TRAUMA TEM CURA

Para realizar um atendimento terapêutico com o cliente traumatizado é essencial “criar um ambiente um ambiente de segurança, uma atmosfera que transmita amparo, esperança e possibilidade”.

Ajudá-lo a ouvir a voz sem palavras do próprio corpo e torná-lo apto a sentir suas”emoções de sobrevivência” de raiva e pavor sem deixar que estes estados se apoderem dele.

O trauma não reside no acontecimento externo que induz dor física e emocional, nem mesmo na própria dor, mas no fato de nos aprisionarmos a reações primitivas a fatos dolorosos. O trauma acontece quando somos incapazes de liberar energias bloqueadas, de nos mover de forma plena pelas reações físicas/emocionais à experiência dolorosa. Trauma não é o que nos acontece, mas o que retemos dentro de nós na ausência de uma testemunha empática.

A maioria das pessoas pensa no trauma como um “problema mental”, ou como um “distúrbio cerebral”.Entretanto, o trauma é algo que acontece também no corpo.Na verdade, ele acontece primeiramente no corpo.Os estados mentais associados ao trauma são importantes, mas secundários.O corpo começa e a mente acompanha.Conseqüentemente, as curas pela fala que envolvem somente o intelecto ou as emoções não atingem a profundidade necessária.

Nós terapeutas, precisamos ser capazes de reconhecer os sinais psicoemocionais e físicos do trauma “congelado” no paciente. Portanto é necessário ouvir a “voz sem palavras” do paciente.Ajudá-lo a desenvolver a consciência e domínio de suas sensações físicas e de seus sentimentos.A chave da cura está no ato de” decifrar esse reino não verbal”.
Fonte:Uma Voz sem Palavras –Peter A. Levine
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O MEDO DA FELICIDADE – Flávio Gikovate

Venho tratando desse tema desde o final dos anos 1970 e ele surgiu em minha mente de uma forma estranha e surpreendente: de repente percebi que as pessoas, ao se apaixonarem, passavam a viver em estado de alarme, muitas vezes em pânico, como se algo de terrível estivesse para lhes acontecer.

Dormiam mal, perdiam o apetite, viviam obcecadas, pensando compulsivamente no que estava lhes acontecendo, querendo saber o tempo todo do amado e se ele ainda estava lá pronto para dar continuidade ao relacionamento.

Isso, em princípio, não fazia o menor sentido, pois afinal de contas se apaixonar era o anseio máximo daquelas pessoas que, depois, por motivos duvidosos, acabavam por se afastar de seus amados como que para se livrar desse estado de espírito próprio de quem vive num campo de batalha e pode ser alcançado por uma bomba a qualquer momento.

Percebi depois que a sensação de iminência de tragédia também se manifesta quando uma pessoa obtém um resultado excepcional em seu trabalho, em suas atividades esportivas, em seus ganhos financeiros… Ou seja, sempre que acontece alguma coisa muito boa, as pessoas passam a se sentir ameaçadas, como se elas aumentassem as chances do acontecimento de alguma desgraça.

Bem mais tarde constatei que esse mesmo tipo de sensação está na raiz de todo ritual supersticioso, presente em quase todos nós e tão antigo quanto as mais antigas civilizações: quando questionadas acerca de como estão indo as coisas, respondem que estão indo bem e imediatamente batem na madeira, como que se protegendo contra a inveja dos humanos e a ira dos deuses.

O medo da inveja, do “olho gordo”, estava presente no Egito antigo, em que as mulheres estéreis eram proibidas de olhar o ventre das que estavam grávidas, porque isso seria nocivo ao feto.

O medo da felicidade tem uma correlação direta com nossas tendências destrutivas: ao nos depararmos com a aflição que o sucesso provoca, tendemos a estragar uma parte do que conquistamos com a finalidade de preservar o principal: tendemos a raspar o paralama do carro novo para, com isso, diminuir a felicidade por ter podido adquiri-lo!

Muitos dos que tomam uma porção de pinga num bar despejam uma pequena parte – “para o santo” – e isso parece ser uma espécie de pagamento feito à divindade para que possam se deliciar com aquele prazer e bem-estar.

