, me chamam folclorista. Folclorista é a puta que os pariu. Eu sou um professor. Até hoje minha casa é cheia de rapazes me perguntando, me consultando”.

Foi um gênio, inclusive no uso do tempo.

Porém, sua genialidade não era unânime dentro de casa. Teve uma cozinheira que trabalhou com ele mais de quarenta anos, pessoa boa e dedicada, que um dia foi abordada perto do fogão por uma visita de Cascudo (em lugar que dava para ver o professor no interior da biblioteca pessoal) e esta comentou “Mas esse homem é um gênio, né”.

A cozinheira disse, sem parar de mexer o pirão de queijo: “Acho não, moço. Faz décadas que estou aqui e vejo ele estudar todo dia por um tempão”...

DEEPAK CHOPRA - Saúde x Qualidade do Pensamento

Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar 
nossa biologia através do que pensamos e sentimos.

Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.

A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse. Suas células estão constantemente processando as experiências e metabolizando-as de acordo com seus pontos de vista pessoais. Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Você se transforma na interpretação quando a internaliza.

Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo – a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptídios na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria. A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido. O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia.

Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse:
- Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos.”

Você quer saber como esta seu corpo hoje?
Lembre de seus pensamentos de ontem.
Quer saber como estará seu corpo amanhã?
Olhe seus pensamentos hoje!” 

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NEUROCIÊNCIA SUPEROU A PSICANÁLIE - Ivan Izquierdo

NEUROCIÊNCIA SUPEROU A PSICANÁLIE - Ivan Izquierdo
A psicanálise foi superada pelos estudos em neurociência...