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A CASA ENCANTADA - Contos do Leblon - Edmir Saint-Clair



Um livro de Crônicas e contos que são interligados pelo cenário, o bairro do Leblon. São contos de ficção e crônicas, onde as memórias históricas do bairro estão fortemente presentes. O Incêndio da favela Praia do Pinto, as festas de clubes que marcaram uma época e o modo de vida de um bairro quase que exclusivamente residencial, pé explosão de popularidade. O Leblon pré-novelas do Manuel Carlos. Contos e crônicas onde somos levados a refletir sobre racismo, preconceito, solidão, amizade, descobertas e experiências de criança, de adolescente e, por fim, de um jovem adulto. A relação com cotidiano do bairro. 
O autor é nascido no bairro e um conhecedor de sua história. Clipper, Pizzaria Guanabara, BB Lanches, Jobi, Bracarense e outros lugares típicos do Leblon são os palcos de muitas dessas histórias. 
Uma leitura leve e divertida que também informa e faz pensar.





Copyright © 2019 Edmir Saint-Clair
Todos os direitos reservados.
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DOCUMENTÁRIO - UM VÍRUS CHAMADO MEDO

Neste curto (mas impactante) documentário, o cineasta Ben Fama Jr. reúne especialistas – entre eles o célebre biólogo Richard Dawkins – para falar sobre como o medo acompanhou a humanidade desde os seus primórdios.

LEGENDAS EM PORTUGUÊS.



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Contos, Crônicas e Poesias







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IMAGINAÇÃO: UMA FACA DE DOIS GUMES - Edmir Saint-Clair

 

Segundo Platão, existe um plano das idéias.

Toda realidade que percebemos é um reflexo dessas idéias.

O plano das idéias é onde se origina uma das faculdades mentais que nos diferenciam de outras espécies, a imaginação. A capacidade de “vermos” com a mente coisas que não, necessariamente, existem no plano real, naquele momento. É a capacidade de projeção de algo ou situação abstrata.

Criatividade x Fantasia?

A criatividade é ativa, a fantasia é passiva. Ambas fazem parte do plano das idéias e são derivadas da nossa faculdade de imaginar coisas.

São as duas faces de uma mesma moeda, com uma diferença fundamental: não tem o mesmo valor quando se trata de produzir algo novo.

O lado positivo da imaginação produz a criatividade, que se manifesta na ânsia de viabilização daquilo que foi imaginado, resultando em sua realização efetiva.

A criatividade pressupõe um projeto de amanhã. Evolui, torna- se um trabalho e realiza-se.

A fantasia, apesar de muitas vezes festejada, tem um aspecto bastante negativo; nem sempre evolui para ser um projeto de construção de um amanhã. Muitas vezes pode substituir, perigosamente, o processo trabalhoso dessa construção e ir direto para o estado de prazer imediato que a fantasia pode proporcionar. Para quem não acredita no próprio potencial de realização, a fantasia é tudo que resta. A fantasia busca o prazer imediato, busca apenas um alívio, um caminho mais fácil.

 Ela não pensa em construir sua própria realização, apenas sonha inconsequente.

A fantasia, quando é levada apenas como brincadeira, um recreio da mente, é muito saudável. É normal fantasiarmos ser um pop-star ou um ídolo famoso. Quem nunca se apresentou para um maracanãzinho lotado, aplaudindo de pé, enquanto cantava embaixo do chuveiro?

Enquanto a fantasia ficar no plano da brincadeira, da diversão e do prazer, ela servirá plena e saudavelmente a sua natureza, que é realizar-se em si mesma.

Mas, sozinha ela não atende às nossas necessidades básicas de sobrevivência.

Nossa mente é palco constante de ambigüidades traiçoeiras. A partir do poder de imaginar, tanto podemos evoluir na direção da imaginação criativa quanto para a fantasia paralisante. Via de regra, desenvolvemos as duas vertentes, de modo que, no início do processo imaginativo, fica muito difícil prever para que direção aquele pensamento irá pender. No nascedouro das idéias, elas não tem diferença alguma, são a mesma coisa: nossa mente abstraindo e paramaterializando uma projeção. Somos capazes de imaginar eventos bastante complexos.

O destino que damos a nossa imaginação é o que faz toda a diferença.

Podemos arregaçar as mangas e tentar produzir o que imaginamos ou podemos nos sentar e ficar fantasiando como seria bom se aquilo se realizasse como ficaria feliz, famoso, bonito, rico e tudo que poderia usufruir como conseqüência. A fantasia, nesses casos, pode alcançar estágios perigosos e delirantes, principalmente, em indivíduos com uma realidade já fragilizada.

O interessante dessa história, é que, quando bem dosada, a fantasia pode ser um elemento propulsor da imaginação. Assim como imaginar criativamente, fantasiar os resultados também faz parte do mecanismo de motivação pessoal. Se for encarada como uma das possíveis conseqüências de um processo, será saudável. Mas, caso se torne o único evento derivado da imaginação, será infrutífero e inócuo. Muitas vezes, chegando a se tornar extremamente danoso e doentio.

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CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - O Deus de Cada Homem


Quando digo “meu Deus”,
afirmo a propriedade.
Há mil deuses pessoais
em nichos da cidade.