Freud, para tentar explicar nossas tendências agressivas e autodestrutivas acabou por formular a hipótese de que existe em nós uma “pulsão de morte”, um impulso permanente e definitivo que opera contra nós.

Penso que os mecanismos que sabotam nosso bem-estar são indiscutíveis, mas não concordo com a ideia de que possuímos uma força que nos impulsiona na direção da morte.

Tenho pensado cada vez mais no nascimento como um evento marcante e extremamente traumático, seguindo os passos de um psicanalista, discípulo e depois dissidente de Freud, que foi O. Rank. Para ele, o nascer é uma transição para pior, a “expulsão do paraíso” que correspondia à simbiose materno-fetal.

A ruptura dramática dessa condição de harmonia é vivenciada como um estado de pânico, manifesto claramente no rosto do que acaba de nascer. Assim, nosso primeiro registro cerebral é o da harmonia e o seguinte corresponde à dor da ruptura e o surgimento da sensação de desamparo que, de alguma forma, irá nos acompanhar por toda a vida.

Prefiro atribuir a essa vivência traumática, que se fixa em nossa mente de forma definitiva, a existência de tendências sabotadoras de nosso bem-estar e que nos acompanham por toda a vida.

Penso na formação de uma espécie de reflexo condicionado, de modo que, ao nos aproximarmos de um estado de harmonia e bem-estar semelhante ao que experimentamos no útero – e nada é mais parecido com isso do que o aconchego que acompanha um encontro amoroso de qualidade – imediatamente nos sentimos ameaçados, como se outra vez uma hecatombe viesse a nos atormentar; agora pensamos que a harmonia irá nos trazer a morte, destruindo nossa recém conquistada felicidade. Associamos a paz uterina à sua destruição, de modo que tememos o estar bem por temermos suas consequências nefastas.

A lógica dos processos psíquicos é peculiar, de modo que deve ser procurada de uma forma própria.

Se perguntarmos às pessoas que nunca se viram numa situação de grande felicidade se elas sentiriam medo, é claro que a maioria delas responderia negativamente. Porém, a verdade é que esse medo é universal e nunca conheci alguém que não o tivesse em alguma dose.

Aprender a conviver com ele e a não fugir das situações em que ele aparece corresponde a um ato de coragem adequado. Afinal de contas, apesar da aparência, felicidade não mata!
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ABUSO DO ÁLCOOL AUMENTA O RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DA DEMÊNCIA - Sérgio Matsuura

Estudo indica que alcoolismo
aumenta em três vezes o risco de demência

O consumo crônico e em excesso do álcool não faz mal apenas ao fígado, mas também ao cérebro, revela estudo publicado esta semana na revista “Lancet Public Health”. 

Os resultados indicam que o abuso de bebidas alcoólicas está associado com risco três vezes maior de demência, tornando o alcoolismo no principal fator para o declínio cognitivo que pode ser controlado pela alteração no estilo de vida. Por esse motivo, os pesquisadores sugerem a implementação de políticas para o diagnóstico e o tratamento precoce dessa parcela da população para reduzir casos futuros da doença.

— O vínculo entre a demência e desordens no uso do álcool precisa de mais estudos, mas provavelmente é resultado de danos estruturais e funcionais permanentes no cérebro decorrentes da bebida — apontou Michaël Schwarzinger, pesquisador da Rede Interdisciplinar de Economia da Saúde da França e autor principal do estudo. — As desordens do uso do álcool também aumentam os riscos de pressão alta, diabetes, derrame, fibrilação atrial e insuficiência cardíaca, que podem, por sua vez, aumentar o risco de demência vascular. 

Por fim, a bebida em excesso está associada com o tabaco, a depressão e a baixa escolaridade, que também são fatores de risco para a demência.

Na pesquisa, os cientistas consideraram os 57.353 casos de demência precoce — em indivíduos com menos de 65 anos — diagnosticados pelo sistema de saúde público francês entre 2008 e 2013. Deles, 39% foram atribuídos a danos cerebrais relacionados com o consumo do álcool. Além disso, 18% dos pacientes sofriam de alcoolismo. No total, as desordens relacionadas ao uso do álcool estão associadas a um risco três vezes maior de desenvolvimento da demência.

