20 BENEFÍCIOS DA COUVE PARA SUA SAÚDE

Anti-inflamatória, cicatrizante, combate a celulite, problemas digestivos, enfermidades do fígado, cálculos renais, menstruação dolorosa, artrite, bronquite, úlceras estomacais, osteoporose, evita ressacas, alivia  prisão de ventre, ajuda a evitar o acúmulo de gordura, regula hormônios e a pressão arterial, reduz o envelhecimento da pele e auxilia o funcionamento dos  neurotransmissores.

Ingrediente indispensável da brasileiríssima feijoada e do caldo verde, que herdamos de Portugal, a couve, além de ser barata e fácil de encontrar em todo o país, oferece vários benefícios. E quanto mais os especialistas estudam essa verdura, mais surgem vantagens. Chega a parecer uma bula de remédio: ela é anti-inflamatória e cicatrizante.

De onde vêm esses poderes?
Dos glicosinolatos, fitoquímicos naturais que, por terem ação desintoxicante, estimulam o organismo a se livrar até mesmo das substâncias cancerígenas, além de fortalecer o sistema imunológico.

Quando você coloca o vegetal no prato, também se serve de uma variedade incrível de vitaminas e minerais que, combinados aos fitoquímicos, favorece a absorção dos outros nutrientes da refeição, especialmente do cálcio. Nesse aspecto, a nutricionista Denise Madi Carreiro, de São Paulo, chega a comparar a folha ao leite materno.

Denise, que é professora do curso de pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional do Centro Valéria Paschoal, afirma que a couve é um alimento até mais adequado para os ossos que o leite de vaca. Ela tem cálcio e magnésio, que trabalham juntos para exercer diversas funções, como formar a massa óssea na proporção adequada”, explica a especialista.

O leite de vaca tem nove vezes menos magnésio e três vezes mais cálcio do que a proporção necessária. Segundo Denise, isso faz com que o cálcio do leite tenha dificuldade de se fixar no nosso esqueleto. Pior, ele rouba o magnésio existente no organismo. E, como a maior parte desse mineral fica concentrada dentro do osso, consumir mais cálcio do que magnésio aumenta o risco de perda de massa óssea. Daí para a osteoporose é um pulo, diz a especialista.

Outros benefícios
Os elemento químicos são parceiros em várias outras tarefas: ajudar o corpo a se livrar do acúmulo de gordura, manter a pressão arterial sob controle, regular a ação de hormônios e controlar os movimentos dos músculos – o cálcio contrai a musculatura e o magnésio relaxa. 

Além disso, o último é fundamental para a formação e funcionamento de todos os neurotransmissores, sem exceção. É por isso que sem ele você se sente desanimada e até mal-humorada.

Na couve, o magnésio faz parte da clorofila – substância que dá a cor verde à folha e com potencial de renovar as células do nosso organismo. Quer dizer que a verdura tem mais essa vantagem: rejuvenesce.

Mais Benefícios da Couve
A couve também é muito rica em minerais (cálcio, ferro e fósforo) e vitaminas (A, complexo B e C). Ela é excelente para combater problemas digestivos, enfermidades do fígado, cálculos renais, menstruação dolorosa, artrite, bronquite, além de curar úlceras estomacais. A couve pode ainda ser utilizada para evitar ressacas, aliviar a prisão de ventre (devido ao seu alto teor de fibras), evitar a má disposição e aliviar dores causadas pelas úlceras gástricas.

O iodo da couve é constituinte essencial da glândula tireoide, participando na produção diária dos hormônios tiroxina (T4) e triodotironina (T3).

Além de tudo isso, a couve contém fibras que aumentam a nossa sensação de saciedade. É pobre em calorias e por isso, ela é muito utilizada em dietas para redução de peso.

Reduz o inchaço e melhora a textura da pele, principalmente da acne. É rica em vitamina A (RE), que age como um antioxidante. Os antioxidantes são responsáveis por combaterem os radicais livres que estão associados ao envelhecimento precoce da pele.

A couve é fonte de minerais do complexo B como a niacina (vitamina B-3), ácido pantotênico (vitamina B-5), piridoxina (vitamina B-6) e riboflavina.

As folhas e caules são boas fontes de minerais como ferro, fósforo, cálcio, cobre, manganês, selênio, potássio e zinco.
É também fonte de vitamina E e proteína.

Caso a couve seja refogada, como na feijoada, o aconselhável é que não passe muito tempo no fogo. A ideia é apenas saltear a couve rapidamente, sem ficar muito tempo no calor.

Sexta-feira é dia de FEIJOADA NO MISCELÂNDIA! 
Estão todos convidados.


