Mostrando postagens com marcador pesquisa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pesquisa. Mostrar todas as postagens

EM QUE MOMENTO NOS TORNAMOS NÓS MESMOS? - Jéssica Maes

Pare um pouquinho e faça uma comparação entre você mesmo há uma década, e a pessoa que você é agora. As chances são grandes de você achar que, uma década atrás, era alguém muito diferente, que não sabia nada sobre a vida e ainda tinha muito pelo que passar, e que hoje sim você se encontrou e este momento em que vive agora reflete o seu verdadeiro “eu”.

Mas e se fizermos este mesmo exercício de imaginação, só que projetando o futuro? Daqui a dez anos, será que ainda acharemos que nossa versão de 2014 representava a nossa real personalidade? Afinal, em que momento nos tornamos “nós mesmos”?

A equipe de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, decidiu ir a fundo no assunto. Quando o pesquisador Daniel Gilbert recrutou milhares de adultos para realizar este exercício mental, ele descobriu que as pessoas de todas as idades consideram que as suas personalidades, os valores que possuem e seus gostos evoluíram continuamente ao longo de suas vidas.

Agora imagine você mesmo daqui a dez anos. Se você for como os voluntários do estudo de Gilbert, a imagem que você tem na sua mente, hoje em dia, do seu eu futuro é uma pessoa com pouquíssimas diferenças em relação à pessoa que você é atualmente.

Gilbert e seus colegas Jordi Quoidbach e Timothy Wilson concluíram que as pessoas consideram o presente como um momento decisivo em que, finalmente, elas se tornam a pessoa que elas serão para o resto de suas vidas. Caso contrário, dificilmente alguém faria uma tatuagem, ou postaria uma foto do desenho no Facebook.

Esse fenômeno, chamado de “a ilusão do fim da história” (lembram-se da teoria de Hegel?), é generalizado, e pode levar ao que Quoidbach, atualmente professor na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, na Espanha, chama de decisões “abaixo do ideal”.

Para quantificar este efeito, os pesquisadores pediram a um grupo de participantes do estudo para citar o preço que estariam dispostos a desembolsar para adquirir o ingresso para um show de sua banda favorita, levando em consideração que o concerto só aconteceria dali a dez anos – uma forma de identificar o quanto eles esperavam que seu gosto musical permanecesse igual (ou não).

Um segundo grupo teve a tarefa de colocar um valor no ingresso, agora, para ouvir sua banda favorita de dez anos atrás, o que reflete o quanto os seus gostos já mudaram neste período de tempo. A diferença foi de 129 dólares (cerca de 308 reais), estipulados pelos membros do primeiro grupo, contra 80 dólares (191 reais), preço médio que o segundo grupo considerou gastar. Segundo os pesquisadores, é uma medida de quanto nós nos iludimos sobre a estabilidade de nossas personalidades e nossas preferências.

Em 1976, a jornalista estadunidense Gail Sheehy escreveu o livro “Passages” (traduzido para o português como “Passagens – Crises previsíveis da vida adulta” e lançado aqui no Brasil em 1979), um best-seller muito influente que versa sobre os diversos estágios da vida adulta.

Sheehy se lembra de ter entrevistado advogados na faixa dos 30 e início dos 40 anos que trabalhavam incessantemente, sem reservar tempo suficiente para passar com seus familiares e amigos e em detrimento da própria saúde. Já os profissionais em média dez anos mais velhos tinham uma perspectiva muito diferente sobre o que era importante para suas vidas. Se os viciados em trabalho soubessem que tipo de pessoa se tornariam no futuro, será que eles teriam gastado seu tempo de forma diferente, ou teriam dado preferência a outros aspectos da vida?

PESQUISA "PROVA" QUE TEMOS A HABILIDADE DE PREVER O FUTURO

Ponto para a Mãe Dináh: temos sim a habilidade de prever e influenciar eventos futuros antes que eles aconteçam – só não temos total consciência disso.