Os pesquisadores ressaltam ainda que o alcoolismo está associado com todos os outros fatores de risco independentes para o desenvolvimento da demência, como fumo, pressão alta, diabetes, baixos níveis de escolaridade, depressão e perda de audição. 

A definição de consumo crônico e em excesso do álcool seguiu recomendações da Organização Mundial da Saúde, que classifica a desordem com o consumo diário de mais de 60 gramas de álcool para homens — cerca de seis drinques — e de mais de 40 gramas para mulheres — cerca de quatro drinques.

— Nossas descobertas sugerem que o peso da demência atribuída a desordens no uso do álcool é muito maior do que se pensava, apontando que o abuso da bebida deve ser considerado como um grande fator de risco para todos os tipos de demência — comentou Schwarzinger. — Várias medidas são necessárias, como a redução da disponibilidade das bebidas, o aumento dos impostos e a proibição da publicidade do álcool, junto com o diagnóstico e o tratamento precoce do alcoolismo.

CONTROVÉRSIA SOBRE CONSUMO MODERADO

A relação entre o consumo de álcool e o declínio cognitivo é tema controverso entre os cientistas. Estudos anteriores já haviam indicado que o abuso da bebida aumentava o risco de demência, mas não tanto quanto o apontado pela pesquisa francesa. Por outro lado, outros estudos indicam que o consumo moderado de vinho tinto pode prevenir a demência.
— À primeira vista, os resultados podem parecer inconsistentes com outros estudos, incluindo alguns que se tornara, notícia recentemente, de que o consumo moderado do álcool está associado com uma melhor “saúde cognitiva” — analisou Matt Field, professor da Universidade de Liverpool não envolvido na pesquisa. — Mas esses resultados podem ser conciliados porque existe uma grande diferença entre consumo leve e moderado e o alcoolismo.

Contudo, Sara Imarisio, diretora de pesquisas no instituto Alzheimer’s Research, no Reino Unido, alerta que existem estudos apontando que até mesmo o consumo moderado pode ter um impacto negativo na saúde do cérebro.

— As pessoas não devem ficar com a impressão que apenas beber até ser hospitalizado carrega o risco — destacou Sara. — Apesar de não existir uma forma de prevenir completamente a demência, as melhores evidências atuais indicam que assim como cortar a bebida, estar fisicamente e mentalmente ativo, comer uma dieta saudável e balanceada, não fumar e manter o peso, o colesterol e a pressão em dia são bons caminhos para garantir a saúde do cérebro com a idade.

Para Robert Howard, pesquisador da Universidade College London, o mais surpreendente do estudo “foi o longo tempo que levamos para reconhecer que o abuso e a dependência do álcool são fatores de risco potentes para o desenvolvimento da demência”.

— Nós sabemos há tempos que o álcool é neurotóxico, que a deficiência de tiamina nos alcoólatras prejudica a memória, que condições relacionadas ao álcool, como cirrose e epilepsia, podem danificar o cérebro e que o dano vascular cerebral é acelerado pelo álcool — comentou Howard.

 — Surpreendentemente, tradicionalmente nós não consideramos o álcool e seu abuso como um fator de risco importante para a demência e estávamos claramente errados nisso.
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PESSOAS EMOCIONALMENTE EQUILIBRADAS

Muitas pessoas se sentem incapazes 
de lidar com suas emoções.

Sentem-se excessivamente sensíveis e temem experimentar emoções fortes. Encontrar o equilíbrio emocional não tem que ser um trabalho árduo - é simplesmente sobre como identificar onde precisamos fazer pequenas mudanças internas que nos ajudarão a lidar melhor.

Aqui estão alguns hábitos que lhe trarão equilíbrio emocional feliz:

Lidando com suas próprias emoções
Uma reação é uma explosão de emoção quente, no momento, que geralmente é impulsionada pelo nosso ego (portanto, é mais provável que reajamos quando estamos desconectados de nós mesmos). Pode durar apenas uma fração de segundo antes que nossa intuição chute e ofereça alguma perspectiva, ou pode levar até um ponto em que agimos sobre ela. Quando nos sentimos mal depois de lidar com uma situação ou pessoa, isso é um sinal de que reagimos ao invés de responder. Responder vai deixar você se sentir como você tratou as coisas com integridade e respeito.

