Vídeo – AMOR, MEDO E FELICIDADE - ZYGMUNT BAUMAN


Entrevista exclusiva: Zygmunt Bauman

Depoimento exclusivo em vídeo do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, gravado em sua casa na cidade de Leeds, Inglaterra, no dia 23 de julho de 2011, pela equipe da CPFL e do Fronteiras.

Bauman nos motivou a encarar um grande desafio contemporâneo: entender as mudanças que o advento da modernidade líquida produz na condição humana. E esse desafio orienta a agenda de discussões do café filosófico cpfl, programa no qual repensamos os velhos conceitos que costumavam cercar as narrativas de nossas vidas. Aprendemos com Bauman a tratar com rigor conceitual - reconhecendo a fluidez entre os laços, entre os conceitos e os saberes - temas que ainda não haviam conquistado um estatuto acadêmico claro, como o amor, o medo e a felicidade.

Oferecemos a você este vídeo em que Zygmunt Bauman fala de expectativas para o século XXI, internet, a necessidade de construção de políticas globais, a construção de uma nova definição de democracia, entre outros temas.
 
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AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO EM MASSA, SEGUNDO NOAM CHOMSKY

Noam Chomsky é um dos intelectuais mais respeitados do mundo. Este pensador americano foi considerado o mais importante da era contemporânea pelo The New York Times. 

Uma de suas principais contribuições é ter proposto e analisado as estratégias de manipulação em massa que existem no mundo hoje.

Noam Chomsky ficou conhecido como linguista, mas também é filósofo e cientista político. Ao mesmo tempo, se tornou um dos principais ativistas das causas libertárias. Seus textos circularam pelo mundo e não param de surpreender os leitores.

“Como temos tanta informação, mas sabemos tão pouco?”
-Noam Chomsky-

Chomsky elaborou um texto didático no qual sintetiza as estratégias de manipulação em massa. Suas reflexões a respeito disso são profundas e complexas. No entanto, para fins didáticos, ele resumiu tudo em princípios simples e acessíveis a todos.

1. A distração, uma das estratégias de manipulação em massa
Segundo Chomsky, a mais recorrente das estratégias de manipulação em massa é a distração. Consiste, basicamente, em direcionar a atenção do público para temas irrelevantes ou banais. Desta forma, eles mantêm as mentes das pessoas ocupadas.

Como a mídia nos manipula
Para distrair as pessoas, as deixam cheias de informações. Dá-se uma importância excessiva, por exemplo, a eventos esportivos. Também aos shows, aos programas de TV, etc. Isso faz com que as pessoas percam de vista quais são seus reais problemas.

2. Problema-reação-solução
Às vezes o poder, deliberadamente, deixa de atender ou atende de forma deficiente certas realidades. Eles fazem os cidadãos verem isso como um problema que exige uma solução externa. Eles mesmos propõem uma solução.

Essa é uma das estratégias de manipulação em massa para tomar decisões que são impopulares. Por exemplo, quando querem privatizar uma empresa pública e intencionalmente pioram seu nível serviço. No final, isso justifica a venda.

3. Gradualidade
Esta é outra das estratégias de manipulação em massa para introduzir medidas que as pessoas normalmente não aceitariam. Consiste em aplicá-las pouco a pouco, de forma que sejam praticamente imperceptíveis.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com a redução dos direitos trabalhistas. Em diferentes sociedades têm sido implementadas medidas, ou formas de trabalho, que acabam fazendo com que o trabalhador não tenha nenhuma garantia de segurança social.

4. Deferir
Esta estratégia consiste em fazer os cidadãos pensarem que é tomada uma medida que é temporariamente prejudicial, mas que no futuro pode trazer grandes benefícios para toda a sociedade e, é claro, para os indivíduos.

O objetivo é que as pessoas se acostumem com a medida e não a rejeitem, pensando no suposto bem que ela trará amanhã. Chegado o momento, o efeito da “normalização” já funcionou e as pessoas não protestam porque os benefícios prometidos não chegam.
  
5. Infantilizar o público
Muitas das mensagens na televisão, especialmente da publicidade, tendem a falar ao público como se fossem crianças. Usam gestos, palavras e atitudes que são conciliadas e impregnadas com uma certa aura de ingenuidade.

O objetivo é vencer as resistências das pessoas. É uma das estratégias de manipulação em massa que busca neutralizar o senso crítico das pessoas. Os políticos também empregam essas táticas, às vezes se mostrando como figuras paternas.

6. Recorrer às emoções
As mensagens que são projetadas a partir do poder não têm como objetivo a mente reflexiva das pessoas. O que procuram principalmente é gerar emoções e atingir o inconsciente dos indivíduos. Por isso, muitas dessas mensagens são cheias de emoção.

O objetivo disso é criar uma espécie de “curto circuito” com a área mais racional das pessoas. Com emoções, o conteúdo geral da mensagem é capturado, não seus elementos específicos. Desta forma, a capacidade crítica é neutralizada.