É VERDADE QUE UTILIZAMOS APENAS 10% DE NOSSO CÉREBRO? - Claudia Hammond

Usando uma técnica chamada imagem de ressonância magnética funcional, neurocientistas podem identificar as partes to cérebro que são ativadas quando uma pessoa faz ou pensa em algo.

Um dos mitos mais conhecidos sobre o cérebro é o de que utilizamos apenas 10% de sua capacidade. É uma ideia atraente, pois sugere que poderíamos ser muito mais inteligentes, bem sucedidos e criativos se conseguíssemos aproveitar os outros 90% que podemos estar desperdiçando.

Infelizmente, isso não é verdade.
Não é bem claro a que se referem esses tais 10% de utilização. Se a afirmação se refere a 10% de regiões cerebrais, é fácil de ser refutada.

Usando uma técnica chamada imagem de ressonância magnética funcional, neurocientistas podem identificar as partes to cérebro que são ativadas quando uma pessoa faz ou pensa em algo.

Uma simples ação, como abrir e fechar a mão ou dizer algumas poucas palavras, requer uma atividade de muito mais de uma décima parte do cérebro. Mesmo quando se supõe que a pessoa não está fazendo nada, o cérebro está trabalhando bastante, controlando funções como respiração, atividade cardíaca ou memória.

Nada ocioso
Se os 10% mencionados se referirem ao número de células do cérebro, ainda assim a afirmação não procede.

Quando qualquer célula nervosa deixa de ser utilizada ela se degenera e morre ou é colonizada por outras áreas vizinhas. Não permitimos que as células de nosso cérebro fiquem ociosas. Elas são valiosas demais.

Segundo o neurocientista Sergio Della Sala, o cérebro necessita de muitos recursos. Manter o tecido cerebral consome 20% de todo o oxigênio que respiramos.

Como pode então uma ideia sem fundamento biológico ou fisiológico ter conseguido se espalhar desse jeito? É difícil rastrear a fonte original do mito.

O psicólogo e filósofo norte-americano William James escreveu no livro As energias do homem que "utilizamos somente uma pequena parte de nossos possíveis recursos mentais e físicos".

Ele pensava que as pessoas podiam progredir mais, porém não se referia ao volume do cérebro nem à quantidade de células, tampouco a uma porcentagem específica.

A referência aos 10% é feita em um prólogo da edição de 1936 do popular livro de Dale Carnegie Como ganhar amigos e influenciar pessoas. Algumas pessoas dizem que Albert Einstein foi a fonte da afirmação.

Della Sala tem tentado encontrar essa citação, mas ninguém que trabalha no arquivo Albert Einstein pôde sequer confirmar que tenha existido. Parece mais um outro mito.

Zona duvidosa
Existem dois fenômenos que talvez possam explicar o mal-entendido. Nove de cada dez células do cérebro são do tipo neuróglias ou células gliais, que são células de apoio, que provêm assistência física e nutricional. Os outros 10% das células são os neurônios, que se encarregam de "pensar".

Assim, talvez as pessoas tenham interpretado que os 10% das células que se ocupam do trabalho duro de pensar poderiam aproveitar também as neuróglias para aumentar a capacidade cerebral pensante. Só que essas células são totalmente distintas e não podem simplesmente se transformar em neurônios para nos dar mais potência mental.
Existem os 10% que pensam, e os 90% que ajudam a pensar.

Há, no entanto, um grupo de pacientes, cujas imagens do cérebro revelaram algo extraordinário.

Em 1980, um pediatra britânico chamado John Lorber mencionou na revista Science que alguns dos pacientes com hidrocefalia, que tinham muito pouco tecido cerebral, ainda assim tinham um cérebro que podia funcionar.

O caso, sem dúvida, demonstra que todos nós podemos usar nossos cérebros para fazer mais coisas do que sabemos, já que é sabido que as pessoas se adaptam a circunstâncias extraordinárias.

É certo, claro, que se nos propusermos, podemos aprender coisas novas. E cada vez há mais evidência que mostra que nosso cérebro muda. Porém, não é que estejamos explorando uma nova área do cérebro. Acredita-se que quando novas conexões entre as células nervosas são feitas, perdemos velhas conexões quando já não as necessitamos.

O que mais intriga neste mito é que ele pode ter nascido e se cristalizado com base em informação que não é correta.

Talvez falar em 10% seja uma forma atrativa porque oferece um potencial enorme para se melhorar. Todos queremos ser melhores. E podemos, se nos cuidarmos.

Porém nunca vai acontecer de encontramos uma porção de nosso cérebro em desuso.

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