Honrar a realidade de suas emoções.
Quando estamos aqui e agora, é muito mais fácil lidar com emoções e vê-los como apenas isso: emoções. Se nos apanharmos no futuro ou no passado, as emoções e situações podem assumir novos significados (e falsos) à medida que se tornam apegados a histórias.

Por exemplo, imagine que você é recusado por um emprego. Naturalmente você está decepcionado. Se você não está presente com a emoção e experimentá-lo no momento em que a mente mergulha de volta para seu passado para todas as outras vezes que você se sentia assim. Agora você se sente como um fracasso e começar a levar um sentimento de indignidade em todas as outras entrevistas. Quando ficamos presentes, estamos capacitados para começar de novo a cada momento e podemos ver cada situação com perspectiva.

Olhar para dentro e ter verdadeira compaixão
Faça uma grande lista de todas as coisas que fazem você se sentir bem, e fazer pelo menos uma coisa sobre ele todos os dias. Grande ou pequeno, não importa! Fazer algo que nos faz sentir incríveis é um ato de amor-próprio - é tão simples! Este pequeno esforço reduz os níveis de estresse e nos faz sentir capazes e confiantes.

Ao invés de esperar por outras pessoas ou circunstâncias para nos fazer sentir bem, praticar auto-amor é tudo sobre capacitar-nos a sentir como queremos sentir, o tempo todo.

Estar sempre em movimento.
Quando estamos nos sentindo, estressados ​​ou ansiosos, uma das melhores maneiras de sair da nossa cabeça e reconectado com nós mesmos é o movimento - especialmente o movimento livre. É muito raro mover os nossos corpos de uma forma que é totalmente grátis! Coloque em alguma música e dar-lhe um ir sempre que você se sentir como se estivesse em um pouco de um funk. Ele vai se sentir estranho no início, para fazer uma lista de músicas que você pode apenas ajudar, mas boogie. Faça movimento (de qualquer tipo) parte de seu ritual diário de cuidar do seu bem-estar emocional.

Gratidão como um bônus
Praticar gratidão é super solidário para o nosso bem-estar emocional, porque ela desloca o nosso foco para o bem em nossas vidas, e treina até procurar os pontos positivos em cada situação. Ela nos dá apreciação por tudo o que temos em vez de ficar preso com o que está faltando. Para cultivar a gratidão, tente compartilhar três coisas que você é grato por cada dia com seu parceiro, família ou companheiros de casa durante o jantar ou antes de dormir. Você também pode escrever uma lista de gratidão em seu diário ou fazer uma lista de gratidão para ir acompanhando e ticando no papel com o que você está grato por ela todos os dias.

Cuidar do nosso bem-estar emocional nos ajuda a tirar o máximo proveito da vida. Quando nos sentimos emocionalmente equilibrados, nos sentimos mais centrados e conectados à nossa intuição. Nós nos tornamos mais produtivos, melhores na tomada de decisões, mais presentes, e na melhor versão de nós mesmos.
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O QUE É BOM ESCLARECER AO COMEÇAR UM RELACIONAMENTO AMOROSO?

Quando você começar um relacionamento amoroso, é melhor falar de certos aspectos importantes, especialmente para evitar surpresas desagradáveis no futuro. 

Então, é muito bom abrir e definir os canais de comunicação; dessa forma você estabelecerá os pilares para que permaneçam ativos durante todo o relacionamento.

São muitos os assuntos importantes e a melhor coisa é esclarecê-los quando o relacionamento está começando. Fazer isso irá ajudá-lo a conhecer melhor a pessoa com quem está, e também a perceber se existem diferenças passíveis de superação ou irreconciliáveis. Em consultas tenho visto casos de casais que se separam porque não esclareceram os assuntos que mais lhes importavam no início do relacionamento e que se sentiam abatidos, já não apenas pelo final do relacionamento, mas por não ter identificado estas diferenças antes.

Se a outra pessoa gosta de você, enquanto ela tenta conquistá-lo, é provável que oculte alguma coisa ou procure mostrar o melhor de si. Depois se mostrará como ela realmente é. E as pessoas não mudam (ou pelo menos não mudam muito)! Se falarmos francamente sobre alguns assuntos, é mais provável que as premissas do relacionamento sejam mais sólidas e duradouras.