Quando digo “meu Deus”,
crio cumplicidade.
Mais fraco, sou mais forte
do que a desirmandade.

Quando digo “meu Deus”,
grito minha orfandade.
O rei que me ofereço
rouba-me a liberdade.

Quando digo “meu Deus”,
choro minha ansiedade.
Não sei que fazer dele
na microeternidade.
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REGINA BRETT - 45 LIÇÕES QUE A VIDA ME ENSINOU

 

Pesquisamos sobre a autora deste texto 
que corre pela internet.
 Descobrimos que ela não tem 90 anos de idade 
e, sim, 64 anos. 
O que não altera em nada o conteúdo de suas idéias.

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É o texto mais solicitado que eu já escrevi.
Meu hodômetro já passou dos 90 anos(em maio de 2011)*, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa;
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno;
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém;
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Cultive suas relações com seus amigos, familiares e seus pais, pois são eles que, com certeza, cuidarão de você quando você precisar;
5. Partilhe seus bens, dons e talentos, porque tudo que você der receberá voltará;
6. Você não tem que vencer todas as discussões. Concorde para poder discordar;
7. Chore com alguém. É muito melhor do que chorar sozinho.
8. Pode ficar bravo com Deus. Ele suporta isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar seus filhos verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, nunca aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é o quanto você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se colocássemos nossos problemas em uma caixa e pudéssemos troca-los pelos dos outros, vendo-os como eles realmente são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não vem embrulhada nem com um laço, mas ainda assim é um presente."

*Regina Brett escreveu este artigo em Maio de 2006, quando acabara de completar 50 anos de idade.

 
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ESTRAGOU A TELEVISÃO - Luis Fernando Verissimo


― Iiiih...
― E agora?
― Vamos ter que conversar.
― Vamos ter que o que?
― Conversar. É quando um fala com o outro.
― Fala o que?
 ― Qualquer coisa. Bobagem.
― Perder tempo com bobagem?
― E a televisão o que é?
― Sim, mas aí é a bobagem dos outros. A gente só assiste. Um falar com o outro,assim, ao vivo... Sei não...
― Vamos ter que improvisar nossa própria bobagem.
― Então começa você.
― Gostei do seu cabelo assim.
― Ele está assim há meses, Eduardo. Você é que não tinha...
― Geraldo.― Hein?― Geraldo. Meu nome não é Eduardo, é Geraldo.
― Desde quando?
― Desde o batismo.
― Espera um pouquinho. O homem com quem eu casei se chamava Eduardo.
― Eu me chamo Geraldo, Maria Ester.
― Geraldo Maria Ester?!
― Não, só Geraldo. Maria Ester é o seu nome.
― Não é não.
― Como, não é não?
― Meu nome é Valdusa.
― Você enlouqueceu, Maria Ester?
― Por amor de Deus, Eduardo...
― Geraldo.
― Por amor de Deus, meu nome sempre foi Valdusa. Dusinha, você não se lembra?
― Eu nunca conheci nenhuma Valdusa. Como é que eu posso estar casado com uma mulher que eu nunca... Espera. Valdusa. Não era a mulher do, do... Um de bigode.
― Eduardo.
― Eduardo!― Exatamente. Eduardo. Você.
― Meu nome é Geraldo, Maria Ester.
― Valdusa. E, pensando bem, que fim levou o seu bigode?
― Eu nunca usei bigode!
― Você é que está querendo me enlouquecer, Eduardo.
― Calma. Vamos com calma.
― Se isto for alguma brincadeira sua...
― Um de nós está maluco. Isso é certo.
― Vamos recapitular. Quando foi que nós casamos?
― Foi no dia, no dia...
― Arrá! Está aí. Você sempre esqueceu o dia do nosso casamento. Prova de quev ocê é o Eduardo e a maluca não sou eu.
― E o bigode? Como é que você explica o bigode?
― Fácil. Você raspou.
― Eu nunca tive bigode, Maria Ester!
― Valdusa!
― Está bom. Calma. Vamos tentar ser racionais. Digamos que o seu nome sejamesmo Valdusa. Você conhece alguma Maria Ester?
― Deixa eu pensar. Maria Ester... 
Nós não tivemos uma vizinha chamada MariaEster?
― A única vizinha que eu me lembro é a tal de Valdusa.
― Maria Ester. Claro. Agora me lembrei. E o nome do marido dela era... Jesus!― O marido se chamava Jesus?
― Não. O marido se chamava Geraldo.
― Geraldo...
― É.
― Era eu. Ainda sou eu.
― Parece...
― Como foi que isso aconteceu?
― As casas geminadas, lembra?
― A rotina de todos os dias...
― Marido chega em casa cansado, marido e mulher mal se olham...
― Um dia marido cansado erra de porta, mulher nem nota...
― Há quanto tempo vocês se mudaram daqui?
― Nós nunca nos mudamos. Você e o Eduardo é que se mudaram.
― Eu e o Eduardo, não. A Maria Ester e o Eduardo.
― É mesmo...
― Será que eles já se deram conta?
― Só se a televisão deles também quebrou.
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A Casa Encantada - Contos do Leblon - R$12,99

RACISMO AQUI NÃO!

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