Ao menos é o que aponta um novo estudo, feito pelo psicólogo Daryl Bem, da Universidade de Cornell, em Nova Iorque (EUA).

Como o cara “provou” isso? 

Ele conta que conduziu nove diferentes experimentos que envolveram mais de mil voluntários. E todos, tirando um, apontaram para a existência de poderes psíquicos. Um dos testes teve três etapas: 
na primeira, estudantes receberam uma lista de palavras para memorizar – as quais tiveram que, na segunda etapa, recordar uma por uma em voz alta. Na terceira parte, receberam uma nova lista, agora com apenas algumas das palavras da seleção original, e tiveram que digitá-las. 

O indício de que eventos futuros já estariam gravados no inconsciente dos voluntários foi que eles se lembraram com mais facilidade, na segunda etapa, justamente das palavras que só depois teriam que digitar.

Em outro experimento, os participantes observaram uma foto de duas cortinas e tiveram que responder, pouco antes de ouvir a resposta, atrás de qual delas havia uma figura erótica escondida. Segundo o pesquisador, eles escolheram a cortina correta “com mais frequência do que pode ser explicado pela coincidência”.

E aí, será? O site New Scientist, o primeiro a contar para a gente sobre o estudo (que permanece inédito, mas deve ser publicado no Journal of Personality and Social Psychology até o fim deste ano) consultou um outro psicólogo, o americano Joachim Krueger, para saber o que ele achava do resultado. O especialista deu a resposta previsível: que afirmar que os humanos têm poderes psíquicos é “ridículo”

Mas, dito isso, admitiu que examinou toda a metodologia do estudo e que “francamente, tudo parece estar no lugar certo”.
Thiago Perin 

TRÊS QUIMERAS HUMANAS JÁ EXISTEM E PODEM ESTAR AÍ DO SEU LADO

Parece assustador pensar em uma quimera humana – um ser com dois tipos de DNA. Mas elas existem e não são, necessariamente, resultado de testes em laboratório.

Quimera foi uma criatura da mitologia grega que possuía cabeça de leão, corpo de cabra e rabo de serpente. Há alguns anos, os cientistas tentam criar, em laboratório, as quimeras. Misturam de tudo: órgãos humanos em outros mamíferos, sangue humano em camundongos ou misturam DNA de plantas. O mais famoso dos quimeristas foi o pesquisador russo, pomólogo e geneticista, Ivan Michurin, que se dedicou à criação de quimeras vegetais.

Recentemente, os pesquisadores concluíram que já existem ao menos três tipos de quimeras humanas – duas naturais e uma artificial.

Tipo 1
A primeira delas foi descoberta por acaso. Quando a norte-americana Lydia Fairchild foi submetida a um teste de DNA para comprovar a maternidade dos filhos, o resultado foi negativo, inclusive para o bebê que ela estava gestando na época. Ela passou, então, por uma série de exames até que os médicos descobriram que Lydia, no estado de embrião, tinha absorvido a sua irmã gêmea, ficando as células desta no seu corpo. Assim, ainda antes de ter nascido, Lydia se tornou uma quimera.

Uma das quimeras humanas naturais que já existem são casos de gêmeos: dois óvulos fecundados podem se fundir num só ou quando gêmeos heterozigóticos trocam células entre si devido à fusão de vasos sanguíneos.

Tipo 2
O segundo tipo de quimera humana natural identificada são mães que absorvem o DNA dos fetos. Um estudo de 2015 sugere que isto acontece em quase todas as mulheres grávidas, pelo menos temporariamente.

Os pesquisadores testaram amostras de tecido dos rins, fígado, baço, pulmões, coração e cérebro de 26 mulheres que morreram tragicamente durante a gravidez ou no prazo de um mês após o parto. O estudo verificou que as mulheres tinham células fetais em todos estes tecidos.