“Nunca seremos o companheiro perfeito, 
o cartão postal, se não formos capazes 
de aceitar que só na aritmética 
o dois nasce do um mais um.”
-Julio Cortázar-

Assuntos importantes ao iniciar um relacionamento amoroso
Fale sobre a sua filosofia de vida e visão de futuro
Fale da sua visão de mundo, das suas ideias políticas e religiosas. Os seus projetos de trabalho e de vida, por exemplo, se você moraria em outro país. Também, mesmo que seja um pouco difícil e desconfortável, fale do casamento e dos filhos, inclusive você pode falar de como gostaria de criá-los, embora não seja preciso chegar a um acordo em tudo. Talvez na conversa surjam interrogações nas quais, até o momento, você não tinha nem pensado.

Mais duas dicas: este tipo de conversa não é apenas útil para conhecer o outro, mas também pode ser para conhecer a si mesmo. Por outro lado, é importante se mostrar aberto e respeitoso quando tiver este tipo de conversa, mas também sincero e coerente com o que você pensa.


Fale da sua infância e do seu passado
Compartilhar lembranças divertidas é uma forma de passar tempo juntos. O primeiro amor, a primeira bebedeira, alguma travessura, etc. Não tenha medo de contar lembranças dolorosas ou vergonhosas, falar se você sofreu algum abuso ou alguma coisa que lhe deixou marcas. Mostrar vulnerabilidade pode levar o outro a se sentir seguro para mostrar também as suas.

Aqui você pode aproveitar para falar de relacionamentos passados, sempre com respeito e contando somente os detalhes necessários. As traições são um assunto delicado, mas que é importante abordar. Começar um relacionamento ocultando informação pode ser muito prejudicial. Tanto se você sofreu uma traição como se você foi infiel, é importante falar disso com seu companheiro e lhe contar os motivos e sentimentos em torno desta situação.

Fale sobre sexo
Procure fazer isso em um ambiente relaxado e privado, já que é um tema delicado que às vezes pode ser desconfortável, principalmente quando o relacionamento amoroso está começando e a confiança ainda não é muito sólida. O sexo é uma parte importante do relacionamento e a comunicação nesta área é fundamental. Portanto, não é bom encarar este tema como um tabu.

Fale das suas fantasias, do que você gosta e do que você não gosta, e também se você gostaria de experimentar coisas novas. Falar sobre sexo pode aumentar a intimidade. É um tema íntimo e é melhor que fique entre vocês, e que exista sempre o respeito.

Fale sobre dinheiro, dívidas e problemas legais
Diga quanto você ganha e quanto gasta por mês, se está economizando para alguma coisa em especial ou se gosta de viajar ou comer fora, etc. Também se você tem alguma poupança, ou dívidas; é importante falar disso para evitar que o companheiro fique sabendo por outras pessoas e tenha uma decepção. Se você tem ou já teve algum problema legal, é importante falar deste assunto e evitar que estas coisas apareçam de surpresa.

Quando a gente começa um projeto de vida, todas as decisões (incluídas as relacionadas ao dinheiro, principalmente se for dinheiro em comum) precisam ser faladas e tomadas em conjunto. É importante que ambos estejam de acordo com o que irão fazer e que ninguém tome decisões sem consultar o outro.

Converse sobre família e amigos
Este assunto é muito delicado. Não recomendo que divida com seu companheiro opiniões sobre a família dele(a) ou conflitos que você tem com a sua própria. Também não recomendo que você compartilhe com a sua família os problemas do casal. É um assunto privado, a família sempre irá assumir o seu lado e quando o problema for solucionado podem ficar com rancor pelas faltas que talvez você já tenha perdoado.

É fundamental selecionar a informação familiar que compartilhamos com nosso companheiro, assim como a informação do casal que compartilhamos com nossas famílias. Não costuma ser necessário mentir, mas sim ser seletivos e cuidadosos com a informação que compartilhamos.