7. Criar públicos ignorantes
Manter as pessoas na ignorância é um dos propósitos do poder. Ignorância significa não dar às pessoas as ferramentas para que possam analisar a realidade por si mesmas. Dizer-lhes os dados anedóticos, mas não deixar que conheçam as estruturas internas dos fatos.

Manter a ignorância também é não colocar ênfase na educação. Promover uma ampla lacuna entre a qualidade da educação privada e da educação pública. Adormecer a curiosidade pelo conhecimento e dar pouco valor aos produtos da inteligência.

8. Promover públicos complacentes
A maioria das modas e tendências não são criadas espontaneamente. Quase sempre são induzidas e promovidas a partir de um centro de poder que exerce sua influência para criar ondas maciças de gostos, interesses ou opiniões.

Os meios de comunicação geralmente promovem certas modas e tendências, a maioria delas em torno de estilos de vida tolos, supérfluos ou até mesmo ridículos. Convencem as pessoas de que se comportar assim é “o que está na moda”.

9. Reforço da auto-culpabilidade
Outra estratégia de manipulação em massa é fazer as pessoas acreditarem que elas, e somente elas, são culpadas por seus problemas. Qualquer coisa negativa que aconteça a elas depende apenas delas mesmas. Dessa forma, são levadas a acreditar que o ambiente ao seu redor é perfeito e que, se ocorrer uma falha, esta é responsabilidade do indivíduo.

Por isso, as pessoas acabam tentando se encaixar e também se sentem culpadas por não obterem muito sucesso. Deslocam a indignação que o sistema poderia provocar para uma culpa permanente em si mesmos.

10. Conhecimento profundo do ser humano
Durante as últimas décadas, a ciência conseguiu reunir uma quantidade impressionante de conhecimentos sobre a biologia e a psicologia dos seres humanos. No entanto, toda essa informação não está disponível para a maioria das pessoas.
Apenas uma quantidade mínima de informações chega ao público. 

Enquanto isso, as elites dispõem de todo esse conhecimento e o usam conforme sua conveniência. Mais uma vez, fica claro que a ignorância facilita a ação do poder sobre a sociedade.

Todas essas estratégias de manipulação em massa têm como objetivo manter o mundo tal como convém para os mais poderosos. Bloquear a capacidade crítica e a autonomia da maioria das pessoas. 

No entanto, depende também de nos deixarmos ser passivamente manipulados, ou oferecermos resistência até onde for possível.
Fonte: A mente é maravilhosa
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O QUE HÁ POR TRÁS DA IRRITAÇÃO FREQÜENTE?

Por trás de toda irritação há algum grau de frustração. Nós nos irritamos porque nos sentimos incapazes de controlar alguma situação ou pessoa. Isso é claro. Também é claro que todos nós, absolutamente todos, temos momentos de mau humor de vez em quando. Pequenas explosões de caráter que podem ser muito saudáveis quando são originadas por uma causa razoável.

Mas o que acontece quando a irritação não acaba? Quando permanecemos quase todo o tempo com a testa franzida, os olhos entreabertos e procurando alguma briga? Será que pertencemos a esse grupo de “resmungões por natureza” ou há algo mais aí?

A resposta é uma só: por trás de uma irritação frequente, há mais do que uma frustração passageira; o que se esconde é uma depressão encoberta.

A irritação crônica
Em algumas ocasiões, o mau humor não é algo de momento, mas se estende por semanas, meses ou anos. Às vezes, o incomum não é que tenhamos esses incêndios repentinos em nosso caráter, mas sim que consigamos manter a serenidade. A irritação vai se transformando em nossa maneira normal de ser diante da vida. Tudo nos incomoda, ficamos irritáveis e perder a calma é o que acontece com mais frequência.

Nesse caso, a irritação não está direcionada contra uma pessoa ou uma situação em particular. A pessoa simplesmente sente tudo o tempo todo, experimentando intolerância, aborrecimento e tédio.

Por sua vez, expressa-se por meio das atitudes clássicas: gritar, permanecer inquieto, tenso, ter sempre à mão um comentário de auto-desqualificação ou de crítica para os demais. Fisicamente, manifesta-se por meio do cenho franzido permanentemente, problemas digestivos e, muito provavelmente, dificuldades para dormir adequadamente.

Se esse é o seu caso, o mais provável é que não esteja irritado com o mundo: na realidade, está irritado consigo mesmo.

As razões que lhe impulsionaram a criar inimizade internamente com o que você é certamente tem a ver com os modelos mentais que gerencia inconscientemente. Há parâmetros que você escolheu para avaliar a si mesmo, sem ter muito claro o porquê, e que só estão servindo para reprovar a si mesmo mais uma vez. Também há experiências não resolvidas em seu passado. Por isso você se irrita, mas não sabe.

O fogo e a chama
Não é o caso de entrar e analisar aqui todas as possíveis razões pelas quais você decidiu se transformar em um dos seus piores inimigos. Está na profundidade da sua mente, no mais remoto da sua história. Mas o que, sim, podemos esboçar é pelo menos uma pergunta “por que são tão válidas as razões que o levam a manter-se irritado?”