Tipo 3
O terceiro tipo de quimera humana são os casos de transplantes de medula óssea. Durante tais transplantes, uma pessoa terá a sua própria medula óssea destruída e substituída. A medula óssea contém células estaminais que se desenvolvem no sangue. Isso significa que uma pessoa submetida a um transplante de medula óssea terá suas células sanguíneas e mais as células do doador.

Fontes: Scientific American e Sputnik News
Imagem: Sergey Nivens/Shutterstock.com

ORIGEM DA AMIZADE É MAIS ANTIGA DO QUE PENSÁVAMOS.

Assim como os humanos, animais também se beneficiam de possuir amigos. Novos estudos mostram que animais que podem contar com outros – para se coçar, dividir comida ou fazer um gesto de amizade – têm mais chances de se reproduzir e conseguem encarar melhor as doenças.
Isso sugere que a necessidade de confiança e companhia é mais antiga do que pensamos. Se isso for verdade, a amizade pode oferecer vantagens evolucionárias.
“Esse fenômeno está começando a parecer algo muito antigo na evolução, que é dividido por muitas espécies sociais”, afirma a bióloga Dorothy Cheney.
Estudos com macacos, cavalos e chimpanzés mostram que eles são seletivos na hora de escolher com quem passar tempo ou comer. Outro trabalho atual revela que um hormônio de ligação social torna os macacos mais generosos uns com os outros. Pesquisas mostram que fêmeas de elefantes, golfinhos e roedores com boas amigas têm mais chance de ter mais crias e viver mais.
São muitas as linhas de pesquisa. Analisar todos esses fatores pode trazer pistas para a origem e evolução que faz dos humanos seres tão sociais.

Eu te protejo
Os cientistas sabem há tempos que os animais formam laços. Primatas e cavalos que passam mais tempo próximos geralmente são mais amigos e menos agressivos uns com os outros. Chimpanzés e elefantes dividem comida, confortam os machucados e parecem ficar mal quando seus parentes morrem.
Mesmo assim, por décadas, a visão mais comum era de que as interações aconteciam apenas entre os animais muito próximos (familiares). Laços formados entre animais sem parentesco eram supostamente passageiros, realizados para conseguir um benefício imediato. Mas agora os cientistas sabem que isso não é verdade. E evidências indicam que um animal pode fazer algo para ajudar outro, sem ser da família, para receber algum benefício posterior.
Em termos estritamente evolucionários, os parentes se ajudam para promover a sobrevivência do material genético. Mesmo assim várias espécies formam laços com aqueles que não carregam a mesma genética.
Chimpanzés machos formam coalizações, e tomam parte de um lado, mas não de maneira aleatória. Eles ficam junto daqueles que futuramente vão ajudá-los. Um estudo de 2009 mostrou que 22 entre 28 chimpanzés formaram seus laços mais fortes de amizade com um outro com o qual não tinham parentesco, com algumas amizades durando uma década ou mais.
O maior fator para justificar a amizade entre animais – principalmente os machos – é evitar conflitos, e ter mais integrantes para defender o território e o grupo. Mas eles, e nós também, fazemos amigos por outra razão também: porque dá uma sensação boa. Não apenas é relaxante como também dá um efeito positivo na saúde.
Estudos detectaram a ocitocina – um dos hormônios que é secretado em situações prazerosas – nos macacos sociais, que eram também mais generosos com os outros. Mais pesquisas serão feitas ainda, para analisar também o lado neural desse tipo de relação no mundo animal.
Como você pode ver, amizade não é algo apenas humano, mas histórico na natureza. Viva os amigos!
[ScienceNews]

CÉREBRO COMPORTA NO MÁXIMO 150 AMIGOS, DIZ ESTUDO.