Os amigos são outro assunto, alguns casais acreditam que seus companheiros passam muito tempo com seus amigos ou que alguns amigos são uma má influência. Fale de suas amizades e das amizades do seu companheiro, sempre com respeito e não se coloque na desconfortável situação de dizer, “meus amigos ou meu companheiro”. Respeite o tempo que a pessoa passa com seus amigos, procure encontrar um equilíbrio e tudo será mais fácil.

Fale das coisas que incomodam você
Este é um ponto muito importante desde o início; não evite assuntos por temor de se transformarem em briga. Falar sobre sentimentos e sensações é um grande ponto de partida para uma comunicação aberta e sincera. Procure fazer isso de um jeito tranquilo e respeitoso, sem usar palavras que possam ofender o outro. Um relacionamento amoroso e um projeto de vida requerem um trabalho constante, que expressemos nossas necessidades, desejos e que esclareçamos, o quanto antes, aspectos que não nos agradam.

Estes assuntos são fundamentais no início de um relacionamento amoroso, mas não por isso devem ser vistos como algo encerrado e sepultado. Será bom voltar a estes assuntos sempre que houver uma mudança ou que surgir alguma dúvida.

“O casamento é 97% conversa.”
-Oscar Wilde-
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BEBER MAIS DE SETE LATAS DE CERVEJA POR SEMANA REDUZ EXPECTATIVA DE VIDA – Clarissa Pains

Estudo com 600 mil pessoas de 19 países 
mostra que limites recomendados 
de consumo vão além do ‘saudável’

Cinco taças de vinho ou sete latas de cerveja tipo pilsen tradicional por semana. Deveria ser essa a quantidade máxima de ingestão de bebidas alcoólicas para evitar risco de doenças cardiovasculares, conclui um estudo liderado por pesquisadores britânicos e publicado nesta quinta-feira na revista científica “The Lancet”.

Ao analisar dados de quase 600 mil pessoas de 19 países, os autores observaram que aquelas que bebem mais do que 100g de álcool semanalmente — o que equivale a essas sete latas de cerveja pilsen — têm uma expectativa de vida significativamente mais baixa que as que bebem menos que isso. Para quem bebe entre 100g e 200g, a expectativa é de morrer seis meses antes do que se esperaria, e esse índice só se agrava à medida que o consumo de álcool aumenta. Entre as pessoas que bebem mais de 350g por semana, há uma redução de até cinco anos na expectativa de vida.

A partir desses dados, uma das principais interpretações trazidas pelo estudo é que os limites de álcool recomendados mundo afora deveriam ser reduzidos. As diretrizes em países como Itália, Portugal e Espanha, por exemplo, são quase 50% mais altas do que os 100g usados como referencial na pesquisa. Nos EUA, o limite recomendado para homens é quase o dobro: 196g por semana, ou dez taças de vinho. Já para mulheres, devido a diferenças metabólicas, a recomendação é de até 98g por semana.

No Brasil, não existe uma recomendação oficial do quanto de álcool seria aceitável ingerir para não aumentar a possibilidade de doenças. Especialista na área, a professora Zila Sanchez, do Departamento de Mecina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) explica que esse tipo de diretriz existe basicamente em países ricos. Ela ressalta que a falta de uma definição sobre a quantidade de ingestão de álcool aceitável aqui dificulta estudos acadêmicos sobre o assunto e prejudica as orientações dos médicos no dia a dia do sistema de saúde.

— Do ponto de vista de ciência do álcool no Brasil, ter uma diretriz oficial de quantos gramas representam uma dose e de quantos gramas são recomendados semanalmente faria uma diferença brutal para as pesquisas, porque padronizaria os estudos. Hoje, temos grande dificuldade de comparar estudos feitos dentro do país, porque cada um se baseia em uma medida internacional diferente. Do ponto de vista de saúde pública, ter uma diretriz também faz todo o sentido, porque o médico pode conversar melhor com o paciente sobre o assunto — afirma a pesquisadora.

Cientificamente, a quantidade de álcool é sempre medida em gramas, e é possível ingerir uma quantidade grande de álcool em apenas poucas doses de bebida, porque depende do teor alcoólico de cada uma. Por exemplo, uma cerveja tem, em média, 5% de álcool; já o vinho, em torno de 13%; e o whisky, por volta de 40%.