Esqueça os demais, porque eles nunca vão se comportar exatamente como você quer ou pensa que devem se comportar. Os outros são somente uma desculpa que você utilizou para poder expressar a sua irritação. Não são as suas falhas, nem a crise econômica, nem a tensão bélica na Coréia que lhe deixam irritado.

Simplesmente, você tem uma ideia do “dever ser” na vida e não consegue se ajustar a ela. Isso faz com que se sinta terrivelmente mal; você não só se julga severamente, mas também se culpa e se atormenta. Paradoxalmente, seu ego gigantesco não o permite que se compreenda, nem que se perdoe.

A ira é como um fogo interno que arde. Um elemento capaz de dar calor ou de arrastar o que se encontre pelo seu caminho. Essa raiva indefinida é também uma força interna da qual não conseguiu se apropriar. Pode ser o motor de grandes ações, mas também a brasa onde se consomem os melhores momentos da sua vida.

Há um assunto que está pendente com você mesmo, não com os demais. Você deve resolvê-lo e, provavelmente, precisará de ajuda para isso. O que está esperando?
Fonte: A mente maravilhosa.
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PEDRO ALMODÓVAR - Pensamentos



"Existe a necessidade absoluta de se sentir desejado
E neste cículo do desejo é muito raro
Que dois desejos se encontrem e se correspondam
O que é uma das grandes tragédias do ser humano."

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O sexo é uma das poucas alegrias que a natureza nos deus, um presente distribuído democraticamente que só depende de nossos corpos, algo que merece ser celebrado, mas que, apesar de sua qualidade humana desde que o mundo é mundo, foi vítima de algo também tão humano, como a hipocrisia”.

SOBRE VISITAS DE EXTRATERRESTRES - Marcelo Gleiser

Será razoável supor que tenham 
feito o esforço para chegar até aqui 
e se esconder como luzes nos céus?

Estou passando a semana na Amazônia como parte das celebrações de dez anos da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa da Amazônia) e a convite da Secretaria do Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Fora o deslumbre da grande diversidade da fauna e flora local, a visita ao encontro das águas do rio Negro e do rio Solimões e um certo choque em ver a enorme industrialização junto aos rios, um assunto que parece ser de grande interesse local é a possibilidade de que misteriosas luzes nos céus sejam espaçonaves de origem extraterrestre.

Vamos investigar a possibilidade de que seres extraterrestres tenham algum interesse pelos céus da Amazônia ou mesmo pela Terra em geral. Antes, um pouco de astronomia.

O grande desafio de viagens interestelares são as distâncias gigantescas. O Sol está a aproximadamente oito minutos-luz da Terra. Ou seja, a luz, viajando a 300.000 km/segundo, demora oito minutos para cobrir os 150 milhões de quilômetros até aqui.

Digamos que queremos visitar o sistema estelar mais próximo da gente, na constelação do Centauro. São quatro anos-luz. Viajando na espaçonave mais veloz que temos, a 50.000 km/h, demoraríamos cerca de 100 mil anos para chegar lá!

Obviamente, se alguma inteligência extraterrestre existe, se desenvolveu tecnologia que não temos a menor ideia do que seja, capaz de viagens próximas da velocidade da luz, e se tem interesse em nos visitar, a viagem demoraria muito tempo. Talvez mandem arcas que viajam por muitas gerações pelo espaço, com vidas inteiras passadas dentro delas. Onde estão?

Será razoável supor que tenham feito esse esforço todo para chegar aqui e se esconder, meras luzes misteriosas nos céus? Em 1950, o físico Enrico Fermi fez um cálculo simples, mostrando que, se inteligências capazes de viagens interestelares existem na nossa galáxia, teriam já tido tempo de sobra para colonizá-la. "Onde estão eles?", perguntou-se.

Esse é o Paradoxo de Fermi: nossa galáxia tem 10 bilhões de anos e 100.000 anos-luz de extensão. Vamos supor que uma inteligência surgiu em algum canto um milhão de anos antes da gente, o que é bem razoável, considerando que a galáxia tem 200 bilhões de estrelas e possivelmente trilhões de planetas e luas.

Esses seres do planeta Yczykx têm espaçonaves que viajam a velocidades de 10% da velocidade da luz. Ou seja, em um milhão de anos, poderiam ter viajado de ponta a ponta da galáxia, incluindo várias passagens pela Terra. Se tivessem surgido não um, mas 10 milhões de anos atrás, poderiam ter colonizado a galáxia inteira. E certamente não nos contataram de forma direta e clara.

Portanto, ou vieram, não gostaram e foram embora, ou estão aqui, mas têm uma tecnologia de invisibilidade que elude nossos sistemas de detecção, ou nos criaram como um experimento genético que seguem de longe, como num zoológico, ou, o que é mais provável, nunca vieram aqui ou vieram e não deixaram nenhum sinal.

Das várias explicações para luzes estranhas nos céus, as mais plausíveis --fenômenos atmosféricos, balões de pesquisa etc.--, mesmo que menos dramáticas, são muito mais realistas.
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