Ter amigos só traz benefícios. Quanto mais, melhor. Mas há um limite. Um estudo feito na Universidade de Oxford comparou o tamanho do cérebro humano, mais precisamente do neocórtex (área responsável pelo pensamento consciente), com o de outros primatas. Ele cruzou essas informações com dados sobre a organização social de cada uma das espécies ao longo do tempo. E chegou a uma conclusão reveladora: 150 é o máximo de amigos que uma pessoa consegue ter ao mesmo tempo.

Para que você mantenha uma amizade com alguém, precisa memorizar informações sobre aquela pessoa (desde o nome até detalhes da personalidade dela), que serão acionadas quando vocês interagirem. Por algum motivo, o cérebro não comporta dados sobre mais de 150 pessoas. Os relacionamentos que extrapolam esse número são inevitavelmente mais casuais. Não são amizade. Outros pesquisadores foram além e constataram que, dentro desse grupo de 150, há uma série de círculos concêntricos de amizade: 5, 15, 50 e 150 pessoas, cada um com características diferentes.

O curioso é que esses círculos já haviam sido mencionados por filósofos como Confúcio, Platão e Aristóteles – e também estão presentes em várias formas de organização humana. Na Antiguidade clássica, 5 já era considerado o número máximo de amigos íntimos que alguém poderia ter. Tirando o futebol, 12 a 15 pessoas é a quantidade de jogadores na maioria dos esportes coletivos.

Cinquenta é o número médio de pessoas nos acampamentos de caça em comunidades primitivas (como os aborígenes da Austrália, por exemplo). Cento e cinquenta é o tamanho médio dos grupos do período neolítico, dos clãs da sociedade pré-industrial, das menores cidades inglesas no século 11 e, até hoje, de comunidades camponesas tradicionais como os amish (que dividem uma comunidade em duas quando ela ultrapassa as 150 pessoas). 

Os 150 podem, inclusive, ser a chave do sucesso profissional. Como no caso da Gore-Tex, uma empresa têxtil americana que se divide (e abre uma nova sucursal) cada vez que seu número de funcionários passa de 150 pessoas. A vantagem disso é que todos os empregados se conhecem, têm relações amistosas e cooperam melhor.

 “As coisas ficavam confusas quando havia mais de 150 pessoas”, explicou o fundador da empresa, William Gore, numa entrevista concedida alguns anos antes de morrer, em 1986. E a aposta nesse modelo de organização deu certo. A Gore-Tex virou uma multinacional com US$ 2,5 bilhões de faturamento anual – e é apontada pela revista Fortune como um dos 100 melhores lugares para trabalhar desde que esse ranking começou a ser compilado, em 1984.
Mas, mesmo com tantos exemplos práticos, ninguém sabe explicar por que nosso limite de amizades é de 150 pessoas. Para os cientistas, foi como o cérebro conseguiu construir e administrar o que viria a se tornar, ao longo do tempo, o bem mais importante da espécie humana: a rede social.

Amizade, um círculo finito.
O cérebro comporta no máximo 150 amigos, divididos em grupos:

Íntimos
5 amigos – São os íntimos, com quem você mais fala – e não hesitaria em ligar de madrugada ou pedir dinheiro emprestado. Para Aristóteles, 5 era o número máximo de amigos verdadeiros.

Grupo de empatia
15 amigos – São pessoas bastante importantes para você – se alguma delas morresse amanhã, você ficaria muito triste. Este grupo pode incluir gente do trabalho ou amigos de amigos.

Número típico
50 amigos – É o número de amizades mantidas pela maioria das pessoas, e também o tamanho médio dos agrupamentos humanos primitivos (como bandos de caça).

Limite
150 amigos – Máximo que o cérebro consegue administrar ao mesmo tempo. São as pessoas cujos nomes, rostos e características você consegue memorizar e acionar caso seja necessário.

Anúncio

Anúncio

NEUROCIÊNCIA SUPEROU A PSICANÁLIE - Ivan Izquierdo

NEUROCIÊNCIA SUPEROU A PSICANÁLIE - Ivan Izquierdo
A psicanálise foi superada pelos estudos em neurociência...