Também não se deve beber tudo de uma vez
Embora o estudo traga como relativamente livre de risco uma ingestão de sete latas de cerveja por semana, Zila alerta para a diferença entre beber uma lata por dia e beber todas as sete de uma só vez.

Segundo ela, ingerir essa quantidade de álcool em um intervalo de apenas duas horas em uma festa, por exemplo, é “o pior padrão de consumo”. E esse padrão tem até nome: binge drinking. O que o caracteriza é, no caso dos homens, a ingestão de cinco ou mais latas de cerveja em um período de duas horas, e, no caso das mulheres, quatro ou mais latas no mesmo período.

— O binge drinking, já muito estudado, é entendido como o pior padrão de consumo de álcool, porque a pessoa que o pratica começa a se envolver em atividades nas quais não se envolveria se não estivesse intoxicada, como brigas com pessoas bem mais fortes ou relacionamento sexual inseguro. Então, não se pode achar que é a mesma coisa beber uma latinha por dia e encher a cara no final de semana. Esse é um comportamento de risco — diz Zila.

O estudo na “The Lancet” mostra que o álcool aumenta o risco de qualquer tipo de doença cardiovascular: acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, doença hipertensiva fatal e aneurisma aórtico fatal. O risco só declina em relação a infarto do miocárdio. Para David Sullivan, da Escola Médica da Universidade de Sydney, que não participou do estudo, a resposta sobre como as pessoas devem agir fica clara ao se colocarem essas informações na balança.

— Não adianta proteger contra infarto e gerar todas as outras doenças cardiovasculares possíveis — pontua. — Quando as duas tendências são consideradas juntas (taxa de consumo de álcool e taxa de doenças cardiovasculares), qualquer benefício do álcool é eliminado para ingestões de mais de 100 gramas por semana.

Para mulheres, o consumo de álcool é ainda mais perigoso — justamente por isso os países que têm diretrizes costumam diferenciar as recomendações de acordo com o gênero. Isso se explica porque, entre outros aspectos, as mulheres produzem uma quantidade menor da enzima responsável por degradar o álcool. Em decorrência disso, uma mesma dose de bebida ingerida por uma mulher faz com que ela fique, em média, com 30% a mais de concentração alcoólica no sangue do que um homem ficaria.

De acordo com Jason Connor, do Centro de Pesquisas para Abuso de Substâncias na Juventude da Universidade de Queensland, na Austrália, o estudo traz informações robustas que são capazes de influenciar o modo como países lidam com o tema.

— Os níveis de consumo recomendados nesse estudo serão, sem dúvida, descritos como implausíveis e impraticáveis pela indústria do álcool e outros opositores das advertências de saúde pública sobre o álcool. No entanto, os resultados devem ser amplamente divulgados e precisam provocar um debate público e profissional informado — comenta o especialista.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), são registradas anualmente 3,3 milhões de mortes resultantes do consumo excessivo do álcool. Isso representa seis mortes a cada minuto. A faixa etária mais preocupante é a dos 20 aos 39 anos, dentro da qual aproximadamente 25% do total de mortes são atribuídos ao álcool. A meta da OMS é que os países reduzam em 10% o consumo abusivo de álcool até 2020.

Uma crítica feita por vários pesquisadores à abordagem do estudo é a falta de dados relacionados à incidência de câncer por causa do álcool. Ainda segundo a OMS, hoje já se sabe que as bebidas alcoólicas estão relacionadas a 10% dos cânceres de intestino grosso e 8% dos cânceres de mama, por exemplo.
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NARCISISMO COLETIVO, UM VÍRUS QUE SE EXPANDE CADA VEZ MAIS

O narcisismo coletivo se transformou em um vírus. Nós podemos defini-lo assim porque causa danos, contagia e se expande facilmente. 

Embora não pareça, a busca pela exaltação do próprio grupo em detrimento dos demais é uma dinâmica que aconteceu em todas as épocas; variando em intensidade e alcançando suas máximas em determinados momentos históricos, como na Alemanha nazista.

Expressa certa nostalgia pela existência de uma “raça superior”. Mesmo que, é claro, não precise ser necessariamente uma raça. Cabe, então, a qualquer grupo que compartilhe algum elemento de identidade comum. Podemos falar de nações, mas também podemos falar de times esportivos ou de profissões.

Ele se manifesta de forma muito visível no futebol. O narcisismo coletivo faz com que, para alguns torcedores, seja impossível aceitar tranquilamente que seu time perca para o time oponente; também os leva a fazer grandes exibições de poder, com músicas, barulhos irritantes ou atitudes que 
buscam intimidação. 

“Narcisismo. Não acredito que você não tenha
um espelho de corpo inteiro”.
– David Levithan –

O mesmo acontece com os países e o sentimento nacionalista. Há aqueles que se irritam porque alguém não gosta de seu país. Não toleram nenhuma crítica contra seu país e desejam, fortemente, que sua pátria seja admirada por todos e destacada em todas as circunstâncias.

É claro que todos nós queremos sentir orgulho do lugar de onde viemos, ou do grupo ao qual pertencemos. No entanto, quando isso toma outras dimensões, já não se trata de um sentimento saudável. Mais cedo ou mais tarde este sentimento se transformará em intolerância e  violência.

Do orgulho de grupo ao narcisismo coletivo
Qual seria a diferença entre o orgulho nacional, o de grupo e o narcisismo coletivo? Quem sofre do vírus do narcisismo coletivo não quer sentir orgulho pelo seu grupo, e sim demonstrar ser superior aos demais. No fundo, habita a insegurança e, por isso, buscam a reafirmação do que os outros pensam.

Em qualquer sentimento, atitude ou comportamento humano onde haja exagero, o mais provável é que também haja um sintoma neurótico. O narcisismo não é uma excessão. Quando construído a nível individual, surgem as pessoas que gostam de ostentar e mostrar uma imagem de segurança, em vez da realidade que vivem.

O mesmo acontece nos grupos. É mais fácil que o narcisismo coletivo floresça naqueles grupos nos quais o que mais se compartilha é uma autovalorização fraca e fortes dúvidas sobre seu próprio prestígio. 

Por isso o que estas pessoas mais desejam é serem reconhecidas pelos demais. E não só isso: também desejam a derrota dos outros, nas mais diversas situações.

Um estudo realizado pela Universidade de Varsóvia, na Polônia, indicou que os grupos que sofrem de narcisismo coletivo são, geralmente, compostos por indivíduos que têm fortes sentimentos de insuficiência pessoal. O grupo é uma tentativa de compensar esta percepção de vazio.

A manipulação nos grupos narcisistas
É comum que os grupos que exibem um narcisismo coletivo gerem líderes autoritários e, muitas vezes, totalitários. O fato de se sentir guiado por alguém que não demonstra nenhuma vulnerabilidade, ou, em todo caso, é extremamente forte, dá segurança aos seus seguidores. Estes líderes costumam explorar todos estes sintomas e, por isso, exaltam com veemência a suposta superioridade que existe em pertencer a um grupo, comparado a não pertencer.

Este assunto foi estudado pela Universidade de Londres e concluíram que esse tipo de líder tende a construir teorias da conspiração contra eles. Um inimigo comum pode ser aquela peça que vai ajudar a consolidar sua uniformidade e a união dentro destes coletivos. O próprio narcisismo faz com que fantasiem sobre o fato de serem observados, invejados e potencialmente atacados por outros.

A agressão e a vingança começam a adquirir outro significado neste tipo de grupo. Cometer atos violentos contra aqueles que não pertencem ao coletivo pode ser visto de forma positiva. Isso pode acontecer especialmente caso a agressão seja dirigida a um possível inimigo, conspirador ou um aliado destes. O mesmo acontece com a vingança, que já não é vista como uma paixão irracional ou que causa mal, e sim como um direito legítimo, sustentado pela aparente necessidade de se defender.

Diferentemente deles, os grupos que têm um senso saudável de orgulho coletivo geram efeitos construtivos. Neste caso, produz-se uma maior coesão e confiança mútua. Uma união que, para ser consolidada, não precisa diminuir os outros nem passar por cima daqueles que sejam diferentes. Enquanto o orgulho razoável é o fundamento da democracia, o narcisismo coletivo é a base do fascismo e de seus métodos de imposição e controle.
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